Episódios de Até aí, ok!

Manda áudio 26

25 de março de 202613min
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Assuntos4
  • Cinema e SériesAssistência do filme duas vezes no mesmo dia · Reação de medo durante e após o filme · Maldição da Samara e prognóstico de morte · Estratégia de negociação com a entidade · Colocação da TV em local alto por medo · Impacto psicológico duradouro
  • Produção de PodcastsCuradoria de áudios enviados por ouvintes · Critérios de qualidade dos áudios · Participação de apoiadores com prioridade · Frequência semanal (quartas-feiras) · Apresentação e análise dos áudios
  • Histórias Pessoais e de ViajantesReações pessoais a diferentes filmes de horror · Medo de palhaços (It) · Relação do marido com filmes de horror · Combinado de confiança entre casal para filmes de terror · Histórias de brincadeiras relacionadas a filmes (ligação simulando The Ring)
  • Bonecas assustadorasBoneca grande herdada de primos · Aparência desagradável com cabelos tipo dread · Impossibilidade de dormir no quarto com a boneca · Bonecas de porcelana como fobia · Boneca de porcelana herdada da avó
Transcrição25 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Você tem uma coisa bem legal, mas é muito curtinha pra mandar e-mail? Então, manda áudio, ok? Oi, Paula. Eu vou contar hoje pra vocês da vez que eu assisti duas vezes no mesmo dia o filme O Chamado. Bom, eu era uma criança, né, dos anos 90. E chegou o fim de semana, minha prima ia lá pra casa. E minha mãe falou, ah, vamos lá na locadora alugar algum filme pra vocês assistirem. Beleza, fomos lá. Aí vi, né, lançamento O Chamado.

E minha mãe falou, tem certeza que quer ver esse filme? Porque, né? Mãe conhece o filme, minha mãe sabe que eu sou mocagona. Aí eu falei, mãe, já tenho 12 anos, né? Pelo amor de Deus. Consigo ver um filme assim, de boa, tranquilo. Minha mãe nem se atentou, né? A partir de que idade era recomendada ver esse filme. E a moça da locadora, muito menos. E vida que segue. E minha prima foi lá pra casa. A gente assistiu o filme durante o dia. E demos altas, gargalhadas. Porque a prima é super...

super tranquila. Ela ri de tudo e bem humorada. Então a gente vê o filme e ela sempre, meu Deus, olha esse efeito. Como é que alguém sai da TV? E a gente riu muito. No final, o filme que era pra ser de terror, a gente só deu gargalhada. E aí, quando foi chegando assim, final da tarde, falei com minha vizinha, que é também quase da nossa idade, vou chamar ela de Beth. Falei, Beth, aluguei o filme chamado e todo mundo fala que é de terror, mas é muito engraçado. Vamos assistir?

Bora. Aí fui pra casa dela, né? Nessas alturas já era noite. E aí começamos a assistir. Aí no filme, né? Tem aquelas cenas com muita mosca. E cavalo. E sempre que a Samara vem, aparece água. E o clássico, né? Ela sai da TV. E aí, quando a gente tava vendo o filme, a gente tava vendo o filme e comendo alguma coisa, né? Petiscando. Começou a vir mosca, né? Natural. Em cima da gente. E aí a gente já ficou aqui com isso.

Incidência, né? Engraçado. Mas aquele sorrisinho amarelo, né? Porque à noite as coisas são mais... dão um pouco mais de medo, né? E sala escura e tal. Ok. E aí a gente morava em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. E na nossa rua, de vez em quando, passavam os cavalos. Só que quando você já tá com cagaço, quando passa alguma coisa referente ao filme, pô, cagaço aumenta em mil por cento. Aí a gente falou, meu Deus. Cavalos.

pesca, a gente vai morrer com certeza. Com certeza. E fui pra casa, cheia de medo. Tomei meu banho. Quando eu cheguei em casa, meus pais foram dormir. E depois que eu saí do banho, eu tinha feito só um coque, não botei touca nem nada. E aí sentei na sala e aí pingou água do meu cabelo, né? No meu ombro. Só que na hora, eu pensei, meu Deus, essa mora tá vindo! Já tá caindo água em mim! Eu fui pro quarto dos meus pais.

Abri a porta, eles levaram o susto. Falei, gente, me desculpa, mas eu vou morrer entre 7 a 14 dias, porque eu vi o filme duas vezes num dia só e não sei o quê. Aí minha mãe falou, meu Deus, eu falei, não, você não vê o filme desse. E foi, eu fiquei com tanto medo, eu e minha vizinha, no caso, que a gente se reuniu pra discutir o que a gente faria quando ela viesse, porque pra gente era um fato que ela iria vir.

a gente tinha que tentar conversar com ela, falar, Samara, eu sei que você foi jogada num poço, mas o mundo não é mal, nós estamos aqui, nós vamos ser suas irmãs a partir de hoje. Porque a gente pensou, cara, o único jeito vai ser conversar, porque bater nela, fazer outra coisa, fugir, não tem como, porque a garota consegue sair da TV, né? Qual a chance que a gente tem? Enfim, a gente já estava com todo um plano para tentar acalmar aquele coração afogado da Samara,

Muito medo, quando o telefone tocava, era um terror. A gente às vezes até chorava. E toda noite a gente batia na parede, a gente dividia a parede, não era aquela casa germinada, para confirmar que a gente estava viva. E depois que os sete dias passaram, a gente depois ficou até o décimo quarto dia também com medo. Porque a gente falou, cara, a gente assistiu duas vezes, então ela não vai vir em seven days, ela vai vir em 14 days para buscar a gente. E como se não bastasse, depois de alguns anos,

Eu não fiquei com medo, não vou dizer que eu tava com medo, mas com um certo respeito. E aí eu ganhei uma TV pra botar no meu quarto, só que aí eu pensei, cara, se essa Mara vier, se essa TV estiver no baixo, eu não vou nem escutar quando ela vier. E aí a televisão ficou na última prateleira do armário, bem no alto, porque eu pensei, se essa garota vier, eu vou ferrar ela, ela vai tomar um tombo, eu vou escutar, e aí se a gente vai poder conversar, eu vou poder fugir.

Um dos dois. Fight or flight. Mas, sim, gente, foi isso. Eu passei uns bons anos com a televisão no alto com medo da Samara. Hoje em dia a televisão está no baixo, que eu acho que ela já esqueceu de mim. Mas é isso, gente. Um beijo. Esse áudio, com certeza absoluta, está dentre os meus áudios favoritos. Pelo sotaque, pela risada, pelo jeito de falar.

uma coisa pra vocês. Eu não sei qual é a melhor parte desse áudio. Se elas ficarem confabulando, achando que elas conseguiriam negociar alguma coisa com a Samara. Se foi ela ter deixado a televisão dela no alto achando que a Samara ia cair. Gente, eu juro que eu vi uma sombra. Eu estou gravando dentro do carro porque são 11 horas da noite. E eu juro que eu vi. Eu tô vendo pelo retrovisor aqui na garagem. Eu juro que passou uma sombra por mim.

Mas eu acho que não é a Samara. Eu acho que tá tudo bem. Eu acho que foi alguma coisa. Algum pano, alguma coisa. É, ó. Eu, particularmente, eu não tenho medo de nenhum filme de terror, tá? Eu nunca... Eu não sei dizer pra vocês. O único filme que eu não gosto é o It, porque eu tenho medo de palhaço. Tenho muito medo de palhaço. Mas, fora ele, eu acho que não tem nenhum filme, assim, que me gerou medo, sabia? Mas eu achei maravilhoso ela achando que ela conseguiria sair

soco junto com a Samara, né? E eu também tenho uma consideração a fazer aqui, tá? Eu não sei não esse negócio aí de ficar ai, vindo mosca e água e cavalo, não sei se isso é uma coincidência, hein? Mas tá bom, eu achei maravilhoso que no final ela falou que ela acha que a Samara esqueceu dela. A Samara foi um clássico pra gente, né? Nossa, a Samara foi um clássico. Eu acho que quem se chama Samara hoje na época deve ter sofrido

muito, porque todo mundo tinha muito medo dela e dos cabelos dela, e a gente assistiu a gente tinha locadora nessa época e logo que lançou a gente assistiu a gente pegava o filme pra gente assistir pra saber se era bom ou não pra poder indicar e na primeira vez que a gente foi assistir, eu assisti com a minha prima primeiro não, eu assisti com a minha mãe primeiro e depois com a minha prima rolou mais ou menos tipo a que rolou com ela, de assistir duas vezes e achar que ela ia morrer mas eu não achei que eu ia morrer

O que aconteceu? A gente assistiu a primeira vez. E depois, quando a gente foi assistir, eu e minha irmã, a gente assistiu com a minha prima junto. E quando acabou o filme, a gente pegou o celular, gente, escondida, e a gente ligou lá em casa. O da Samara é o que toca o telefone, né? E aí a gente ligou lá em casa. Vocês acreditam? A minha prima é mais velha que a gente, minha prima. Ou atende lá. Ela jogou pra gente atender. Aí ela ficou morrendo de medo, aí a gente falou que era a gente.

Vocês sabem que teve uma vez também que a minha mãe tinha um sobrado. E ela tinha um ático nesse sobrado. E a gente não usava o ático pra nada. Lá em cima ficava a televisão e o DVD e tal. E eu e minha irmã, gente, um dia a gente resolveu assistir um filme de terror. Cara, a gente nunca fazia isso. E a gente subiu e a gente ficou assistindo um filme de terror. Tava tudo fechado. A gente tava deitada quietinha, sem se mexer vendo televisão. Não tinha de onde vir vento.

virou uma garrafa que tava lá em cima. Virou. E eu me lembro, assim, que a gente que a gente se olhou e a gente ficou, ué, da onde? Sabe? Mas fora isso, assim, nunca me aconteceu nada de extraordinário com o filme. Eu nunca fiquei, eu nunca fui uma criança que dorme com medo, sabe? Que assistia filme e ficava com medo depois. Nunca fui essa criança. O meu marido, sim. O pai dele não deixava ele assistir filme de terror porque ele não dormia à noite.

Inclusive, a gente tem um combinado que eu recomendo pra todo mundo. Se um dia eu falar pra ele que tem um negócio rolando e esse negócio é sério, ele tem que acreditar em mim. Porque quando que dá merda em filme de terror? Quando a pessoa fala assim, ó, a gente tem um cara vestido assim e todo mundo fica, ah, para, vai. Ah, da onde? É aí que dá ruim. Então, eu e meu marido, a gente tem um combinado. Por mais que pareça surreal, você sempre vai acreditar em mim e eu sempre vou acreditar em você. Então, eu não tenho medo mais.

velho, né? E fora isso, assim, Itch é um filme que eu até consegui depois de um tempo assistir, mas aquele que eu vou assistindo colocando a coberta na frente. Fora isso, eu não tenho medo de nenhum. O meu marido, eu vou expor ele e depois ele vai me dar uma cornetada por isso. Mas o meu marido, ele não gosta do Chuck, gente. Vocês acreditam? Ele tem... Eu não vou falar que ele tem medo, porque ter medo é uma palavra muito forte.

Mas ele não gosta de assistir o Chuck. Ele é desses. Ele assiste, mas ele sempre fala, se esse boneco aparece na minha frente,

Eu saio no soco com ele. Eu falo, ah, com certeza, você vai ganhar do Chucky mesmo. Ele, não, esse boneco safado vem com a faquinha no nosso calcanhar. Falei, pois é, por isso mesmo você não vai conseguir sair no soco com ele, né? Porque ele te pega desprevenido. Nossa, gente, mas o Chucky... Hoje, beleza, a gente tá risada. Eu e minha irmã, a gente tinha uma boneca que ela tinha mais ou menos o tamanho do Chucky. Ela era uma boneca grandinha, sabe?

Ela era, acho que, um pouco maior do que ele. E ela já tinha vindo, sei lá, de quem.

Como nós duas somos as caçulas da família, a gente sempre pegou a roupa que vinha dos primos, brinquedo que vinha dos primos. Era sempre o que sobrava pra gente, né? E essa boneca, então, ela já tava com os cabelos dela que pareciam uns dreads no cabelo. E ficava tudo espantado, assim, sabe? E na época do Chuck, a gente não conseguia dormir com essa boneca lá no nosso quarto. A gente não conseguia. A gente jogava lá pro quarto da minha mãe e do meu pai. E a gente não dormia com essa boneca.

E falando nisso, sabe uma coisa que me dá ruim? Gente, me dá um ruim muito grande. Essas bonecas de porcelana. Mas eu sei que eu não sou a única, né? Não estou falando aqui nenhuma novidade. A minha mãe, ela tem uma que ela herdou da minha avó e ela fica brava, que eu falo. Porque ela tem um carinho muito grande pela boneca. Porque é a memória da mãe dela. Mas eu falo, é uma boneca satânica. Eu falo, essa coisa diabólica daqui, que horror.

Que essas bonecas de porcelana com os vestidos tudo trabalhado, embordado, sabe?

Que Deus me livre de dormir no mesmo quarto que aquilo lá. Nossa, gente. Não fico. Não fico. Enfim, que áudio maravilhoso. Eu fico muito feliz em ter recebido. Porque isso significa que ela tá viva, né? Que a Samara não chegou na vez dela ainda. Ela deve estar ali na fila de espera em algum momento. Ai, eu amo muito a variedade desse quadro. Juro pra vocês. Amo demais.

fura fila e tem prioridade. Só me sinaliza por escrito que você é apoiador, além de mandar junto a hashtag manda áudio. O link para o envio do seu áudio está aqui na descrição do episódio. E o link para você ser um apoiador e ganhar o direito de furar fila também está na descrição, logo abaixo do primeiro link. Até a próxima fofoquinha. Tchau, tchau.

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