Episódios de Até aí, ok!

#218. Nota fiscal

30 de março de 202648min
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Participantes neste episódio1
P

Paula Ateaiok

HostPodcaster
Assuntos5
  • Erros que levam à falênciaSituação financeira do Roger · Impacto das dívidas na Eloísa
  • Relação de Eloísa e RogerDinâmica do relacionamento · Traição e descoberta do filho
  • Importância da gestão financeiraInteligência financeira do Roger · Estabilidade financeira da Eloísa
  • Impacto psicológico na gravidezGravidez de Eloísa · Desafios da maternidade
  • Relacionamentos FamiliaresRelação com a tia da Eloísa · Desgaste emocional
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Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

E aí

Sejam muito bem-vindos ao Ateio OK. E a história de hoje é da Eloísa, mas se essa é a história minha ou se é da sua amiga, vocês nunca vão saber. Nem se os lugares ou nomes foram alterados ou não. Gente, essa história, ela é muito urgente, eu tô passando na frente de todas as outras. Porque essa história aconteceu agora, agora, agora, tipo assim, tivemos atualização ontem.

Então, a Heloísa, ela precisa de um pitaco muito urgente. Então, se você está aí ouvindo e você vai deixar para deixar o seu pitaco depois, eu sugiro que você faça isso já, porque ela realmente está aí meio sem saber o que fazer, tá?

É uma história bem longa, porque ela é muito detalhada, eu acho que todos os detalhes importam, para que vocês entendam como que cada situação foi tendo um desdobramento aí. Então ela é muito detalhista mesmo, tá? E a gente hoje está aqui com barulho de bebê e de chocalho no fundo, porque estou eu com o nosso Little Boss. Então agora sim, recados dados, vem com a gente! Eloísa, nove anos atrás, conheceu um rapaz chamado Roger.

Nessa época ele trabalhava na marcenaria do pai dele e juntos ali eles faziam móveis sob medida. Só que essa marcenaria foi fundada pelo pai dele quando o Roger era adolescente. Então não era muito antiga, mas também não era super recente. A parte boa foi que o Roger desde novo começou a trabalhar com o pai.

Então ele cresceu um rapaz muito trabalhador, muito dedicado ali. A marcenaria não era grande, só que também não era minúscula, né? Ela foi crescendo ali no boca a boca, numa época que a gente não tinha tanta divulgação na internet. Então ela sempre se manteve muito bem. O Roger recebia um salário ok, ele se virava e foi assim que ele foi crescendo.

Só que quando ele ficou mais velho, o pai dele sofreu um AVC, perdeu o movimento dos braços, de um dos braços, e com isso eles acharam melhor que o pai dele se aposentasse de vez e o Roger tocasse a empresa sozinho, ainda tendo um salário fixo. Então, o Roger tinha o salário dele e o pai dele ficava com todo o lucro. Ficava com o dinheiro excedente, mas se desse prejuízo, ele ficaria sem nada, né?

E o Roger, então, começou a tocar sozinho ali por 2016, mais ou menos. E no ano seguinte, em 2017, ele e a Heloísa se conheceram com esse cenário. A Heloísa é uma menina muito centrada na vida, gente. Ela trabalha numa empresa de auditoria contábil desde que ela se formou. Ou seja, hoje já faz uns 15 anos que ela está nessa empresa.

E assim, ela ganha relativamente bem. Não é o emprego dos sonhos, que paga um grande salário, mas para ela é um emprego conveniente, porque desde a pandemia ela trabalha de home office, e para ela isso é muito excelente. Os dois começaram um namoro, e logo ali no comecinho o pai do Roger teve mais um AVC, e infelizmente faleceu.

Sendo assim, a marcenaria passou a ficar para o Roger e algumas coisas mudaram. Ele agora não tinha mais um salário fixo. Ele lidava com todo o dinheiro e a mãe dele que não queria lidar, se a empresa tivesse um prejuízo, alguma coisa assim. Então eles combinaram que a mãe dele teria um salário fixo e ele teria que ter inteligência financeira para lidar com o dinheiro.

Então ele continuou fazendo o que estava fazendo, só que agora ele tinha que administrar todo o financeiro, porque ele não tinha mais o salário garantido. Enquanto isso, ele e a Eloísa seguiram no relacionamento, ficaram noivos e foram morar juntos. E é assim, gente, o Roger é autônomo. Eloísa, CLT.

Ambos precisaram entender como funcionava o trabalho um do outro. Por quê? Porque o Roger, desde que passou a cuidar do financeiro da empresa, ele começou a ver mais dinheiro. Agora não era um salário fixo. Então, quando era um mês bom, ele enchia o bolso.

E ele começou a se empolgar. Só que depois disso, ele passou a cobrar a Eloísa de sair do escritório e ela também trabalhar como autônoma. Ele sempre achou que o salário dela era pouco e era limitado. Por quê? Porque é um valor fixo, né? E ela tem que concordar que para quem está há 15 anos na mesma empresa, ela realmente ganha pouco e cresceu muito pouco. Só que assim, gente...

é um valor que, muito embora seja limitado, é um valor certo. Ela não passa por crise, por instabilidade, que nem ele. Então, vamos supor ali que ela ganhe seus 6 mil. São 6 mil pingando todo mês.

enquanto o Roger tem meses que ele lucra, ele lucra, não a empresa, coisa tipo assim, 15 mil, só que tem meses que ele lucra dois e tem meses que ele sai no prejuízo, e autônomo é assim, a gente não tem um salário fixo e muitas vezes é imprevisível o quanto vai entrar. Então tem fases que entra uma grana muito boa, tem fases que a gente passa puro, por isso que tem que saber administrar o dinheiro. Então vejam, por que eu mencionei essa história dele de forma tão detalhada? Para vocês entenderem...

Como que de repente o dinheiro caiu no colo dele e ele não teve muito tempo de aprender a lidar com essa questão financeira. Então assim, ele levando a vida de autônomo do jeito que estava, enquanto ele falava para a Eloísa abrir um negócio próprio, alguma coisa para que ela tivesse mais flexibilidade de horário e um salário maior,

ela rebatia falando da estabilidade financeira dela. Só que ela também apresentava algumas dificuldades de lidar com os horários dele, porque às vezes ele fazia o orçamento mais tarde, fora do horário, às vezes ele fazia entregas até tarde, porque é autônomo no bate-ponto. A hora que acaba é a hora que termina o serviço.

Então, enquanto ela não tinha incômodo fora do horário comercial, o celular do Roger não parava. Enquanto ela tirava férias, eles não podiam viajar. Por quê? Porque ele era sozinho ali na empresa, ele tinha funcionários, mas a parte dele era quase que insubstituível, né? Ele não tinha como se ausentar sendo o único sócio, digamos assim.

Então ele só parava ali entre Natal e Ano Novo. A Heloísa tinha férias, recesso de feriado. Então, num resumo, os dois sempre trabalharam de formas diferentes. Só que é aquela coisa, né, gente? Enquanto tá tudo bem, tá tudo certo. Mas quando vinha alguma crise financeira, era um gatilho pra eles dois. Por exemplo, quando a Heloísa queria viajar nas férias, não dava. Ele só parava entre Natal e Ano Novo. Só que nem sempre ela conseguia pegar férias nesse período.

E aí era uma briga, por quê? Porque eles viajavam, senão o Roger nunca poderia viajar. Só que se ela não conseguia pegar férias, ela tinha que ficar trabalhando onde quer que eles estivessem. Então ela não conseguia aproveitar. Quando o financeiro do Roger apertava, era a Eloísa que segurava as pontas. Tinha dias que eles marcavam de jantar, só que ele chegava muito tarde ou muito cansado e não dava certo. Então assim, gente, assim como tudo na vida... Okay.

era um equilíbrio. E o modo de trabalho dos dois tinha pontos positivos e negativos, o famoso ônus e bônus. E ela sempre admirou muito o corre do Roger, muito mesmo. Ele sempre foi um cara muito esforçado, muito trabalhador.

E algum tempo depois, a mãe do Roger também faleceu. Foi tudo muito difícil, os dois eram novos, foi uma partida precoce, mas eles lidaram, né? Não tem o que fazer, não tem escapatória. E nesse meio tempo, a Heloísa, gente, ela não se metia no trabalho e no financeiro do Roger. Eles tinham as despesas, às vezes ele reclamava de falta de dinheiro, ela também, porque às vezes gastava demais. Então, assim, gente, não tinha...

Nada demais, nada de muito diferente da realidade que a gente vê em muitas casas, inclusive da minha, porque eu sou autônoma, meu marido é SLT, e ambos têm vantagens e desvantagens por isso, né? Então, até aqui não tinha nada demais. O tempo passou, os dois casaram e ambos sempre tiveram o sonho de ter filhos.

Três meses depois que eles casaram, a Eloísa engravidou. E pra surpresa deles, gêmeos. Um casalzinho, gente, coisa mais linda. Uma gestação que deu tudo certo, foi muito tranquila, né? Dadas aí as proporções de serem gêmeos. E a Eloísa tirou ali a licença maternidade dela. Ela ficou com as crianças e assim que ela precisou voltar pro trabalho, ela colocou os dois numa creche.

Essa creche é uma creche particular que ela abre algumas vagas para a prefeitura. Então, os dois conseguiram vaga para as crianças ali. E beleza. Normalmente, era o Roger que deixava as crianças na creche de manhã cedo, porque era período integral. Era fora de mão para ele, mas ele levava. E a Heloísa que buscava? Ele levava porque ele saía cedo e de lá ele ia direto para a empresa. A Heloísa batia ponto e no final do dia ela ia buscar as crianças. E beleza, gente.

Passados aí uns dois anos dessa rotina, os dois resolveram que eles queriam mais um filho. Na verdade, eles conversaram sobre a possibilidade de mais um filho. Eles não tinham certeza, porque gêmeos é um negócio pauleira, né? Eles tinham dúvidas.

Só que nessas dúvidas, nenhum tomou ali os cuidados adequados e quando os gêmeos estavam com quase três anos, a Eloísa engravidou de novo. Então eles não tinham certeza, só que agora eles teriam que ter, né? Eloísa estava grávida. Os dois ficaram muito felizes, né? Quando eles viram que não eram gêmeos, aí a felicidade ficou completa mesmo, né, gente? Porque imagina vir mais dois bebês. A preocupação deles era ter que pegar um carro de sete lugares. Mas deu tudo certo conforme ali os planos deles.

Era um bebezinho só, um menininho. E eles ficaram muito felizes. A gestação indo bem, os dias foram indo bem. Tava tudo lindo, até não estar mais. Um belo dia, quando a Eloísa estava grávida de quatro meses, Roger chega pra ela e fala.

Elô, a gente precisa conversar. A empresa está falida, eu estou falido, a gente está endividado e é o teu nome que está na reta. Eu não vou conseguir pagar os cheques, eu não sei como que a gente vai fazer para limpar isso, mas eu não tenho dinheiro nem para pagar o aluguel desse mês. E assim, nesse momento, um buraco se abriu nos pés da Eloísa.

Agora, gente, a gente vai descobrir como que a situação chegou nesse ponto. E para isso, precisamos voltar lá no comecinho do namoro deles. E agora a gente vai falar sobre essa questão financeira. Falei para vocês da dinâmica da vida deles, como que era de modo geral. E agora a gente vai falar sobre o financeiro.

Então vamos lá. Quando eles se conheceram, o Roger tinha duas dívidas e automaticamente ele estava com o nome sujo. Só que isso nunca foi uma questão, porque as dívidas não eram por mal. Foram duas situações complicadas ali na empresa. Uma relacionada a uma máquina que ele alugou uma vez. A empresa prometeu que a máquina faria uma coisa, a máquina não cumpriu, ele achou injusto pagar, não pagou e a empresa colocou o nome dele no Serasa.

E a segunda dívida, gente, era com uma conta de luz. Foi um rolo lá que ele não conseguiu pagar, deixou para depois, os pais dele já tinham falecido, e aí para contestar tinha que os pais dele assinarem, daí tinha que enviar a certidão de óbito, era um rolo, mas era assim, era coisa de 90 reais, e acabou que sujou o nome dele por conta de burocracias mesmo.

Então, quando ele contou isso pra Heloísa, ela entendeu a situação, falou que assim que desse eles já iam limpar o nome dele. E passou, ele passou confiança pra ela. E era aquela coisa, gente. Ah, assim que der eu resolvo isso, né? Eu só tô sem tempo nesse momento. Não dá certo, né, filho? Essa estratégia não é boa, né? Deixar pra depois.

E a Heloísa, ela sempre foi muito correta, gente, sempre. Então, ela tinha um bom score no banco. Às vezes, ele precisava do cartão dela emprestado para poder comprar material. E ela emprestava. E, gente, ele sempre pagou muito certinho. Então, uma coisa é certa. Essas dívidas dele nunca foram por falta de dinheiro. Surgiram outras ali no meio do caminho, mas nunca por falta de dinheiro.

Era por conta sempre de alguma burocracia, ou às vezes falha de alguma empresa, alguma coisa assim. Tanto é que tinha vezes que ele chegava em casa com um bolo de dinheiro. Já teve vezes que ele chegou com, tipo, 8 mil reais, e outras vezes ele já chegou com 20 mil reais, porque o cliente às vezes pagava em dinheiro. E até ele pagar todos os funcionários e tal, ele guardava em casa. Então assim, ó, o Roger ganhava bem. Só que como que funciona a empresa dele?

Não é uma marcenaria, mas eu adaptei porque dá quase na mesma, tá? Mas assim, ele comprava o material principal ali, a matéria-prima. Então, por exemplo, ele comprava a madeira de uma empresa. Aí ele ia lá e produzia esse imóvel. Ele tinha os funcionários que ajudavam ele. Depois ele mandava para a pintura, ou para o próximo processo que tivesse.

No fim das contas, quando ele entregava, o cliente pagava para ele. Então, quando ele recebia o dinheiro, ele precisava pagar pelo material, pela madeira que ele comprou no começo, pagar o pessoal da pintura, pagar a mão de obra dos funcionários dele, e aí o que restava ficava para ele. Então, vamos supor que o projeto de uma cozinha deu 20 mil reais. No fim das contas, depois de fazer todo o repasse, sobrava para ele coisa de, sei lá, 3 mil reais.

Só que assim, se ele não comprasse o material, ele não tinha como começar a produção daquele móvel. Então, gente, depois de algum tempo de relacionamento, vira e mexe, ele pediu o cartão da Heloísa para comprar alguma coisa, comprar algum material, porque o cliente ainda não tinha pago para ele, mas ele sempre pagou muito certinho.

Só que se vocês pararem para pensar aqui, no momento em que ele pedia o dinheiro para a Eloísa, para ele poder comprar o material ali, a matéria-prima, para começar o projeto, já dá para a gente entender o quê? Que a empresa está sem fluxo de caixa. A empresa está sem o capital de giro. Então, já tem uma falha aqui na organização financeira. Mas tudo bem.

Depois de algum tempo de relacionamento, ele estava sempre pedindo o cartão da Helô para comprar alguma coisa, né? E beleza. E, gente, isso durou, assim, uns três anos. Então, a Helô Isa confiava nele, né? Os dois estavam construindo a vida deles juntos, ele pagava tudo muito certinho e beleza. Qual seria o adequado? O ideal? Ele fazer o orçamento, o cliente pagar o projeto inteiro e aí ele fazer tudo o que tinha que fazer. Assim, nunca iria faltar.

Só que, gente, a gente sabe que ninguém vai pagar o negócio adiantado. Esse tipo de serviço, as pessoas, elas só pagam depois que o negócio está pronto nas mãos. Então, por isso que você precisa ter um fluxo de caixa. Por isso que você tem que ter inteligência financeira para conseguir administrar esse dinheiro. Você tem que contar com o dinheiro que você vai comprar o produto inicial.

E era isso que o pai dele fazia quando administrava. É isso que o dono da empresa teria que fazer, né? De qualquer empresa. O correto é você tirar a parte dos envolvidos, a parte da empresa, e o que sobra fica para o dono, né? Esse é o correto. Só que com muitos clientes, alguns pagando tudo depois, tudo atrasado, e uma falta de inteligência financeira, os projetos, gente, foram se encavalando.

E depois de alguns anos de relacionamento com ele sempre pagando tudo certinho, Eloísa sempre confiou muito nele. Então ele passou a precisar mais dela e pedir cheques para ela, mas sempre pagando certinho. É muito importante reforçar para vocês que a Eloísa nunca teve problema financeiro com ele. Nunca, nunca, nunca. Ela foi dando cheque para ele, sempre caía lá tudo bonitinho. Ela sempre reforçava para ele que era muito importante para ela.

manter o nome limpo. E por que isso? Porque na empresa que a Elo trabalha, ela não pode ter o nome sujo. Então, para ela manter o emprego dela, ela precisa estar com o nome limpo. Também não é exatamente a empresa que eu falei, mas, enfim, o nome sujo no cargo que ela trabalha realmente pode causar uma demissão. Não importa a área, tá? Mas é isso.

E em qual momento que tudo desandou? Gente, durante oito anos de relacionamento, as coisas seguiram super bem. Foi tudo lindo. Porém, no último ano, no ano passado, teve um mês que foi muito ruim na empresa do Roger. Teve um movimento ruim e ele quase não fechou negócio com ninguém. Ele não vendeu quase nada. Só que como ele carrega muito material, ele precisa de um carro grande que aguente o peso para carregar as coisas.

E alguns meses antes, ele comprou uma caminhonete. E uns seis meses depois que ele estava com essa caminhonete, ela começou a dar problema. E, gente, ele teve que trocar todas as peças. Ele teve que trocar a caminhonete inteira. Chegou um momento que o mecânico falou para ele que ele já tinha reformado tanto aquela caminhonete que não tinha mais onde dar problema e agora ela estaria zerada. Mas sempre dava um problema, gente. Sempre. Em resumo.

A caminhonete, que tinha parcelas caríssimas, precisou de conserto. E nesse conserto foi mais de 60 mil reais. Isso no total, tá? Cada probleminha pequeno que dava era 2 mil, 3 mil, mas no montante o dinheiro foi indo, foi indo, foi indo, e o montante virou aí coisa de 60 mil reais. Ele colocou essa caminhonete para venda, só que ele não conseguiu vender. Até hoje ele está tentando.

A Heloísa ficava no horror, porque ela julga que ele comprou aquela caminhonete, gente, na empolgação. Tava muito barata, pra ser verdade, sabe? E a gente sabe, né, que coisa barata demais. Sem não. Bom, um mês com baixo movimento já quebrou as pernas dele. Os gastos com a caminhonete, gente, quebraram mais ainda. Ele não tinha mais dinheiro pra parcela.

Se ele não pagasse o mecânico, ele não pegava o carro. E o que começou a acontecer? Acumular dívida. E dívida grande, tá, gente? Não está falando aí de dívida de 3 mil reais, gente. Os funcionários dele não ficavam. Por quê? Porque eles recebiam ali por dia, por semana. E como estava sem movimento, o Roger dispensava eles. Eles iam procurando outro lugar, outra ocupação. Só que quando o Roger precisava de funcionário, ele tinha que fazer o quê? Pegar algum funcionário novo.

E o que começou a acontecer? Trabalhos mal feitos. O Roger ia entregar um trabalho, tipo uma cozinha. Chegava lá, não encaixava. Tinha que voltar, lixar de novo, mexer de novo, ir para a pintura de novo. Então ele estava atrasando as entregas. Logo, ele também atrasava para receber o dinheiro.

Qual que foi o resumo da coisa? Chegou o momento que o Roger estava com tantas dívidas, com tanto trabalho atrasado que tinha voltado, ele estava refazendo, que a dívida dele, somando tudo, estava em quase 100 mil reais, gente.

100 mil reais. E desses 100 mil reais, pelo menos 40 eram em cheques no nome da Heloísa. O nome dela estava, então, indo para o Serasa, e o Roger simplesmente não conseguiu mais pagar esses cheques. E agora o que começou a ficar em jogo? O emprego dela. Mas, gente, essa era a menor das preocupações.

Quando ela percebeu, o Roger não tinha mais para onde correr, ele estava trabalhando muito, sem previsão para começar a receber todos aqueles trabalhos que estavam atrasados, e ele só chegou para ela e deu a notícia de que ele estava falido. Ele não tinha mais dinheiro para pagar a conta, para cobrir os cheques, e a Heloísa não tinha mais o nome limpo. Estava tudo lascado. Mas, gente, acreditem.

Esse daqui não é o pior, não é o ponto central da história, mas ele é necessário para contextualizar vocês e para explicar como que as coisas desandaram, por que ela deu confiança para ele. Então, explicado agora como foi, vamos seguir. Quando ele deu a notícia, a Eloísa se viu grávida.

Com gêmeos pequenos, o nome dela surge em 40 mil reais, sem um centavo, sem previsão de sair daquela situação e para ajudar morando de aluguel. Que inclusive não tinha dinheiro para pagar o aluguel, mal é mal tinha para pagar o mercado. Não tinha como fazer empréstimo, porque os dois estavam com o nome sujo, e não tinha para onde recorrer. Não tinha para quem que eles iam pedir tanto dinheiro assim. Dois, três, cinco mil reais não resolvia o problema deles.

E aí, para tentar reduzir danos, a Eloísa teve que pedir arrego para a família. E, gente, um detalhe. A Eloísa tem um apartamento que ela ganhou dos pais e estava alugado. Ela chegou a colocar esse apartamento para venda. Só que ela falou para mim que lá no fundo ela estava rezando para não vender. Porque era o único bem dela. Era a única, entre aspas, garantia que ela tinha para a vida, para caso tudo desse errado. Se chegasse um ponto que ela não tinha onde morar, ela ia para lá.

Só que nesse momento não era viável ir para lá. E olha só, a desgraça, quando ela vem, ela vem a cavalo. Nesse meio tempo o inquilino saiu. E qual que é o problema disso? Ela teve que pagar 700 reais de condomínio. E por que eles não foram morar lá? Porque, gente, ela não podia arcar com esses 700 reais.

E porque era um apartamento tipo um estúdio de um quarto só. Era todo mobiliado, coisa mais linda do mundo. Só que era um apartamento com uma pessoa solteira. Não cabia ela, o Roger, os dois gêmeos e ainda um bebezinho. Então ela teve que ali fazer um intensivão, uma divulgação intensiva para colocar para alugar de novo. Ela colocou para vender sabendo que a chance dela alugar seria mínima já que estava para venda. Quem que quer morar num apartamento que você sabe que logo podem vender e você tem que sair dali.

Então lá ficou ela pagando o condomínio, então mais essa despesa. Enquanto isso, gente, ela entregou a casa que eles moravam, ela vendeu todos os móveis ali da casa deles, sofá, mesa da cozinha, tudo que eles tinham e para onde que eles foram. Uma tia dela abriu as portas para ela e para a família dela.

E eu sei que todos vocês aqui talvez estejam pensando, meu Deus, por que ela não separou? Separa, Luiz, é só separar. Gente, olha só. Ela me falou que ela pensou 47 vezes em divórcio. Só que tem uma coisa. Se ela divorciasse, quem ia sair lascada era ela. Porque até ela provar na justiça que essa dívida era dele, meu Deus, ela ia estar com três filhos.

Um recém-nascido, o cara sem pagar pensão, porque ela ia ter que ir para a justiça pagar pensão, e ainda por cima com as dívidas. Então, ela pedir um divórcio seria a garantia de que ela não receberia nem um real. Ela não teve coragem de contar a que ponto chegou para os pais dela. Só que com duas amigas ela comentou, e as duas falaram.

não é justo você vender o teu apartamento para pagar a dívida dele. Mas, gente, ela só conseguia pensar que se ela não fizesse isso, como que eles iam sair dessa? Como que eles iam ter dinheiro para comer? Eles precisavam de alguma coisa. E até conseguir cobrir essa dívida, quanto de dinheiro precisava entrar?

A Elô chegou a falar para ele tentar fechar a empresa e trabalhar de marceneiro em algum outro lugar, mas daí sim que nunca ele ia conseguir pagar nada, porque ele ia ter um salário fixo. Então nunca eles iam conseguir sair do lugar. E nesse momento o salário da Elô que estava segurando as pontas. E gente, o cenário era esse então. Eles todos foram morar na casa de uma tia da Elô que abriu as portas para eles. Então estavam eles lá endividados e morando de favor.

E é assim, né, gente? Uma tia que está acostumada a morar sozinha a vida toda, de repente chegam dois adultos, sendo uma grávida e duas crianças, o negócio não ia ser fácil. A Elô já sabia disso.

Ali, nessa tia dela, ela não pagaria aluguel, mas eles estavam pagando todo o restante, luz, água, mercado, internet, tudo isso para eles tentarem se reerguer. A parte boa é que eles tiveram o dinheiro da venda dos móveis, porque eles entregaram a casa, não tinham mais o aluguel para pagar, mas o restante, só isso gera um alívio, mas o restante não dava para ficar 100% de favor na casa da tia, então como eles eram em mais pessoas, eles tinham que pagar essa parte.

E no decorrer do tempo, gente, óbvio que isso começou a virar um estresse e um desgaste, né? A tia da Elô, cansada daquela bagunça toda, duas crianças, às vezes ela queria descansar, a silêncio começou a desaforar a Elô, tratar ela mal, tratar as crianças mal. Só que, gente, a Elô ia fazer o quê? Ela falou pra mim.

Paula, só faltou ela expulsar a gente de forma direta, porque todo o resto a gente ouviu. Ela jogou na nossa cara tudo que você imagina. Ela chegou a dizer que eu estraguei um jogo de toalha dela, sendo que eu nunca usei uma toalha. E, gente, eu questionei como que isso não virou uma discussão, né? E ela falou pra mim que ela teve que engolir o orgulho dela e enfiar o rabo dela entre as pernas, porque ela ia fazer o quê? Ela estava literalmente sem teto. Ela não tinha pra onde ir.

E na teoria, é muito fácil a gente falar que é melhor morar embaixo da ponte do que passar por algumas coisas. Mas como que ela ia fazer isso grávida com duas crianças? E assim, gente, de modo geral, resumindo muito, muito, muito, porque senão a história teria três horas de duração.

A Heloísa viveu ali um inferno, gente, um inferno real mesmo, sabe? A gravidez dela foi muito turbulenta, ela passou muito nervoso, ela chorava quase todos os dias, ela não suportava olhar para a cara do Roger, porque ela sabia que ela estava passando só por isso, por causa dele. Ela tinha que recuperar essa questão financeira.

E por mais que não tenha sido necessariamente por mal que ele fez isso, aconteceu, foi um conjunto de coisas ruins, se ele tivesse tido mais organização com o dinheiro dele lá no começo, nada disso tinha acontecido. E junto com todo o sofrimento ainda vinha a culpa da gravidez, dela chorar, passar isso pro bebê, nascer um bebê nervoso, aquela coisa arada, né?

E aí, gente, eles ficaram ali, eles aguentaram o desaforo, mas às vezes eles tinham bons momentos e tal, no fim das contas o bebê nasceu, eles tiveram tempo ali para se recuperar, a tia ajudou um pouco com o bebezinho também, e como eu disse, não cabe detalhar tudo aqui, porque apesar dos pesares, a Elo é muito grata a essa tia que ajudou ela. Ela não suportava mais estar naquela situação, para ela era uma humilhação, era aguentar desaforo, ela não se sentia à vontade.

Parecia que ela estava incomodando o tempo todo, parecia que ela estava vivendo no improviso, porque ela não se sentia em casa, né? E gente, ela não suportava mais, mas ainda assim, a tia dela foi a única pessoa que realmente se dispôs a ajudar. E é complicado, né? Porque por um lado ela ofereceu um negócio de coração, mas depois ela meio que não sustentou. Mas dá para entender a mudança radical que aconteceu ali, né?

Chegou um momento, gente, que mesmo sem estar com o financeiro bom, como deveria para eles saírem, como eles tinham planejado, chegou um momento que não deu mais. Eles saíram mesmo ainda estando apertados. Ainda passaram um pouco de aperto, mas era melhor sair do que piorar a situação com a tia da Elô. Nesse momento, ela já não olhava mais na cara do Roger, tá, gente? Esse foi o ponto que as coisas chegaram.

Eles dois não se falavam mais, ficou um climão terrível e eles tiveram que sair. O Roger, nesse tempo todo, ele trabalhava tanto, gente, mas tanto, que ele não levava mais e buscava as crianças na creche. Era tudo para a Eloísa. Ela estava em casa de licença maternidade, com o bebê recém-nascido, dois gêmeos, a tia enchendo os pacová dela, ela aguentando o desaforo, tudo isso por causa do Roger. E ele trabalhava muito, mas ele só chegava em casa para tomar banho e dormir.

Então, quando a Elô falava que estava vivendo um inferno, ele falava para ela que logo ia passar, não sei o quê, que às vezes ela estava exagerando. Mas por que isso, gente? Porque o bonitão chegava para dormir. Final de semana, eles tentavam passar o final de semana fora, na casa de amigos, em parque, para tentar dar um ar para a tia. Ou seja...

Para ele a situação era relativamente cômoda, né? Só que mesmo trabalhando muito, parecia que eles não saiam desse buraco. Parecia que ele trabalhava muito e eles continuavam não vendo dinheiro. E nesse momento, a Elô falou para ele. Você está vendo? O meu emprego que você tanto encheu meu saco falando que era pouco, que eu era uma acomodada, não sei o que, é ele que está segurando as pontas, né?

Porque, gente, se não fosse a Elô pagando as contas com o salário, pingando ali na conta, eles iam passar fome, eles iam ter que pedir dinheiro para comer. Enfim, né? Ainda endividados, mas com as coisas melhorando, finalmente eles acharam uma casa para eles e mudaram. Era o ideal? Não eram. Quando eles saíram, entregaram a casa deles. Para quando eles alugaram, a inflação aumentou, o aluguel aumentou e estava tudo ali mil reais mais caro do que antes.

mas não tinha o que fazer. Eles ficaram na casa da Elô, da tia da Elô, coisa de uns nove meses, mais ou menos, então deu pra dar uma reerguida, só que, gente, nem que eles se endividassem de novo, eles sabiam que eles precisavam sair de lá, né? Então acabou que eles conseguiram uma casa bem mais cara do que antes, se mudaram.

E isso daqui faz, assim, a coisa de uns três meses, mais ou menos, tá? Eles gastaram uma paulada pra mobiliar de novo a casa, porque vocês lembram que eles tinham vendido tudo, mas, né, eles mudaram. Só que as coisas, gente, as coisas mudaram um pouco.

O Roger continuava trabalhando muito, ele não ia de jeito nenhum levar e buscar as crianças na creche, e a Heloísa seguia fazendo absolutamente tudo. Então dava vontade dela meter o pé, mas era um com a arma apontada para a cabeça do outro aqui, mas já a gente chega lá.

Então um cenário global dessa história maluca aqui, gente, vamos organizar as informações, vamos resumir e pontuar as coisas importantes para caso alguém tenha se perdido aqui. Então o que aconteceu? Eles estavam bem, a Heloísa engravidou, eles se endividaram, o Roger chegou e falou que estava falido.

Eles venderam tudo, foram morar na casa da tia. Eloísa aguentou muito desaforo, apesar de ser grata para a tia, né? A tia dela foi meio cruel, mas deu um teto para eles, então ela não reclama. O bebê nasceu, o Roger desde sempre trabalhando muito, mas muito a ponto de não ter tempo de buscar os filhos na escola. Se a Eloísa não podia, o Roger pedia para algum funcionário dele buscar as crianças, qualquer coisa, mas ele não ia.

No fim das contas, o Roger e a Eloísa uniram forças, conseguiram pagar algumas contas. A Eloísa, gente, segurando as pontas ali com o salário dela, com o vale-mercado, ela conseguiu alugar de novo o apartamento dela, então ela também colocou o dinheiro do aluguel que ela recebia ali na conta. Foi a família dela que foi fiadora na casa que eles alugaram, e assim eles conseguiram respirar um pouco. Saíram daquela situação, mas a gente pode dizer que eles ainda estão bastante endividados, mas não tanto quanto antes.

Porém, até hoje, o nome da Elô ainda está sujo, eles ainda estão pagando cheques, ela tem muito medo do emprego dela, mas a princípio está tudo controlado, tá? Mas como eu falei para vocês, ela não tem muitos meios a não ser conversas de WhatsApp para provar que a dívida é dele.

As amigas dela falaram, gente, que era para ela ir com ele até o cartório para reconhecer essa dívida. Só que ela falou que conhece o Roger. O próprio Roger pediria o divórcio alegando que então ela não confia nele, que na primeira situação difícil que eles passam, que ela pulava fora e tal, e ele não iria assinar. Então assim, o divórcio não é uma opção, porque senão quem se lasca é a Eloísa. Agora, gente, qual que foi o problema se a questão da dívida não é o problema central?

Agora, esses dias...

mais especificamente 23 de março de 2026, ou seja, poucos dias atrás. Eloísa pediu para o Roger passar na farmácia comprar fórmula, leite para o bebezinho. E o bebê toma o leite da marca A. Roger falou que estava numa correria danada com o funcionário, e esse funcionário é novo, ele tem coisa de, sei lá, dois meses de empresa, mas que ele passaria na farmácia no final do dia. Gente, cada detalhe desse acontecimento aqui é muito relevante, tá?

No final do dia, o Roger passou em casa só para deixar o leite e mandou uma mensagem para a Heloísa ir ali no portão buscar, porque ele estava com o funcionário indo fazer um orçamento. A Heloísa estava com o neném no colo e assim que o Roger chegou, ele avisou ela, ela foi no carro pegar e quando ela chegou na janela, ele entregou só a lata.

E a Heloísa pediu pra ele a sacola, porque ela tava com o bebê numa mão, o paninho de boca e brinquedo na outra mão, e a sacola ela só encaixaria. E ele falou assim... Ai, é que eu joguei fora, não sei o quê. E a Heloísa só ficou olhando pra cara dele, né? Aí ele foi lá, pegou a sacola de trás do banco, falando... Ah, não, tá aqui.

E aí ele fez alguns movimentos ali e entregou para ela. Ela colocou a fórmula dentro da sacola e entrou em casa. Assim que ela entrou em casa, gente, ela tirou a lata dali de dentro e ela viu que dentro da sacola tinha uma nota fiscal da farmácia. Nessa nota fiscal estava discriminado. Refrigerante de cola, dois litros.

Leite da marca A e logo embaixo, leite da marca B. E o mais curioso, esse leite da marca B, que não é o leite que o bebê toma, era número 2.

Para quem não manja de fórmula de bebê, as fórmulas, gente, elas têm número 1, 2, 3, não sei o quê. A fórmula de número 1 é para bebês de 0 a 6 meses. A fórmula de número 2 é para bebês de 6 a 12 meses. Então, cada número é para uma idade diferente. E ali tinha uma fórmula para um bebê de 6 a 12 meses. E na hora ela pensou. Ué!

Gente, já veio na cabeça dela a possibilidade do Roger ter um outro filho, porque os movimentos que ele fez ali atrás na sacola, primeiro falando que tinha jogado fora e depois fazendo movimentos, claramente ele tirou a lata dali de dentro. Na hora ela assimilou tudo. E quando ela deduziu ele ter outro filho, isso explicaria muita coisa. O tanto que ele trabalha e o pouco de dinheiro que entra, na mesma hora ela mandou mensagem para ele perguntando o que era aquele leite, e ele respondeu assim.

Ah, é que eu parei na farmácia e o meu funcionário pediu pra eu pegar a fórmula pra filha dele. É essa fórmula que ela toma. A Heloísa, gente, assim, ela ficou meio pistola. Porque os dois numa crise financeira e ele comprando leite pra funcionário. Só que na hora ela pensou que, poxa, era só um neném precisando, né? Mas assim, por alguma razão ela ficou intrigada com isso e ela não engoliu essa resposta. E nesse mesmo dia, foi segunda-feira, ela resolveu fazer uma coisa. Só pra ter certeza.

Sabe quando você faz compra na farmácia e você passa o teu CPF para juntar pontos e tal? Em algumas farmácias você consegue consultar quantos pontos você tem. E além disso, você consegue também ali na internet consultar quais produtos foram comprados para juntar esses pontos.

E só por desencargo, a Heloísa resolveu dar uma pesquisada no CPF do Roger. E a hora que ela fez isso, ela viu fraude RN, fraude AP, fraude AM, tudo isso no cadastro dele. Tinha fórmula, tinha lenço umedecido, tinha remédio de cólica. Pelos cálculos dela...

tinha muita coisa de um bebê de cerca de oito meses, porque a primeira fraude RN veio ali oito meses atrás. E não tinha como ser do funcionário dele, porque como eu falei para vocês, esse funcionário é um funcionário novo. Gente, ela viu aquilo.

Obviamente que ela perdeu o sono, né? Obviamente. Ela não queria perguntar porque ele ia inventar uma desculpa qualquer. Então, nesse momento, surgiu a possibilidade, quase que certa, do Roger ou ter um filho fora do casamento ou estar sustentando alguma outra criança. Durante a madrugada, ela perdeu o sono e, enquanto o Roger dormia pesado, ela foi mexer no celular dele. Depois de fuçar muito, ela resolveu olhar o e-mail dele.

E eu falo pra vocês, tem coisa que a gente não precisa ir muito longe porque elas caem no nosso colo. Às vezes a gente tem que facilitar o caminho, né? Não dá pra dormir no ponto. Gente, no e-mail dele, tinha lá um e-mail de quarta-feira agora, dia 25 de março de 2026. Seu seguro de vida será atualizado.

Gente, o Roger tinha um seguro de vida. E a Heloísa nem sabia disso. Era no banco roxinho. E ó, eu recebi esse mesmo e-mail nesse mesmo dia. Eu também tenho seguro de vida nesse banco. E eles atualizaram os valores conforme a inflação.

E aí eles foram comunicar que haveria um aumento ali no valor que a gente paga, mas também um aumento no valor do seguro. E gente, por conta desse meio, ela resolveu ir até o aplicativo do Banco Roxinho, coisa que ela não faria, não tinha passado pela cabeça dela procurar seguro de vida ou alguma coisa assim. E aí ela foi ver quem eram os beneficiários, porque como eu disse, ela não sabia da existência desse seguro de vida.

E, gente, tava lá. O nome da Eloísa com 20%, o nome dos gêmeos e do nenê com 20% pra cada um e o nome de um menino chamado Gael com 20% também.

Todo mundo aqui tá de acordo que a chance do Gael ser um cara adulto, tipo um irmão, alguma coisa assim, é quase nula, né? Porque Gael é um nome que tem sido usado recentemente. É impossível ter um Gael adulto? Não, claro que não. Porém...

A gente tem aqui dois fatores, né? Primeiro, todos os indícios que a Heloísa estava achando. E segundo, que o Gael tinha o mesmo sobrenome que o Roger. E ali ela matou a charada. O Roger, de fato, tinha um filho fora do casamento. Gente, o que ela fez? Voltou para o WhatsApp dele, que ela não tinha encontrado nada. E ela digitou na lupa o nome Gael. E aí, vocês não vão acreditar no que ela encontrou.

Uma conversa do Roger com a escolinha que os filhos estudam, os gêmeos estudam, aquela creche.

Gael estuda na mesma creche que os gêmeos. Gael está na mesma escola. E, gente, essa é a razão que ele parou de buscar as crianças na creche. Para ele não ser reconhecido ou pela diretora, ou pela professora, ou para o menininho não correr o risco de chamar papai quando ele estivesse saindo com os gêmeos.

Vocês conseguem entender que o Roger, no meio de uma crise financeira lascada, engravidou uma mulher quando a Heloísa estava grávida? Vocês fizeram essas contas, gente? E olha, isso, como eu falei pra vocês, aconteceu agora. Agora.

A Elô ainda não teve tempo de pensar com calma. Ela me mandou um e-mail, gente, muito, muito nervosa. Ela descobriu e ela mandou o e-mail para mim. A única coisa que ela tem é o nome completo do Gael. Ela já descobriu quem ele é, ela já viu uma moça que foi buscar ele, e ela viu que essa moça sai da creche e vai direto para o ponto de ônibus. Ela já quis seguir esse ônibus para ver onde essa mulher vai descer, para tentar descobrir onde ela mora.

Só que gente, quando ela pensa em fazer isso, ela só pensa. Eu tenho três filhos, eu tô endividada até a orelha por causa desse macho, eu tô com meu nome sujo, perigando perder o meu emprego a qualquer momento, e eu tô aqui querendo investigar o quê? O meu negócio é com ele.

E quando ela pensa nisso, ela desiste. E como isso rolou agora, ela não teve tempo ainda de pensar direito no que fazer. Até o momento, ela não sabe o nome da mãe do Gael, ela não sabe se essa mulher sabe ou não que o Roger é casado e tem três filhos, ela não sabe nada, nada. Ela não teve tempo ainda de investigar. Ela está usando a energia dela para sobreviver nesse casamento.

E quando ela tem tempo, o pouco de energia dela é pensando no que fazer, ao invés de ficar querendo investigar a vida da mulher. Não importa se a mulher sabe se o Roger é casado ou não. O que importa é que ele tem um filho fora do casamento. E, gente, onde que ela quer o pitaco?

Primeiro, o que ela faz? No nome dela, nos cheques ali, ainda deve ter uma dívida de coisa de 15, 16 mil. Se ela entrar na justiça, ela consegue provar de alguma forma que essa dívida é dele só com base nessas conversas anteriores? Porque eu imagino que pode ser igual golpe. Sabe quando a justiça olha e fala, mas você autorizou essa transação bancária?

Não tem como, né? Então, tem alguma forma dela se blindar dessa dívida, ficar pra ela caso ela venha se divorciar, gente? Tem alguma forma de ficar pra ela antes dela tomar alguma atitude? Porque, assim, ela vai ter que divorciar em algum momento. Ela sabe disso, isso é um fato, ela já está se preparando pra isso. Só que se ela fizer isso agora, ela vai ficar com o nome ferrado, com as dívidas que não são dela, e aí vocês já sabem, né? 300 reais de pensão.

Hoje, o Roger está compensando esse dinheiro aos poucos, com pouquinha coisa, mas ele está. Tem meses que entra 20 mil, tem meses que entra 2 mil. Então, aos poucos, ele está pagando isso e eles estão se reerguendo. Só que esse dinheiro dele, por mais que às vezes só entre 2 mil, 3 mil para bater nas dívidas, ainda é melhor do que uma pensão de 300 reais.

Então o que ela está pensando em fazer? Ela está pensando em esperar ele zerar essa dívida que está no nome dela, para daí contar que ela sabe desse outro filho e aí sim ela divorciar. Só que qual que é a preocupação dela?

O Roger se tornou um quebrado, né? Ela tem três filhos com ele, ele tem quatro filhos. A mãe dela é fiadora na casa que ela mora. Então não tem como ela ir à falência de novo, não tem como ela simplesmente parar de pagar aluguel. E aí, gente, como que ela conta pro cara que ela sabe do Gael? Ela quer uma forma muito genial de fazer isso depois que essa situação tiver pelo menos uma solução.

Ela tenta abordar essa mulher que busca ele na creche? Ela segue essa mulher? Então o pitaco que ela quer é o que fazer com essas dívidas e o que fazer em relação a esse filho. E eu falo pra vocês, tá? Eu estou de mãos atadas aqui. Porque, gente, eu acho que primeiro ela precisa que limpe o nome. Priorizar todo o dinheiro que entrar e limpar o nome dela.

E aí o meu pitaco seria ela segurar as pontas até lhe zerar essa dívida. Mas e se isso levar coisa de dois ou três anos, gente? Eu, particularmente, eu não conseguiria fingir que eu não sei de nada. Eu acho que eu ia jogar tudo pro alto. O salário dela não dá pra três crianças. Então, assim, será que eu realmente ia jogar tudo pro alto, sabendo que eu correria o risco de passar fome? Ter que voltar pra situação da tia?

Ela pensa em vender o apartamento e tentar se virar com esse dinheiro, deixar ele investido. Só que, gente, esse dinheiro vai acabar rápido, ainda mais com três filhos, né? E assim, ela vai lá, vende o apartamento dela, perde a única garantia que ela tem, e a responsabilidade dele, onde que entra? Ela se virou sozinha com as dívidas, tudo isso pra divorciar? E assim, ó, tudo que ela aguentou de ficar morando na casa da tia, tudo que ela fez pra ainda o cara ter cabeça de trair ela grávida?

E a cabeça dessas crianças, gente, quando crescerem, como é que fica? Eles sempre vão olhar pro Gael, que não tem culpa, como fruto de uma traição com a mãe deles no pior momento da vida deles por causa do Roger. Eu falo pra vocês, essa situação, essa história, ela rasgou meu coração de um jeito que eu acho que eu tô até, eu tô bem acelerada contando, né? Primeiro por saber que é uma história longa, eu tô aqui com o Arthur, o negócio pode desandar a qualquer momento, eu comecei a gravar essa história 3 horas da tarde e agora são 7h20 da noite.

porque eu estou tendo que fazer várias pausas com ele. Então, por saber que seria meio caótico de gravar assim, eu tentei acelerar, até me desculpem por isso, tá? Se ficou muito apressado aqui. Mas ela me falou que tudo que ela consegue sentir hoje é arrependimento de ter começado.

Um namoro com o Roger. Casamento e filhos, então nem se fala, gente. E ela falou pra mim que nunca, nunca, nunca, nunca houve nenhum indício, nenhum motivo, nada, nada relacionado à traição. Eles nunca tiveram problema com mulher, gente. Nada, ela nunca teve insegurança no relacionamento. Ela nunca imaginou que com tudo isso que aconteceu, ele tivesse cabeça pra trair.

enfim, ela quer muito saber o que fazer, porque ela está tentando não perder o réu primário dela, porque se ela perder o réu primário, isso foi uma piada, gente, pelo amor de Deus, mas ela falou pra mim, bom, se eu perder meu réu primário, se eu fizer alguma coisa com ele, pelo menos eu tenho seguro de vida, né?

Mas enfim, né, foi só uma brincadeirinha, porém, enfim, tô brincando, tá? Ela não faz a menor ideia de como sair dessa. Então eu conto com vocês, advogados e advogadas desse meu podcast, esse é o momento de vocês brilharem.

Falem aqui legalmente o que ela pode fazer, se tem alguma forma legal dela se proteger, garantir os direitos dos filhos dela, tentar ver o que fazer a respeito dessa dívida. Vocês entendem que ela está de mãos atadas? Se ela sair, quem sai perdendo é ela, gente.

E também queremos aqui pitacos maquiavélicos de como contar para ele que ela sabe do Gael. Como que a gente pode fazer esse cara chorar sangue pelo que ele fez? Eu perguntei para ela se talvez os advogados saibam dizer para a gente.

Mas se não existe nenhuma brecha na lei que fale a respeito de, sei lá, garantir alguma coisa para ela por ele ter um filho fora do casamento, se isso não pode... É que a justiça não está nem aí para as emoções, né? Mas se isso não pode, sei lá, tirar a credibilidade dele, por exemplo, sabe? Então, assim, queremos também dicas maquiavélicas.

para fazer esse homem se arrepender do que ele fez. Porque a hora que ela souber o que fazer com o financeiro, aí é a hora de contar para ele que ela sabe e ela quer fazer isso de uma forma, assim, absoluta cinema. Nem lembro se é essa a expressão, mas eu estou com pressa para pesquisar. Mas enfim, gente, é isso. Por favor, ajudem a Elô para ontem. É uma questão muito urgente. E eu falei para ela que a gente vai ajudar, mas eu quero esse desfecho.

Assim, ó, resolveu, no dia seguinte eu quero o desfecho dessa história aqui, tá? Então é isso.

Não, não é se você quiser. Eu preciso que você comente sobre essa história no nosso grupo do Telegram. Eu e a Eloísa estamos esperando vocês por lá. Mande sua história. Atéok.podcast.gmail.com Me siga no Instagram. Atéok.podcast. E até o próximo episódio. Tchau, tchau.

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