Batalha da Co.colis - ESPECIAL BATALHA DA MENTE - Arte NAMESA PODCAST - ep.104
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Fabrício
Flávio
Giovanni Silas
Helena de Souza
- Batalha da CocólisSegunda seletiva · Impacto social e segurança · Resistência e apoio institucional
- Organização de eventos e resistência culturalDesafios técnicos (energia, som) · Falta de apoio institucional e recursos · Movimento de resistência vs. empreendimento cultural · Legado para futuras gerações de produtores
- Domínio da MenteCircuito Batalha da Mente · Seletivas e Final · Formato de entrevista
- Pressão competitiva e saúde mentalCompetitividade saudável vs. excessiva · Impacto na saúde mental e longevidade na cena · Batalhas como refúgio e terapia
- Batalha da Mente - Campeões e FinalSilas (Campeão) · FH Rap (Vice-campeão) · Final na Casa Hip Hop Sul
- Formação cidadã e rimasGiovanni Silas · Flávio · Helena de Souza · Fabrício (Koala) · Reflexão dos problemas da comunidade
- Monetização da arte e carreiraRima como fonte de renda principal · Equilíbrio entre arte e trabalho formal (CLT) · Gravação em estúdio e EP
- Comparativo de Estruturas de BatalhasPraça pública com centro cultural fechado · Lei Aldeblanc e estrutura de som · Luta por mais recursos
- Estrutura e performance artísticaBatalhas de rua vs. batalhas famosas · Precarização das batalhas underground · Prática e treino para MCs
Seja bem-vindo a mais um episódio do seu podcast Todo domingo, Arte na Mesa Hoje a gente está aqui na Batalha da Cocólis Que faz parte do circuito Batalha da Mente É a segunda seletiva De novo, a gente está num formato diferente A gente está num formato diferente
Toda essa sequência, vão ser quatro seletivas e a final. Então a gente está na segunda seletiva, o que vai acontecer aqui, nesse cenário, vai ser totalmente diferente, igual o anterior. Eu vou entrevistar os organizadores, o campeão e o vice, uma pessoa que esteja aqui assistindo, para vocês entenderem esse universo das batalhas. Então vou agradecer a Guinarly.
que apoia o podcast. Obrigado, Guinarli. Vou deixar o link aqui se você quiser comprar as meias mais mocadas da cena. Guinarli, chega junto. E quero agradecer, obviamente, também.
a skate até morrer, provavelmente agora você está vendo a loja, já tem agora um novo cupom do Arte na Mesa, que você pode ir lá na Galeria do Rock, são três lojas, falar o nome do cupom que apareceu para você, e você ganha 15% de desconto se você precisar de roupa, tênis, shape, roda, truque, rolamento, tudo o que você precisar para o skate, ou até mesmo para você se vestir, como essa camiseta que eu estou usando aqui.
você encontra na Skate Até Morrer, são três lojas dentro da Galeria do Rock. Obrigado Skate Até Morrer por apoiar a arte e a cultura. Então hoje a gente vai aqui diretamente da Batalha da Cocólis, trazer os entrevistados para vocês.
mergulharem ainda mais nesse cenário das batalhas. Vamos lá. Salve, salve família! Está chegando o terceiro circuito da Batalha da Mente, conectando as batalhas de rima em diferentes territórios das quebradas de São Paulo. As seletivas começam agora, em abril. Dia 20 de abril, Batalha da VJ, Praça da Joaniza. Dia 2 de...
Em cada etapa o campeão e o vice-campeão classificam... Em cada etapa o campeão e o vice-campeão...
E a terceira grande final da Batalha da Mente já tem data marcada Dia 30 de maio, Casa de Cultura Hip Hop Sul Batalha da Mente é conhecimento, criatividade e respeito Fortalecendo a cultura hip hop nos territórios Produção é o choque, produções Apoio, Agência Solano Trindade Rádio Mixtura, Bocada Forte
Dandara, parceiros na literatura, parceria ação educativa, batalha da mente, a quebrada pensa, rima e transforma.
Mano, obrigado, parabéns. Você é o campeão da batalha hoje. Obrigado. Vou pedir para você começar falando o seu nome para a galera e sua idade. Meu nome é Giovanni Silas, tenho 18 anos, MC de Batalha. Legal. Vou direto ao tema. Como que a sua participação nas batalhas influenciou sua formação como cidadão? E de que maneira suas rimas refletem os problemas e as vitórias da sua comunidade?
Certo. As batalhas de rima, o movimento cultural, ele complementa a minha formação porque a gente ouve pessoas que passam por várias situações diferentes. Várias pessoas com seus problemas e aí a gente aprende. No cotidiano das batalhas de rima a gente conhece pessoas, a gente debate sobre temas e tudo isso agrega na minha formação profissional, pessoal e na minha inteligência. Quanto mais eu sei, mais sábio eu fico.
E assim, eu gosto de representar o problema de outras pessoas, de uma comunidade, porque às vezes eu tenho a voz que outra pessoa não tem. Eu frequento lugares que outras pessoas não frequentam. Então eu consigo não falar por elas, mas fazer o meu melhor do que elas sentem. Pelo menos tentar fazer o meu melhor. Legal. O que você achou?
da Batalha da Mente trazer os temas diferenciados aí. É importante porque em Batalha de Rima, Batalha de Rima, dá pra ter muito debate, e a maioria das batalhas são aquele negócio mais cômico, aquele negócio mais zoeira, ou aquelas rimas mais...
mas de enfrentar o outro mesmo, isso é coisa normal. Só que a Batalha na Mente trazer batalha de tema faz com que a gente lembre as raízes das batalhas de rua, que era um movimento cultural para falar exclusivamente sobre sociedade, sobre os problemas que a gente tem. E batalha de tema é uma coisa que atualmente tem pouco. Então é por isso que acho que foi importante a Batalha na Mente fazer isso, porque...
Muitas vezes a gente vem rimar pela zoeira, pela diversão, e esquece da raiz essencial, da raiz do negócio. Então é importante isso também, porque o tema, a batalha de tema que faz a gente debater sobre isso e ficar mais sábio, mais inteligente. Mano, tem uma pergunta, desculpa, eu não te falei antes. Tranquilo, mas pode perguntar agora. Que é a estrutura.
Como você avalia a estrutura atual das batalhas em comparação com o que você precisa para entregar a sua melhor performance artística? Certo. A estrutura das batalhas hoje em dia, existem muitas batalhas famosas em São Paulo, muitas batalhas famosas. Só que essas batalhas, eu acho que elas são muito legais, só que elas são mais entretenimento. Eu acho que as batalhas de rua, essas batalhas menores, que é mais... Obrigado.
mais comunidade, esse tipo de coisa, é o que faz a gente lembrar a origem. Que a gente se sentir visto pelo pessoal, trocar ideia com o pessoal que mora perto, que esse é o mínimo que a gente tem que ter. Não só ir para uma batalhada grande, mas conhecer e trocar ideia com o pessoal da minha quebrada mesmo. Agora, sobre a minha execução, para eu melhorar...
Particularmente, eu gosto bastante de tentar rimar bem, entendeu? Não é todo dia que eu vou estar bom, mas eu uso meus dias ruins de motivação. E eu treino em casa também. Acho importante você fazer um freestyle. Às vezes, no caminho para o trabalho, eu olho a rua e começo a rimar com coisas que eu vejo na rua. É prática. A prática leva à perfeição. Esse ditado não é à toa.
Como que você equilibra o corre da batalha com a necessidade de monetizar a sua arte? Você já consegue ver a rima como sua renda principal? Ou ela serve como vitrine para outros projetos? Infelizmente, infelizmente, ainda não é minha fonte de renda principal, porque é muito difícil. Muito difícil. Porque as batalhas de rima já tem aquele pessoal que já ganha dinheiro com isso.
E esse pessoal que tá lá em cima, eles não vão sair. E eu acho que ainda, infelizmente, não tem um movimento com tanta força assim como devia pra todo mundo poder tá lá em cima. Só que eu não vejo as batalhas de rima como um projeto pra minha vida também.
Porque o que eu valorizo é isso, entendeu? Ficar famoso seria muito legal, mas é poder me sentir visto e ver outras pessoas. E essas pessoas estão aqui, as pessoas que não são vistas lá fora nas grandes, são vistas aqui. Essa é a interação com a galera. Essa é a interação. Eu não levo a batalha de rima como algo profissional, mas eu levo como algo pessoal que faz bem pra mim. Me relaxa isso.
Quais são os principais obstáculos para um MC de batalha transitar para gravação de estúdio?
E a construção de uma discografia sólida. Você pensa nisso, em gravar um EP? Sim, eu penso. Eu penso não pra ficar famoso também, mas porque seria legal eu poder ouvir minha própria música e pensar, caramba, eu curti. Se eu fosse meu fã, né? E algumas outras pessoas, o resto é consequência. Mas eu gostaria de ir no estúdio pra fazer algo que eu gostasse, que eu fosse ficar feliz com o que eu fiz, com a minha produção.
Só que é muito difícil equilibrar isso com a vida pessoal, porque é muito trabalho. É trabalho, é estudo. São outros valores que se eu não correr atrás, eu vou perder. Exemplo, minha família, preciso tirar minha CNH. E aí, se eu não correr atrás disso...
Isso, infelizmente ainda, pela realidade que eu vivo, vem antes do meu sonho em estúdio. Seria muito legal poder fazer algo que eu gostasse, uma rima em estúdio e tal. Eu ia curtir muito, só que eu tenho outras prioridades. Você é da onde? Eu sou do Taboão da Serra. Comecei rimando lá na Baixada, em Itanhaém. Legal.
Como que você lida com a pressão competitiva e qual o impacto disso na sua saúde mental e na sua longevidade da cena? Então, a parte competitiva tem altos e baixos. A parte legal, o principal, é que muita gente reconhece o que eu faço. Se eu termo um dia que eu rimei bem, tem gente que reconhece. Nossa, Silas, você rimou muito e tal. E essa é uma parte que a competitividade, eu acho que é aquela coisa saudável.
Mas eu entendo também os outros MCs porque eu quero ganhar e o outro Manu também quer ganhar, entendeu? Então a competitividade às vezes acaba passando do ponto. Porque eu tô no sangue pra ganhar, dando meu sangue, dando o máximo de mim e o Manu também entregando o máximo que ele tem, entendeu?
Só que eu acho que, no geral, eu gosto de equilibrar isso com pessoas produtivas que eu também conheci na batalha de rima. Porque na batalha de rima não é só adversário, a gente também faz amigos. A gente também faz amigos. Aquela pessoa que a gente gosta de trocar uma ideia, falar sobre rima e sobre outras coisas também. É isso que me relaxa, ajuda eu a relaxar e continuar vindo pras batalhas. Não dá pra ser só o competitivo competitivo. Tem que ter o competitivo positivo também, aquela coisa saudável, casual.
Falamos. Falar um pouco mais? Não, é isso. Terminamos? Fechou. Pessoal, máxima satisfação pessoal da Batalha da Mente. Não sou o melhor com palavras, mas dei o meu melhor. Entreguei o máximo de mim. Segue a Batalha da Mente aí, segue o Giovanni Silas, underline, tamo junto.
Obrigado.
E o que enterra Trump em cemitério parece ironia. É a vida de um irmão que tá sendo chefada no imbom no tabuão. Ou seja, o meu freestyle tem esperança. Se não lutasse por justiça, devia ser por vingança. Graças a eles isso é por igualdade. Você tá ligado que eu faço de novo e de novo? Imagina se em vez de justiça eu lutasse por vingança que fizeram ao nosso povo. Vou pedir pra você começar falando seu nome.
Tá bom. Sua idade e de onde você é? Meu nome é Flávio, eu sou de Tidabon da Serra, morador do Parque Piêros desde que eu nasci, tenho 21 anos de idade. Sou arte educador, faço parte do coletivo Sarau Balbá, o coletivo de Sarau que a gente passa pelas escolas, faz aulas itinerantes, entre outros projetos que eu já participei e também integrei, como o projeto Mais Rap, a Batalha do Morrides, entre outros projetos que eu já estive ativo.
Como que a sua participação na batalha influenciou a sua formação como cidadão e de que maneira suas rimas refletem os problemas e as vitórias da sua comunidade? As batalhas capacitaram e aumentaram de forma enorme a minha escutativa.
minha forma de argumentação, minha forma de encarar o mundo, a minha forma de me politizar. Foi o hip hop e foram as rimas, foram as batalhas de rimas que me ensinaram que politicagem não é se politizar, que é aquilo que a gente aprende no senso comum. Todas as rimas que eu faço, todo tipo de arte que eu faço, seja as poesias, os sarais, os slams, refletem de certa forma o meu ser.
Aquilo que eu vejo no dia a dia, aquilo que a gente retrata e escuta através das músicas, através de uma letra, através das rimas. Então, tudo que eu sou, tudo que eu transmito através da arte, é um reflexo daquilo que eu já sofri, daquilo que eu passei, daquilo que os meus ancestrais sofreram e das pessoas ao meu redor, na minha comunidade, sofrem e passam. Eu acho que cada vez mais que eu mando uma rima boa, uma rima educativa, uma rima que faça a plateia pensar, eu sinto que a comunidade...
também ganha com isso e cresce para uma mente evolutiva.
Bacana. Como que você avalia a infraestrutura atual das batalhas em comparação ao que você precisa para entregar a sua melhor performance artística? É uma boa pergunta. As batalhas hoje em dia, de certa forma, por mais que integrem demais os MCs, os jovens da periferia, as minas que não são escutadas, muitos dos artistas começam as batalhas, ela é precarizada. Grande parte das batalhas é precarizada.
falta mais estrutura, falta mais fomento, falta pessoas... Às vezes tem batalha que não sabe da existência de fomentos culturais, que não sabe da existência que tem como você estruturar melhor a sua batalha. Isso faz falta, porque, de certa forma, a gente gera lucro para a cultura.
A gente gera entretenimento para a quebrada, a gente gera entretenimento e também consumo dos comércios que estão ao redor, porque as pessoas vêm na batalha para assistir e também acabam consumindo. Então hoje o que eu vejo é uma cena de batalhas underground, por assim dizer, espalhadas pela rua, que realmente faz o movimento acontecer, serem precarizadas e não terem o devido apoio que era para ter.
E isso é muito triste, porque por mais que seja um movimento gratuito, por mais que seja um lugar onde os MCs podem rimar sem ter que pagar nada, por mais que seja uma competição, pouquíssimas vezes tem um recurso, pouquíssimas vezes tem uma premiação, pouquíssimas vezes tem uma ajuda de custo. E quando tem, é aquilo, aquela competição para ganhar quem é desconto. E às vezes o pai de família é uma pessoa que precisava dessa grana perdendo a primeira fase. Como que ele fica?
Então, acho que falta mais estrutura, mais apoio, desde o MC que perdeu na primeira fase, como ajuda de custo, até aquele que foi campeão. É necessário, sim. Maneiro, mano. Como que você equilibra o corre da batalha com a necessidade de monetizar sua arte? Você já consegue ver a rima como sua principal fonte de renda ou ela serve como vitrine para outros projetos?
As batalhas, elas refletem a minha postura, conforme eu disse no começo. Todo tipo de oportunidade que eu construo, todo tipo de acesso que eu construo, todo tipo de trampo artístico que eu faço, é através da minha postura e do meu comportamento. Mas o que acontece é que hoje eu não consigo mais idealizar.
a minha arte sendo monetizada e que eu possa sobreviver, viver com aquilo que eu faço. Por mais que eu tenha trampos, por mais que eu goste do que eu faço, por mais que eu tenha autoestima e autoconfiança de saber que o que eu faço é bom...
Eu não me vejo pagando meu aluguel com isso. Eu não me vejo comendo com isso. Porque, beleza, hoje eu posso fazer um trampo que vai me pagar 700 conto. Mas é um trampo que vai cair esse dinheiro daqui 40 dias. Quando chegar esses 40 dias, eu já tenho uma dívida que se acumulou nesses 40 dias. Meu 700 conto vai pra isso.
Isso foi só um exemplo, mas hoje eu consolido a arte com o CLT. Eu trampo no CLT, saio do CLT e faço entrega de bike. Em horas vagas, quando eu tenho disponibilidade, eu venho para uma batalha. E eu não vou negar que isso me desanimou. Já teve anos que eu ganhei muitas batalhas, tive muitos acessos, muitos trabalhos.
Mas isso desanima esse corre, porque o corre é triplicado para quem trampa no CLT, para quem tenta ganhar um extra por fora, para quem tenta viver da parada. Então a resposta é que eu não vejo, não consigo me idealizar de certa forma por enquanto, vivendo da minha arte, monetizando a minha arte. Mas estar num movimento desse, estar nesse ambiente, faça com que eu acredite.
Não somente em mim. Chega um momento em que eu paro de lutar pelo meu sonho, porque eu acredito que Deus quer que eu seja feliz, independente do caminho que eu siga, seja trampando muito ou seja na arte, eu acho que Ele tem o melhor pra mim e Ele quer que eu seja feliz. Então, se eu não pude viver do meu sonho, hoje o meu sonho é que outras pessoas vivam dos sonhos delas. É isso.
Você pensa em gravar um som, fazer um EP? Eu tive poucos acessos a estúdio. A galera sempre acaba me chamando, mas eu acho que eu sou muito recluso a isso. Tenho um pouco de receio. Sempre quis, mas acho que eu preciso colar para ter experiência. Eu estou arrimando há 10 anos já. Já conheço o Hip Hop há 10 anos. Tenho amigos artistas impecáveis. O Jove, o Azevedo, a galera da Alfavela, o coletivo... Chegou!
Estilo livre, tá ligado? Anotórios, mezanino. Então, tipo, é uma galera que eu conheço, que já me ofereceu pra eu estar colando com eles, mas que eu acabei nunca indo. Acho que falta de vergonha na cara mesmo. Como que você lida com a pressão competitiva?
das batalhas, qual o impacto disso na sua saúde mental? Você nem liga pra isso? E como isso afeta a sua longevidade no córrego? Já liguei mais. Já fui um cara muito competitivo. Já fui um cara que idealizou sempre estar ganhando. Ou a derrota fazia com que eu me frustrasse com o outro. Fazia com que eu me frustrasse com o meu adversário. E o problema não era ele, mano. Tá ligado? E por muito tempo.
Por muito tempo, isso acabou se me prejudicando, acabou prejudicando a minha solidariedade mental. Eu sinto que por mais que eu tenha 21 anos, eu seja muito novo, eu comecei aqui muito novo. Eu comecei com 11 anos a rimar. Eu sinto que eu dediquei muito tempo para isso, porque eu tinha uma parada em casa tão conturbada que eu preferia vir para a rua. E acabou que virou meu refúgio, de certa forma.
Foi terapêutico para mim, me ajudou a viver. Como eu falei, as batalhas construíram a minha formação social, construíram a minha formação intelectual. Tudo que eu sou é graças às batalhas. Mas eu dediquei muito, muito. E quando a gente não compete de forma saudável, quando a gente não aprende a conciliar o corre com a vida pessoal, o corre com o trampo, isso adoece a gente.
Porque a internet hoje, os cortes de música, os cortes de rima, os cortes que viralizam lá nas batalhas grandes, faz com que o moleque que chegue hoje se dedique em batalha domingo a domingo, porque ele acha que uma rima dele vai mudar a vida dele ali no instante. E às vezes o corre é triplicado, mano. Às vezes você pode dar certo com uma rima só, mas às vezes você vai ter que esperar 10 anos para fazer sucesso com isso. Então, para quem não tem...
resiliência vai adoecer, tá ligado? Porque a competição adoece, o medo de perder adoece, a frustração te adoece, mas se você não souber o porquê você está aqui, o motivo de você estar vivo, levar o hip hop como salvação, levar o hip hop como conhecimento e aprendizado, você não vai conseguir encontrar uma motivação pra isso, mano. Hoje eu não colo mais tanto nas batalhas quanto já colei.
Mas quando eu colo é sempre para, de certa forma, esvaziar aquilo que eu estou sentindo. Aquilo que acumula do trabalho, do dia a dia, dos relacionamentos com as pessoas, as frustrações, as raivas do cotidiano. Hoje as batalhas para mim é terapêutica. Mas como eu falei, se você não tem resiliência e chega de paraquedas hoje, sem consolidação na rua, você vai adoecer.
Legal. Obrigado. Ela? Obrigado.
Pobre tem o dobro pra poder chegar e comprar E é impressionante que os ricos compram mais do que precisa E jogam o bife pra embolorar Aí tu quer nada, porque eu ainda tô aqui Eu tô fazendo corre, isso daqui é um trato Você sabe que eu maltrato, isso é um rap de fato Nem que eu mate minha fome no bom prato Mas isso de verdade vai fazer o inconsciente Isso fortalece um pouquinho da nossa gente Porque de verdade eu tô a mais de cem Se não tiver nós
Mano, vou pedir pra você começar falando o seu nome, sua idade e de onde você é. Eu sou o senhor, que eu tenho 20 anos, eu sou aqui residente de Embu das Artes mesmo, mais especificamente ali do Jardim do Colégio, Jardim dos Moraes. Eu vivo minha vida inteira aqui, mas estamos sempre dando um pulo por ali e por aqui, né? Por que que vocês selecionaram aqui esse local e de que forma você enxerga?
que o evento acontecendo aqui altera a dinâmica social e segurança do local? Cara, primeiramente, o principal de tudo, a escolha do local aqui é mais por uma questão de como demonstrar resistência. Resistência a um âmbito político que falta apoio e até mesmo na questão de ter preconceito com o nosso movimento. Como vocês podem ver aqui, a gente tem o centro cultural e a gente faz a batalha com ele fechado. Então, acho que isso já é a melhor resposta para dar do porquê.
do porquê aqui. E a questão da batalha aqui, ela ajuda muito, principalmente porque se torna um ambiente onde a gente consegue ver crianças participando, meninos, meninas. Além da batalha, a gente também tem sarau, que a gente faz às vezes.
Tem o pessoal que pode vir apresentar seu som. Então isso se tornou meio que um ambiente, vamos dizer que mais habitável para o pessoal comum que às vezes só quer vir e se divertir. Porque muitas vezes você passa, vai ter um pessoal usando droga no canto, vai ter um pessoal ali que já é meio perigoso. Então isso meio que deu uma movimentação boa para a praça. É um movimento cultural fora do centro cultural? Fora do centro cultural. Quais são os maiores desafios técnicos para manter?
A regularidade do evento, som, iluminação e como a falta de apoio institucional, a grana, afeta a qualidade da experiência. Cara, de problema técnico, o principal que atrapalha a gente é a energia.
Porque a gente depende de duas caixas de som e um notebook para poder fazer o movimento. Não que a gente já não tenha feito sem, mas é o principal porque é o que dá a voz, né? É o que mostra o beat e o que dá, querendo ou não, um gás para o MC. Esse equipamento, graças a Deus, foi um equipamento que a gente conseguiu por conta de edital. Por conta de edital, então é um equipamento que, querendo ou não, batalhamos para ter. E a questão da falta de apoio da...
Qualquer lugar é o mesmo de sempre, né, cara? Que a gente faz por nós, né? Qual edital que foi, você lembra? Foi da Audi Blank. Audi Blank. Isso. Legal. De onde vem os recursos para as premiações e os custos fixos? Você enxerga a batalha hoje como um movimento de resistência ou como um empreendimento cultural de vocês sustentável?
Totalmente como um movimento de resistência. A batalha hoje, quando tem premiação alguma coisa, é sempre do nosso bolso ou sempre alguém que se dedica e dá disposição para poder ajudar, como aconteceu no caso de hoje. Então, é a gente pela gente, cara. Não tem ninguém que vai chegar, vai passar a mão na cabeça. É a gente por a gente. Se não for a gente, não é ninguém. Não acontece. Não acontece.
Como o papel de organizador moldou a sua visão sobre gestão de eventos e quais competências profissionais você desenvolveu que hoje você aplica em outras áreas da sua vida, mano? Seu organizador participar, estar ali na linha de frente, mudou completamente a minha cabeça como evento, porque normalmente quando a gente vai no evento, a gente chega, aproveita o evento e vai embora. Como organizador, você já dorme pensando no evento no outro dia.
Então, coisas que eu consegui aprender e dedicar, principalmente na minha vida, que é algo que ajuda muito, porque a cultura, tanto do hip hop, quanto da música, da arte em geral, são coisas que saem além da cultura, saem além do profissional, são coisas que você leva para a sua vida. Se torna um estilo de vida, é meio clichê para lá, mas se torna um estilo de vida, sabe? Então, questão de planejamento.
de você ter um prazo a se cumprir. A questão de liderança, porque querendo ou não, você tem que ter um peito pra botar na frente pra poder entregar aquilo. E a confiança, porque você tem que confiar em quem tá do seu lado. Então é isso, são as coisas principais e que eu carrego pra minha vida e vou carregar pelo resto da vida inteira, cara. Qual que é o maior legado que a sua organização pretende deixar para as próximas gerações de produtores culturais da região?
é mostrar que mesmo com pouco a gente consegue fazer muito.
que às vezes sem caixa de som, às vezes com quatro, seis MCs, a gente consegue mostrar. Então é a resistência, cara. É mostrar que independente da situação, independente do que está acontecendo extra, você pode vir para a batalha que vai estar acontecendo aqui e principalmente, a batalha se torna um ponto de refúgio para muitas pessoas. Para um cara que tem uma família conturbada, para alguém que tem um problema ali com bebida. Então é um lugar que a pessoa vem distrair. Então vamos dizer que...
O que eu quero deixar, o meu legado pra batalha em si é resistência, confiança e diversão, principalmente. Obrigado, mano. Eu que agradeço. Valeu mesmo. Essa batalha aqui tá muito educativa. Nós passamos a visão e uma visão que é positiva. Então, de verdade, ambos passamos a fase. E eles já entenderam que no governo a gente quer a base. Porque senão os caras não lutem, eles são ricos. Enquanto isso, eu corto o cabelo pra tá bonito.
A gente luta pelo que a gente acha importante Estudo filosofia, pois aprendi com cante Se você analisar e ver contexto real Você vai ver como funciona o mundo social E repara que de verdade não é egocentrismo Invisto no meu negócio e fico rico em capitalismo Fala rapaziada, eu sou o João Vitor Mais conhecido como Jove, essa é a minha alcunha Eu sou de Embu das Artes, nascido e criado aqui E vamos nessa
Você começou aqui com quantos anos na batalha? Cara, eu comecei aqui, eu tinha 15 para 16 anos, foi bem no comecinho, ainda estava na escola, lembro muito bem. E estou aqui desde então, no caso. Quantos anos você está agora? Agora eu estou com 23. Quanto você acha importante vocês estarem realizando a batalha aqui em frente a um centro cultural que é fechado, permanente? Eu vou falar primeiro o que eu acho mais importante, o conceito da nossa gestão.
É a mesma que se aplicou para mim quando eu era um adolescente. Era ter um refúgio, um lugar para a gente poder não só mostrar o que a gente sabe fazer, mas para ter um lugar de repouso mesmo, sacou? Então é uma válvula de escape, eu acho que isso aqui tira muitos jovens também de estar no caminho errado. Eu acredito muito nisso e é por isso que a gente ainda está aqui. A grande importância agora sobre o espaço...
A gente usa como forma de manifestação mesmo, sempre foi assim, desde o começo. A gente sempre tentou ter diálogos e conexões com o pessoal de lá, não foi algo que a gente criou do nada, assim, da nossa cabeça. Não somos muito bem-vindos na maioria das vezes, né? E é uma forma de manifestação. O Centro Cultural está ali, está piscando, está quebrado. E a maior massa de cultura da cidade, quem está fazendo é a gente, só que do lado de fora.
De onde que vem... Quais são os maiores desafios técnicos para manter a regularidade do evento? Som, iluminação? E como que a falta de recurso institucional afeta a qualidade da experiência? Ah, ela afeta 100%, cara. Tipo assim...
Não vamos dizer que afeta o evento por completo, porque a gente sempre fez isso. Tem mais de oito anos aqui que a gente faz sem essa verba. Então o evento sempre acontece, mas podia ser muito melhor. E eu acredito que todos sabem disso, não só quem está aqui, mas a galera da Secretaria da Cultura também.
que às vezes ajuda a gente, mas é muito raro acontecer, sabe qual é a importância. Hoje eu atuo como engenheiro de som, sou técnico de som e sou produtor também, então eu trabalho com sonoplastia e tudo mais e eu sei como é não ter equipamentos, ou melhor, o quão difícil é você se locomover com caixas de som, fiação e tudo isso é a gente que monta, é a gente que faz, então é um trabalho muito árduo, é lento e gradual. E de onde que vem os recursos para as premiações, custos fixos?
Você enxerga, no seu ponto de vista hoje, a batalha mais como um movimento de resistência ou você já vê que é um empreendedorismo cultural sustentável para vocês?
Não posso dizer que está longe de ser algo para se empreender, mas eu acho que a gente aprende com o caminho. São coisas que hoje, fazemos coisas hoje que a gente não fazia há alguns anos atrás. Então eu acho que cada ano que passa é um avanço, é algo a se testar, a fazer novo. E eu vejo como os dois, mas no momento acho que mais como resistência. E a primeira pergunta foi qual?
de onde que vem os recursos para as premiações? Essa é uma parte muito delicada, é muito difícil a gente conseguir recurso, vamos supor, dinheiro em si, premiações em dinheiro, é muito difícil. E quando tem é do nosso bolso. A gente trabalha, hoje eu sou pai também, então...
É uma questão que é muito difícil eu tirar um dinheiro do meu bolso, mas sempre quando eu posso e tem evento, a gente tenta tirar do bolso e junta com a galera da organização e fala, vamos fazer um evento legal, um evento bonito. E às vezes 100, 200 reais faz o dia de alguém. Então é o que a gente consegue fazer por eles, entendeu? Você é técnico de som por causa da batalha? Cara, eu posso dizer que mais ou menos. Existe um vínculo sim, não é 100%, mas existe uma pequena interação com ele sim.
Legal. Como que o papel de organizador moldou a sua visão?
sobre gestão de eventos e quais competências profissionais você desenvolveu que hoje você aplica em outras áreas da sua vida? Ah, eu posso puxar já o gancho do engenheiro de som, o técnico de som. Querendo ou não, a gente aprende sozinho, a gente vê na internet, a gente vai futucando de uma forma autodidata como fazer tal coisa. E eu acho que quando a gente conseguiu essas caixas aqui, que era uma coisa que era totalmente nova pra gente.
Foi o primeiro passo de aprender. Tá, e aí, onde que a gente vai ligar? Vai ter alguém pra ligar pra gente? Não tinha, então a gente aprendeu. Então foi um pouquinho daqui que me trouxe um pouco de sabedoria pra poder estar trabalhando em outro lugar e outras áreas, entendeu? Maneiro. Qual que é o maior legado que a sua organização pretende deixar pra próxima geração de produtores culturais da região?
Eu quero que seja uma aula. Eu quero que isso aqui seja uma eterna aula de verdade. Eu acho que isso muda vidas e só sente quem realmente faz acontecer, sacou? Fomentar cultura é uma coisa muito, muito delicada, ainda mais não tendo o retorno necessário. Eu podia ter desistido disso aqui há muito tempo, eu sou um moleque muito jovem, com todo respeito.
Eu sei o significado disso. O que eu sinto por isso aqui é diferente, eu não consigo explicar com palavras para vocês, mas a importância é deixar uma aula para os próximos que estão vindo. Qual é a importância disso aqui, a necessidade disso aqui, entendeu? Então eu quero que o Cocori seja a referência sempre.
Para pessoas que estão vindo, que já acontece, no caso, a gente já tem outra batalha com a Nova Era, que acontece no São Marcos, que ela é uma filhada do Cocoles, no caso, às vezes a pessoa dessa organização está nela, e pessoas novas também. Então a gente acredita que esses marcos são permanentes. Eu acredito que sejam aulas para as novas gerações que estão vindo aí. O brother que estava vendendo os drinks, ele vende para a batalha. Ele vende para a batalha. E a remuneração que entra dos drinks acaba ajudando?
em todo o processo de organização da batalha? Não necessariamente, até porque as vendas não são altas aqui, para ser sincero, não vou falar de valores, mas é bem baixo, é muito baixo. A gente às vezes faz mais por ter algo a mais para a galera da plateia mesmo.
Se eu pudesse, com toda certeza, seria muitas coisas de graça, né? E como precisa se pagar, a gente acaba cobrando aqui, mas é o que eu tô falando. Não se paga, não. Não é muito efetivo, não, entendeu? A gente faz mais por fazer mesmo. Beleza? É isso? Falamos, obrigado. Da hora. Valeu.
A que eu não tô perdido, eu vou te amassar, meu rap não é enrustido Eu acho que você nunca pensou positivo, e pelo seu lado você só foi negativo Pobreza é igual cultura, eu te explico, ô amigo Recurso existe, já não é bem distribuído
Eu sou seu teorema e eu faço rima com minha improvisação Descartam a carne e osso, eles comem no mercadão Vou pedir pra você começar falando seu nome e sua idade Bom, meu nome é Helena de Souza, eu tenho 20 anos Você é de que região? Sou aqui mesmo da Zona Sul Aqui, qual bairro específico? Eu moro entre o Vasame e o São Marcos, eu moro literalmente na divisa Por que você cola nas batalhas?
Eu colo nas batalhas desde 2017. As batalhas, eu acabei perdendo um irmão em 2016 e as batalhas acabam me ajudando bastante no luto. Porque desde pequena eu também fazia poesia. Só que foi nas batalhas que eu vi isso brilhando. Que tem como progredir nisso.
Dá pra ver o sonho de cada um quando a pessoa solta uma poesia, na batalha de cada um. Porque eu sinto que na batalha eles colocam a vida deles, o dia a dia também, não só os temas. O quanto você acha que essa interação aqui altera a segurança do lugar e o quanto você acha que é importante para a comunidade?
A segurança até era bastante, porque antigamente, antes da batalha, tinha muito assalto aqui. Antigamente, lá para 2012, 2013, eu fazia balé aqui no Centro Cultural. E a gente tinha que sair em grupo porque tinha muito assalto. Isso era à noite. Aí o que acontecia? Como iniciou a batalha, acabou afastando os assaltantes por conta do agrupamento que teve.
E eu acho isso muito importante porque a gente mostrando a batalha, a batalha chama bastante atenção. Tanto que sempre quando tem gente passando, indo para os barzinhos, muita gente para e pergunta e volta. Eu acho isso muito importante para demistificar a cultura que a gente passa. Legal. Falamos. Obrigado. Obrigado.
Existe o rico homem e tem a rica mulher Sabe por que eu não fugi do tema? Vou explicar, se eu não correr atrás da minha riqueza Quem que é que vai buscar? Quem que é que vai buscar? Depende o meu amigo Só que ser irmão nunca deixa excluído O homem é o homem independente do conceito Seja rico ou seja pobre, não sofre preconceito Eu entendo meu parceiro, existe o aliado Tem o que colar comigo, mas é sujeito folgado E mesmo assim, eu e ele fechamos um trato Se a gente fica rico
Vou pedir para você começar falando o seu nome, sua idade e de onde você é. Tranquilo. Meu nome é Fabrício, mais conhecido como Koala. Sou estudante, sou poeta em MC de Batalha, tenho 17 anos. E sou de Embu das Artes, Zona Sul. Legal. Por que você cola na Batalha?
Eu colo na batalha porque a batalha tem algo que só a batalha traz. Uma sensação, um momento, uma energia, uma cooperação. Uma cooperação. Acredito que eu colo justamente por essa sensação de pertencimento, de liberdade. Me sentir à vontade, conforto.
De que maneira você acha que a batalha acontecendo nesse local altera a segurança do local e como ela contribui de forma social para quem vive ao redor? Bom, eu vou tocar em dois pontos. Primeiro, a questão local. A batalha...
ela acontece em Budasarts, ela acontece na frente de um centro cultural, e isso ajuda, alimenta a cultura local, do lugar. Isso ajuda as pessoas a se encontrarem, as pessoas a se localizarem de forma artística, cultural.
Isso influencia muito. Um outro ponto, eu diria que ela impacta positivamente, porque ela justamente, de ser num ponto em específico, ela pode ajudar as pessoas a se locomoverem melhor, se sentirem mais à vontade e posteriormente a faltar em qualquer tipo de problema, qualquer tipo de intervenção externa que venha para atrapalhar ou avacalhar, seja um empecilho ou um incômodo.
Legal. Como que é pra você a sensação de estar participando de um movimento cultural na porta de um centro cultural que tá fechado? O que você sente e qual a mensagem que você, por você, pensa em passar com essa... Bom, a nossa luta é contra isso, né? Portas fechadas e nós vamos lá e abre caminho.
abrir caminho para os mais novos, abriram caminho para mim. Então eu acredito que o que acontece aqui, essas portas estarem fechadas, a gente fazer uma coisa cultural na frente de um centro cultural e estar fechado é justamente o que representa um movimento de rua. A resistência, a luta, justamente para alimentar, incentivar, influenciar positivamente os jovens, os adultos, os mais velhos, de todas as idades. Diversidade.
Trazer isso. Tamo junto. Obrigado. Gravamos.
Essa é a verdade, você tá plantando um ar aqui na rima Que você foi irônico ao falar sobre sua igualdade Não falar sobre igualdade, falei da minha correria Eu que corro por mim e é todo santo dia Por isso que eu entendo um pai que ele é cria Porque o pai corre sozinho e fortalece a família E fortalece a família, essa aqui é a trilha E um lobo na sua alva corre pela sua matilha O meu pistole tá na pista Só que se você cresce no capitalismo, você se torna individualista
Salve, salve família, tranquilidade. Hoje estamos aqui em Budas Artes, na Batalha do Cocoles. Hoje a Batalha da Mente fez aqui a Batalha do Conhecimento. Esse formato foi chapa quente. Já temos os campeões, certo? FH Rap e Silas. O Silas foi campeão hoje e o FH Rap ficou em segundo lugar. Os dois vão participar.
da final da Batalha da Mente que vai acontecer na Casa Hip Hop Sul, certo? Só chegar dia 30 de maio. Tamo junto, vamos que vamos. Obrigado, Batalha do Cocoles. O que você identificou da VJ pra cá?
diferença de estrutura. Tá, assim, o legal de percorrer as batalhas, a gente vai conhecendo a estrutura e as dificuldades de cada um, né? Hoje a gente está aqui dentro de uma praça pública, com uma estrutura maior, porque a gente está na frente de um centro cultural que não está aberto.
que eles não são convidados para participar dentro, mas eles estão fazendo do lado de fora. Mas mesmo assim, essa praça, por ser um equipamento público, tem uma praça maravilhosa, que tem mais iluminação.
Outra coisa importante que a política pública colabora e que outras batalhas precisam ser contempladas é, por exemplo, essa lei Aldeblanc, que eles foram contemplados aqui, eles têm aqui uma pequena estrutura de som, então isso ajuda bastante.
Então, acho que é isso que a gente vai encontrando ao longo do caminho. Algumas batalhas estão mais estruturadas, outras batalhas estão menos estruturadas e a gente está na luta para que isso seja melhor, que a gente consiga mais recursos para que isso aconteça, seja do poder público ou seja privado. Acho que existem caminhos para a gente conseguir melhorar essa caminhada.
Coliseu da Rima! Saba do Arote vem com o Noura Disciplina! Vamo nós do Coliseu da Rima! É isso, foi pra dar saba de rima!
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