Café com Política | Cristiano Caporezzo
O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) acredita que seu partido tem todas as condições de lançar um candidatura própria ao governo de Minas neste ano, mas também não descarta uma aliança com o senador Cleitinho (Republicanos). A avaliação foi feita em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, em que o parlamentar, que é pré-candidato a deputado federal, falou dos planos do PL e criticou o atual governo do estado. Confira os principais trechos da entrevista
Letícia Fontes
Cristiano Caporezzo
- Eleições Estaduais MinasApoio a Cleitinho · Candidatura própria do PL · Vitório Medioli · Flávio Roscoe · Matheus Simões
- Candidatura PL MinasPré-candidatura ao Senado · Candidatura à Câmara dos Deputados · Domingos Sávio · Nicolas Ferreira
- Críticas ao Governo ZemaDívida de Minas Gerais · Aumento de impostos · Arrogância na segurança pública · PEC 40
- Relação com Família BolsonaroAmizade e lealdade · Defesa de valores · Bolsonarismo
- Diferenciais de CampanhaHistórico político · Defesa de valores conservadores · Segurança pública · Aumento de impostos
- Candidatura Flávio BolsonaroUnidade da direita · Capacidade de agregação · Desacertos internos do PL
- Escolas Cívico-MilitaresModelo de implementação · Desempenho no ENEM e IDEB · Redução da violência escolar · Discurso vs. Ação do governo
- Críticas de Zema ao STFPosicionamento eleitoral · Judicialização de decisões · Aliança com o STF
Olá, seja muito bem-vinda aqui ao canal de O Tempo no YouTube. Eu sou Letícia Fontes, editora adjunta de Política. E hoje o nosso convidado aqui do Café com Política é o deputado estadual Cristiano Caporezzo. Obrigada, deputado, por estar aqui com a gente hoje. Satisfação, tenho certeza que será um momento muito bom para a gente poder conversar a respeito da política mineira.
Deputado, da última vez que a gente conversou, o senhor estava colocando o nome de senhor para uma pré-candidatura ao Senado. Agora mudou, o senhor vai se candidatar à Câmara dos Deputados. O que mudou aí nessa decisão? Eu nunca coloquei o meu nome como pré-candidato ao Senado. Eu conversei com o presidente Bolsonaro e ele viu simpatia no meu nome. Inclusive tem até uma cena onde ele chuta a minha cadeira num evento que aconteceu em Brasília e me chama de senador. Então eu sei que ele tinha, sim, considerado o meu nome.
Acontece que diante do atual contexto político, de uma decisão tomada junto ao partido, com o apoio do deputado Nicolas Ferreira, o escolhido foi Domingo Sávio. Não tem problema. Ficou alguma mágoa com Domingo Sávio? De forma alguma, farei campanha.
para o Domingos Sávio, porque o Domingos Sávio é o candidato a Senado do PL, e o PL é o partido do presidente Bolsonaro. Eu não vou me revoltar, seria imaturo, seria inclusive patético da minha parte, por não ter sido escolhido me virar contra o partido. Isso não existe, tá? Domingos, parabéns, vou te apoiar, está tudo certo. O senhor defende que o PL tem alguma outra candidatura, ou apoia uma outra candidatura para o Senado, além do Domingos Sávio?
Olha, isso não está mais, não depende de mim esse tipo de decisão. Então, como não depende de mim, eu não trabalho mais isso. Lá atrás, quando estava sendo construído como presidente, isso foi aventado. Porém, é uma possibilidade que não avançou. Falando um pouco dessa pré-candidatura do senhor para a Câmara dos Deputados, o senhor ainda tem aquela ideia de fazer a dobradinha com o Júnior Amaral?
O Júnior Amaral é meu compadre, é um amigo muito querido, mas ele resolveu vir também como pré-candidato a deputado federal e vai dobrar com a esposa dele, a Marília, que também é uma pessoa muito preparada. E o que o senhor pretende trazer para essa campanha do senhor, para a Câmara dos Deputados? Qual é o diferencial do senhor, dentro até do próprio PL?
Olha, o meu diferencial, acima de tudo, não pode ser algo que eu vou trazer. Trazer o que eu falo é oferecer no futuro, mas sim alguma coisa que eu já tenho. Eu não sou mais alguém que quer entrar para a política. Eu sou um deputado que trabalhei quatro anos. Eu sou um cara que tive um ano e nove meses de vereador. O que eu falo para as pessoas? Avaliem a minha história. Avaliem a minha posição.
Eu nunca descumpri uma única promessa de campanha. Quantos políticos podem dizer isso? Que o que prometeram na época da campanha, entregaram. Isso aí são poucos. Eu sempre falei o quê? Jamais irei votar aumento de impostos. Quantas propostas? Das mais indecorosas possíveis. Porque a gente sabe como é que funciona a política no Brasil. Eu recebi, mas eu nunca me dobrei. Eu não tenho rabo preso com ninguém. Eu não tenho cargo com ninguém.
Eu não tenho recurso a mais recebido de ninguém, porque a minha independência na hora de defender os interesses do povo mineiro nunca foi colocada em um balcão de negócios, como a maioria das pessoas na política fazem. Então, quando eu falo que eu defendo a família, tem um histórico.
de votações nesse sentido, quando eu falo que eu sou um defensor da vida, desde a concepção até a morte natural, as pessoas que pesquisam a minha história, que são conservadores, podem comprovar isso. A mesma questão do aumento de impostos, isso é totalmente claro. Por que será, Letícia, você nunca vai encontrar um candidato de esquerda, de centro ou de direita, que seja eleito falando em seu palanque, eu vou aumentar impostos?
Então por que cada vez, cada nova legislatura, os impostos são aumentados? Porque as pessoas não acompanham a política. E aí esses políticos, eles prometem, depois não cumprem, chega na próxima eleição, promete a mesma coisa que já não cumpriu. Não é esse o meu caso. A população pode e deve pesquisar a minha história.
E vai perceber o quê? Que eu sempre estive do lado certo, eu sempre estive do lado do povo e da defesa dos meus valores. Deus, pátria, família e liberdade. Tenho uma defesa forte da segurança pública. Hoje, em Minas Gerais, policial militar, policial penal e policial civil não terá nunca mais policiamento unitário, porque eu aprovei uma lei impedindo policiamento unitário que coloque em risco a vida do povo mineiro e com certeza também a vida do servidor policial.
Já quero falar daqui a pouco um pouco dessa pauta da segurança pública, inclusive com a PEC da segurança que está tramitando na Assembleia, mas falando um pouco ainda de eleição, como que o senhor defende a avaliação do senhor do caminho que o PL tem que seguir para essas eleições a nível estadual? Se o PL tem que apoiar algum candidato, como o Cleitinho, ou até mesmo o governador Matheus Simões, ou lançar uma candidatura própria, o que o senhor define como o melhor caminho?
Olha, é uma pergunta delicada. Quando a gente olha para um pré-candidato ao governo, que sem estar trabalhando ativamente em sua pré-campanha, ele já aparece disparado em primeiro lugar, como é o caso do Cleitinho, uma composição parece ser uma posição mais sensata.
Porém, se o PL tem o desejo, que é uma possibilidade de lançar um nome para o governo, qual é o nome que eu acho mais indicado? O do Vitório Medioli. Por quê? Porque é uma pessoa que tem experiência, tem sucesso tanto na iniciativa pública quanto na iniciativa privada e tem 75 anos de idade. 75 anos são 75 dias. Então é um tempo agregado de experiência que já comprovou novamente pelo critério da história.
que tem algo bom para oferecer. Então, eu sempre vou escolher, em política, tentar congregar experiência, tá bom? Experiência com essa questão de alinhamento ideológico. Você tem que ter os valores certos e a experiência certa.
E tem o nome também do Flávio Roscoe dentro do PL, que também tem sido colocado como o senhor avalia. Eu vejo o nome dele como um bom nome, tá? Um bom nome. Mas, para mim, diante do histórico de vida pública e de sucesso empresarial, o nome do Mediol é imbatível. E como que é essa candidatura do Cleitinho? Porque o senhor sempre também defendeu uma candidatura do Cleitinho, já falou em apoiá-lo. Essa candidatura vai sair ou não?
E, no fim das contas, o que o senhor acha melhor? Uma candidatura do PL ou do Cleitinho?
Olha, o que eu acho melhor é que não seja uma candidatura do Partido das Trevas, uma candidatura de esquerda, e que não seja a candidatura do atual governador, que não tem feito um bom trabalho. Na minha concepção foram oito anos, onde se teve muito marketing do governo e pouca entrega. O maior marketing de todos, que eles teriam controlado a dívida de Minas. A dívida estourou.
O Estado está quebrado. Eles tiveram quatro anos de governo do Bolsonaro e sequer pensaram em negociar a dívida. Então isso para mim é uma coisa absurda. Eu gosto de manter as minhas posições dentro daquilo que cabe à minha capacidade de articulação. Não adianta eu ficar debatendo coisas que estão além da minha esfera de influência. Então, tanto uma composição com Cleitinho quanto um caminho de candidatura própria é algo viável para o PL hoje.
Uma chapa juntando o PL e Cleitinho seria o mundo ideal? É possível, é possível. Não, tanto essa chapa como a chapa própria do PL seria possível também. Agora, não tem como ignorar. Fazendo um cálculo simples político, que o Cleitinho vindo já hoje com 40% de intenção de voto, não é uma força a se desprezar. O senhor é próximo do Cleitinho. O que falta para ele decidir essa candidatura ou não? Até pelas conversas que vocês têm.
Eu tenho conversa com o Cleitinho, a gente tem uma amizade, próximo é muito perto. Eu gosto do Cleitinho, mando um abraço para ele, mas eu não sou tão próximo assim, eu não participo das grandes decisões. A gente conversa de vez em quando, normal, sempre que eu vou lá no Senado eu o visito. E qual foi a sua pergunta? O que falta para essas conversas? Ele se decidir por essa candidatura? Ele falou que está decidido.
E nessas conversas também, inclusive, do PL, alguma chance do PL apoiar uma eventual candidatura do Matheus Simões? E se por acaso houver essa união, o senhor, como que o senhor vai caminhar?
Olha, na política, nada é totalmente descartado até que realmente tenha se batido o martelo. Hoje eu vejo isso como uma possibilidade menor. Mas ainda existem pessoas no partido que estão constantemente ao lado do Matheus. Então ele tem tentado trazer uma composição com o Partido Liberal. Eu, falando de maneira singular, deputado Caporezo, vejo com péssimos olhos, está péssimos, porque é uma pessoa que já demonstrou que não cumpre o que promete.
Nós temos novamente oito anos de histórico. Eu estive numa caminhonete em Uberlândia com Jair Bolsonaro e Zema, só nós três em cima da caminhonete, durante a última eleição. A promessa que ele fez, eu também fiz, de nunca votar o aumento de imposto.
Mas foi logo no primeiro ano. Meu Deus do céu, Letícia. No primeiro ano após a eleição, eu fui procurado por pessoas do Zema para poder votar o aumento de imposto que ele havia prometido em menos de um ano antes que não iria votar. E eu fui na tribuna e falei, olha...
Se a sua palavra não vale nada, a minha vale. Está no fio do bigode. Se eu prometi, eu vou cumprir. O senhor deveria fazer o mesmo. Então, como que um governo, que ele faz o oposto do que alardeia o seu marketing, se vê com respaldo moral para tentar uma continuidade? Eu não vejo isso com bons olhos. E se o PL for para essa união, como que o senhor pretende se posicionar? Qual que é o meu partido? PL? É o PL. Enquanto eu estiver no PL, vou caminhar com o PL. Não me resta opção.
E falando um pouco dessa gestão do Matheus Simões, que assumiu já tem uns dois meses o governo de Minas, esse início da gestão, como o senhor tem avaliado agora o governo do estado à frente com o Matheus Simões de fato? É impressionante pela ousadia do atual governador em tomar uma postura de arrogância. Ele está tratando a segurança pública em Minas Gerais como se fosse uma tropa de idiotas, uma tropa de imbecis.
Todo mundo sabe que constitucionalmente falando, qualquer iniciativa que diga respeito a orçamento, a verba é de iniciativa exclusiva do governo de estado. Inclusive quando tem votação na assembleia, onde o deputado Sargento Rodrigues e eu, a gente propõe uma recomposição de perna inflacionária. Não é vinculante esse poder. Isso aí a gente vota e quando a gente aprova é meramente autorizativo.
Ninguém tem o poder de obrigar o governador a alterar a verba por causa dessa questão constitucional. E aí o que o Matheus faz? Ele assume o governo. E ao invés de pegar a caneta, porque agora ele tem a caneta, e falar assim, olha, eu vou pagar o que eu devo, eu vou pagar a recomposição das premas inflacionárias, ele resolve falar de uma tal PEC 40.
que é inconstitucional. E a PEC 40 existe para aprovar uma recomposição anual de perdas inflacionárias. Já existe uma lei prevendo isso. Ela só não está sendo aplicada. Ah, Caporeza, mas você vai votar favoravelmente esse projeto? É claro que eu vou. Eu sempre vou votar favorável. Eu vou trabalhar por, pela aprovação e votar junto. Mas espera aí.
Quem ele quer enganar com essa postura, se ele realmente quer fazer alguma coisa de concreta, ele tem que fazer andando dentro da constitucionalidade. E não fazer uma lei onde vai chegar lá na frente e ele vai falar, gente, olha, eu tentei, eu aprovei, agora eu já ganhei o voto de vocês, mas infelizmente eu não vou poder aplicar a lei. Por quê? Veja só, ela é inconstitucional. Eu não sabia. Não sabia? Eu tô te avisando agora, cara.
Está todo mundo te falando que é inconstitucional? Você já sabe que é? Você pensa que vai continuar ludibriando as pessoas até quando? Vira homem, toma postura, quer fazer alguma coisa? Aprova a recomposição de empresas inflacionárias. Para de ficar fazendo hora com a cara dos policiais. As pessoas policiais já sofrem demais no estado de Minas, combatendo o crime.
Agora ainda tem que passar por esse tipo de politicagem rasa de quinta categoria em época de eleição? Isso aí, sinceramente, é risível.
Falando justamente dessa PEC 40 que propõe a revisão anual da remuneração dos militares e também demais integrantes das forças de segurança, a Assembleia já falou de ser inconstitucional, o presidente da Assembleia também já falou de vício da iniciativa. Para o senhor, essa PEC é uma jogada eleitoral às vésperas da eleição ou ela é genuína? É mais do que isso, é eleitoreira.
Eleitoreira é o que eu falei. Se colocar a PEC, eu vou votar favorável. Mas a gente já está sabendo de antemão que ela é inconstitucional. Quer fazer algo realmente justo para a segurança pública? Pensa. Pensa que a segurança pública e as forças policiais estão amargando 45% de defasagem do seu salário. Pensa no sargento que foi assassinado dentro do carro, na frente do filho pequeno. E qual que é?
Desses 45%, a falta que isso vai fazer na vida da viúva, na vida dessa criança. Pensa nisso e retome. Tome uma mudança de postura para ver se ainda consegue salvar alguma coisa dessa sua pré-candidatura.
Agora falando do reajuste, o governador concedeu um reajuste de 5,4%, não agradou muito a categoria, com representantes, inclusive afirmando que o governador tentou enganar os policiais. Esse movimento de aproximação do governo com as forças de segurança chegou tarde demais para ser crível? Com certeza. A resposta é sim, com certeza, chegou tarde. E tem alguma forma desse governo reparar?
Para mim é pagar agora, já que ele tem a caneta, a recomposição das preços inflacionários. Um outro projeto que tem gerado muita polêmica, que o governador Matheus Simões tem defendido, é a questão das escolas cívico-militares. O senhor acredita que esse projeto apresentado pelo governo do Estado vai ter força para a aprovação na Assembleia? São oito anos, Letícia. Oito anos de uma defesa bela.
do Colégio Cívico Militar. Eu acho lindo ver o governador Romeu Zema, ex-governador e o atual governador Matheus Simões, com microfone defendendo o Colégio Cívico Militar. Caramba, eu olho aquilo ali e falo, nossa, nessas pessoas eu vou votar todas as vezes. Só que acontece que eu conheço eles para além do microfone, eu conheço eles com a caneta. E com a caneta, lá atrás, o projeto cívico militar deles previa um ou era dois militares por escola. Eles estão pensando o quê?
O padrão do Colégio Cívico Militar é no mínimo oito militares. O que veio do governo federal, do então presidente Jair Bolsonaro. Eles acham que vão fazer a mesma coisa, que já é difícil. Com um bombeiro só, ou um policial militar reformado, que aí eles voltam para trabalhar, ou que vão ser direcionados para esse tipo de trabalho. Olha...
O modelo cívico-militar é um sucesso. Nós temos uma média de aprovação no Enem de 600 pontos. Isso é mais de 100 pontos do que as escolas comuns. Ele tem uma performance no IDEB 20% maior. Mas acima de tudo, onde está a vida, nós temos uma violência menor para os estudantes em 82%. Para os professores em 82%. Violência patrimonial 72%. Evasão escolar menos 77%. Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen Gen
Então, lá as crianças aprendem mais porque elas não estão preocupadas em sofrer bullying, em ficar lutando pela sua integridade física. Mas não adianta defender a escola cívico-militar só porque é algo funcional. Você tem que, de fato, fazer alguma coisa. E em oito anos, esse projeto não avançou. E se tivesse avançado? Seria com um ou dois no máximo. Assim não se faz escola cívico-militar. Assim se faz discurso para ludibriar a população.
Na Assembleia, então, o senhor acredita que não tem muita força de aprovação desse projeto? Tem força, tem força, acredito que tem. Agora, o senhor mencionou aí o ex-governador Romeu Zema, ele tem protagonizado alguns embates, principalmente com críticas ao STF. Como o senhor tem visto essas críticas do governador Romeu Zema e esse posicionamento dele? É um posicionamento muito inteligente, é um posicionamento que demonstra que ele entende que a maior parte do povo brasileiro não acompanha a política.
Então o povo brasileiro não vai saber que durante oito anos ele caminhou lado a lado com o STF. Que quando tinha alguma decisão que ele não gostava da Assembleia Legislativa, ao invés de respeitar o parlamento, ele judicializava. Então ele dava lá, estava de mãos dadas com o Gilmar Mendes, de mãos dadas com todo esse pessoal do STF para poder tocar o governo de Minas. Mas agora...
que ele é um candidato que se diz de direita. E ele sabe que a direita entende que existem práticas adotadas hoje pela Suprema Corte que não são favoráveis ao Brasil, que não são legais, que ferem a nossa Constituição. Então, ele resolveu acordar para isso. Eu fico impressionado com o despertar que o momento eleitoral, que o ano eleitoral causa na vida de algumas pessoas.
O ex-governador Romeu Zema tem sido muito cotado, inclusive para ser vice do Flávio Bolsonaro. Como você acha se você apoia essa união? Eu apoio zero. Apoio zero, muito pelo contrário. Eu vejo ele como um péssimo nome. Mas é claro, novamente, se ele for escolhido, eu sou do Partido Liberal.
Quem seria o melhor nome para vice do Flávio Bolsonaro na avaliação de Tião? Olha, tem vários nomes. Tem vários nomes bons, tem muitas pessoas de sucesso no Brasil hoje. Mas essa decisão não cabe a mim. Então vou deixar para o pessoal que está lá no partido decidir.
E falando um pouco dessa pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presença, como o senhor tem enxergado essa candidatura? Se tem conseguido aglutinar aí toda a direita? Porque a gente tem visto que em alguns momentos não é unanimidade nem da própria direita. O senhor acredita que é a candidatura que vai conseguir unir todos? E por que muitas vezes não consegue ter essa unidade?
Olha, na verdade, me surpreende essa grande capacidade de agregação do senador Flávio Bolsonaro. Ele tem conversado com muitas pessoas, tem vindo muito forte. Eu vejo ele realmente como uma figura que consegue congregar diversos tipos de pensamento político e tem agido realmente objetivando somar forças. Ninguém, você falou aqui, ninguém vai conseguir jamais chamar todo mundo. Não existe essa união total da direita, isso não existe. Mas ele tem feito um excelente...
Mas ele tem união dentro do PL? Na maior parte, sim. Veja só, a gente não pode tentar imaginar a política como algo fora da realidade. Quando a gente está em casa, um irmão briga com o outro. Nós temos briga dentro da própria família. Pensar que num partido político envolvendo interesses gigantescos não vai haver desacerto em algum momento, seria uma certa imaturidade. Então, para mim, não está nada fora do normal.
Eu ia perguntar justamente desses desarranjos, que muitas vezes acontecem com próprios integrantes, da família Bolsonaro com outros deputados, como o senhor tem avaliado? Eu tenho avaliado que, num contexto geral, nós temos conseguido somar mais do que dividir. Deputado, já caminhando para o final, queria perguntar para o senhor, se o senhor pudesse mudar uma única coisa no cenário político de Minas Gerais, o que seria?
Caramba, é uma pergunta muito capciosa, né? Muito capciosa mesmo. Mas dentro do cenário mineiro, caramba, eu diria que a maneira como se toca a relação do poder executivo com o poder legislativo, tem que haver uma melhor comunicação e colocar as pessoas para trabalhar pelo bem do povo. Realmente priorizando o desenvolvimento do Estado e caminhando lado a lado e não fazendo...
aquele jogo meramente de interesses pessoais. Deputado, só uma última pergunta. O senhor tem colocado o seu nome para uma pré-candidatura como deputado federal. O senhor é muito próximo também da família Bolsonaro e nas redes sociais muito tem se colocado que o senhor é mais próximo à família. Por qual motivo que o senhor atribui essa proximidade e que o senhor está sendo considerado como um candidato do bolsonarismo?
Olha, eu atribuo isso ao meu tempo de amizade com a família Bolsonaro. Tem diversas visitas minhas ao presidente Bolsonaro. Eu fui um dos poucos que estive na casa dele antes dele ir para essa prisão injusta. Acompanhei ele no hospital também. Sempre que posso vou a Dallas visitar o Eduardo Bolsonaro. Estive recentemente lá.
em Santa Catarina, com o Jair Renan. Então, eu fico muito feliz por essa amizade com a família Bolsonaro e, com certeza, para mim, a lealdade é um caráter inegociável e a gratidão é imprescritível. Então, eu tenho certeza que a gente vai traçar um caminho de lutar pela defesa dos nossos valores. E hoje, esses valores, Deus, Pátria, Família e Liberdade, eles são personificados na família Bolsonaro, no trabalho que ela oferece dentro da política nacional.
O senhor considera que a sua lealdade à família Bolsonaro tem sido maior, inclusive de outros integrantes ali do PL? Ah, eu não faço esse tipo de comparação, eu deixo que a população decida. Deputado, eu queria agradecer a presença do senhor aqui hoje, sempre muito bem-vindo, volta mais vezes. Muito obrigado, Letícia. A gente fica por aqui, mas você acompanha esses e outros conteúdos aqui no canal de O Tempo no YouTube e também no portal otempo.com.br. Até mais.