Como o consignado pode destruir suas finanças e outras areas de sua vida
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- Crédito Consignado· NegociosEndividamento·Falta de educação financeira·Juros baixos·Facilidade de acesso·Prazos longos
- Planejamento Financeiro· NegociosControle de despesas·Orçamento pessoal·Mudança de comportamento·Sacrifício e renúncia
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Como consignado pode estar destruindo as suas finanças e muitas outras áreas da sua Quero falar sobre isso agora. Eu não só faço muitas consultorias financeiras individuais para casais, para famílias, e o consignado em muitas situações ele está presente. Antes era muito mais presente quando eu atendia funcionários públicos e aposentados. Agora muitos profissionais CLT estão entrando no consignado, portanto estão chegando até mim.
Isso significa que eu tô tendo uma grande demanda de trabalho. Isso é muito bom por um lado, mas o meu dever aqui é te orientar, te alertar, e quem sabe você não entre nessa verdadeira furada que existe na sociedade, que se se formou e que se instaurou. E eu quero trazer algumas reflexões sobre isso. Crédito, ele é viável em muitas situações, mas tem que ser feito com planejamento, com organização. Eu quero falar desse aspecto considerando a falta de educação financeira que o brasileiro tem, que é o problema principal.
O dia que o brasileiro tiver educação financeira, ele vai usar menos o consignado, e aí vai haver toda uma regulação na sociedade e as pessoas passarão a ter mais qualidade de vida. Que hoje o consignado, ele enriquece sim, enriquece o banco, enriquece os vendedores de crédito, correspondentes bancários que vivem oferecendo isso. E agora a coisa se agravou porque ficou muito fácil. As empresas chegam até mim e fala: Júlio, eu preciso aqui fazer programa de educação financeira para os funcionários, palestras, treinamentos, que a coisa desandou depois que o governo liberou agora pelo aplicativo.
Você entrou lá no gov.br, faz o consignado, e o RH nem fica sabendo da história. Isso gera problema. Então o que que eu quero trazer aqui para você? O consignado tem um discurso muito sedutor, que é o quê? Ele é muito fácil, sem burocracia, praticamente, e juros baixos. Mas nem sempre os juros é baixo, as pessoas não olham, elas não têm o que que é baixo para você. Então o banco, se você não questiona, ele vai lá colocar os juros maior.
E tem muitos consignados que o valor dos juros é do empréstimo normal, então ele não deveria ser considerado um consignado de acordo com o que justifica ele. Ele é consignado, por isso ele dá garantia de recebimento praticamente para o credor, portanto ele tem que ser um crédito barato. Mas os bancos, como eles sabem que a pessoa ela não tá tão preocupada com isso, na hora ela quer pegar o empréstimo e usar de acordo com a sua necessidade, às vezes até para pagar um outro consignado anterior, que é a pior coisa que se faz, ou pagar outras dívidas, ou cobrir o saldo, ou para fazer outras despesas.
Mas sem planejamento, o que acontece? A pessoa faz o consignado, paga 1, 2, 3 meses ali, fica no controle, mas depois a bomba estoura. E tem uma outra questão também: hoje tem consignado de 48, 60, 72, 84, 96, 120 meses. Como é que uma pessoa pega um consignado de 120 meses. 120 meses são 10 anos para pagar um empréstimo. E as pessoas pegam isso, elas vão entrando nessa ciranda do empréstimo. E é o que o sistema financeiro quer, que você entre nesse mundo de endividamento, de descontrole, porque você vai tentar pagar, vai fazer malabarismo daqui e dali, começa a fazer um monte de puxadinho financeiro, vende o 13º, vende férias, financia o cartão de crédito, faz consignado, faz outros empréstimos, faz crediário.
Isso quando não chega no agiota. A situação é muito complicada. A gente ouve aí milhões e milhões de brasileiros endividados e tem ali alguns profissionais que eles ficam batendo na tecla que o problema é a inflação e é o custo de vida alto. Isso não é verdade. Você não é obrigado a fazer empréstimo. E se as coisas estão apertadas na sua casa, você tem que conter despesa. Então, infelizmente, existem pessoas propagando esse tipo de informação e as pessoas não olham para o principal problema, que é o seu comportamento, é a falta de organização financeira, é a falta de controle financeiro.
É isso que leva ao endividamento não é inflação, não é a crise, não é o custo de vida alto, não é o salário baixo também. Ok, eu entendo que as pessoas podem estar com o salário baixo nesse momento, mas a verdade, a regra é o seguinte: eu tenho que gastar o que eu ganho. Então, se eu ganho R$1.621, eu tenho que gastar no máximo R$1.621. Na verdade, a regra da educação financeira disse que eu teria que gastar menos. Guarde R$21 e gaste os R$1.600.
Essa seria a regra básica da educação financeira para qualquer pessoa. Pessoa. Porque se você vive com R$1.621, você vive com R$1.600. Quando você aprende a investir, você vai se empolgar. Opa, pera aí, eu sobrevivi poupando R$21. Daí no outro mês você coloca R$21, daqui a pouco você fala: vou colocar R$42. E você vai organizando. E paralelamente você quer aumentar a sua renda. Não, isso é uma lógica da vida. Eu quero melhorar o meu rendimento, mas como é que eu melhoro a minha renda?
Me capacitando, melhorando profissionalmente, tendo paciência no meu emprego para esperar uma promoção. E muitas outras circunstâncias. Agora não, eu tô endividado porque o fulano falou que é inflação, eu tô endividado porque o fulano falou que é o custo de vida, eu tô endividado porque o fulano falou que é o governo atual. Eu sou responsável pela minha vida financeira. Em vez de ficar ouvindo um monte aí de especialista que fala um monte de coisa e as pessoas acabam aceitando isso para ter uma maneira de não olhar de maneira mais intensa para a situação, não admitir, poxa, Tudo bem, tudo isso são situações que podem ocorrer na economia, na vida, na sociedade, mas eu tenho que fazer porque essa mesma inflação, esse mesmo custo de vida está para aquela pessoa que gasta menos do que ganha, está para aquela pessoa que procura investir.
Então somente esse argumento coloca por terra a ideia de que são fatores externos que causam endividamento das pessoas. E aí essa oferta massiva do consignado e essa facilidade de pegar o consignado vai facilitar muito para pessoas, é lógico. E aí é onde a instituição financeira, ela adora. As pessoas pegam empréstimo, daí não, dessa vez é o último empréstimo, vou me organizar. Ela se organiza, daqui 3 ou 4 meses ela muda, teve outra situação na sua vida e ela se descontrolou.
Daí ela pega outro consignado, daí fala não, não pego mais consignado, mas eu uso o cartão, eu tô usando o cartão com inteligência porque o fulano falou que eu tenho que usar o cartão. Se eu uso o cartão e ganho 40 dias, isso é ótimo. Mas não é verdade, porque o maior problema das pessoas endividadas tem sido colocado que também é o cartão de crédito. Ou seja, Dá para a gente entender ali, para bom entendedor meia palavra basta, que as pessoas não sabem usar o crédito.
Portanto, a primeira orientação básica: pare de usar o crédito, faça um orçamento, organize as suas finanças, veja onde as coisas estão se complicando, mude comportamento, converse com a sua família, aprenda a passar necessidade, aprenda a fazer sacrifício, aprenda a abrir mão de algumas coisas, aprenda a dizer não para as pessoas e para você mesmo. Somente assim você vai recuperar a sua saúde financeira. Não existe um milagre, uma imposição de mãos, um mantra maravilhoso que vai fazer você mudar a sua vida financeira se você não fizer uma análise crítica interna dos seus comportamentos e uma análise externa dos seus números, não do número dos outros, não comparando com as outras pessoas.
Portanto, é isso que eu quero falar com você. O consignado, ele tem sido uma peça-chave desse endividamento, porque boa parte da população ou é funcionário público, ou é aposentada, ou é funcionário CLT. Eu tenho certeza que esse número compõe milhões de pessoas que estão se perdendo. E às vezes a gente pensa que o governo tomou uma iniciativa boa. Olha que legal, o governo liberou o consignado para empresa privada. Não resolveu o problema.
Eu tenho falado isso, e as empresas têm chegado até mim, empresas dos mais diversos segmentos. Aliás, recentemente uma instituição financeira que vende consignado ela queria fazer programa de educação financeira para os seus funcionários porque eles estavam endividados. Então isso é um caso clássico de que a dívida, na grande maioria dos casos, ela não resolve o problema. Às vezes, no máximo, ela atenua o problema, deixa ele adormecido, mas com o passar do tempo a situação pode voltar e numa proporção muito maior.
Então qual que é a minha recomendação? Invista em educação financeira, busque se dedicar ao aprendizado de educação financeira. Educação financeira te ajuda em áreas, em muitas questões, não só sair das dívidas. A educação financeira vai te trazer qualidade de vida, motivação, concentração, capacidade de tomar decisões. A educação financeira te oferece muito mais do que ensinar você a sair das dívidas. É isso que a sociedade precisaria aprender.
Quando isso acontecer, a sociedade vai enriquecer menos os bancos, vai reter o dinheiro para si. Portanto, a sociedade vai enriquecer, porque hoje é aquela velha história: o dinheiro tá na mão de poucos, pouquíssimos ricos e muitíssimos pobres. E um dos causadores disso é a falta de educação financeira. Bom, se você não me conhece, eu sou Júlio Santos, sou especialista em educação financeira, sou escritor, já fiz centenas e centenas de consultorias e sou uma pessoa muito envolvida com educação financeira porque eu sei do poder dela na vida de qualquer pessoa.
Como eu disse, eu recomendo que você invista em educação financeira e existe vários canais para você aprender, mas se você quiser aprender comigo, da forma que eu aprendi, com o método que eu desenvolvi, com as experiências que eu já tive comigo na minha vida financeira e na vida muitas pessoas que eu pude ensinar e ajudar a melhorar sua vida financeira. Entre em contato comigo, eu quero te conhecer, e aí eu vou te falar como eu posso te ajudar.
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