Manda áudio 31
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- Humor e ComédiaCatarina e o menino das bolas · Cachorros cruzando na faculdade
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Oi Paulinha, oi pessoal, tudo bem? Meu nome é Catarina, eu falo de São Paulo, capital. Eu tô com 30 anos hoje, mas essa história aconteceu no começo de 2018. Só um contexto pra vocês, era o meu primeiro semestre da faculdade de Direito, eu sou formada inicialmente em Comunicação.
E aí, logo que eu me formei, eu encarei mais uma segunda faculdade, né? E aí, me formei em Direito, hoje sou advogada criminalista. Mas vamos lá, o que aconteceu? No primeiro semestre de Direito, a gente tem uma disciplina que se chama Ciência Política. E assim, eu entrei na minha segunda faculdade, era um pouco mais velha do que a média da turma, que era o pessoal que ali acabou de sair do colégio, enfim.
E ok, eu não fiz muitos amigos, assim, de cara, mas eu fiz ali um grupinho, eu fiz uma grande amiga, que é minha melhor amiga até hoje, e algumas outras colegas, mas não tinha muita proximidade com as pessoas, né?
Enfim, e aí nessa aula de ciência política, o que a professora fazia? Ela passava alguns livros, a gente tinha que ler esses livros no decorrer do semestre, e algumas datas específicas, a gente fazia um debate sobre esses livros, e isso era a avaliação da disciplina, não tinha necessariamente prova, trabalho, eram esses debates, a participação nesses debates. E beleza, primeiro semestre, todo mundo empolgado ali.
querendo de fato fazer alguma coisa. E ok, a gente estava discutindo nessa aula um livro clássico da política e nesses dias de discussão a gente sentava todo mundo em roda. Então a gente fazia uma grande roda na sala, a professora ficava...
Num ponto estratégico, e aí, beleza. E aí ela ia mediando a discussão. Eis que eu tava sentada, tipo, tinha a professora, vamos dizer, no centro, assim, né? E aí eu tava sentada umas quatro pessoas pro lado direito da professora, pra quem tá olhando de frente pro centro da roda, e eu tava do lado da porta da sala. E na faculdade onde eu estudei, a porta da sala tem...
Aqui a gente chama de aquário, eu não sei como é que se fala isso nos outros lugares do país. Mas o que é o aquário da porta? É aquele vidro que fica na porta mesmo, né? Pra pessoa que tá fora observar o que tá acontecendo dentro da sala. E quem tá dentro consegue ver quem tá pra fora. Nessa faculdade, o aquário era um filete de vidro na vertical. Tem algumas que são... Em alguns lugares esse aquário é um...
quadrado no alto da porta, assim, mas nessa sala era um filete de vidro de mais ou menos, sei lá, uns 50, 60 centímetros, então dava pra ver a pessoa de corpo inteiro, de quem tava do lado de fora, né, e pegava do começo da porta em cima até o chão.
Beleza, eu era a pessoa mais próxima da porta. E a discussão acontecendo, eis que eu começo a ouvir um barulho do lado de fora. E eu olhei pra fora e tinha um menino parado. E aí o contexto desse menino, eu nem me lembro o nome dele, mas esse menino não era da minha turma, então eu não o conhecia. Ele fazia só essa disciplina comigo porque ele tinha pego o DP do semestre passado. E aí ele tava fazendo essa aula com a gente.
E aí, eu olhei pro lado e vi esse menino parado do lado de fora. E ele fazia algum esporte na faculdade, eu acho que era futsal. Porque ele tinha um saco na mão, tipo aqueles sacos grandes de pessoal de atlética, com um monte de bola, eu acho que era de futsal mesmo.
E ele tava segurando esse saco. E ele parou na porta da sala e ficou olhando pra dentro. Porque a discussão já tava rolando, a gente devia estar mais ou menos no meio da aula. E aí ele chegou lá com os materiais de atleta dele.
E ele parou, e ele claramente estava constrangido, sem saber se ele podia entrar na sala carregando aquele monte de coisa no meio da aula. E aí, só que eu fiquei parada olhando, e aí a minha amiga que estava do meu lado, que é a minha melhor amiga até hoje, ela meio que reparou que eu estava desconcentrada, porque eu estava incomodada com o moleque do lado de fora.
E aí ela começou a olhar também, e aí virou um grande... Só que ela não conseguia ver o que que tava acontecendo, porque era eu que tava bem na porta, assim, bem na cara dele. E aí ficou todo mundo meio que... Sabe quando um começa a ficar agitado e todo mundo se agita? Tipo um efeito manada?
Foi basicamente isso que aconteceu. E aí, em dado momento, a professora percebeu também que as pessoas estavam agitadas olhando pra porta. Só que ninguém conseguia ver o que tava acontecendo, além de mim. E aí... A professora, em dado momento, falou O que que tá acontecendo aí?
E aí eu virei e falei, professora, o menino quer saber se ele pode entrar com as bolas. E aí todo mundo ficou em choque. E bem nessa hora o moleque abriu a porta. Parece sketch do Porta dos Fundos, porque bem nessa hora o moleque abriu a porta. E ele entrou, só ele, sem nada na mão. O tipo, ele deixou claramente, deixou o saco do lado de fora. E aí ele entrou e eu tinha acabado de soltar a pérola. Professora, o menino quer saber se ele pode entrar com as bolas.
E aí me entra um moleque sem nada Só tipo ele, uma mochila
E aí todo mundo começou a rajar o bico, mas muito, porque foi muito engraçado na hora. A professora começou a rir de um jeito, ela chorou de rir. E aí ela simplesmente falou, pessoal, eu vou dar o debate por encerrado, eu não vou fazer chamada, podem ir embora. Todo mundo pegou a nota máxima, porque não tinha como continuar o moleque sem entender nada.
E eu jurando, gente, ele tava com um saco de bola na mão. Isso virou uma história tão icônica da minha turma. E até uniu a gente, de certa forma, que no nosso último semestre, na faculdade onde eu estudei, a gente faz várias ritos de passagem de final de curso, né? E uma delas é um momento que chama Apitaço. Então todas as turmas do décimo semestre do direito saem pelo campus apitando.
E só pra falar que a gente tá se formando, enfim. E aí é tradição que cada turma tem uma camiseta diferente. E na minha turma, uma das frases... Tinha várias frases icônicas dos anos que a gente passou juntos, escritas. E uma das frases era... Professor, o menino quer saber se ele pode entrar com as bolas. Enfim.
Eu amo essa história. Ela é um clássico. A gente até hoje quando se encontra, né? O pessoal da minha turma, a gente relembra esse momento. Porque realmente foi um momento muito marcante. É isso, gente. Espero que vocês deem risada. Porque eu dou risada até hoje. Mesmo depois de tanto tempo formado. Tá bom? Beijo, beijo, beijo pra vocês.
Bom, em primeiro lugar, aquela coisa que eu tenho, né, gente? Eu adoro a voz da Catarina. A Cátia vira e mexe, a gente troca áudio aqui, troca ideia e tal. Ela é advogada criminalista, então várias vezes também ela já me corrigiu de alguma coisa que eu falei, já me orientou a respeito das coisas, já se colocou à disposição de alguns ouvintes, enfim. Catarina é maravilhosa. Eu amo a voz dela, amo o jeitinho que ela fala.
Dito isso, o Arthur tá aqui comigo hoje. Faz tempo que ele não aparece nas histórias, né, gente? Anda muito difícil gravar junto com ele. Então, pode ser que vocês ouçam os barulhinhos dele aqui de fundo. Mas, se tem um lugar que é propício pra esse tipo de piada infame, é a faculdade, né? Porque a faculdade, ela é um misto de... Nós somos adultos, porque nós já fizemos 18 anos, né? Somos independentes.
com a gente é universitário então a gente pode exercer o nosso direito de ficar na quinta série eternamente, então é uma mistura de adulto com quinta série as piadas mais sujas acho que elas já começam no terceirão mas na faculdade ninguém já está nem aí é uma fase que é muito gostosa muito divertida, porque quando a gente se sente nossa, super independente mas vocês veem como cada cabeça é uma sentença
Quando a Catarina falou que ela ia... Que ela foi falar pra professora do menino, olha até onde a minha cabeça foi. Eu só pensei comigo, eu falei, meu Deus, quer ver que ela falou que ali fora tinha um menino com o saco na mão e começaram a achar que o Piara era um tarado, um pervertido, qualquer coisa?
Olha até onde que a cabeça da gente vai, né? Então, assim, achei maravilhoso porque foi o melhor de cenários aqui. Mas eu, com certeza, teria falado algo do gênero. Porque ter um menino perdido com um saco de bolas na mão... Gente, quantas piadas diferentes cabem a respeito disso? Então, assim, né? Cada cabeça vai pensar uma coisa.
E eu não consigo me lembrar nesse momento se eu tive na faculdade alguma situação que foi super engraçada. Claro, eu tive várias situações que foram peculiares. Mas esse negócio de uma pessoa ficar perdida aconteceu com a gente e todo mundo da minha sala lembra disso até hoje, gente.
Opa, filho, tá com tosse. Deu pena, na verdade, sabe? No dia todo mundo ficou sem entender nada, assim. Depois deram risada, mas depois todo mundo ficou com pena. Na faculdade, eu acho que na maioria das universidades isso acontece, né? Lá onde eu fazia faculdade, tinha muitos cachorros soltos lá no campus. E não é porque o pessoal de veterinária cuidava, gente. Porque eles eram cachorros muito mal cuidados.
Eles chegavam perto da gente, tinha aquele cheiro de carniça, sabe? Que dava dó deles. Só que eles eram tudo roliço. Então, claramente, eles não passavam fome ali. E eu acho que a galera ia largando ali na faculdade. E eles iam ficando. Então, tinham muitos cachorros ali. E um dia, a menina chegou atrasada. Então, quase não tinha ninguém lá fora, né? Ela entrou atrasada na sala. Só que, gente, quando ela entrou, a gente tava fazendo prova. Ela entrou atrasada pra prova, acho que foi. Não me lembro bem, porque já faz 10 anos, né?
Na verdade faz mais, porque eu já sou formada há 10 anos. É, faz mais de 10 anos. Meu Deus, como o tempo passa. Enfim, eu sei que ela entrou na sala... Gente, ela entrou apavorada, chorando muito, assim. Mas ela entrou chorando de soluçar. E aí todo mundo ficou olhando pra ela. E aí a professora... Nem lembro que professor que era. Só falou pra ela, falou, viu? Tá tudo bem? E, gente, ela não conseguia falar de tanto que ela chorava. E ela chorava de soluçar. Sabe quando a pessoa fica... E aí
E ela não consegue falar, a gente não saía de jeito nenhum. E aí todo mundo virou pra ela, a gente achou que, sei lá, ela tinha perdido algum ente querido, algum familiar, alguma coisa. E todo mundo ficou olhando pra ela assim, se acalma, né? Ofereceram água e tal. Aí a hora que ela se acalmou, ela pegou e falou assim, nossa, eu tô muito assustada, eu tô muito triste, eu tô com pena. Lá fora tinham dois cachorros grudados, alguém fez uma maldade dessa com eles.
Gente, quando alguém saiu pra ver, os cachorros estavam cruzando. Os cachorros estavam cruzando. Eles não estavam... Ninguém fez uma maldade dessa. Só que assim, ó. Foi uma quebra de expectativa tão grande. Porque tava todo mundo preocupado. Meu Deus, como assim os cachorros estão colados? Porque...
Eu acredito que todo mundo que chega na vida adulta quer dizer, quase todo mundo já viu dois cachorros cruzando. E dá pena mesmo, né? Porque a vez que eu ouvia, eu era criança eu fiquei meio traumatizada, porque eu lembro que a fêmea gritava muito assim. E eu lembro que eu ouvia, eu comecei a chorar também. Só que eu era criança.
E aí, ela ficou muito nervosa, assim. E aí, quando alguém foi ver o que aconteceu, que a gente tava fazendo prova, não dava pra causar esse alvoroço todo. E alguém voltou e falou assim, não, eles só tão cruzando. Tipo, tá, não é bom, né? Porque a cadelinha provavelmente ia engravidar, mas enfim. Aí ela começou, ah, é mesmo? E aí, ela foi se acalmando. Gente... Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir Ir
tava todo mundo, assim, olhando pra ela desesperado, preocupado, com dó. E, de repente, tava todo mundo, tipo assim, ó, meu Deus, em que mundo que ela vive, que ela nunca viu dois cachorros cruzando, que ela não sabia, pelo menos que eles estavam cruzando. Gente, sério. Aí, todo mundo ficou constrangido, depois todo mundo começou a rir, assim, né, não na frente dela. E depois, até hoje, assim, é um episódio que, toda vez que alguém conversa sobre a época de faculdade, alguém traz essa situação, assim.
É um negócio que meio que dá pena, sabe? Porque foi muito constrangedor. Ela ficou muito arrasada, assim. Então, deu pena de ver quão arrasada ela ficou. Então, na faculdade sempre vai acontecer esse tipo de situação. E esqueci de comentar. Eu acho que a turma da Catarina deve ter ficado feliz demais. Porque imagina todo mundo receber nota máxima e nem ter o debate pra participar, gente. Achei maravilhoso. Amo essas coisas que acontecem só em faculdade.
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