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Moda com um twist

05 de maio de 202610min
0:00 / 10:43
Teresa Vieira traz os highlights, mas, sobretudo, os lowlights da Met Gala 2026.

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Participantes neste episódio10
T

Teresa Vieira

Host
B

Bad Bunny

Convidado
H

Heidi Klum

ConvidadoModelo
H

Hunter Schafer

ConvidadoAtriz
J

Jordan Roth

Convidado
M

Madonna

Convidado
R

Rihanna

Convidado
S

Sabrina Carpenter

Convidado
S

Sarah Paulson

ConvidadoAtriz
S

Stevie Nicks

Convidado
Assuntos7
  • Cinema e CulturaSabrina Carpenter · Old Hollywood · Katy Perry · Stevie Nicks · Bad Bunny · The Weeknd · Drew Barrymore
  • Manifestacoes e Protestos SociaisJeff Bezos · Lauren Sanchez Bezos · Patrocinadores principais · Amazon · ICE · Protesto
  • Viradouro Campeã 2026Met Gala 2026 · Met Ball · Museu de Nova Iorque · Costume Institute · Costume Art · Arte é política
  • Paris Fashion WeekFashion Week Paris · Matières Fécales · 1% · Ganância · Corrupção
  • Narrativa Não-Linear e Realismo FantásticoMadonna · Charlie XCX · Leonora Carrington · Clint · Gracie Adams
  • Arte e PoliticaArte · Política · Jeff Bezos
  • Met GalaZendaya · Billie Eilish · Taylor Swift · Rosalía · Protesto
Transcrição30 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E vem a ela rápido também para falar de Metgala. Olá, Teresa. Olá, Teresa. Aqui estamos nós para este rescaldo do momento da moda, das celebridades, das passadeiras não tão vermelhas, digamos assim.

deste Met Gala, que é um evento que foi criado em 1948, conhecido também como Met Ball, uma festa organizada pelo Museu de Nova Iorque, com o grande objetivo de arrecadar algum dinheiro para o Departamento de Arte do Costum Institute.

E todos os anos temos um tema E este ano o tema era costume art E como a arte é política Antes de falarmos precisamente Daquilo que aconteceu ontem à noite Temos que andar um pouco atrás no tempo E daí esta música assim meio sombria Sim, sim, esta banda sonora diz que aqui há gato

É verdade, isto porque estamos a viajar no tempo Para um outro momento de moda Que acho que poderá, de certa forma Abrir-nos o caminho para aquilo que aconteceu ontem Para a Fashion Week De Paris deste ano Estamos a ouvir a música do desfile 1%

dos estilistas Mathieu Fécal. Uma das mais entusiasmantes, posso dizer, dos últimos tempos pela sua abordagem sobre as perspetivas de beleza, corpo e moda. Descrito como o desfile mais controverso da Paris Fashion Week, que aconteceu então no início deste ano.

Como a porcentagem poderá desde logo dar a entender, esta coleção dos Matières Fécales refletia sobre aqueles que têm poder, dinheiro, sobre ganância e sobre a corrupção que vem com exorbitâncias financeiras, o 1% que dita o mundo.

Com uma coleção que, entre outros elementos, distorceu caras quase vampíricas, com notas e frases explícitas como cult e notas de dinheiro. E foi com uma dessas notas que vamos então chegar ao momento de ontem, da passadeira da Met Gala, com Sarah Paulson, que chegou à Met Gala com Blinded by the Money, cego pelo dinheiro. Um outfit combinado com uma literal venda nos olhos.

A arte e a política escolha deste outfit não veio por acaso. Isto porque não podemos falar da Met Gala sem falar do contexto deste ano, da polémica que determinou os passos deste evento este ano. Jeff Bezos e Lauren Sanchez Bezos, a sua mulher, assumiram o papel de patrocinadores principais e chairs honorários da gala. Algo que acontece depois num pagamento que existia entre 10 e 20 milhões.

de dólar. Paga a brincadeira toda, paga a noite. É isso, está feito. Há o que acontece depois deste pagamento e posso dizer assim de forma muito explícita que Jeff Bezos é 1%, tendo uma fortuna estimada pela Forbes em cerca de 255 mil milhões de euros. E Bezos não é isento de controvérsias, de forma alguma, como sabemos, as custões laborais da Amazon, mas também como se isso não bastasse pela empresa estar a providenciar tecnologia ao ICE.

A chamada agência de controle de imigração, ou agência de depritação forçada, entre muitas outras questões políticas, sociais e económicas nos Estados Unidos. Mas vamos então pensar nesta ideia do seu investimento na Madagala este ano, que chegou a outro momento de grande destaque da passadeira. Quem não esteve lá? As ausências. Entre elas, nomes como Zendaya, Billie Eilish, Taylor Swift. É verdade, se estiverem a ver as vossas redes sociais, não vão encontrar qualquer tipo de elemento. Porquê?

Por questão contra este investimento De Jeff Bezos Não me recordo de ver nada Também não me lembro de ver A lista é infinável O não ir é uma mensagem Mas por exemplo a Rosalia eu fui ver Eu pensei a Rosalia tem que ir E não foi, ela estava a dar um concerto Noutro sítio Mas ela já foi alguma vez? Eu acho que ela foi o ano passado

A verdade é que muita gente que não foi em protesto e muitas vezes abordaram também isso literalmente. E Sarah Paulson, para mim, fez um gesto muito importante, que é de quem vai, de quem assume que este sistema existe, mas como é que podemos protestar? Porque, ou seja, nós podemos falar sobre as ausências, mas temos de tentar, às vezes, adivinhar quem é que faltou. Mas vendo Sarah Paulson, não é possível escapar deste protesto. É absolutamente evidente e, portanto, foi muito apreciado este gesto.

feito por Sarah Paulson, que foi sem dúvida um dos grandes momentos. Numa gala em que a arte esteve presente, e aí do tema nem sempre. Depois de deixarmos então estas coisas claras, em relação àquilo que assombrou este momento, vamos olhar um pouco para a luz, para os momentos da arte. Desde logo, com destaque imediato para Miguel Castro Freitas, que é o diretor criativo da Mugler.

Que para mim, Emma Chamberlain Era das melhores, as mais bem vestidas Foi uma das primeiras a entrar E fez todo o espetáculo Maravilhosa Com um verdadeiro quadro pintado Um vestido exclusivo, uma obra que foi pintada à mão Durante 40 horas E que esteve a secar durante 4 dias Antes de desfilar nesta carpet Mugler, a se festar então em cheio no tema Ao que nem toda a gente cumpriu Um dos destaques também inevitáveis É de Heidi Klum Um dos destaques

A modelo é reconhecida pela sua ligação ao Halloween. Ela é muito ligada ao Halloween. Veja-se todas as suas transformações icónicas nesse dia, num evento que a organiza há mais de, atenção, duas décadas. Portanto, Heidi Klum é uma grande fã do Halloween e trouxe então o Halloween para a Met Gala como uma chegada enquanto estátua viva. Uma criação assinada por Mike Marino, que pode ter trazido os sustos, mas não se pode fugir ao facto de ser mesmo literalmente algo do tema.

Quem interagiu muito com esta estátua foi Rihanna, que, mesmo que chegando atrasada, trouxe duplo momento Maison Margiela. Da sua parte, inspirada pelo que partilhou na passadeira da sua terra natal Barbados. Sentia-se saída, e aqui vou citar, de uma concha de ostra.

Ponto, então, alcançados. Houve também um momento escultórico de Jordan Roth, que trouxe toda uma outra pessoa às costas, literalmente, e circulam vários memes já sobre ansiedade e sente-se real. Mas há mais uma expansão física. Hoje é o último dia.

Clássico Estamos numa era de Madonna E também na Metacalice Há pouco falávamos em Halloween Quem mergulhou também num ambiente mais gótico Ela parecia a rainha do mal Completamente

Mas seguiam poucas linhas, vários momentos góticos, mais discretos, por exemplo, como Charlie XX. Mas aqui Madonna, sem dúvida, que chegou com tudo. Chegou com um navio na cabeça e com várias mulheres a segurar as ondas do mar em que navega. Há quem gosta, há quem não gosta da execução.

Mas há aqui mais um check no tema. Este momento foi inspirado por um quadro da artista plástica surrealista Leonora Carrington. E porquê é que estamos a ouvir esta canção de Bad Time Story de Madonna? Porque o music video deste Bad Time Story foi também inspirado pela mesma pintora. Portanto, há aqui uma linha que se segue. Ela inspirou-se na artista que se inspirou na própria Madonna.

Não é? Não, não, não. Ah, não. Ah, eu achei que ela se tinha inspirado. A artista inspirou-se também na... Ah, sim, sim, sim. Ou seja, era mais o lado duplo de Madonna de recorrências. E da pintura, muitos tiraram referências neste debate de gala. A atriz Hunter Schafer é me parada com a referência ao pintor Clint. Outro quadro de Clint inspirou o vestido da Chanel, do Gracie Adams. Linda. Sabrina Carpenter.

Ficou-se no cinema Apresenta de um vestido que não só exclamava Old Hollywood Mas que era literalmente feito também Ele próprio de fita Eu olhei para aquilo e pensei Será que isto é confortável? Eu acho que grande parte Deve ser meio cortante aquilo Eu olho para todos os vestidos e penso Será que é confortável? Eles chegam lá dentro E despens Lembra-se como Katy Perry foi vestida de hambúrguer?

É verdade Um hambúrguer gigante Ontem eu estava com aquela máscara A disfarçar a cara Mas depois abriu a máscara E foi tipo, não, fecha outra vez

Mas então, Sabrina Carpenter atuou nessa noite, e isto porque o evento não se faz só na passadeira, que ele é o primeiro momento, o primeiro impacto que nós temos, e na atuação esteve com alguém assim absolutamente icónico, chamado Stevie Nicks. Eu só fiz este segmento para poder trazer músicas absolutamente icónicas, desculpa.

Steven X foi pela primeira vez à Met Gala. Steven X, aquela bruxinha de magia branca que todos adoramos e que se criou então aqui na Met Gala, com um vestido pomposo azul da Zara.

Assinado por John Galliano Mas mesmo assim, Zara Tal como o Bad Bunny Mas há também que dizer que o Bad Bunny Não sei quanto a vocês, mas eu senti que estava a ter um comeback Do The Weeknd Quando fingi que era velho Pois, o The Weeknd também fazia isso, não é? Mas o Bad Bunny aqui tinha aquela mensagem De aceitar o envelhecimento Como beleza também

O que é muito importante vir de um homem, não é verdade? Ou seja, nós falamos disto e é também muito importante trazer este lado do aging enquanto mulher. Por exemplo, Drew Barrymore fala muito disso também. Mas é importante também ver este lado do masculino também a apoiar este lado. E, portanto, sim, sem dúvida que Bad Bunny também esteve nesse destaque. E, para mim, esta presença de C.V. Nix foi muito, muito especial. Uma estreia tanto da parte dela como da parte do outfit. O costume art esteve então.

na ordem do dia, mas estamos como Dolce esteve com os pés e não sapatos ou saltos. Ou quer que seja que a Chanel inventou na última temporada na Terra. Não ao estilo então da Chanel, mas trazemos então uma Met Gala que não é... Eu gostava de ter trazido aqui um momento absolutamente feliz e pomposo, mas a verdade é que com tanta questão à volta...

as sombras às vezes acabam por marcar muito e foi um pouco aquilo que aconteceu e era inevitável. Podemos falar muito da arte, podemos falar muito disso, mas a política esteve sem dúvida na ordem do dia e aqui está mais uma vez. Para os dias luminosos da América e do Mundo, Teresa Vieira, vamos voltar ao MET daqui a pouco com a arte.

Ou maybe The landslide Como é que a chamaste? Bruxinha da magia branca. Sim, sim. Stevie Nicks, um dos muitos clássicos da Felitude Mac. Landslide. Obrigada, Teresa. Obrigada, Teresa. Obrigada, Teresa. Catarina, Tiago e Teresa.