Qual o papel do dinheiro na sua vida?
Quando você entende que o dinheiro é um instrumento que, antes de ser gasto precisa ser administrado, quiando você entende que investir também é importante e quando você entendeque o principal responsável por sua saúde financeira é você mesmo, o seu comportamento financeiro muda. Neste episódio eu falo sobre este tema.
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Let's Chumba! No purchase necessary. VGW Group. Voidware prohibited by law. CTs and Cs. 21+. Sponsored by Chumba Casino. E quando você entende o papel do dinheiro, o papel do investimento, da reserva financeira, de você guardar para realizar os seus objetivos, de você se preparar, por exemplo, para o futuro, quando você entende isso, você começa a guardar esse dinheiro. E o ato de guardar dinheiro não é algo exclusivo somente de quem ganha muito dinheiro, pelo contrário, existem pessoas que ganham muito dinheiro e gastam tudo, e tem pessoas que ganham muito menos dinheiro e poupam.
É evidente que quanto menor a sua renda, é menor a sua capacidade num primeiro momento de fazer essa poupança. O que eu noto também é que diante dessa afirmação, não, porque eu ganho pouco, porque a inflação tá alta e tudo isso, as pessoas não poupam. Mas daí quando você vai ver na realidade, elas gastam com coisas que não seriam necessárias. A educação financeira ela te ensina a fazer uma boa administração do seu dinheiro, usá-lo de acordo com a sua possibilidade, que é o quanto você tem, com as suas necessidades, e também projetando você realizar seus objetivos, ter seus luxos e assim por diante.
Hoje as pessoas não sabem identificar, por exemplo, o que é qualidade de vida de quantidade de vida. Vou dar um exemplo bem prático. A pessoa pensa que qualidade— ela tem um carro, por exemplo, de R$60 mil, e aí ela comprou, trocou de carro e foi para um carro de R$250 mil. Isso melhorou minha qualidade de vida? Não, não melhorou minha qualidade de vida necessariamente ou proporcionalmente. É evidente com um carro mais caro, em tese ele é mais confortável, ele tem mais recursos, mas não necessariamente melhorou minha qualidade de vida.
Talvez eu tive um pouco de conforto ali, mas talvez eu tenha uma dívida maior, um custo de vida maior e assim por diante. Isso vale para casa também. A pessoa quer comprar uma casa, quer comprar o seu imóvel, o seu primeiro imóvel, e aí ela mora num bairro determinado, e qual que é a primeira coisa que as pessoas pensam? Elas falam: não, ela quer morar num bairro 3 vezes melhor, vamos dizer assim, do bairro onde ela mora. E aí ela começa a, de acordo com a cultura, fazer reflexões que validam essa sua proposta.
Então ela fala: não, já que eu vou morar, não quer meu. Mas muitas vezes não é adequado e não é necessário. Você pode ter a sua moradia, por exemplo, num lugar mais modesto, num lugar onde você possa comprar um imóvel num custo que esteja compatível com a sua renda. E tem outras questões também. A questão não é a moradia. Quando você vai morar em um local, tem todo um cenário, um ecossistema ao redor de onde você mora que vai influenciar os seus gastos, as suas despesas.
Então, o que que eu quero dizer com isso, né? A gente precisa entender que o uso do dinheiro vai muito além de fazer conta. A educação financeira, ela vai nos mostrar como a gente se comporta, quais são as nossas atitudes em relação ao dinheiro, qual a nossa visão de bem-estar financeiro, de sucesso financeiro, qual a nossa essa visão de consumo. Aí é a questão, né? Eu quero ter um iPhone ou eu quero ter a casa própria? Eu quero ter um carro de luxo ou eu quero ter a casa própria?
Eu quero almoçar em restaurante todo final de semana ou eu quero poupar para o meu futuro? Existem comportamentos e atitudes que eu tenho que ter no meu dia a dia e desenvolver. Na verdade, muitas vezes você tem que deletar o que você aprendeu. Foi o que aconteceu na minha vida. Eu deletei muitas coisas que eu tinha aprendido na sociedade e que eu trouxe desde criança na minha família, porque havia uma cultura, os pais eles acabam passando aquilo que eles aprenderam.
E como meus pais não tiveram educação financeira, eles não me ensinaram educação financeira. E o que aconteceu? Desde o meu primeiro emprego, ao invés de eu investir, eu comecei a gastar e usar o crédito. Esse é um grande problema. Vou compartilhar aqui uma outra questão, pra você ter uma ideia. O consignado, ele era um empréstimo que era fornecido para aposentado e para funcionário público. E o governo, há um ano, um ano e pouco, ele começou a conceder o consignado para funcionário de privada.
E o discurso é o quê? É de que você vai ter um crédito mais barato e isso ajudaria o trabalhador, que eram muitos endividados, quase 80 milhões, a sair das dívidas. O que aconteceu depois de um ano? Não resolveu nada, na verdade piorou a situação. Tanto é que eu recebo diariamente ligações de empresas me procurando para fazer programas de educação financeira nas suas organizações, ensinar educação financeira para os seus funcionários, exatamente porque eles acabaram se perdendo ainda mais financeiramente.
Ou seja, Oferecer crédito, e mesmo que seja um crédito barato, não resolve o problema. E é interessante que o governo primeiro ofereceu o crédito e depois de um ano ele ofereceu o tal do programa para as pessoas saírem da dívida, para perdoar a dívida, tal do Desenrola e assim por diante. Ou seja, as pessoas ficam envoltas com todo esse contexto e elas não atinam que isso não tem resultado. O que dá resultado é eu aprender a organizar o meu dinheiro e essa organização do meu dinheiro não é só ter uma planilha, não é só ter uma aplicação financeira, não é só fazer uma lista de supermercado, por exemplo, não é virar um avarento, abrir mão das coisas, abrir mão de conforto.
Existe uma confusão das pessoas que quando você pratica a educação financeira você se torna um avarento. Não é verdade. Quando você começa a praticar a educação financeira, você começa a respeitar o seu dinheiro. Então você não vai gastar o seu dinheiro sem refletir. É só isso. Em alguns momentos você vai abrir mão de alguns consumos, de alguns gastos, e há outras pessoas que consideram isso avareza, mesquinharia e assim por diante.
Mas muitas vezes as pessoas que consideram mesquinharia, avareza, são pessoas que têm uma certa desconsideração com dinheiro ou não sabem lidar com isso e elas vão reproduzindo falas que são passadas aí na sociedade. Não há nenhum problema em você poupar e o ato de poupar não te impede de ter qualidade de vida. E volto a dizer, o ato de poupar ele é acessível a qualquer pessoa. Ah, Júlio, eu ganho apenas R$1.500 por mês. Ok, poupe R$50.
Quem vive com R$1.500 dá os seus pulos e vive com R$1.450. Mais importante do quanto você poupa, do percentual que você poupa, é você ter o hábito de poupar. No primeiro mês você poupou aqueles R$50 e falou: puxa, eu sobrevivi com os R$1.450. No segundo mês você investe mais R$50, no terceiro mês R$50, e aí você vai perceber que é saudável. Isso vai te dar motivação, vai te colocar numa categoria que você consegue gastar menos do que ganha, e isso é muito importante, isso é um fundamento básico da educação financeira: gastar menos do que ganha.
Porque se você não gasta menos do que ganha quando tem uma renda de R$1.500, você não vai gastar menos do que ganha quando ganha R$3.000. Essa é a ilusão que as pessoas têm também. Ah, quando eu ganhar mais, eu vou poupar, eu vou gastar menos do que ganho. Pelo contrário, eu já vi muitas pessoas que quando a sua renda aumentou, o seu endividamento aumentou também. Ou seja, a situação financeira piorou. Então eu quero trazer essa reflexão aqui para que você fique atento no que você tá ouvindo, o que que você tá consumindo.
Educação financeira é um conjunto de conhecimentos e de instrumentos de organização financeira que permite a qualquer pessoa ter uma vida financeira saudável. As pessoas têm muita confusão sobre prosperidade. Não, ser próspero é você ter um carro de luxo, você ter uma mansão num condomínio fechado, é você ir nos restaurantes mais caros, Você ter roupa de grife, isso necessariamente não é prosperidade, talvez seja apenas consumismo, porque você tem uma renda que permita isso.
E tem outras pessoas que nem têm renda, mas querem ter essa prosperidade através do crédito e vivem escravas do trabalho. Nós estamos num momento que a educação financeira se torna muito necessária para toda a sociedade. Nós temos visto que o governo mais uma vez está reforçando o ensino na educação financeira nas escolas, saiu do Senado, agora vai para o Congresso. Isso já existe há algum tempo, mas isso tem que ser colocado para toda a sociedade.
Os adultos também têm que ter educação financeira. Não adianta o filho aprender educação financeira na escola e dentro da casa dele, ele ouve conceitos totalmente contrários à educação financeira. Eu já ouvi vários relatos sobre isso, quando o pai e a mãe joga contra o aprendizado da criança. Todos nós devemos investir no aprendizado de educação financeira. Isso vai ser bom para toda a sociedade. Então eu queria trazer só esse alerta aqui para que você busque, invista Leia livros, leia publicações.
Como educador financeiro, eu procuro compartilhar com as pessoas de uma maneira simples, objetiva, adequada à realidade brasileira. Não coisa de guru, não teologia da prosperidade, não coisas de enriquecimento rápido e fácil. Qualquer pessoa pode enriquecer, inclusive, com a educação financeira, não com propostas mirabolantes aí de enriquecimento que não têm sentido. E acabam, na verdade, muitas vezes frustrando as pessoas. Se você quer aprender, continue buscando, e se você quer conhecer como eu faço isso, o meu método, os meus livros, os meus treinamentos, é só você me procurar, e aí eu vou te conhecer e vou te mostrar qual o caminho que você deve tomar.
Porque existe uma outra questão também, existem situações diferentes. Você pode ser um funcionário CLT de uma empresa, Você pode ser um profissional liberal, você pode ser um empresário, você pode ser um funcionário público, você pode ser um autônomo. Tudo isso vai influenciar o seu planejamento financeiro. Você pode ser muito jovem, ter 20, 25 anos, 18 anos. Você pode estar na meia-idade, 35, 40 anos. Você pode ter 55 anos. Você pode ser casado, pode ser solteiro.
Você pode ter uma boa formação acadêmica, talvez você não tenha uma formação acadêmica tão ampla. Existem alguns fatores que têm que ser considerados para você selecionar como aplicar os fundamentos de educação financeira na sua vida. E é isso que eu faço quando eu conheço as pessoas. Eu preciso conhecer a pessoa, entender o contexto dela, para então dar um direcionamento, criar um projeto de ensino de educação financeira para você, de maneira que não seja longo.
Você não precisa estudar 400 horas de educação financeira para dominar os fundamentos. Você não precisa fazer uma graduação em finanças. Se você for uma pessoa aplicada, aprender os conceitos, que não é algo nada muito longo, e ao mesmo tempo colocar em prática e ir revisando, eu por exemplo, eu era um endividado, era um descontrolado financeiro, a educação financeira mudou minha vida, eu já atuo com isso há 17 anos, mas eu continuo aprendendo a cada dia, porque eu sei que é algo muito bom e a cada aprendizado eu me aperfeiço.
Então o segredo da educação financeira é você continuar aprendendo e aplicando. Tem muitas pessoas que até dominam os conceitos da educação financeira, mas ela não aplica na vida dela. Ela repete frase de efeito como: não, precisamos fazer o dinheiro trabalhar para nós, o poder dos juros negócios, todas aquelas frases feitas aí de guru, não, então aquela questão do coach, né, você é a média das 5 pessoas com quem você se relaciona.
Então as pessoas começam a repetir um monte de frases prontas, mas não aplicam nada, e na verdade nem é tudo isso que tá se falando. Muitas vezes a educação financeira ela nem chega no nível de investimento avançado, você não precisa ter um nível de conhecimento super elaborado, Você tem que saber aplicar o feijão com arroz. Existem aí 3 ou 4 fundamentos de educação financeira, existe uma ou duas ferramentas de organização financeira que são suficientes para você ter uma vida financeira saudável.
Interessante que esses dias um aluno chegou para nós, nós temos a ICF que ela forma consultores financeiros, e ele se inscreveu aqui conosco, que ele tinha feito um outro curso, aí falou que lá no curso lá ele estava aprendendo a fazer consultoria financeira, e foram dadas 15 planilhas para ele fazer consultoria financeira, como se fosse essa quantidade de planilhas que ajudasse as pessoas a resolverem. A maioria das pessoas não sabe lidar com uma, duas planilhas, como é que eu vou dar 15 planilhas para as pessoas?
Então existem técnicas, existem estratégias de ensino, ou seja, eu preciso ter uma maneira de ensinar para as pessoas, inclusive adequando a minha linguagem às suas características para que você aprenda. Espero ter compartilhado com você uma reflexão sobre esse assunto e que você comece a investir em educação financeira.
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