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Café com Política | Braulio Lara defende mudanças na mobilidade urbana de BH

04 de maio de 202640min
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Em entrevista ao Café com Política, o vereador de Belo Horizonte Braulio Lara (Novo) destacou o seu trabalho de fiscalização e à atuação em temas considerados sensíveis na cidade. Sobre a população em situação de rua, o parlamentar defendeu que o tema seja tratado como questão de saúde pública, assistência social e segurança.

Ele voltou a defender a internação involuntária em casos graves de dependência química e afirmou que a ocupação irregular de vias e calçadas não pode ser naturalizada. “Direitos precisam valer para todos”, disse.

Na área de mobilidade urbana, Braulio Lara destacou a implantação da motofaixa em Belo Horizonte e criticou a dependência excessiva do sistema de ônibus. Como presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, o vereador cobrou mais transparência nos subsídios ao transporte coletivo e defendeu maior concorrência no setor com a aproximação da nova concessão, prevista para 2028.

Durante a entrevista aos jornalistas Janaína Fonseca e Léo Mendes, Braulio Lara também falou sobre a Lagoa da Pampulha. Ele disse que a CPI sobre o tema revelou indícios de corrupção e mau uso de recursos públicos, mesmo após investimentos bilionários sem resultado na despoluição. Para o vereador, cabe ao Legislativo fiscalizar e encaminhar as irregularidades aos órgãos competentes. “A CPI é o início do processo. Sem fiscalização, o dinheiro do contribuinte é desperdiçado”, declarou.

Para as Eleições 2026, o parlamentar confirmou que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido Novo. Segundo ele, a intenção é levar ao Congresso pautas ligadas à fiscalização do gasto público, mobilidade, segurança e políticas sociais com foco em resultados.

A entrevista na íntegra com Braulio Lara vai ao ar na segunda-feira, 4 de maio, às 9 horas, no canal de O TEMPO no YouTube.

Participantes neste episódio2
L

Léo Mendes

HostJornalista
B

Braulio Lara

ConvidadoVereador
Assuntos7
  • Operação Águas LimpasDesvio de recursos públicos · Corrupção · Investimento bilionário sem resultado · Encaminhamento ao Ministério Público
  • População em situação de ruaTratamento como questão de saúde pública · Assistência social · Segurança pública · Internação involuntária para tratamento de dependência química · Ocupação irregular de vias e calçadas · Abordagem social
  • Mobilidade Urbana SustentávelImplantação da motofaixa · Dependência excessiva do sistema de ônibus · Transparência nos subsídios ao transporte coletivo · Concorrência no setor de transporte público · Renovação da concessão do transporte público em 2028 · Testes de outros modais de transporte (teleférico, VLT)
  • EleiçõesCandidatura de Braulio Lara a deputado federal · Saída de nomes importantes do partido · Projetos do Partido Novo em Minas Gerais · Alianças políticas da direita · Críticas ao STF e ao governo Lula
  • Fiação aérea em Belo HorizonteProjeto de lei para regulamentação · Responsabilidade da prefeitura e empresas de telecom · Segurança para motociclistas
  • Judiciário e PolíticaDitadura do judiciário · Inquérito das fake news · Medo de manifestação política
  • Economia do Governo LulaAumento do custo para empreendedores · Aumento de impostos
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O Café com Política de hoje recebe nos estúdios de O Tempo o vereador Braulio Lara, vereador de Belo Horizonte, pelo Partido Novo. Eu, Léo Mendes, e a jornalista de política Janaína Fonseca vamos entrevistá-lo a partir de agora, falando sobre projetos de iniciativa do parlamentar e também sobre temas nacionais. Vereador, seja muito bem-vindo aos estúdios de O Tempo mais uma vez. Obrigado, Léo. Obrigado, Janaína, pelo convite. É sempre um prazer estar aqui com vocês.

Prazer, vereador, recebê-lo aqui. E aí, a primeira pergunta que eu queria falar do senhor, você está no segundo mandato, né? E foi eleito em 2024 com uma votação bem mais expressiva já, né? Com quase o dobro da votação que você teve no primeiro mandato em 2020.

O senhor acredita que esse desempenho está relacionado aos projetos e principalmente a CPIs que o senhor foi relator e que participou na Câmara Municipal, como a da Pampulha, a de moradores de rua e da questão do transporte público?

Então, de fato, esse reconhecimento da população veio pelo trabalho sério que eu desenvolvi ao longo do primeiro mandato. E realmente, se for observar todos os problemas que eu diria, entre aspas, casca grossa de Belo Horizonte, situações difíceis, aqueles que ninguém quer mexer, eu fui com tudo para a gente começar realmente a tentar um encaminhamento de solução.

Morador de rua, assunto super complexo, tem esse problema em várias cidades, mas você precisa de criar um caminho de solução. Transporte público, que sempre está em todas as páginas do jornal, em satisfação da população. E a questão da Lagoa da Pampulha realmente foi o trabalho de maior relevância enquanto fiscalização parlamentar, porque a CPI da Lagoa da Pampulha descontinuou um esquema corrupto de...

Desvio de milhões e milhões de reais. Só para ter uma ideia, em 20 anos a gente já escoou 1,4 bilhão de reais, que é até uma matéria do tempo, na Lagoa da Pampulha e a gente vê ainda a Lagoa poluída. Então, essa atuação gerou um reconhecimento grande na cidade.

Pois é, essa questão de CPI, muitas vezes as pessoas falam assim, né, CPI acaba criando um alarde muito grande, como as pessoas dizem, né, acaba terminando pizza, não dá em nada. Essas CPIs especificamente, principalmente da Lagoa da Pampulha, que o senhor falou numa conversa com a gente aqui prévia, que ela já, inclusive, está no Ministério Público, né, estão sendo feitas ações. O senhor acredita que possa realmente chegar a algum resultado?

Eu acredito porque, primeiro, que a gente não pode descansar enquanto não acontecer esse resultado. Nós precisamos de sermos vigilantes, firmes, para conduzir o dinheiro do pagador de imposto para um bom uso. Quando não existe fiscalização, quando ninguém está olhando, eles fazem horrores do dinheiro do cidadão.

E a Pampulha é um desses casos. Muito dinheiro se gastou e não se chegou numa efetividade. A gente continua vendo a Lagoa recebendo esgotos, recebendo poluição e vários problemas. Então, eu vejo que é um assunto extremamente pertinente. Agora, às vezes, essa frustração...

de que a CPI não dá em nada, infelizmente é porque no nosso país a gente vê um judiciário que não funciona, diversas instâncias que deveriam de fato proteger as pessoas, protegem sistemas, protegem corruptos, e o nosso país a gente vê que tem inclusive um presidente que está todo manchado com corrupção.

e foi descondenado por uma manobra jurídica. Então, tudo isso traz para a cultura do povo de achar que não vai dar em nada, mas dá sim. É uma ferramenta parlamentar, faz parte da regra do jogo, e o que nós fizemos em Belo Horizonte foi não deixar ninguém de fora.

Desde o técnico até o secretário, todo mundo que tinha algum tipo de indício de participação nesses esquemas criminosos, foi apontado no relatório. Agora, quem tem que fazer o papel de apresentar uma denúncia formal ao judiciário?

É a promotoria, é o Ministério Público, no caso, o Ministério Público Federal. Quem vai julgar é o Poder Judiciário. E aí, se vai ter uma condenação ou outra, não é o vereador, não é o parlamentar diretamente que faz isso. Mas muito desse trabalho começa numa humilde CPI numa Casa Legislativa.

Falando sobre as pessoas em situação de rua, vereador, o senhor defende até mesmo uma internação involuntária, mesmo que a pessoa não queira ser internada, ela poderia ser internada. Isso não seria um projeto mais de amplo nacional do que discutir apenas em Belo Horizonte? Como que está esse encaminhamento?

Quando a gente fala de moradores de rua, são situações das mais diversas. Belo Horizonte já passou dos 10 mil moradores em situação de rua, em algumas reportagens fala que tem 15 mil, mas a gente sabe que não é um assunto trivial.

A cada pessoa abordada pode-se ter um encaminhamento diferente. Agora, na ordem de 80% das pessoas que estão nas ruas, tem algum tipo de vínculo com o uso de álcool e drogas. Tem pessoas que já estão no estado de dependência química que elas não conseguem sequer responder por si. Então, uma das situações que é preciso colocar em prática é a internação para tratamento. Tratamento de doenças mentais, tratamento de situações de dependência química.

E a internação involuntária é uma delas, mas existe a internação voluntária, que é a pessoa que quer se tratar e hoje no sistema público em Belo Horizonte ela não consegue.

Então nós temos diversas situações que permeiam a pasta de morador de rua. Por outro lado, um segundo projeto que eu apresentei, que inclusive vai ser votado em segundo turno no próximo mês de maio, é o de desobstrução de vias e calçadas. Um dos princípios que eu trago dentro do meu trabalho é a questão de que todos têm que ser tratados em igualdade perante a lei.

Então, dentro de uma cidade, você tem a regulação do uso do espaço público, a ocupação do solo urbano. Por que uma pessoa que está em vulnerabilidade social tem o direito de colocar uma barraca onde ele bem entender? Qual é o direito que ele tem de ir lá e colocar uma barraquinha na porta de uma loja? Ou na frente de uma garagem?

Eu entendo que ele não tem esse direito. O direito de ir e vir de todo mundo tem que ser preservado. Então, o fato dele estar em vulnerabilidade social, a gente precisa de ter os serviços sociais. E Belo Horizonte tem. Belo Horizonte tem um orçamento na ordem de 500 milhões de reais com assistência social, que é justamente o dinheiro de quem paga os impostos para fazer com que essas ações funcionem. Então, o que eu vi em Belo Horizonte, mas isso de fato aconteceu em várias cidades,

é que a gente deixou a coisa correr solto e a desordem imperou. E isso traz, além do problema da circulação de pessoas, traz insegurança, traz sujeira, traz a condição mais desumana possível, que é você falar que a pessoa vai morar na rua.

Morar na rua não é normal. Então, esses projetos de lei, essas discussões, todos esses assuntos que a gente trouxe para o debate, foi justamente para tirar todo mundo da zona de conforto, que a gente precisa de criar, de fato, solução para as cidades. Agora, mais uma vez, o Brasil tem a dicotomia entre as legislações que são municipais.

mas esbarra nas legislações federais. E a gente viu, por exemplo, Alexandre de Moraes, ministro do STF, dar uma decisão da ADPF 976, que foi proposta pelo PSOL, que travou todas as linhas de frente no país inteiro, em todos os 5 mil e tantos municípios.

com relação à matéria de morador de rua, tentando bloquear qualquer tipo de ação para resolver o problema. Então, existem discussões jurídicas, mas dentro da possibilidade da legalidade, a gente não pode deixar de atuar. Se um dia estiver em Brasília, certamente é um dos temas que a gente vai ter que tratar e amadurecer para consertar a legislação brasileira. Nessa questão, vereador, é, como você falou, muito complexa, porque ela é uma questão que é social, é de saúde pública, é de segurança.

E aí

Tem recebido sempre, as pessoas chamam, quem defende essa bandeira de higienista, né? Como que o senhor se coloca nessa situação? Porque a gente vê hoje alguns projetos que falam assim, pega o morador de rua, a pessoa em situação de rua, põe dentro de um ônibus e manda para a cidade de onde ela veio, paga a passagem dela, né? Como você disse, o dependente químico muitas vezes não tem condições de decidir por si, mesmo assim a gente pode pegar essa pessoa e colocar dentro de uma instituição,

Como lidar com isso? Inclusive o projeto dos dependentes químicos está para ser aprovado, está para sanção, tem até amanhã, não é isso? Para sanção do prefeito Álvaro Damião, pode ou não sancionar. Como levar essa discussão, inclusive buscando a sociedade para isso também, porque não é uma coisa que é só para um vereador resolver ou só para um prefeito?

A gente sabe que adjetivos para desqualificar o outro são inventados a todo minuto. Então me chamar de higienista, de fascista e tal, porque é um monte de gente que em vez de botar a mão na massa e trabalhar, fica criticando as ideias que aparecem pelos outros, eu não estou nem aí. Porque eu estou buscando alternativas, com muito respeito, com muita humanidade.

Mas a gente não pode, na verdade, olhar para um ser humano na rua, totalmente deteriorado por abuso de uso de drogas e fingir que aquilo dali não existe. E tem muita gente que fala da boca para fora, mas está fingindo que essas pessoas não existem. Então, o que eu defendo é... É complicado? É lógico que é complicado. O problema é complexo, não vai ser no estalar de dedos. Mas vamos entrar nessa história de pagar uma passagem para a pessoa voltar para casa.

Uma coisa é a pessoa voltar para casa depois que ela ficou cinco anos na rua, um ano na rua, ou se ela estiver na rua há dois dias. Será que isso vai ser efetivo? Imagine uma pessoa que veio arrumar um emprego na capital. Veio do interior, veio de uma roça, chegou na rodoviária, foi assaltado, e aí, de repente, ele não tem nenhum contato, não tem nenhum parente, não tem dinheiro, e o emprego que falaram para ele que tinha não existe.

Esse cara é altíssimo potencial de virar um morador de rua nos próximos dias. Se a assistência social fizer essa abordagem rápida, ela consegue corrigir o problema sem ter mais efeitos colaterais? Por que não? Então, eu acredito que onde a gente está mais suscetível dessa entrada de pessoas, tem que ter uma atenção especial. Próximo da rodoviária tem que ter equipes de abordagem social 24 horas.

Ah, mas vereador, é uma solução, se você acha ruim, me apresenta outra. Nós temos situações, por exemplo, de pessoas que quebraram vínculos familiares por causa da questão de drogas. E aí a família já não está mais dando conta daquela pessoa, ela começou a incorrer em furtos internos na casa, depois ela cometeu crimes do lado de fora, o problema está se alastrando e virou morador de rua. A gente vai fazer o quê?

Você vai pegar e ignorar aquilo ali? Peraí, vamos viabilizar que essa pessoa seja internada para tratamento. E aí vai. Cada caso, ele é um caso. Hoje, a gente não pode olhar para o problema de moradores de rua e querer generalizar. Agora, eu gosto de fazer uma comparação, que é pegar um médico que está na sala de pronto-socorro.

Ele não sabe quem é o próximo paciente, mas ele tem que ter todas as ferramentas na mão para conseguir fazer aquela intervenção. Às vezes uma cirurgia. O assistente social, ele precisa ter todas as ferramentas na mão para na hora que ele fizer a entrevista, ele conseguir dar o encaminhamento. E o que a gente vê hoje, por exemplo, ah não, encaminhamos a pessoa para auxílio moradia. A pessoa passa um ano e não consegue arrumar um imóvel?

É isso que eu te questionava. Como é que é isso? Você não precisa viabilizar. O que a gente vê hoje, muitas vezes, é que não tem essa viabilização, não tem essa estrutura para que seja feito esse atendimento. Por exemplo, a prefeitura tem recurso para poder levar esse dependente químico para um lugar, para ele ser assistido devidamente, com todo o acompanhamento, para de repente depois conseguir até sair, arrumar um emprego. É isso que muitas vezes a gente vê.

Trata-se de uma solução muito fácil, como pagar a passagem de ônibus, por quê? Porque se você for dar toda a estrutura, ela é muito complexa, ela tem custo. Nosso município hoje, você falou aí de quanto assistência social tem de recursos, ele tem condições de fazer financeiramente, de dar essa estrutura, de fazer essa condição para atender esses projetos?

Os discursos fáceis da política são aqueles, vamos gastar mais que aí vai dar certo. E não é isso, não falta dinheiro, falta organização do próprio trabalho. Olha só essa questão da moradia. Tem mais de 10 milhões de reais para pagar auxílio moradia e não consegue rodar. A pessoa consegue identificar, às vezes, um imóvel que está na vila, aí chega o pessoal da prefeitura e fala, não, esse aqui não é elegível porque tem um basculante que está com vidro trincado e a lâmpada está pendurada com fio.

Esse aqui não pode, mas onde que eu vou arrumar um barraco de 600 reais, 800 reais? Então, não há compatibilidade. Agora, aqui em Belo Horizonte, você tem movimentos que organizam invasões orquestradas em terrenos públicos, tá certo? Para depois passarem na frente das pessoas que estão há anos dentro da política pública que foi organizada para entregar moradias populares e que não sai do papel.

Naquela área da Granja Vernec, teve um projeto aqui em Belo Horizonte de 13.800 unidades. Sabe por que ele não aconteceu? Porque quando foi anunciado, organizaram invasões e interromperam o fluxo do projeto. Hoje a gente tem uma área que está cheia de invasão e um projeto sério de moradia popular, que poderia ter sido feito e que talvez agora em 2026 estivesse sendo entregue enquanto unidades prontas e acabadas, ficou pelo caminho. Então isso vai desorganizando a cidade.

Você tem áreas invadidas próximo do anel rodoviário, você tem várias áreas invadidas na região do Barreiros, você tem áreas invadidas na região de Venda Nova, e aí o invasor começa a ter prioridade em relação àqueles que estavam dentro da fila certinho da política habitacional que a própria prefeitura tinha colocado. Mas o pior, quantas unidades foram produzidas? O que Belo Horizonte hoje tem de projeto de habitação pronto para ser executado, para captar dinheiro lá do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e fazer acontecer aqui em Belo Horizonte? Não tem.

É pouco, é muito pouco. Na hora que começa a prefeitura a discutir, por exemplo, a questão de revitalização dos bairros do centro, o que nós estamos vendo? Um monte de gente achando ruim. Mas tem que adensar, tem que renovar, tem que construir prédio, construir moradia popular acessível. Isso é o que faz Belo Horizonte ficar atrasado. E aí, na ponta da linha, na hora que o assistente social chega e fala olha, essa família é elegível para programas públicos.

de assistência para não se tornarem pessoas de rua, você não consegue rodar. Então eu vejo que não é só dinheiro, precisa de processos inteligentes que façam a coisa funcionar. Agora, é arregaçar as mangas e trabalhar. O poder legislativo pauta, discute, debate, a gente pressiona, mas a responsabilidade mesmo está na mão do prefeito.

Vereador, esse tema é complexo, a gente até teria muitas perguntas sobre ele, para a gente poder girar um pouco os temas. Eu vejo que uma das prioridades do mandato do senhor, desde a primeira vez que o senhor foi eleito, é muito a mobilidade. O senhor fala muito sobre transporte coletivo, tem agora então a proposta que a motofaixa, enfim, pode sair do papel em Belo Horizonte. Um projeto que já vem dando certo em São Paulo, em outras cidades também, e BH pode ter sua motofaixa?

Eu presido a Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara, então todos os assuntos de transporte público, de mobilidade urbana caem lá. Esse da motofaixa, eu tenho orgulho de ser a pessoa, o vereador, que empenhou recursos para que ela acontecesse. E quem hoje está todo feliz com esse anúncio que o prefeito fez, saibam como que a jornada é longa. Tem mais de dois anos, três anos que a gente está debatendo o assunto para agora ter um efeito prático.

O prefeito anunciou que o Senatran autorizou a instalação, né? E a gente está muito feliz, porque uma hora tem que sair. Mas tudo é muito lento no poder público. A motofaixa já está implantada em São Paulo desde 22.

E a gente já está em 26 aqui. Então, é preciso ter mais ousadia, colocar esses novos equipamentos para funcionar. Afinal de contas, a quantidade de pessoas hoje que vivem o dia inteiro trabalhando em cima de duas rodas, usando o trânsito, alguns de moto por aplicativo, inclusive transportando pessoas, é um segmento que tomou uma proporção que carece sim de mais dispositivos de segurança. E a moto faixa, a faixa preferencial de motos, ela é um equipamento...

é essencial para se aumentar a segurança do trânsito. A implementação em Belo Horizonte vai começar pela Avenida Tereza Cristina, ótimo, mas no futuro tem que se estudar como que essa rede pode conectar outras áreas da cidade. Muitas vezes não dá para fazer a motofaixa por toda a extensão de uma avenida, mas nos lugares onde há o congestionamento ou que está nas aproximações daqueles motobox, aquelas áreas que ficam na linha de frente dos semáforos,

tudo isso pode sim trazer bastante segurança, não só para o motociclista, mas segurança também para o próprio motorista, porque todo mundo começa a enxergar melhor qual é o correto posicionamento dentro do trânsito e isso evitar acidentes. É uma faixa preferencial, eles não vão ser obrigados a circular só nessa faixa.

É, eles não são obrigados, mas eu tenho certeza que um motociclista preferirá circular nessas faixas, porque ela vai dar uma condição de segurança maior. O grande problema de quem anda de moto é que se a pessoa ficar parada na posição de um carro, que teoricamente era o que deveria se fazer, ela vai ficar num trânsito engarrafado como os outros. Então, começa a surgir informalmente o corredor das motos.

Parou o trânsito, todas as motos vão circular no corredor. Só que exatamente o corredor é onde gera mais risco para o motociclista, porque um carro pode fazer uma manobra rápida. Então, a motofaixa passa a delimitar essa marcação do corredor e faz com que todos tenham mais atenção, porque aquela circulação vai acontecer naquele local.

A geografia de Belo Horizonte dificulta um pouco grandes obras, até poderiam ser feitas, mas demandariam grandes desapropriações. Isso aí acaba que o transporte público ainda deveria ser a melhor opção, só que a gente não tem um transporte público bem avaliado em relação a ônibus. Como que tem sido esse encaminhamento, esse acompanhamento do senhor lá na comissão?

Mais um dos assuntos complexos, né? A gente sabe que não é tão simples falar sobre ônibus, porque envolve frota, envolve quadro horários, envolve motorista, envolve um monte de coisa. Mas vamos para os pontos onde a população mais se sente incomodada. Primeiro, é a questão de qualidade dos ônibus.

A prefeitura começou um processo de subsídio que era para justamente renovar os ônibus, mas a gente vê frota velha até agora com gente reclamando que o ônibus não funcionou ar-condicionado, que não fecha a porta, que o ônibus quebra. Então, assim, o dinheiro está sendo usado. Por que ainda estamos vendo esse tipo de problema? Segundo ponto dos ônibus, a gente tem hoje um subsídio que é milionário, quase bilionário já.

Por ano. Se somar os outros anos, já passou de bilhão há muito tempo. A previsão para esse ano é de um bilhão, né? Pois é. Para segurar o valor da passagem, mas ninguém sabe qual é o valor que deveria ser de fato a passagem em Belo Horizonte. Então, são assuntos técnicos que a gente precisa saber. E aí tem problemas como, por exemplo, por que o valor que você paga de quilômetro no sistema de transporte convencional não é o mesmo quilômetro que é pago para o sistema suplementar?

Aí o dono de ônibus suplementar fica extremamente prejudicado porque a prefeitura começa a cuidar do transporte com hora num tamanho, hora no outro, em vez de criar realmente uma linha que fosse racional para todos.

Na hora que a gente vai para a questão do funcionamento do transporte público, nós vemos a dificuldade de Belo Horizonte, por exemplo, de testar outros modais. Belo Horizonte é uma cidade montanhosa. Aqui, falar em sistemas de trilhos tem problema. Quando eu falo trilho, eu estou falando de metrô, eu estou falando de VLT, até o bondinho do passado.

Mas o trilho tem um problema que é, quando ele chega numa inclinação determinada, ele passa a ter problema de escorregamento. Então, como a gente tem um tobogã da Contorno, você tem a subida da Afonso Pena, você tem um Antônio Castro que sobe e desce, você tem...

a gente não tem como aplicar qualquer tipo de modal. E tem um modal que está se destacando muito bem, que é o teleférico, ele é conhecido em outros lugares do mundo como Metro Cable, e tem virado solução para cidades com topografia difícil, que Belo Horizonte precisa de testar.

Imagina um teleférico saindo ali da região da serra e conectando por meio de cabos diretamente com as estações do metrô mais próximas. Por que que na hora que a gente chegar numa estação de metrô, por exemplo, ali perto da Valdomiro Lobo, a gente não consegue fazer uma conexão direta com a outra ponta da Avenida Portugal chegando lá na Lagoa da Pampulha? Por que que eu não consigo levar?

por Metro Cable, por exemplo, transporte público ao estádio, ao Mineirão, à própria Lagoa da Pampulha. Então, por que tudo em Belo Horizonte só se resume a ônibus? Está errado. E uma das minhas grandes preocupações, que é uma discussão importantíssima que a gente vai ter no ano de 2028, chama-se renovação da concessão do transporte público. A linha 2 é uma realidade que já está aí batendo a porta.

Na hora que o metrô do barreiro estiver pronto, a gente vai encher de mais linha de ônibus no barreiro ou a gente tem que rearranjar o desenho das linhas para eles abastecerem as estações de metrô? Agora, o metrô tem que conversar a tarifa com o ônibus. Não adianta a pessoa ficar pagando mais caro se ela usar metrô ou ônibus.

Tem que ficar mais barato. Aí o subsídio é só para o ônibus. O subsídio está no metrô? Como é que a gente vai conjugar isso? São discussões importantes, mas a cidade tem que otimizar a forma dela de funcionamento. Pois é, eu te pergunto se você participou de duas CPIs de ônibus. Ônibus sem qualidade e Caixa Preta da BH Trans, que inclusive deu...

Muito pano para a manga na época. Nós temos hoje um sistema de ônibus que é cheio de reclamação do usuário, que vai levar um bilhão de reais da prefeitura, para que a passagem não aumente, segundo o prefeito, sendo que a passagem de Belo Horizonte já é uma das mais caras do Brasil. Se eu citou essas tecnologias, essas outras modalidades para mobilidade, eu te pergunto...

Por que? Por que Belo Horizonte é tão difícil, é tão fechada para trazer outros modais para cá? Por que é tão difícil você implantar uma linha 2 do metrô que tem 26 anos de jornalismo, desde que eu estou no jornalismo eu escuto falar da linha 2 do metrô.

Por que não sai? Tem essa, em função dessas CPIs que só participou, essa questão desse lobby das empresas de ônibus, que é o que todo mundo fala, as empresas de ônibus não deixam outras modalidades vir para o Belo Horizonte. É isso mesmo? Eu acredito que sim. É o lobby. Porque no final das contas você vai para uma eleição de prefeito e você vê o empresário de ônibus lá patrocinando o prefeito a ser reeleito.

E aí é muito fácil não discutir o problema real, não entregar as soluções, porque você precisa preservar alguns relacionamentos.

relacionamentos empresariais, acordos aqui e ali que ninguém sabe direito o que é. O maior problema é que, de repente, a cidade fica de mãos atadas num contrato longo de 20 anos, de 30 anos, e está todo mundo amarrado. E aí, ah não, mas o contrato não permite. Mas aí, quem que fez o contrato? E essas pessoas que às vezes fizeram esses contratos, ninguém mais nem sabe quem foi.

Passou, foi pelo caminho e quem paga a conta no final das contas é o cidadão, que tem um serviço ruim sendo prestado. Eu defendo a flexibilização máxima, não existe cartel, não existe monopólio. Quanto mais você consegue abrir o mercado, a concorrência consegue regular o mercado.

E hoje os movimentos para talvez trazer menos serviço para o poder público, eles sempre querem blocar num consórcio, criar uma situação coletiva para ele não ter tanta gestão a fazer. Mas, por exemplo, o sistema do suplementar e o sistema convencional. O suplementar, cada ônibus desse amarelinho que roda na cidade é uma empresa.

É um empresário que tem ali alguns motoristas. O convencional já funciona em sistema de consórcios. Por que a gente não pode ter mais empresas operando? Eu acho que tinha que pulverizar. Quanto mais você conseguir ser flexível nessa gestão e não estar vinculado a contrato tão longo, você tem mais chances de tirar os ruins do jogo, aproximar os bons e potencializar aqueles que realmente fazem a diferença.

Como que a Câmara pode entrar nessa negociação para esse 2028, que vai ser, como diz assim, uma data importantíssima nesse ponto, né? Você, como da Comissão de Mobilidade Urbana, qual o papel da Câmara, o que a Câmara está fazendo para poder chegar em 2028 e a gente conseguir tentar abrir um pouco essa nuvem do transporte público de Belo Horizonte? Nós acompanhamos sistematicamente essa pauta, fazemos audiências públicas, fazemos pedidos de informação oficial para a Prefeitura,

Mas esse capítulo, principalmente da renovação do contrato de concessão, vai render, sim, muita discussão, principalmente em 27 e em 2028. Continua sendo uma caixa preta? Continua sendo uma caixa preta, infelizmente.

Eu já estou quase querendo passar para os temas nacionais, até por causa do nosso tempo também, Janaína. O senhor falando aí que a linha 2 do metrô está quase batendo a porta, só um adendo, eu só acredito vendo, viu vereador? Eu lembro assim de como que eu fui enganado como jornalista lá em 2012, 2013, de fazendo aqueles furos, aquelas sondagens de solo ali na Praça 7. E veio até a época a presidente Dilma fazer uma inauguração com o então prefeito Márcio Lacerda.

E toda uma encenação ali naquela Praça 7, que parecia que o metrô já estava lá embaixo da Praça 7. Justamente, colocaram lá uma pequena tampinha de metal que está lá até hoje e nunca mais se falou sobre essa linha do metrô, só acredito vendo. Mas falando sobre outro assunto também, para a gente poder mudar para os temas funcionais... Mas aqui, Léo, se você for enganado então com o metrô, você também foi enganado com o anel rodoviário, né? Na mesma época.

Com certeza, esse assunto também é antigo Sobre essa fiação aérea O senhor está muito empenhado É uma coisa óbvia, né vereador? A gente vê esses fios todos pendurados nos postes Parece que seria óbvio As empresas ou a prefeitura Ou a CEMIG, não sei de quem é essa responsabilidade Para poder fazer essa limpeza Por que isso não acontece?

Bem, essa também foi uma jornada daquelas longas. Foi o primeiro projeto de lei que eu apresentei no meu primeiro mandato. E foi uma guerra. Por quê? Nós aprovamos na Câmara em primeiro turno, segundo turno, com unanimidade. O prefeito vetou. Na época, o Fouad vetou o projeto. Por que vetar e tal? E a gente conseguiu derrubar o veto. Aí, como se não bastasse, a prefeitura ajuizou para o tribunal, ficou com uma liminar suspendendo efeitos da lei. Quando a gente conseguiu...

Ter a decisão do tribunal, que foi favorável à lei, a prefeitura foi para o STF para tentar derrubar uma lei municipal. Óbvia, o prefeito faz a função do síndico da cidade. Ele é a figura que exige que as coisas funcionem. E existe norma para cabeamento e tal, mas nada foi respeitado, tudo ficou por aí. Como que a gente vai fazer quando você passa pela calçada e tem um pedaço de fio no meio do caminho?

Se a gente não sabe se... Amarrado na árvore, amarrado na placa. Quem que é o agente público que tem que exigir que aquilo ali seja corrigido? A prefeitura. Então, nesse segundo mandato eu reapresentei a lei e agora a lei está vigente. O que que falta é a prefeitura. Criar um canal de comunicação para o cidadão naquele site ou no aplicativo, no telefone 156. O cidadão vai reportar.

onde que ele está vendo um fio caído ou irregular, etc. E o prefeito, a prefeitura, tem que fazer com que movam-se forças-tarefa com as empresas de telecom, sob supervisão da CEMIG, para ir retirando toda essa feação que virou lixo na cidade.

Eu não estou falando de fios que passam sinal, eu estou falando de lixo. É coisa que foi rompida e ficou por lá. Veja que a gente falou, por exemplo, de segurança com a moto faixa. Olha a insegurança que é um fio desses no meio do caminho e vem um motoboy.

ou um motociclista qualquer, passa, ele pode ser degolado. Inclusive, conheço um motociclista, motoboy, o Júnior, ele teve um acidente desse com um fio que estava arqueado na via, ele passou, ele não viu e caiu.

Então, assim, agora que a lei está vigente, o que falta é a prefeitura botar a mão na massa, sentar com a CEMIG, sentar com a Anatel, as empresas de telecom e começar a organizar forças-tarefa. Não vai conseguir resolver Belo Horizonte de uma hora para outra, eu sei, mas a gente tem que trabalhar. Porque a cidade está um nojo, é fio partido para tudo quanto é lado.

Eleições 2026, né Janine? Vamos lá. Sou vai ser candidata a deputado federal, né? Já estou escalado. Já está escalado pelo Novo. Nesse momento a gente tem visto o Novo passando por um processo de nomes importantes que saíram, como o governador Matheus Simões, que foi para o PSD, o Gleiton Azevedo, que também é irmão do Cleitinho, que saiu.

Existia, inclusive, a proposta, uma promessa do Matheus Simões de que o vice dele viria do Novo, que é uma coisa que já não se tem tanta certeza. O Novo está caminhando para quê, vereador? O senhor acredita que ele pode chegar a um fim do partido?

2026 vai falar e vai demonstrar essa resposta. O partido performando bem nas eleições, ele continua e continuará com muita força. Agora, obviamente, tudo depende de um bom resultado eleitoral.

Aqui em Minas Gerais, eu tenho a responsabilidade de vir como cabeça de chapa na candidatura de deputados federais, mas na linha, por exemplo, dos deputados estaduais, as minhas duas colegas de bancada, Fernanda Altoé e Marcela Trópia, virão como candidatos a deputado estadual e nós temos que mostrar o bom trabalho que o Partido Novo faz em BH para ser o representante de Minas Gerais, lá em Brasília, no caso do deputado federal, e na nossa Assembleia Legislativa.

Nós precisamos de mostrar para a população que o trabalho de altíssimo nível que os parlamentares do Novo vêm desempenhando tem que, de fato, converter em votação, converter em... Eu falo que o cidadão, quando ele vota, é como se ele estivesse assinando embaixo. Olha, atesto...

esse candidato, ou até esse político, porque a gente entrega um trabalho realmente diferenciado e de qualidade. Agora, o jogo da política é um jogo de comunicação, é difícil, porque a gente falou aqui por quase meia hora, talvez, e olha quantos assuntos são, e são assuntos que gastam muita energia, a gente está ali batalhando, é texto legislativo, é legislação de um modo geral.

É atuação fiscalizadora para fazer a diferença. Isso gasta-se muito trabalho. Agora, tem político que fica só na rede social fazendo dancinha e, às vezes, tem mais popularidade. Mas será que a popularidade está significando um trabalho comprometido, um trabalho técnico?

Ah, político devia ter formação. Pois é, mas você vota em qualquer um ou você prefere um político que tem uma trajetória de formação acadêmica, que tem um histórico profissional, que não depende da política? Essas são perguntas que as pessoas têm que fazer. Eu não entrei na política à toa. Eu já tinha construído a minha trajetória profissional, eu tenho uma empresa, atuo no segmento imobiliário, tenho atuação no ramo.

Continuo como professor, continuo dando aula na universidade, não me afastei por completo, dou poucas aulas hoje, mas continuo trabalhando no meio acadêmico. E por que a gente vai envolver com a vida pública? Dá um puta trabalho, mas se a gente deixar solto, qual é o país que a gente vai deixar para os nossos filhos e netos?

Então, eu acredito que esse compromisso a gente tem que conseguir levar para a população de um modo geral e, obviamente, tendo reconhecimento nas urnas, a gente vai continuar fazendo o melhor trabalho. E o novo vai estar com o Matheus Simões para o governo de Minas.

Tudo indica que sim, mas são decisões partidárias. Nosso presidente, o Christopher Laguna, é a pessoa que hoje faz todas essas tratativas. Mas o mais importante, o novo vai estar num projeto de direita, o novo vai estar, de fato, fazendo diferença na sua atuação.

E eu tenho certeza que no Brasil inteiro o Novo vai bater a cláusula de barreira e continuar sendo um partido que, apesar de ser relativamente pequeno, hoje cria muito impacto no dia a dia da política nacional.

E nessa questão do vice do Matheus Simões, que tinha sido falado, o compromisso, inclusive com o ex-governador Romeu Zema, de que o vice, o nome viria do novo, e que hoje, em função de todas as negociações, as possibilidades de aliança, isso está ficando um pouco distante. Como é que estão as conversas dentro do partido para isso? Se teria algum nome para poder colocar para essa vaga?

Bem, é uma tratativa partidária, eu acredito que compromissos precisam de ser cumpridos, mas como vai desenrolar aí os próximos meses, vamos acompanhando. Estou focado no meu trabalho, tenho visitado várias cidades, visitado outros mandatários do próprio Partido Novo no interior.

Mas a nossa atuação focada, principal de Belo Horizonte, ela irradia de fato energia para todos os lugares. Nós somos a terceira maior cidade do Brasil e o novo tem uma bancada relevante e que tem muita entrega, muito trabalho. Então isso faz a diferença.

Hoje, seu mandato a Belo Horizonte, um olhar voltado para o Belo Horizonte, como candidato a deputado federal, esse olhar tem que se expandir. Ele vai ter que voltar também para o interior de Minas e até nacionalmente. Como é que vai ser o seu trabalho para apresentar o seu nome, não só para Belo Horizonte, mas para toda Minas Gerais? Tem uma bandeira específica?

É uma honra você ser reconhecido a partir de um bom trabalho e você ser convidado, então, para ampliar a sua atuação e assumir desafios mais amplos. Então, assim, recebo esse convite para ser candidato a deputado federal da melhor forma e sabendo dessa responsabilidade. E, estando em Brasília, é entrar nos assuntos difíceis, mas que precisam de ser discutidos.

Então, corrigir legislações que hoje atrapalham a vida dos municípios é uma questão importante. Nós falamos aqui nessa conversa de vários, que eu poderia dar diversos exemplos, mas quer ver um assunto que é fundamental de se discutir no próximo ano?

São os efeitos dessa nova reforma tributária. A gente está vendo aí o governo Lula passando por cima e só aumentando o custo do empreendedor no país. Hoje, a tendência nossa, se continuar do jeito que está, é só ter mais custos. E quanto mais custos, mais impostos. Onde que isso vai parar? Tem que ter alguém para chegar lá e fazer o contraponto, defender e, principalmente, voltar a corrigir a rota do país para a gente colocar o país nos trilhos.

O senhor tem defendido essas mesmas ideias do ex-governador Romeu Zema em relação às críticas que ele tem feito com os embates com o Supremo Tribunal Federal? Tem defendido também a candidatura própria dele? Ou o senhor acha que, por estratégia da direita, ele deveria se aliar a algum outro candidato?

Eu sou um grande admirador do trabalho do governador Romeu Zema. Acredito que as propostas são legítimas e esse embate que está havendo com o STF é o que está na boca de todo brasileiro. A diferença é que as pessoas hoje têm medo de falar.

Depois que aconteceu tudo, 8 de janeiro, hoje as pessoas têm medo de se manifestar. O inquérito das fake news está aberto há sete anos. Eles colocam e tiram quem eles bem entendem, processam e fazem o que bem entendem. A verdade é que a gente vive a ditadura hoje do judiciário. E ter um candidato como o Zema, que tem a coragem de falar o que tem que ser dito, está trazendo muita luz para essa jornada, para essa candidatura. Afinal de contas, o brasileiro hoje não se orgulha do poder judiciário.

E essa questão do Zema, como manter a candidatura dele, ou você acha que seria mais, como o Leandro tinha perguntado, interessante, viável, ele, por exemplo, ser um vice do Flávio, ou seguir mesmo nesse caminho dele como candidato?

Para nós, candidatos a deputados, é muito interessante a candidatura do governador Zema, posicionado porque ele ancora as candidaturas de todos os deputados em todos os estados. Do Novo. Do Partido Novo. O Novo tem cara quando tem o candidato na linha de frente à presidência da República.

Então, isso é um ponto muito positivo. Mas a gente sabe também das coalizões de direita que podem se desenhar. E eu, naturalmente, para responder isso, não vou avaliar só sobre o meu prisma. A gente tem que entender o macro. Então, sendo o Zema vice, por exemplo, numa chapa com o Flávio Bolsonaro, ou o Zema candidato a presidente numa chapa para uma união de segundo turno, todas elas fazem o mais importante, que é de tirar o PT do poder.

Vereador, a gente quer agradecer muito a participação do senhor aqui no Café com Política. Não é isso, Janaína? Acho que foi um bate-papo importante, discutindo Belo Horizonte e também o Brasil. Agradeço e volto mais vezes, inclusive esse ano, e trazendo outras novidades, especialmente sobre essa sua candidatura a deputado federal.

Eu tenho só agradecer, Léo, Janaína, agradecer a todo o público que acompanhou. Eu acho que a gente está no momento de realmente conversar para valer Brasil, entender toda a responsabilidade que todo cidadão vai ter na hora de depositar o voto na urna deste ano. É um divisor de águas, é um momento que o brasileiro não pode se furtar realmente de uma decisão qualitativa, uma decisão que realmente gere transformação para o nosso país. Da minha parte...

Estou aí para disputar a eleição e eu agradeço cada um de vocês pelo espaço. A gente conversou com o vereador de Belo Horizonte, Braulio Lara, do Partido Novo, que vai ser candidato a deputado federal pelo mesmo partido. O Café com Política vai ao ar de segunda a sexta, às 9 horas da manhã, no canal de O Tempo no YouTube. Participe e compartilhe.