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213. Fuga do papagaio

13 de março de 202638min
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Assuntos10
  • Desaparecimento e reencontro com Ydium (cachorro Yorkshire)Fuga durante discussão familiar · Campanha massiva de busca nas redes sociais · Oferta de recompensa escalonada · Encontro na casa de vizinha · Suspeita de roubo para cruzamento
  • Fuga do papagaio LoroDesaparecimento do loro · Busca pela vizinhança · Cartazes colados nos postes · Angústia e desespero da Julia · Encontro com vizinha que o tinha
  • Personalidade e comportamento do papagaio LoroDetestava a avó mas amava Julia · Agressivo com visitantes · Voo durante mudanças de casa · Depressão quando separado de Julia · Destruição de objetos
  • Mulher numa narrativa específicaAbordagem na rua durante passeio · Interesse em reprodução · Mentira sobre encontro do cachorro · Pedido de recompensa · Suspeita de roubo intencional
  • Visita à casa do homem suspeitoConfronto com vizinho · Papagaio preso em situação de maus-tratos · Descoberta de crime ambiental · Recusa em denunciar por medo · Mentira sobre fake news
  • Comportamento ansioso do cachorro YdiumAnsiedade extrema para passear · Pequeno porte (700 gramas) · Problemas de saúde herdados · Produto de reprodução problemática · Origem em doação
  • Origem problemática de animais domésticosReprodução irresponsável de cães · Falta de conhecimento sobre leis de animais exóticos · Saúde comprometida por cruzamentos · Doações como solução para problemas · Falta de regulação em 2016
  • Situação pessoal de políticos e personalidadesGravação com bebê durante episódios · Rotina exaustiva como mãe solo · Falta de rede de apoio · Justificativa de ruídos de fundo · Gestão de críticas dos ouvintes
  • Proteção de MenoresConstrução de espaço seguro para gatos · Área de lavanderia telada · Acesso a sol e chuva com proteção · Prevenção de fugas · Consciência sobre riscos
  • Histórias Pessoais e de ViajantesAcesso à rua · Desaparecimento permanente · Aprendizado sobre segurança · Adoção de gatos domésticos
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Sejam muito bem-vindos ao Até Ok. E, gente, antes de começar a história de hoje, eu quero deixar aqui um recadinho para vocês. Se eu gravar ele como um recadinho isolado, muitas pessoas não ouvem. Então, como eu preciso que a maioria de vocês ouçam, eu vou dar aqui, eu peço licença para deixar esse recadinho aqui no começo da história. Talvez fique um pouquinho longo o que eu vou dizer aqui, mas eu acho importante eu explicar com calma, tá?

as gravações. Por que isso, gente? Porque eu recebi alguns feedbacks de pessoas que disseram que não gostam de ouvir os balbucios dele, ou quando eu viro o microfone pra ele falar. E tá tudo bem, tá? Cada pessoa escuta o podcast de um jeito, alguns ouvem de uma forma mais descontraída, outros preferem uma experiência mais concentrada e imersiva, e todas essas formas, de fato, elas são válidas. Mas em minha defesa, eu viro o microfone pra ele falar quando ele vem com uma sequência de balbucios muito grande,

de fato vai atrapalhar na gravação, ou quando ele me interrompe num momento em que na edição eu não tenho como cortar exatamente ali. Eu teria que regravar muita coisa. E isso torna o negócio quase que inviável, porque fica cansativo pra mim e pra ele também, sabe? Então eu vou sempre sinalizar quando ele estiver junto comigo. Só que ao mesmo tempo, quando eu gravei o primeiro episódio com ele, eu já tinha falado pra vocês que essa seria a minha condição nesse momento de vida, gente.

eu não tenho rede de apoio, né? A minha irmã que me ajudaria, ela teve bebê junto comigo. E quando meu marido chega no final do dia, a gente entra naquela rotina, aquela maratona noturna, que quem é mãe sabe, que é a rotina de banho, jantar e aí o sono dele. Então, no fim das contas, quando tudo termina, já são quase 10 horas da noite. E ainda assim, eu sigo trabalhando até quase meia-noite, mesmo eu acordando de madrugada para dar mamá para o Arthur, e ele acordando 6 horas da manhã.

sensativo para mim. Gravar com ele não é opcional, é a única opção que eu tenho. Então eu aproveito os momentos que ele está acordado para fazer a única coisa que eu consigo fazer com ele, gravar. Porque quando ele está dormindo durante o dia, eu consigo fazer a edição. Só que assim, as outras tarefas de responder e-mail, roteirizar, essa parte mais trabalhosa, só acontece no final de semana quando meu marido está com ele ou depois que ele dorme, que é quando eu sei que eu vou ter um tempo longo de trabalho sem interrupção. Então,

o combinado que eu vou propor pra vocês é esse. Sempre que ele estiver comigo, eu vou tentar me lembrar de avisar vocês, tá? E quando for episódios, assim, eu vou guardar os tempos que eu, os momentos que eu consigo gravar sozinha, tipo no final de semana ou depois que ele dorme, porque vocês não tem noção, gente, como esse tempo é valioso pra eu roteirizar e fazer essas coisas, né? Então eu tenho que aproveitar pra isso. Mas eu vou reservar histórias que tenham um cunho mais pesado, que exijam uma seriedade

igual a história roubo de criança, não tinha a menor possibilidade de eu ter um bebê balbuciando aqui de fundo. Então eu vou tentar fazer essas coisas quando eu conseguir ficar sozinha. Só que são histórias que realmente vão ser uma exceção, porque na grande maioria ele vai estar comigo. Gravar sem ele hoje simplesmente não é uma opção real para mim. Então essa é a única forma que eu consigo continuar produzindo o podcast nesse momento. Então para você, se para você ouvir os sons dele é ruim,

ruim, esse realmente não é o momento de você me acompanhar, porque eu consigo, eu sempre recebo as críticas, tá tudo bem, eu sempre recebo, muito embora ninguém goste de ser criticado, mas eu sempre recebo críticas e sugestões e eu sempre tento acatar, mas é impossível agradar todo mundo. E essa adaptação de tirar os sons do meu filho de fundo, essa eu realmente não vou conseguir fazer. Isso é o que eu consigo entregar no momento hoje, a minha vida tá num momento muito corrido, muito conturbado,

ver se é um dos motivos pelos quais eu não divulgo o Apoia-se, porque eu não consigo entregar conteúdo lá. Quem me apoia lá no Apoia-se é realmente para ter episódios sem anúncio, sem efeito sonoro, né? E para chegar antes nas plataformas, para conseguir ouvir antes, né? Porque ele chega lá antes do que nas plataformas gratuitas. E às vezes é só na véspera. Então, quem me apoia lá me apoia porque acha que eu mereço esse apoio, né? Consegue me apoiar e acha que eu mereço. Então,

eu não divulgo por causa disso, porque eu deixo muito a desejar lá, tá? Então, desculpem interromper aqui a história pra dar esse recadinho aqui, eu gostaria, preferia dar ele de forma isolada, mas não tem como. Então, a história de hoje é em dupla, nosso Little Boss está junto comigo aqui na gravação, e agora sim, vamos começar, né? Então, a história de hoje é da Júlia, mas se essa história é minha ou se é da sua amiga, vocês nunca vão saber, nem se os lugares ou nomes foram alterados,

não. Então, vem com a gente. Aí, agora eu vou ter que mudar o nome do quadro pra Vem Com A Gente. Quando tiver um babycast junto, vai virar Vem Com A Gente? Ó, não sei. Tem que pensar nisso aí. Bom, a vida inteira, a Julia morou com os pais e as irmãs dela na casa da avó. E a avó tinha um papagaio chamado Louro. Clássico, né? Maravilhoso. Só que, gente, a Julia me falou que o Louro, ele era o cão que ele não gostava da avó dela. Gente,

não gostava. E de graça, tá? Ela nunca fez nada pra ele. Pelo contrário, ela que dava água à comida, cuidava super bem dele. Inclusive, até hoje, a comida favorita do Louro, gente, é pão com café. É saudável? Não é. Mas criado pela avó, né? Tem coisa mais avó do que pão com café? Não tem. E mesmo assim, ele detestava a avó, gente. Mas assim, ele detestava a ponto de voar nela pra atacar ela. Ele ficava dando arrasante.

Louro, terrível. Só que enquanto ele odiava a avó, ele adorava a Júlia. Adorava, eles dois tinham uma relação muito bonitinha, ou como diria ela, uma amizade bem próxima. Só que a vida acontece, né? E eles se mudaram da casa da avó da Júlia. E como o Louro era dela, ele já estava adaptado àquele ambiente, àquela casa, então ele ficou. Só que, gente, diz que esse papagaio ficou tão triste, mas tão triste, ele não comia, ele parou de falar, pena dele começou a cair.

ele ficou depressivo, depressivaço. E com isso, eles não tiveram opção e foram buscar o louro para ir morar junto com eles, já que ele não queria ficar com a avó que ele detestava. E, gente, para fazer o transporte seguro dele, eles colocaram o louro numa gaiola. A hora que colocaram essa gaiola dentro do carro, a Julia me falou que ele ficava gritando, ele ficava gritando, como se ele estivesse comemorando que ele estava indo embora,

sabe? Eu poderia dizer que esse bicho só falta falar, mas esse é o único que fala, né? Enfim, ele estava muito, muito feliz, gente, muito amado, passeando de carro ali, indo pra casa. E a casa pra qual a Júlia se mudou era uma casa muito boa, gente, muito boa mesmo, uma casa bem espaçosa, e o louro, ele ficava solto. O louro, ele é um pássaro livre, ele não tem asa cortada, então ele voa sempre que ele quiser. Eles só precisam prender o louro na gaiola,

quando vai visita em casa, porque as visitas têm medo dele. Por quê, gente? Porque o louro, ele é um péssimo anfitrião. Ele corre atrás das visitas ou ele voa nelas. Eu acho muito fofa a descrição de personalidade dos bichos, gente. Meu Deus do céu. E o louro, ele só não ataca a Julia e o pai dela. De resto, gente, ele voa da arrasante em todo mundo. E mesmo ele tendo as asas ali, ele assim não saía para a rua. Parece que ele sabia que ali era a casa dele, né?

Porém, eles passaram por alguns processos de mudança, gente, uma, duas, três vezes, e no fim das contas, com todas essas mudanças, o Louro ficou um pouco estressado. Por quê? Porque os ambientes que ele estava se adaptando iam mudando. E o Louro sempre foi um papagaio que ficava na área de serviço, só que essa área de serviço ficava do lado da cozinha. E ele sempre gostou de ficar perto deles, no caso da Julie e do pai dela, porque de resto ele corria atrás.

Ele gostava de ficar ali olhando eles comerem, ele gostava de comer enquanto ele vinha o pessoal comendo, às vezes eles compartilhavam a comida com ele, ele ficava falando enquanto a família estava comendo. E nessa última casa que eles estavam, a casinha dele ficou na área de serviço que ficava lá nos fundos da casa. Então as mudanças somadas ao local da casinha dele, que agora ficava distante, podem ter causado um estresse nele.

eles também tinham um vira-lata chamado chocolate. Só que, gente, o Choco não estava nem aí para o louro. Na verdade, ele ficava rodeando o louro porque ele comia os restos de comida que caiu no chão. Às vezes, ele também tomava umas bicadas gratuitas ali para ficar ligeiro, né? Só que um dia, gente, a Júlia foi colocar comida e fazer um carinho no louro. E o Choco pulou querendo a comida. Nesse momento, o louro se assustou.

ali, gente, ele se assustou e voou. Só que, gente, assim, ó, ele tem a gaiolinha dele, só que a gaiola dele só fica aberta. Ele só fecha uma gaiola pra transporte, que é quase nunca, né? O louro não tem as asas cortadas, mas ele nunca tinha voado pra fora. Ele sempre voa por perto. Só que nesse dia, nesse momento, a Julia me falou que ele resolveu fazer o voo da vida dele. Ele simplesmente levantou o voo

E saiu para o além como se não houvesse amanhã. Saúde. Saúde. E, gente, a Júlia ficou desesperada. Ela até tentou sair atrás. Só que como que você acompanha? Porque o bicho saiu voando e foi-se. Ela tentou sair apavorada pela rua, chamando ele, gente, mas nada. Ela perguntava para todo mundo se alguém tinha visto. Ela fez cartazes, mas nada. E, gente, você saía atrás.

uma ave é muito mais complicado do que um cachorro ou um gato, por exemplo. Porque, veja, o cachorro e o gato vão por ambientes terrestres. O gato ainda consegue pular muro, telhado, desviar de obstáculos. Agora, a ave não. A ave vai por cima de tudo. Então, em cinco minutos de voo, a ave pode ir infinitamente mais longe do que um cachorro ou um gato, por exemplo. E eu também não entendo nada de papagaio. Então, eu não sei se ele é um bicho que normalmente é caseiro mesmo,

Não sei se eu estou falando alguma bobeira aqui, porque eu realmente não manjo. Eu não sei quão longe eles podem voar, sabe? Enfim, sei que a Júlia entrou em desespero e ela saiu chorando, gente, muito chateada. Mas muito chateada, muito preocupada. Só que ela não encontrou ele. Não encontrou de jeito nenhum. Ela estava muito angustiada. Ela viu que ele voou em direção às ruas da frente da casa e ela saiu para essas ruas da frente procurando ele, gente. E acabou que ela não encontrou ele.

entrando muito, muito chateada, muito angustiada, e tava chovendo, ela só conseguia pensar. Meu Deus, tadinho do meu bebê nessa chuva. Mesmo sabendo que ele ama tomar banho de chuva. Mas é que banho de chuva, gente, em casa, em segurança, é uma coisa, né? Quando você tá assustado na rua, é perdido, é outra, né? Mas enfim, ela perguntava na rua ali e ninguém viu. E ao longo dos dias, gente, ela só foi ficando mais e mais triste,

e mais chateada, preocupada. E enquanto ela não tinha notícias dele, a cabeça dela ia muito longe, porque ela ficava esperando ele voltar pra casa. E como ele não voltava, ela pensava que um gavião tinha pego ele, que ele tinha se perdido numa reserva ecológica que tem perto da casa dela, que ele foi atropelado por um metrô que tem perto da casa dela, que ele foi eletrocutado em algum fio que ele tentou pousar. Ela pensou coisas horríveis. E os dias passaram, aquela angústia em não saber se ele estava bem,

se ele tava com fome, se ele tava com frio, só aumentava. Ela seguia colando cartazes, até que, gente, uma vizinha da frente mandou mensagem pra ela e falou assim pra ela. Moça, eu ouvi que numa casa aqui do lado da minha tem um papagaio gritando. E esse homem aqui não tinha papagaio até esses dias. Venha dar uma olhada. Na hora, a Júlia pensou. É o louro, com certeza é o louro. E aí, gente, ela foi lá, comentou com os pais dela.

Esse homem roubou meu papagaio e agora ele não quer devolver. Ele roubou meu papagaio. Essa menina, gente, doida, completamente doida, não façam isso. Ela se encheu de coragem e ela, no alto dos seus olhos,

19 anos, foi lá peitar um cara mais velho, sozinha, sem ninguém saber. E aí, topetuda até umas horas, dona Julia, ela bateu lá e falou pra ele. Moço, eu tenho certeza que você tá com o meu papagaio. Eu não saio daqui enquanto eu não levar ele de volta. E, gente, esse homem negou e ela afrontou. E aquilo evoluiu pra uma discussão. Ele começou a falar que ela era uma louca, que ela tava causando na casa dele,

E aí, depois de alguns minutos de bate-boca ali, ela conseguiu vencer esse homem num cansaço e entrou. E a hora que ela entrou, ela falou assim pra ele. E tem mais, tá? Os meus pais, eles sabem onde eu tô. Se eu sumir, se alguma coisa me acontecer, eles vão saber que foi você. E, gente, a maior mentira, né? Os pais dela pegavam ela pelas orelhas, se eles soubessem que ela tava lá. Só que tem algumas coisas que, na vida,

Às vezes é melhor a gente não saber, né? Eu sempre falo que a ignorância às vezes é uma dádiva. Quando a Julia entrou, ela viu que realmente tinha um papagaio lá. Só que esse papagaio não era o louro. Esse papagaio, gente, ele tava preso, era um lugar escuro, um pano por cima. Claramente esse papagaio tava numa situação de maus tratos. E eu não sabia, né? Porque eu perguntei pra Julia por que ele falou que não tinha um papagaio se ele tinha. E a Julia me falou, gente, que ter papagaio sem autorização é crime.

autorização. Ela tem. E ele claramente não. Ela morreu de pena desse bicho. Só que não tinha o que fazer. Denunciar ele, gente, não é uma opção, tá? Porque ele sabe que ela viu o papagaio. O cara é um PM aposentado, ou seja, ele tem uma arma. E a gente não sabe do que as pessoas são capazes de fazer. Então, ela prefere não denunciar e ficar viva, né? Ele saberia que foi ela que denunciou. Então, ela prefere ficar quieta pra ficar viva, né?

mais no mundo do jeito que tá hoje em relação ao feminicídio. Homem não pensa duas vezes antes de matar uma mulher, então ela não quer correr esse risco, né? Enfim, ela viu que não era o louro, colocou o rabinho dela entre as pernas ali e foi embora, sem saber onde enfiar a cara. E aí só a única coisa que ela falou pra ele, assim, ela colocou a culpa na vizinha, falou que passaram uma fake news pra ela, uma informação equivocada ali e pediu desculpa, né?

Ia fazer o quê? Esse cara, gente, ligou pros pais dela, desceu a lenha na Julia pra eles e ela aí tomou

uma sova dos pais, mas ela falou pra mim. Tomei uma bela de uma branca, mas eu não ligo, porque pelos meus bichos, eu vou até nas profundezas do umbral. Bom, a mãe da Júlia, ela é uma pessoa muito comunicativa, essas pessoas que fazem amizade até na fila do banco, né? E a história do papagaio fujão, gente, já tinha se espalhado, porque era cartolina, era cartaz colado em todos os postos, era o diz que me diz, que a Júlia perguntando na rua.

E um dia, ali uma ou duas semanas depois do sumiço do louro, um rapaz que era amigo da família,

passou na frente da casa de uma vizinha e ouviu um papagaio gritando muito alto. E o louro grita muito alto. Ele chamou essa vizinha no portão e perguntou sobre esse papagaio. Ô, e esse papagaio aí? E essa vizinha falou que um dia ela acordou e viu um papagaio no pé de acerola da casa dela e pegou esse papagaio. Ela fez uma gaiola improvisada e ela estava cuidando dele. E na hora esse cara desconfiou que era o papagaio da Julia e falou para essa vizinha

um papagaio sumido. E essa mulher, gente, essa vizinha, ela falou que então era pra que fossem buscar ele, mas que ela só iria entregar se ela visse que realmente a pessoa que estivesse ali era dona dele mesmo. Gente, na hora que a Julia ficou sabendo disso, ela largou tudo. Deus abençoe os vizinhos fofoqueiros. Ela tava arrumada, tava indo pro aniversário de uma amiga, mas ela largou tudo e foi lá buscar ele. Chegando lá, ela viu a gaiolinha que ele tava, viu que ele tava

sendo bem cuidado, gente, pelo menos isso, né? E essa casa ficava na rua de trás da casa dela. Vocês lembram que eu comentei que ela viu ele voando pra frente e ela só ficou procurando nas ruas da frente? Então. Mas, assim, ela conseguiu encontrar o louro. E, gente, a mulher, pelo menos ela teve a decência de admitir que ela encontrou o papagaio e entregou, né? A Júlia, ela que pensou, né, que o bicho tinha sido atropelado no metrô,

Que tava perdido numa reserva ecológica, só pensou nas coisas ruins. E qual que era a realidade? Ele tava pleno, num pé de acerola. Só que a pergunta que não quer calar aqui, gente, se o louro detesta todo mundo, se ele corre atrás de todo mundo, dá arrasante, como que essa mulher conseguiu pegar ele? Como que ele ataca todo mundo e ela não? Esses bichos são muito safados, né? E a Júlia, ela me falou que fica aí essa lacuna. O que que você tá gargalhando sozinho? Você ficou feliz que ela encontrou

louro? É, você ficou? Todos nós ficamos, filho. E a Julia, ela me falou que fica essa lacuna mesmo, gente. Ela imagina que ou essa mulher pegou o louro à força, ou ele realmente tava muito assustado, sabe? Porque talvez ele tivesse cansado, com fome e tal. Só que ela me falou que ela nem perguntou pra mulher, porque ela não deu muita conversa. Ela só queria pegar o louro de volta. E aí foi um transtorno, né? Porque eles precisaram ir com aquela gaiola que é imensa,

Um trambolhão imenso dentro do carro. Até a casa da mulher. A casa da mulher estava cheia também. Ela me falou que foi um caos para pegar o Loro de volta. Só que, gente, quando ele viu eles, ele começou a gritar loucamente. Ele ficou feliz da vida. E aí a mulher realmente devolveu ele, né? Claramente, Loro estava arrependido da besteira que ele fez. E hoje, gente, a Júlia já é casada. E ela está em campanha para tentar levar o Loro para a casa dela.

Só que o marido dela não quer, gente. Ele não quer porque o louro grita muito. E não é só isso, né? Ele come fio, chinelo, sapato. Ela falou pra mim que ele sempre compra um brinquedo pra ele e coloca um na gaiolinha. E, gente, ele destrói todos, todos. Ela pega galho na rua e entrega pra ele. Ele destrói também. Vira serragem praticamente, né? É embalagem de iogurte, é vasilha, é tudo. E eu fico vendo o tanto de coisa que o louro tem acesso, gente. Um pouco mimado esse senhorzinho, né?

Enfim, enquanto ela segue no protesto dela pra tentar levar o Loro pra casa dela, ele tá sempre lá, ela tá indo lá na casa dos pais dela, sempre indo ver ele e dar carinho pra ele, né? E ele fica super feliz quando ela chega, gente. É um amor de ver. Os bichos, eles são amorzinhos demais, né? E essa é a história da Julia e seu papagaio fujão. E não entrem na casa de vizinho se ninguém souber do paradeiro de vocês, tá? Mas, gente, eu conheci esses tempos, uma moça, enquanto eu fazia um exame,

duas horas pra fazer, né? E eu conheci uma moça e ela me contou que ela tem um papagaio, que sei lá da onde que veio também, e o papagaio, gente, só gosta da filha dela. Como que pode? A filha dela tava junto lá fazendo, a filha dela tava fazendo a curva glicêmica e a gente acabou conversando. A filha dela é uma adolescente autista e ela é super comunicativa, assim, um amor de menina, super boazinha, risonha, sabe? E ela falou pra mim que o papagaio só gosta dela, que o papagaio fica no quarto dela ali. E quando a mãe dela entra,

voa na cabeça da mãe dela, gente. Como que pode? Como que pode? Que bicho terrível, né? Vocês sabem, quando eu era criança, eu tinha o sonho de ter um papagaio. A gente tinha uma vizinha na casa da frente, na casa de praia, e, gente, todas as vezes que a gente... Se eu encontro ela na rua hoje, eu acho que eu nem reconheço. Porque, imagina, eu era criança, não era nem adolescente, era criança. Era Ana Paula o nome dela. E ela ficava na casa de frente pra nossa. E era uma casa muito arborizada, assim, sabe? Hoje,

na minha cabeça, eu só me lembro de uma casa muito poluída. Então, sempre que a gente ia pra praia, eu ficava muito ansiosa pra saber se a Ana Paula tava lá, porque se ela tivesse, o papagaio também estaria. Era o meu sonho de vida ter um papagaio e ter um macaco. Gente, vocês acreditam? Eu queria muito ter um macaco, só que a minha mãe nunca me deu, né? Depois de maior, depois de adulta já, um pouco antes de morar sozinha, eu encasquetei que eu queria um mini pig.

E no fim, eu nunca tive nada, né? Nunca tive nada, né? Um mini porquinho. Ai, mini porquinho, eu via cada vídeo, mas todo mundo falava, gente,

Diz que os bichos são, meu Deus do céu, diz que eles são virados no samurai, né? Bom, nesse caso aqui, eu acho que a mulher, ela realmente não agiu por mal, né? Ela contou que ela achou o papagaio, ela não tentou enrolar ninguém e ela entregou de boa vontade. Só que eu já contei pra vocês a história do Luigi, do Yorkshire, que é da minha irmã, eu não consigo me lembrar. Eu desconfio que eu já mencionei, mas eu nunca realmente contei, eu acho. Se eu já contei, vocês podem pular já esse episódio aqui e deixar pra lá, tá?

Eu acho que eu contei a origem dele num episódio do quadro Manda Áudio. Mas dele ter fugido da fuga, eu acho que em algum momento eu posso só ter mencionado, tá? Bom, teve uma pessoa, gente, que quis agradar a minha irmã e deu pra ela um Yorkshire. Porém, ele falou que era pra gente escolher esse Yorkshire. E a gente foi até a casa da pessoa pra buscar. E isso era 2016. A rede social forte ali naquele momento era o Snapchat.

tem hoje. Perfis, né, no Instagram, que são de fofoca, que postam essas coisas, que divulgam e tal, porque muitas vezes a gente tem conhecimento de causas polêmicas através desses perfis de fofoca mesmo, né. Enfim, não tinha, assim, a gente tinha acesso à informação em 2016, mas eu digo que não era uma disseminação tão grande, as pessoas não conseguiam compartilhar as coisas que nem hoje em dia, que compartilham nos stories uma coisa que é relevante e tal. E se tivesse essa informação, gente, eu teria feito

coisa, tá? Mas eu realmente não tinha. Eu só fui conhecer a Luísa Mel, por exemplo, futuramente e aí que eu comecei a entender as problemáticas de você comprar um cachorro, né? Mas no caso do Luíde, ele não foi comprado. A gente chegou lá pra buscar ele, gente. E era uma doação. O Luíde estava sendo doado. Nasceu ele mais um bebê. Só que por que que estavam doando esses dois? Porque a mãe deles teve uma cria anterior à dele e essa cria anterior foi vendida. E quando essa

cria fez seis meses, todos morreram. Eu não sei quantos eram. Eu só fiquei sabendo disso. E aí, esse cara, com medo de vender o Luíde e o irmão dele e acontecer alguma coisa com eles, e dá problema também, porque quando eles morreram, a mãezinha já estava grávida do Luíde e do irmão. Eles ficaram com medo de ter sido alguma doença, alguma coisa, e doaram. E, gente, o Luíde, ele está vivo até hoje, né? Ele está aí com seus dez aninhos. Só que o Luíde veio todo estrupiado.

Ele é um Yorkshire puro, puríssimo, micro. Ele pesa, sei lá, 700 gramas, gente. Ele é muito pequeno, mas ele veio todo estrupiado. Acar na orelha, coceira de pele, otite, conjuntivite. Hoje, hoje, eu sei que, com certeza absoluta, a mãe dele era uma matriz. Se fosse, né, se eu tivesse essa informação na época, eu com certeza teria denunciado. Só que, gente, eu não tenho como denunciar hoje porque eu não faço a menor ideia de onde é.

Eu não lembro mais, a gente não tem mais contato com essa pessoa, enfim. Eu não tenho a menor ideia de onde seja, não sei nem por onde começar uma denúncia, não sei o nome do cara, não sei o endereço, não sei nada. Então nem tem o que fazer, né? Mas bom, mesmo assim, então o Luíde, ele veio fruto de uma doação pra gente. Morávamos eu, minha mãe e minha irmã, e o Luíde, que era o nosso bebezinho. Gente, o Luíde, ele sempre foi um cachorro muito ansioso.

Falou a palavra passear, lascou. Se você não for, tua vida vira um inferno. Ele fica latindo aqueles latidos estridentes,

tis e fininho, sabe? Então, eu saía passear com ele todos os dias. O Luíde, ele é o cachorro ansioso nível. Eu pegava a coleira, ele começava a pular, ele mordia a coleira, eu vestia a coleira nele e ele ficava mastigando a coleira metade do caminho, de tão ansioso que ele ficava. E ele é incansável, tá? Eu e meu irmão, uma vez, a gente correu seis quilômetros com ele. A gente chegou em casa, ele tava morto capotado. A gente chamou ele pra passear e ele levantou prontíssimo pra próxima, pelo amor de Deus. Bom, eu tava

sempre ali passeando com ele, então, né, pela ansiedade dele. E uma vez passou por mim, gente, uma vizinha, passeando com o cachorro dela também. Era uma fêmea. E aí ela viu o Luíde e ela ficou encantada. O Luíde sempre chamou a atenção de todo mundo porque ele é muito pequenininho. E essa mulher perguntou qual era o porte dele, né, qual que era a idade dele. E eu falei que eram dois aninhos, né. E ela ficou encantada. Ela achou ele coisa mais linda do mundo. E daí ela falou assim pra mim... Ai, é porque a minha também aí.

York, mas ela é maior. Gente, juro, vocês ouviram que ele falou au au, né? Filho, você falou au au? Você falou au au, filho? Eu não sei, esses dias eu cheguei no berço de manhã e ele falou mamá. Ó, tá me iludindo, hein? Tá com quatro meses e meio, tá me iludindo, hein? Já tô achando que tá falando mamá ou mamãe. Mas, o que que aconteceu? Ela falou pra mim que a cadela dela também era York. Gente, juro pra vocês, tá? Eu olhei pro cachorro que ela estava na coleira e eu olhei, assim, sabe quando você desvia a cabeça procurando mais cachorro?

Eu virei procurando onde que tinha mais cachorro, gente. Porque aquilo que tava ali não era um cachorro, não era um York, em hipótese nenhuma. Olha, eu já vi York dos mais diversos, entre aspas, modelos, né? Das mais diversas cruzas, assim. Yorks grandes, Yorks menores, York com pelo mais escuro. Gente, aquilo lá, eu juro pra vocês, aquilo era mais uma mistura de vira-lata com piquenete.

do que York. Aquilo não era York, mas em hipótese nenhuma. Não era em hipótese nenhuma. Foi uma distorção de imagem daquela mulher, um devaneio dela achar que aquilo era um York, porque ela não tinha nem a cor de York. E aí ela falou pra mim que o Luigi era muito pequeno e magrinho. E como eu falei pra vocês, realmente é. Falei que ele era micro e tal. E aí ela falou assim pra mim que quando a gente castrasse, ele ia engordar.

E aí eu falei que a gente tava se enrolando pra castrar ele. Nessa época ele tinha dois aninhos, né? Porque quando a gente foi

a veterinária dele estava de licença maternidade e acabou ficando e tal, e a gente estava se enrolando. Gente, esses papos de rua, nada demais. E aí ela me falou que ela queria cruzar a cadela dela e que ela estava procurando o New York para cruzar. Ela me deu uma indireta, né? E aí eu falei que eu ia ver e não sei o quê, mas assim, nada demais, eu não queria cruzar, a gente não queria cruzar o Luigi, gente. E ela queria cruzar para quê? O que ela queria fazer com os filhotes?

casa dela e falou pra mim que assim que a gente quisesse cruzar ele, era só avisar ela. E aí, beleza. Passaram umas duas semanas e eu nunca mais encontrei ela na rua. Continuei saindo com o Luí de todos os dias, mas nunca mais encontrei ela. Bom, passaram umas duas semanas, eu já tava quase saindo da casa da minha mãe, tava quase indo morar sozinha e eu já falei pra vocês que não foi muito pacífica a minha saída da casa da minha mãe, né? Bom, gente, nessa época, a gente tinha muito desentendimento.

E teve um dia que a minha mãe chegou em casa, final da tarde já, e nesse dia o que suco ferveu. Minha mãe já chegou chamando eu e minha irmã pra conversar, e aí a gente começou, nós três ali, né, entrar numa discussão bastante calorosa, e tava frio, e eu fui no carro pegar uma blusa, eu, minha mãe e minha irmã, não lembro quem que foi, foi até o carro e voltou. E nesse clima delicioso, a gente não se deu conta de que a porta ficou aberta. E a hora que as coisas se acalmaram, gente, cadê o Luíde?

uns 40 minutos, eu acho, sabe? Já estava escuro. E aí, nada da gente achar. Isso foi 2018, tá? Nesse momento, os stories do Instagram já existiam, mas não eram fortes, mas não tanto quanto hoje. O que ainda era forte eram as publicações. E, gente, a minha irmã saiu com o carro pela vizinhança. Todos os dias ela fazia isso, chamando ele, perguntando para cada vizinho. Eu tenho certeza que alguém aqui que está me ouvindo viu o post do Luiz na época.

gente, assim, todos os grupos de animais, foi um absurdo o tamanho da campanha que foi feita, porque era todos os dias a gente compartilhando. Passou, assim, de 50 mil compartilhamentos. A gente recebia foto de Yorks que estavam sendo encontrados, que estavam pra venda, e nada, nada, nada, nada. A gente colou cartaz, todo santo dia a gente compartilhava. E aí aquela angústia, o medo de imaginar ele sozinho, abandonado, com frio, perdido, indefeso. Gente,

o Luiz de peso pena, nossa, questão de dois dias ele morria, ele morria, com certeza, sabe, e aí aquele pensamento, será que alguém pegou, será que ele tá bem, ai gente, desaparecimento é muito horrível, você ter, independente, claro, né, a gente tem uma proporção muito maior quando é ser humano, né, nem se compara, mas, vocês ouviram o que eu falei, né, nem se compara, mas, você ter uma pessoa desaparecida, ou um bicho desaparecido, é de uma angústia, que, assim, sabe,

Eu acho que é melhor, eu falava pra minha irmã que eu preferia achar o corpinho dele atropelado em algum lugar do que ficar nessa angústia sem saber o que aconteceu com ele, sabe? De imaginar que ele tá sofrendo, por exemplo, entendeu? Meu Deus, é muito terrível. Enfim, e aí chegou o momento que a gente começou a oferecer recompensa. A gente começou em cem reais, a gente aumentou pra duzentos e cinquenta, até que a gente chegou em quinhentos reais de recompensa.

Já tinha dado aí, acho que uma semana e meia do desaparecimento dele. E, gente, quando a recompensa chegou em quinhentos reais,

A gente, eu tava dando aula, era um sábado à tarde, e eu não me lembro se ela me ligou ou se ela mandou mensagem. Eu sei que eu tava muito alerta com o celular, mas assim, eu já tava desiludida, porque a gente ficava o tempo todo recebendo foto de Yorks que alguém, tipo, uma pessoa encontrava. Gente, esse York, ele já tinha encontrado a família dele há um mês e ainda estavam compartilhando a foto dele, sabe? Mas eu tava ali, né, dando aula.

que eu poderia interromper, que eu falei que eu estava com uma situação e tal. E, gente, eu lembro que eu saí atender e eu falei para ela, então, eu saí atender, responder a mensagem, não sei. Sei que ela me mandou foto dele. A hora que eu vi a foto, eu falei, meu Deus, é o Luíde, eu não estou acreditando que é o Luíde. A minha sorte é que esse grupo era um grupo chamado Educafro. Eu era voluntária nesse projeto, era para dar aula para negros e para pessoas que não tinham acesso à escola,

sabe, que tinham baixa renda e tal, então eles faziam de graça. E nós éramos um grupo de professores voluntários para ajudar nesse projeto. E então a maioria que tinha ali era adulto, então eles conseguiram me entender, sabe. E aí, gente, eu interrompi, comecei, eu tive que sair da sala chorar, eu pulava, falava, meu Deus, encontraram o Luíde. Liguei para minha irmã, falei para minha irmã e buscar ele. E, gente, era ele mesmo.

Eu só perguntei se ele estava bem, minha irmã falou que estava. Quando eu cheguei em casa no final do dia,

perguntei aonde que era, onde que ele estava. E ela, antes de me responder, ela me falou indignada que ele estava na casa de uma vizinha, de uma mulher que morava ali perto. E essa mulher era uma mulher que, quando a minha irmã passou com o carro na frente da casa dela, essa foi uma das pessoas que estava na rua e minha irmã perguntou se não viu. E essa vizinha falou que não viu ele. Aí o que aconteceu? A minha irmã estava indignada porque a mulher mentiu. E eu perguntei, mas será que ela não encontrou depois?

falou que conversando com ela, ela primeiro falou que o Luíde chegou fazia três dias, depois ela falou que ele já estava lá a semana inteira, no fim das contas ela se embananou toda, e ela deixou escapar que o Luíde estava lá desde o primeiro dia dele. E aí eu pergunto pra vocês, por que ela não devolveu antes, né? Por quê? E aí, gente, passaram ali, sei lá, dois dias, essa vizinha mandou mensagem pra mim pra dizer que tinha encontrado o Luíde, que ela era a pessoa que tinha encontrado o Luíde. Vocês acreditam que ela...

Pediu recompensa de 500 reais, gente? Ela mandou mensagem pra mim e escreveu. Oi, fui eu que encontrei o cachorrinho. Cadê a minha recompensa? Vocês acreditam nisso? Agora só um adendo, tá? Eu voltei e perguntei pra minha irmã onde que era a casa que o Luíde tava. E adivinhem? Essa mulher, gente, era aquela mulher que queria cruzar com a vizinha que me parou na rua pra perguntar dele, que queria cruzar com o Luíde. E aí, vocês veem, né? O que que eu acho? Depois, quando eu contei,

pra minha irmã disso, eu falei, meu Deus, é essa mulher? Por que você não me contou no dia? A minha vontade era de ir lá na casa dela, né? De ir com a polícia na casa dela. Mas, enfim, né? A minha irmã só, a gente só lembrou de se perguntar isso, de eu perguntar pra ela isso, sei lá, uns dois, três dias depois, assim, sabe? E o que que eu acho? Que ou essa mulher roubou e não ia devolver, só que como tinha uma divulgação, assim, muito pesada, muito forte em cima, com cartaz colado e tal, ela ia ser caguetada em algum momento. Iam entregar ela. Então, ela pensou em ficar com ele,

ela ficou com medo que sabia que a casa dela ia cair. Ou, o que eu acho mais provável, é que o bonitão do Luíde resolveu fugir na época do cio da cachorra dela. E aí ela ficou com ele até se certificar de que ele cruzou com a cadela dela. Entendeu? Eu tenho essa desconfiança. E aí agora vocês me julguem ou não, tá, gente? Quando ela me mandou mensagem perguntando da recompensa, eu só respondi pra ela. A recompensa era pra quem tivesse encontrado ele, não pra quem tivesse roubado e devolvido. E aí ela nunca mais me respondeu, sabe?

E aí é a lição que ficou, né? O Luigi foi castrado na semana seguinte e eu também aprendi, gente, que não dá pra você falar se o teu bicho é castrado ou não. Porque tem gente que vai querer roubar o teu bicho só pra querer cruzar, né? Então, diferente da Julia, a mulher, essa daí, ela devolveu por livre e espontânea pressão, né? Ou devolveu realmente pela recompensa. Às vezes ficou até esperando ver se a gente não ia aumentar a recompensa, né? E ela não contou que tava com ela essa safada. Logo um tempo depois,

se mudou de lá, então a minha mãe também se mudou, então a gente nunca soube, assim, se a cadela dela deu filhotes ou não, sabe? Mas graças a Deus, as nossas histórias, ela tem em comum que ficou tudo bem com os bichinhos no final, que a gente encontrou eles de volta, né? Mas eu já tive um gato que eu, ele tinha acesso à rua, e um dia ele foi e nunca mais voltou, e todo mundo falava, não, gato volta, gato volta, nunca mais voltou, aprendi a lição, né? Aí fiquei um bom tempo aí sem ter bicho, e aí quando

tive, tem hoje meus três que não botam nem o nariz pra fora de casa. Tem uma parte ali na nossa a porta lá de baixo até ficar aberta pra eles, pra eles terem acesso à lavanderia. A gente tem uma parte da lavanderia que não é coberta. Essa parte a gente estendeu tudo com tela e a gente fez um portãozinho lá no final na garagem, porque assim eles conseguem tomar sol, eles conseguem ver a chuva, conseguem ver o céu, sabe? Eles têm um espaço aberto pra eles, mas só tudo dentro de muita segurança. E vocês sabem que quando se trata de segurança de bicho, eu sou militante,

né? Então, gente, cuidem dos bichos de vocês, porque um deslize, os bichinhos fogem. E Deus o livre, não gosto nem de pensar, mas é isso. Se você quiser comentar sobre essa história, comente no nosso grupo do Telegram. Eu tô esperando vocês por lá. Mande sua história até ok.podcast arroba gmail.com Me sigam no Instagram até ok.podcast e até o próximo episódio. Tchau, tchau!

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