Episódios de Até aí, ok!

#211. Roubo de criança

06 de março de 20261h8min
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Assuntos10
  • Sequestro de criança em shoppingDesaparecimento da criança no provador · Identificação e perseguição do suspeito · Corte de cabelo como disfarce · Fechamento do shopping e estacionamento · Localização da vítima · Falta de identificação dos suspeitos · Abafamento do caso pelo shopping
  • Tecnologia Seguranca PublicaEnsinar crianças a identificar pessoas confiáveis · Palavra-código de segurança familiar · Manter criança sempre à vista · Nunca deixar estranho pegar criança · Cuidado em estacionamentos · Proteção em hospitais e maternidades · Confiança no instinto materno · Gritar 'fogo' em vez de 'socorro' · Ligar imediatamente para polícia · Não passar informações reais para estranhos
  • Táticas de sequestro e roubo de criançasAbordagem por mulheres bem vestidas e simpáticas · Pedidos de ajuda usando apelo emocional · Insistência exagerada para pegar criança · Distração da mãe enquanto cúmplice se aproxima · Presença de comparsa observando · Aproveitamento de momentos vulneráveis · Conhecimento de pontos cegos de câmeras · Uso de veículos com motorista aguardando
  • Relatos de tentativas de sequestroTentativa em ponto de ônibus · Abordagem em livraria · Tentativa em maternidade · Incidente em mercado · Situações em supermercado · Abordagem em praia · Perseguição em estacionamento · Tentativas de coação na rodoviária
  • Estatísticas de desaparecimento infantil no BrasilNúmero de desaparecimentos por dia · Percentual de menores entre casos de desaparecimento · Predominância de meninas · Diferentes contextos de desaparecimento · Dados do Ministério da Justiça
  • Sinais de alerta e comportamentos suspeitosAbordagem de desconhecidos · Insistência em pegar criança · Pedidos de ajuda inusitados · Observação constante da criança · Presença de cúmplices · Aproximação em momentos vulneráveis · Comportamento contra-intuitivo
  • Redes de exploração e tráfico infantilOperações planejadas e coordenadas · Possível conexão com tráfico · Conhecimento de sistemas de segurança · Uso de múltiplos cúmplices · Aparência para não levantar suspeita · Possível seleção de crianças específicas · Operações internacionais
  • Pilares da Saúde EmocionalTrauma da mãe · Restrição de liberdade pós-sequestro · Necessidade de terapia · Mudanças na aparência da criança · Sinais de desorientação e sonolência · Dificuldade de recuperação emocional · Superproteção parental
  • Vulnerabilidades em ambientes públicosPontos cegos de câmeras em lojas · Provadores como áreas de risco · Estacionamentos como zonas perigosas · Acesso direto entre loja e estacionamento · Falta de segurança adequada · Demora em fechar acessos · Comunicação lenta entre segurança · Revistamento insuficiente de veículos
  • Crise InstitucionalMobilização de segurança · Fechamento de estacionamento · Análise de câmeras · Boletim de ocorrência · Encaminhamento para hospital · Exame toxicológico não realizado · Falta de conclusão da investigação · Placa do carro clonada
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Sejam muito bem-vindos ao Até Ok. E, gente, a história de hoje, o nome já diz, né? Roubo de crianças. Essa história é uma história que tem muita tensão. Ela pode causar algum desconforto em algumas pessoas. Mas é muito, muito, muito importante que vocês ouçam, principalmente se em algum momento vocês forem responsáveis por alguma criança. Se você é mãe, se você é pai, se você é tia, se você é amiga, se você é babá,

qualquer coisa, se em algum momento existe uma criança que fica sobre a sua responsabilidade, nem que seja uma vez na vida, é importante que você ouça esse episódio. Então lembrem-se que a qualquer sinal de desconforto vocês podem pular esse episódio, mas é muito importante que vocês façam um esforço para conseguir ouvir. Compartilhem com todo mundo o que vocês acharem necessário, porque é uma história muito forte, e lá no final eu vou colocar alerta,

e dar algumas dicas sobre a segurança das crianças. Então é muito importante que vocês ouçam e compartilhem. Então, recado dado, agora sim, a história de hoje é da Juliana. Mas se essa história é minha ou se é da sua amiga, vocês nunca vão saber, nem se os lugares ou nomes foram alterados ou não. Então, vem comigo. Essa história aconteceu em 2023. Era um sábado comum, semana entre Natal e Ano Novo.

Ela tinha prometido para sua filha Lara, de 5 aninhos, que elas iriam no shopping trocar uma roupa que a Juliana ganhou de Natal e também comprar os materiais escolares da Lara. Seria a primeira vez que elas fariam essa compra, então as duas estavam muito empolgadas. A Juliana sempre foi uma mãe muito caprichosa. Ela sempre gostou de enfeitar, emprectar muito o cabelinho da Lara. Ela nasceu muito cabeluda e com 5 aninhos ela já tinha cabelos longos e bem pretos,

onduladinho só na ponta, coisa mais linda. E a Ju sempre gostou de fazer penteado. E nesse dia não foi diferente. Ela fez um rabo de cavalo bem alto, colocou um laço quase maior que a cabeça da Lara, passou um glitterzinho ali em cima, colocou uma camisetinha branca, um vestido jeans, todo bordado de florzinha, uma meia altinha, uma sapatilha, e lá foram as duas até o shopping. A Lara parecia uma boneca viva andando, gente, coisa mais linda.

E por lá foram as duas. Logo que elas chegaram no shopping, estava um pouco cheio, porque semana entre Natal e Ano Novo é semana oficial do quê? Troca de presentes. Além disso, é a galera buscando ali lookinhos para o Ano Novo. A Lara, que já estava o caminho inteiro falando tudo que ela queria comprar na papelaria. Agora que elas chegaram no shopping, gente, as duas estavam de mãos dadas, só que a Lara não parava quieta.

trotando de felicidade, então, dando pulinhos ali de ansiedade. Então, a primeira coisa que elas fizeram foi ir direto comprar as coisas de papelaria da Lara para acalmar a ansiedade dela, porque senão a Ju não ia conseguir trocar a roupa que ela ganhou, escolher peça com calma e tudo mais. Então, ela primeiro acalmou a ansiedade da Lara, compraram tudo do jeitinho que a Lara quis, tudo bonitinho, e agora a ansiedade dela era abrir aqueles materiais que a Juliana falou que não dava,

casa elas faziam isso, porque daí já etiquetavam tudo. E gente, era tão gostoso fazer isso quando eu era criança. A gente encapava caderno, colocava etiqueta com nome, aquele cheiro de material escolar, meu Deus, que delícia. E como é muito gostoso, até a Juliana tava ansiosa. Mas então, antes de ir, elas passaram rapidinho ali, gente, numa loja dessas de departamento, essas lojas grandes, pra poder trocar a peça de roupa da Juliana. A Lara andava atrás da Juliana,

mas a Juliana agarrada nela. Só que, gente, a Lara, o que que acontecia? Ela tava focada na sacola de materiais escolares que ela tinha comprado. Ela ficava pegando carimbo, borrachinha ali de dentro da sacola, e ela queria abrir. Então, sabe quando a criança não tá prestando atenção em nada e nem olha pra frente? Então, a Juliana, que tava meio que arrastando ela, passou ela pra frente, né, a Juliana ficou com a Lara na frente dela, e enquanto isso, a Juliana era uma mão na Lara,

E a outra mão pegando ali, escolhendo algumas peças de roupa. E no fim das contas, a quantidade máxima que você consegue entrar num provador é 10. Então a Juliana pegou 9 peças de roupa. E aí fez aquele monte de roupa, roupa, cabide e tal. E foram as duas ali para o provador. E ali no provador estava a Juliana, a Lara, as compras da Lara, as roupas que a Juliana ia provar, a bolsa. Estava tudo muito apertado.

nas coisas. Então, a Juliana colocou a Lara ali atrás dela e estava se trocando. A Lara, gente, como qualquer criança, não parava quieta. E a cortina começou a abrir. E a Juliana, pela dona, começou a ficar exposta. Elas estavam no final do corredor. Logo que você entra, ela estava lá para o final. Só que, por ser uma loja grande, os provadores ali faziam tipo um H, sabe? Então, tinha esse corredor, uma passagem no meio e um outro

Corredor bem cumprido. Mas elas estavam. Logo que você entra no provador ali. Ela estava no final desse corredor. Bem perto daquele espelho que tem. Então assim. O problema é que qualquer pessoa que estava ali. Qualquer um. Conseguia ver a Juliana. Pelada com aquele abre e fecha de cortina. Então ela falou para a Lara. Filha para quieta. Que você está abrindo a cortina. Todo mundo vai me ver aqui. E a Lara parou. Mas gente. Criança. Ela continuou se espoliteando. A Juliana aprovando peça de roupa.

oito, nove peças, então naturalmente ela ia demorar. E aí ela colocava, saía a olhar a roupa no espelho, virava, via de frente, de costas, e entrava no provador. Só que estava meio cheio ali. E ela se trocando, a Lara abrindo a cortina, começou a virar aquela coisa meio caótica. E aí ela já meio sem paciência falou para ela. Lara, ou você entra, ou você me espera aqui fora. E a Lara quis ficar ali fora, mexendo nos materiais de papelaria, adesivo e tal.

ali era mais espaçoso, então ela sentou ali, né, coladinha no espelho, sentou ali no chão e ficou brincando. E a Juliana deixou uma fresta da cortina ali pequenininha, onde ela conseguia ver a movimentação da Lara. E aí, cada vez que ela ia olhar no espelho, ela dava aquela checada para ver se estava tudo certo. E estava tudo certo, gente. Lara ali com os materiais, fuçando na sacola, quietinha. Estava tudo bem, estava tudo de boa, até não estar mais.

que ela colocou no corpo no espelho e cadê a Lara? Os materiais dela estavam ali no chão espalhados, mas a Lara não estava mais ali. E gente, Juliana me falou que não foi dois minutos. Ela falou pra mim que ela viu a sombra da Lara, foi questão dela tirar a camiseta e colocar de volta e quando ela abriu a cortina, a Lara já não estava mais. Ela me falou que se bobear não deu um minuto. Lara sumiu.

E nada da Lara responder. Aquele silêncio da voz da Lara. Mas ao mesmo tempo. Aquele entra e sai de gente das cabines. Aquela falação ali dentro. A música ambiente. Lara. Gente o coração da Juliana gelou. Ele aos poucos foi parando. Ela não pensou em mais nada. Ela saiu andando pelo corredor. E gritando pela Lara. E ela falou para mim.

Paula, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Então ela achou, gente, que a Lara ou tinha se perdido, ou tinha saído ali pra loja, ou o mais provável naquele momento é que ela estava dando vida pra algum objeto dela. Porque elas compraram uma borrachinha que tinha o formato de um aviãozinho. E a Lara é uma criança que gosta da vida pras coisas. Então ela imaginou o quê? A Lara saindo fazendo o aviãozinho voar, alguma coisa assim, sabe?

moça que fica fazendo a contagem das peças na entrada do provador, deu as características da roupa da Lara, e a moça falou que não, que nenhuma criança saiu dali desacompanhada, nada. Então, a Juliana, ela se tranquilizou um pouco, porque significava, então, que a Lara estava ali a poucos metros dela. Ela imaginou que a Lara podia estar, sei lá, entrando e saindo das cabines, por exemplo, dos provadores individuais ali, e para ela procurar a Lara, ela não tinha como sair abrindo cortina, porque as pessoas estavam se trocando,

dentro, né? E ela não tinha como expor a mulherada pelada. Então, ela só saiu gritando pelo nome da Lara. Ela já estava pensando que ia chegar em casa e ter uma conversa séria com a Lara, porque não tem, não pode ficar em provador abrindo e fechando cortina dos outros, né? Ela imaginou que a Lara estivesse fazendo alguma coisa de criança. E vocês lembram que eu comentei com vocês que o provador fazia tipo de um H, né? Ele tinha o primeiro corredor, uma transversal e esse outro corredor.

estava no final desse corredor. Então, gente, conforme ela saiu procurando a Lara, algumas mulheres dali, umas três mulheres, começaram a ajudar ela a procurar, chamando pela Lara. E quando ela estava no final do corredor de novo, ela ouviu uma gritaria de uma moça gritando. O meu filho bateu a boca, me dá licença, dá licença. E aí ela escutava as pessoas falando, né? Nossa, meu Deus, aquele borburinho de fundo. Só que, gente, ela não queria saber do filho dos outros, ela queria saber

saber da filha dela. Porém, quando ela ouve essa gritaria, gente, com um choro de criança junto, na hora, ela sentiu no coração dela um sopro e ela pensou. Essa criança é a Lara. Gente, juro pra vocês, eu que tenho um filho, bom, acho que nem precisa ter filho, né? Mas eu me arrepia até a alma de imaginar isso. A Juliana, nesse momento, saiu correndo e ela perguntou pra moça que fica controlando a entrada de saída do provador. O que aconteceu?

Era uma menina? E a moça só respondeu. Não, aparentemente é um menino. Ela saiu correndo com ele, tinha sangue escorrendo na roupa dela, ele estava de boné e um cobertorzinho azul enrolado. E parecia ser um menino. E a Juliana, já muito nervosa, muito angustiada, perguntou de novo para ela. Mas você viu se esse menino já tinha entrado com essa moça aqui no provador? E, gente, quando é para dar tudo certo, para dar tudo errado, o que aconteceu? A menina falou.

Não era eu que estava aqui. Eu estava no meu intervalo. Eu acabei de voltar, então eu não sei dizer quem que era. Gente, assim que essa mulher terminou de responder isso, uma dessas três mulheres que eu comentei que estava ajudando a Juliana a procurar a Lara só gritou. Moça, pelo amor de Deus, isso aqui é da sua filha? Gente, essa mulher mostrou para a Juliana o vestido de florzinha da Lara e do lado o cabelo da Lara. A Juliana me falou que ela não sabe explicar o sentimento dela naquele momento.

O mundo dela caiu, desabou. Ela viu uma vida inteira passando em segundos. Mas ela não tinha tempo para nada. O que ficou muito claro para ela. Vocês lembram que a Lara estava de rabo de cavalo? A pessoa só passou uma tesoura no cabelo dela para poder esconder. E gente, ela não tinha tempo para nada. Ela não tinha tempo para pensar. Ela me falou que naquele momento ela só falou para essa moça. Esse menino era minha filha. Roubaram a minha filha.

Gente, vocês acreditam que tentaram barrar ela? Porque ela estava com roupa da loja e estava bipando aquele negócio, aquele imã. Saiu bipando e não queriam deixar ela sair. Teve gente que tentou ir atrás dela. Só que ela não queria saber de nada. Ela só saiu gritando para o segurança. Roubaram a minha filha, cortaram o cabelo dela e roubaram ela. Segurança não estava entendendo nada, ele precisava do contexto. A Juliana só gritava.

fecha tudo, fecha a porta, fecha estacionamento, fecha a saída, fecha tudo. Agora vem um trecho que é só um borrão na memória da Juliana. Ela não se lembra de detalhes, ela não se lembra como é que foi, ela não se lembra de nada. O que ela se lembra é dela correndo pelo corredor do shopping, olhando dentro de todas as lojas, entrando em banheiro, gritando o nome da Lara por tudo, gritando, pedindo ajuda, os seguranças se mobilizando e ela não sabia o que fazer,

para onde correr. Chegou um momento que ela voltou lá para a loja, que era onde estavam as coisas dela, e gente, ela só ficou na parede de fora, sem entrar na loja, caída no chão, sentada, esperando alguma coisa acontecer. Ela não sabia para onde correr para curar a filha. Ela me falou que ela ficou com medo que a pessoa estivesse ali dentro da loja, por exemplo, justamente esperando ela correr. Então, na cabeça dela, se a Lara conseguisse fugir de alguma forma,

Então ela preferiu ficar por ali, ela não sabia o que fazer. Ela se lembra que uma mulher da segurança veio perto dela e em determinado momento, depois de alguns minutos que pareceram uma eternidade, ela só falou. Olha, a gente já fechou todas as entradas, o estacionamento também, as cancelas, ninguém entra e ninguém sai até a gente achar sua filha. Para poder liberar, eles estão revistando o carro, a gente já assinou a polícia, só que tem um problema.

A Lara não lembra se teve mais alguma informação relevante nesse meio do caminho.

basicamente que foi algo tipo isso que eu mencionei aqui, que foi dito para ela, gente. E eu não sei se em todos os shoppings tem isso, só que esse shopping em questão, aqui em Curitiba, tem um shopping que tem uma loja de departamento com acesso direto para o estacionamento, que é a céu aberto. E essa entrada, ela também fica relativamente perto das cancelas. Então é bem perigoso se a gente olhar pelo ângulo de um sequestro de criança, porque é super rápido você catar uma criança,

e sair pela cancela. Até a mãe se dar conta e chamar o segurança, a pessoa já tá fora. Bom, a Juliana, ela só vivia um pesadelo. Ela só conseguia responder o que perguntavam pra ela de informação da Lara, tipo, a altura, ela não conseguia lembrar direito, peso, nada. Ela tava ali com o vestido e com o rabo de cavalo, com o cabelo da filha na mão, sem ter pão de correr, sem saber se seria o último objeto que ela ia ver da filha. Bolsa dela ficou lá na loja, no provador,

E, gente, ela começou a pensar em tudo que vocês imaginam. A visão dela foi ficando turva, ela começou a passar mal, ela vomitou. Foi um terror que ela viveu. Como eu disse, foram minutos, coisa de 20, 30 minutos, que para ela foram 20, 30 horas. Daqui a pouco, a polícia chamou ela para dizer que eles tinham atualizações. Gente, essa mulher que pegou a Lara, ela sabia exatamente o que ela estava fazendo.

Sabia tudo, tudo, tudo, tudo. Porque assim, por que ela foi no provador? Porque ela sabia que lá não tem câmera. As câmeras ficam onde? Na entrada do provador. Nos corredores não tinha e ela sabia disso. Essa mulher, ela sabia todos os pontos estratégicos, todos os pontos cegos de câmera. Todas. Ela esperou o momento perfeito de ter uma mãe com uma criança fácil de mudar a aparência, que estivesse dando bobeira.

Aqui eu já não sei, a Juliana não soube me dizer se é uma coincidência ou não, essa menina da entrada do provador, ela ter trocado, ter ido para o descanso, para o intervalo dela, ter trocado as meninas e ter sido bem nesse intervalo, mas parece que foi tudo certo para dar tudo errado mesmo, sabe? Por todas as câmeras pelas quais essa mulher passou, quando foi no caminho de ida, ela estava sempre com a mão no rosto, ela estava com um lenço, um cachecol,

E no caminho de volta, ela passou com a Lara na frente do rosto. Então, assim, as características dessa mulher que conseguiram pegar eram apenas os cabelos, a testa e a roupa, o corpo. E isso não quer dizer nada, né? Porque isso tudo é muito fácil de alterar. E, gente, por que eu digo isso sobre ela saber exatamente onde tinham câmeras? Porque pelas câmeras, eles conseguiram ver essa mulher saindo da loja com a Lara,

tinha câmera no estacionamento, e por um outro ângulo, eles pegaram ela, entrando num veículo, junto com a Lara. Uma pessoa já estava com o carro ligado, essa pessoa, pelo que eles puxaram nas câmeras, essa pessoa nunca estacionou. Ela ficou só andando no corredor, indo e dando a ré, indo e dando a ré, como se estivesse procurando, esperando uma vaga naquele corredor, sabe? Ela não estacionava. Ela ficava com o carro andando, para quê? Para que quando a mulher entrasse com a Lara,

o carro já estava pronto. E foi exatamente isso que aconteceu. Ela tentou sair pela cancela, só que até ela chegar no carro e até o carro chegar na cancela, os seguranças já tinham sido acionados, gente, e eles já estavam a postos. Se a Lara tivesse sido apenas jogada no porta-malas, talvez tivesse passado o batido. Só que como ela estava no colo da mulher, não teve alternativa. Eles iam identificar, porque foram passadas as características de que era uma mulher com uma criança.

Eles conseguiram ver o cara que estava dirigindo fazendo a volta com o carro, voltando pela contramão e depois voltando pelas cancelas sem a Lara. E agora, como já tinha dado um tempo, como já tinha o desaparecimento confirmado, a polícia já estava lá, para poder liberar, eles estavam revistando os carros, banco de trás, porta-malas e tudo mais, para poder deixar as pessoas passarem. E, gente, eles foram liberados.

Primeiros a chegar ali. Eles chegaram logo que fecharam as catracas. Então pensa comigo. A mulher fez todo o movimento de ir até o carro. E eles já estavam indo para as catracas. Quando já por interfone. Interfone não. Como é que chama? Por rádio. Eles já conectaram com seguranças que imediatamente trancaram. A comunicação foi muito rápida. E aí naquele momento eles não iam liberar ninguém. Apenas se estivessem olhando os carros. Então quando eles viram que foram.

Estavam trancados, estavam presos. Eles não tinham como sair com a Lara. Eles não tinham como jogar ela no porta-malas, por exemplo. Aparentemente, eles pensaram em tudo, mas não pensaram. Graças a Deus, eles não pensaram em como esconder ela dentro do carro. Sabe? De esconder ela, sei lá, por baixo de um banco, por exemplo. Alguma coisa assim que passasse batido. Mas enfim, gente, com base ali no trajeto deles, eles encontraram a Lara numa parte do estacionamento que não tinha câmera. Numa parte que era um ponto cego.

Ou seja, há quanto tempo esse pessoal rondava nesse shopping? E só aqui, pulando uma etapa da história, a Juliana me falou que, claro, ela não vai identificar cidade, nem shopping, nada, porque ela não sabe se o episódio, por exemplo, não pode chegar nessas pessoas, porque são pessoas bem vestidas, são pessoas que parecem ser conectadas com o mundo, não são pessoas que são humildes e não têm um celular na mão, são pessoas que parecem ter acesso a um mundo normal. Então ela tem muito medo,

que chegue nessas pessoas e reconheçam ela, né, então ela não vai fazer nenhuma identificação, mas é muito, pra Juliana é muito curioso que parece que o shopping abafou isso, sabe? Ao invés de divulgarem pra deixar todo mundo esperto, eles sabiam que isso poderia ser negativo pra imagem deles, então o shopping abafou esse caso, isso não saiu em jornal, não saiu nada, gente, nada. Mas enfim, né, com base então no trajeto que eles fizeram com o carro ali pelo estacionamento pra ir e voltar,

Eles encontraram a Lara numa parte de estacionamento que não tinha câmera. A Lara estava deitadinha, com um boné em cima do rosto, só de camiseta, com a camisetinha branca que ela já estava. Ela estava só de calcinha. Ela não tinha mais a meia, não tinha mais a sapatilha. Isso foi jogado, espalhado pela loja, foi caindo em algum lugar, no carro. Juliana nunca achou e também pouco importa. E ela estava com o cobertor enroladinho nas pernas, gente. E ela apresentava sinais leves de sonolência e desorientação.

Ela não estava machucada, não tinha sangue em lugar nenhum dela, aquele sangue, a gente não sabe se era um sangue falso ou o quê, mas esse sangue não era, de fato, da Lara. Ela estava super bem, mas a gente não sabe, ninguém descobriu o que deram para ela ingerir ou alguma coisa assim. A Juliana, ela fez boletim de ocorrência e ela foi acompanhada dos policiais até um hospital próximo para garantir a integridade física da Lara,

bem, que não teve nenhum abuso, não teve nada. Lá ela ficou em observação e com os sinais clínicos bem e estáveis, ela foi orientada a ir pra casa e manter a observação e qualquer alteração no quadro clínico da Lara, ela voltar pra lá. E aí depois que elas foram liberadas, os policiais acompanharam elas até em casa. A Lara, gente, não se lembrava muito bem como que ela tinha sido abordada. Eu acho que por ela ser criança foi meio traumático também,

ficar assustada, né? Ela saiu chorando e gritando quando ela percebeu que essa pessoa agarrou ela. Porque a Juliana identificou e desconfiou que era ela por conta do grito e do choro. Mas isso não é uma regra, né? Quando você tem uma criança, a voz das crianças são meio semelhantes. Quando você escuta uma criança chamando mãe, você sempre acha que é com você, né? Então, enfim, pode ter sido meio traumático pra Lara naquele momento e por isso ela não se lembra muito bem como que ela foi abordada. Ela não sabia

responder isso no momento. E aí depois, gente, no tamanhinho dela ter que ter o cabelo cortado do modo como foi, eles cortaram de qualquer jeito, sabe? Só para o boné poder esconder. Isso é muito traumático para uma criança de 5 anos, né? Foi um processo muito longo de terapia e tal. A Juliana, ela até foi na delegacia depois, gente, e o que descobriram era que a placa do carro era clonada e nunca encontraram a identidade desses sequestradores. Eu perguntei se ninguém seguiu,

buscando o carro ali pelas ruas, pelas câmeras e tal, mas ela falou assim pra mim que era isso que ela esperava, só que parece que essas coisas só acontecem em CSI mesmo. Sabe que no Brasilzão não é bem assim. Até hoje, gente, essa história não teve nenhum desfecho, nunca encontraram as pessoas e ela segue em terapia. A Lara não se recorda disso mais e ela disse que ela se lembra de um episódio onde corriam com ela no colo e ela não conseguia ver.

porque ela estava enrolada na coberta com um boné. Então ela só tem esse flash na memória. E de resto ela já esqueceu, graças a Deus. Na época foi muito difícil para ela ter que lidar com a mudança na aparência dela, ela que era super vaidosa. Quase tiveram que raspar a cabecinha dela. Cinco anos você já entende isso, você já tem autoestima. E gente, não se sabe o que ela ingeriu. Ou ingeriu, ou inalou, não sei. Mais uma vez a gente deve dizer que aqui não é CSI.

que foi negligenciado, mas a Juliana me falou que pelo que falaram para ela é isso mesmo. Posteriormente, gente, a Ju descobriu que a polícia poderia ter solicitado formalmente um exame toxicológico. Nesses casos, igual o caso da Lara, é o recomendado. Só que como ela apresentou no hospital sintomas clínicos normais, ela tinha sinais que se recuperaram muito rápido, aquela sonolência e desorientação,

ali, ela já ficou esperta, acabou que ficou por isso mesmo. E falaram pra ela que esse negócio de que, ai, você dá um cheirinho e a criança desmaia, gente, diz que isso aí não é verdade, não. Diz que isso daí é coisa cinematográfica, é coisa de filme. Não é bem assim que o negócio acontece, sabe? E provavelmente não foram atrás dos sequestradores, porque a Lara tava bem, a Lara tava ali. Se tivesse com a criança, é capaz deles terem ido. Só que eu acredito, né,

que às vezes eles não sabiam se estavam armados ou não, então às vezes o risco acaba sendo maior, sabe? Eu imagino que seja isso, eu acho que eles pensam o quê? Que o risco de ir atrás deve ser maior, porque às vezes eles tomaram um susto tão grande que eles pensam que essas pessoas vão sumir dali, às vezes nem são da cidade ou do Estado, não sei, mas parece que assim, é muito caro para o Estado ir atrás, pedir câmera, ficar vendo tudo isso, fazendo toxicológico,

das contas ficou tudo bem, sabe? Então, me parece que é mais ou menos isso que acontece. A Juliana, ela ficou sem sair de casa por muitos meses. Muitos, muitos, muitos. Hoje, que a Lara tem oito aninhos, ela é um pouco mais flexível. Mas até o ano passado, gente, ela só saía com a Lara se fosse, sim, saídas obrigatórias praticamente e só com coleira. Sabe essa coleirinha que você coloca no pulso da criança ou até que é um

coletinho de peito, e ela não tira mais o olho da Lara, gente, não tira, até hoje. Sempre que ela pensa que, ai, não dá nada tirar o olho aqui, ela na hora se lembra que nesse dia não foram dois minutos, gente, nem dois. E nessa história tem muitas pontas soltas, né? O sangue de onde que veio, como será que abordaram a Lara pra ela ficar em silêncio, pra ela não gritar, mas a verdade, gente, é que normalmente esses sequestros, eles acontecem em silêncio mesmo, não tem caos,

Não tem barulho. A Juliana me falou que ela repete igual um papagaio desde que a Lara é pequenininha, que não é para ela conversar com estranhos. Mas mesmo assim, né? A gente não sabe como que foi a abordagem. E com esse entra e sai de gente, não tinha uma pessoa para falar que viu. Mas é que eu acho que é todo mundo tão acostumado com os cenários que ninguém acha que é uma pessoa que está ali tentando roubar uma criança. Porque como eu disse para vocês, gente, é uma pessoa,

aparentemente bem vestida, é uma pessoa de boa aparência, às vezes é uma senhora. Então, não é uma pessoa que você vai olhar e você vai ter certeza que essa pessoa vai te fazer mal. Elas vêm justamente disfarçadas. Então, você está dentro de um shopping, uma mulher bem vestida com uma criança, quem que vai achar que ela está tentando negociar de roubar essa criança, né? E vejam só, não foi madrugada, não foi lugar abandonado, não foi criança sozinha, foi só, assim,

Foi só uma fatalidade, não foi um descuido extremo, foi um ambiente familiar, teoricamente seguro, um ambiente cheio, um sábado comum que quase terminou de forma irreversível. E agora, gente, eu vou trazer para vocês alguns relatos que eu li na internet e eu resolvi trazer aqui para vocês, para que a gente explore as formas atuais que estão tendo de roubo de criança,

responsável, prima, qualquer pessoa que saia com uma criança precisa ouvir esse episódio. Essa história da Ju, ela foi enviada num contexto muito específico e depois disso, gente, eu passei a buscar, a ler um pouco sobre isso. Coincidentemente ou não, a minha mãe, nas duas últimas semanas, ela tá bem apavorada e mandando muitas coisas pra mim e pra minha irmã sobre vídeos assim e alertas de roubo de criança.

Seja isso que a minha mãe mandou, o meu algoritmo também fez o trabalho dele, né? Então eu vou relatar pra vocês aqui, gente, alguns casos que eu li em comentários feitos por perfis em vídeos públicos, em perfis públicos e abertos que apareceram pra mim, tá? E é pra que isso fique o alerta, pra que a gente saiba como proceder, porque eu falo pra vocês, gente. Se fosse comigo vendo esses relatos aqui, eu acho que eu perdi a meu filho em dois tempos, tá?

saber falar não, da gente não saber se posicionar às vezes, eu perdi a meu filho com certeza absoluta. Nós pais, mães irresponsáveis, a gente tem a obrigação de cuidar das nossas crianças. E sobre esses relatos que eu vou trazer, não é teoria da conspiração, são relatos reais de pessoas reais. E antes que alguém pense que isso é exagero ou pânico coletivo, é importante entender uma coisa. Desaparecimento e sequestro de criança, gente, não são lendas urbanas.

oficiais aqui para vocês, porque quando a gente ouve uma história assim, parece uma exceção, parece uma coisa rara, parece uma coisa que aconteceu com alguém muito distante e que não aconteceria com a gente. Mas os números mostram que não é isolado. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base no Sistema Nacional de Informação e Segurança Pública, o Brasil registrou quase 24 mil desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025.

Isso significa, em média, cerca de 66 crianças e adolescentes desaparecendo por dia no país. 66 mães chorando por dia. E antes que alguém pense, ah, mas nem todos são sequestros. É verdade, gente. Esses números, eles também incluem fugas, conflitos familiares, situações de vulnerabilidades e outros contextos.

chama atenção aqui é que crianças e adolescentes representam quase 30% de todos os registros de desaparecimento no Brasil. Ou seja, a cada 10 pessoas desaparecidas, 3 são menores de idade. Dados analisados também pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que meninas são maioria entre os casos registrados. Gente, e sim, muitas dessas crianças são localizadas rapidamente.

mas nem todas. E o ponto nessa história, o ponto aqui não é gerar pânico, é trazer consciência. Porque quando a gente fala em desaparecimento infantil, a gente não está falando só de manchete, a gente está falando de situações que acontecem em shopping, nas escolas, praia, festa, mercado e principalmente estacionamentos. São os lugares comuns, em dias comuns, rotinas comuns. Não é o extraordinário

E é exatamente por isso que eu trouxe esse episódio, porque informação não é exagero, cuidado não é paranoia e prevenção nunca vai ser demais quanto o assunto é criança, adolescente, um ser humano vulnerável que não sabe se defender. As organizações internacionais como a Interpol, por exemplo, alertam, gente, que redes de exploração infantil e tráfico de pessoas utilizam cada vez mais estratégias silenciosas e planejadas,

Muitas vezes contando com a distração, manipulação emocional, impulso e abordagem que aparentemente é inofensiva. Então, mais uma vez, eu falo para vocês. Eu vou ler esses relatos. Eu peguei comentários na internet, comentários no Instagram mesmo. Esses comentários não foram feitos de forma privada. Foram feitos justamente para alertar os leitores, os consumidores do conteúdo daquela página. E estão em páginas públicas.

Eu não vou falar o nome de cada uma das pessoas que mencionou isso para não expor ninguém sem autorização, mas eu vou ler o que essas pessoas deixaram ali como tom de alerta mesmo, tá? Esse episódio não vai ter ladainha, porque é um episódio onde o importante é a informação e não eu ficar aqui jogando conversa fiada, tá? Não eu ficar de ladainha. Então, seguem os relatos, gente.

para vocês saberem quando que acaba um e quando termina o outro, tá? Então, lá vai.

eu senti uma voz que fez o meu corpo estremecer. Vão sequestrar a sua filha. Quando eu olhei para trás, tinham três mulheres em cima da minha filha que estava chorando. Não tinha ninguém um minuto antes e do nada apareceram essas mulheres. Nesse momento, eu só peguei a minha filha e estava vindo um ônibus. Entrei nesse ônibus e comecei a chorar abraçada na minha filha. Nunca pegaram essa mulher. Eu, sempre que posso, conto essa história. Eu estava numa livraria com o meu filho que tinha um ano e dez meses.

bonita, elegante, arrumada e se aproxima da gente. Achei estranho e já fiquei atenta, mas sem demonstrar. Ela ficou minutos, entre aspas, lendo um livro infantil e olhando de canto para o meu filho e para mim. Uma hora o meu filho soltou de mim e saiu correndo. Ela largou o livro e na mesma hora ela foi em direção a ele. Eu, como estava atenta, corri, segurei o braço dela, não falei nada, só olhei bem fundo no olho dela, mas eu tenho certeza que ela entendeu o olhar de

Se tocar nele, eu te mato. Rapidamente ela saiu da livraria e ligou para alguém. Aquilo me subiu uma raiva e um desespero ao mesmo tempo, porque se eu tivesse o mínimo distraída, eu teria perdido meu filho numa livraria para uma mulher que ninguém imaginaria. Desconfiem de todo mundo. Quase levaram o meu filho dentro da maternidade, meu primeiro filho. Ele tinha dois dias de vida. Um homem entrou no quarto sem fazer barulho. Ele disse que tinha que levar ele para tomar uma vacina.

Para ligar para o meu marido que tinha acabado de sair do quarto, ele se sentou no sofá, esperou eu terminar de falar e foi embora dizendo que voltava depois. A partir daquele dia, eu me tornei neurótica com a segurança dos meus filhos. Aconteceu comigo no mercado. Uma senhora idosa que parecia que estava sozinha se aproximou, me pediu para pegar o meu filho e eu falei que não, que eu não deixava porque ele era muito pequeno. Ela insistiu, disse que pegava o filho de todo mundo no colo.

e falei que não, pois ela insistiu e meteu a mão para pegar ele do carrinho do mercado. Ele estava com o cinto. Eu bati forte na mão dela e falei alto, você não vai pegar o meu filho. Ela se afastou e foi andando. Logo depois, eu vi ela tentando se aproximar de outras crianças. Quando eu fui para o caixa, ela estava com um homem no canto conversando. E detalhe, a querida passou muito tempo sozinha no mercado, sem carrinhos, sem compras, fingindo estar sozinha.

um casal aqui em um supermercado grande de São Luís. Eles não se intimidam com nada. Sorte que eu era neurótica e o meu filho andava no bebê conforto dentro do carrinho de supermercado. Eu pegando as coisas com uma mão e a outra na perninha dele. Mesmo assim, essa mulher não tirava o olho dele e chegou perto do carrinho. Só depois meu esposo viu o cara. No dia seguinte, eles dois apareceram na TV local presos. Tentaram levar uma menina de dois anos. Eu chorei de desespero e alívio.

Na última semana de janeiro, na praia do Campeche, em Florianópolis, eu vivi uma situação que poderia ter terminado muito mal. Estávamos indo embora eu e o meu filho ficou mais atrás na areia. Eu estava a poucos metros, mas sempre de olho. Em determinado momento, uma senhora se aproximou dele e começou a conversar. Eu achei que fosse algo simples. Ele estava com uma bodyboard. Pensei que fosse apenas um comentário sobre isso, mas a conversa se prolongou.

a ela, caminhando na direção oposta da minha. Eu gritei, ela se assustou e falou, eu só tava brincando. Brincando como? Um adulto desconhecido não sai andando de mãos dadas com uma criança que não conhece. Quando meu filho voltou, eu perguntei o que ela tinha falado e ele respondeu, mãe, ela disse que tava com dor no joelho e queria minha ajuda. E ela tocou exatamente no ponto forte do meu filho, ajudar. Isso é um alerta. Adulto não pede ajuda pra criança. Criança não acompanha desconhecido. E gentileza não pode

Eu sempre fui desconfiada ao extremo. Passei por uma situação semelhante quando a minha filha mais velha tinha aproximadamente oito meses. Uma senhora com uma expressão muito amável elogiou muito a minha filha e ficava pedindo para pegar ela nos braços. Dizia que era para que eu conseguisse almoçar em paz. Eu neguei educadamente e ela continuou insistindo. Eu mudei de mesa e ela veio

junto. Ela sentou na mesma mesa comigo. Eu encostei o carrinho da minha filha na parede e pedi que ela saísse, senão eu ia chamar a polícia. Ela sorriu e saiu. Eu terminei o almoço e fiquei ali por duas horas esperando meu marido vir me buscar. Ele estava atendendo um cliente nas proximidades. Ele achou que eu tivesse exagerado, que talvez ela tivesse perdido um parente próximo e tivesse emocionada. Eu jamais arriscaria. Nunca senti tanto medo na minha vida.

Minha mãe presenciou isso numa rodoviária indo pra Goiânia. Uma mãe com um bebê no colo,

Veio uma senhora idosa e se ofereceu para segurar ela para minha mãe usar o banheiro. A minha mãe quase deixou, mas recusou. A mulher insistiu e começou a gritar que aquela criança era o neto dela. E a mãe era uma estranha que pegou. Chegou uma outra comparsa dela, uma outra senhora, e falou que conhecia a velha e que o bebê era neto dela mesmo. Um rapaz no carro chegou perto. A sorte que na rodoviária tinha a polícia e vendo aquele alvoroço foram ver o que era. E aí saíram com pressa.

elas viraram as costas e saindo. Mas se não fosse a PM, galera ia acreditar na velha e ela ia levar esse bebê. Já aconteceu comigo aqui nos Estados Unidos. Eu nem estava no celular. Enquanto eu arrumava o carrinho de compras para sair da loja, a minha filha estava dentro do carrinho. Uma mulher se aproximou inventando que a minha filha tinha perdido uma tiara e que ela queria porque queria tentar colocar essa tiara na cabeça dela.

Eu não deixei, obviamente, e ela tentou de novo. Afastei ela com meu braço e falei alto para ela sair de perto.

Fui para o estacionamento e percebi essa mulher e mais uma outra nos seguindo. E depois elas duas entraram numa van que já tinha motorista, estava ligada. Coloquei rapidamente a minha filha no colo e saí desesperada. Nunca deixe um estranho se aproximar querendo ajudar. Isso realmente é real. Já fizeram isso comigo. Eu estava no shopping com a minha família até que me perderam de vista. Uma mulher tinha segurado na minha mão e me levado para o estacionamento. A minha mãe ficou desesperada.

Eu estava numa loja muito cheia com meu filho, que tinha 4 anos. Estava ele e o meu pai. Enquanto eu pegava as coisas, eu pedi para o meu pai ficar de olho nele e não me perguntar.

. . .

muito boazinha, que ia ajudar ele a me encontrar. Ele estava com o olho cheio de lágrima nos olhos. Só que se essa mulher estivesse falando a verdade, ela teria ido no balcão de informações dentro da loja. Não teria passado a grade já indo para a porta de saída. Nunca esqueci esse dia. E depois disso, só ando grudada com meu filho, independente de quem está comigo. Há quase três anos, a minha irmã teve seu filho. E uma mulher, se dizendo enfermeira, veio buscar o bebê, dizendo que era para fazer um tal exame.

precisava minha irmã junto. A minha irmã não permitiu. A tal enfermeira furando ele errado e ela exigiu que parasse e marcasse com outra profissional para outro dia. Até hoje o hospital não sabe o que explicar quem é a enfermeira, qual é o exame e nem foi feito qualquer outro exame nele depois desse momento. Mamães não desgrudem dos seus filhos. Quando forem dar luz, alguém da família sempre deve exigir acompanhar para qualquer que seja o pedido do seu bebê. Uma coisa que a minha mãe é encucada até hoje,

Todo mundo da minha família achava que eu era menino, então o meu enxoval foi inteiro azul. Quando eu nasci, minha mãe só tinha coisa azul e ela era bem novinha, ela tinha 15 anos. Ela veio caminhando comigo no colo com uma coberta azul enrolada até o talo. Uma mulher desceu do carro e começou a perseguir ela. Quando vê, ela veio para cima e começou a tentar me tomar da minha mãe e ela falava, me dá ela, me dá essa menina aqui.

era uma menina. Os cachorros dos vizinhos que ficaram do lado de fora começaram a atacar a mulher e ela foi embora. Mas a gente tem a leve suspeita de que era alguém do hospital, porque só lá que sabiam que era uma menina. Meu filho tinha uns nove meses. Eu estava saindo do mercado com ele no meu colo e algumas sacolas na outra mão. Quando uma senhora se aproximou de mim, me pedindo ajuda para carregar a sacola dela. Nessa sacola tinha um pacote de arroz.

Eu falei que não tinha como, porque eu estava com o meu filho. Ela insistiu que ela seguraria ele,

para mim. E eu não aceitei. Chamei alguém do mercado. Quando eu cheguei no meu carro, eu vi ela chegando num carro preto estacionado perto do meu e já tinha um homem no volante. Nunca, jamais vou esquecer daquele dia. Eu estava no mercado olhando as prateleiras e a minha filha estava no carrinho. Eu estava de costas para ela olhando os produtos que estavam na parte de baixo da prateleira. Nisso, uma moça passou por mim e falou, cuida da tua filha porque essa senhora está olhando para ela.

Na mesma hora eu olhei, essa senhora estava olhando para mim, eu agarrei a perninha da minha

filha, essa mulher disfarçou e sumiu do mercado. Gente, esses então são alguns relatos, alguns comentários que eu vi num post que tá lá pra todo mundo ver, tá? Inclusive esse post, ele é um vídeo que aparece uma moça com a filhinha numa balança e ela tá filmando a filha. Nisso passa um rapaz e rouba o celular dela. Ela tem aquele impulso de correr atrás, mas ela não foi porque ela tava com a filha dela ali. Nesse momento,

Uma senhora se aproximou tentando pegar a criança e falando para ela ir atrás do cara, recuperar o celular dela que ela cuidava da criança. A mulher falou que não. A senhora começou a insistir. A mulher falou de novo que não. E a senhora, gente, tentou puxar essa criança pelo braço. E aí essa mãe teve que empurrar essa senhora. E aí ela puxa a filha para perto dela. E aí a senhora sai. Então, essa questão de provocar na gente um instinto de correr atrás, de buscar.

essa moça que relatou o caso do ponto de ônibus. Ela foi lá e deu um soco na cara da criança. O teu impulso é fazer o quê? Atacar a mulher. Só que quando você faz isso, a criança fica livre. Então, gente, eu acho que esses relatos que eu trouxe aqui, eu acredito que eles são suficientes para que a gente crie uma consciência maior de entender que é questão de segundos, é questão de estratégia, é questão de poucos segundos de bobeira. E, gente, no mundo onde hoje o celular é tudo na nossa mão,

ele é a nossa distração, não dá para tirar o olho das crianças, gente, não dá. E eu não sei se vocês perceberam, mas o que esses relatos têm em comum? Primeiro, abordagem vindo de mulheres ou bem vestidas, simpáticas, mas na grande maioria idosas. Pedido de ajuda, usando alguma coisa emocional, ai, dor no joelho, ajuda para carregar aqui a compra, às vezes um exame, ajudar a mãe dela.

com esses pedidos de ajuda. Uma insistência exagerada para tentar pegar a criança no colo. A tentativa de distrair a mãe enquanto outra pessoa se aproxima. Isso daqui é campeã. Tentar distrair a mãe porque assim a criança fica livre. A presença de um comparsa observando de longe. E a aproximação em momentos mais vulneráveis, em locais onde você não tem muita escapatória, tipo um estacionamento, um mercado, uma rodoviária e principalmente a maternidade. Então,

Sobre dicas, gente, e alertas importantíssimos, tá? Eu vou deixar para vocês aqui uma lista, um compiladão que eu fiz, de algumas buscas que eu fiz, que eu também juntei com o que daria para fazer para evitar que acontecesse, como foi aqui nos comentários, e eu compactei aqui para vocês. Então, olha só. Aqui é mais voltado para crianças maiores, porém, você vai ensinar desde que o seu filho é pequeno.

ensinar isso, tá? Primeira coisa, você vai ensinar que adulto não pede ajuda pra criança. Se um adulto pediu ajuda, essa criança tem que sair correndo e gritando. Outra coisa que você vai ensinar pra uma criança, a educação não vem antes da segurança, gente. Segurança em primeiro lugar. Então, você vai ensinar essa criança a falar, você não é a minha mãe, eu não vou com você. Se eles se perderem, procura alguém do local com uniforme, tipo polícia, segurança,

algum funcionário ali do local. Quando você entrar em algum lugar, você já mostra. Filho, tá vendo essa roupa? Essa roupa aqui é de funcionário. Então, se acontecer alguma coisa, você chama ela. Porque, gente, nunca se sabe. Você tá ali com o teu filho. E se você passar mal e você tá só com a criança? E se você tem um desmaio ou alguma coisa? Então, entrou no local, já mostra pro seu filho. Filho, acontecer alguma coisa, você vai vir aqui, ó, tá? Outra coisa.

estranhos não é suficiente. Quantos vídeos a gente vê de pessoas que chegam para a mãe e falam, você quer apostar que eu convenço sua filha a vir comigo? E a mãe sempre fala, ah, eu aposto, eu falo para ela que não é para conversar com estranhos. E na primeira conversa, o cara oferece para ir lá ver filhotinho de cachorro, para ver um monte de brinquedo, a criança vai. Então não dá para você ensinar de uma forma tão genérica de não falar com estranhos.

Isso soa até meio contraditório na cabeça da criança, porque se você vai numa loja comprar alguma coisa, a pessoa que está

te atendendo também é uma estranha. Então você precisa especificar um pouco melhor. Dê comandos mais específicos, sabe? Ó, filho, se alguém te abordar, você precisa falar, só vou se a minha mãe for junto. E se a pessoa não quiser, você sai correndo. Tem que ensinar esse tipo de coisa, sabe? E ainda, gente, nesse tópico de crianças maiores e o que ensinar pra criança conforme ela vai crescendo, aqui eu acho que vale, inclusive, pra adultos, tá? Eu já mencionei isso aqui em episódios anteriores. Criem uma

uma palavra de segurança, um código entre vocês. Apareceu lá um fulano dizendo que foi buscar na escola? Essa pessoa tem que falar a palavra-chave que você combinou com o teu filho. Eu, a minha irmã e a minha mãe, a gente tem uma palavra nossa, na verdade é uma frase nossa. Porque hoje, nos tempos de IA, gente, a nossa voz é copiada, ela é imitada. Então, um sequestro, um pedido de dinheiro, qualquer coisa, a gente sabe, aqui entre nós três, que só vai ser real se a gente falar essa palavra.

frase. Então, tenham um código e orientem a criança a seguir esse código. Pra criança, você tem que dar a coisa de uma forma literal, sabe? Não dá pra você dar comandos genéricos. Filho, só eu que vou te buscar na escola, porque às vezes tem uma exceção, e aí a criança fica meio perdida. Ah, filho, hoje foi a titia, você viu? Por mais que seja uma pessoa conhecida, tá? E outra coisa, criança aprendeu a andar? Gente, nunca, nunca, em hipótese alguma, essa criança vai ficar

atrás de você, nunca, sempre na sua frente e no máximo dois passos de distância, tá, porque vamos falar uma coisa, como eu disse, esse negócio de sequestro cinematográfico, onde alguém vai pegar a criança, vai puxar na frente de todo mundo, isso é raro, normalmente esses roubos de criança acontecem no silêncio, acontecem no caos, para dar tempo da pessoa fugir e sair ilesa, tá, apesar também de que, vale dizer aqui, que fora do país,

Esse lance de na saída de lugares grandes, pelo que eu li principalmente em Walmart e especialmente em Orlando, gente, diz que tá um absurdo. A quantidade que isso tá acontecendo nas saídas dos mercados de Walmart, os carros, as pessoas ali, elas estacionam o carro e tem um monte de vans paradas e ligadas. E aí, você tá lá chegando perto do carro com a tua família, ali, gente, eles simplesmente te pegam, te arrancam, te jogam dentro da van e tchau.

Virou estampa de leite. Então, assim, isso está acontecendo muito fora do Brasil também. Não é restrito só para o Brasil. Então, fiquem espertos, observem. E se for o caso, gente, peça um escolto de segurança para ir até o carro. Quando você está com uma criança, você tem que ter olho até na nuca. Agora, alerta para quem está com criança, pequenininha, bebê e também alertas em geral. Primeiro, não queira ser gentil.

Não. Não importa. Não importa se é idosa, se está bem vestida, se ela é gentil, se ela diz que ela ama criança. Não importa. Essa pessoa insistiu é um alerta. A pessoa bem intencionada, primeiro que ela nem vai te pedir. Se ela pedir, ela vai aceitar a criança.

um não na primeira vez, gente. Faz xixi na calça, faz cocô na calça, faz com a criança no colo, mas não deixa nos braços de um estranho, tá? É questão de segundos pra essa pessoa sair correndo, porque essa pessoa não tem nada a perder, certo? E também, aqui é que eu acho que esse público que tá ouvindo até aqui o episódio não vai fazer isso. Mas não sejam sem noção de ficar pedindo pra pegar a filha dos outros no colo, gente. Você vai pedir isso pro teu conhecido.

Você não vai pedir para um estranho na fila do mercado. Você não vai querer fazer uma gentileza. A mãe está ali se batendo horrores. Infelizmente, a gente não tem mais como oferecer ajuda. Deixa a mãe ali, pede para um funcionário ajudar ela a qualquer coisa. Não coloca essa mãe na situação de achar que todo mundo está disponível para ajudar ela para fazer o bem. Porque a partir do momento que ela aceita a tua ajuda ali, ela vê, ah, deu tudo certo, essa pessoa queria me ajudar. Ela vai aceitar ajuda em outras vezes.

e a gente virar povo, né? Eu me quebro, gente, com bolsa, com bolsa minha, bolsa do Arthur, carrinho de bebê, trambolho, tudo. Vou passando em cada lugar fininho, estreitinho, que é um tal de arrasta-cadeira pro carrinho passar, mas ninguém me ajuda. Ninguém me ajuda. Porque, de boa intenção, o inferno tá cheio, né? Bom, segunda dica, que eu acho que é a mais comum atualmente. Cuidado com as distrações, gente. Normalmente, essas pessoas, elas vêm em dupla ou em trio.

aqui os relatos, quase todos mostram isso, né? Uma pessoa distrai e a outra se aproxima, porque o intuito é o quê? Uma pega, corre pro carro, a outra já tá com o carro pronto. Então, exemplos, quando alguém conversa com você, enquanto você paga no caixa, enquanto você tá guardando as compras no carro, e eu vi também, mas eu esqueci de mencionar aqui, de uma pessoa, gente, que tava no parque e foi abordada por um suposto produtor de conteúdo que pediu pra ela segurar o equipamento

Canto dele. Câmera e tal. Para filmar ele por alguns segundos. Quando ela se deu conta. Tinha uma pessoa olhando de canto de olho. Esperando ela se distrair. Para pegar a criança. Por quê? Porque ela estaria com as duas mãos ocupadas. E aí até ela largar tudo. E pegar a criança. Porque assim. Eu acho que o instinto seria jogar tudo no chão. Mas às vezes a pessoa vai falar. Pega aqui tuas coisas. Tenho que correr lá. A gente não sabe.

Então se alguém puxa assunto demais. Sem necessidade. Gente. Automaticamente. Você aproxima o teu filho do teu corpo. Nada de fazer gentileza.

outros com o seu filho solto. A gente hoje tá nessa onda de que tem muitos produtores de conteúdo mesmo, que eles ficam no centro abordando, fazendo perguntas pra criança e tal. E outras pessoas, gente, se aproveitam que existe isso e fazem a mesma coisa. Vão parar, vão querer entrevistar você, fazer perguntinha pra você, fazer mágica, te distrair com qualquer coisa. Você até pode dar atenção pra essa pessoa, mas segura o teu filho

teu lado colado em você, tá? Terceira coisa, gente, estacionamento é uma área de risco. Eu não sei se vocês veem, mas aqui em Curitiba é muito comum assalto em estacionamento, porque ali você está ocupada, você está distraída, você está com sacola, você está abrindo porta, carregando bolsa, você está colocando a criança na cadeirinha. Então, uma dica prática, quando você chegar no estacionamento de shopping, de mercado, qualquer coisa, você primeiro coloca a criança no carro e você tranca o carro.

Depois você organiza suas compras. Nunca o contrário. Você não vai guardar primeiras compras. Você vai guardar a criança e vai trancar o carro. Assim ninguém pega você distraída ou desavisada. Quarto, hospital e maternidade. Gente, regra absoluta. Ninguém vai levar o teu filho num hospital sem identificação visível, confirmação com a equipe e sem um acompanhante junto. Se disserem para você que você não precisa ir junto, você vai falar.

avô, você não, o acompanhante. Se você estiver sozinha ali no teu pós-parto, você não deixa levar essa criança, você agarra essa criança e pronto. No meu pós-parto, o meu marido, ele veio pra casa pra dar comida pros gatos, né, que a gente fica dois dias lá, e pegar umas coisas que eu precisava. E quem ficou lá comigo foi a minha mãe. Em momento nenhum, eu fiquei completamente sozinha. Na última ecografia do Arthur, quando eu tava grávida, apareceu uma alteração renal nele.

E ali no hospital, a pediatra, ela solicitou uma eco pra gente ver se essa alteração ainda

Estava ali, ou se na última semana que ele ficou na barriga, ela foi embora. E eu sabia dessa solicitação da pediatra. Veio uma funcionária pra levar o Arthur. E, gente, eu não tinha como ir. Eu tava com o corte, eu tava sangrando, eu tava limitada, né? Eu tava no pós-parto e o meu marido não tava. Então, a minha mãe, que estava comigo, ela foi junto com ele. Em momento nenhum, eu fiquei sozinha na maternidade. E eu falo pra vocês, tá?

Nem foi pensando em sequestro dessas coisas. Foi pensando que eu não podia ficar sozinha, né?

não conseguia me mexer, levantar e tudo mais, tá? Só que, gente, beber nos olhos seus ou do acompanhante 100% do tempo. Inclusive, antes dele nascer, eu falei para o meu marido diversas vezes, inclusive no caminho da maternidade, inclusive no parto. Eu falei, ó, eles vão ficar aqui me costurando e você vai fazer o rolê de... Porque o meu filho, por conta da diabetes estacional, ele nasceu hipoglicêmico, mas eu não sabia disso.

Eu sabia que eles iam medir a glicemia dele e fazer aquela coisa do procedimento, né? Pesar e não sei o quê. E eu falei pra ele, você vai junto, você vai ficar do lado dele e você não vai tirar o olho dele. E aqui, gente, o meu medo era trocarem ele na maternidade. Esse é o meu medo, não sei como é que funciona, não trabalho lá e se, né? Deus o livre. Então eu falei pro meu marido, você não vai nem se trocar, você vai ficar com roupa cirúrgica e você só se troca depois que ele estiver comigo. O meu cunhado que mandou essa.

que a minha irmã teve bebê, eles falaram lá, ai pai, pode se trocar que a gente cuida dele, e meu cunhado falou, não, não, eu me troco no quarto, agora eu fico com meu filho. E no meu caso, gente, só pra vocês saberem dessa importância, tá? O meu filho, como eu falei pra vocês, ele nasceu hipoglicêmico, mas eu não sabia. Eu fiquei sozinha lá no repai, na sala de recuperação, né? Eu fiquei sozinha umas duas horas, e eu sabia que tava demorando demais pra quem só ia medir a glicemia dele e pesar, né? Trocar ele, eu sabia.

que ia levar para minha mãe, para minha irmã, naquela janelinha para ver o bebê. Mas, gente, duas horas. E eu comecei a ficar meio desesperada, sem saber o que estava acontecendo, porque eu vi o meu filho saindo da minha barriga, e como eu tive a diabetes gestacional, eu nem tive a golden hour com ele. Não colocaram ele comigo, levaram ele direto para o procedimento. E a minha tranquilidade nessas duas horas de aflição é saber que o meu marido estava junto com ele.

Então, assim, por mais que eu estivesse nervosa, sem saber o que estava acontecendo, eu só consegui ficar tranquila, porque eu pensava,

Meu marido tá com ele e ele tá orientado que não é pra tirar o olho dele. Então não fiquem sozinhas na maternidade, gente. Nunca. Ah, mas eu não tenho rede de apoio. Então eu vou ter que ser meio sem noção aqui e falar pra você. Arruma. Paga alguém. Vizinha. Filha da vizinha. Tia. Qualquer pessoa. Arruma. Só na maternidade, gente. Porque rede de apoio eu também não tenho no dia a dia. Mas pra maternidade você precisa ter alguém. Porque lá a criança não tem identificação. Não tem digital.

Os recém-nascidos são tudo meio igual. Então, assim, eles cabem em qualquer bolsa. Choro de bebê é o que mais tem. Então, é muito fácil uma pessoa entrar e levar um bebê. Deus me livre, tá? Próxima dica. Confie no seu instinto. Quase todos os relatos aqui também têm em comum o quê? Eu senti algo estranho. Gente, intuição materna não é paranoia. Ele é um mecanismo de proteção. Se parecer estranho, é porque é. Peca por excesso, tá?

A sexta dica, se você tá no mercado e você vai pegar qualquer coisa na prateleira, geladeira, se você vai virar de costas pra criança, você fica com a mão na perna dela, não solta nenhuma parte do corpo dela. E não é ficar com a mão apoiada, é ficar com a mão agarrada, tá? E a sétima dica, gente, que eu vi num comentário, que aqui eu já não sei se é verídico ou não, mas se um estranho perguntar do seu filho, se ele começar a pedir informações, você não vai passar nenhuma informação real, nem o nome,

essa pessoa tá querendo fazer o quê? Encontrar, seguir você, ver aonde que você vai, ver tua rotina pra poder abordar teu filho chamando pelo nome. Então você não vai dar o nome real do seu filho, tá? E quando essa pessoa perguntar, você vai mentir informações sobre ela e principalmente você vai falar que essa criança tem algum problema sério e incurável de saúde, que ela toma remédios, que ela faz um acompanhamento médico, sabe? Você vai tentar falar coisas ruins a respeito da saúde dessa criança, gente.

Por quê? Como eu disse, eu não sei se isso aqui é real, e não é só ofensivo para ninguém, mas eu acho que pode ser, na minha cabeça fez sentido. Isso diminui a chance de ser uma criança que eles tenham interesse, seja para tráfico de órgãos, seja para trabalho, ou seja para roubar, porque tem gente que rouba porque quer ter como filho, enfim, quer suprir uma necessidade ali, não pode ter filho e quer roubar o dos outros. E aí quando você fala que essa criança não é saudável,

coloca empecilhos nisso, porque talvez os órgãos, eles já não tenham esse interesse, não é uma criança que vai conseguir trabalhar como as outras, e também é uma criança que pode dar trabalho, então ela vai preferir uma outra criança. Não sei se isso é eficiente, eu sei que isso pode ser ofensivo para algumas pessoas que eu sinto muito que tenham alguma criança que de fato tem algum problema, alguma coisa incurável, mas o objetivo aqui é realmente tentar reduzir danos, não é para ofender ninguém, então foco

essa dica, tá? E a oitava e última dica é uma dica que eu acho que vale pra várias situações. Se você perceber que estão tentando roubar o seu filho, você vai gritar, fazer escândalo e expor. E você não vai gritar socorro, você vai gritar fogo. Socorro, todo mundo fica com medo e ninguém faz nada. Fogo, todo mundo vai olhar. Toda atenção vai vir pra você pra verem da onde tá vindo fogo. E se você tiver certeza que essa pessoa tá tentando pegar o seu filho, você vai gritar e falar

lá alto, em bom tom, para todo mundo ouvir. Você não vai pegar o meu filho. Se afaste. Gente, o constrangimento, nesse caso aqui, pode salvar. Deixe essa pessoa constrangida e exposta, para todo mundo ver bem a cara dessa pessoa, porque daí, nesse lugar, ela não pisa mais, tá? E, por fim, se acontecer qualquer tentativa, não espere 24 horas, ligue 190 imediatamente, avise a segurança do local mais próxima que tiver,

Se você estiver num lugar tipo shopping e mercado, peça imediatamente fechamento de saída. Faz um pandemônio. Quanto mais rápido você agir, maiores são as chances. E é isso, gente. É um episódio diferente do que a gente está acostumado, né? Eu vou deixar os comentários dessa história abertos aqui no Spotify para que vocês acrescentem dicas de segurança ou relatem se vocês já passaram por uma situação dessas, tá? E, gente, por favor,

Mantenham o foco dessa história aqui. Esses comentários vão ficar abertos para que vocês postem o relato de vocês, se vocês já viveram isso, para que a gente consiga alertar mais gente, com uma estratégia diferente, para que vocês deixem dicas, tá? Me desculpem a grosseria, mas nesse momento eu vou ser um pouquinho grossa aqui. Não me importa se você não gostou dessa história. O meu intuito não é agradar você. A gente precisa se dar a devida desimportância. Essa história está aqui como um alerta.

Porque eu percebo que está cada vez mais recorrente essa questão de roubo de criança. E a gente precisa proteger as crianças. Eu não gostei dessa história. Sinto muito. O problema é seu. O intuito não é te agradar, certo? O intuito é servir como fonte de informação para isso chegar em outras pessoas. Então comentem coisas que sejam relevantes, que vão agregar na vida das outras pessoas, tá? E além de comentários aqui do nosso Spotify, comentem também lá no nosso grupo do Telegram.

já vou colocar o post lá no Instagram para quem não quiser comentar nem aqui, nem no Telegram. A gente ainda tem o post no Telegram. Mas comentem, deixem o relato de vocês. Se passou batido por mim aqui alguma dica, deixem essas dicas aqui, tá? Opiniões pessoais que não gostou de alguma coisa que eu falei, qualquer coisa, esses comentários não vão servir como distração. Eles vão ser recusados e só vão entrar comentários que sejam de fato relevantes.

Beleza? Então, desculpem a grosseria, mas é que às vezes é necessária. Então, comente sobre essa história lá no nosso grupo do Telegram, aqui no Spotify e no post do Instagram. Mande sua história até ok.podcast.gmail.com. Me siga no Instagram até ok.podcast. E até o próximo episódio. Tchau, tchau!