Episódios de Parahyba FM | Respeitável Público

EP#62 - RESPEITÁVEL PÚBLICO - TAINÁ MACEDO

11 de maio de 202651min
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Neste episódio, a figurinista Tainá Macedo compartilha o processo criativo por trás das roupas vestidas pelos personagens das peças “Anáguas” e “Quando o Circo se Alumia”. 

“Respeitável Público” é o nosso programa semanal sobre artes cênicas, que vai ao ar às 18h toda quarta-feira na Rádio Parahyba 103.9 FM.

FICHA TÉCNICA

Data de Veiculação: 06/05/2026

Interlocutor: Ângela Duarte

Produção:   Ângela Duarte

Edição de áudio: Ivson Lira

Este programa é um produto da Rádio Parahyba FM, emissora da Empresa Paraibana de Comunicação.

Participantes neste episódio2
Â

Ângela Duarte

HostJornalista
T

Tainá Macedo

ConvidadoFigurinista
Assuntos4
  • Figurino em AnáguasAnáguas · Lourdes Ramalho · José Maciel · Patriarcado no Brasil · Geometria no figurino · Palmyra Paliano · Margarida Santos · Mônica Macedo · Teatro tradicional · Triangulação em cena
  • Figurino em Quando o Circo se AlumiaQuando o Circo se Alumia · Cia Mulinga · Luiz Bambam · Luiz Eduardo · Irla Medeiros · Circo Mambembe · Palhaços · Bonecos de papel · Ana Kiu · Palhaço Tayoquinha · Circo Águia Dourada · Nica Barros · Commedia dell'arte · Romeu e Julieta no sertão
  • Trajetória e Pesquisa de Tainá MacedoFigurinista · Artes Cênicas · Teatro Universitário · Moda · Docência · Mônica Macedo · Shavonna Celestina · Pesquisa de figurino · Livro sobre figurino · Fausto Viana · Teatro popular · Música
  • Importância do Figurino na NarrativaElemento cênico · Comunicação visual · Contexto histórico e social · Metalinguagem no teatro
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Programa não recomendado para menores de 10 anos. Está começando Respeitável Público, a memória viva do Teatro Paraibano. Abra as cortinas para histórias incríveis dos nossos convidados.

Olá, meu querido ouvinte da Paraíba FM. Como é que você tá? Tudo bem? Eu sou Angela Duarte e você escuta agora a Respeitável Público, nosso encontro semanal com o Teatro Paraibano. Vamos conhecer uma personalidade das artes cênicas hoje? Vamos ficar por dentro de tudo sobre dois espetáculos super especiais para ele? Então cola comigo na 103.9 que você é meu convidado de honra. Respeitável Público tá no ar.

E hoje quem está comigo aqui nos estúdios da Paraíba FM é a multiartista Tainá Macedo. Tainá que é atriz, figurinista. Tem show também musical, né? Tainá, bem-vinda. Obrigada por aceitar meu convite. Obrigada a você, Ângela. Estou muito feliz, muito honrada de fazer parte desse grande celeiro cenário de artistas.

Que é a Rai do Paraíba. Ai, que legal. Olha, Tainá, a gente vai falar hoje sobre as peças anáguas e quando o circo se alumia. Mas antes eu queria que o ouvinte, que ainda não conhece você, conhecesse você um pouco mais, né? Você é filha de atriz, cresceu no teatro, né? Tinha como você não seguir essa carreira também de artes cênicas? Olha que tinha. Eita. Eu tenho um irmão mais velho que é músico.

Mas é artes, acaba sendo artes no meio de tudo, né? E recentemente, há alguns anos eu comecei a estudar música também, então a gente ampliando os horizontes. Eu sempre fui apaixonada por teatro, sempre fiz curso desde criança, nas férias, lá no Teatro Lima Penante, que ainda é um curso que existe e acontece todo mês de janeiro para crianças e adolescentes.

Então, eu passei as minhas férias durante a infância e a adolescência fazendo teatro no Lima Penante. Minha mãe trabalhava lá, então, durante o ano também era um lugar que eu frequentei bastante.

E com muito carinho eu chamo de segunda casa, literalmente é a minha segunda casa, o teatro universitário que a gente tem aqui, que fica lá nas trincheiras, na Avenida João Machado. É um ambiente muito mágico para mim. Foi onde eu comecei a fazer teatro.

Primeiro como atriz, brincando, subindo no palco, contando histórias. E aos poucos, já na juventude, eu me interessei por moda. Veio aquela fase de fazer uma coisa diferente e eu fui para a moda. E aí de repente deu estalo, por que eu não junto as duas coisas? Eu poderia estudar figurino para teatro.

E aí nesse momento eu já estava na faculdade, aqui na UFPB, no bacharelado de teatro, e estava fazendo um curso técnico de moda na Funetec, né, esse curso já não existe mais. Nesse momento eu disse, tá, eu vou ser figurinista então. Vou mudar os trabalhos de conclusão, de disciplina na universidade, pedir para os professores para fazer sobre figurino.

No curso de moda também, ter uma pegada mais cenográfica. O pessoal gosta muito de chamar de moda conceitual. Então, eu fui mais tentando juntar os dois. E aí surgiu o primeiro convite para ser figurinista de um espetáculo de dois grandes artistas, amigos, J. Cavalcanti e Ingrid Castro. Eles estavam montando lá em 2009.

um espetáculo muito fofo chamado Faz de Conta, onde os dois contadores de histórias vivem várias histórias juntos em um espaço de dois por dois. Então, o palco do teatro é gigantesco, mas eles delimitavam ali com uma fita um quadrado de dois por dois e tudo se passava dentro desse quadrado, contando histórias milenares.

da bruxa, várias histórias que eram muito legais. E ali foi meu primeiro figurino. Desde então, não parei mais. O Grupo Graxa, do qual os meninos faziam parte e acolheu esse espetáculo na época, foi também um lugar de muito aprendizado para mim. Fiz outros espetáculos para eles, fiz o figurino.

Fiz também, quando eles assumiram o projeto de Paixão de Cristo da Prefeitura, há décadas atrás, uma década atrás, eles me chamaram para fazer figurino, então tive a oportunidade de fazer projetos pequenos e também projetos muito grandes, como esse da Prefeitura.

E aí a vida foi caminhando, eu fui me descobrindo também professora, essa vontade de dar aula, de expor as coisas e de comunicar aquilo que eu sabia fazer, que eu estava aprendendo a fazer. Daí veio a vontade pela docência.

Fui fazer pós-graduação, assim que terminei o bacharelado. Voltei para a licenciatura, para aí sim formar a professora.

Mas aí fiz mestrado, fui fazer doutorado, e tudo isso já voltado específico sobre figurino, sobre traje para cena. Não parece assim, mas tenho já alguns anos de trajetória e de trabalhos, de muita pesquisa dentro dessa área de cenografia e figurino. E é muito bom trabalhar e estudar o que você gosta, né?

Sem dúvida nenhuma. É um privilégio muito grande você poder trabalhar com prazer, né? E, assim, eu fico sem palavras, porque realmente é algo que me emociona. Ter desenvolvido essa carreira desde criança, ter persistido, né? E ter dito, não, é isso aqui, eu vou sustentar, eu vou fazer isso aqui.

E aí eu comecei a dar aula com a maior parte dos artistas para ter o seu sustento. A gente tem a obra de arte, a criação artística, mas como a gente está em João Pessoa, o processo de criação aqui de espetáculos é um pouco sazonal também.

Muitas vezes, dependendo de editais públicos ou do financiamento privado de cada grupo ou de um patrocinador, que é o caso mais difícil, a gente acaba tendo que procurar outras vias de...

sustentação, né? Então eu fui pra docência, pela qual já falei, me apaixonei, assim. Eu tive uma professora no curso de moda, que acho que muita gente já passou por um professor ou uma professora, assim, que ela dizia, assim, com essas palavras.

Eu não vou ensinar vocês o meu truque, o meu pulo do gato, porque isso eu levei anos para aprender. Então, não é você que está chegando aqui para fazer um curso meu, era o curso dela, tá? Que eu vou passar assim.

A dica, a manha, não, você vai ter que ralar para aprender. E aquilo me chocou muito na época. E aí eu disse, não, o caminho é inverso. Enquanto a gente ensina, a gente aprende. Enquanto eu aprendo, eu também ensino. É uma via de mão dupla, né? E é retroalimentada, assim. E isso é muito bonito da educação e do ensino.

E aí meio que para provocar um pouco essa professora e algumas outras e alguns outros que vieram depois, eu disse, não, eu quero ser professora também e eu vou ter uma prática diferenciada desses casos.

Bom, se alguém ficou com curiosidade, Tainá é filha da atriz Mônica Macedo. A minha colega Shavonna Celestina já entrevistou ela aqui para o Respetável Público. É um programa muito lindo que vale a pena conferir. Então está lá no nosso Spotify.

Mas aqui no nosso episódio de hoje, Tainá, a gente vai falar muito sobre figurino, mas a gente também vai mostrar para o ouvinte que o que o ator ou o personagem está vestindo, né, conta muito da história que está nos palcos, né. Então vamos começar por Anáguas. Anáguas que é uma peça baseada na dramaturgia de Lourdes Ramalho, é uma escritora radicada paraibana que faleceu em 2019.

que conta a história de três mulheres de gerações distintas que convivem entre silêncios herdados e confrontos que revelam a lenta decadência do patriarcado no Brasil do século XX. Então é uma história que tem trauma geracional, tem a questão do ser mulher, né? O próprio título, Anáguas, é uma peça de roupa.

Eu queria começar perguntando como foi que você trouxe esses aspectos para o vestimento, para a vestuária das personagens. Eu recebi o convite pelo diretor do espetáculo, que é o José Maciel, e ele já tinha uma ideia muito clara. Ele queria que o espetáculo girasse em torno.

de um triângulo, de uma forma triangular, onde as três atrizes se encontravam e também se separavam. E esse triângulo estava presente na forma do espetáculo acontecer no palco. De fato, tinham três escadas que formavam um triângulo. E o público assistiu o espetáculo dentro desse triângulo, sentado em banquinhos.

Às vezes desconfortáveis, às vezes confortáveis, né? Vai do gosto de cada um. E pensando nisso, cada ponta desse triângulo tinha uma escada, eram três.

atrizes, as escadas por si só já formam também alguns triângulos em alguns pontos de vista, né? E aí eu pensei, nossa, tá, tudo bem, triângulo pra cá, pra lá, vamos colocar isso no figurino de alguma forma.

Então eu fiz uma proposta inicial também com recortes na saia, montando saias longas para essas três personagens e essas saias todas recortadas com triângulos costurados, formando um grande patchwork que de longe você vê a textura. Mas quando você se aproxima assistindo o espetáculo, você percebe que são vários triângulos costurados.

Também os ângulos de decote, de manga, eu tentava sempre trazer uma linha inclinada que remetesse de alguma forma ao triângulo ali. E para diferenciar as três personagens...

A gente tinha em cena a mãe, a matriarca, e duas filhas. A filha mais velha, que vai, se forma na universidade, e se torna a pessoa mais importante no funcionamento da casa, no funcionamento econômico. Então, ela que vai cuidar das terras, porque é a estudada, a pessoa inteligente. E a filha mais nova, que é aquela que deu errado.

que se apaixona, que engravida, que não segue a cartilha tradicional dos moldes, mas é o que a história reflete, e ela sim reflete uma época, reflete algo que está datado.

E pensando nisso, a mãe, que representa esse tradicional, teria tons mais escuros e uma manga comprida. As saias são do mesmo tamanho, mas elas se diferenciavam pelo comprimento das mangas, das blusas.

E das cores. A mãe era mais escura, a filha mais velha, que é essa do trabalho, da força, tinha um tom mais esverdeado, e a apaixonada, que era Maria Cândida.

vinha com abóbora, um tom telha, para não trazer um vermelho sangue escancarado. Então, como é tudo um pouco empoeirado, com esse tom sépia, antigo, a iluminação era muito o tempo todo com focos âmbar, então aquela cena laranja.

Bem trazendo o visual de uma fotografia sépia, de uma fotografia antiga. E aí esse sangue não poderia ser tão vibrante assim na minha concepção. E veio essa abóbora, essa telha na saia da Maria Cândida, que representa todo o nosso ímpeto e a nossa vontade de mudar e de fazer diferente.

Ela tinha uma blusa mais decotada, correnda. E assim a gente diferenciou essas três personagens. Quanto tempo não ficamos assim? Estou assim. Está fria. Estou lindo. Vai recusar. Eu sinto teu filho pular no teu tempo. Está reclamando a boca. Quero escravar.

melhor seria bom, já que eu não vou ter. Mas e tu? Não, não tem preocupes. Eu serei como ela, terei mais ricos. Falta dizer, Edu. E saudade. Eu a funcionou pelo meu irmão. E era de carnicinhas. Eu também.

E se você sintonizou agora na 103.9, eu sou Angela Duarte e você escuta a respeitável público, o programa do Teatro Paraibano. Hoje, quem me acompanha nos estúdios da Paraíba FM é Tainá Macedo e a gente está falando sobre os figurinos, dessa vez, nesse bloco, sobre os figurinos da peça Anáguas.

Tainá, tudo que eu estou debatendo aqui, na verdade, foi de um texto que você escreveu para o site Farofa Crítica, onde você traz a história e todos os detalhes dessa peça. Inclusive, é um texto que está disponível na internet. Se você tiver mais curiosidade, ouvinte, por mais detalhes, vale muito a pena ler.

Mas uma coisa que chamou muito a minha atenção sobre a Anáguas é justamente essa questão da geometria. Se fala muito sobre o uso de ângulos e de formas e de cores também no cinema. Se fala muito sobre teoria da cor no cinema. Mas no teatro isso é tão importante quanto.

Então eu queria que você, você já falou dessa parte do figurino em si, mas eu queria que você falasse um pouco mais sobre a representação desse triângulo e dessas cores mais terrosas para contar a história dessas três mulheres, dessa mãe e dessas duas filhas.

No início, a forma, quando a gente imagina e a gente vê uma saia, ela tem uma forma de trapézio por conta da cintura, né? Que precisa ter ali um coes. Mas, observando as laterais, elas formam linhas, né? Uma saia vazia, ela tem linhas na diagonal.

no seu comprimento. Pensando nisso, essa já é uma imagem do feminino, uma saia.

Hoje, lembrando que a gente está falando de um espetáculo, de um texto datado, que tem uma época específica, um período específico, que não é o nosso, não é o atual. Vai aí para os anos 60, 70, do século XX. E essa ideia da saia era muito vinculada à imagem do feminino. O vestido.

A anágua, a anágua nada mais é do que uma saia curta utilizada como forro para não mostrar tanta transparência ou as partes íntimas das mulheres. E essa saia sempre vinha com um bico de renda. Então, essa imagem da saia, essas linhas diagonais...

elas acabam perfurando e penetrando o pensamento do diretor, do José Maciel, que insistiu muito. E sempre que a gente tentava que alguém tinha alguma sugestão fora desse caminho, fora do triangular, ele dizia, não, vamos voltar para cá.

E algo muito importante desse vínculo feminino do espetáculo são as atrizes. São três mulheres que tiveram carreiras muito...

brilhantes, assim, como atrizes lá na década de 80, 90, que ocuparam muito os palcos, os jornais, as notícias, que são Palmyra Paliano, também professora do IFPB, professora de teatro, então muita gente também foi aluno dela. É a Margarida Santos.

também conhecida antigamente como Margot, e Mônica Macedo, que é a minha mãe. Elas participaram de tantos outros espetáculos que viajavam, viajaram muito na década de 80, fizeram a inauguração de Santa Rosa, reinauguração.

Projeto Mambembam, um dos primeiros grandes projetos públicos de circulação de teatro. Então, são grandes atrizes que decidiram se reencontrar. Tudo isso para dizer o quê? A Náguas é um reencontro dessas mulheres que decidem, vamos fazer teatro juntas. E vamos fazer por amor, por prazer.

porque a gente quer fazer sem briga, sem confusão, sem grito. Não, vamos ter um processo afetivo, carinhoso. E aí também acontece esse fenômeno.

da triangulação, você vê as três mulheres em total sintonia, conversando e decidindo com a supervisão desse diretor, que foi quem teve a ideia inicial de juntar as três.

com esse texto da Lourdes Ramalho, que é uma obra prima, foi escrito e pouquíssimo encenado. A Lourdes Ramalho entrega o texto para o José Maciel e ele vira e desvira e revira o texto também, pensando nessa triangulação. Então, o espetáculo tem músicas, as músicas são partes do texto musicadas. Esse olhar...

feminino, triangular, ele está presente no espetáculo inteiro. Perfeito, filha de Sodomão, perfeito, a geração. Perfeito, filha de Sodomão, perfeito, a geração.

Graça a posteridade, o bem-vindo passar o bem-vindo. Tem uma técnica de trabalho de ator que a gente chama de triangulação. O próprio nome é esse, triangulação. Acontece muito em duplas e em trabalhos de comicidade, com palhaços.

que é o fato de quando um está falando, está no momento da fala, ele olha para o público e a sua dupla olha para ele e gera essa atenção, guia a atenção do espectador para esse que está falando. À medida que a outra pessoa fala, quem cala olha para ela e o público faz esse caminho também de mudar o olhar para aquele que vai falar agora.

Isso acontece no espetáculo também, como forma de encenação, de troca de texto. Então é impossível não perceber esse trabalho minucioso em todas as áreas do espetáculo Anáguas. A iluminação também muito cortada, utilizando muito das facas que a gente tem nos refletores.

para deixar os ângulos marcados. E eu acho que é isso. O espetáculo é permeado por essa forma. Você fala também que essa parte da geometria também fala muito sobre o espaço que essas personagens estão inseridas, que é uma coisa mais sertaneja, se não me engano. A questão do patriarcado, da pressão.

Ser alguém na vida, entre muitas aspas. Então, eu achei muito interessante como você mesmo falou, né? O triângulo é, assim, intrínseco em todas as áreas de Anágoas. Eu achei isso muito interessante.

É, e você pensar assim, uma mãe opressora, mas opressora também porque foi oprimida, me vem à cabeça, né, assim, os pensamentos intrusivos da hora, né, que o sonho do oprimido é ser opressor.

Mas essa mãe opressora ocupa uma ponta, a ponta principal. Se você olha o palco, a italiana da plateia, a mãe fica posicionada ao fundo, no ponto central do palco. E as duas filhas em cada ponta do procênio, uma em uma ponta e outra em outra ponta.

Então, assim que você entra no palco, você vê a mãe instalada lá, essa figura materna. E as três atrizes estão cantando até o público se sentar e se acolher ali nos banquinhos.

A italiana que você fala é aquele jeito clássico, tem um palco e tem um público, né? Isso, isso. É esse palco tradicional, né? Tipo o nosso Teatro Santa Rosa aqui. Imagina, né? Você entra, sobe aquelas escadas, de frente você encontra essa mãe. E nas laterais as duas filhas. Então tem essa coisa do topo também, né? Do poder.

do Tudo Leva a essa Mulher. E ao final do espetáculo, essa mãe morre e as duas filhas, que passaram o tempo todo brigando por serem muito diferentes, elas se reencontram nesse velório, nesse fim de ciclo da mãe. Um a Maria Cândida para entregar um bebê.

para a Maria Zaurina, que é essa mulher do trabalho, e finaliza o espetáculo com essa delicadeza. A Zaurina se deixando tocar também pela sensibilidade e pela nova linhagem, nova família, novo caminho. Sabe lá o que vai vir daí. É uma peça muito emocionante.

Taina, você sabe dizer quanto tempo a Náguas ficou em cartaz? A gente estreou em 2011 e nós apresentamos muito, muito, muito, muito, muito.

Ainda hoje eu sei texto decorado, eu viajei com o espetáculo fazendo a luz, então eu assisti praticamente todas as apresentações. E teve uma delas que eu substituí Palmeira, que ficou doente, e aí tinha que subir em cena, então eu fui lá e eu subi em cena.

Nossa! Eu fiz a Maria Cândida. Mas a gente fez um projeto de circulação nacional. Fizemos dois projetos de circulação nacional. Um foi em 2014 e o outro foi em 2016. E eu acho que logo em seguida, em 2017, o espetáculo se encerrou. Então seriam seis anos, sete anos, sei lá, por aí.

Nesse tempo, você chegou a modificar o figurino de alguma forma? Ou a ideia inicial, a ideia que você criou do começo, se permeou durante esses anos? A ideia continuou. A única coisa que a gente fez foi repor algumas peças.

as atrizes tomavam um banho em cena e um banho de ervas, então elas ficavam com uma combinação por baixo, um vestidinho de alça branco bem fininho, uma cambraia bem levinha. E aí essas combinações, elas se acabavam muito rápido.

Então elas a gente refez várias vezes e algumas blusas também foram refeitas, porque de tanto lavar ficava, né, estragava.

Mas de mudar a concepção, não. A gente só fazia reposição. E a Nágua chegou a participar de festivais, de ser premiado de alguma forma? A gente ganhou um prêmio lindo, lindo, lindo, lindo, lindo. Que foi o Festival de Teatro do Nordeste de Guaramiranga. Foi muito legal, porque antigamente o Festival de Guaramiranga...

Era um festival totalmente competitivo, então tinham todas as categorias. E de uns tempos para cá, ele, quer dizer, já mudou de novo, ele tinha se tornado um prêmio do júri popular.

Então, não tinha categoria de ator, espetáculo, diretor, não. Era só o júri popular. E esse júri era formado por todo mundo que assistia o espetáculo, desde a comissão debatedora, que não era mais julgadora, mas era debatedora, como os espectadores normais, as pessoas que estavam lá na plateia.

E aí nós vencemos esse prêmio no ano em que o festival estava acontecendo assim. Então foi no mesmo ano que teve o espetáculo daqui também concorrendo, que é maravilhoso, que é o Deus da Fortuna, do Alfenim. Uma atuação fantástica do Vitor Blanc. E a Náguas ganha esse prêmio lá no festival.

Para mim foi delicioso, assim. Foi um dos prêmios mais... Não foi diretamente para mim, né? Mas... Foi muito gostoso, foi muito gostoso. Porque é um reconhecimento do público.

E são essas as pessoas que a gente quer tocar e que a gente quer alcançar. E foi muito gostoso. Você não tem outra palavra assim, foi maravilhoso. Ter o respaldo do público, né? Porque a gente sabe, vai e chega num amigo, algum professor, pesquisador, escreve alguma coisa.

Boa, ruim, construtiva, qualquer coisa. Mas você ter o feedback do espectador, isso é maravilhoso. Teve outros prêmios também, mas pra mim esse foi o mais importante. E é muito bonito escutar você falando com tanto amor dessa peça.

E agora a gente vai falar de quando o circo se alumia. Tainá, essa é uma peça mais recente que você contribuiu como figurinista, né? Isso. Tem poucos meses de estreia e foi um trabalho maravilhoso, feito com dois grandes amigos, que é o Luiz Bambam, Luiz Eduardo e Irla Medeiros. Eles são da Cia Mulinga, já estão aí na estrada.

há bastante tempo também, com os seus palhaços.

pinotando por aí e fazendo a gente dar muita gargalhada. Foi muito prazeroso esse trabalho. Quando o Circo Cialumia traz essa proposta de resgatar como os circos aconteciam no interior, lá no século passado, essa questão do Mambembe, né? Eu achei muito interessante essa proposta de ser uma coisa meio metalinguística, né? É um gênero falando...

de outro gênero, né? Uma peça de teatro, falando sobre circo. Como foi que chegou até você esse convite de fazer o figurino de uma coisa tão específica, né?

Eu fui vizinha de Luiz e ele já falava assim, Tainá, vamos fazer alguma coisa junto. Nós éramos vizinhas também da cenógrafa desse espetáculo, que é a Tina Medeiros. A gente morava na mesma rua, então se encontrava sempre. A rua de artistas. E ficava a conversa, vamos trabalhar, vamos trabalhar, vamos trabalhar. Um belo dia eu recebo a mensagem, topa. Eu disse, eita, chegou a hora, vamos.

Agora a gente vai esperar o resultado do edital. Eu disse, tá certo, vamos esperar. Mais tempo. Belo dia no futuro. E aí, Tainá, vamos... Agora, só dizer quando. E essa junção dos amigos que produzem juntos...

Foi algo que foi para a cena também. Eu quis resgatar uma paixão minha de infância, porque tenho uma relação com palhaço. Minha mãe fez palhaço durante muito tempo. A minha infância, eu acompanhava ela com a agitada gangue, o grupo que ela fazia parte. A palhaça dela era maravilhosa, sapeca.

E eu me conecto muito fácil com esse ambiente. Então, quando eu conversava com os meninos, eu me sentia em casa. Eu me sentia no colo da minha mãe ali, fazendo o que a gente sempre fez. Eu fui atrás de uma brincadeira minha de criança para construir esse figurino, que foi desenhar bonecos de papel. Sabe aquelas revistinhas? Eu não sei se hoje ainda tem isso. Mas...

Na década de 90. Acho que 2000 também ainda tinha. Vendi umas revistinhas que tinham uma bonequinha e as roupas de papel. Você cortava, tinha umas alcinhas assim que você prendia nas bonecas.

E ficava brincando de boneca de papel. Eu lembro de desenhar muito, quando era pequena, as minhas próprias bonecas e as minhas próprias roupas loucas que eu inventava lá. E aí, nesse espetáculo, eu disse, não, vou resgatar isso também e vou criar os dois palhaços, né? O Bambam e a Cacatua e trazer esses figurinos por cima, fazendo essa brincadeira com o boneco de papel. Quem já tinha feito isso antes?

Foi uma colega minha do doutorado. Na época que eu tava fazendo doutorado, ela tava fazendo mestrado. Hoje ela já é doutora, que é a Ana Kiu. E ela disse, Tainá, olha essa proposta de figurino. E eram todos bonequinhos de papel assim. Rapaz, eu vou pegar isso e vou te imitar. Anos depois...

Eu resgatei a ideia. E nessa brincadeira, a gente sentou um dia no ensaio e ficou brincando, trocando as roupinhas e dizendo ah, não, vamos fazer assim. Não, mas e se a gente colocar essa... tira essa blusa e faz outra blusa assim?

Então foi uma diversão, foi um processo colaborativo e muito afetivo, muito afetivo. Muito interessante essa proposta lúdica, né? Sim. É uma coisa que eu acho que a gente poderia abrir um parêntese para comentar um pouquinho, é o quanto a pesquisa é necessária no processo de se criar um figurino, né? Porque não é só ler o texto e entender os personagens, tem que entender.

O contexto histórico, social em que a peça está inserida, até a própria questão do físico dos atores também. Fala um pouquinho mais dessa parte de pesquisa.

Eles vieram com uma proposta clara, que eram os dois palhaços, que são palhaços antigos, que vivem nessa vida itinerante, com um carro e esse circo que anda pelos lugares. É um típico teatro popular, de carroça. Então, não tinha nada de brilho, não tinha nada de espalhafatoso.

a não ser o colorido e a expressão cênica, a performance de cada um. Então, essas roupas coloridas que a gente tem nos palhaços e nos personagens, nas personagens cômicas, tudo isso foi um pouco que envelhecido pensando nessa ideia.

E aí tem algo importantíssimo, que é pensar o palhaço nesse lugar inicial, ancestral. A gente tem um relato do Luiz Otávio Burnier falando que os palhaços costumavam...

se vestir dos tecidos de colchão. Hoje a gente tem essas camas box que não tem mais desenho nenhum. Mas ainda vende uns colchonetes avulsos. E eles geralmente são estampados. Umas estampas sem bem nada a ver. Ou um floral, ou umas manchas de tinta, ou uns bonequinhos do Mickey, sei lá. Qualquer coisa assim.

E o que o Bournier vai falar é que os palhaços antigos se vestiam desses tecidos porque eram tecidos acessíveis. E daí vem a ideia dessas colchas de retalhos das roupas dos palhaços, né? Outros teóricos também vão dizer outras coisas. Mas essa é uma versão que eu gosto, que eu acho muito legal. Pensando nisso...

Eu propus para os meninos uma coxa de retalhos, onde uma parte do vestuário seria de quadrados e a outra parte de listras. E onde fosse quadrado para o bambam, seria listra para a cacatua, para eles fazerem meio que um jogo de xadrez.

Aí esses retalhos eu cortei, costurei um a um, montei a malha para depois fazer a roupa inteira. Então foi um trabalho bem delicado, mas foi muito legal. E pensando nessa construção artesanal das roupas dos palhaços mais antigos também, sem tanto apelo visual, brilhoso.

espalhafatoso, mas essa comicidade pela simplicidade, pelo colorido e pela simplicidade é isso.

Uma coisa que eu achei interessante, não sei se você participou dessa parte, mas se sim, eu queria muito ter mais detalhes, é que o processo de pesquisa para construir a peça Quando o Circo se alumia, teve entrevistas com o palhaço mais antigo em atividade na Paraíba, que é o palhaço Tayoquinha, do Circo Águia Dourada. Eu não participei dessa parte. Infelizmente, eu não pude estar presente na época.

Mas os meninos, eles mantêm um trabalho de pesquisa muito profundo na área da palhaçaria e da comicidade. A diretora do espetáculo também, Nica Barros, tem uma tese de doutorado sobre bufonaria, ela é maravilhosa. Eles se dedicam bastante ao que fazem.

nesse trabalho de pesquisa, mais voltado para a interpretação e para a construção do palhaço, desse ser cômico. Da minha parte, eu estou mais vinculada a esse estudo do que veste a personagem, de como ela se vestia e como fazer com que essa roupa transmita também informações sobre o personagem. Então, se eu queria falar de um casal de palhaços,

antigos, eu fui procurar quais seriam essas roupas iniciais. Me vinha muito à mente a figura do Arlequim que a gente tem na cabeça. Também eu estudei um pouco da Comédia de L'Arte, entendendo os losangos que montam o figurino do Arlequim, o tradicional, que são vários losangos coloridos.

Trazer esses retalhos também para as roupas deles. Tem todo um trabalho de pesquisa. E tem um segundo momento do espetáculo onde eles contam uma história como se Romeu e Julieta passassem no sertão da Paraíba. Muda o nome dos personagens, ele vai comer tapioca. É um monte de coisa legal e super contextualizado para a gente.

Nesse momento, eu fui atrás do traje clássico, o que seria esse ideal clássico, porém, de uma forma mais resumida, e pensando ainda nas condições desses dois palhaços de construir esse figurino sozinhos.

Então não tem muitos detalhes, muitas texturas, mas ao mesmo tempo tem essa pesquisa da imagem do que seria esse texto clássico do Shakespeare no sertão. As mangas bufantes, esses detalhes, da sobreposição também de duas cores na manga fofa. Foi um trabalho de pesquisa árduo, mas muito prazeroso, muito afetivo.

Nessa parte específica de Romeo e Julieta, então você meio que se coloca na mente dois personagens, né? Porque na peça, não é uma figurinista que criou, não. Eles que pegam com o material deles, né? Então ainda é necessário um jogo mental aí, né? De se colocar no personagem. Sim.

Porque a roupa não está lá gratuitamente, né? Eu não posso colocar em cena o que eu quero vestir, o que eu acho bonito, o que Tainá acha que é Romeo e Julieta. Não, eu tenho que seguir um caminho harmônico com o espetáculo num todo.

E nesse caso específico, quando a gente tem uma cena de metalinguagem, não é a figurinista que está pensando, mas eu tenho que pensar como os personagens fariam isso. Essa é uma cena muito comum nos teatros, nos circos itinerantes.

que é sempre uma contação de história, um drama circense, também chamado assim, onde os atores, os palhaços, contam uma história. Se não for pela cabeça deles, não vai fazer nenhum sentido. Se não for criando como se fosse o Bambam, como se fosse a Cacatua, não faria sentido.

Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo Super piruetas, ultra piruetas, bravo, bravo Salta sobre a arquibancada e tomba de nariz Que a moçada vai pedir bis

No começo desse programa eu falei que a gente ia falar muito sobre a importância do figurino e do figurinista para contar a história. Eu acho que a gente conseguiu chegar nessa justificativa. Sim, sim. O figurino é um elemento cênico que compõe o espetáculo. Imagina, como eu já vinha falando, uma coxa de retalho. O espetáculo é essa coxa belíssima que a gente vê.

E, de repente, cada pedacinho daquele é uma área específica, que precisa estar ali bem costurada, amarrada, e compondo um visual único, harmonioso, de acordo com o que aquela coxa se propõe a fazer. É esquentar para o frio? É se fazer bonita? É uma peça de decoração? O que é? Pensando dessa forma com o espetáculo, a luz...

tem que se adequar a essa história, né? Não poderia ter refletores, amostra de LED, não sei o quê. Ao mesmo tempo, eles trazem a lâmpada de LED imitando o fogo, a chama do fogo.

que é exatamente o que a gente está fazendo hoje. Nós somos um grupo de teatro, em 2026. Esse espetáculo é do ano passado, 2025. Montando e criando essa história. Então a gente usa as ferramentas que estão ao nosso dispor. Eu não posso pegar um tecido lá de 1970 para fazer o figurino do palhaço. Poder até posso.

Mas aí o tanto que eu vou ter de pesquisa, de dinheiro para trazer esse tecido, encontrar o tecido que eu quero, ter o cuidado de costurar corretamente, de não prejudicar aquele tecido para não perder. Então, o que a gente faz? A gente utiliza as ferramentas que a gente tem ao nosso dispor agora, no nosso tempo.

E é muito legal ver essa lâmpada de LED com foguinho mostrando dentro das lamparinas. É uma síntese do nosso trabalho criativo atual.

Tainá, quando o circo se alumia, como você falou, circulou em 2025, tem perspectiva de continuar em circulação ou de voltar aos palcos? Com certeza, com certeza. Eles fizeram, acho que, duas temporadas curtas no ano passado e estão com previsão de apresentar já nesse primeiro semestre. Ainda não tem confirmação de data, mas com certeza vai estar logo, logo por aí.

E seu figurino seguirá nos palcos, com certeza. Com certeza, com certeza. E ficou lindo, minha gente. Tem que ir assistir. Tainá, pra gente terminar, por que Anáguas e Quando o Circo Se Alumia são peças importantes pra você? Elas são importantes pra mim porque elas me tocam num lugar muito sensível. Do carinho, do afeto. Essa é uma das características que eu mais prezo.

no trabalho. Todo mundo, eu acho, que trabalha mais feliz e com maior facilidade quando tem um ambiente de amor envolvido, um ambiente de cuidado, de sensibilidade, de afetividade.

E em Anáguas eu tinha a minha mãe em cena, a oportunidade de vestir ela e falar dessas mulheres, eu também como mulher, me colocando em cena através das roupas.

Ver o retorno da minha mãe aos palcos junto com essas duas atrizes que também me viram crescer e que eu conheci há bastante tempo, junto com o José Maciel. E quando o circo se alumia tem muito a ver com essa minha vivência com a Sapeca, que é a palhaça da minha mãe.

Então, me pega pela veia afetiva, assim, de um jeito muito legal. E são muito preciosos para mim esses dois trabalhos. São bem diferentes, né? Tem um tempo também, uma distância entre eles.

Temporal grande, escolhas estéticas. Dá para perceber que tem uma assinatura minha naquela criação visual, mas ainda assim tem uma mudança temporal bem grande. Mas eu acho que é isso, me pegam pelo coração. Não poderia ter escolhido outros dois espetáculos para falar aqui, tão emocionada como eu estou aqui agora.

E realmente você fala com muito amor desse trabalho e é muito gostoso pra gente escutar desse jeito. Mas e o que é que o futuro aguarda pra Tainá Macedo? O que é que tem de projeto que você tá trabalhando, que você pode falar?

Ai, meu Deus do céu. Vamos lá. Projetos 2026. Tem um projeto que tá aí na agulha pra sair. Sai, mas não sai. Tô só passando nervoso. E agora eu vou deixar todos os ouvintes nervosos também. Que é o seguinte.

Está para sair a publicação de um livro meu, parte da minha pesquisa de doutorado, que é um panorama do figurino no teatro popular. Só que esse panorama começa nas tradições mais ancestrais que a gente vai ter. Pensando que a gente tem muita referência europeia, teatro grego, romano, da própria comédia de l'arte, na Idade Média.

Sempre que a gente pensa no teatro, vai pensar no início do teatro, vai pensar nessas referências europeias. E aí o que eu fui fazer junto com o meu orientador, que é um grande pesquisador na área do figurino, que é o Fausto Viana. Um abraço gigante para você, Fausto. Ele topou a empreitada comigo, que foi fazer um panorama de tradições populares cênicas.

O que essas pessoas vestem nas suas brincadeiras populares? Na Indonésia, na China, no Japão, aqui na América Latina. O que os nossos antepassados usavam nos seus rituais? E pensar que esses rituais eram o início da representação cênica, da performance. Então é um trabalho muito legal que está saindo.

daqui a pouquinho, do forno das editoras. Do grande forno das editoras. Provavelmente uma versão digital e uma versão impressa com poucos exemplares. Mas eu estou torcendo muito para que a gente consiga fazer essa versão impressa com a tiragem maior para ter ampla divulgação. Mas é isso. Esse é o grande projeto que deve estar saindo já já.

Ai, que legal, animada, viu, para esse lançamento. Quem quiser acompanhar seu trabalho ou tirar algumas dúvidas, aí vai ver que tem algum futuro figurinista sintonizado, onde é que te encontra?

Me encontra no Instagram, Tainá, underline Macedo. Eu nunca sei se a conta está privada ou não. Pede lá que eu confirmo depois. Se eu não confirmar, se estiver privado, você manda uma mensagem que eu confirmo. Eu sou péssima e às vezes eu esqueço. Mas está lá, tem um monte de trabalho.

Agora tenho me dedicado também à área musical, então estou estudando canto popular, talvez a gente se encontre aí em algum canto comigo cantando, tocando, talvez.

Legal. Bom, Thayna, muito obrigada pela conversa. Eu aprendi muito e sucesso para você aí nessas novas empreitadas. Com certeza tem muita coisa legal vindo por aí. Muito obrigada. Agradeço demais o convite. Agradeço a Paraíba Criativa também pelo perfil que eles lançaram esse ano meu. Gratidão, gratidão demais.

E você, meu querido ouvinte, se quiser ouvir esse episódio mais uma vez, é só pesquisar Respetável Público no Spotify ou no agregador de podcasts que você use para escutar os seus podcasts. Segue o nosso Instagram, arroba paraibfm103.9, paraibacomhiy. Aproveita e confere a programação dessa semana e entra na nossa comunidade que a gente está postando todas as novidades da rádio por lá. Paraibfm, a rádio do século XXI.

Este programa é um produto da rádio Paraíba FM 103.9 e uma emissora da EPC, empresa paraibana de comunicação. Diretora-presidente, Naná Garcês. Diretor de rádio e TV, Rui Leitão. Gerente de rádio e difusão, Berlim Carvalho. Gerente executivo de conteúdos e programação, André Cananea. Eu sou Ângela Duarte, te agradeço pela companhia. Fique agora com a Voz do Brasil. Até a próxima.

Você acabou de ouvir respeitável público e conheceu um pouco os artistas da nossa Paraíba. Até o próximo programa.

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