Episódios de Até aí, ok!

Manda áudio 25

18 de março de 202624min
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Assuntos8
  • Histórias Pessoais e de ViajantesRevistagem corporal em detector de metais · Procedimentos de segurança nos EUA · Constrangimento durante inspeção · Preconceito contra mulheres latinas · Dicas para evitar acionamento de detector · Comparação com procedimentos no Canadá
  • Sensibilidade cultural e palavras tabu em outros paísesPalavra N em contexto americano · Riscos de falar palavras proibidas em público · Diferenças culturais e linguísticas · Punição social e legal por palavras ofensivas · Falta de conhecimento cultural como desculpa
  • Uso de roupas confortáveis em viagensLeggings vs calças de jeans em voos · Pijamas em aeroportos · Troca de roupas dentro do avião · Priorização do conforto sobre aparência · Impacto do detector de metais em roupas com costuras
  • Conforto versus aparência em espaços públicosJulgamento social por usar pijama em aeroportos · Libertação de padrões estéticos · Decisão de conforto em situações de cansaço · Desfile em pijama no aeroporto · Indiferença ao julgamento alheio
  • Relações InternacionaisFalta de proteção diplomática para cidadãos no exterior · Medo de abuso de autoridade · Risco de acusações falsas ou armadilhas · Necessidade de conhecimento cultural · Comportamento preventivo
  • Uso de filtros e edição em fotos nas redes sociaisAplicativos de edição agressiva · Mudança excessiva de aparência em fotos · Preocupação com divulgação de trabalho vs autenticidade · Postura contra filtros e maquiagem · Repostar fotos alteradas
  • Aeroportos BrasileirosRevista em salinhas de segurança · Busca por drogas · Medo de autoridades · Ansiedade com inspeção de bagagem
  • Desenvolvimento Humano e EducacaoSistema de educação americano · Ensino de divisão diferente · Rigidez cultural em relação a linguagem · Retorno de alunos da diáspora
Transcrição47 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Você tem uma coisa bem legal, mas é muito curtinha para mandar e-mail? Então, manda áudio, ok? Oi, Paula. Eu acabei de escutar a história do mandar áudio. O pessoal foi passar o lote de e-mail na Itália. E eu tenho uma história que também é de viagem, do perrengue, que eu acho que vai acabar sendo um alerta, uma dica para quem estiver indo para os Estados Unidos pela primeira vez, para quem não passa pelo que eu passei, que foi bem constrangedor e bem chato. Então, quando eu fui viajar pela primeira vez, em 2023,

eu tinha que fazer um voo de Orlando para New Orleans. Eu saí de Recife para Orlando, Orlando, New Orleans. E aí, geralmente, eu gosto de aparecer no aeroporto arrumadinha, né? Então, eu coloco uma calça jeans por cima e por baixo eu tenho uma legging, porque no voo eu tiro a calça jeans e fico de legging para poder ficar bem confortável durante a viagem. Então, fiz esse esquema. E aí, tudo certo. Cheguei no aeroporto de Orlando, passei na imigração.

Então, eu tinha que pegar um novo voo para New Orleans e aí tinha que passar por toda aquela parte de...

o detector de metal. E aí, lá nos Estados Unidos, o que acontece é, você entra numa máquina, que você fica numa posição de baculejo, e aí a máquina fica descaneando, ele dá umas que são duas voltas de 360. E aí, na minha vez, quando eu botei o pé fora da máquina, já veio, assim, vários policiais falando várias coisas diferentes, tipo, ah, você pode querer uma sala privada, você quer falar alguma coisa, você gostaria de ser revistada aqui ou em algum outro canto, tipo, várias coisas, eram várias pessoas diferentes,

eu não tava entendendo nada, eu fiquei meio perdida, porque eu não tinha nem noção do que que tava acontecendo. E aí, eu fiquei tão assim, em choque, que um outro policial, que tava mais pra frente, lá no controle da fila ainda, ele, quem recebeu meu passaporte, ele veio falar comigo, ele pediu licença aos demais policiais, falou assim, ó, tu é brasileira, certo? Eu falei, sim. Aí ele disse, então, vou falar com você em espanhol.

Eu falei, não, não, eu não falo espanhol, eu só falo inglês. Ele falou, tudo bem, então é o seguinte, vem cá. Aí ele pegou minha mão, muito gentil, muito educado,

tela e mostrou, olha, deu que você tem alguma coisa aqui na sua região entre a virilha e a bexiga. Você quer falar alguma coisa? A gente precisa te investigar. A gente vai ter que te revistar. Se você quiser, a gente pode ir pra uma sala privada. Se você tiver com alguém que você gostaria de delatar, você pode falar isso em particular. Você não precisa ser exposta dessa forma. E eu falei, não, não, eu não tenho nada. Pode me investigar aqui.

O que é que eu faço aqui? Quer que eu tire a roupa? Eu posso fazer. E eles falaram, não, não, não, calma, não precisa.

uma policial, aí veio uma mulher, e aí a mulher já chegou com a cara, assim, bem brava, e aí ela mandou eu abrir as pernas e começou a me apertar, me apertava, me apertava, assim, de um jeito, e aí os outros policiais ficavam só me olhando, assim, olhando pra minha cara, pra minhas expressões, pra minha reação, e aí teve uma hora que ela falou, abre mais as pernas, e aí eu abri. Quando eu abri, essa mulher enfiou a mão que ela passava por cada corvinha da minha vulva, e não era nada gentil, e ela dava batidinhas, assim, na minha vulva,

assim, passando em volta, cada uma das vezes eu me senti mais invadida do que quando eu fui pro ginecologista pela primeira vez. E ela apertava, e apertava, e eu nada, assim, porque eu realmente não tinha nada, não tava nada desconfortável pra mim, o único desconforto era a situação. E aí eles perceberam, né, que eu não tinha nada, então eles me liberaram, eu peguei minhas coisas, meu passaporte e saí. E aí quando eu fui na volta, eu não tinha identificado que o problema era a calça, então eu voltei com o mesmo esquema, né, eu voltei com

a calça jeans por cima, e aí quando eu fui passar de novo no detector de metais, eu já vi a cara dos policiais como se preparando pra vir, e aí eu já saí com a posição de revista, já fui falando, olha, não tenho nada, pode me revistar, pode me apertar, pode fazer o que for necessário, eu acho que tem alguma coisa na minha calça, acho que é o feste que acabou pegando. E aí veio a policial feminina, ela viu que eu realmente tava, sei lá, tava muito tranquila, eu já fui dizendo que poderia me revistar, e aí ela revistou, mas não foi tão agressiva

a outra, ela foi bem mais gentil, deu umas apertadas na região da bexiga e tal, passou a mão, mas foi bem tranquilo. E aí, depois, eu conversando com uma americana, ela falou pra mim que, no geral, o fecho da calça realmente pode pegar no detector de metal. E aí, é por isso que se você olha bem no aeroporto, elas estão usando um legging ou um moletom. Não é só por uma questão de conforto, é por uma questão de até evitar o detector de metal. Então, fica aí a dica pro pessoal que for viajar pros Estados Unidos, né?

algum voo interno, vocês usem calça legging ou vocês usem um moletom. E aí também tem a questão de que a ascendência ou descendência latina, se dá alguma coisa na bexiga, eles já pensam que você é mula. Então, é muito importante que você evite, né? Pra não passar pelo que eu passei, de ter tido uma abordagem bem coercitiva e que vocês tenham uma viagem tranquila, né? Então, na minha primeira experiência não foi muito legal, mas depois disso, nas outras viagens que eu já fiz,

Comecei a usar moletom e deu tudo certo, acabou não pegando nada. E aí a outra dica que eu tenho pra dar também é que quando eu fui pro Canadá, aconteceu algo semelhante na minha primeira viagem. Eu já tava de legging, eu já tava com a roupa mais confortável, nada de fashion, nada de zíper. Só que aí lá eu tava com um colar, que era uma pérolazinha. E aí, quando eu passei pelo detector do metal, deu que tinha alguma coisa na minha garganta. E aí o policial já veio, já chamou uma policial feminina.

Eles queriam topar, né, olhar minha garganta e tudo, porque eles acharam que eu tinha engolido alguma droga e algo tinha ficado na garganta, pelo que eu entendi. E aí eu falei, não, não, não, eu acho que é o colar. E aí tinha uma outra policial que, ao lado, que era mais gentil, ela falou, tira o colar e faz de novo. E aí eu tirei o colar, dei na mão da policial, entrei de novo na máquina, me escanearam e não deu nada. E eles perceberam que era o colar, eles olharam pro colar direitinho, deram uma apertadinha, viram que era uma pérola de bijuteria e tal.

E me liberaram. Então, depois disso, a mulher falou pra mim, falou assim, olha, quando você tiver com colar, tu mostra pra quem tá te escaneando e coloca ele pra trás. Porque aí não vai pegar na garganta, então ninguém vai achar que você consumiu droga. Então foram perrengues que eu passei, que eu aprendi, né? Foi situações horríveis, porque a margem pra eu ser presa foi muito pouca. E que eu dou de dica pra que vocês não façam, né? Ou que vocês tomem cuidado quando for viajar. É isso, Paula.

Um cheiro. Beijo. Amo o podcast. Bom, primeiramente, eu queria pedir para que vocês nordestinos, que tem esse sotaque assim mais carregado, eu queria pedir gentilmente que vocês, por gentileza, me mandem áudio com mais frequência, gente. Meu Deus, como é gostoso de ouvir. Eu ouço o dia inteiro, porque porta borboleta. Eu acho delicioso essa voz cantarolada. Ave Maria do céu.

Mas dito isso, a primeira consideração que eu tenho a fazer é que se porventura alguém souber como é que funciona esse procedimento fora do Brasil, se manifesta aqui nos comentários ou no nosso grupo do Telegram ou no Instagram. Vou deixar muito claro com toda a humildade do mundo. Não sei como funciona, não sei se é protocolo, se é procedimento mesmo ou não, tá? Mas no mundo sombrio que a gente vive hoje, nós mulheres, você será palpada desse jeito,

tão invadida, precisa ter muito autocontrole pra você ficar ali com cara de paisagem, né? Como eu falei, eu não sei até que ponto que isso é procedimento. Porque, no nosso ponto de vista, a gente pode pensar o quê? Eles acharam que ela, de fato, estava carregando alguma coisa e a mulher só fez isso de sacanagem. Pra ver, porque ninguém gosta de mula, né? Que é quem transporta a droga de um país pra outro. Ninguém gosta de mula.

As autoridades não gostam. Eles querem pegar mesmo. Então, às vezes, isso foi feito pra pressionar,

ela. Mas, ao mesmo tempo, pode ser que seja um procedimento deles, um procedimento padrão, porque só realmente colocando a mão e sentindo com muito detalhe pra ver se tem alguma alteração ali. Então, eu não sei se é um procedimento, mas eu fico imaginando o autocontrole que ela teve se sentindo invadida desse jeito, sendo que ela não fez nada. Então, e assim, tudo bem, né? Se fosse um homem, seria demais. Então, graças a Deus que foi uma mulher. Torna a situação

menos pior. Mas eu fico pensando, se fosse um homem, você fora do teu país, gente, você vai fazer o quê? Fora do seu país. Você vai enfrentar uma autoridade ali? Sabe Deus o que pode acontecer? Lá fora do país você não é nada, você não é ninguém. Você é um turista qualquer. Você vai ter que recorrer pra quê? Embaixada? Pra te proteger se acontecer alguma coisa? Então dá muito medo disso, sabe? Tem um tio meu que ele tem bastante dinheiro e ele não sai do país. Vocês acreditam?

Então ele não sai. Aí eu acho que é meio pisco demais, assim. Mas ele me falou uma vez que ele tem medo que armem alguma coisa pra ele, que comprem uma briga com ele, alguma coisa, e que ele acabe sendo preso em outro país, por exemplo. Eu acho que é meio neura, tá? Esse meu tio, ele não é encrenqueiro. Então eu não consigo imaginar nada de ruim que poderia acontecer. Mas dependendo de onde você tá, você tem que tomar muito cuidado mesmo, né?

Pra arrumar qualquer tipo de briga, qualquer tipo de encrenca, qualquer coisa, sabe?

pra vocês aqui, eu não sei se todo mundo vai entender, talvez algumas pessoas não entendam, só que eu não tenho como falar isso em palavras porque é pesado não dá, mas uma vez eu tava eu e meu marido, a gente tava lá em Punta Cana e eu tava conversando a gente tava conversando com um casal de americanos e o meu marido eu brinco, eu falo pra ele que ele é uma cadelinha americana porque ele é fascinado, apaixonado pelos Estados Unidos pela cultura dos Estados Unidos, tudo ele gosta de

Absolutamente tudo. Dos feriados que tem lá. Dos esportes de lá. Dos rappers. Nem sei se tem plural, tá? Desculpem essa falha. Mas ele gosta das músicas de lá. Então ele manja muito da cultura de lá. Ele segue muitas pessoas. Enfim. Ele é fluente no inglês. Então ele consegue assistir programas americanos. Ele consegue. Ele tem essa facilidade. E sendo assim, ele manja muito da cultura de lá. E eu não, gente. Eu fui para os Estados Unidos pela primeira vez no ano passado. Em 2025.

E o que que acontece? Em Punta Cana, a gente tava conversando com um casal de americanos, eu me viro, eu sobrevivo tranquilamente, mas eu não sou fluente no inglês, e eu não tenho o mesmo conhecimento que meu marido tem. E ele deu uma bobeira de não me falar sobre uma questão cultural. E a gente tava falando sobre algumas palavras brasileiras, aqui talvez algumas pessoas consigam pegar referência mesmo sem saber exatamente do que eu tô falando. Mas eu tava falando que o nosso bolo de chocolate, hoje a gente

Tem que chamar de bolo de chocolate. Mas ele tinha um outro nome. Que é a famosa nega maluca. E, gente, eu não fui tentar passar isso pro inglês. Só que quando você passa isso pro inglês, fica crazy. E a palavra que não posso falar, que é... Eles falam N-word. Pra você não falar essa palavra, né? Gente, eu simplesmente falei em voz alta, assim. Ah, porque o nosso bolo de chocolate, ele é chamado de crazy tal. E falei a palavra.

Gente, quando eu falei isso, o meu marido quase pulou da cadeira. Esses dois americanos, a gente tava lá em Punta Cana, então a gente não sabia se em volta da gente ali na praia tinha alguém, né, que poderia se afetar com essa palavra. Gente, esses dois, eles estalaram o olho, eles, na hora, eles ficaram pálidos e falaram pra mim, pelo amor de Deus, o meu marido, Paula do céu. E eu, sem saber o que aconteceu, eles só olharam em volta e esses americanos falaram assim, ó,

falar essa palavra nem sozinha, trancada no teu quarto. E o meu marido falou pra mim, você tá maluca? Você tá maluca? Você quer apanhar? Você quer ir presa fora do teu país, minha filha? E aí que eu descobri a gravidade da palavra N-word. N de N, tá? Pra quem não pegou a referência, se quiser dar uma pesquisada. Eu não vou falar isso em hipótese nenhuma. Então, assim, eu fico pensando, se tivesse alguém que poderia se afetar com essa palavra, gente, de uma forma inocente minha, por falta de conhecimento,

cultural mesmo, eu poderia ter, sei lá, apanhado fora do país, né? Ainda mais eu, branca do jeito que eu sou, loira. Nossa, dois palitos pra alguém me virar do avesso. E eu ia fazer o que fora do meu país, sendo que eu estaria, nossa, falando uma palavra que é muito horrível pra eles. Então, gente, foi uma experiência, assim, que eu até hoje dou graças a Deus, que realmente não tinha ninguém em volta que poderia ouvir. A única pessoa que poderia ouvir, e ela com certeza absoluta,

luta faria alguma coisa, ela tinha levantado pra ir no bar poucos segundos antes de eu falar, sabe? Então aí eu saí meio que safe, eu saí meio que ilesa dessa, sabe? Mas assim, os dois americanos que estavam, eles, o Arthur falou pra mim, cara, você tem sorte que eles continuaram conversando com a gente, que eles perceberam que você realmente não sabia, porque o medo que eles ficaram de acontecer alguma coisa com eles também, por falar, nossa gente, horrível. Eu inclusive tive um aluno que ele foi morar nos Estados Unidos com dois anos,

ele voltou com 14. E lá, a educação é tudo muito diferente, né? Até a conta de divisão é feita de um jeito diferente. E eu comentei com ele esse episódio. Só que pra ele, como tava só nós dois na minha sala, eu falei a palavra. Quando eu falei, ele falou, quieta. Quieta, pelo amor de Deus, se alguém ouve. Mas não, claro, não que aqui no Brasil alguém vá ouvir e dar alguma coisa. Mas ele é tão acostumado a falar dele, não pode falar any word.

Eu falei, ah, tá, tá. Eu já sei. Mas eu tô falando pra você dele, não, nem pra mim. Não tira essa palavra do teu vocabulário.

Não pode, a gente não pode falar. Gente, foi péssimo. Mas graças a Deus, assim, deu tudo certo. Então agora, tirando essa parte de climão aí, né? Esse negócio que ela falou de calça jeans, eu vou contar uma coisa pra vocês. Eu não sou uma pessoa vaidosa, sabe? Eu não sou. Quem me segue nas redes sociais tá acostumado a me ver. Eu apareço do jeito que eu tô. Eu não uso filtro. Eu morro de vergonha que alguém...

Me vejo na rua e falo, meu Deus do céu, não tem nada a ver com rede social, sabe? Inclusive, aí eu adoro esse quadro mandáudio, porque aqui eu fico fazendo um monólogo, né? Eu mudo de assunto, volto, enfim. Eu fui pintar o meu cabelo esses dias, buscar a minha dignidade, né? Que a maternidade, esse começo da maternidade leva embora. E pra esfumaciar, assim, pra dar uma esfumada na minha raiz, não ficar tão marcada, a menina que pintou o meu cabelo, ela é maravilhosa, adoro ela.

Ela pintou o meu cabelo assim, ela... Ah, passou uma tinta, assim, sei lá. Sei que a hora que ficou pronto o meu cabelo, ela queria tirar foto pra poder postar nas redes sociais. E eu falei pra ela que eu tava com aquela marca, aquele delineado da tinta que fica no cabelo, sabe? Daí eu falei, ó, tá marcado aqui, vai aparecer na foto, né? Daí ela falou assim pra mim, não, depois eu tiro com o aplicativo. Aí eu pensei, nossa, mas que trabalheira, cara.

Ela tirar essa foto, ela mexer nessa foto só pra tirar isso aqui. Não é mais fácil limpar, né? Sei lá.

uma lavadinha, quis fregar, não sei. Gente, à noite, ela postou a foto, ela me mandou a foto. Ela falou assim, posso postar? Gente, quando eu vi, eu queria morrer. Eu queria morrer. Ela usou algum aplicativo que parece que eu fui inteira alterada por IA. Nem eu me reconheci na foto. Aí eu falei pra ela, eu falei, cara, pode, é o trabalho dela, ela tava divulgando o trabalho. Quem se importa se eu tô photoshopada ou não, gente?

Quem se importa? Ela quer divulgar o trabalho dela, deixa ela. Só que o problema é que

Ela me marcou. E aí eu achei indelicado não repostar, né? Porque é uma divulgação do trabalho dela. Gente, eu repostei. As minhas amigas, todo mundo. Nossa, que maravilhosa. E eu... Aí teve uma aluna minha, cara, adolescente. Ela falou assim, nossa, mas mudou até o teu DNA, né? Falei, mudou. Cara do céu, gente, eu queria morrer. Enfim, eu sou essa pessoa, tá? Eu sou a pessoa que não usa filtro. Eu não uso maquiagem. Eu não tenho tempo, gente. E mesmo que tiver esse tempo, eu não tenho esse empenho.

Não sei, eu não sou essa pessoa. Eu sou a pessoa que sai de legging e tênis a vida toda. Eu, dependendo da situação, se não vai afetar ninguém e está tudo certo, eu não estou nem aí para que as pessoas pensam de mim. Tem limites, mas eu não estou nem aí. E para a gente fazer o voo de Punta Cana, a gente fez o voo Conexão Direta. Quando a gente foi, acho que é a primeira vez. Não, foi daqui até o Panamá. A gente foi de Guarulhos para o Panamá.

Panamá pra Ponta Cana. E a gente faz os voos de madrugada, né? A gente vira madrugada pra chegar lá cedo. E de Guarulhos, gente, pro Panamá, a gente foi com uma empresa aérea chamada Copa. E o avião da Copa é muito pequeno. Ele é um avião, eu acho que ele é menor do que um avião normal, assim, tipo de voo doméstico, sabe? É dois assentos de um lado, dois do outro e acabou. E você vai muito espremido. E eu, que não sou uma pessoa magra, eu não consigo usar calça jeans porque me esmaga

o meu buchinho. Então, eu sempre gostei. Faz muitos anos que eu uso só legging, praticamente, sabe? Só que a legging, mulheres talvez vão me entender. A legging, chega um momento que a costura começa a incomodar e se você fica muito sentada, muito tempo sentada na mesma posição, dá coceira, sabe? Parece que começa a pinicar a pele. E eu tenho um pijama que é extremamente confortável, maravilhoso, delicioso. Sabe o que eu fiz? Pra não ir com um por baixo e o outro por cima? Gente, eu levei a

calça do pijama na minha bolsa, na minha bolsa de mão, que fica no meu pé ali. E como é voo de madrugada, a hora que eles apagaram as luzes, eles dão uma mantinha. Eu coloquei a mantinha por cima, era o meu marido que estava do meu lado, e eu troquei de calça ali no assento. E eu fiquei com essa calça confortável. A gente chegou no Panamá. No Panamá, eu fiquei de pijama. Eu já falei pra vocês que é sempre isso que eu penso, né?

Ah, essas pessoas, nunca mais vou ver ninguém na minha frente. Então, se quiserem me julgar porque eu estou de pijama, eu não estou nem aí.

que ainda é uma calça azul marinha, cheia de urso marrom pequenininho, sabe? E eu saí andando, assim, pelo aeroporto do Panamá com essa calça. Chegando no aeroporto de Punta Cana, eu me troquei. Eu não lembro, porque as duas viagens eu fiz isso. Nas duas eu fiz. E que a gente foi duas vezes pra Punta Cana, né? Vocês devem lembrar que eu já comentei. E nas duas eu fiz isso. Eu fui de pijama. Eu acho que eu posso ter trocado no avião já. Eu não me lembro bem. Confesso pra vocês que eu não me lembro bem.

A gente foi pra Punta Cana. Eu acho que foi isso. Eu acho que eu fui com a calça e eu troquei dentro do avião mesmo, enquanto ainda tava escuro. Um pouco antes da gente chegar. Acho que foi isso. Mas, na volta, teve um voo nosso, que a gente chegou aqui, a gente chegou em Guarulhos, era tipo seis horas da manhã. Gente, me recusei. Eu tava, nossa, eu tava muito, tava com muito sono. Mas eu tava com muito sono. Foi uma das vezes que eu senti mais sono em toda a minha vida. Tanto que a gente,

para esperar o nosso avião chegar, eu deitei no banco, eu deitei ocupando dois assentos, sabe? Eu só deitei o meu tronco assim, eu dormi que eu apaguei. A hora que eu acordei, estava cheio de gente em volta, tipo, porque estava cheio ali, sabe? É aquela parte de baixo que a gente tem que pegar ônibus para ir para outro avião. Então, estava cheio. E eu lá, igual uma princesa, como se o mundo girasse em torno de mim, ocupando dois assentos.

Aí, o meu marido, eu falei para ele, cara, por que você não me acordou? Ele falou, eu tentei, não deu, você não acordou.

eu apaguei tão exausta que eu tava. E eu tava com tanto sono que eu vim desfilando o aeroporto de Guarulhos inteiro de pijama. Aqui, sim, eu apliquei esse raciocínio. Cara, essas pessoas nunca mais vão me ver na vida delas. E eu vim desfilando de pijama. E nem aí. Nem aí. Pijama, chinelo e um moletom, porque daí tava frio. A gente chegou daí em Guarulhos. Eu atravessei o aeroporto de pijama. Cheguei no aeroporto Afonso Pena, que é aqui de Curitiba, que na verdade é São José

dos Pinhais, fiquei de pijama e eu só tirei pijama chegando em casa. Nossa, mas não me troquei. Não me troquei. Eu tenho alguns limites, sabe? De conforto, assim. Às vezes eu penso, não. O conforto me vence. Então, nada nesse mundo me faria ir arrumada pra um aeroporto. Nada. Nada, nada, nada. De calça jeans, colar, admiro muito quem faz isso. Então, tá aí uma situação que eu nunca passaria, porque eu... Nossa, mas nunca que eu iria de calça jeans e colar. Pra ir pra aeroporto,

sempre gosto, independente se é um voo curto ou um voo longo, eu sempre gosto assim, eu e meu marido, é clássico, né, acho que todo mundo, tomar um banho, secar o meu cabelo, passar uma maquiagenzinha ali, porque, né, a gente tá feliz, animado, mas eu coloco a roupa mais confortável e larguinha possível. E se eu não tiver roupa larguinha, vai pijama mesmo, não ligo. Não ligo porque eu penso, nunca mais vou ver essa gente na minha vida.

Qualquer dia eu vou aparecer em alguma página sendo ridícula, sabe? Alguém vai tirar foto e vai falar, nossa, olha essa pessoa cafona, ridícula,

Então, pode ser que a minha cafonice, assim, algum dia chame a atenção, mas eu tenho situações tipo essa que o conforto me vence, sabe? Então, é isso. Fica aí, né, o alerta que ela deu sobre calça jeans, essas coisas. Eu evito, eu evito, eu já tive mala revistada, eu já fui a pessoa premiada, que é chamada naquela salinha lá, que eles revistam bolsa, passam coisinha pra ver se tem resquício de droga na mão, sabe? Já fui essa pessoa, morro de medo,

gente, morro de medo de autoridade, morro de medo de... Eu tenho muito medo de presa. Então, eu não faço nada errado porque eu tenho muito medo de presa. Então, Deus o livre. Deus o livre. Tanto que mala, já falei pro meu marido, a gente nunca vai emprestar mala de ninguém. A gente sempre vai comprar mala e perdeu a mala de vista. Dez minutos, vai revista a mala inteira pra ver se ninguém enfiou droga, qualquer coisa. Gente, morro de medo.

Morro. Nesse ponto, sou bem medrosa. Mas, acho que é isso, né? Falei bastante sobre esse episódio.

Ela acabou falando uma coisa, eu falei 527 diferentes, mas é por isso que eu gosto desse quadro Manda Áudio. Então fica aí a dica pra vocês, tá gente? Não usem calça jeans, não usem colar, usem roupa confortável, roupa que seja inteira de pano, sabe? Calça de moletom, uma camisetinha ali, ó. Foca no conforto que vai dar tudo certo. Envie o seu áudio no meu Telegram com a hashtag Manda Áudio. Se você for apoiador, você fura a fila e tem prioridade.

Até a próxima fofoquinha! Tchau, tchau!