PodPri #93 - Leitura com Camila Heloise | Nunca foi sorte, sempre foi publicidade
Também acha que leitura é importante? No Brasil a media tá bem baixa, de até 3 livros por pessoa por ano, e sabemos o quanto leitura faz bem: para nosso cérebro, nosso vocabulário e principalmente, nossa saúde mental. Nossa mente não aguenta mais telas, ah não ser que seja um Kindle, feito para leitura, apesar de nada substituir o cheirinho de livro novo.Vamos falar sobre isso? Chamei essa maravilhosa para essa conversa e só te digo uma coisa, enquanto ouve a gata já vai seguindo ela nas redes que não vai se arrepender, de nada!Siga a Camila:Instagram https://www.instagram.com/camilaheloise_/Instagram https://www.instagram.com/versoeuniversodoslivros/LinkedIn https://www.linkedin.com/in/camilaheloiseflima/Me siga para mais:Instagram https://www.instagram.com/prialbramos/Facebook https://www.facebook.com/prialbramos/TikTok https://www.tiktok.com/prialbramosLinkedIn https://www.linkedin.com/in/priscila-alb/
- Importância da LeituraImportância da leitura para o cérebro e saúde mental · Baixa taxa de leitura no Brasil · Dificuldades em criar o hábito de leitura · Leitura como fuga da realidade · Leitura como ferramenta de aprendizado e comunicação
- Distrações digitais e presençaMedo de se expor e autocrítica na criação de conteúdo · Dificuldade em gravar vídeos e seguir roteiros · A importância de ser autêntico e não se comparar · O papel do podcast como formato de comunicação livre · Superar o medo de gravar e se expor
- Literatura BrasileiraRecomendação de livros brasileiros · A importância de autores brasileiros acessíveis e próximos aos fãs · Obras de Roberto Dencer e Nathaly · Obras de Felipe Cabral · Obras de Socorro Acioli
- Gêneros literários e preferênciasPreferência por suspense, thriller e terror · Interesse em ficção com protagonistas femininas · Obras de suspense e terror: Colecionador de Monstros · Obras de fantasia: Quarta Asa, Slewfoot · Obras com protagonistas femininas: Elas em Evidência
- Comunidades literárias e clubes do livroA exclusão em comunidades literárias · A importância de clubes do livro para criar o hábito · A troca de experiências e conexões geradas por clubes do livro · A acessibilidade da leitura através de clubes e comunidades
- Leitura e adaptaçõesAdaptações de livros para filmes e séries · Comparação entre livro e adaptação · Obras adaptadas: Devoradores de Estrelas, Revolução dos Bichos
- Publicação e Edição de LivrosExperiência de publicação de livros · Dificuldades e prazeres no processo de publicação · A importância do apoio editorial
- Obras de Sidney SheldonInfluência de Sidney Sheldon na formação de leitoras · Obras de Sidney Sheldon: As Areias do Tempo · A temática de heroínas em Sidney Sheldon
- Formatos de leitura: Físico vs. DigitalVantagens do livro físico: marcações, cheiro, visual · Vantagens do Kindle: praticidade, portabilidade, luz · Acessibilidade da leitura digital e aplicativos como Mac Livros
- Obras de Harlan CobenPersonagem Myron Bolitar · Obras de Harlan Coben · Estilo de escrita dinâmico e envolvente
Vamos para mais um episódio! Eu estou muito feliz. Eu estou muito empolgada e eu estou muito ansiosa. Primeiro, porque eu amo esta mulher garota. Ah, eu sou apaixonada pela K. Foi amor à primeira vista, entendeu? Olhei aquela mulher divina, linda, maravilhosa. Aí eu conheci, inteligente, me encantei, falo mesmo. Segundo.
Porque nosso tema é maravilhoso. E o nosso tema é uma coisa, é uma incóglita, sabe? Porque eu amo muito, quero muito na minha vida. Então, assim, por isso que eu amo incóglita. Porque eu tenho, mas não tenho. Eu faço, mas não faço. E eu vou falar, eu vou abrir meu coração nesse episódio com essa maravilhosa, entendeu? E eu quero muito explorar isso. Eu quero sair daqui pronta, assim, pra ler uns três livros, entendeu?
E assim, do Martin, aqueles assim, Bíblia, o dia inteiro, eu quero sair devoradora de livros. Teve um ano, inclusive, que eu me apelidei disso. Que eu falei, serei devoradora de livros. E fui. Esse ano eu fui. Não esse, esse. No ano que eu falei isso.
Mas enfim, eu quero voltar a ser devoradora de livros, que eu quero muito. Mas gente, vamos lá, sem mais delongas. Vamos falar sobre leitura hoje. Ai, quem me conhece, fazer papo de blogueira. Quem me conhece sabe, eu estou maluca com o hábito de leitura e querendo muito aplicar na minha vida. E aí eu pensei, para isso, nada mais justo, nada mais incrível do que chamar uma leitora assídua. E aí, para minha grata surpresa, não só leitora, mas escritora.
que eu descobri também há pouco. E aí, gente, é perfeito, mete, entendeu? Sabe, mete com assunto, com tema, com tudo. E é isso, Ká, eu conheci no RDS Summit 2024. Uma gratíssima surpresa, porque quando a gente começou a fazer trocas individuais depois, no off,
a gente se descobriu muito parecida. E eu gostei muito, cara, porque a gente é parecida em pontos que não é fácil encontrar pessoas parecidas assim. E eu digo mais, hein? Eu acho que na minha vida, eu não encontrei alguém tão parecido nas coisas que somos, assim. Não encontrei. Isso, inclusive, antes era uma questão pra mim.
Porque eu me sentia, sei lá, a escória, entendeu? Da sociedade, falando, ai meu Deus, só eu sou assim. E quando você começou a responder, nossa, mas eu também sou assim. Ou então, você falava coisas que eu falava, caraca, mas eu faria exatamente desse jeito. Falei, não, gente, essa mulher eu preciso carregar assim pra vida. Pra melhorar ou piorar a situação dela, no caso, que aí...
fez eu não desgrudar mais, se conheceu de novo, a gente se encontrou, né? Se reencontrou de novo no Conexão Social Mídia do ano passado. Aí, gente, a energia, a conexão, a gente tava no Conexão, entendeu? Fez uma conexão... Mentira, piada péssima. Aí a gente não tinha mais, entendeu? Falei, cara, agora é impossível, a energia bateu, a áurea já escancarou. É isso, se vira problema seu, não vou sair mais da sua vida.
E aí, gente, vou deixar um espaço pra ela se apresentar. Porque se eu ficar falando aqui dela, aí eu vou ficar duas horas só falando da Linda. Porque ela é indigata, inteligentíssima. Inclusive, eu vou deixar aqui na descrição os links que ela me permitir pra divulgar ela. Porque ela tem cada ideia.
Gente, os stories dessa mulher, eu vou parar. Eu vou dar a minha deixa. Ká, fica à vontade, pode, Pri, é seu, se apresente como você quiser, o que você achar propício ou não. O espaço é seu, entendeu? Primeiro, Pri, muito obrigada pelo convite. Eu tô muito feliz. Muito feliz porque eu sou sua fã. Sou fã dos seus cabelos. Sou fã de todo o seu trabalho. Você sabe que eu gosto muito do seu trabalho.
E acho você também, assim, foi uma grata surpresa. Eu amei conhecer você. Amei quando a gente se encontrou. Eu estava super doente naquela época, mas você foi uma energia tão gostosa. Eu acho que eu tinha que estar lá, nem que fosse só para te conhecer. Então, para mim, foi assim, maravilhoso. Foi muito, muito bom mesmo. Então, muito obrigada por esse convite. É uma honra estar aqui no PodPri falando com você. Eu estou muito feliz porque é um assunto que você sabe que eu amo. Então, hoje, assim...
Tá aquele dia maravilhoso que tem tudo para ser mais incrível ainda. Quem não me conhece, que é a maioria no mundo, eu sou jornalista. Camila, sou jornalista.
Tenho dois livros publicados pela editora Literalux. Eles foram publicados há muitos anos. O primeiro foi em 2012, o segundo foi em 2019. Sou uma apaixonada por livros. Não porque eu não sou jornalista por causa disso, eu gosto disso porque sou jornalista. São duas coisas que só aconteceram. Eu trabalho com marketing digital, assim como a Pri.
Não tão bem quanto ela. Mentira! Mentira! Eu só sou a parecida. Minha especialidade é conteúdo, produção de conteúdo, estratégia de conteúdo, mas mais voltado para a escrita. Então, todo esse borogodó para vídeos aí, eu não tenho não. Hoje está sendo assim, um chute no escuro. Mas como eu disse, o assunto é livros, então é uma coisa que eu estou louca para falar.
O que mais que eu posso falar a meu respeito? Interessante, acho que é isso. Acho que é isso. Sou jornalista, estou chamada por livros, tenho dois livros publicados. Eu teria uma lista imensa. Ela fala assim, só dois livros publicados. É verdade. Eu não posso ser uma pessoa tão ruim. Eu sei que fazer um livro é uma coisa muito difícil. Publicar um livro...
uma coisa muito difícil, mas tem que ressaltar que eu tive muita sorte lá em 2012, eu tinha mandado meu livro para muitas pessoas, e uma editora me acolheu, mas me acolheu de um jeito assim tão bonito, então não fez a minha trajetória ser tão difícil, todo o trabalho de edição, de correção, de produção...
Não posso dizer que foi difícil, porque eu fui muito bem amparada pela editora, que viraram, assim, meus amigos. Então, eu sei que é uma coisa muito difícil de se fazer, mas eu fui muito abençoada na época e muito abraçada. Então, foi um processo prazeroso. Eu sei que algumas pessoas não têm, assim, tanto prazer, porque acaba sendo um processo bem difícil. Mas eu tive essa sorte, graças a Deus. Nossa, deve ser... Eu não imagino. Eu não consigo nem considerar, assim, tipo...
Meu Deus, como deve ser esse processo? E o que não deve ser de árduo também no meio dele? Nossa, eu nem imagino. Mas, ó, você fala sobre criar... Na verdade, você fala mais sobre gravar conteúdo, né? De ser a sua dificuldade. Mas quando ela tá inspirada...
Eu comentei isso com ela e vou repetir aqui pra vocês, tá? Eu não consigo pular um story dela. Porque é tão rico em conteúdo. E assim, eu sinto que ela também não se perde no assunto. Então, quando ela tá, assim, focada em uma coisa específica, ela fala, ela constrói a narração e fica perfeito. Então, assim, não consigo pular. Inclusive, quem me segue vai reparar que eu vivo compartilhando os stories dela. E graças a Deus ela libera essa função, entendeu? Porque eu acho perfeita.
E aí eu fico compartilhando os stories dela no meu. Compartilho também os conteúdos dela, porque fala muito bem e constrói também uma narrativa muito boa. Só tá faltando ela enxergar, entendeu? Que ela é tão incrível quanto também gravando. E aí, ninguém segura essa gata, não.
Porque se ela é capaz de escrever livro, criar conteúdo e gravar, acabou, filha. Acabou. A NASA vai te estudar. Ai, quem dera. Amiga, eu vou continuar me inspirando em você para que eu vá perdendo esse medo. Você sabe que eu assisto muitos seus vídeos exatamente para ver se eu consigo...
despertar, né? Eu fico me avaliando demais, me criticando demais, eu acho que a maioria de nós acaba fazendo isso, né? A gente se avalia muito, se compara muito. Então, acho que aí tá mais o meu problema de me olhar muito com um olhar crítico e de não relaxar. Eu sinto que eu não relaxo. Então, como eu gosto muito de falar sobre livros e como eu gosto de me comunicar, vou continuar tentando pra que eu chegue nesse ponto de parar de me criticar e só falar. Eu gostaria de falar muito mais sobre livros com as pessoas também.
Fora a parte do marketing, gostaria muito de falar. Tem o Instagram lá que eu faço os posts e tal, faço minhas resenhas, mas eu gostaria de fazer essas resenhas também em formato de vídeo para passar a emoção que eu sinto ao ler algum vídeo, seja para o bem ou seja para o mal. Mas eu não consigo ainda, já gravei vários, olho e falo, meu Deus, ficou uma porcaria, e aí eu desisto, eu chego a gravar, mas aí me critico muito, e aí acaba não saindo por conta disso.
Mas continuarei tentando. Continue, porque é só assim que salva. Você sabe que no começo eu te compartilhei isso. Era igualzinha. E eu vou ser sincera que não mudou muita coisa, não. Mas eu tenho algumas táticas. Uma delas, a principal eu até diria, eu sou cara de pau e eu sou caruda. Literalmente, assim. Aí, o que eu faço? Eu também não gosto de ficar regravando. Eu só regravo se eu ver que ficou assim, tipo, muito ruim.
Ou então, sei lá, tipo, teve uma vez que eu fui gravar um conteúdo e esqueci do microfone. O áudio nem tava tão ruim, mas eu pensei, não, eu quero uma qualidade bacana, então eu tive que regravar. Mas assim, eu sou péssima em regravar. E outra, eu também sou péssima em seguir roteiro. Eu gosto de me inspirar.
Tipo assim, preciso falar X coisa. E aí, o X coisa às vezes pode ser duas palavras. Eu vou fazer um rodeio gigantesco. Até porque eu sou filha de dois paraibanos, galera. Eu costumo dizer, minha família diz, costuma dizer que eu sou uma nordestina paulista.
Porque por mais que eu tenha nascido em São Paulo, eu acho que eu tenho mais... As minhas raízes, com certeza, estão lá. Então, eu sou muito mais atrelada às coisas do Nordeste do que da Paulista aqui. Então, comigo é sempre um rodeio. Eu não consigo falar só um conto para você.
A minha tia perguntou pra mim assim... Eu fui no show da Joelma na segunda-feira, né? Daí meio do feriado. Aí a minha tia perguntou, como foi? É uma história de quase morte. Fui contar toda uma história pra ela. E ela morrendo de rir. E eu sou assim. De dois dias antes. Era um belo dia ensolarado, quando eu acordei. Mentira, eu também não tô. Tô todo rodo assim.
Mas eu gosto de contar a história. E eu acho que é uma coisa típica, inclusive, do Nordeste. Não que outras pessoas do resto do país também não sejam assim. Mas é uma coisa típica do Nordeste. Então, eu meio que trabalho com isso. Porém, entretanto, por toda via, sou mulher.
E sofro desse mal comparativo por toda a vida, desde criança, assim, tal, infelizmente. E aí, uma coisa que eu tento fazer é pensar que pode estar mil pessoas fazendo aquilo que eu tô fazendo, mas o meu jeito de fazer aquilo é único. Eu posso estar falando uma coisa que todo mundo já sabe. O meu jeito de contar aquilo que é muito banal, sei lá que seja, é que eu geralmente, pô, eu trabalho conteúdo. Não vou escolher um conteúdo banal, mas...
Pode ser um conteúdo muito falado. Vai ser o meu jeito de falar aquilo daquela vez. Então, eu tento pensar nisso. Mesmo que eu enxergue defeitos, é na hora de editar que eu vejo que meu cabelo ficou desarrumado em algum lugar. É na hora de gravar que eu penso que a minha maquiagem borrou um pouquinho ali, eu podia ter arrumado e não vi. E aí, eu penso, não é isso que importa. Se alguém estiver vindo aqui nos meus conteúdos para reclamar de cabelo, para reclamar de maquiagem...
Querida, se tá no lugar errado, vai pro perfil de várias outras influencers. Eu tento pensar assim, não vou negar que ainda gera, tá? Más críticas, eu não vou negar não. Ainda mais quando se trata de cabelo, se eu não estiver bem com alguma coisa, é difícil. Mas o meu segredo real...
É insistir. Eu só não desisto. Então continue tentando. Mesmo que você não publique. Continue tentando. Uma coisa que eu também parei de fazer um pouco. É ficar reassistindo. Você vê. Ah, isso é péssimo, né? Nossa, isso é péssimo. Viu que você gravou tudo? A gente já assiste procurando o que está errado. Já assiste olhando. Ai, meu Deus, mas olha, tem um pelinho ali em mim que não ficou legal. Ah, mas eu estou com a cara torta.
É muito! É horrível! Sabe o que eu faço? Falei tudo que eu tinha que falar, não gaguejei, então o vídeo tá ótimo. Eu só vou rever o vídeo, infelizmente, na edição, porque sou eu que editando, não tenho pra onde fugir. Mas se eu tivesse grana e pudesse, eu pagava alguém só pra não me ver de novo. Ah, por isso que eu consigo às vezes fazer story. E eu faço story normalmente...
Eu vou contar um segredo. Quando eu tô brava, quando eu tô puta... Tarda com tema. Quando eu tô puta, tipo assim, aconteceu alguma coisa, ou alguém duvidou de alguma coisa que eu fiz, ou da minha capacidade enquanto profissional, rolou uma reunião desagradável, alguma coisa assim, e aí eu meio que quero ali provar.
que eu domino o assunto, eu pego e gravo, e aí eu não olho para trás. Eu gravo story ali, só mando bala. Ou quando alguém quer tirar uma dúvida comigo, e a gente troca uma ideia rapidinho ali, alguém manda, ai, cara, estou com uma dúvida em tal coisa, o que você faria para resolver tal coisa? E aí eu falo para a pessoa, e me vem uma luzinha, eu ligo aqui o celular rapidinho e gravo contando sobre algum tema. Mas aí acaba saindo. Mas normalmente eu estou super séria, se você reparar.
Porque eu tô sempre puta, então eu tô séria. Eu não consigo gravar um vídeo relaxada. Então é um problema que eu tenho que resolver. Eu tô sempre muito tensa se eu parar pra falar assim. Ai, deixa eu pegar aqui, eu vou gravar um story pra isso. Ou eu vou gravar, acabei de ler um livro maravilhoso. E, ai meu Deus, eu quero fazer um vídeo porque eu quero que a pessoa sinta como eu tô chocada. Ou como eu piso, ou como eu tô emocionada.
Ligo o celular, eu viro um robô automaticamente. Aí eu sinto que a minha boca não é minha.
Que os meus gestos não são meus. Então, isso que me incomoda bastante, porque eu fico completamente assim, eu viro outra pessoa, se aquilo não foi um impulso. Então, eu preciso encontrar uma maneira de corrigir isso, de relaxar, conseguir fazer fluir...
Como, assim como você disse, do seu jeito ninguém faz, eu quero chegar nisso, eu não quero ser robótica, né? Eu quero que realmente a pessoa me sinta e do meu jeitinho. Eu não vou ser igual a ninguém, eu nem quero ser igual a ninguém falando sobre livros. Eu só preciso relaxar, então eu preciso encontrar aí esse...
esse equilíbrio de relaxar e confiar que do meu jeito é do meu jeito, e tá tudo bem, e gravar, sabe? Mas tô em busca disso, e tenho certeza que uma hora eu vou relaxar com isso, fazer acontecer. Ah, vai dar certo. E eu acho que, assim, eu digo mais, tá? É super normal da nossa geração. Porque, mano, a nossa geração não cresceu com celular, com câmera, 24 horas na nossa cara. Então, assim, eu vou até te falar uma coisa.
Se você acha que eu relaxo gravando, você está meramente enganada. Está assim, na verdade, profundamente enganada. Eu não fico tranquila gravando. Na verdade, o maior terror e a pior tarefa que eu tenho no meu trabalho é gravar.
Só vou colocar uma adendo. O podcast, não. Quanto sozinha quanto com o convidado, não é. Até porque no podcast eu tenho uma coisa que eu amo. E aí é o meu tesão de manter ele. É a minha liberdade de falar o quanto eu puder e o tempo que eu quiser.
E eu sei que se a pessoa tiver interesse em ouvir, ela vai. Se ela não tiver, ela não vai. Se ela quiser pular o tema, porque eu tô falando muito sobre alguma coisa, ela pula. Então, eu gosto muito do podcast. Porque eu acho que dá liberdade pra mim, que tô criando e publicando. E liberdade pra quem tá ouvindo.
E eu ouço uma coisa que eu acho muito legal. Tenho, acho que dois amigos que escutam assiduamente, assim, o meu podcast. E teve uma que me respondeu uma coisa que eu achei muito engraçada. Ela riu e falou, cara, eu tava rindo sozinha. E tinha hora que eu te respondia. Porque parece que você fala de um jeito como se você estivesse com a gente. Aí, pra quem tem contato com você, te troca áudio ou qualquer coisa do gênero...
por um momento esquece que não é uma ligação, que não é uma chamada. E aí te responde. Eu acho isso muito legal. Eu amei. Foi um dos top elogios que eu recebi, assim, que, na verdade, foi só um comentário que ela fez. Achei um puta elogio. Então, assim, coloca esse adendo, viu? Até hoje. Gravar bem isso aqui que eu tô gravando aqui. Eu tô relaxada.
Aqui eu tô bem, tô feliz, tô empolgada. Agora, me coloca no celular na frente, eu não fico. Aí eu tenho as minhas táticas de quê? De atriz, entendeu? De fingida. Porque eu não consigo. E tem vídeo que dá pra ver. Tem vídeo que dá pra ver e tem vídeo que não. Mas assim, eu vejo. E o story, eu fiz um rolê na terapia. Porque eu tinha um problema sério. Inclusive, no começo, eu fazia muito isso. Eu gravava story.
Aí eu ficava vendo e revendo umas três vezes seguidas e apagava ele.
Então, às vezes ele não ficava no ar segundos. Aí a minha terapeuta uma vez na época falou, será que o problema não é você ficar se revendo e botando diferentes defeitos a cada momento? E se você esperar para ver pelo menos, porque assim, negativa você já está, pessimista para o resultado você também já está. Então, assim, tudo de ruim que pode acontecer, você já está sofrendo. E se você parar para dar oportunidade para ver o que a galera retorna?
Tentei, foi tipo assim, um processo. Fiquei quase que um ano basicamente trabalhando isso. E aí eu consegui, enfim, jogar uma série, acho que foi de três stories. Falei, não vou me ver de novo. Nem pra colocar coisinhas do easy story, vai deixar só falado. E a galera respondeu, engajou, comentou sobre aquilo. Inclusive, eu comecei a fortalecer mais a minha identidade que eu tava tentando criar no digital, né? Que é a profissional e tudo mais.
Foi uma chavinha, assim, que eu girei. Eu acho que você dá pra colocar mais. Eu acho que você dá pra colocar mais.
Foi um processo. Foi fácil. Hoje eu ainda revejo, porque hoje eu já gosto de colocar uma coisinha, às vezes uma caixinha de perguntas. Eu sempre gosto de deixar uma coisa para interação. Até porque a gente sabe como é importante, mas eu tento não ficar prestando atenção no que eu falei necessariamente ou em me notar. Às vezes, no máximo, deixa eu ver se o cenário ficou bacana para ver se eu posso repetir. Deixa eu ver se a posição do celular ficou legal. Às vezes é nessa condição de crítica de produção.
mas, cara, infelizmente não tem receita de bolo, é tentar então minha dica é continue tentando que uma hora você vai ligar o famosíssimo foda-se quer saber? Tá bom inclusive pra quem acha que a gente fugiu do tema a gente não fugiu não, tá? Que eu ia colocar um adendo aqui e por isso que eu tô insistindo em você criar conteúdo primeiro porque eu te acho muito boa falando, você se comunica muito bem
E você causa na gente uma coisa que é muito raro da gente ver no digital, que é a identificação. E não é porque a gente é parecida, não. Que eu falei no começo que a gente é um pouco parecida na vida pessoal e tudo mais. Não é por isso. Eu estou falando disso porque o jeito que você se comunica faz a gente se identificar. Porque você traz... Eu lembro que eu tinha um padre que eu gostava muito na minha adolescência.
Porque quando ele ia falar homilia, ele trazia coisas da Bíblia, até para fazer relações, mas quando ele fosse explicar, ele não ia trazer relações antigas. Ele trazia coisas da nossa realidade, da favela que a gente morava.
Ele trazia problemas. Sabe esse problema aqui que Jesus falou na Bíblia? É tipo esse problema que vocês sofrem em tal situação. E eu sinto que você faz um pouco disso. Ou você traz uma coisa sua. Ah, eu tive uma experiência X. Ou um cliente trouxe uma questão Y.
E você causa identificação de falar assim, caraca, é verdade. E, inclusive, eu não sou de seguir muitas pessoas da minha área. Porque, por mais que sejam amigos, eu sigo muitos que são e tudo mais. Tudo bem que a maioria também não cria conteúdo. Mas eu fico cansada, né? Porque é o mesmo assunto e tal. E, cara, você é da mesma área que eu e não parece.
Porque a gente pensa tão diferente, só que ao mesmo tempo é tão parecido no quesito resultado e qualidade. Enfim, encaixa, entendeu? Eu não sinto que, tipo, ai, ela tá falando mais do mesmo. Não, ela tá aplicando uma técnica que eu já conheço de uma forma completamente diferente, que me inspira e ao mesmo tempo me dá vontade de sair te divulgando. Então, com isso...
Além do trabalho profissional, que, enfim, me inspira muito, continue falando tudo que você acha adequado, as crianças e barra adolescentes de hoje em dia se inspiram através do digital. Você falar, que nem você falou, pô, tem muitas resenhas que eu deveria publicar para passar a minha energia, é isso que vai inspirar os jovens a ler. E por que que isso tem relação? Não só por isso, por si só já teria, hein?
mas quem a audiência aqui do PodPri já viu no episódio que eu fiquei indignada um dado, que eu não vou trazer o dado exato agora até porque já é antigo e eu não achei importante mas a taxa de leitura dos brasileiros hoje diminuiu muito e só piora cada tempo que passa
E quando a gente traz esse círculo mais nichado para crianças e adolescentes, é mais gritante ainda. Então, coisas como... A Carol acho que vai entender muito bem, porque a gente é mais ou menos na mesma fase. E por mais que tenhamos vivido coisas muito diferentes, como escola particular ou pública, etc. A gente tinha ainda, sim, algumas coisas como leituras obrigatórias. Coisas que eram condicionadas, tipo assim...
isso aqui é lazer, mas isso aqui é obrigação sua. Lembro de ninguém me obrigar, necessariamente, nem escola, nem pai, nem mãe, mas eu saber que eu quero passar no vestibular, quero ir bem em alguma coisa, eu sabia que eu tinha que ler aquilo.
E eu também ficava meio assim, cara, eu não posso ficar de fora de classe. Porque, tipo assim, o cara é brasileiro, sabe? Fez história, por quê? Vamos ver um pouquinho? Mesmo que eu não entenda, mesmo que seja confuso, mesmo que seja complicado. E aí, quando a gente vê perfis de bookstream, que é como é muito famoso. E eu conheci, inclusive, através de uma ex-colega de faculdade. Que ela tinha um perfil assim. Que já na época da faculdade, meados de 2015, 2016, ela já era, tipo assim, conhecidíssima digitalmente.
Tinha um blog, inclusive, super visitado. Eu lembro até de pedir ajuda pra ela, porque eu também tinha um blog, mas não era...
do mesmo nicho que ela, eu falava sobre outras coisas, e eu lembro de pedir ajuda porque eu falava, caraca, você é realmente muito boa. Ela era mais nova. Então, ela era dessa geração que não gosta de ler, que está diminuindo as taxas. Então, você trazer esse tipo de conteúdo não é só importante para você, para o seu crescimento pessoal, ou até profissional, talvez que seja, já que você é escritora.
mas é relevante para o mundo, porque as crianças estão lendo menos, e isso é muito triste. Eu sei que, como leitora, você também deve ficar muito triste com isso, mas eu fico pensando o quão isso é realmente muito tenebroso, porque, não sei se eu já falei isso para você uma vez, mas a sensação que eu tenho sempre quando eu leio o livro, e eu falei um pouco disso também no Língua Portuguesa com a Lu, uma grandissima amiga também.
E eu comentei com ela, eu sempre saio com um vocabulário novo. Toda leitura, eu tenho uma palavra preferida que eu fico repetindo pelo resto da vida. Às vezes por um determinado tempo, às vezes fora. Mas uma coisa que é muito normal, independente do tipo de leitura, do tamanho do livro, não importa.
Eu sempre saio sem perceber. Um tempo eu começo a notar que o meu vocabulário melhorou muito. Minha comunicação melhorou muito. E até em alguns momentos, que como eu trabalho com conteúdo também, a escrita também. Então, assim, quero muito saber. Vamos assim, eu tô até quase falando assim, vamos dividir um desabafo barra tristeza barra um abraço digital.
porque é um dado triste, mas em contrapartida é isso. Eu quero que, se em algum momento da vida você projetar, desistir de vez, considere isso, que você ainda é relevante pra inspirar essa galera nova. Porque, cara, isso é muito triste, assim. Porque a gente vê, sempre existiu grandes mentes, né? Tipo, pequenos gênios.
Essas crianças sempre existiram e ainda existem. Só que com essa distância, a literatura faz toda a diferença na vida de uma criança, não é? Sim. Pri, tem vários fatores aí que eu acho que colaboram com esse dado que diminuiu. E aí eu vou falar sobre o meu ponto de vista. Lógico, né? A gente não acerta sempre, mas eu vou falar como eu vejo isso e o que eu acho que prejudica.
Eu participo de inúmeras comunidades literárias já há muitos anos, e desde que eu comecei a trabalhar com as resenhas, a fazer parcerias com as editoras, eu mergulhei mais fundo nessas comunidades literárias, e aí tem vários grupos de diferentes idades e gostos.
E você começa a navegar num universo que parece que realmente é um domo, tem uma bolha onde existe essa galera. Então, você começa a perceber quais são os problemas que impedem que outras pessoas façam parte. Então, acho que tem muitos fatores. Eu vou abrir meu coração sobre alguns que eu percebo, tá?
E aí a gente pode avaliar eles como você achar melhor. A primeira coisa, eu acho assim, a nossa geração, onde eu acho que a nossa geração foi prejudicada? A obrigatoriedade. Então, nós fomos obrigados a ler livros na escola de uma maneira que eu acho que foi muito dura. Onde o livro não parecia uma coisa boa, mas parecia só uma obrigação. Então, a gente não foi ensinado a amar.
esses livros. Eu não vou generalizar, talvez em outras escolas ou com outros professores, eles tiveram algum jeito de passar que a pessoa amasse. Eu tive uma professora só de português que me ensinou a amar, que ela mostrava para gente o livro e ela falava sobre o autor e fazia a gente enxergar a dificuldade de se criar uma poesia.
ela fazia a gente entender quanto aquilo era importante. Mas foi uma professora ao longo de toda a minha trajetória estudantil. Os outros só faziam parecer assim, é uma obrigação, é uma obrigação, você tem que ler, você tem que ler. Aí quando ia cobrar resenha, era uma coisa muito dura, onde o principal ponto era desconfiar que você não leu, e você ter que provar que você leu. Então acho que a gente cresceu um pouco condicionado à leitura ser uma prisão. Aí entra um outro papel,
fora da escola, que eu acho que é a família. É papel da família nos inserir nessas coisas, né? Ontem eu estava tendo uma conversa sobre músicas do passado com o meu noivo, e aí ele falou que não se conformar... É que eu vou fazer um paralelo com o livro, tá? Ele falou que...
Ele falou assim, que não se conformava que ele conheceu uma determinada pessoa mais nova e estava tocando Cyndi Lauper e a pessoa não conhecia Cyndi Lauper. E ele ficou inconformado que a pessoa não conhecia Cyndi Lauper. E a amiga que tem a mesma idade conhecia e também ficou inconformada dela não conhecer Cyndi Lauper. E aí eu falei assim para ele, eu entendo que você está inconformado, mas é o mesmo que acontece com os livros. Se ninguém apresentou para ela...
Não tem como ela entrar nesse universo. Porque algumas pessoas vão dizer assim, ah, mas é só pesquisar. Mas tem coisas que você tem que alimentar. Tem que alguém plantar uma semente. Tem que ter interesse, né? É, então se você não sabe que uma determinada pessoa existe, você só não sabe. Não tem outra coisa para eu te dizer. Então, se eu pensar assim, ai, a Pri, nossa, a Pri não conhece tal livro, nossa, não me conformo que ela não leu.
Mas às vezes é porque você nem sabe que esse livro existe. Então, como que você ia ter interesse em pesquisar sobre ele?
Então, eu acho que alguém plantar uma semente na gente sobre a leitura é muito importante. E se os pais, os irmãos, os tios, se alguém da família não planta essa semente, ou se a criança não vê outra pessoa sempre lendo e sempre feliz...
ou em momentos de prazer, sabe quando você vai na varanda e sua avó está ali folheando um livro e você percebe que é um momento onde ela está sempre confortável, sentada na cadeira favorita dela, relaxando, e a criança assimila que aquilo é um momento de prazer? Então nunca aquilo vai ser um momento de prazer para ela. Então aí já temos dois pontos, a escola tratando como uma obrigatoriedade, e aí se dentro do círculo familiar dela...
não tem exemplos e não tem alguém para plantar essa semente, ela também não vai entender que aquilo é uma coisa prazerosa. E aí a gente vai para a parte da fuga. Hoje em dia as pessoas ficam mais tempo na internet. Na nossa época...
as crianças trocavam isso pelo videogame, por exemplo. Verdade. E TV, né? Exatamente. Então, eu não acho que a internet hoje em dia dificulta isso, que na nossa época tinha videogame. Então, quem gostava de videogame passava o dia inteiro jogando videogame. São fugas, mas a gente não foi ensinado ou educado que o livro também podia ser uma fuga da realidade. Também poderia ser um jeito de você navegar em outras histórias, em outros mares.
Isso é tão divertido quanto jogar um videogame, quanto jogar uma bola, quanto sair para brincar de pega-pega. A gente colocou o livro num lugar completamente diferente, onde você tem que ser um gênio para gostar daquilo, onde você tem que ser, assim, fabuloso, inteligentíssimo. Fica sempre essa sensação de que ler é uma coisa muito distante.
das pessoas normais, vamos dizer assim. Não é uma coisa que entra no dia a dia assim como qualquer outra brincadeira ou qualquer outra distração. Então, acho que colocamos, nós todos somos responsáveis por isso, colocamos a leitura num lugar muito distante da normalidade. Eu tenho amigas que falam assim para mim, ah, eu acho tão chique que você lê tanto. Eu acho engraçado, legal, mas não é para ser chique. É normal.
Aí as pessoas falam, é impossível ler a quantidade de livros que você lê por mês. E eu falo, gente, não é impossível. É o mesmo tempo que você rola no feed, eu estou lendo. Eu só fiz uma troca. E não está errado a pessoa ficar rolando o feed. Eu só quero mostrar para ela que é normal.
E que eu só faço uma troca. Ao invés de ler coisas digitais, ler o Instagram, ler algumas coisas, ou acompanhar vídeos. Todo momento que eu posso, eu pego um livro. Eu tô com o livro na mão. Então, eu só fiz uma troca. Não é impossível, não é diferente. Eu não sou melhor do que alguém porque eu leio livros. São só trocas. Mas isso aconteceu porque plantaram a sementinha em mim, sabe? Porque essa sementinha foi plantada. Aí agora a gente tem também a parte...
das comunidades literárias, que também acredito que somos responsáveis por fechar às vezes esse mundinho. E aí as outras pessoas sentem que elas não podem participar, a menos que seja um leitor muito frenético, que leia tudo, que conheça todos os gêneros, que tenha uma capacidade absurda de absorver informações e, nossa, eu leio 15 livros por mês e tal. Se você não for essa pessoa, você não pode participar de uma comunidade literária.
Se você não for essa pessoa, você não pode participar de um clube do livro, por exemplo. Então, essa...
Essa divisão também que se formou, onde as comunidades literárias acabam sendo só para pessoas muito frenéticas e loucas por livros, eu acho que também causa um afastamento de quem gostaria de ler, mas aí você fica meio, ai, mas eu não sou como eles, eu não leio tanto assim, eu nem sei todos esses livros que eles estão falando. Uma amiga minha estava chateada porque eu estou incentivando ela a ler, porque ela gosta, mas ela parou.
E aí eu fico incentivando ela a buscar os gêneros que ela goste, dando algumas dicas de livro, dando algumas dicas para ela acostumar com a leitura. E aí ano passado ela leu um livro e ela ficou arrasada. E aí ela falou assim, nossa, eu li um livro só o ano inteiro. Eu falei, você leu, é isso que importa. Você não queria ler? Você leu. Você gostou do que você leu? Ah, eu adorei. Eu falei, então tá ótimo, tem que ser prazeroso. Não importa se você leu um ou se você leu 50.
importa que para você foi bom, porque não tem que ser uma obrigação. Então, não te faz menos ou mais leitor. Então, acho que a comunidade literária também tem essa responsabilidade de abrir mais, de deixar as pessoas se sentirem parte para que elas queiram fazer parte. Eu acho que tem vários pontinhos aí em que todos nós somos responsáveis pelo interesse pelo livro ter diminuído tanto. Ai, que bom que você é minha amiga.
Ai, meu Deus, a satisfação. Cara, eu sou essa pessoa, tá? Eu realmente sinto isso. É um lance de, ao invés de inclusão, é exclusão. Me sinto muito. Você me descreveu agora. Não sei se foi de proposta ou não. Tipo...
Ai, eu não li esse livro, então eu não sou digna desse grupo por isso. Eu não tenho o hábito da leitura, então eu não sou digna desse grupo. E eu quero trazer, talvez até ao contrário, eu até anotei aqui para não esquecer. Eu vou trazer, eu acho que um pouco ao contrário do que você trouxe, não literalmente em ordem.
Mas eu notei, eu te contei, né? Que eu criei um clube do livro, na verdade uma prima minha criou um clube do livro pra me ajudar com esse hábito da leitura. Porque eu sou uma pessoa de compromissos. Se tiver um compromisso com alguém, é mais fácil eu arrumar um tempo praquilo. E eu percebi com isso que não é tão difícil me organizar pra ter um tempo pra leitura. Ponto um e fundamental. Nesse clube tem a minha prima que lê horrorosamente, até porque ela faz doutorado, mestrado e...
um monte de hados, e ela ajuda muito. Até então só tinha família, né? Mas o que eu quero trazer é quem é o ponto do Clube do Livro em si, por mais que seja o tema e que seja propício eu contar a minha experiência sobre ele, o ponto mais relevante...
Quando eu comecei a falar dele nos episódios aqui do podcast, por exemplo, vira e mexe, eu solto. Ai, eu li um livro tal no clube, tal, não sei o que lá, não sei o que lá. Às vezes eu falo um pouco do clube. Não, gente, quando eu falo clube do livro, é uma coisa menor, é uma coisa que foi criada pra tentar me ajudar com o hábito, tal, não sei o que lá. Toda vez, todas as vezes que eu citei, eu senti uma carência de outras pessoas.
Eu acho que todas as vezes que eu citei, uma ou duas pessoas me chamaram e falaram, posso participar? E isso é uma prova?
que existem leitores tão órfãos. E eu ouvi uma coisa uma vez do meu pai que é muito louco. Meu pai é a minha maior inspiração de leitor da vida. Pai é o tipo de leitor que lê, assim, três livros de uma vez.
Porque ele lê, sei lá, três capítulos de ouro da história. Aí ele vai lá e vai pra outro. E nessa brincadeira, às vezes, em uma semana, ou duas, ou três, ele lê três livros de uma vez. Porque ele acaba... Ele é o meu devorador de livros favoritos, assim. E eu percebo que existe uma coisa não egocêntrica, porque eu não quero...
deixar transparecer que, ai meu Deus, eu acho leitores muito egoístas. Não é sobre isso, não. É sobre uma coisa muito individualista. É como se ele só quisesse dividir com quem, de fato, lê. Não é uma coisa... E por que eu não quero que pareça egoísta? Porque não é mesmo. Meu pai não é do tipo... Meu pai tá longe de ser o tipo egoísta. E você também tá longe de ser disso. Pelo contrário, se vocês pudessem, vocês saiam distribuindo livros e falando, leem! É incrível, é maravilhoso. Só que...
vocês ficam com receio. Eu não quero ser o chato do livro. Ah, eu não quero ser o insuportável que fica falando só disso. O meu pai passou a vida inteira da minha infância falando, quando você tiver idade, eu quero muito que você leia Sidney Sheldon. Eu lembro que eu sonhava com esse Sidney Sheldon. Foi meu amor platônico e eu nem tinha lido o livro dele. Falava, gente, eu vou me apaixonar por esse homem. Por quê? Porque meu pai já enxergava em mim uma pequena ativista.
Eu sempre fui uma menina melhor pra fintech. Nunca aceitei, tipo, ai, você é minha filha mulher, você tem que arrumar a casa. Oi? Não, não. Assim que funcionam as coisas, não. Ajudava em casa, óbvio, mas... Eu já tinha uma... Era uma pequena feminista, entendeu? Eu não aceitava certas coisas, não.
Meu pai, ciente disso, ele começou a consumir Sidney Sheldon, que é desde a adolescência, basicamente. Inclusive, nunca te perdoarei, pai, que ele tinha uma coleção inteira de capa-livros do Sidney Sheldon, de capa dura, aliás, desculpa, e do antes... Ai, meu Deus. Da minha maioridade.
Você não tá entendendo o ódio que, ó. Eu imagino. Ainda mais porque a culpa é dele, entendeu? Só por isso. Ele te fez apaixonar e tirou a sua paixão de vista. Ele, a vida inteira, na minha infância, eu ouvi a mesma frase. Quando você tiver maioridade, você precisa ler Cid Neycheldo. E eu lembro de perguntar sempre por quê. Sempre. E ele me respondia sempre da mesma maneira. Porque todo livro dele tem uma heroína e eu tenho certeza que você vai se identificar. Ao meu redor, eu sempre vi, né? Pequenas heroínas, assim, ao meu redor.
Eu tive inspirações de mulheres feministas ao meu redor, até que não se assumia um feminista. Mas, independente disso, eu sentia que a sociedade implicava uma coisa que não era o que eu queria. Isso me deixava um pouco reclusa, tanto que eu tive problema com timidez. Quando eu falo isso, as pessoas custam acreditar. Mas eu tive. Porque por muitos anos eu fui excluída de pequenas tribos e tudo mais, por ser diferente. Eu era uma garota que não gostava de ser igual a todo mundo.
E eu não achava que quem era igual era melhor ou pior do que eu. Eu só não gostava. Não via problema na pessoa que curtia modinha. Nem problema em mim. Mas as pessoas viam problema em mim. E me excluíam e tudo mais. Então, quando ele me falava essas coisas... Cara, preciso ler.
E aí, quando eu criei a maioridade, depois eu entendi porque é a maioridade. Porque esse Isne Shaw tem uma cena quente. Quente com força. E ele escreve pra mulher. Que assim, eu descobri isso depois da maioridade, né? O erótico masculino e o erótico feminino é completamente diferente. Óbvio que tudo isso faz sentido cientificamente, né? A gente funciona de uma maneira muito diferente dos homens.
A forma como a gente erotiza as coisas é muito diferente do que como eles erotizam. A gente precisa de contexto histórico, de uma história narrada, de um roteiro bem aplicado. O homem, se vê alguma coisa, acabou-se. Então, não precisa nem ser real, que é, inclusive, o que a gente encontra hoje.
Por isso vários problemas, inclusive, com os pornôs, né? Porque os pornôs masculinos são muito mentirosos. São posições que não funcionam na vida real. E aí a maioria se vicia naquilo, enfim, não consegue aplicar na realidade. E por mais que eu odeie homens, estou deixando aqui declarado que a culpa nem é de vocês, necessariamente.
É por conta desse porno que foi, enfim, fantasiado e mal aplicado na prática, mas enfim. E depois eu entendi o porquê disso, que meu pai não queria, né? Que eu tivesse em contato com isso e tal tão cedo. Mas aí, quando eu li, eu lembro que eu pedi a opinião dele, né? Qual que eu li?
Qual que eu poderia ler que seria o mais legal e tudo mais. De fato, ele me indicou uma história incrível, tá? Que foi as areias do tempo. Só que o que ele não contava era que a parte das areias do deserto... Eu passei um ano na parte do deserto.
Foi tipo assim, esse livro é horrível. Esse livro é péssimo. E ele insistindo, não, a parte da areia é ruim, a parte do deserto é difícil. Mas quando o pai da fulana passar por isso, você vai ver. E ele tentava incentivar. Realmente, foi um dos melhores livros que eu já li. Foi um dos livros que, inclusive, eu mais indico, do Sidney Sheldon. E foi uma das histórias que mais se afixou na minha vida inteira, que eu já li faz, meu Deus, mais de 20 anos.
E é realmente uma coisa que me impactou, que me gerou muita lembrança e tudo mais.
Porém, botão...
Por todavia, o pai não foi um bom inspirador, ou como eu posso dizer, um inspirador. Porque ao mesmo tempo que ele me contava histórias, eu tinha que segurar ele pra não dar um spoiler. Porque senão ele me contava a história inteira, pra que que eu vou ler? Tirava graça, né? Na infância, ele dava certo, porque por conta das partes eróticas, ele cortava histórias, mesmo que não tinham. Com medo de soltar. O momento que ele tava junto e tudo mais. E é engraçado, porque quando eu li as cenas eróticas em locais públicos,
Eu ficava muito envergonhada, tipo, pensando que tava todo mundo lendo a mesma coisa aqui. As pessoas estavam ouvindo o seu pensamento ali, né? E, tipo, nada a ver, cara. Eu não tenho mais... Mas ele realmente era muito bom, assim. A descrição dele era... Ah, enfim, perfeito. E aí, até hoje, como você pode notar, eu sou uma grande fã do Sidney. Mas ele não era um bom inspirador. Porque, por exemplo, esses livros que ele doou, seria uma puta oportunidade pra me falar, cara, eu vou devorar todos eles. Porque ele tinha a coleção completa. Doou.
Por quê? Porque ele não queria me forçar. Contrário do que você falou da escola, que a escola força, obriga, você tem que ler. E esse negócio da resenha, nossa, eu nunca me senti tão abraçada. Você tem que provar que leu. Então, a resenha não é para saber sua opinião crítica, não é para saber sobre o que de fato te fez sentir ou te fez pensar a partir daquilo.
Não, era para provar. Era mais que provar. Cara, eu preciso provar que eu não sou uma mentirosa, sabe? Invalidando o estudante o tempo todo, que já é invalidado, ainda mais no meu caso que eu vim de escola pública, é difícil. Eu acho que isso gerava mais... Desculpa, te cortei. Acho que isso gerava mais raiva, mais bronca da gente dos livros e da aula onde se pedia isso, que aí a gente acabava de fato só passando o olho, só olhando o final, ou um passando para o outro.
Eu lembro que eu dividia com as minhas amigas quem ia ler até qual parte, porque para a gente era tão rude aquilo, a forma como era colocado para nós. Eu sei que a escola tem que fazer com que a gente leia, mas acho que a falta de sensibilidade... Tem como inspirar, né? Sem obrigar, sem condicionar. Então, nossa, eu vou ser sincera com você, é um pecado que eu vou falar, mas eu peguei uma bronca por muitos anos de clássicos.
eu fiquei com uma bronca terrível, porque eu li todos eles naquela época, e eu li, mas naquela sensação de obrigação, e aí eu ficava, eu lembro que eu ficava muito ansiosa, porque às vezes faltava poucos dias para entregar a resenha, e eu não tinha conseguido ler o suficiente, e aí eu ficava, então gera toda aquela ansiedade, onde uma coisa que é para ser prazerosa...
você fica com raiva, eu ficava pensando por que essas pessoas escrevem essas coisas para obrigar a gente a ler? Então para mim era terrível, e aí os clássicos têm toda uma linguagem que quando a gente é muito novinho é muito difícil você compreender.
E não era discutida aquela linguagem também para que você compreendesse a profundidade do que o escritor estava tentando passar, o que significava aquilo tudo. Eu lembro que eu lia Amor de Perdição, Amor de Salvação, e aí tinha muita coisa ali que era muito difícil para a minha compreensão, porque eu era só uma garotinha e todo aquele romance envolvido e eu não entendia nada das decisões das pessoas, mas não tinha ninguém que iria discutir.
discutir sobre aquilo comigo. O que importava é que eu entregasse uma resenha provando que eu li. E terminava-se com uma nota sobre a minha resenha. Não era algo que viraria uma discussão em sala de aula. Também, eu sei que a gente não pode culpar a educação no passado porque não tinha tanta informação. Eles nem sabiam o que isso ia reverberar no futuro.
mas é só explicando a minha visão a respeito dessa sensação de não gostar de algumas pessoas, ou de não gostar de ler, ou de enxergar a leitura como algo muito distante da realidade delas. Algumas pessoas pensam que eu gosto de ler porque eu estudei numa escola particular, ou porque eu vivi com pessoas altamente capazes, inteligentes e...
É, não, não tem nada a ver, até porque eu leio desde um livro super mega interessante, com muita química, biologia, física, até uma abobrinha, até uma fantasia, uma coisa completamente fora da realidade. Eu navego por muitos mares, eu falo que eu sou uma leitora híbrida.
Porque eu navego por muitos mares, eu tenho minhas predileções para contar, e o gênero lá que eu gosto mais, mas assim, acabo navegando por muitos mares, então eu também não leio só. Se eu falo, a pessoa fala, ai, quantos livros você lê por mês? Eu falo a taxa de livros que eu leio por mês. A pessoa acha que eu só estou lendo filosofia, que eu só estou lendo, que eu sou uma leitora só de clássicos, eu falo, não, eu li esse...
Esse Maze ali é um monte de coisa sobre terror, sobre assassinato, sobre... Acho que também essa falta de liberdade na sua escolha de livro também interfere. Porque, ah, você só é um bom leitor também se você só lê clássico. Se você leu uma fantasia, você já tá num nível abaixo, por exemplo, sabe? Você já tá, se você lê tal coisa, você já... Eu vejo muitos vídeos até de influencer tirando onda que fala assim, ah, a pessoa fala que é leitora, mas ela só leu Pequeno Príncipe e Harry Potter.
E desde quando isso é ruim? O Príncipe é um dos livros mais lindos que eu já li E ele é um livro Eu não sei se você... Ele é lindíssimo e ele vale para qualquer momento da sua vida Eu acho que qualquer dúvida que você tenha Sobre a vida, seja no seu trabalho Seja em relacionamento, seja na família Leia Pequeno Príncipe Que aquilo vai te dar uma resposta Eu já li Pequeno Príncipe quatro vezes Em quatro momentos completamente diferentes Da minha vida
E eu comprei uma edição especial, porque eu tenho muita paixão por esse livro. Então, eu acabei comprando, ano passado, uma edição especial, que é uma capa toda brilhante, muito bonita. Uma edição de colecionador.
E acho que se surgirem outras edições de colecionadores, eu quero ter todos, porque eu acho lindo. E porque realmente responde qualquer dúvida. Se tiver num momento, e ele é um livro que você sentar ali no chão para ler, você lê em uma hora, duas horas. Ele é um livro muito rápido. Ele é curto, porque ele tem mais ilustrações do que texto. E ele realmente, assim, responde qualquer coisa. Ele vale para qualquer idade. Eu lembro que eu tive uma amiga que viciou nele, que comprou. A gente era criança ainda.
A mãe dela deu de presente. E eu lembro que ela se encantou. Eu não lembro o que aconteceu. Se eu pedi emprestado, ela não deu. Eu não lembro mesmo. Tipo, se aconteceu alguma coisa, inclusive.
Mas eu lembro que ela falava, igual você agora, falava com um brilho nos olhos tão grande desse livro que eu ficava, nossa, eu quero tanto entender o porquê. E eu, ó, você falou sobre escola, eu vou até acrescentar um fator. Você falou de tempo, né? Tipo, época. Ah, a gente não tinha muitas ferramentas na época de pesquisa. Eu vou até colocar um ponto a mais que... Trabalhar em escola não é fácil, né? Ser professor, inclusive, nunca foi fácil. Eu fico... Eu lembro de pensar na minha época de escola, eu tenho um pavor.
Eu sofri muito bullying, foi péssimo Foi a pior fase da minha vida Eu vejo as pessoas, ai, saudade de quando não tinha boletos Mas só tinha que se preocupar com as provas da semana Eu também não tenho saudade Prefiro mil vezes os meus boletos Eu sonhei um dia com isso aqui que eu tô vivendo Meu espaço, meu cantinho, a minha vida Tocando como eu queria Sem me forçar a contatos com pessoas horríveis Mas enfim
E eu lembro também de quando eu pensava em ter filhos e eu falava, cara, eu não quero que meu filho passe por isso, o trauma foi muito grande. Eu lembro de também pensar o quão difícil... Nunca seria professora. Ah, mas é porque eu não gosto de lecionar? Pelo contrário, eu amo. Inclusive...
Tem um projeto no meu bairro que eu cresci. Antes, quando eu participei, eram só três cursos. Era a montagem e manutenção de computadores, a administração e o cidadania, que era obrigatório. Para qualquer um dos dois cursos, você também cursava cidadania. Hoje, foi muito ampliado. Hoje tem, inclusive, patrocínio da TOTOS. A prefeitura também cuida um pouco desse projeto, que foi um padre irlandês que trouxe para a quebrada. Pacificou o bairro. E hoje também tem, inclusive, sobre comunicação digital.
E aí uma amiga já me convidou uma vez pra palestrar e ela disse que esse ano vai me convidar de novo, aí da outra vez eu fui digital. Dessa vez eu quero voltar presencial. E eu já tô mega ansiosa, assim, porque eu já fui um deles. Então é muita gratificação voltar agora adulta, profissional, atuando na área como uma possível referência, porque eu sei que pra muitos eu posso não ser, né, pra eles ali. Mas pra um outro, que da outra vez no digital já teve jovens me chamando no off.
Pedindo conselhos, pedindo dicas. E eu achava aquilo o máximo. Porque na minha época não tinha isso. Eu sinto esse déficit nas escolas. Porque é muito árduo. O professor hoje não tem um mínimo de dignidade para trabalhar. Então, eu entendo que dá para fazer. Até porque a gente vê professores fazendo coisas incríveis. Mas eu não culpo e não generalizo. Porque eu entendo esse cenário.
Então, você falou dos clássicos, eu lembro que teve uma época na minha escola, eu acho que eu tinha meados dos meus 15 anos. A Sarah distribuiu os clássicos, Moreninha, Machado de Assis, enfim, todos os clássicos que a gente tá cansada de saber que cai em vestibular. Eu lembro que a prefeitura fez uma coleção que, inclusive, achei muito bonita, as capas e tudo mais, aquelas...
combinavam, eram coloridinhas, tudo com cada autor e tal. Eu lembro, eu tenho essa lembrança vívida, assim, da escola. E aí eu lembro que a professora de literatura, quando viu aquilo, porque na nossa época ainda tinha matéria de literatura, eu nem quero adentrar sobre essa coisa das matérias hoje em dia, que aí é outra decepção, mas eu lembro que tinha professora de literatura, que geralmente era a mesma de língua portuguesa. Tinha uma que era nordestina. Regione era um babado.
Era maravilhosa. Era aquela professora que até os bagunceiros respeitavam. Falava muito bem, ela sabia se comunicar. E, de novo, não estou querendo desmerecer os outros professores que não conseguiam essa proeza. Eu acho que é uma coisa, primeiro, de instinto e depois de oportunidade também. Ela conquistou um respeito na escola inteira que, mesmo quem não era aluno dela, quando passava para uma sala que era aluno...
respeitava ela porque sabia da reputação que ela tinha. E eu sei que isso não é fácil de conquistar. Então, de verdade, eu não quero julgar os outros professores por isso, até porque eu tive muitos incríveis. Eu lembro que ela propôs uma coisa diferente. Distribuiu os livros, cada um recebeu uma edição de cada escritor e tudo mais.
Mas ela separou a sala em grupos. Determinou que cada um fizesse de um livro específico. Fizesse de uma maneira completamente diferente. Então, por exemplo, um grupo ia fazer uma mini peça teatral. Cando o contexto histórico. Tinha que explicar. Por que aquilo se tornou um clássico? Qual é o fecho principal? Qual é o clímax? Não sei. O que tem de mais legal que você achou interessante? Às vezes não é nem o clímax. Às vezes, por exemplo, no livro A Moreninha, às vezes não é nem da Moreninha em si que você vai citar.
Mas explore isso. É o jeito que você achar melhor. A única coisa que ela determinou é que cada um tinha uma ação específica. Então...
Um grupo ia fazer uma apresentação oral, o outro ia fazer uma peça teatral de não sei quantos minutos, o outro ia fazer, sei lá, um mini curta, que na época a gente era muito privado. Hoje, todo mundo tem um celular, todo mundo pode sair gravando o que quiser, mas na época era um pouco limitado. Então, quando ela viu que tinha um grupo ou outro que tinha possibilidade de fazer gravação, aí ela separou. Acho que foram cinco grupos diferentes.
E o que eu achei mais legal nisso foi que, além dos grupos separados em si, acabou estudando muito, tipo, ah, eu li essa parte, eu achei muito legal. Ah, mas eu também achei essa parte. E nessa brincadeira de... Às vezes o meu colega falava uma coisa que eu nem lembrava mais a história. Falei, caraca, olha como a percepção de leitura pode ser completamente diferente de uma mesma obra. Além disso ser muito legal, a gente também teve uma percepção muito bacana, porque quando os outros grupos apresentavam, achava tão divertido, mesmo que fosse simples.
Mesmo que fosse básico. Por exemplo, na apresentação oral, tipo, seria interessante. Uma pessoa com uma cartolina na mão, os desenhos falando sobre a obra. Eu acho que se eu leio, eu aprendo muito mais. Não, cara, porque é a visão dele. É a forma como ele colocou. Tanto a questão do que ele apresentou na cartolina, ou etc., quanto o que ele está falando.
Como eles se separaram. Eu lembro de clássicos que eu não li. Sei da história por conta dessas apresentações. Então, são pequenas ações que eu lembro de, na hora, pensar. Caraca, eu quero ler. Eu quero ler esse livro pra ver. Isso aí. E, às vezes, se eu lesse, eu não ia ter aquela percepção. Eu entendo, de novo. A minha escola teve isso, por exemplo. Mas não tinha uma biblioteca. Eu pedi acesso à biblioteca. Era do lado do banheiro, o que já era muito errado. Porque era um ambiente úmido. Entre só tinha rato, barato, mofo.
e mais traça. Isso quando não destruía tudo. E assim, tinha muito livro lá que era didático, que não era livro de leitura mesmo. Eram tipo os livros que foram esquecidos, foram deixados, jogados fora. Enfim, largados lá. E aí eu via que, por exemplo, quando passou High School Musical, tinha a biblioteca. Eu vi High School Musical, inclusive o High School Musical foi o culpado de eu não ter usado a minha melhor nota do Enem, porque eu fiz o Enem pensando...
As faculdades vão me ligar, vão falar que aluna incrível que você é, queremos você aqui como se fosse no high school, entendeu? Fiquei muito, muito, muito decepcionada. E eu com isso eu perdi, porque na nossa época, inclusive jovens que estão nos assistindo, na nossa época não existia... A gente pode usar Enem de até cinco anos, eu acho, hoje em dia. E na época, não, a gente só podia usar do ano anterior. E se você perdesse o time, já era.
Já era. E eu tirei 720 pontos no meu primeiro Enem. Arrasei muito. Eu arrasei tanto que na época que eu consegui a bolsa na faculdade, foi só com 520. Ou seja, com 720 eu tinha conseguido a bolsa integral desde o início. Não soube usar, eu não tinha informação. Eu nem sabia o que era ProUni, como se cadastrava. Eu não tinha computador em casa, não tinha smartphone.
Enfim, não vou transformar isso no muro de lamentações, não. Mas o ponto é esse. Às vezes, se a gente fizer coisa simples, funciona. Dá para avaliar o aluno, porque através das apresentações dá para perceber se ele realmente leu ou não. Então, eu entendo que tem que ter essa coisa do ler, até porque...
É uma forma de você fazer ele aprender, já que ele precisa por ele, acima de qualquer coisa. E também dá pra você dar nota em cima daquilo, porque você vê o capricho, o zelo que aquela pessoa teve. E foi muito bacana, porque até os bagunceiros entenderam de alguma maneira. Não sabemos se eles leram, provavelmente não, mas através da explicação dos amigos. E pode ter arrasado no vestibular. Inclusive conheço alguns bagunceiros que se deram muito bem na vida.
que provavelmente foi por isso. Então, de novo, eu não julgo nem generalizo todos os professores, porque eu entendo que não é fácil. Eu, inclusive, nunca seria, talvez, de universitários e olhe lá. Mas de ensino médio, ensino fundamental, deve ser muito difícil, o nível de alfabetização, então. Por conta desses pontos, que é realmente muito complicado. Mas é um pouco disso. E familiar, quando você falou da roda familiar...
Cara, eu tinha um pai assim do leitor, um pai que falava, contava histórias, e mesmo assim, ele não foi um pai que ia lá e comprava um livro. Tipo, por exemplo, você não tem a idade do Sidney Schell, beleza? Mas vamos comprar um Infanto Juvenil. Inclusive, anos depois, eu descobri que o Sidney Schell tinha Infanto Juvenil, que eu poderia ler, que estava para a minha idade.
E ele não comprava. Ou, sei lá, pegava emprestado também. Eu entendo que condições não é uma coisa, né? Muito tranquila de se ter, mas enfim. E eu não tô querendo aqui culpar ele não, tá? Porque eu entendo que o pensamento dele foi. A escola já tá obrigando. Quero ser mais um cara a obrigar ela. Eu quero que ela goste da leitura.
E eu entendo isso hoje. Eu já falei isso com ele, inclusive, várias vezes. Só que nessa dele não me condicionar, ele acabou não me promovendo o hábito. Então, eu vi ele lendo raras vezes, tá? Porque meu pai, ele até hoje é cobrador de ônibus. Ele trabalha sentado. Logo, ele lê muito.
No trabalho. Mas, pontualmente, eu vi ele lendo em casa. Eu fui uma criança que eu cresci com a TV. Inclusive, sou uma viciada em TV aberta. Amo a TV Globo. Sou globezeira e falo isso abertamente pra todo mundo. E a minha dificuldade maior não é nem com o celular. Não vou negar que eu fico muito com ele na mão. Até porque a gente trabalha com isso, é difícil desvincular. Eu não vou ser hipócrita, não.
Mas eu confesso que, para mim, é mais fácil apertar o botãozinho de bloquear e dar uma desligada do celular do que da TV. Até porque eu só desligo a TV hoje em dia para gravar episódio. Minha TV está desligada porque a gente está gravando. Mas no dia a dia, ela está ligada o tempo todo. Às vezes, eu não estou nem prestando atenção. Como se fosse uma pessoa ali. Exato! Por muitas vezes, eu já ouvi falar que quem mora sozinho gosta de deixar ligado para não se sentir sozinho.
E eu falo, cara, pior que não, é pra ter cara de lar, porque a minha casa sempre teve a TV ligada. Nunca foi uma questão pra nós, tipo, a gente tinha TV na cozinha. Aí, quando soube da história que fazia mal, que o nosso cérebro entende que a digestão não tá sendo feita direito, porque pra ele é a satisfação de você assistir algo. E a satisfação de comer comida, alguma coisa...
Pra ele, ele não difere. Então, quando você faz essas duas coisas ao mesmo tempo, ele bagunça. Por isso que muita gente engorda muito quando faz isso, quando consome comida com telas. Eu achava isso muita besteira, mas quando aconteceu essa história, minha mãe e meus pais, né, tiraram na hora a TV da cozinha.
A gente tinha momentos, sim, graças a Deus eu tive um pai presente, então a gente tinha momentos de comer na mesa, estar juntos, a gente tinha esses momentos e sou, inclusive, muito grata a Deus por me permitir viver momentos assim. Mas a leitura podia ter sido emplacada de alguma maneira, podia ter sido colocada de alguma forma. E é como você falou, eu tô vendo uma blogueira que, por exemplo, não tem hábito de leitura, que tá fazendo isso com a filha.
A filha tem o quê? Acho que 12 anos agora, mas ela começou quando ela tinha uns 10.
Aí o que ela fazia? Pega um livro, que você vai escolher, lê a sinopse, dá uma olhada na capa, como chamar a sua atenção. E aí eu te compro se você quiser. Acabou que essa blogueira começou a falar como estava feliz, porque a filha estava criando um hábito que ela nunca teve.
Ela foi vista por uma livraria da região. E aí essa livraria começou a presentear essa filha. A menina chorava. Ela recebia trilogias completas. E eu fiquei me colocando no lugar dela. O nome da menina é Yasmin. A mãe dela, a blogueira, é Sté Predski. Sté Predski. Inclusive ela ficou famosa porque na época o ex-marido Uber.
Ficava divulgando, tipo, ah, segue minha esposa e tal. Na época ela falava de maquiagem, mas olha onde chegou quando ela falou de maternidade. E hoje ela é influencer, inclusive, em mim e da minha mãe, porque a gente segue ela em comum e fica falando da vida dela. Mas olha que legal, e eu fico pensando, é isso que é influenciar uma criança. É você deixar ela livre para escolher e não julgar a história. O meu pai, ele nunca julgou a história. Carmo, você tem noção?
O meu pai, ele lê, assim, Diaga da Cristi. Ah, como é que é o nome daquela escritora que escreve infanto-juvenil pra geralmente pra meninas adolescentes que tem até Thalita Rebouças. O pai lê Thalita Rebouças. Entendendo que o meu pai, ele faz amiguinhas de ônibus, estudantes. É incrível como ele tem todo um cuidado pra pessoa não pensar que, né, é uma maldade e tudo mais. Então ele sempre tenta também fazer amizade com os pais.
Mas geralmente as meninas vão para a escola e pegam o ônibus dele. E aí ele começa a incentivar a leitura. E aí a menina querendo falar sobre as leituras dela, indica o dela. E ele lê, não tem o que falar com ela.
Então, olha o nível. Meu pai leu todos os 50 tons de cinza. Ele leu toda a trilogia do Crepúsculo também, sabe? E Thalita Rebouças, eu acho que ele leu... Eu não vou acusar aqui todos, porque eu não sei, tá? Não tenho certeza. Mas eu lembro de ir no estúdio, que ele tem um estúdio de fotografia.
De ter a coleção inteira do... Sabe aquela coleção que ela fez do... Ai, que tinha um título bem parecido, só mudava o final? Ai, Fala Sério Mãe? Fala Sério Tio? Alguma coisa assim? Que ela fez só de uma personagem em si, que inclusive virou filme depois. Ele teve essa série de livros, ele teve todos. Do Fala Sério Mãe, Fala Sério não sei o que lá.
E eu fiquei vendo aquilo, e aquilo me inspirava. Só que, ao mesmo tempo, o que ele fez, por exemplo, por essas dores, ele não fez por mim. De novo, eu não tô julgando. Entendo. Mas isso acontece, e acaba influenciando. A gente não faz ideia, mas acaba influenciando. E sobre um último adendo, assim, sobre o clube, uma coisa que me inspirou muito...
É que, por mais que eu tivesse... A mãe da minha prima lê muito. Eu não sabia até então, mas ela lê muito. E a minha prima lê também muito. Muitos artigos, muitos livros. E ela é que nem você, assim. Ela lê tanto abobrinha pra dar uma esparecida.
Quanto uma fantasia interessante. Ela teve toda a coleção de Harry Potter, por exemplo. Tá tudo bem. Eu não lembro se ela gostou de Game of Thrones de Lee, né? Eu não lembro. Mas ela gosta. Mas eu lembro que uma coisa que ela teve sempre muito cuidado foi pra que eu não...
me sentisse excluída. Ela sempre deixou isso claro. Você não é menos inteligente do que eu, porque você lê menos do que eu, ou porque você não lê artigos e eu leio. Então, no clube, eu achava muito legal uma coisa. Quando a gente começava a falar sobre o livro, inclusive, eu vou até contar de uma leitura que a gente gostou bastante, e graças a ele, eu acho que ano passado, se eu não me engano, eu li sete livros, graças ao clube do livro. E eu me senti orgulhosíssima.
Caraca, eu li... Quando eu parei pra ver os cronogramas, que ela monta até cronograma. Pra que eu ficasse na mesma página que todo mundo e tal. Eu ficava assim, caraca, que incrível! Eu li sete livros.
Desses sete, eu não gostei de todos. Vou ser honesta. E a gente propôs alguns temas também, tipo, ah, escritoras brasileiras. Só que nessas, a gente descobriu pessoas muito incríveis como Socorro Acioli, que eu não conhecia. E eu me tornei agora testemunha da Socorro Acioli. Lemos no clube A Cabeça do Santo. E olha que incrível. Eu amei a leitura. Eu achei ela fluida, dinâmica, divertida. Eu devorei o livro. O da Socorro Acioli, A Cabeça do Santo.
Minha tia, um tempo depois, ela saiu de férias com o marido. E ela ia passar pela cidade da Cabeça do Santo. Aí virou, tipo, uma história nossa do clube. Tipo, ai, passa, tira uma foto da Cabeça do Santo. Ai, eu quero muito ver fotos. Faz vídeo, tia, por favor. Ela não é cronicamente online, como a gente chama.
Mas eu falei, por favor, tia, faz um vídeo, eu não vou divulgar, não vou mandar pra ninguém, é só pra gente dividir, rir um pouco, e virou uma coisa nossa. E na reunião, que a gente sempre faz uma reunião, eu percebi que a parte mais divertida não era nem ler, era a reunião. É o que gera depois, né? É, porque assim, acontecia a mesma coisa que eu te falei da escola. A gente leu o mesmo livro, e a gente tinha coisas muito legais pra falar do livro.
Todo mundo veio de, ai, eu gostei muito dessa parte, eu gostei muito daquela, tá, você, e cada um a gente dá espaço pra... E aí
pra todo mundo que quiser falar, falar. Eu achei legal que quando as minhas tias iam falando, a nossa vida, a nossa experiência, a nossa trajetória conta nas coisas que a gente consome. Teve coisas na história que eu deixei passar. Não parei pra pensar. E aí, teve um dado momento da reunião que eu sorri e falei assim, caraca, que legal, porque se não fosse essa reunião, se não fosse o clube do livro, eu poderia até ler o livro.
e gostar da leitura, e continuar devagando sobre ela. Eu poderia também sair espalhando a palavra da Socorro Asioli, tipo, leiam, é muito bom, não sei o que lá. Mas essa percepção dessa pessoa, eu nunca teria. Assim como de pessoas novas. Se você me contar a sua percepção, talvez vai ser uma coisa nova pra mim. E eu lembro de sorrir em dado momento, e falar, cara, que da hora.
conforme eu ia falando do clube e as pessoas iam querer entrar, é disso que elas estão sentindo falta. Dessa troca rica. E assim, meu pai falou uma coisa que é muito legal sobre isso. Quando eu contei pra ele sobre o clube, ele falou uma coisa muito bacana sobre ele. Filha, que bom, porque se tem uma coisa que a gente gosta, é de falar do livro que a gente acabou de ler. E como o clube condiciona isso...
É tipo um match perfeito. Eu faço meu noivo escutar os livros. Ele não lê nada, mas eu faço ele escutar. Faço, eu falo assim, eu vou contar. Eu preciso falar sobre ele. E eu tenho algumas amigas que gostam muito de ler. E quando eu leio algum livro que eu gosto muito, eu encho o saco até alguma ler para eu poder conversar com elas sobre. E elas fazem o mesmo comigo.
Justiça, até te contar uma história engraçada. Tem um livro, é uma fantasia. No ano retrasado, eu fui na Bienal do Livro com essa minha amiga. Aí tinha lá a divulgação do livro Quarta Asa. Não sei se você já ouviu falar sobre ele. É um livro muito famoso nas bookreads. E nos clubes de leitura, o Quarta Asa é um best-seller.
E tinha, foi assim, a publicidade na Bienal, uma das mais bonitas, tinha um dragão gigantesco que se mexia, era uma coisa maravilhosa. E eu fiquei obcecada, tanto que saiu a edição de colecionador, que era toda dourada, assim, foi o ano retrasado, foi um escândalo o Quarta Asa, e é uma trilogia.
mas estão dizendo que já vai sair mais um, que era para ser uma trilogia, mas que a autora não vai fazer, porque é sucesso absoluto. Se você procurar depois pelo Quarta Asa, você vai ver que é uma fantasia de sucesso absoluto. E eu fiquei obcecada e comprei o primeiro e o segundo. Vim para casa, deu um tempo depois, eu falei para a minha amiga, eu só falava do Quarta Asa. Eu só falava desse livro, virou o meu livro favorito, eu ainda não tinha lido.
E eu falava muito do Quarta Asa. E aí eu comecei a encher o saco dela. E um dia ela falou assim. O primeiro é muito melhor. Estou terminando o segundo, mas eu gostei mais do primeiro. Eu vou comprar o terceiro. Qual você gostou mais? Aí eu falei. Eu não li ainda. E ela falou assim.
Brincadeira comigo. Você tá de brincadeira comigo. Você falou que era seu livro favorito. Você me enche o saco todo dia falando do Cortá-asa. Ela até fez... Como eu chamo aquela dobradura? Pra mim. Ela fez um dragão de origami pra mim, pra você ter noção. Mentira!
Ela me deu um dragão de pelúcia que tá aqui em cima, de pelúcia, e ela deu um origami que acho que tá aqui, ó. Origami, ela fez um dragãozinho, do tanto que eu falava de dragão com a asa. E aí quando ela descobriu que eu ainda não tinha lido, até hoje é uma piada entre nós, porque ela fala que eu não li meu livro favorito, eu sou uma piada, sabe?
E eu, de fato, não li Quarta Asa ainda. Eu meio que coloquei ele. Ele tá aqui em cima, o primeiro e o segundo. Quarta Asa tá aqui embaixo e o segundo em cima. Me cobrando quando que eu vou ler o meu livro favorito. Virou uma coisa entre nós, assim. Eu amei. E aí eu falo, eu vou ler porque você sabe que eu amo ele. Eu vou ler ele porque você sabe que eu amo ele.
Então, eu acho que a leitura, ela gera conexões, assim, tão especiais e tão divertidas. Eu li agora, Pra Dois de Estrelas. Não sei se você tem escutado falar sobre Devoradores de Estrelas. Não, mas eu vi o seu conteúdo sobre. E eu fiquei encantada. Engraçado que eu vi o filme, assim, não vi o filme, não. Eu vi o trailer. Não achei nada demais, entendeu? Eu achei até que seria um negócio meio interestelar, que eu achei meio chato.
Só que você falou sobre... E eu já tive uma outra percepção. Eu já tô doida pra ver o filme por conta da sua culpa. Eu tô panfletando Devoradores de Estrelas. Porque Devoradores de Estrelas, assim... Ele tá brigando com o meu top 3.
Ele está numa luta espiritual ali na minha cabeça. Porque eu escuto muito o podcast Inteligência Limitada, do Vilela. Eu sou fanática pela Inteligência Limitada. E volta e meia ele citava o livro Devoradores de Estrelas. No meio de uma conversa, às vezes, com um jornalista, com uma psiquiatra. Em várias conversas, em vários momentos, ele mencionava sobre o livro Devoradores de Estrelas. E isso começou a me causar um incômodo.
Porque eu gosto muito do podcast dele, gosto muito dele, gostava muito dos convidados, gosto muito. Então eu falei, poxa, o que será que tem nesse livro? Que é sempre pauta, né? E resolvi comprar, comprei no ano passado, Devoradores de Estrela. De repente, eu vi que ia sair no cinema. Eu falei, mas como assim? Calma! Eu nem li. Aí eu comecei a fugir dos trailers e dos spoilers. E falei, vou ler isso aqui, né?
E comecei a ler no mês passado. Comecei a ler logo que foi lançado o filme no cinema. E eu fiquei completamente apaixonada. E eu falei, meu Deus, o mundo precisa ler. E foi um livro que eu realmente, quando eu terminei ele, de verdade, não é forma de expressão. Eu abracei ele contra o peito e eu chorei.
Eu chorei porque eu me senti preenchida depois que eu li Devoradores de Estrela. E é um livro que transformou o meu olhar para muitas coisas. Eu fiquei apaixonada por ele. Depois fui no cinema assistir o filme. Eu tenho vários pensamentos e várias críticas para fazer sobre o filme, mas não é esse o objetivo.
E gostei muito e me emocionei porque eu foquei no que tinha para entregar. O livro foi bastante fiel ao livro, mas o livro, assim, eu panfleto ele. É um dos livros mais lindos que eu já li. E aí ele também é um motivo de conexão com outras pessoas, porque desde que eu publiquei sobre O Devorador de Estrela, minha resenha, vieram muitas pessoas de vários lugares falar comigo sobre esse livro.
E começaram a mandar a DM falando, nossa, eu estou no começo, eu estou apaixonada. Ou, eu terminei ontem e estou chorando sem parar. Ou, o que você achou do filme? Porque o livro é maravilhoso. Então, gerou várias conversas e várias amizades a partir de um livro. De um livro que está dominando o coração de todo mundo. E que, com certeza, o filme vai ganhar Oscar. O próximo Oscar vai ser indicado.
e eu tenho certeza que vai ganhar. Todo o contexto, e aí quando você descobre o contexto todo, de como foi feito tanto o livro quanto o filme, então gera outras conversas, porque as pessoas que amam cinema começam a se conectar com as pessoas que amam livro, porque aí eu comecei a conhecer algumas pessoas que fazem resenhas sobre vídeos, sobre filmes, perdão, sobre livros. E como eu gostei muito do livro e assisti o filme, eu comecei a seguir e a deixar os meus comentários a respeito.
E isso gerou conversas ali, discussões positivas, eu quero dizer, né? Conversas a respeito daquilo. Então, eu acho que o livro tem essa capacidade de unir gostos, unir as pessoas ao redor de um monte de coisa. De repente, ele atingiu aquela galera que gosta de colecionáveis, porque no lançamento, acho que foi aí em São Paulo, eles fizeram uma caixa de pipoca que é diferente, que tem a ver com uma determinada personagem do livro.
e que eu sou, nossa senhora, eu sou louca para achar, para comprar. E aí você entra no universo de colecionadores, que não tem nada a ver com livro, não tem nada a ver com filme. Então tem uma conexão ali toda muito legal. Aí a música que toca é sensacional e as pessoas gostam muito. Aí você entra num outro universo de quem curte muito esse estilo de música.
Então, eu, Camila, sinto que o livro tem essa capacidade de escorregar por várias outras coisas e unir essas pessoas e gerar conversas muito criativas e vira um bolo de cultura muito gostoso, onde enriquece todo mundo, porque tem uma troca muito gostosa.
e de olhares diferentes, como você disse, que cada uma que lê o livro teve uma observação, acontece isso, porque aí mesmo você pode não gostar de ler, mas você é apaixonada por livros ou por filmes. Aí você assistir o filme, ou ler o livro, a gente conversar sobre...
Enfim, eu acho magnífico quando o livro se expande a várias outras pontas, para vários outros caminhos e começa a juntar todo mundo. E eu vi que esse ano muitos livros estão com adaptações, inclusive agora tem a Revolução dos Bichos, que vai sair.
E o livro é um clássico. A Revolução dos Bichos é um clássico. Eu amei o livro, eu sei que tem muitas críticas, porque ele tem ali todo um quê político, uma sátira muito boa e tal, e eu gostei demais. E aí eu li o livro e uma pessoa me falou assim, o audiobook é muito melhor, porque tem as vozes. Aí eu fiquei curiosa, comprei o audiobook.
E aí fiquei alucinada porque eu achei criativíssimo E eu não gosto de audiobook Mas aí pra conversar com aquela pessoa que amou o audiobook Eu ouvi E fiquei apaixonada e conheci uma outra coisa Um outro tipo de contar histórias Aí agora eu vi, eu assisti o trailer ontem E quem gosta muito Daquele visual Fuga das galinhas e tal Já tá amando Porque não faz ideia do que fala Não lê o livro, não gosta de livro Nem ouvi o audiobook Mas vai curtir muito o filme E aí
Mas aí faz toda essa conexão das pessoas. Então eu tô adorando isso. Tá tendo várias adaptações. E acho que isso tá sendo muito bom. Porque são vários universos se conversando. E acho que é uma abertura pra leitura. Porque aí de repente alguém fala assim. Olha, mas você tem que ler o livro. Porque o livro é muito melhor. A gente sempre defende que o livro é sempre melhor. Porque não dá pra colocar tudo no filme. É diferente o tempo das coisas.
Então, o livro acaba sendo melhor. Mas é engraçado, né? A gente sempre fala do livro como se fosse um filme. Eu me confundo. Eu falo assim, você viu o filme? Não, pera. É o livro? Você viu o livro tal? E eu não sei. Eu descobri que é uma coisa particular. Quando eu leio, eu crio cenas visuais. Eu crio cenas e vozes. É, e aí quando vai pro filme, eu fico... Hum, fulana não era assim na minha cabeça.
Ó, você comentou sobre uma coisa cultural e eu queria acrescentar, você já colocou abrangência, mas é incrível como quando a gente se abre pro novo, a gente só ganha, literalmente, tipo, não é uma questão de, ah, que nem você falou, né?
Eu dei uma oportunidade pro audiolivro porque alguém falou, e falou tão bem, que eu falei, ah, vou dar uma abertura pra isso. Pode ser que você tenha feito isso pensando na pessoa. Ah, porque ela era uma amiga, porque ela era uma pessoa que você amava. Só que no final das contas, quem ganhou foi você. Como as pessoas perdem em criticar o do outro?
Ah, nossa, mas você é tão inteligente, você assiste Big Brother? Nossa, mas você gosta de novela de TV aberta? Ah, mas você assiste TV aberta? Assim, não é... Como se você estiver cometendo um crime. Exato! E não é nem uma questão também de... Tipo assim, de surpresa. Que nem, quando eu descobri o universo do áudio, eu ainda não ouvi nenhum. Mas eu confesso que eu tô doida pra ouvir alguns.
por conta das pessoas, das experiências das pessoas contarem tal. Tem uma influenciadora que eu sigo que o namorado só dorme com o audiobook do Harry Potter. E eu acho isso muito engraçado, e aí eu queria experimentar.
Mas não é nem sobre isso que eu quero falar, assim, nesse ponto. É no sentido de você ser tão negativista que, tipo assim, gente, não é porque você não gosta que é ruim. Olha eu quebrando um tabu que nem deveria ter existido. Não existe isso, gente. Existe um universo. Eu não tô falando que você tem que dar chance, que você... Tudo bem, Dê. Eu fui educada com uma professora de literatura que eu te falei, que ela me ensinou. Em aula, ela sempre criticava as novelas.
Ela falava que as novelas eram horríveis e tal, não sei o que lá. Mas toda aula... Sabia o que tinha acontecido na novela? Aí, uma hora, um balunceiro falou assim... Ô, professora! Pra quem não gosta de novela, tá assistindo muito. Ela deu uma aula de vida na sequência que eu quis... Assim, não foi pra mim, mas eu quis morrer. Ela virou pra gente e falou assim... Turma, vamos aprender um negócio aqui rapidinho? Não pode criticar algo que você não conhece.
Eu levei isso pra minha vida. Eu não falo que eu não gosto de uma comida, só nunca provei. Ah, mas ela é estranha.
Ah, mas ela é fedida. Ah, mas ela não sei o que lá. Então, eu não posso dizer que eu não gostei. Dizer que eu não provei. E aí, eu tenho aversão à textura, eu tenho aversão à... Tá tudo bem, eu não sou forçada a nada. Não posso dizer isso. Eu levei isso pra minha vida tão literal, cara, tão literal. Uma fase na minha vida que eu nunca fui ligada muito a namoro, a beijinho e tal. E quando começou as meninas a beijarem, eu fui a última.
Eu não me importava com isso, eu queria saber de estudo, entendeu? Eu queria saber de aprendizado, eu queria saber de outras coisas. E quando começou a passar muito essa fase, o que surgiu de boato no meu bairro? Que eu era sapatão, que eu era lésbica, que eu era isso. E eu sem entender o que é, eu falava, mas o que é? Busque a informação.
Descobri, né? Sapatão leve, porque quando duas mulheres se gostam e tal. Eu vou saber se eu gosto de meninas ou não. Não sei. Sentir atração até então. Ah, mas é atração que você sente. Pô, foi por meninos, mas... E se? Tinha uma mania desde essa época, que inclusive eu mantive até hoje, de quando eu vejo uma mulher linda, ela é linda, ela precisa ouvir que ela é linda. Talo!
E eu também tenho uma outra característica, que tipo assim, às vezes eu posso elogiar o seu cabelo, às vezes eu posso elogiar os seus olhos, às vezes a maquiagem, o jeito que você penteou. E às vezes eu guardo umas coisas pra mim, porque aí é muito vazio. Mas às vezes eu falo, nossa, que decote bonito. Eu vesti um decote assim. E não é no teor de inveja, é no teor de...
realmente é admiração. Que vestido bonito. Olha o caimento desse vestido no corpo dela. Olha como ficou legal. Olha que unha bacana. Olha que não sei o que lá. E aí, dependendo do nível, eu guardo pra mim, porque pode ser inconveniente. Mas, se tiver intimidade, eu falo mesmo. Nessa época, eu falei, não, eu vou ter que beijar uma pra saber se é isso que eu quero. Beijei e não gostei. Bom, agora eu já sei que não sou. E agora eu posso falar que não gosto ou que gosto. Exato, porque eu poderia morrer... E eu vejo que isso é uma questão.
Esse preconceito de, ah, a mulher ficou lésbica porque o casamento não deu certo. Queridos, existem tantas outras possibilidades para uma mulher. Às vezes, não foi que ela... Tudo bem, tem casos, né? Que o casamento foi muito ruim, o cara foi muito mala, e aí ela conheceu um amínio e a vida mudou.
Ok, no fundo ela sempre foi, ela só nunca tinha provado antes, querido. Então, assim, são coisas que acontecem e que a gente não dá a devida importância. E a verdadeira preocupação ou a verdadeira coisa que realmente faz diferença é ter a devida oportunidade para as coisas. E assim, você, de novo, assim como a gente pode ter aversão à textura, aversão a coisas, né? Tipo, ai, eu não gosto da visão. Tipo, por exemplo, detesto tripa de...
De porco ou de boi. Eu acho tenebroso uma comida que fede. Eu fico assim, meu Deus, mas já provei. Pra minha vontade, inclusive, mas já provei. Então, eu posso afirmar que eu não gosto. Não é só uma coisa que eu tenho aversão. Mas pode ser uma coisa que você tem aversão. Agora, o que você não pode é julgar quem come. Ontem minha amiga tava comentando. Ela tava usando máscara dentro de casa porque a mãe tava fritando.
E ela começou falando assim, amiga, na real, ela primeiro tava só descongelando. E em descongelar, já tava morrendo, com fedor, dentro de casa. E depois ela foi fritar, piorou, tudo bem. Mas ela em nenhum momento julgou que a mãe é isso, que a mãe é aquilo, porque ela tá comendo aquele prato típico. Assim como eu também não sou, sei lá, menos nordestina ou mais nordestina, ou menos intelectual ou mais intelectual, só consumir uma coisa ou outra. É muito louco isso, porque eu já fui muito subjugada por novelas,
Por uma época eu tive vergonha de falar que eu assistia novelas. E eu também já fui julgada por Big Brother. E são duas coisas que me auxiliam profissionalmente.
Eu não vou negar pra você, nem você é hipócrita, tá? Eu consumo porque eu gosto. Podia não ter nada a ver. Porque eu tava consumindo. Porque eu gosto. E não tem como eu ir contra a minha natureza. Não é sobre isso. E eu não... Sim. Aproveitando a sua deixa em relação ao tema livros, vou até te falar, né? Outra discussão. Confere Kindle ou livro físico? Ai, era uma pergunta que eu ia te fazer. Esse é um debate, assim...
Matador. E olha, inclusive, olha o que tá no meu Kindle. Não sei se você vai conseguir ver. Tava lá na...
Olha o que eu estou lendo, vê se dá pra você ver. Tira! Eu tô em 7% dele. Quando você acabar, você vai ter que me chamar. E aí, amiga, quando alguém fala assim pra mim, ai, mas eu gosto mais disso, eu gosto mais de aquilo, eu acho sensacional, cada um gosta do que quiser. Eu, eu tenho momentos de predileção. Por exemplo, eu adoro ler um livro físico, porque eu adoro marcar. Eu marco tudo meus livros, eu rabisco tudo, eu coloco etiqueta... Ai, é linda a sua marcação.
Ai, eu adoro. E eu gosto porque às vezes volto e abro nas minhas marcações só para lembrar de algum pensamento ali que mexeu comigo e tal. Eu gosto de olhar um livro todo marcadinho e lembrar que eu li aquilo ali. Eu pego aqueles calhamaços todos marcados assim e me dá uma sensação gostosa. Então, eu gosto pra caramba. E tem gente também que é super contra marcar livro, quebrar lombada. Eu adoro. É um prazer imenso para mim é quebrar lombada. Adoro.
aquele treco que faz assim, ó, sensacional, é? Pra mim. E eu gosto muito de ler no Kindle também. Kindle também dá pra fazer marcação e tal. E eu acho que cada um tem seu momento. Por exemplo, os livros, eu gosto de ter a coleção, eu gosto do visual, eu gosto de ter eles aqui em casa, no meu ambiente de trabalho, é uma coisa que me agrada. Eu gosto de folhear, eu gosto de admirar o trabalho e gosto dessas marcações. E o Kindle tem a praticidade de eu levar...
400 mil livros dentro da bolsa. E aí, às vezes, para onde quer que eu vá, eu levo meu Kindle. Até tem uma brincadeira em quem tem Kindle, né? É igual o cachorro lá. Eu não vou onde meu Kindle não é bem-vindo. Então, em qualquer lugar, eu levo meu Kindle. Qual é o nome do seu Kindle? Meu Kindle chama Kindle. Eu não batizei. Você acredita? Ai, mentira! Porque eu ganhei um...
de presente, e eu falei, meu Deus, vai ser um movimento. Aí, a minha tia que me deu o Kindle, ela sugeriu o nome e eu amei. Ficou biblioteca.
Que lindo! Eu queria... Eu queria com relação ao Kindle. Tipo, Kindle Possible. Tipo, alguma coisa assim. Mas aí, eu não sou tão criativa a esse ponto, entendeu? E aí, quando ela sugeriu... Na verdade, ela não sugeriu. Ela falou, por que você não coloca só a biblioteca? E eu ouvi biblioteca.
Falei, nossa, perfeito. Ela, perfeito? Tipo, um lugar de livros. Eu falei, não, biblioteca é maravilhoso. Ela, não, na verdade, eu falei errada. Eu fui falar o seu nome, misturei com biblioteca. Eu falei, mas ficou perfeito. Perfeito.
Nossa, e aí eu adoro, porque assim, onde eu tô, a fila esperando pra qualquer coisa, eu abro o tiro Kindle ali da bolsa. Então, ele tá sempre comigo. Minha última viagem pra praia, eu devorei porque eu ficava ali sentadinha de boa lendo, e ele pode molhar. Então, assim, não tinha problema nenhum. Então, eu queria comprar um adaptador pra colar ele na parede do banheiro pra eu ler na hora de tomar banho, porque realmente...
pra mim faz sentido. Então eu gosto dos dois. Às vezes eu leio alguma coisa no Kindle e eu gosto tanto que eu quero ter aquele livro físico pra fazer uma edição de colecionador, sabe? Então tem essas também. Então não tem... Eu não diria pra você que um é melhor que o outro. Eu acho que tem momento pros dois. Às vezes eu tô cansada e quero ficar com a luz apagada. O Kindle é maravilhoso pra isso. Pra você deitar na cama. Ele é mais leve, ele tem uma luz... O meu é aquele...
A posição pra segurar fica melhor, né? Eu confesso que eu prefiro o livro físico. No clube do livro mesmo, todos que eu tinha na mão, eu confesso que eu percebi que eu consumi melhor.
Mas eu também vou confessar outra coisa. Quando o livro é bom, não importa. A Cabeça do Santo mesmo, a minha prima baixou e compartilhou com a gente no grupo. E cá, foi maravilhoso. A gente devorou o livro e a gente ficou... A gente, inclusive, antecipou a reunião, porque todo mundo leu antes. Porque a gente não conseguia parar de ler. E, inclusive, agora eu tô querendo ler o da capa azul, que esse é o da capa amarela, né? Quero ler o da capa azul. Olha só para desaparecer. Ai, meu Deus!
Eu tô doida, mas eu queria, eu confesso que eu queria muito livro físico. Porque ele é azul, cara. Então, assim, eu queria muito livro físico. Ele é sua cara, ele é sua cara, ele é sua cara. Eu acho que eu não vou esperar mais entendida, entendeu? Eu acho que eu vou ter que comprar, é isso. Você tem que ter ele físico. Eu li ele no Kindle também. E é um livro, assim, encantador. Ele é lindíssimo, você não vai se arrepender de ter ele.
Porque ele é lindo. É isso que eu tenho para dizer. Ele é lindo. Ele tem para mim um dos começos. Porque normalmente o livro, o começo não é, oh meu Deus, né? Até você engrenar na história, às vezes, a apresentação de muitos personagens, muita criação de cenário. Aquele arco dramático demora para você engrenar.
Mas Oração para Desaparecer, ele começa. A primeira página dele é um deslumbre. É uma escrita que você fala assim... Ah, eu preciso desse livro. Acho que eu vou ter que comprar. A primeira página, você fala assim... Mas como? Como a pessoa escreveu isso? Porque... E você que monta cenas na cabeça, como você disse... Oração para Desaparecer, no começo, vai te arrepiar. Não tem ideia. Vai te arrepiar. Vai te arrepiar, hein? Anciosa. Vai te arrepiar, porque... Eu não sei como a Socorro conseguiu...
tão fora do comum, tão linda, uma descrição tão linda de um acontecimento tão lindo, logo no começo de um livro, e que faz você criar uma coisa, assim, totalmente diferente de tudo na tua cabeça. É um prazer ler Oração para Desaparecer. Foi uma das minhas melhores leituras do ano passado, viu? Espero que você tenha...
Leia e que tenha uma excelente experiência. Realmente, pra uma mente criativa, nossa, você vai arrepiar na hora que você começa a ler ele, que você fala, mulher, o que você fez aqui? Sabe? Ai, você me deixou mais ansiosa. Eu vi ele numa livraria. Foi estante dos livros, eu acho? Foi no shopping. Eu achei, tava muito salgado lá. Eu falei, não, aqui tá muito caro. E eu vi na internet, na Amazon mesmo, tava tipo assim, 30 reais mais barato. Vou comprar online. Ah, só que aí a gente... Muito bom.
Vai adiando, vai adiando, vai adiando. Inclusive, já emendando, que a gente tá falando de uma... Que, inclusive, eu tô ficando viciada na sua cor, assim, olha. Daqui a pouco eu só vou conseguir estar lendo ela. Só vou parar de... Só vou começar a ler outras pessoas depois de terminar de ler ela. Qual o seu estilo favorito que você falou? Você já soltou um spoiler no começo. Olha, eu amo suspense. Eu amo thriller. Eu amo...
Aqueles livros, assim, pesadíssimos, pesadíssimos, pesadíssimos. Mano, quem te conhece duvida disso. Duvida. Eu sou uma fã absoluta da Dark Side. Então, eu consumo muitos livros da Dark Side. E quanto mais pesado para mim, melhor.
Eu li Colecionador de Monstros. Não sei se já ouviu falar desse livro. Já. Ele é um absurdo de pesado. Ele é um absurdo. Tanto que o Instagram me bloqueou quando eu publiquei sobre ele. Eu fiquei bloqueada três meses. Não sei se eu comentei com você isso. Não. Bloqueou por causa das fotos. Do que estava escrito nas fotos das páginas. Ele bloqueou por tudo. Eu fiquei completamente amarrada.
por conta desse livro, e vi depois por que as pessoas não conseguiam publicar sobre ele, porque ele é um livro, assim, pesadíssimo, pesadíssimo. Só para contextualizar, sem ter que contar a história do livro, ele reúne em um determinado, em uma personagem, reúne todos os casos mais famosos de psicopatas.
Então tem o Dahmer lá, tem assim, os mais famosos, em uma pessoa só replicando tudo que esses caras fizeram, para que ele fosse o pior dos piores. Então como ser o pior dos piores fazendo o que todos eles fizeram? Então é um livro com descrição de cena, descrição da...
cenas é muito pesada. Eu terminei assim, uau! Então, eu curto muito. Eu sou apaixonada por thriller. Uma princesa dessas. Apaixonada, apaixonada. Depois eu vou contar qual é o meu livro favorito.
Então assim, em primeiro lugar Suspense e thriller Não terror, fantasmas e tal Eu não leio Não tenho como falar se gosto ou não Porque nunca li nada com fantasmas Fantasmas ou Estilo The Walking Dead Zumbis e tal, eu nunca li Não sei se
Se eu gosto ou não, eu só nunca li por... Sei lá, só nunca li. Mas suspense, crimes, hediondos e tal, eu consumo muito livros assim e sou apaixonada ou obcecada. Em segundo lugar, eu amo...
ficção, principalmente se tem a mulher como protagonista. Amo, amo, amo, amo. Ah, inclusive, a Dark Side, ó, eu tô fazendo publi pra Dark, né? Inclusive, uma editora aí, a Dark Side, ela tem uma coleção que tá na quinta temporada que eu acho sensacional, porque ela só lança, a coleção chama Elas, lança livro escrito por mulher.
nessa coleção. Que incrível! Livros assim, mais cabeludos, mais punks, escrito por mulheres. Então chama Elas em Evidência. E tem toda uma matemática assim, daquela faixa de evidência e tal. É a coisa mais linda. E eles estão na quinta temporada.
Cada temporada eles lançam acho que cinco ou seis livros, só escrito por mulheres e só livro de suspense e thriller. Eu acho que é uma forma muito bacana de mostrar a potência da mulher como escritora e a potência da mulher como escritora de suspense e de thriller. Eu ouvia falar de Stephen King, só ouvia falar de homens nesse meio.
E não, tem mulheres muito fodas aí E eu acho muito legal ter uma coisa ali específica para divulgar as mulheres Então a coleção chama Elas em Evidência E aí são só livros lançados escritos só por mulheres E são os mais tenebrosos Eu ganhei da editora Jangada um lançamento O lançamento foi agora em abril E eu ganhei da editora Jangada
Esse livro que é um escritor brasileiro. Por isso que eu queria mostrar. A Dança da Serpente. Ai, que linda a capa. Do Paulo Stuck. Olha isso. Ele é lindíssimo. Olha que lindo. Que lindo.
Ele é um deslumbre, esse livro é um deslumbre, edição maravilhosa da Jangada. E eu quase fui no lançamento, porque foi aqui perto, mas não consegui, que foi dia 10 de abril, do Paulo Stuck. E aqui são três mulheres, conto sobre três mulheres. Só que fala sobre mulheres curandeiras e fala sobre uma época distante, onde tinha toda uma tradição.
Então assim, eu sou apaixonada por essas coisas Quando conta da mulher Seja ela enquanto bruxa Seja ela enquanto curandeira Seja ela... Todas aquelas questões que envolvem a mulher nos séculos passados Eu gosto demais, demais, demais, demais Então esse é a Dança da Serpente Que eu li Eu fiquei... Eu tenho resenha dele no meu Instagram E é um dos livros assim que eu mais...
Então, em segundo lugar, esse tipo de livro. Em terceiro lugar, fantasia, porque aí, de repente, eu mergulho numa história muito louca, no estilo Aladdin mesmo, no estilo dragões, e essas coisas completamente fora da casinha, impossíveis de acontecer. Então, acho que, por ordem, são esses três que eu mais gosto. Eu falei que ia contar qual que é o meu preferido, né? Não sei se você tinha alguma pergunta antes disso. É possível você... E aí
determinar um preferido? Eu tô achando que não. Olha, eu tenho o preferido da vida que chama Slyu Futh. Se a Ilha pudesse levar só um livro na minha vida, eu ia ler Bruxas e conta também, é todo um contexto histórico, onde a mulher que tinha o poder de curar alguma coisa era considerada bruxa. É um livro pesado, mas é um livro que envolve um pouco de folclore.
que tem a parte do bode, que para muitos é tido como uma figura demoníaca.
e no livro ele é um defensor da floresta, o bode defende a floresta e ele só prejudica quem queima floresta, quem mata animais e tal. E no Sliwfut, a mulher, que todo mundo chama ela de bruxa, no final das contas ela é uma bruxa mesmo, mas todo o contexto, a história toda mexeu muito comigo.
Mexeu muito com o meu coração. Então, se eu pudesse levar um livro só para ler para o resto da vida, eu levaria Slewfoot. Pessoas que me conhecem nas comunidades literárias sabem, porque eu falo o tempo inteiro de Slewfoot. E um dos meus últimos livros favoritos, que também é de um escritor brasileiro... Ai, que tudo!
Eu preciso falar dele. Eu preciso. É uma necessidade. Chama Colapso. É um livro da Dark Side também. Escrito pelo Roberto Dencer. Temos uma grande fã da Dark Side. E eu acho que o Roberto é da Paraíba. Ele é da Paraíba. Ele nasceu na Paraíba. Caramba!
Ele é paraibano e o Roberto Dencer escreveu Colapso, que é o livro mais brutal que eu já li. Ele ganhou de colecionador de monstros, para você ter ideia. Um cenário... Ele é um cenário pós-apocalíptico, que mostra a brutalidade do ser humano. Não tem nada inventado ali. Acho que é o que mais dói, é porque não tem nada inventado. A não ser o cenário pós-apocalíptico. Mas a selvageria do ser humano, ela é real. E eu já tinha me apaixonado pela capa, é que ele não está aqui perto.
Mas eu já tinha me apaixonado pela capa. E aí, ouvi que era um dos livros mais brutais desse de comprar. Quando chegou aqui, eu descobri que o escritor era brasileiro. Fiquei em choque, porque eu achei maravilhoso ser um escritor brasileiro. Eu falei, que sensacional. Nem sabia que a Dark Side publicava escritores brasileiros. E aí, comecei a seguir ele e fiquei encantadíssima por ele. Quando eu publiquei que eu estava começando a ler, ele respondeu o meu story. Ele é extremamente acessível.
Meu Deus! Eu quase morri, porque eu não tinha roupa para aquilo. Eu não estava preparada para ser respondida para o escritor. E ele respondeu e eu descobri que tinha uma lenda da página 204. O livro tem 448 páginas. Eu acho que eu vi o seu story sobre isso. Tinha uma lenda sobre a página 204, que quando você chegasse na página 204...
você ia ter que parar para conseguir se recompor. E eu falei, nada mais me para depois que eu li Colecionador de Monstros. Nada vai me parar. Isso daí é balela só para fazer os outros lerem e tal, né? Depois eu cheguei na 204, tive que fechar o livro. Estou com uma honra e vou trio. Pagando a língua. Paguei super a língua. Eu fiquei em choque. Eu nunca achei que o livro fosse me deixar em choque, porque eu leio livros muito pesados. E aí eu fiquei totalmente em choque.
E aí eu respondi para ele assim, olha, eu estou sem palavras e tal. E ele começou a se comunicar comigo com uma simplicidade e com uma facilidade que eu achei encantador. Que isso também, para quem consome livros brasileiros, isso é maravilhoso. Quando o autor é próximo aos fãs.
Quando ele troca ideia com seus fãs. Então, o Roberto, ele tem meu coração, ele sabe disso. Eu sou declarada fã dele. Porque ele é um autor, além de ter uma cabeça muito louca pra mim, ele é um psicopata escondido. Brincadeira, Roberto. Além de ter uma mente muito insana, eu achava que o Rafael Montes era maluco, mas o Dancer ganha de lavada. O Rafael é o da série da Globoplay, né?
Isso, o Rafael é completamente insano, mas o Dancer consegue ser pior, viu? O Dancer consegue, assim, ganhar de lavada e eu amo o Rafael. Ah, eu vou indicar ele pro meu pai eu acho que meu pai vai pirar nele, então que meu pai gostou muito. O meu pai tá fã número um do Rafa. Fala pra ele que o Rafael é leve perto do Roberto Dancer e eu amo o Rafael. Eu fui na Bienal só pra ver o Rafael E se ele souber que ainda pra completar ainda é paraibano?
ele vai adorar, e se ele entrar no Instagram, ele vai adorar conhecer a pessoa ali mesmo. E depois eu acabei comprando um outro livro do Roberto, direto com ele, ele mandou autografado para mim, eu fiquei felicíssima, menina, veio direto dele, autografado. E ele me mandou vários cards do livro Colapso, que eu tinha comprado pela Amazon, então não tinha brindes, ele me mandou vários brindes, então essa proximidade alimentou ainda mais o meu desejo.
Eu amo ler autores brasileiros. Aproveitando a deixa sobre autores brasileiros, a Nath, uma escritora também maravilhosa, me mandou também um livro dela. E ela é uma escritora que já participou de vários programas. Ela é uma pessoa, assim, muito da galera global lá, sabe? Ela é sensacional.
E eu li um livro dela, que talvez você fosse gostar muito também, porque remete muito aos anos 2000. Ela mandou de brinde até aquelas prisilinhas de estrelinha que a gente usava, os tic-tac de estrelinha. Ai, sim! Adorava! Aquela piseira de bolinha colorida que você ia trocando as tampas. A época de MSN. Então, o livro tem toda essa pegada de MSN. É um livro maravilhoso.
E depois que eu publiquei Devoradores de Estrelas, ela comentou no post, você sabia que fui eu que traduzi Devoradores de Estrelas? Eu quase desmaiei. Eu peguei o livro, abri, estava lá, tradução.
Nátaly, eu fiquei passada. Ela é muito incrível. E aí a editora comentou que ela era a Maioral. E eu falei, como assim a Maioral tá falando comigo? Eu sou digna deste contato? Eu me sinto, assim, extremamente honrada. Tem o Felipe também. Felipe Cabral. O Felipe Cabral é outro escritor sensacional. E ele faz muito teatro em São Paulo. Ele tá sempre também muito envolvidaço com tudo que você imaginar.
e com gente muito incrível. Ele está sempre assim, no meio dos maiorais, sabe? Ele é um maioral. E ele escreveu um livro que se chama Nossa Grande Chance, é um livro LGBT.
Quando eu conversei, eu mandei uma mensagem uma vez falando sobre o livro dele. E ele respondeu, e aí eu já fiquei em choque também. E ele me mandou o livro dele. Ele me mandou o livro dele. O livro dele é um calhamaço. E eu li e fiquei apaixonada, porque passa no Rio de Janeiro. Tem toda aquela pegada brasileira, aquela coisa gostosa, carnaval. É incrível. É um livro emocionante demais. Eu também super panfleto ele. Ele tem sobre ele no Instagram.
Então, assim, esses escritores brasileiros, eles são realmente sensacionais, tem muita gente incrível, incrível, incrível. E eles estão, assim, muito próximos da gente. E isso, acho que alimenta muito mais o desejo de ler, porque você consegue dialogar com um ídolo seu.
Gente, com quem escreveu, cara, é... É uma emoção fora do comum. Então, assim, a Nath mandando... Porque se é bom conversar com quem gosta, imagina com quem criou. Tipo, perguntar pra ele o que passou na sua cabeça, seu doido, quando você falou aquele negócio. Exatamente. Você é psicopata, Roberto? O que você tem na sua cabeça? O Roberto é louco.
O Roberto é louco. Não, tanto que eu caí no 1º de abril dele, porque ele publicou uma capa de um livro chamado Extinção, que eu achei a continuação do corpo. Além de publicar no meu story, eu pedi o livro de presente para minha mãe. Depois descobri que era uma pegadinha dele de 1º de abril. Fiquei bastante chateada. Fiquei bastante chateada, mas tá bom. Ô amiga, eu não te julgo. Eu também teria caído, porque eu nem lembrei que era 1º de abril. Eu leio a lista de mercado dele, se ele escrever.
Eu tô aguarda esperando ele lançar o próximo livro. Tô aguarda, sabe? Cara, eu tô doida pra ler os seus livros, porque depois que eu te conheci, eu já te achei incrível. Eu fico imaginando o que você escreveu. Eu imagino essas pessoas. E sabe o que é o mais maluco? Cara, eu nem sou muito de fantasia. Eu gosto muito mais de livros reais. Porque eu gosto de imaginar, tipo assim, ah, aconteceria comigo. Aconteceria com a minha amiga. Então, eu vou ler o Roberto Benzer.
que você vai falar, puta que pariu aconteceria comigo mas assim, vai rolar um trauma só pra avisar, porque ele é um livro traumatizante fala pro seu pai ler eu vou dar de presente pra ele e aí fala da lenda da página 204
E fala pra ele depois. É um livro traumatizante, sinceramente. É um livro bem traumatizante. O da Nath é bem vida real. Você vai amar. E ele te transporta, ele te leva de volta no tempo. Mas muito. Você se vê dançando latino numa festinha. Porque ele leva você...
De volta no tempo. Então, é um livro delicioso. E o Nossa Grande Chance do Felipe, ele é um livro muito real, muito possível e muito maravilhoso. Ele aquece seu coração de um jeito, mas de um jeito que você fala assim, cara, existem pessoas incríveis nesse mundo, graças a Deus. Então, são três livros possíveis, não são fantasia. Livros, assim... Traumatizantes. Um completamente diferente do outro, mas o do Roberto vai rolar um trauma. O do Roberto vai dar um...
Então, o do Roberto eu dou de presente. Eu não sei se eu vou consumir. Perdão aí, seu Roberto, mas fiquei com medo. Mas tem um... Inclusive, eu sou fã de repórter, mas não consigo ler nenhum livro. Por ser de fantasia. Aí, eu conheci... Não me pergunte por quê. Mas rolou uma promoção do dia do livro e tudo mais. Há muitos anos atrás. Junto com essa promoção, tava...
surgindo uma ideia de filme, que é o Orfanato da Senhora Peregrine. Aí a promoção era a coleção incompleta, que são a trilogia mais o conto, porque na história ele tem um livro de contos, que um vô lê para o seu neto. Só que esse livro de contos não é contos fantasiosos, são histórias que aconteceram de verdade. O que parece fantasia, porque tem bicho, tem poderes, tem não sei o que lá, não sei o que lá.
Quem lê pensa que é contos. Ah, é um livro de criança. Contos. E na coleção vem a trilogia, mas o livro de contos. Inclusive, o livro de contos vem capa dura. Que lindo. E é muito legal, porque durante o livro tem as partes contadas. Tipo, ah, é página tal do conto, do livro dos contos e tudo mais. E se você quiser, você pode pegar e ler na hora, assim, né? No caso. Ai, que legal.
E eu comprei. Eu acho que, como eu gosto muito desse lance de livre filme, que às vezes eu me decepciono, mas eu gosto. Eu gosto de ler primeiro e depois ver o filme. Até pra julgar, né? Tipo, o que foi tirado, o que não foi tirado, o que ficou legal, o que não ficou e tal. Eu gosto desse jogo, assim, de fazer isso. Pensando com alguém, eu sozinho. Mas eu gosto. Resultado, não vi o filme até hoje. Mas eu li. Da trilogia, eu já li dois livros.
Eu empaquei no último. Não foi por falta de gostar. Foi porque eu estou com fome.
De chegar ao fim. Eu tô literalmente com aquela sensação de perda. Tipo, se eu ler, acabou. Eu não quero acabar. Então, eu tô adiando ano a ano. Acho que já faz uns três anos que eu tô adiando a finalizar a trilogia, inclusive. Já fui muito julgado por isso. Não li o livro dos contos ainda também. Porque eu acho que é uma deixa que eu tenho de quando acabar tudo. Pelo menos ainda vou ter os contos pra ler e relembrar a parte da história que tava.
Mas foi uma das poucas fantasias que eu gostei. Eu gosto muito do estilo do Sidney.
Que coloca mulheres... Que nem você falou, eu também gosto muito de história com mulheres protagonistas. Sejam elas bruxas, sejam elas mulheres livres. Eu amo. Amo essas histórias. E eu amo, inclusive, quando ela é aplicada na vida real. Então, tipo assim, a história da bruxa em si, eu já ia amar. Qualquer mulher bruxa, eu já ia ficar apaixonada. Feiticeira, qualquer uma. Agora, quando você coloca a mulher que é bruxa. Literalmente, por ela entender de ervas. Sabe? Porque depois que eu entendi a história... Ela tem uma curadeira, né?
É, exatamente. Porque, assim, na real, depois que eu descobri a história real da bruxa, eu virei fã número um da pop. Porque o que era uma bruxa? Na época que era peste pra lá, peste pra cá, todo mundo morria novo.
As bruxas que entendiam das ervas da mata, viviam por mais tempo. Como eram as únicas que ficavam velhas, aí todo mundo falava, isso aí é bruxa, é mandingueira, porque não pode ser normal uma pessoa sobreviver a tudo isso. E aí eu lembro da minha mãe falando que ela também toda a vida sofreu, por exemplo, de cólica. Inclusive, eu herdei isso dela. Eu sofro muito de cólica. E ela dizia que a avó dela fazia chá de maconha. Era a única coisa que acalmava a dor quase que instantaneamente. Era tomar...
Dava uns minutinhos, já tava pronta pra... Óximo. E eu lembro de uma época ouvir essa história e julgar. E eu lembro de uma outra época pensando que genialidade da minha bisa de entender das ervas ao ponto de saber pra que que aquilo serve. E a minha mãe pegou um pouco disso.
Porque quando, por exemplo, eu acordo com o olho irritado, ela vai lá e fala, não filha, faz um chá de camomila, pega o sachezinho e coloca no olho junto com o algodão que vai acalmar a pele e acalma. Assim como mais uma bilhão de coisas, minha mãe tem um chá de gripe que é muito bom, que toda vez que um amigo meu fala assim, ai, eu tô doente, cara, faz esse chá aqui. Fica tranquilo, eu sei que tem tal ingrediente que parece ruim, mas não vai ser tão ruim assim, porque ainda tem isso, né? Ainda tem um lance de não é ruim.
Então, depois que eu aprendi tudo isso, falei, ai, gente, mulher é um gênio, tem que ser exaltado, entendeu? E é sobre isso. Então, eu amo. E essa brincadeira de, ai, fulana que eu conheço é parecida com esse personagem. Ai, eu queria estar vivendo isso, desse jeito. Eu acho muito gostoso. Mas depois do Orfanada da Sarah Peregrini, que eu gostei muito, e conta a história do relacionamento de um avô e um neto, eu confesso que eu era preconceituosa com fantasia. Mas agora eu não sou mais, não.
Porque eu achava que fantasia tinha um quê também de complicado. Assim, as histórias já é difícil de encaixar, né? Você não... A depender do escritor, eu tava lendo Lígia... Fagundes? Fagundes. As Meninas... Menina do céu, que livro ruim! Perdão, Lígia! Não me julgue!
Mas, cara, era um diálogo em cima de outro diálogo. E não se concluía, parecia que era uma conversa de doido. Sabe quando você, tipo, muita gente falando ao mesmo tempo, no mesmo lugar, ninguém se ouve. E ninguém também tá se falando direito. E começa a falar uns negócios em sentido. Eu lia, no começo, eu voltava à leitura. Eu falava, não, não é possível. Eu acho que eu não tô prestando atenção. Eu acho que eu tô distraída. Vamos voltar. E outra, eu sou uma pessoa...
um pouco estranha. Eu não consigo ler em silêncio. Eu tenho que ter alguma coisa, algum fundo. E, geralmente, eu gosto de fundo de TV. Então, eu deixo baixa. Não deixo no volume normal de quem está assistindo. Mas o fundinho dela de programação, comercial, programação, comercial, eu gosto. Me ajuda a me concentrar. Então, eu uso isso pra rezar, eu uso isso pra ler, eu uso isso pra quase tudo na vida. Inclusive, pra trabalhar. Eu aprendi que eu sou muito mais produtiva quando eu estou assistindo ao mesmo tempo.
Então, a segunda tela se tornou, inclusive, uma ferramenta fundamental. E aí, eu parei para pensar. Falei, não, é isso, gente. Não é possível. Eu desliguei a TV. Falei, não é possível. Com uma forma que eu me concentro a vida toda, não funcione com esse livro. E eu voltei. Eu lembro que no começo, eu li as primeiras páginas. Acho que as cinco primeiras páginas. Mas cinco, sete vezes. Juro para ti.
E eu não entendia. Aí, na sétima... Quando eu cheguei... Eu acho que meu áudio foi sete páginas. Quando eu cheguei na sétima página, foi quando eu conversei com você. Você me deu aquele segredinho doce. O livro de notificação ativou até a décima página. Falei, cara, eu não consigo passar da sétima. Olha que eu tentei. Tentei pelo Kindle.
Tentei pelo livro, que eu tenho um livro também da Saraiva que meu pai me deu há muitos anos atrás. Tentei pelo celular, tentei pelo iPad. Eu juro que eu quase tentei o livro físico, que minha tia, inclusive, trabalha no Sesc, e ela encontrou na biblioteca. Eu juro que eu tentei, mas, cara, não deu, não rolou, assim. As meninas, a comunicação das meninas eram péssimas, assim.
Não gostei. Mas, se for falar de gênero favorito, eu diria isso, tipo, pessoas reais. Escritor com certeza Sidney disparado. Aí, em segundo lugar, vai um pouco em contrapartida, hein? Porque eu tenho um escritor que eu gosto muito, mas ele é tão machista. Eu gosto tanto. Sabe aquele tóxico que a gente tem de estimação? Arlan Coben.
Pior que eu gosto. Você fez uma resenha de um livro dele, inclusive. Cara, eu tenho vários livros dele. Detalhe, eu comprei ele porque no ano que o Sidney morreu, porque ele morreu faz pouquíssimo tempo, assim. Tem menos de 10 anos, se eu não me engano. Descobri isso, que ele era vivo. Eu descobri umas outras coisas também. Tipo que ele tinha fãs também, escritores. E aí foi quando eu descobri que a Senhora do Jogo, por exemplo, foi uma grande fã dele que continuou o livro. Que ele morreu na metade dele, se eu não me engano.
Aí eu não lembro se foi no primeiro Senhora do Jogo ou se foi em algumas das continuações, mas eu sei que foi uma grande fã que a família selecionou e escolheu pra terminar o livro. E é incrível como dá pra perceber quando é ela que começa a escrever. Eu me achei muito intelectual quando aconteceu isso.
Porque eu tava lendo... Era a Sidney. Era a Sidney e tava tudo certo. Daqui a pouco... Não, é mais Sidney. Mais Sidney. E eu captei essa mensagem. Eu me achei muito interessante. É uma delícia quando a gente pega, né? O jeito da pessoa escrever... Muito! Eu fiquei encantadíssima. Mas assim, eu gostei dela.
É claro que eu fiquei imaginando como seria o desfecho dele, né? Mas eu amei o jeito que ela fez o desfecho. E por ser mulher, então, fiquei mais encantada ainda. E em meados desse mesmo período, eu conheci o Arlan Coben. Além de ser um grandíssimo fã dele, de ter feito várias reuniões com ele...
Chegou a fazer várias trocas. Teve livros que ele escreveu inspirado em obras dele. Ele tinha acabado de ganhar com o personagem Miram Boletar, A Trinca de Ases. E eu achei aquilo fantástico. Eu nem conhecia A Trinca de Ases, mas quando eu descobri o que que era. E o cara ganhou, eu falei, não, preciso ler. E assim, de fato, o Miram, ele é um personagem muito machista. Machista, tenebroso, assim. Mas a história é muito divertida, cara.
Porque ele é muito debochado. E ele é engraçado. E ele faz de tudo uma grande piada.
Já li também a história dele sem o Miron Boletar. Eu prefiro o Miron, eu não vou negar, porque eu sou tóxica nível hybrid, assim. É só gostar de um escritor machista, é pegar o personagem dele tóxico, entendeu? Entendi. Gosto, gosto muito. Mas eu li umas outras obras dele e eu gostei da forma de leitura dele, porque ele pegou uma coisa do Sidney, ele é dinâmico. Então, a leitura dele não cansa. Todo cronograma que eu enfiei um livro dele no Clube do Livro, passava.
E eu ficava assim, caraca, eu preciso me conter, porque eu quero acompanhar a turma e tal.
E nessa época, a gente fazia reuniões no meio da leitura. Então, não era legal passar, pra não passar spoiler. Então, a gente até parou, por minha culpa, com as reuniões no meio da leitura. Porque tava péssima. Você tava estragando o meu. Tava. Eu tava estragando todo o projeto. E aí, eu falei, não, deixa quieto. Vamos fazer só no final mesmo, que aí não importa se eu terminei de ler antes ou depois, a reunião tá marcada e a gente faz aquele dia. Eu gostei muito dele.
Porém, não sozinho. Eu gostei por conta do cisne em si. Então, o Clube do Livro me ensinou duas coisas.
A não ser preconceituosa mais. Então, eu não tenho essa de, ah, eu não leio fantasia. Não leio tal coisa. Não, não tem essa, não. Se você me convencer da leitura, eu leio. Só que psicopatia e tragédias, eu não consigo muito. Livros de violência. Meu pai, quando lê violência, principalmente contra a mulher, eu acho muito fofo, porque ele já me chama no off e já fala, filha, não consome isso aqui não, que você não vai gostar. Conheço. E você não vai curtir esse aqui, não.
A gente acabou falando sobre alguns pontos. Porque, né, o roteiro foi baseado muito sobre uma conversa sobre leitura. Então, a gente acabou falando tudo que a gente queria um pouco mais, inclusive. E eu amei. Eu amei conhecer sua versão mais aprofundada de leitora. Tô, assim, encantadíssima. Ai, que fofa. Eu amei suas indicações. Eu nem precisei... Gente, é a primeira vez que eu não preciso fazer um bate-bola rápido. Porque ela trouxe todo o bate-bola rápido. Você tá entendendo?
Ah, e tem o livro que eu tô lendo. Ah, qual o livro do momento? Que era o único bate-bola, eu acho, que você não colocou. Leitura do momento. Não, você colocou. Lembra que você comentou? Você falou da cabeça do santo? Não, eu tô lendo mais. É porque eu ia falar assim, lembra que você falou que o seu pai lê vários? Eu faço igual o seu pai. Eu gosto de ler vários livros ao mesmo tempo e cada um super diferente do outro. Porque aí depende do meu momento.
Se eu tô com a cabeça mais suave, eu leio tal. Se eu tô mais pra uma coisa pesadona, eu vou pra tal. Então eu gosto de ler vários ao mesmo tempo. Então eu tô na cabeça do santo.
Que aí quando eu tô mais cansadinha, não quero pensar muito e tal, eu quero só curtir a cabeça do santo. Ou se eu quero ficar deitado no escuro por causa do... porque ele tá no Kindle. Comecei a ler Alquimia dos Segredos, que é da Stephanie Garber. Ai, que linda essa capa! Lindíssimo, ele tem uma capa, deixa eu mostrar o marcador. Eu ganhei de aniversário do meu noivo. Olha que marcador mais... tudo.
É um luxo É um lançamento E eu li, a Stephanie Garber Eu li uma trilogia A trilogia chama Uma das trilogias mais lindas que eu já ouvi Que eu já li, perdão Foi uma das trilogias mais lindas que eu já li Eu gosto muito dessa escritora E ela escreveu Caraval também Que é uma trilogia muito conhecida
E esse é o mais novo lançamento dela. E aí ele me deu de presente, de aniversário. Eu comecei a ler e já estou apaixonada, porque eu amo a Stephanie Garber, gosto muito da escrita dela. E eu estou lendo na linha do pesado, porque tem que ter um pesado sempre no meio, né? Gente, isso é igualzinho a meu pai. É três livros. Três livros.
Meu pai ia amar te conhecer. Ele é literalmente pesado. Ele é literalmente pesado, porque além dele ser conhecido como um dos livros mais tristes do mundo, você pode pesquisar isso, ele é um dos livros mais tristes do mundo, ele tem quase 800 páginas. Então, é este belo calhamasco, marcadinho, ó. A Bíblia. Uma Vida Pequena, não sei se eu vou falar...
vida pequena. Mas meu pai certamente já, com certeza. Então, é este belíssimo calhamaço, e ele, só que ele é realmente muito triste. Eu comecei a ler ele no ano passado. Um livro dessa grossura, eu levo um dia mais ou menos pra ler, mas esse daqui, eu tô precisando de umas pausas, porque...
Eu entendi porque ele é o mais triste do mundo. Ele é muito pesado. E ele é muito real, é de uma vida muito possível. Então, é bem pesado. Mas então, estou lendo esses três. Uma Vida Pequena, O Temido, Segredos e a Cabeça do Santo. Gente, a minha vontade agora é ler também três, ao mesmo tempo, para ter assunto contigo. Mais, né? É uma delícia, amiga.
Eu vou dar uma dica. Se você quiser ler mais livros ao mesmo tempo, sem se embolar, sem se confundir, pega livros que são opostos. Então, assim, eu quero um que seja de mulher protagonista, eu quero um que seja uma ficção, que são estilos da Socorro a Scioli, que tem muita ficção no dela, principalmente a capa...
pressão para desaparecer, é muita ficção. Então, assim, pega livros opostos, porque aí você não se embaralha e meio que você sente quando é o momento de cada um. Então, assim, agora eu estou mais para tal livro, hoje eu estou mais para tal. É uma delícia, é uma delícia. É uma coisa super gostosa e eu acabei viciando nisso, então eu vou lendo...
...vários ao mesmo tempo. E é igual você falou do seu pai. De repente, você termina três livros. Você fala, nossa... Você termina ali três, quatro livros. É uma delícia. Enriquece bastante. A cabeça fica assim, bem doida. É muito bom. Mais, mais ainda. Mais doida. Eu amei. Eu amei a dica.
Eu também depois vou providenciar um pro Kindle, porque eu ganhei semana passada. Então, eu nem sei ainda que leitura colocar nele. Eu tô ansiosíssima pra dar uma estreada nele. Por mais que ele seja usado, se ele não seja novo. Mas eu tô apaixonada, porque eu sempre quis ter. Só que eu sempre achei muito caro. Aí eu falei, ai, eu sei que vale a pena e tudo, mas... Felizmente. É difícil. Amiga, só um adendo. Eu comprei meu Kindle. Eu tenho ele há quatro anos.
O book kindle é igual geladeira, ele dura mil anos. E quando eu comprei ele, eu paguei 400 e pouco, quase 500 reais. O modelo do meu é mais de mil reais. Caramba, é muita coisa. Então, é uma pena, é uma pena, mas aí é coisas que a gente não consegue fazer nada a respeito, né? É uma pena que seja tão inacessível, que entra naquele ponto lá do comecinho.
das coisas que dificultam os editores lerem cada vez mais isso. A vantagem é que precisamos falar uma coisa positiva. A gente não pode terminar seu podcast sem falar do Mac Livros. Ah, é verdade! Agora tá aí. E eu fiquei muito feliz porque eu entrei e vi que tinha os livros do Itamar, tinha Torto Arado, tinha Salvar o Fogo, acho que tem os três livros do Itamar lá.
Tem vários livros que estão super em alta, que são livros premiados e, assim, best-seller e tal. Eu fiquei muito feliz, achei muito legal, porque a pessoa lê pelo celular mesmo, então, qualquer celular é só você baixar o aplicativo. Então, acho muito legal a gente falar disso, porque eu acabei que a leitura não era acessível. E aí, quando alguém falava para mim, ah, mas tem biblioteca. Eu falava, só que tem livros que não são interessantes para a galera de hoje em dia, não tem lançamentos.
Quando tem lançamento, tem uma edição só, aí a pessoa pensa para pegar ele, então...
Nunca que você consegue ler. E aí, quando saiu o Mac Livres, então tem que aplaudir, porque isso já deu uma baita de uma ajuda e torna a leitura um pouco mais acessível para lançamentos e tudo mais. Eu achei genial também, porque realmente, cara, eu acho que a geração atual tem muitos pontos a reclamar de muita coisa. Mas a acessibilidade, que foi uma coisa que a gente não teve na nossa fase adolescente barra infância e tudo mais.
Disso eles não podem reclamar, que de fato tá maravilhoso. E eu só ouvi elogios do Mac Livros. Eu tô ouvindo muito bookstream falando sobre e realmente que bom que você colocou esse adendo, que tá maravilhoso. Eu confesso que eu ainda tenho que dar uma olhada. Eu queria selecionar algum pra colocar no Kindle. E aí eu não sei ainda, vou... Fica aí, um desafio pra você me indicar um livro do Kindle. Vou te indicar e olha...
Se você entra para o universo do Kindle, os grupos, o que eles fazem? Eles liberam, por exemplo, você libera para que eu possa colocar livro para você também. Aí eu tenho livros legais, eu posso entupir o seu Kindle. Você pode entupir o meu Kindle. Legal! Então, assim, eu e minhas amigas, por exemplo, eu tenho algum livro que eu baixei para mim, que eu achei muito legal, eu mando para o Kindle delas já sem nem avisar. Elas abrem e já falam, você que mandou tal coisa?
mandou alguma coisa. Ah, eu quero ser sua amiga de Kindle. Até porque cabem infinitos livros, né? Então, assim, a gente troca e aí, ah, não gostei? Só deletar. Mas a gente vai se entupindo de livros pra todo mundo ler, pra todo mundo ter sucesso. E agora com o Mac ficou bem legal também, porque quando eu esqueço o Kindle e...
em alguma fila, em algum lugar, é só abrir o celular que você tem ali o acesso ao Mac Livres pelo aplicativo, né? Ai, maravilhoso, né? Apesar que eu sou millennial raiz, eu não gosto muito de ler no digital. Assim, tanto no livro quanto no Kindle, eu gostei muito porque a leitura é muito confortável, não vou negar. E o jeito de segurar também fica muito gostoso.
Mas, de novo, nada substituir, segurar o livro físico na mão, sentir aquele cheirinho. Mesmo não sendo novo. Fazia muito tempo.
Eu estou, olha, sem palavras. A gente falou tanto de leitura. Era pra mim estar cheia de vocabulário novo. Mas eu estou sem palavras. Cara, obrigada. Foi um episódio muito gostoso. Maravilhoso. Foi um papo entre amigas, literalmente. Entendeu? Gostoso. E olha, eu duvido que alguém que tenha acompanhado o episódio inteiro não tenha saído com uma vontadezinha de ler.
Ai, eu duvido, porque, gente, eu saí daqui querendo ler três livros, até do... Eu só não saí com vontade de ler o Roberto. Só pra deixar claro, o Roberto me deu um pouco de medo. Roberto, desculpa. Roberto me deu um pouco de medo, mas é porque a violência é um pouco complicado, eu sou uma pessoa criativa, eu durmo pensando nisso, aí daqui a pouco eu sonho que eu tô sofrendo alguma coisa da leitura dele, eu sou danada pra acontecer essas coisas, entendeu?
Então, só por isso, Roberto, me perdoa. Mas eu vou te indicar pro meu pai. Isso.
Indica pro seu pai que quero saber o que ele vai achar da página 24. Eu garanto que eu vou fazer questão de dar pra ele de presente e contar essa história que eu tenho certeza que ele vai amar. E eu tenho certeza que vocês seriam assim, ó, best friends um do outro. Best, best. Pri, eu só tenho que agradecer pelo convite. Eu adorei também. Foi muito gostoso. Foi realmente, assim, um bate-papo de cafeteria. E muito leve. Deixou meu sábado...
mil por cento. Foi muito boa essa conversa, viu? Obrigada mesmo, de coração. Eu espero que as pessoas que acompanham o seu podcast acompanhem cada vez mais e que quem não gosta de ler, tenha uma pitadinha. Espero que a gente tenha plantado uma sementinha para que a pessoa busque alguma coisa.
Leia alguma coisa, se encante por alguma coisa, porque é um universo muito legal, é muito bom. Ai, gente, por favor, leiam. E eu quero que vocês coloquem nos comentários se também se interessa por algum livro. Se é o contrário de mim, já gostou de Roberto, entendeu? Se não, enquanto você tá com medo aí, Priscila, eu tô doida pra ler já uma coletânea inteira dele. Quero muito saber de vocês, por favor. E, ó, sigam a gata. Indiquem, falem.
Não, pelo amor de Deus, por favor, faz mais conteúdo. Eu quero muito conteúdo seu.
Quero muito consumir sua beleza intelectual, estética. Porque a gata tá arrasando no cabelo. Então, amando como você tá arrumando seu cabelo ultimamente. Só falta aparecer mais. Porque, olha, belíssima. Já tem um check. E conteúdo também nem se fala. Gente, toda quinta-feira às 18 horas tem episódio novo no PodPri. Eu estou...
extasiada, porque foi muito gostoso, sério. E eu tava com, assim, eu gosto muito de você e eu não esperava menos de uma conversa muito bacana. Isso eu não tinha receio nenhum. Mas eu confesso que o tema leitura, eu tava um pouco receosa, porque eu não tenho o hábito, né? E eu me sinto um pouco impostora. Eu me sinto um pouco assim, ah, invadindo. E você trouxe essa leveza do precisa ser assim, do tem que ser assim.
E você me deixou. Você me deixou muito aberta pra isso. E, principalmente, eu acho que você trouxe uma leveza desse tema pra mim, que eu não tinha. Eu ainda carregava muito preconceito de mim mesma. Da minha trajetória, da minha experiência.
Então, obrigada por sua generosidade, por sua humildade, por sua beleza, que, queridos, não é todo dia, sabe? Que a gente tem um cenário desses, uma beleza... Olha, eu já tô querendo fazer episódios pontuais, tipo, só de livro pesado. Eu tenho uma amiga, a Cris, que eu também conheci no RD, ela só lê.
Tipo, assim, documentário não. Autobiografia da Elisa Samudio. Tipo, só isso que ela lê, que ela consome. Podcast, livro. Então, eu fico imaginando um episódio com vocês duas. Eu acho que eu ia sair daqui morrendo de medo de ir até a igreja. Rezar. Pra qualquer assombração. Ou você ia começar a falar assim, não, quer saber? Agora eu quero ler. Agora eu quero ler. É engraçado, porque eu tô falando disso, mas eu adoro consumir.
Eu adoro consumir. Já viu aquele meme do a mulher não consegue, sei lá, carregar qualquer coisa ou matar uma barata, mas vê o que ela anda consumindo no off.
É, não, e assim, pode ter um psicopata, pode matar não sei quantas pessoas, mas mexe com um cachorro pra ver se elas não ficam putas. Não pode morrer... Não, pode morrer o mundo inteiro no livro, mas não pode morrer um cachorro que ela chora por dois meses seguidos. Cavalo também, cavalo não pode. Não pode mexer com os bichinhos, não pode. Concordo. Não pode. Inclusive, não gosto de coisa de guerra. Porque sempre morre um cavalo na guerra, num tiro, num tiroteio doido.
O pobre não tava sem nada a ver com o assunto. Eu gosto de morrer bicho também, eu fico bem chateada. Acho que por isso que eu amei o Zilfut, porque o lance do bode lá e todo mundo falar que é uma coisa demoníaca. Mas aí eu entendi tanto o bode. Eu defendi o bode, porque o bode só brigava com quem tava prejudicando os animaizinhos e a natureza. Eu falei, o bode tem todo... Ele tá na razão...
Você tem que assistir o cara de um focinho de outro. A nova animação da Disney. Eu não tenho certeza. Eu acho que ainda tá no cinema.
Eu levei minha mãe pra ver no cinema e, cara, é muito maravilhoso. Na real, olha isso. Tem uma animação nova que, pela primeira vez, o personagem é um bode e ele tem o sotaque nordestino. É a primeira animação com sotaque nordestino. E eu tinha ouvido muito falar disso. Só que chegando lá, como é a animação, a gente chegou, acho que era uma hora da tarde, já tinha acabado as sessões dele.
Eu acho que a última sessão dele ia ser meio-dia. Era onze e meio-dia. Tinha umas cinco sessões, mas acabava meio-dia. A última. E eu queria muito ter visto o do bote nordestino. Mas não rolou. Se eu não me engano, ele quer ser jogador de futebol, hein? É o grande sonho dele. Mas aí a gente assistiu... Ah, tem um bote nordestino que ia ser jogador...
Mais brasileiro que isso impossível. Mas o que a gente assistiu foi cara de um focinho de outro, que também é uma animação da Disney e é maravilhoso. Recomendo também. Minha mãe é bichinha, ela sofre muito preconceito porque ela não gosta de qualquer filme.
Ela prefere muito mais animação. Só que eu me divirto quando eu consumo essas animações com ela. Então, eu nunca julguei ela e que bom. Que é muito legal. Então, ó, super indico. Mesmo que seja no cinema, cara de um focinho de outro, porque eu assisti. E o do bode, porque eu quero muito ver o do bode também depois. Legal.
Mas, cara, obrigada. Eu tô muito feliz com o resultado, juro. Eu acho ótimo, porque convidado, eu nunca sei o que esperar. Eu nunca sei o que esperar com um episódio meu gravado sozinho, imagino que convidado, né? Mas, eu de verdade, eu tinha um certo bloqueio com a leitura, que é natural, que a gente conversou sobre isso aqui, inclusive. E eu tô saindo um pouco mais leve.
Eu tô saindo com um pouco mais de coragem de tentar e não conseguir. Aquela conversa que a gente teve também sobre a Lígia, você me esclareceu também, me tirou um peso gigantesco. Eu não conseguia começar e não terminar. Eu me sentia muito culpada, mesmo tentando muito, não conseguindo. Então, assim, obrigada, ó, por ser uma pessoa maravilhosa. Que felicidade de te chamar de amiga e de te ter no meu círculo de amizade. Eu tô muito feliz e não me dê pistas.
Porque se você me der pistas, sinais de outros episódios, eu não respondo por mim. E te convido por mais uns três. Já quero. Já quero. Já quero. Vou adorar. Vai ser uma honra. Foi uma honra pra mim. Eu adorei também. Eu tava morrendo de medo de te decepcionar.
Eu tava morrendo de medo de não estar à altura. E eu tô muito feliz mesmo, tá? Muito obrigada. Foi uma conversa maravilhosa. Gostei demais. E se houver outras oportunidades, com certeza você pode contar comigo que vai ser um prazer e uma honra. Gata, você não vai me dar trabalho de edição. Eu falei, galera, sobre vícios de linguagem no início do episódio pra falar pra ela que eu cortaria. Vendo como a Gata é leitora de verdade, ela não tem vício. Eu vou cortar as travadas. Vou cortar.
A internet, só que não colaborou com a gente. Ai, que ódio. Mas ó, quando vim pra São Paulo, a gente tem que marcar um café. Vamos falar sobre a cabeça do santo, que eu amei esse livro. Inclusive, eu entrei num...
num círculo de leitura, uma menina que eu não conheço, mas eu sigo, nem me pergunte por quê, eu nem lembro de onde eu começo a seguir ela. Ela postou no Stories assim, quer participar desse círculo de leitura? Responda essa mensagem e entre no fluxo. O fluxo é um pouco confuso, mas assim, quem mandou mensagem pra ela, mandei o livro. Eu ia comprar um livro e mandar. Quem respondesse, tá certo, aí eu também publiquei o Story. É muito confuso, mas...
Dá certo. Aí quem responder o meu story, a pessoa que responder essa pessoa me manda livros. Achei isso fantástico. Eu falei, gente, que legal. E a ideia é mande livros, os seus livros preferidos pras pessoas. E eu mandei a cabeça do santo também. Falei, gente, socorrinha tem que ser propagada. Mas é isso. Eu espero que vocês tenham ficado até o final. Porque esse episódio ficou completíssimo. Inclusive, eu vou colocar no início, vai ter um bastidor perfeito que eu vou colocar. Me aguarde. Mas eu vou te mandar pra aprovação antes. Não se acanhem.
Espero que vocês tenham gostado. Eu espero que vocês vão seguir a Diva, tá? Porque ela é maravilhosa mesmo. Eu não tô falando isso só porque eu gosto dela, não.
Até porque ela já sabe disso, e eu vou afirmar aqui para vocês. Se eu não consumo o conteúdo da pessoa, eu paro de seguir. No mínimo, eu silencio. Porque não é que eu não goste mais da pessoa e tudo mais. Se o conteúdo não faz sentido, para que eu vou consumir? Assim como eu entendo as pessoas que param de me seguir, que às vezes não estão gostando da forma que eu estou criando o conteúdo e está tudo certo. Mas o dela é realmente muito legal.
Eu tenho certeza que vocês vão aprender horrores e acompanhar, mesmo que seja só por stories.
E aí perturba a cabeça dela pra ela conseguir mais conteúdo. Porque vai que dando uma forçada de barra, ela ai, que cansada, esse povo chato, tal. Não sei o que ela queria, entendeu? Mas é isso, gente. Tô muito feliz. Gratidão eterna, cara, na torcida pra você gravar muitos conteúdos, muitas resenhas. E se você assiste a animação, depois me conta. Quero ainda formalizar um café presencial contigo. E a gente registrar esse momento vai ser maravilhoso.
Vamos falar depois sobre a cabeça do santo. Quando eu terminar de ler, eu falo pra você.
Por favor. É isso, gente. Um cheiro da Pri. Tchau, tchau. Um beijo.
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