Episódios de Até aí, ok!

Manda áudio 34

20 de maio de 202612min
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Lembrando que seu áudio deve ter entre 3 e 7 minutos, além de uma boa qualidade. Áudios fora desse padrão serão desconsiderados.

Participantes neste episódio1
P

Paula Ateaiok

HostPodcaster
Assuntos4
  • Força e Resiliência ParentalConfiança nos pais · Sobrevivência · Ensino para a vida · Pai · Mãe
  • Trajetória e aprendizadoMedo de dirigir em BR · Conhecer os próprios limites · Paciência no ensino · Pai · Irmã
  • Doma de cavalo bravoDoma de cavalo bravo · Pai e filha · Sítio no interior de Minas
  • Expectativas e realidades da maternidadeMaternidade · Desejos na gravidez · Nestlé Materna · É Noia Minha
Transcrição36 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Qual é o seu maior desejo na gravidez? Alguns são tão reais que não dão coragem de dizer em voz alta. Quando a maternidade chega, surgem muitos desejos. Em parceria com Nestlé Materna, o podcast É Noia Minha estreia Noias da Maternidade. Vamos refletir quantas vidas uma mulher já carregava em si antes mesmo de se tornar mãe. É noia nossa ou sua também? Descubra no primeiro episódio. Nestlé Materna com você, do seu jeito.

Oi! Você tem uma coisa bem legal, mas é muito curtinha pra mandar e-mail? Então, manda áudio, ok? Oi, Paula. Oi, pessoal. Eu tenho algumas histórias pra contar que eu quero mandar pro podcast, algumas que eu quero mandar até por e-mail.

Mas eu tenho algumas curtas com o meu pai, que são sempre engraçadas, e eu escolhi uma que já foi eleita pelos meus amigos como o melhor caso de pai e filha. Então, vou compartilhar isso com vocês. Eu cresci num sítio, então até 10 anos eu morava num sítio, bem sítio mesmo, bem no interior de Minas.

E sempre gostei muito de natureza, de roça, né, de cavalo, tudo, animais, até hoje, na verdade, eu adoro. E lá, gente, né, meu pai fazia várias coisas pra viver, e uma dessas coisas que ele fazia, hoje ele já não faz mais, né, já tá mais velho, é domar cavalo. E não é nada de maus tratos, né, gente, jamais, assim, eu sou a maior defensora dos animais.

Mas é uma doma, né, pra preparar ali o cavalo que não tá acostumado com o selo, né, derruba as pessoas, né, principalmente pra tocar gado, né, precisa fazer essa doma ali. E aí ele já falou há vários anos que ia parar, né, esse é um discurso que ele sempre fala, não aguento mais, tô velho.

Mas, nessa época, ofereceram um dinheiro alto pra ele, assim, bem maior do que a média, porque era um cavalo já muito bravo, que outra pessoa tinha tentado domar e tava brava, enfim, né, era mais complicado. Isso tem bastante tempo, eu tava na época ali com 16, 17 anos. A gente já não morava mais no sítio, né, só meu pai, e ele acabou aceitando por esse, por ser um valor mais alto.

Eu não lembro a raça do cavalo, mas era um cavalo grande, bem grande assim, bem mais alto e forte do que os cavalos comuns, né? Lá tem muito manga larga e tal, era outro tipo de cavalo. E ele era tão grande, tão bravo, que meu pai não conseguia nem chegar perto dele, né? O dono levou, deixou lá no sítio, no pasto, deixou solto lá, o pasto é bem grande, e meu pai não conseguia nem chegar perto. Eu tenho um irmão, mas meu irmão nunca gostou muito do sítio.

E meu pai não tem ajudante, né? Era só ele lá. E aí ele falou, ah, vamos lá no fim de semana comigo pra você me ajudar. A pegar é o cavalo, né? Eu consegui levar ele, porque aí tinha um quintal lá, né? Que era um lugar cercado, que dava pra tentar pôr o acelo, tentar fazer ali o processo de doma. E aí eu falei, vamos, né? Tipo, adoro. Adoro animal, adoro cavalo, vamos.

E aí fui, né, nessa época eu estudava, estudava de manhã à noite, fazia estágio à tarde, então eu tinha pouquíssimo tempo. Mas eu fui num sábado lá com meu pai. E aí a gente chegou no sítio, ele lá dentro de casa, me explicando, né, o que a gente ia fazer, ele falou assim, ó, eu só preciso que você fique na frente pro cavalo não passar, né, pra eu conseguir já colocar o cabreço nele ali e levar lá pro quintal.

Não precisa fazer nada, só fica parada. Eu era bem magra nessa época. E aí meu pai me deu um pedaço de pau, né? Um porrete assim pra eu segurar pra cima, assim, pro cavalo me ver, né? Porque eu ia ficar no meio do passo, né? Imagina a cena, assim, um passo bem grande, né? Verdinho. E eu lá no meio, parada, magrela. Então ele me deu esse porrete pra eu poder segurar. E aí nós fomos, né? Andando lá pro lugar.

que ele tava. E era bem grande, assim, uma distância longe. Então, a gente andando, meu pai ia falando, né, ó, você vai ficar em tal lugar, você cerca, levanta o braço, segura o pau pra ele te ver, né, levanta, pra ele não passar. E eu, né, não, beleza, pai, já entendi. Aí a gente andava mais um pouquinho ele, mas, ó, se ele vier, você não sai da frente, porque se ele sai correndo aqui no passo, a gente não consegue pegar. Porque realmente era muito grande, né, um terreno grande, assim.

Eu, não, tá bom, pai. E aí ele chegou no lugar que era pra eu ficar, foi andando, porque ele ia, né, onde o cavalo tava, e ele continuou falando, né, não sai, não sai daí, hein, fica aí, me ajuda. Eu, não, beleza, vou ficar aqui. E aí, nisso, meu pai chegou lá perto do cavalo, né, e tocou, assim, só de se aproximar, o cavalo já correu, né, porque ele era, a gente fala, né, arisco. Era um cavalo muito esperto, ele muito agitado.

E aí realmente era um cavalo muito grande, né? Eu percebi que eles estavam vindo e falei, gente, que cavalo enorme. E tô lá parado, né? Levantando o porrete pra cima pro cavalo me ver.

E meu pai vindo atrás dele, gritando assim, não sai, não sai. E eu lá, parada, né? E ele, não sai, hein? Fica aí. Só que nisso eu vi que o cavalo já tava muito perto. Ele já tava assim, ele não tava nem aí pra mim como um pedaço de pau, nada. Ele tava determinado, assim, e muito grande, realmente, assim, bem mais alto que eu.

E meu pai continuou gritando pra eu não sair, não sair. Mas o cavalo foi chegando muito perto e tipo assim, me ignorando completamente, eu saí. Eu dei um pulo assim e fui pro lado. E ele passou ali por cima de onde eu tava. E meu pai, que já tava vindo logo atrás, chegou assim bem devagarinho e falou assim, é minha filha, se você não tivesse saído daí, esse cavalo tinha te matado.

E aí fica a pergunta pra vocês, né? Foi uma tentativa de assassinato que o meu pai fez comigo ali, tentou montar um esquema pra sumir comigo, porque ele orientou até o final pra eu não sair e reconheceu que se eu não tivesse saído, eu tinha morrido. Mas é isso. Mas meu pai é ótimo, tá lá no sítio ainda, não doma mais cavalos, mas tem vários animais.

E temos várias histórias juntos. Posso enviar outras depois. Espero que vocês gostem.

No final do áudio ela disse assim. Fica a pergunta aí, né? Foi uma tentativa de assassinato ou meu pai sumiu comigo? Eu, na verdade, tenho outra pergunta. Esse áudio que ela mandou, gente, ele é sobre confiança ou sobre sobrevivência? Porque vejam, teoricamente, e nesse caso aqui a gente percebe que teoricamente, os nossos pais são as pessoas...

É, filho. Os nossos pais são as pessoas em que a gente mais confia no mundo. E aí, vocês percebam que o pai dela, ele já teve uma ideia não muito boa de colocar ela, uma menina de, sei lá, 16, 17 anos, magra, na frente de um cavalo brabo. Então, aí a gente já percebe que o negócio... Alguma coisa errada não tá certa, né?

Aí, ele confia no cavalo, mesmo que o cavalo seja bravo e ele não conheça. Ele confia no cavalo de saber que o cavalo não ia atacar ela. E ela confiou no pai dela de ficar ali, né? Com o negócio erguido. E o pai dela ficou até o último minuto falando pra ela ficar.

O pai dela confiando, assim, nos dois. Confiando no cavalo e confiando que ela ia ficar. E ela deixou de confiar no pai dela. Quando foi pela sobrevivência, ela saiu da frente. Eu esperava que... Eu não entendo nada de cavalo, né? Não sei como é que faz esse negócio de domar e tal. Mas eu esperava que o pai dela, no final, chegasse e falasse assim. Por que você saiu da frente? Sei lá, vai que faz parte do negócio.

Mas não. Foi pior do que eu esperava. Ele chega e fala, é, se você não sai, você tinha morrido. Tipo assim, ainda bem que você não confiou em mim, né? E aí, eu tenho mais uma pergunta pra fazer. Gente, algum outro ser humano da nossa vida faria isso? Vocês acham que uma mãe faria isso? Com um filho?

Não faria, né? Porque a mãe, a gente já é um pouco mais... A gente é um pouco mais medrosa com as coisas, né? O pai, ele já é um negócio de que a gente tem que aprender a viver sobrevivendo às coisas, né? Eu acho que esse é o papel do pai mesmo. Tipo assim, ó. Ah, você não sabe nadar? Se eu te jogar no fundo aqui, você vai aprender, né? Eles ensinam pra vida. Meu pai sempre dizia que o filho era do mundo.

Que ele criava filho pro mundo. E criava mesmo. Eu acho que eu já contei no podcast. Que ele, gente. Eu tinha carteira. Tinha tirado carteira de motorista. Acho que fazia uns 10 dias. E o meu pai queria me ensinar a pegar BR. Porque ele tinha uma...

Uma clínica odontológica. Na cidade vizinha aqui. E a gente ia todos os dias pra lá. E ele não gostava mais de dirigir e tal. E gente, o meu pai. Ele sempre foi o cara que tinha muita paciência. Pra ensinar eu e minha irmã a dirigir. Muita, muita, muita. Todas as minhas amigas queriam ir com o meu pai. Meu pai, ele passava a tarde inteira. Pacientemente. A gente não se sentia burra nem nada. Quando tirava o pé da embreagem. O carro voava, sabe? Meu pai era muito paciente, assim. E ele simplesmente...

Eu falei que eu não queria pegar a BR dele, não, mas você precisa aprender pra você dirigindo lá pra São José dos Pinhais. E eu, pai, não. Eu tenho medo, eu tenho medo. Gente, ele me colocou numa rua que obrigatoriamente eu caí na BR. E aí, quando eu caí na BR, ele falou, agora só acelera, senão vão te pegar atrás. Vão bater na traseira. E aí, eu acelerei. Ele, agora vai pra pista da esquerda que tá mais vazia. E eu fui. Dele, então, agora acelera.

Deu, pai, eu tô com medo. Dele, acelera. Deu, eu tô com medo, pai. Dele, então, se acelera.

Deu pai, eu tô com medo. Acelera. Eu falei, pai, eu vou ter um troço, eu tô com muito medo dele. Então agora você para, reduz e vai pra pista direita. Eu reduzi. Eu falei, cara, você tá louco, por que você fez isso? Daí ele falou assim, porque agora você não tem mais medo de BR e agora você sabe até onde você pode ir. Agora você sabe qual é o teu limite de velocidade. Gente, eu fiquei olhando pra ele. Eu fiquei tipo assim, cara, eu não acredito que você fez isso.

Eu fiquei assim, não braba, né? Porque, sei lá, não sei explicar. Eu só fiquei assim, indignada dessa atitude dele, assim. Mas, gente, ele estava certíssimo. Eu precisei pegar BR muitas vezes na minha vida ainda e eu nunca senti medo. Nunca, nunca, nunca senti medo. Nunca.

Eu sempre tive muita segurança, inclusive pra diversas viagens eu que fui a motorista da rodada, porque as minhas amigas tinham medo, não tinham experiência na estrada e tal. E quando a minha irmã tirou carteira de motorista, meu pai foi com ela lá pra São Chico, que é uma praia em Santa Catarina. Meu pai fez a mesma coisa com a minha irmã. Pegou o carro e se mandou pra praia. Agora você sabe pegar serra, você sabe dirigir, você sabe isso e aquilo. E eu pegava a estrada com meu pai todos os dias pra gente ir pra clínica dele.

e depois, quando eu tive o meu carro, ele falou, então agora pra você conhecer o teu carro, a gente vai pra estrada de novo, porque o carro se comporta diferente na estrada e na cidade. E aí a gente pegou o meu carro, a gente foi até a praia também, pra eu saber como é que o carro se comportava. Pergunte se uma mãe tem coragem de fazer isso. Não tem, gente? Por nós, a gente bota o filho debaixo da asa, e é isso aí. Então...

eu amei muito o pai dela porque assim, ele ensinou ela a se virar, né? olha minha filha, basicamente o recado foi confie nos outros, mas nem tanto né? aprenda a sobreviver então assim, do jeito dele, eu achei maravilhoso eu acho que isso é coisa de pessoal do sítio, né? pessoal do sítio, não tem muita frescura igual a gente aqui da cidade, né? gente, eu amo essas histórias de sítio, juro, amo

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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver, pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.

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