Programa Extra Classe TV 1272 - Prof. Bruno Vital
Programa Extra Classe TV 1272 - Prof. Bruno Vital
- Dia do TrabalhadorLuta internacional pela paz · Disputas eleitorais de 2026 · Redução da jornada de trabalho sem redução de salário · Fim da escala 6x1 · Defesa da soberania dos países
- Relação capital e trabalhoExploração e desvalorização do trabalho · Alto índice de informalidade · Jornadas excessivas para trabalhadores de plataforma · Histórico da primeira greve geral do Brasil em 1917
- Lei RouanetPagamento do retroativo do piso de 2026 · Enquadramento de funcionários aposentados no PCCR · Convocação de concursados · Melhorias na infraestrutura das escolas
- Regulamentação da Convenção 151Direito de negociação coletiva no setor público · Direito à greve no setor público · Envio de projeto de lei pelo presidente Lula
- Violência contra a mulherAumento alarmante do número de feminicídios · Violência no local de trabalho
- Greve dos professores da Rede Municipal de NatalSalários baixos · Perdas salariais · Reivindicação de acréscimo salarial
- Trabalhadores em educaçãoProfessores temporários em redes estaduais
Começa agora! Começa agora! Extra classe estadual, entrevistas e as notícias gerais do Sinti RN.
Olá, está no ar o programa estadual do SintRN. Um ato público realizado pelo SintRN na última segunda-feira rendeu o agendamento de uma audiência para o dia 19 de maio. A atividade contou com a participação de professores, funcionários da educação e aprovados no último concurso ainda não convocados.
O ato cobrou do governo respostas sobre o pagamento do retroativo do piso de 2026, o enquadramento dos funcionários aposentados no PCCR, a convocação dos concursados e melhorias na infraestrutura das escolas. O Dia do Trabalhador é o tema da entrevista de hoje com o coordenador-geral do SINTERN, professor Bruno Vital.
Bom dia, Bruno. Bom dia, Leilton. Bom dia a todas e todos que estão nos acompanhando. Então, sexta-feira foi o dia do trabalhador. Queria saber de você como é que esse dia encontrou os trabalhadores esse ano. Esse ano nós estamos no Brasil fazendo muitas discussões importantes para os trabalhadores e para as trabalhadoras.
Nós vivemos, essa data é uma data internacional, não é comemorado o Dia do Trabalhador apenas no Brasil, e quando a gente fala da comemoração, a gente está falando também de que nós temos atividades, é um dia de luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras no mundo todo.
E esses trabalhadores estão indo às ruas em todos os países, levantando a bandeira da paz, porque a guerra não interessa à classe trabalhadora. E aqui no Brasil nós estamos num momento de disputas importantes para a classe trabalhadora, porque primeiro, 2026 é um ano eleitoral e os anos eleitorais podem ser anos.
que representam melhorias na vida dos trabalhadores a partir dos resultados das eleições. E segundo, porque a gente está fazendo uma disputa na sociedade de uma temática que é muito cara a todos os trabalhadores e trabalhadoras, que é a redução da jornada de trabalho sem redução do salário. O fim da escala 6x1.
que é uma proposta que, de forma resumida, é exatamente a garantia de que o trabalhador possa trabalhar menos, mantendo o mesmo salário que ele tem atualmente, tenha menos dias de trabalho e tenha mais dias de descanso, mas sem perder parte do seu salário por causa dessa redução de jornada.
A luta dos trabalhadores é muito ampla, e hoje a gente tem esse guarda-chuva do fim da jornada 6x1, mas existem outras propostas, outras reivindicações da classe trabalhadora, não é isso? Isso. Então, esse ano nós estamos debatendo, como eu falei, no âmbito internacional, por exemplo, a necessidade da defesa da soberania dos países. Nós estamos vivendo um período de muitos ataques.
a soberania dos países, ameaças políticas de protecionismo, ou seja, taxação a determinados países, inclusive o Brasil passou por isso, taxação sofrida pelos Estados Unidos, um número muito grande de guerras que causa a instabilidade na vida do trabalhador. No caso do Brasil, a gente está discutindo, esse ano fez parte do nosso ato que aconteceu nessa última sexta-feira.
onde a gente foi para Natal, aqui em Natal, nas ruas, ali na Ferreira Costa, nós estávamos levando muitas bandeiras para lá. Não tem como a gente passar dentro do cenário que nós vivemos nesse ano sem falar, por exemplo, do aumento alarmante do número de feminicídios. Era uma das pautas que nós estávamos colocando lá nessa manifestação. E isso diz respeito diretamente à vida dos trabalhadores, das trabalhadoras mais especificamente.
que têm sofrido, inclusive nos seus locais de trabalho, ameaças e inclusive morte por colegas de trabalho pelo fato de serem mulheres. A gente tem a necessidade da aprovação da regulamentação da Convenção 5.1, que é uma pauta especificamente do setor público, que é um setor que historicamente nunca pôde ter o direito de fato regulamentado em lei.
de negociação coletiva, ou seja, nós fazemos nosso processo de reivindicação no setor público, mas, por exemplo, a forma como nós estabelecemos uma greve, essas questões nunca foram regulamentadas, nunca foram legisladas sobre elas. E aí a gente precisa da regulamentação. Houve já a partir da nossa mobilização em Brasília, na última marcha.
o envio pelo presidente Lula de um projeto de lei para essa regulamentação e nós queremos que fique definido o direito de negociação coletiva, ou seja, que nós, servidores públicos, nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação do setor público, tenhamos o direito de negociar, que os patrões respeitem o que está estabelecido na negociação, no caso, nossos patrões, prefeitos, governadores.
possam respeitar isso e que a gente também tenha respeitado o nosso direito à greve quando nós assim fizermos. Vamos agora para um rápido intervalo. Voltamos já com o programa estadual do SintRN.
Você está ouvindo Extra Classe Estadual, um programa do Cinti RN. As professoras e professores da Rede Municipal de Natal estão em estado de greve. Elas e eles amargam um dos piores salários do Estado. A Prefeitura deve hoje 60% de perdas. Para amortizar essa dívida, a categoria está reivindicando um acréscimo de 4,6% em 2026. Prefeito.
Quem faz a educação merece respeito. Pague os 4,6%. SintiRN. Estamos apresentando Extra Classe Estadual. Um programa do SintiRN.
Estamos de volta com o programa estadual do Sinterrn. Hoje estamos entrevistando o coordenador-geral do Sinterrn, professor Bruno Vital, que está falando sobre o Dia do Trabalhador. Bruno, como é que está a relação entre capital e trabalho? Como é que está a relação com os patrões?
Olha, o nosso quadro geral hoje no Brasil e no mundo todo, infelizmente, é um quadro em que o trabalho tem sido cada vez mais explorado e, muitas vezes, cada vez mais desvalorizado. Nós temos, por exemplo, no Brasil, um alto índice de informalidade do trabalho, ou seja, o trabalhador que não tem nenhuma proteção social, ele não tem direito à previdência, ele não tem condição de tirar férias, ele não tem...
Nenhum não tem a condição de tirar uma licença de saúde, por exemplo, uma licença maternidade no caso das mulheres. Não tem direito a isso. Isso é algo que é muito negativo para os trabalhadores e que vem criando jornadas até muito excessivas.
Quando a gente fala, por exemplo, dos trabalhadores que trabalham em plataformas, eles têm muito mais do que as jornadas de oito horas diárias de trabalho para poder conseguir, no final do mês, chegar a uma renda que seja uma renda mais satisfatória para eles. E é importante a gente dizer porque o dia 1º de maio está ligado à história. No Brasil, a primeira greve, considerada a primeira greve geral do Brasil, foi em 1917. E lá em 1917, os trabalhadores queriam redução da jornada.
garantir a jornada de 8 horas e garantir condições mínimas de trabalho, além de pagamento justo. Então, desde que os trabalhadores começaram a se organizar, essa tem sido a pauta, e mesmo passado mais de um século, da primeira greve geral do Brasil até hoje, os trabalhadores ainda estão reivindicando isso. E algumas questões...
que a gente achou que talvez estivessem superadas no mundo do trabalho, que é o trabalhador ser formalizado, o trabalhador ter uma jornada mínima de trabalho, começam a retornar nessa sociedade em que nós estamos, claro que com outros discursos de outra forma, mas que continuam colocando o trabalhador para trabalhar muito mais do que estava estabelecido pela legislação.
Bruno, vamos falar agora rapidinho sobre um trabalhador muito especial para o Sinti, que é o trabalhador e a trabalhadora em educação. Como é que se encontra aí esse segmento? Então, se a gente for falar dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, a gente precisa observar cada realidade. Infelizmente, o número geral hoje que se apresenta para nós não são números favoráveis.
Quando a gente pensa, por exemplo, no concurso público para os trabalhadores em educação, mais da metade dos nossos professores das redes estaduais a nível de país são professores temporários, não são professores concursados. Então, se são professores temporários, eles têm salários menores.
eles têm menos direitos enquanto professores das redes. Quando a gente vai falar de funcionários, esse número se amplia, passa muito dos 50% quando a gente vai observar as redes estaduais. Nos municípios também a gente tem uma situação um pouco melhor, em cerca de 65% o número de efetivos nas redes municipais para professor, mas já é um número alto.
que precisa ser revertida. Então, esse quadro, para os trabalhadores, tem avançado muito a lógica da terceirização dentro do serviço público, da privatização do serviço público e da contratação temporária, o que vai desconstruindo essa profissão.
E quanto mais essa profissão vai sendo desconstruída, menos, obviamente, se consegue promover a educação de qualidade, porque para a escola funcionar, você precisa de estabilidade. Pensando um pouco a nossa realidade aqui no estado, a gente tem um quadro um pouco diferente em relação à contratação temporária de professor. Temos um número reduzido, somos um dos estados no Brasil que tem menos professores temporários no seu quadro. No caso dos funcionários, aí a realidade já se inverte.
Temos um número alto de professores, temos uma terceirização na rede estadual de ensino em relação aos funcionários de escola. Estamos na luta por concurso agora e se a gente observar a realidade de Natal, também um número muito alto de professores.
contratados, teve concurso recentemente, mas precisa ampliar essas convocações e essa realidade precisa se reconfigurar. Além de que a gente vê, por exemplo, na rede municipal de Natal, um avanço da ideia de privatização. Privatizaram as cozinhas das escolas, se entregaram para uma empresa tomar conta. Então, essa ideia de que o setor privado é que vai tomar conta do setor público, do serviço público.
tem avançado, infelizmente, a nível de país e nós precisamos buscar a reversão. Com todos os direitos que já adquirimos, com todas as conquistas que temos, mas a gente precisa preservar exatamente a lógica pública da educação. Os trabalhadores e trabalhadoras em educação têm esse desafio de todos os dias lutar pela preservação do serviço como um serviço público.
da valorização das suas carreiras e também da manutenção do concurso público e do cargo efetivo, porque a gente tem visto a ampliação da contratação temporária Brasil afora. Ok, nós conversamos com Bruno Vital, coordenador-geral do SINTRN. Bruno, muito obrigado por sua participação. Obrigado, desejo a todos e todas que possam intensificar a comemoração dessa data que é tão importante para todo trabalhador e trabalhadora.
Notícias da Luta Os recursos da terceira parcela do rateio do Fundef já estão na conta do Estado. Agora a Comissão do Fundo vai trabalhar nos cálculos dos mais de 20 mil beneficiários. A expectativa é que o pagamento ocorra em maio. Dos mais de 224 milhões de reais recebidos pelo Estado, aproximadamente 135 milhões
serão destinados exclusivamente aos professores da rede estadual, conforme determina a legislação e o acordo firmado entre o governo e o Sint-RN. O Sint-RN participou de uma audiência pública na última segunda-feira sobre o fim da escala 6x1. Proposta pela deputada estadual Ivanegui Basílio e pelo deputado federal Fernando Mineiro, a audiência reuniu trabalhadores de diversas áreas.
Nós sabemos que a vida do trabalhador já é pesada. Pegar ônibus, todos os dias trabalhar, correr para cuidar da família. E essa escala, sobretudo, recai de maneira mais pesada ainda sobre a vida das mulheres. Então, ter dois dias de descanso é isso que significa todo esse debate. Garantir que as pessoas não tenham só um dia para fazer tudo. Um debate muito importante porque...
Porque se trata da redução da jornada de trabalho do trabalhador, sem prejuízo do seu salário, para garantir que este tenha mais qualidade de vida e que possa interagir mais com sua família, com os amigos, ter um momento de descanso e de lazer.
Os educadores de Natal paralisaram as atividades durante 24 horas na última quinta-feira, dia 30 de abril. A parada foi marcada por um ato público realizado pelo Sinterrn em frente à Prefeitura. Na ocasião, os trabalhadores reivindicaram os 60% de reposição salarial, a revisão da Lei 241 de 2024 e melhores condições de trabalho.
O SintRN convoca representantes de escolas da Rede Municipal de Natal para reunião nesta segunda-feira. Agendada para as 14 horas, o encontro será virtual pela plataforma Zoom. A atividade tem como objetivo fortalecer a articulação com as escolas e alinhar encaminhamentos sobre as principais demandas da rede. Acesse as redes sociais do sindicato e se inscreva!
E o programa estadual do SITRN de hoje vai ficando por aqui. Muito obrigado por sua audiência e até a próxima semana. Você ouviu Extra Classe Estadual. De volta próxima semana aqui na sua rádio.