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May the 4th be with you

04 de maio de 202613min
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O nosso Jedi preferido fala-nos dos seus filmes favoritos da sua saga favorita. Ricardo Sérgio e Star Wars têm um caso sério.

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Assuntos4
  • Celebração do "May the 4th"Dia oficial de Star Wars · Estreias dos filmes de Star Wars em maio · Lucasfilm oficializa a expressão em 2005 · Tentativas de criar dias temáticos para outros filmes
  • Filmes e cultura popStar Wars fatigue e Marvel fatigue · Excesso de conteúdo de Star Wars (filmes e séries) · A estética e a banda sonora de Star Wars · Industrial Light and Magic (ILM) e efeitos visuais · Merchandising e a origem com Jaws e Star Wars
  • Origem da frase "May the Force"Chalaça e significado de "May the Force" · Publicidade de 1979 para Margaret Thatcher · Expressão americana pré-festa de 4 de Julho
  • Filmes merdas que adoramosPrazer em assistir filmes ruins divertidamente · Diferença entre filmes maus e filmes chatos · Exemplos de filmes maus: Sharknado, filmes de tubarões
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No ar O nosso dia Ricardo Sérgio, mas o Sofit Ah, o Sofit, é a quarta Mas agora vais falar de... Do quarto Do quarto, meio da forte Em português não sou muito bem, não é? Que o quarto esteja convosco Nada bem Ainda por cima é meio da forte Porque é meio Eu estou engraçado Eu acho que é três a pessoa agora

Vamos falar dessa data, 4 de maio. Porquê que 4 de maio, May the Force é o dia Star Wars? Exatamente por causa da chalaça. May the Force. Há uma história curiosa que se conta, mas antes disso é importante lembrar como é que surgiu esta frase. Obviamente que May the Force é a frase, quem já viu pelo menos um filme de Star Wars, certeza que já ouviu esta frase. May the Force, Be With You, é aquilo que os Jedi e os revoltosos contra o Império dizem uns aos outros. É uma espécie de código quase. No fundo é que o senhor esteja contigo.

É isso, mas nesse caso é o forço Que o senhor te acompanha Mas é que é exatamente isso Porque isto de ser um Jedi Também tem muita fé À mistura Tu já foste um Jedi? Já, quando eu tinha pai de 12 anos Achava que era um Jedi Pegava na colher de pau lá de casa E estava a partir coisas e dizia Não fui eu, fui a força

Que divertido Ora bem, a frase tem origem no quê? A frase, curiosamente, não sei se vocês já ouviram esta história Já está a fazer o ar de safadão Tem origem numa publicidade em 1979 Mas esta publicidade não tem tanto a ver Com Guerra das Estrelas Tem a ver com uma expressão que aparentemente Eu também não sabia disto até há pouco tempo Era uma expressão já usada pelos americanos Antes do feriado mais importante que existe nos Estados Unidos Que é o 4 de Julho E havia esta expressão Made a force be cheia de churrasco e barbecue Valeu

Era uma coisa assim que algumas pessoas Em algumas terriolas dos Estados Unidos Diriam entre elas E em 1979 Durante a campanha eleitoral No Reino Unido Em que a principal concorrente Viria a ser eleita e seria A primeira mulher, primeira ministra Dos Estados Unidos, falamos de Margaret Thatcher No dia anterior ao 4 de maio

dia das eleições, 4 de maio de 1979 apareceu um anúncio num jornal no Evening News, o jornal de Londres em que dizia apenas isto Dear Maggie, may the force be with you. Foi a primeira vez que esta frase apareceu escrita. Num anúncio do Partido Conservador na véspera das eleições que, enfim, que foi o dia de Margaret Thatcher. Ou seja, nada a ver com isto.

Era uma chalaça, era um bocadinho... Vamos lá buscar o espírito da frase americana e do Star Wars. Estamos em 79. Star Wars tinha estreado dois anos antes. As coisas demoravam o seu tempo. Estávamos em pleno auge da... Enfim, da malquice Star Wars. O primeiro filme é de maio de 77. Aliás, e esta é a questão do maio. 4 de maio é o dia, entre aspas, oficial da celebração de Star Wars, mas os filmes, nunca nenhum filme estreou a 4 de maio.

Os filmes estreavam sim em maio, sim, sempre em maio, até à última trilogia, mas normalmente mais para 17, 21. Era a gente ter estreado a 4. Houve uma altura em que se fechou a pensar isso, mas o 4 de maio não calhava uma sexta-feira ou uma quinta-feira, e portanto desistiram da ideia. Mas o primeiro filme estreou em maio. Em 78, 79, ainda havia muita gente, um grande fanatismo à volta, fanatismo no bom sentido, à volta do primeiro Guerra das Estrelas.

Olha lá, tu achas que isto arrefeceu? Eu, por acaso, acho que arrefeceu muito. Eu acho que está a começar a acontecer com Star Wars aquilo que aconteceu há uns tempos com a Marvel. Fala-se muito da Marvel fatigue. Também há quem já comece a referir-se a uma Star Wars fatiga. Claro. Há demasiadas coisas de Star Wars. Eu posso vos dar números, se quiserem. Há 12 filmes e 17 séries de televisão. 17? 17. São muitas horas, Catarina Palma.

Será que isso vai acontecer com Harry Potter também? Provavelmente vai acontecer com Harry Potter e com spin-offs de Harry Potter e afins.

No fundo, nós gostamos de estragar tudo. Nós levamos sempre tudo ao limite. E depois lá está aquela coisa. Porquê que os filmes deixaram de estrear em maio? Passaram a estrear em dezembro? Porque é em dezembro que mais pessoas vão ao cinema. Portanto, isto interessa aos estúdios. O que é que interessa aos grandes estúdios? É levar pessoas a ver coisas que já conhecem. Todos nós sabemos isto. Faz parte da mecânica do ser humano, que é nós gostamos de ouvir histórias que conhecemos e com as quais... Adorei. Desculpa.

E com as quais nos identificamos E portanto vamos sempre a repetir E ouvir as mesmas histórias, ouvir as mesmas canções Os mesmos discos Por isso é que nós temos as nossas séries de conforto A minha é friend E portanto há 17 hipóteses de ver coisas confortáveis Ricardo, qual é a tua cena confortável?

De Star Wars? Não, de lixo no mundo. Qual é a coisa? Vai lá, o teu guil... Responda alguém. Tu nunca respondeste da nada. Já disse isto uma vez. Eu gosto de ver filmes maus. Maus filmes. Daqueles que têm... Ok. Mas maus de propósito. Sim, sim, sim. Tipo Sharknado. Tipo Sharknado. A sede. Ok.

Eu vi um filme que estreou há dias naquele canal de streaming Começa por Anete e acaba em Flix Sobre tubarões Outra vez Sim, eu gosto de tubarões Desde o Joss Mas isso é outra história Rapazinho, Ricardo Sérgio, eu gosto de tubarões Eu gosto de filmes maus Eu tenho uma cena, que era ao sábado à noite Vinha filmes maus

E ao cinema havia filmes maus, em casa havia filmes maus. Porque entretém, não é? Entretém. É verdade. Curiosamente. E há aqui esse prazer mesmo de saberes que não é assim tão bom, mas estás ali sentado e ao mesmo tempo também pensas, olha, estas pessoas trabalharam para isso também. Eu gosto. Vamos lá para uma coisa. Quando um filme é mau e as pessoas que estão a fazer o filme sabem assim, epá, isto não é bom, mas vamos fazer isto na mesma, por certeza que há 170 pessoas no mundo inteiro que vão olhar. É giro, é como aquelas comédias românticas dos canais. Por estar.

Mas depois há aquela gente que começa a dizer Ah, isto vai ser muito bom, mas depois não, é mau É mais chatice Filmes maus não são necessariamente filmes chatos Filmes chatos são ainda piores do que maus Porque são chatos Agora, filmes maus, filmes que são divertidamente maus A presunção é que mata isto tudo, não é? Como aquele dos tubarões no Rio Sena, em Paris Isso é hilariante, é divertido E há filmes maus também no Star Wars Ah, pois era isso que eu ia te perguntar agora Qual?

Há dois filmes que não eram filmes São filmes fora do cana Foi o único que eu vi, A Guerra dos Clones A Guerra dos Clones ou A Ataque dos Clones? O Ataque dos Clones Há o Clone Wars, filme de animação Há o Clone Wars série E depois há o Ataque dos Clones, filme E eu percebo tanto disto Eu vi no cinema há muito tempo E eram pessoas reais Então foi o Ataque dos Clones Star Wars, ataque dos clones

Eu tenho uma história muito engraçada com Um dos filmes que foi feito, que é fora do canon Foi feito no início dos anos 80 São filmes feitos para televisão e para cativar o público juvenil Para levar as crianças ao universo Star Wars São os dois filmes da série Ewoks Se vocês viram o regresso de Jedi Há uma altura em que ele chegou a um planeta E há uns ursinhos muito engraçados Que lutam com os Jedi

O Jorge Lucas achou, olha que os sinos estão engraçados para levar crianças ao cinema. E pronto, para ficar com o dinheiro dos pais deles. Então fizeram dois filmes. Os filmes foram feitos para televisão nos Estados Unidos, mas em alguns países fora dos Estados Unidos, obviamente, decidiram dar esses filmes no cinema. Eu fui ver o primeiro destes filmes e eu lembro-me desta história porque eu conto sempre isto quando me dizem, ô Ricardo, quando me perguntam, alguma vez saíste de um filme a meio? E eu digo, sim, o primeiro dos ébocos.

É realmente É porque achaste-me chato Mas mal no mau sentido Não é mal no bom sentido É chato, é desagradável, é desinteressante E eu pensei Para que é que eu estou aqui? Devia ter para ir aos meus 14 anos Para que é que eu estou aqui? Se posso ir a jogar a bola para o parque infantil Estou a ver um filme sobre ursos É o quê? Tipo, Minions? É pá, mas os Minions têm piada Então, tím

E sentiste-te bem em sair a meio? Sentiste-te em folha? No tempo... Senti porque estava resguardado pelo meu irmão mais velho. E portanto, ah, ok, eu vou com ele. Sim, sim, sim. A responsabilidade não está em mim. Não, eu não sei. Tu nunca pensaste vir aqui abaixo hoje, neste estúdio, e fazer-te uma alta definição das tuas escolhas. E isto está a acontecer. Vou chorar. Mas já agora responde, qual a obra-prima de Star Wars para ti? O melhor? Sim. O Império Contra-Ataque e o...

O primeiro é o primeiro, mas o segundo é o melhor. Mas o terceiro é que tem um lugar no meu coração. Porque foi o primeiro que eu vi. Eu entrei no universo através do regresso de Jedi. E depois quando os vi que é o terceiro... Que é o terceiro a ordem cronológica? É o terceiro... Não, é o terceiro por ordem dos filmes. É que é assim. Isso é uma ordem cronológica. Podia ser tão mais simples. É tipo, há filmes. Mas é o terceiro porque é a ordem cronológica que começa, porque a história começa no meio, mas depois vai para o início. Porque... ...

Eu também estou com o Ricardo Seja. Para mim, o terceiro é o terceiro que saiu. O que é que interessa? O Jorge Lucas teve uma história para fazer um Western passado nos passos. Uma história de Corbórias passada nos passos. E depois, quando o filme teve sucesso, lembrou-se é para fazer um segundo. E depois fez um segundo e toda a gente gostou ainda mais. E depois pensou, cabia aqui uma história inteira. Imaginou o universo inteiro na cabeça.

Fez o terceiro filme e depois pensou, isto aqui era giro se tivesse mais história para trás.

E por isso é que com aquelas letras O primeiro filme começa o Episódio 4 Mas o primeiro filme chama-se Star Wars Não se chama Star Wars Episódio 4 A Nova Esperança Isso foi uma coisa que foi inventada nos anos 90 Vamos lá, fazer mais filmes Olha, das muitas coisas que se podem dizer sobre o Star Wars É incrível, passou para a cultura pop Como pouca coisa A fonte de letra, a banda sonora A banda sonora é incrível Tudo isto é primo mesmo A banda sonora deve ser uma pessoa John Williams John Williams

Mas o Lettering também, se vocês forem ver, há filmes cujo Lettering entrou no nosso imaginário próprio. O Tubarão, falávamos há bocado dele. O Indiana Jones, o Super-Homem, o Superman dos filmes de Christopher Lee, porque eram desenhados por pessoas, por inteligências reais.

que trabalharam durante meses para criar aquele desenho, aquela letra, o mesmo com a música, o mesmo com toda a imagem visual dos cartazes, dos pósters. E não só. E não só. Porque a estética é muito importante, realmente continuou a ultrapassar gerações, mas os avanços tecnológicos e a forma como aquela indústria começou a trabalhar com os efeitos visuais que o George Lucas decidiu inventar para fazer o primeiro Star Wars é incrível e duram até hoje.

Jorge Lucas criou um estúdio, a Industrial Light and Magic, pioneiro, para criar os efeitos especiais para estes filmes, tal como hoje todos os estúdios têm. Aliás, a Disney acabou de despedir uma série de gente, mil pessoas do visual development da Marvel. Pessoas que inventaram o visual que os filmes da Marvel têm.

Foram despedidas a semana passada Mas isso é outra história para outros filmes Aquilo que Jorge Lucas criou Além deste universo foi também um conceito muito engraçado Que surgiu nos anos 70 Que é filmes que vendem produtos O merchandising como hoje o conhecemos Nasce com Jaws Nasce com Star Wars Nasce com estes filmes dos anos 70 Porque eles tiveram uma reuniãozinha E pensaram, vamos arranjar uma forma de ganhar mais dinheiro Então

Foi uma geração de gente que percebeu que se as pessoas gostassem de um filme, e só podiam consumir o filme no cinema, não como hoje, mas queriam continuar a estar ligadas aos filmes. Queriam usar uma t-shirt. Queriam ter uma t-shirt. Levar o filme consigo, não é? Exatamente, queriam levar o filme consigo. E isso aconteceu sobretudo com Star Wars. É aqui que se dá o grande pulo desse...

E Star Wars continua a ser merchandising porque há uma cadeia de hambúrgueres muito famosa, aquela que tem uma coroa que neste momento está a puxar mais merchandising. Eu vou mostrar para a chave do meu carro. É um chubac. Chubacazinho. Eu tinha uns sons engraçados, um que era toda a gente a dizer Star Wars ao longo dos filmes, mas passa já para o último. Porque é uma pergunta tipo isso que eu vos deixo aqui. Quem foi a primeira personagem de Star Wars a dizer a frase May the Force be with you.

Vocês que nunca viram filmes de Star Wars. Eu acho que foi o Chewbacca. É que toda a gente acha que foi uma personagem tipo Obi-Wan Kenobi. Ou que foi... Não, foi o R2-D2. O R2-D2 pode ter dito, mas a gente não percebeu. Então foi o quê? Uma personagem muito secundária? Foi exatamente uma personagem secundária. No final do filme.

É um general rebelde que está a lançar os seus pilotos para a guerra, mesmo nas últimas cenas do primeiro filme. E é a primeira vez que esta frase é dita no filme, May the force be with you. E é aqui que a frase fica e depois, a partir do segundo filme, começa a usar-se, este é o segundo filme da trilogia original, começa a usar-se esta frase. Depois entra no léxico através dessa tal publicidade da Margaret Thatcher, as pessoas começam a usar. Curiosamente, só em 2005...

Só em 2005 é que a Lucasfilm Torna a expressão Made the Fourth 4 de Maio, mais oficial Num cartaz para vender O Revenge of the Sets Assim é que é No feriado de 4 de Julho O filme estava em cartaz, no feriado de 4 de Julho Havia 4 dias de férias, vamos ao cinema E então o cartaz do Revenge of the Sets Dizia Made the Fourth Só em 2011 Em 5 é que isto começa a tornar-se canon

E não era giro termos um dia para cada coisa que gostamos no cinema? Sabes que há. Houve uma tentativa de Alien. Tentaram criar o 12 de Abril, acho eu, porque é a data em que a nave, o nosso trombo, chega, não sei onde. O Regresso ao Futuro tentou fazer isso com a data em que Martin McFly viaja para o futuro. Foi tudo furado. Foi tudo furado. Tem de ser sem querer. Só Made of Force. Pois, pois, pois. Porque não fica só num grupo de chalupas, não é?

Sim, sim, sim. É a errada coisa. Porque só em Made of Force é que havia a força. Made of Force be with you. Pois é, Ricardo. Made of Force be with you. Made of Force be with you.

Olha, porque ainda não foi dito aqui May the Force be with you Obrigado, Ricardo A falta é a cadeia de restaurantes Dedicado ao Star Wars May the Force