EZE DA LP - MULTI ARTISTA - Arte NAMESA PODCAST - ep.118
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EZE DA LP
- Álbum Daqui para o Mundo· CulturaTrajetória pessoal e artística·Família e paternidade·Anitta·Dona Marta Benzedeira·DJ K-Beatz
- Liga do Funk e Politicas Publicas· SociedadeLiga do Funk·Políticas públicas·Funk·Hip-hop·Marcelo Galáctico
- Arte do Beco e Projetos Sociais· CulturaArte do Beco·Associação de bairro·Comunidade Bento Bicudo·Cultura e arte na favela
- Cultura Hip-Hop e Bailes Black· CulturaLagartixa (dança)·Bailes Black·Anos 90·Preconceito na periferia·Grupos de dança
- Cultura e Hip-Hop nas Escolas· CulturaLei 1639·Cultura de matriz africana·Hip-hop nas escolas·Educação e cultura
- Preconceito Racial e de Gênero· SociedadePreconceito por ser dançarino·Preconceito racial·Racismo estrutural·Sensualidade na dança
- Carreira de Dança MTV· EntretenimentoCampeonato de dança MTV 2004·Dança urbana·Anitta·Maresias·Premiação em sorvete
- Sarau A Ponte Pra Cá· CulturaDona Marta Benzedeira·Apresentação de sarau·Interação com público·Inspiração artística
- A Bênção Mãe· CulturaDona Marta Benzedeira·Moda streetwear·Logística e e-commerce·Moda masculina
- Videoclipes e Colaboracoes· CulturaVulcans·Yuri Alberto·Produção audiovisual·Música "Resiliência"
Seja bem-vindo a mais um episódio do seu podcast Arte na Mesa. Eze da LP na área.
Salve, tamo junto! Satisfação pelo convite aí de estar aqui com você aí fazendo mais um episódio aí, né?
Vamos, eu que agradeço. Vou rapidamente agradecer a Guinelli, que apoia o podcast, deixar o cupom de desconto. As meias mais mocadas do Brasil, são meias de alto padrão aí para você. Tem que entrar lá no site, entra, aí você vai entender as melhores estampas do mercado. Skate Até Morrer tem 3 lojas lá na Galeria do Rock, patrocina o podcast. Se você precisa de shape truque, roda, rolamento, skate montado, tênis, camiseta, roupa.
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Vamos embora, Zé da LP na área, diretamente da Zona Leste, diretamente da Zona Leste, Penha.
Mano, você é o idealizador do Arte do Beco.
Sim, sou idealizador do Arte do Beco, que era um projeto que ele veio através de uma associação que nós montamos de bairro lá na comunidade Bento Bicudo, na Zona Oeste de São Paulo, que é onde que eu sou oriundo. Na verdade, nasci no Rio de Janeiro, mas vim pra cá com 0 ano, fui criado naquela parte da Zona Oeste, então sou oriundo dali. Então, através da associação Como eu já vinha de arte, de cultura, né, de movimentos sociais por onde eu passei, aí eu procurei levar essas informações para dentro da minha comunidade, né, e mostrar para a galera o que que é arte, né, porque a galera tinha muito contato com outras paradas e tal, aquele sistema que nós temos de comunidade, né, comunidade não, de favela, comunidade é mais para gourmetizar, então dentro da favela.
E aí eu quis trazer a cultura, né, quis trazer a arte, as danças urbanas, a literatura, Artes circenses, grafite, né, o hip-hop também dentro disso, funk, que é do qual trabalho hoje em dia. E aí eu quis trazer essa ideia para dentro da comunidade e deu certo assim por um bom tempo, né. Aí acabei me mudando, hoje estamos na Zona Leste, mas foi 4 anos com bastante arte e cultura envolvendo tudo, envolvendo tudo dentro de um campo que chamava CDC Bento Bicudo, se chama, né, que é onde que eu fui criado também, na beira do campo, né, que futebol também faz parte da minha vida, e a dança, né, e a música, tudo isso daí, mano.
Falando em dança, você foi campeão de dança pela MTV em 2004, eu e o Kali, né. Antigamente era Calixto, hoje é Kali, que é meu parceiro, meu irmão também, que também foi meu arte educador. E aí eu fui campeão de dança aqui em São Paulo, foi em 2004, sim. Nós fizemos uma disputa, era 10 mil pessoas, 5 mil de São Paulo, 5 mil do Rio de Janeiro, 10 mil pessoas. Aí passamos nessa seletiva das 10 mil, que no caso 5 mil aqui em São Paulo, 5 mil lá no Rio.
E aí tinha uma seletiva de mais 10 pessoas, tinha que ficar 5 em São Paulo. Passamos dessas 10, passamos dessas 10, e aí nós disputamos o Campeonato MTV lá no Litoral Norte, lá em Maresias, lá numa balada chamava Sirena. Acho que a galera conhece, foi feita lá o campeonato. E aí passamos por várias, vários obstáculos, né, porque eles queriam testar a audição do dançarino, né. Então tipo colocaram músicas que não tinha nada a ver com o nosso perfil e nós dançávamos em Então foi uma disputa muito louca assim, acabamos ganhando o campeonato, uma premiação de mais de R$5.000 de sorvete pela Que Bom.
Aí eu levei para favela distribuir tudo para molecada lá, porque nós via na televisão e nunca teve o compreendimento como que era o sabor, né? Então acho que eu consegui fazer, matar essa vontade, sanar essa vontade da galera da comunidade, da favela, de poder experimentar um clássico, né? O Mega lá da Que Bom, né? Você podia abrir uma loja e vender Eu preferi eu e o Kalle, né?
No caso, dá para abrir uma sorveteria.
Sim, sim. Aí eu e o Kalle pegamos o freezer, pegamos sorvete, levou uma cota para Zona Sul, que ele é daqui do— era a família dele se reside no Inocop ali, Campo Limpo também. E aí levou uma metade para lá e eu deixei uma metade na Zona Oeste. Fizemos toda essa ação também, porque a ideia era que levasse para favela, né? Porque a gente queria que a favela sentisse a nossa vitória por ser garotos de periferia né, e ganhar um campeonato.
Eu tava com 18 para 19 anos, o Carlos, acho que o Calixto já tava com seus 20 e poucos anos. E para nós, tipo, era inédito, né, sair daqui para ir para Europa. Aí nós fomos para Inglaterra, depois Itália. Calixto fez outras viagens, ficamos 3 meses lá fora estudando hip-hop europeu, conhecendo a cultura do hip-hop, da música, né, da dança no caso, no tempo. E aí voltamos para São Paulo, fizemos aquele rodízio, né. De bailes, Show Bar, Blém Blém, Blanca Leone, Clube Atlético Osasco, Clube da Cidade já tinha fechado já.
Então tipo, giramos vários bailes no tempo quando entrou o Black Charm, né, que eu venho desde o tempo do Lagartixa, né. A MTV ela foi uma coisa lá na frente, mas o Lagartixa que inspirou a gente, tirou a gente da rua, me transformou.
Fala pra galera aí.
O Lagartixa é o único passe que nós chamamos que é o passe paulista, é o único passe que vem de dentro das danças urbanas, que foi criado aqui em São Paulo, tá, no tempo da música da black music. Ele veio nos anos 90, ele veio através também da inspiração dos anos 80, da galera que já vinha dançando dos anos 80, né, que tinha o tempo do passinho, aí tinha o soul, né, do soul aí tinha um samba rock. E aí desde então, dos anos 90, começa a vir o lagartixa, que foi muito discriminado também a partir do ano de 95, meados de 95, que chamava a gente de mata-barato, zebuloso, porque nós tinha cabelo, né?
Aí tanto rap também criticava e a galera que não gostava porque tinha sensualidade, conquistava as mulheres no tempo. Então tinha todo aquele, aquela vaidade. E aí nós também não tinha entendimento, né? Não tinha, nós não tinha letramento naquele tempo, né? Nós não entendíamos que o sistema colocava a gente para se rivalizar, preto com preto se rivalizando. Tá entendendo? E dentro da cultura também era isso, com essa falta de pouca informação, nós éramos descriminalizados.
E através do preconceito que tinha com a gente foi onde que estourou. Que aí de 95 até o final dos anos 2000, o Lagartixa era o que mais tinha dentro dos bailes, porque quem levava o público pro baile eram os grupos de dança. No tempo nós éramos os The Cats, tinha os Millennium Raga Boys, tinha os Bad Boys. Tinha uns The Best que era do, né, que dominava o clube da cidade lá também. Nós dominava o clube atlético, a família Black Girls, família Black Boys, The Brothers, The Master, tinha Cybernetics que veio bem depois, Slam.
Então tipo assim, era muito grupo. Então no tempo hoje que tem esses fluxos hoje, antigamente nós tínhamos os bailes. Então a minha infância, minha adolescência, dos 12 aos 14, 16, 17, 18 anos, foi tudo dentro dos bailes blacks, que no tempo curtia black magic, chique show. E aí eu comecei através— dançar também foi através da minha mãe, né? Minha mãe que levava a gente nas matinês lá do Diamante Cor-de-Rosa. Mentia para minha avó que nós ia para igreja, nós ia para o baile.
Com 7 anos, aí não, minha avó me dá uns peteleco, eu falava para minha mãe, ela pegava minha mãe. E aí eu comecei através das danças, pela inspiração também da minha mãe, né? Que a minha mãe ia para os bailes. E meu tio Magrão, que era do samba rock, Tempo da função e tal. E aí eu já tenho essa inspiração desde moleque, desde criança dentro de casa também.
Mano, pegou essa referência aí? Você não pegou? Espera acabar a volta e anota, porque o cara acabou de soltar uma puta aula aqui, velho. Eu queria te fazer uma pergunta: você sofreu preconceito por ser homem dançarino, velho?
Sim, várias vezes, muitas vezes. É, dentro da comunidade, dentro da favela, né? Porque às vezes Às vezes os cara que era mais fechadão, tal, os cara pá, não gostava dos lagartixa que dançava, e nem dos dança, tipo, falou as lagartixa no tempo, vai, porque era o tempo que nós colava mais nos bailes de periferia. Quando nós começa a entender, estudar as danças urbanas, nós começa a entrar numa parte mais acadêmica também, e depois traz isso para nossa pegada, que é pegada mais gangsta.
Mas dentro da própria periferia, naquele tempo, tinha aquele preconceito porque você dançava, porque você tinha sensualidade, ah, que você é viadinho, que era aquele, aquela Aquelas piadinhas e tal. E aí às vezes também os ciúmes, né? Às vezes o cara gostava de uma mina e a mina pagava um pau pra nós que dançava e tal. Então tinha esse preconceito e esses ciúmes dessa vaidade. Então passei por muito, não só o preconceito por ser dançarino, preconceito pela minha cor também, né?
Por ser negro. Naquele tempo eu não tinha muito letramento, então pra nós era tudo normal. Depois, quando você acaba estudando, entendendo Estando com pessoas que você vai buscando, tendo aquela troca de informação, aí você, aí teve tempo que eu entendi, eu falei, caraca, passei por muito preconceito, racismo estrutural, e não sabia. Não só pela dança, mas sim também pela cor. Não era só a dança, também tinha a cor. A dança era mais por dentro do quando era na quebrada e tal, porque tinha aquelas rivalidades.
A cor é quando nós saía da quebrada, atravessava da ponte para lá. Tá ligado? Aí nós não entendia isso ainda, né? Porque meus parceiros, alguns tinha pele clara, mas uma grande, uma pequena que tava ali comigo, né, uma minoria, e a gente tinha pele mais escura. Então tinha algum, algumas abordagens, algumas situações que era mais agressivas comigo e com os outros não. Então tipo tinha alguma, algumas situações e algum em alguns espaços, né?
Por tá encostando, ter aquele estilo tal. Já vê que já é de periferia, já vê, ah, é maloqueiro e tal. Mas o maloqueiro também é trabalhador também, né? E aí eu não sentia muito, mas ficava muito triste, né? Mas tipo, pô, não tinha, não tinha letramento naquele tempo. Hoje já não consegue mais, hoje o bicho pega, hoje é outro, papel é outro, o bicho pega. Eu falo de um sentido mais Tranquilo, porque eu não vou me calar, sim, mas eu não vou ser aquele preto animalizado que eles, que a sociedade colocou em cima de mim, tá ligado?
Porque nos ensinaram a se defender e assim daí a defesa era o ataque, sim, tá ligado? Então nós sabemos atacar hoje a forma que hoje, né? Eu tenho uma mulher maravilhosa do meu lado também que me instrui muito bem, aí tem parceiros que me instruem muito bem, né? Então assim, é preparar a gente para atacar Pra nós se defender. Então o nosso ataque pra se defender era: é ignorante, esses caras só é tudo violento, esses cara é agressivo. Agora não fala, né? Agora mudou, né? Agora é diferente.
Muito louco, mano. Você foi professor da Liga do Funk, é isso?
Sim.
O que que foi isso? Conta aí pra nós.
Puta, Liga do Funk foi um bagulho muito louco na minha vida, que foi aonde que eu comecei a entender o que que é políticas públicas, através do funk. Tá, né? Eu falo pra galera, pô, mano, aprendi políticas públicas através do funk. Como assim? Através do funk, irmão. A Liga do Funk, ela foi uma transição, uma virada na minha vida, porque eu vim das danças urbanas, né? Então eu vim das danças urbanas e quando eu comecei a cantar, eu comecei a cantar rap.
Eu vim do hip-hop, mas sempre praticando danças urbanas, hip-hop dance. E eu já tinha essa questão de cantar por causa do Kali, né? E aí que era a dupla Kalinex. E aí nós comecei a cantar um rap com ele e tal, e tive esse negócio para mim da música. Só que até então era só dança, né, e tal. E aí nós acabou separando, cada um foi para um lado e tal, viver, fazer a sua vida, a sua arte, né, as suas coisas. Não por briga, foi cada um foi seguir um destino.
E aí no meu destino apareceu a Liga do Funk. Do qual eu já tinha, né, eu sou da Gema, né, nascido no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, mas sempre fui criado aqui em São Paulo. Então já tinha isso no sangue do funk. E a Liga do Funk foi onde que abriu as portas para mim poder levar minhas informações, mostrar e levar informação do que eu aprendi dentro do hip-hop e com as danças urbanas e com as ações sociais, porque o hip-hop, querendo ou não, ele salvou a minha vida.
O Lagartixa também salvou a minha vida. Ele que me tirou da vida louca e me trouxe e falou, pô, mano, eu não sirvo para isso. Meu negócio é, eu vim para florar as pessoas, eu vim para fazer arte, eu sou artista, tá ligado? Então quando eu entro para dentro dessa situação do funk, foi justamente isso, que o funk ele me aflorou, falou, pô, mano, você canta, mano, você dança, você é um multiartista, mano, você é um multi MC, tá ligado?
Além de você cantar, dançar, você é professor. Você é coreógrafo, você dá aula. E com a minha arte eu comecei a dar aula para os MCs na Liga do Funk, comecei a mostrar para eles o que é com a postura de palco. Falei, pô, mas se eu consigo chamar grito só dançando, só com a expressão corporal, imagine cantando. Então não é que você tem que subir no palco para dançar, mas a dança ela te traz um amplo, em cima do palco te traz uma situação que você vai conseguir ter uma desenvoltura, desenvolver em cima do palco, né, mano?
Saber que qual o lado direito, lado esquerdo, meio, entender o pessoal que tá nos camarotes, que é uma postura de palco, tem uma postura de palco, entender como que tá o seu público lá embaixo, qual a música que você tem que cantar, como que você vai entrar, como que você vai finalizar. Então a aula ela servia para isso, e não só eu que deu aula, né? Foi o Jambo, Ricardo Sucesso, o próprio MC Ponez, né, que né, foi um parceiro por muitos anos no palco, aprendi muito com ele no palco, questão de música, né, que é o general do funk.
Eu digo, para nós temos os generais do funk assim, que veio do Rio e mora aqui em São Paulo. Então, e aí, né, quem idealizou a Liga do Funk foi o Marcelo Galáctico, né, que é um empresário de bastante nome, que foi empresário da Velhas Que Bopozuda, foi meu empresário também. Hoje ele também trabalha na área do futebol, do esporte. E aí ele tinha esse sonho de montar um projeto da Liga do Funk. E aí é onde que nós fomos encaixando.
Através daí fui estudando. Aí também tem o Bruno Ramos, né, que é a parte da fala política, e eu era a parte da prática política. Então nós formamos um time, girei o Brasil todo fazendo arte com funk, estudando funk e politizando a molecada do funk, né. Então aí nós fazia audições, politizava os moleque, trazer os artistas de nome de dentro do funk, artista também que não era do funk. Trocemos prefeitos, trouxemos pessoas da área política, deputados, para dialogar com a periferia, com a molecada, conectando a galera, a conexão.
Porque sempre passaram para nós que política era coisa ruim, mas isso era um modo de afastar a gente da política, como não ensinaram a gente ler o que a gente queria ler. E aí, quando você vê uma literatura periférica e afasta também a molecada da questão política, você não traz informação. Então, tipo, ah, mano, eu não gosto de política, é isso mesmo que eles querem que a nossa fala seja: não gosto de política.
Não, você tem que entender, né?
É para não ter essa questão, porque querendo ou não, os políticos de hoje são filhos de bandeirantes, filhos de pessoas colonizadoras, né? E para você poder ser político, você tinha terreno. Como que o preto ia ter terreno se ele foi escorraçado e sem porra nenhuma? Desculpa a expressão, não sei nem se pode falar a palavra, entendeu? Então assim, então aí a nossa arma de levar política para molecada é com eles mesmos, e eles que vão levar a política para quebrada.
Porque quando você ensina e você mostra e faz aquela troca de informação com moleque da periferia, com o que que ele gosta? Pô, mano, às vezes o moleque chegava lá, falava que queria ser MC, mas o cara tinha talento para ser produtor, tinha talento para trabalhar no audiovisual. Inclusive um dos moleques que é da Condesila saiu de dentro da Liga do Funk. Então a nossa meta era florar aquela molecada. Então ali saiu o DJ, ali saiu MC, ali saiu empresário, ali saiu produtor.
Tem MCs de nome que estourou, que saiu de dentro da Liga do Funk, foi cria nossa, mas não criou com dinheiro, criamos com informações.
E você vê que é uma preocupação deles até hoje. Eu não vou citar a marca daquele senhor que falou agora, criticou a história do hip-hop nas escolas, que não quero fazer propaganda porque eu também nunca entrei naquela loja e nem nunca vou entrar. Os caras não querem que a criançada se politize de jeito nenhum, né? Isso é medo.
Não só isso, acho que nem só questão dessa situação que aconteceu agora. Vou buscar um pouco mais antes, quando as professoras— porque dentro das escolas tem a Lei 1639, que você tem que falar sobre as leis, sobre a cultura de matriz africana. E quando essas professoras e diretoras fazem essa questão das matrizes africanas dentro da comunidade, dentro da escola, e por causa de um desenho de Iansã, aí pai é policial, mandou um monte de policial lá.
Então quer dizer, ó como que nós já somos, já eu falo sobre isso, que você, que nós tocamos, mas nós vamos lá atrás também. Então quer dizer, se você não pode colocar hip-hop, se você não pode colocar cultura dentro das escolas, aonde nós estamos chegando? Eu entendo que a cultura ela é 50% da educação. Aí eu vou dar uma moral para o nosso Triunfo, né, mano? Mandou um vídeo monstro lá, né? Meu vizinho, salve, Nelson! Então assim, é, mandou um videozão justamente para esse senhor, que ele não tem nem como nós falar o nome dele aqui, que nem merece esses status, tá ligado?
E o hip-hop salvou 100% de uma galera. Vou colocar 100%, né, mano? Hip-hop salvou pessoas. Eu sou um cara que tinha tudo para ser um cara errado, e a arte dentro do hip-hop, né, com as danças urbanas, com hip-hop dance, me salvou, mano. Como que o cara desse pode falar? Poderia ser um cara, porque as estatísticas naquele tempo, você não vai passar dos 18. Eu escutava isso, tá ligado? Você não vai passar dos 18. Hoje eu tô com 41, em outubro eu faço 42.
Eu tô com 4 décadas vivo fazendo arte, passando por várias situações. Inclusive até tipo a arte também é injusta com a gente, pelos próprios artistas. Isso que estraga a cultura, o ego, a vaidade. Porque não adianta o preto aqui falar e outro preto ver eu falando e achar que a minha fala— cada um tem sua opinião, mas achar a fala como ego, como vaidade. Então, tipo assim, nós temos que se politizar e ter mais coletividade. Meu pai fala muito, mano, nós é o único país mais negro fora da África, só que os negros lá dos Estados Unidos é muito mais fechado do que nós aqui no Brasil, tá ligado?
E é isso que enfraquece a gente dentro da periferia, porque nós somos as pontas, tá ligado? A gente que tá ali todo dia, a gente que vê como que se organiza a comunidade, as pessoas, a forma que elas— às vezes eu falo, porra, Manta, às vezes a quebrada também não quer aprender, porque o sistema colocou aquele bagulho tão forte na cabeça deles, deu, fez uma lavagem, que nós leva arte ainda, a galera não quer aprender também. Então, tipo, tem uns dois lados, tem isso daí que o artista passa, os dois lados, né?
Eu transitei por muita casa de cultura e E às vezes você vê um puta trampo sendo feito dentro da casa de cultura e o rolê vazio.
Vazio, porque aí também tem a outra coisa. Será que a galera também de dentro que tá ocupando os espaços tá sendo atrativa com a galera? Será que a galera de fora consegue se sentir bem dentro daquele espaço? Porque não adianta você ter um espaço e o morador de rua, que é ser humano que nem a gente, por exemplo, vou colocar a Praça do Campolim, onde que Eu fiz alguma, alguns projetos com a Tata Alves, que é minha esposa, que é o sarau.
O pessoal é mais, gosta de ficar mais na praça com a gente do que quando a gente vai. Eu percebi agora essa última, não criticando, tá, o espaço Campo Limpo, Casa de Cultura Campo Limpo, que é um espaço maravilhoso, mas você sente um pouco daquela, aquele bloqueio da galera da rua, porque o sarau ele é uma parada que ele traz todo mundo. Tá ligado? Tem que estar. Então, tipo assim, tem esse bloqueio. Com a Liga do Funk, graças a Deus, né, mano, na ação educativa lá no centro, durante 5, 6 anos nós fizemos a Liga do Funk lá.
Então o espaço recebia, então vinha gente de tudo quanto é lado, gente de fora do país, gente de tudo quanto é lado para fazer TCC, para estudar, né? Aquela galera que gosta de, né, querer falar por nós às vezes, que ela estudar para depois vir falar por nós, né? E a gente não precisa estudar porque nós vive isso aí todo dia.
E criar uma ciência, né? Os cara quer criar uma ciência na base do que vocês falam.
É, na base do que a gente fala. Então, então, com a Liga do Funk nós conseguimos construir. Porém, quando vem a grana, aí que mata um pouco, né, mano?
Que não é ruim, que não é ruim criar uma ciência, mas se ele não tiver junto com vocês é outra história.
É outra história, tá ligado? Então assim, então aí desde o preconceito, desde a questão da Liga do Funk, desde várias outras coisas que acontece, quando nós começa a aprender a politizar a molecada é aonde que as coisas cresce. Pode ver que o funk evoluiu Mas agora tá se perdendo, porque o que acontece é que mata dentro disso é quando você faz cultura e o business vai lá e suga aquilo, joga o bagaço fora e destrói toda uma parada construída de vários anos de pessoas que foram criadoras do rolê.
Aí acaba nem lembrando dessas pessoas. Aí a pessoa morre lá, ah não, mano, tem que lembrar a pessoa em vida, tá ligado? Tem que ver todo um rolê todo assim. Então assim, a cultura faz, o business destrói.
Mano, qual que é o seu rolê dentro? O que que você faz no sarau A Ponte Pra Cá? O que que você faz?
Tudo, irmão. Produção, pós-produção. Só esse primeiro sarau que ela me deixou de folga, mas dos saraus anteriores eu faço a produção, eu faço a limpeza dos mics, eu fazia o carregamento, eu descarregava, eu carregava junto com a galera, não sozinho, né?
Sim, sim.
Mas aí depois do rolê todo, rolê era eu e a Negona, né? Porque quem é o pós era nós, mano. Então, tipo assim, aí dentro do sarau, dentro do sarau tinha essas funções e a função principal era apresentar, onde que a Tata me abriu esse espaço dela mesmo, porque ela já tava cansada de apresentar e ela gosta muito da parte do audiovisual, né, da produção, de todo o rolê ali por fora, mas sempre estando no mic junto com a gente. Então ela me dá essa oportunidade de poder ser apresentador do sarau junto com o DJ Roger, né, que é o nosso DJ né, da casa.
Agora tem o DJ K-Beatz, né, junto com a gente. E aí dentro do salão eu faço toda essa apresentação, né, aquele humor, aquela alegria, trago aquele rolê, tiro onda, chamo os artistas e brinco, né. E aí é um espaço que eu ali eu tiro todos os problemas assim da minha vida, porque quando eu pego o mic, quando eu tô jogando bola também, é onde que eu esqueço os problemas, tá ligado. A gente não é mais o Ezequiel, é o Eze da LP mesmo, que é a minha persona. Sim, e aí eu acabo fazendo todo aquele rolê todo que ela até chora às vezes.
E que que foi o mais, que que é o mais louco de assim, de apresentar assim, é interagir com a galera? Qual que é o maior desafio?
O maior desafio é que a gente antes de apresentar nós fica ansioso assim, caralho, será que vai dar tudo bem? Será que vai dar tudo certo?
Rola uma ansiedade?
Rola sempre para todo mundo, até para você rola quando você vai ver, tem que estar bem para você, pô, como que eu vou até aí?
Como que eu vou apresentar?
Vou, né? Como que eu vou receber esse cara aí? Ou essa pessoa que tá vindo aqui sentar do seu lado, o artista, né? Então assim, eu acho que dentro desse rolê é o gratificante, que é o difícil, é quando você termina o rolê, você fala, pô, consegui fazer a coisa acontecer. Conseguimos, porque ninguém faz nada sozinho, você depende de cada pessoa ali do sarau para as coisas acontecerem. É, mano, quando tem um Rafa ali fazendo a produção, ó, esse nome aqui tantos minutos, aí tem microfone aberto, o artista tem apresentação principal, aí tem, aí, né, dou aquela chamada na Tata para não só ter o corpo masculino lá, tem que ter um corpo feminino também para poder desenrolar e conseguir fazer todo o roteiro que ela pede, porque ela é chata para caramba, a Tata, né, ela é muito chata, ela tá ali, mas tá olhando chata na parte ali do, né, dos bastidores, ela é chata, exigente, bem, bem.
E aí nós não fazemos tudo, né, 100%, mas O 99 consegue e o outro por cento é depois, né? Sim, o outro 1% é depois. Mas assim, o gratificante disso é quando você realiza o rolê, né? Você consegue. A coisa que é o mais difícil é fazer o rolê acontecer, terminar o rolê, fazer ele acontecer. E aí você vê o artista saindo fora com o espelho do sarau. Pô, mano, depois que tem artista que já colou no sarau, que hoje ele tem um sarau através do que ele viu do sarau.
Se espelha. E aí é da hora, é gratificante quando a pessoa chega lá para vir no nosso sarau e falar isso.
Inspirou, né?
Aí no outro dia nós estamos lá no sarau da pessoa também, que no caso é o Molotov, o Sarau da Progresso. Salve aí para geral, pô! Molotov, MTD, que também nós fizemos podcast dele lá. Desculpa, não sei se pode, né? Deve, que é periférico também, é todo mundo, é tudo a mesma coisa. E é gratificante assim conhecer essa galera, esses artistas independentes.
Se é pela arte, nós estamos juntos.
Não, galera, o Sarau da Progresso é co-irmão da gente ali. Ali, você é louco, é a molecada febre da arte, tá no sangue assim, você é louco.
Agora eu vou te fazer uma pergunta: A Bênção Mãe, é esse o nome da marca? É, toda sua vestimenta, até essa aqui de fora?
Não, essa daqui é de um artista que é africano, muito amigo da Tata, que chama Guiri Guiri, que chama a Tata de Guiri. Só esqueci o nome dele agora. O Aruna, conheci ele lá na—
você viu que nós sem as mulheres não é nada, né?
Ela tá ali só. É porque ele é, na verdade, ele é conhecido dela. E aí eu peguei amizade com essa galera depois. Conheci muito artista através da Tata também. Então a questão da literatura, aonde que eu entro, eu conheço através da Tata, né? É vice-versa. Então eu conheço essa questão ali dos saraus através da Tata Alves. Né, de outros artistas, de outras, de outras diversidades de arte.
Mas eu já quero uma camiseta dessa.
Essa daqui é oversized, eu já vim para te fazer uns filmes mesmo. Então essa daqui é oversized, né, que vem agora com alto relevo. Esse daqui é a ideia da Tata, eu só sou sócio, né. Hoje eu faço sociedade com a marca, apoio, faço as correrias do e-commerce, levo, entrego, busco. Só logística do rolê, não tenho o que fazer, sou eu nessa parte. Aí a questão de toda a configuração da marca, todos os pontos, a costura, o que vai vir, o que não vai vir, o que vai ser feito, é tudo a Tata.
E aí eu faço essa logística, eu sou modelo da marca também, né, um dos modelos aí da marca, né, a marca mais— porque antigamente era mais o feminismo, a parte mais feminina que comprava, né, mais as mulheres que compravam. E aí A Tata, ela que foi, nem eu, é tudo ela. Aí ela falou, não, vou fazer os homens comprarem pra eles entenderem que a marca também homem também usa. E aí ela começou a fazer alguns pequenos reels comigo dançando.
E aí o negócio não deu certo mesmo, cara. Aí os cara começou, comecei com a blusa, aí depois foi a camisa oversize, aí foi indo, foi indo. Daqui a pouco hoje os homens compram mais do que as mulheres, viu? É mentira? É verdade, hoje os homens compram mais do que as mulheres. Aí saiu o boné, aí foi saindo. E aí eu comecei a ser aquela imagem para os homens poder comprar, né, o moletom, é do Dica 3, que é meu filho, né. E aí a marca ela vem através disso.
E aí eu faço essa parte dessa parceria com a Tata da camisa, que você é louco, a marca tá em cada ponto do Brasil, ela tá indo, pô, espetacular.
Você vai lançar um álbum, é isso, mano?
Pô, vou lançar um álbum, Daqui para o Mundo, que é um álbum que fala da minha vida, da minha da minha história, da minha trajetória. É um álbum muito importante, muito importante assim para mim, né? Porque já era para ele ter lançado há 4 anos atrás. Aí 4 anos atrás eu conheci minha esposa, e aí ela começa a cutucar, né, mano? Tem que fazer o álbum. O álbum já ia começar com o Kalle, aí nós acabou meio que se desentendendo, aí ficou um para cada lado de novo.
Que é o meu parceiro, que é ele que tá fazendo o álbum agora, né? Esperou 4 anos para voltar. É, foi uma DR que aí 4 anos nós esperamos. Aí nós fomos, eu já tava com algumas músicas já prontas, e aí com a vivência que eu tenho com a minha esposa, eu comecei a mudar a questão do álbum. Eu falo da minha vivência, eu falo como pai, como família, como um homem que veio do funk, e mostro como ser funkeiro como família, um homem preto, tá ligado, com uma esposa artista também junto com os filhos, né.
E aí eu venho falando do meu início até agora, né? Eu comecei a mudar aí, nós começamos a fazer algumas composições. A Tata faz parte de algumas composições, o Kali também faz parte de algumas composições. E aí esse álbum tá para sair agora em outubro, provavelmente no dia do meu aniversário.
Vai ter físico ou só digital?
Não, a ideia é fazer o físico, fazer um show, um pocket show.
Não, mas diga assim, vai gravar um CD, um LP, alguma coisa assim?
Não, ele vai ser digital. Vai ser só nas plataformas? Quantas músicas? 11, já vim com 11, uma de brinde aí para a galera aí. Mas o Alba, ele veio falando de, ele vem com o ritmo de som que ele veio desde as batidas do trap, do rap, com funk e também o mapeano, né? Então ele vai vir também com as músicas dançantes, umas batidas dançantes, que quem fez todo esse complemento assim dessa parte aí foi o DJ K-Beatz. Né, dentro da produtora lá Estilo Urbano, que é a Store, que também é um estúdio de dança, que é um estúdio de música, estúdio de várias coisas que acontece lá dentro, que também é para arte e para cultura, arte e cultura junto.
E aí é um trampo que para mim vai ser muito especial, né, porque eu venho falando assim de tudo que acontece comigo, que aconteceu comigo, e de tudo que vem acontecendo, né. Tem uma que fala que é a resiliência, né, que ele me quer assim, é: esse meu jeito louco de sonhar. Eu vou fazer ele no esquema funk, que é rapidinho, só um trechinho para não soltar rápido.
Não é todo dia que eu tenho uma palhinha aqui, velho.
Esse meu jeito louco de sonhar, acredito, vou realizar. Uma nave do ano para folgar, um dia tá em outro patamar. Eu nunca desisti de lutar, vários tentaram me derrubar. Quem um dia nasceu para voar, com certeza nasceu para brilhar. Aí vem o refrão: Prosperidade chama dinheiro, ilumina minha família, não desacreditados maloqueiros, dificuldade sempre ensina. Só rapidão, aí vem com a Negona: A tropa não tá mais de a pé, estacionei minha Santa Fé, aí casei com essa preta no samba de roda, no candomblé.
Quero ver, quero ver, quero ver se um dia ele vem testar minha fé, minhas costas é protegida por Mário. Higné, joguei meu Lebron no pé, bença mãe, você sabe qual é, black money entre nós, afro empreendedor com muito axé.
É uma das, só para deixar um trechinho aí. E aí vou falar para você, mano, só saiu aqui, não saiu em lugar nenhum ainda, velho, não saiu em lugar nenhum ainda. A letra ninguém viu, tá vindo aqui, tô lançando assim de Só porque eu me senti bem para lançar, que nem no podcast dos parceiros ali eu lancei ainda, velho. Só falei do troféu e não lancei, mas me senti bem. E não que eu não— ó, rapaziada, não que eu não me senti bem aí, é que o rolê, né, fluiu, foi fluindo, foi uma ideia voltada a mim.
Geralmente nós tava no rolê, mas eu e a Tata, então falando mais de outros projetos, né.
Da hora. Você pensa em gravar algum clipe desse rolê?
Sim, não, já tem clipe com a Vulcans, que vai sair com a Vulcans, né. Eu sempre erro o nome dele, mas ele gosta que— ele gosta do jeito que eu falo. Ele fala, e o Beto, eu chamo ele como, mô? Ah, chamei de Alberto, né?
Ô, e o Alberto?
Só que é Yuri Alberto.
E o Alberto?
Só que é um cara top também, monstro no áudio e vídeo, sabe? Tem uma sensibilidade assim no audiovisual para gravar muito foda. E ele combina com o que a gente quer fazer, né? Porque ele sabe entender o roteiro, ele sabe compartilhar as ideias. Cara muito top assim que eu conheci, amigo da Tata também. E vai sair acho que uns 2 clipes, 2, 3 clipes aí. E só que o primeiro foco é dessa música Resiliência aí, que é o carro-chefe, mano.
Falamos, muito obrigado. É nós, quando for lançar, cola de novo aqui, velho.
Com certeza, vamos fazer sempre.
Depois desse vai ter uns cara querendo te chamar para espalhar o podcast. É da hora, mano. Aqui eu acho que é, eu acho que a conexão é isso, né? Eu acho que Eu não rivalizo com ninguém, com nenhum outro podcast. Para ser honesto, eu até parei de assistir todos, que eu assistia muito para entender como que ia ser. E aí chegou uma hora que eu falei, mano, não quero ser igual de ninguém, quero ser aqui, ó, na minha mesa, pá, aquele, aquela trocação de ideia.
Eu acho que é isso, cara, você tem que ter a sua identidade. Cada um tem a sua identidade, né? E cada um, eu passei por alguns podcasts, entendo que cada um tem sua identidade.
Que Deus abençoe todos, entendeu?
Vai dar bom para todos. Acho que assim, é tudo no começo, ele nunca vai ser fácil, principalmente para gente, né, que não tem herança de nada, entendeu? Então assim, é, eu acho que tudo que a gente conquistar é com suor, e o que você tá fazendo aqui é com suor, tá ligado? É com ideia, com identidade, é trazer o artista aqui. Pô, me senti muito bem, parabéns! Acho que é isso, mano, não para, manda a marcha. E nós vamos voltar aqui de novo, nós pode estar do jeito que for, bem melhor ainda, que eu nunca vou colocar mal, bem melhor ainda, e voltar.
Porque acho que é isso, é cada um oportunizando. Você tá me oportunizando de eu poder aqui mostrar minha imagem, falar do meu trabalho. E daqui algum tempo eu posso vir aqui, a gente se oportunizar com trabalho top seu, com trabalho top meu, e se ajudar dentro disso. É isso, fazendo cultura e arte. Obrigado aí, mano, pela recepção e pelo convite aí.
Sensacional. Para você que ficou até agora, até o próximo domingo.
Pode, vamos embora, hein? Domingão tá aí, hein?
Fui!