Episódios de Até aí, ok!

Manda áudio 30

22 de abril de 202624min
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Participantes neste episódio2
P

Paula Ateaiok

HostPodcaster
S

Sueli

participantOuvinte
Assuntos4
  • História de viagem e passaporteperda de passaporte · viagem sozinha · experiência de imigrante
  • Histórias de infância e aparelho dentáriouso de aparelho · experiências familiares · perda de aparelho
  • Dicas de segurança em viagensguardar documentos · uso de cofre em hotéis · proteger passaporte
  • Experiências de perda e recuperaçãorevirar lixo · encontrar objetos perdidos
Transcrição67 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi! Você tem uma coisa bem legal, mas é muito curtinha para mandar e-mail? Então, manda áudio, ok? Oi, Paula! Oi, gente! Acabei de escutar a história da ouvinte que contou que a diva da mãe dela desceu do hotel só com abadá e passaporte e um sonho maravilhoso. Isso me fez lembrar uma história que eu passei.

Eu tinha acabado de me mudar para a Alemanha e antes, quando eu morava no Brasil, eu morava num bairro periférico, não tinha muita condição, então eu nunca tinha saído do Brasil, nunca tinha feito nenhuma viagem assim grande no Brasil. Então, quando eu cheguei aqui e me estabilizei um pouco, eu estava com aquela sede de viajar, de conhecer o mundo e tal. E viajei muito sozinha, aconselho inclusive, quem tem vontade de viajar sozinho, mas um pouco de medo.

Bota um pouco de coragem e vai, porque é muito bom, não? Uma sensação boa de dependência e de empoderamento, enfim. Aí, fui viajar.

Tinha feito um plantão e saí do plantão direto pro aeroporto. Então, eu tava bem, bem cansada. O plantão foi a partir da parte da tarde, então eu cheguei no aeroporto à noite. Entrei no avião e tal, do meu lado tinha uma criança fofinha, só que bem agitada, acho que tava bem animada, né, de viajar. Então, a criança passou o voo todo pulando, gritando, chorando, enfim.

Coisas de criança, coisa normal de criança. E aí eu não dormi também no avião, né? Que aí fiquei também brincando com a criança, que eu sou dessas. E desci do avião, pensei, agora graças a Deus chegar no hotel, tomar banho, cama de hotel, que eu amo hotel. E aí dormi, ah, delicinha. Cheguei no hotel, aí o cara falou assim, ah, passaporte, por favor, pra gente fazer o check-in, blá, blá, blá, com esse espanhol. Aí, cadê meu passaporte?

Não, achei meu passaporte. Procurei na bolsa, abri mala, tirei tudo da mala. Sendo que assim, não estava na mala porque eu precisei do passaporte, né? Pra embarcar no avião. Então, devia estar na minha bolsa. E nada, nada, nada. Aí, eu tinha ido lá do aeroporto pro hotel de táxi, né? Porque eu tava com medo de, sei lá, pegar ônibus num lugar que eu não conheço e tal. Tão tarde da noite.

E aí eu fiquei desesperada e tal. Aí o cara falou assim, olha, de repente o seu passaporte caiu no carro, no táxi. E aí eu fiquei mega nervosa, que eu falei, cara, se caiu no táxi, entrou um outro passageiro, pegou isso, né? Nunca mais eu vou achar meu passaporte.

Aí, você é imigrante, né? Não tá nem na terra que você imigrou, tá aí nem outro país. Você vai, cara, como é que eu vou voltar pra Alemanha? Como é que eu vou trabalhar? Como é que eu vou viver? Já imaginei eu sendo deportada. E o visto pro trabalho foi caro pra caramba. E tava no passaporte também.

Que fica, né? Um adesivo lá grudado. Enfim. Aí, do hotel, chamei um táxi pra ir até a central do táxi da empresa que tinha me levado lá. Aí cheguei lá. Ai, perdi. Me passa a puerta, né? Porque eu não sei falar espanhol direito, mas a gente tenta botar as palavras com um acentozinho. Me passa a puerta, perdi, perdi.

Aí o cara foi, olhou, aí viu qual táxi, né, que tinha feito aquele trajeto, aí ligou pro cara, aí o cara olhou no carro, meu passaporte não tava lá. Aí eu falei, cara, não é possível, será que é um avião? Aquela angústia enorme. Aí peguei outro táxi lá do negócio do táxi lá pro aeroporto. E aí no aeroporto, obviamente, tava quase tudo fechado, né, por causa do horário.

Aí fui no estandezinho da empresa, né, que tinha, né, do avião lá. Aí o cara olhou no sistema e falou, olha, ninguém deu entrada, não tem nenhuma observação aqui de que encontraram um passaporte não, mas você pode perguntar não sei onde. Aí fui, não sei onde, ele...

Aqui também ninguém entregou nada não. Tipo uns achados e perdidos. Vai na central de onde fica o pessoal da limpeza. De repente está lá. Aí fui lá na central do pessoal da limpeza. E aí uma alma santa achou meu passaporte e tinha deixado lá o almoço da limpeza. Graças a Deus, Deus é mais.

Aí peguei meu passaporte, voltei lá pro hotel toda feliz e tal. Mas depois disso, agora toda vez que eu saio do avião, eu olho 50 vezes a bolsa porque eu tenho pavor de em algum momento meu passaporte cair. Sim, é óbvio, é óbvio. Eu tenho que sempre olhar a bolsa antes de sair do avião e tal, porque pode cair. Mas, né, errei. Fui moleque, errei. Mas tudo bem, aprendi com erro. Graças a Deus, deu tudo certo no final.

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Antes de mais nada, eu só quero dizer que é o segundo áudio que a Sueli manda que eu acho delicioso de ouvir o sotaque dessa mulher, gente. Meu Deus do céu, a voz dela, o jeitinho dela contar. E eu ouso dizer para vocês que uma das partes mais prazerosas que tem no quadro Manda Áudio é justamente essa variedade linguística, sabe? De cada um ter um jeitinho, cada um ter um sotaque para contar.

e ver, enfim, que vem áudio de todos os lugares, né, todas as regiões do Brasil e do mundo, porque Sueli, muito embora seja brasileira, mora na Alemanha, tipo, chiquetérrimo, né, e mais chique do que isso, eu quero dizer pra vocês uma coisa que até se comunica com o nosso áudio, o penúltimo manda áudio, que ela nem percebeu, ela nem percebeu, mas a galera que fala inglês percebeu aqui.

Ela estava dizendo que quando ela chegou lá, ela tenta falar a palavra em português com o sotaque do lugar, né? Tipo, ai, perdi meu passapuerte. A gente tenta adaptar o sotaque. E ela, ao invés de falar a palavra sotaque, ela usou accent, accent, acento. Ela, tipo, se confundiu. Gente, achei chique, swelling, chique. Porque quando a gente vai falar em sotaque, em inglês, é accent. Então...

Ela quis dizer que ela misturou, gente, o português, o espanhol e o inglês e ela não percebeu. Olha que chique! Meu Deus! Enfim, dito isso, agora vamos para o áudio dela. Eu não consigo imaginar o desespero, gente, juro, não consigo. Eu sou a rainha de perder coisas. Eu, desde que eu me conheço por gente...

Quando eu saio sozinha, sou eu por mim mesma, né? E aí é só eu e Deus. E aí é Deus segurando na minha mão. Porque quando eu tô com alguém, seja com a minha irmã ou com o meu marido, eu já falei isso aqui anteriormente, são eles que ficam responsáveis pelas coisas mais importantes, tipo passaporte e tal. Porque eu sou a pessoa que é a voada.

E o meu problema, sabe quando você tá fazendo alguma coisa, você tá conversando sobre alguma coisa, enquanto você faz outra coisa com a mão e você não foca nisso? E aí você fica depois, tipo assim, nossa, onde que eu coloquei? Onde que eu guardei esse documento?

E aí você lembra de você pegando o documento, só que você não sabe o que você fez, porque você estava focado no que você estava falando, não no que você estava fazendo. Então eu sou essa pessoa, eu quero fazer tudo ao mesmo tempo e eu acabo não prestando atenção. E muito embora eu me policie com isso há muito tempo,

Gente, é mais forte do que eu, não dá. Eu sou uma pessoa muito avoada. E eu, às vezes, eu guardo tão bem guardado que nem eu acho, sabe? Eu não sou desorganizada. Eu só sou distraída mesmo. Então, passaporte, essas coisas não ficam sob minha responsabilidade. Porque eu sou a pessoa que deixa cair do bolso, que coloca no bolso, que tá furado dentro da bolsa, sabe? Esse tipo de coisa.

Então, eu não consigo imaginar o desespero da Suelen. E uma coisa que eu e meu marido, a gente fez, eu acho que é uma boa dica até, né? Alguém deve ter uma dica melhor aí. Quando a gente viajou pra Nova York, que precisava, que a gente ia andar na rua. Porque quando a gente foi pra Punta Cana...

A gente ficou em resort, então nossas coisas ficaram dentro da bolsa que ficaram no quarto. Só que um detalhe, independente de onde a gente tá, independente do hotel, independente de qualquer coisa, igual resort que a gente não sai do lugar, seja aqui no Brasil, seja fora do Brasil, passaporte, documento, tipo assim, aqui no Brasil a gente não anda com passaporte, né? Mas assim, documentos nossos, por exemplo, carteira, a gente guarda dentro do cofre do quarto do hotel.

passaporte, quando a gente fica em resort, passaporte, às vezes aliança, sabe? Em Nova York eu tive uma crise alérgica terrível e eu tava grávida. E aí eu não podia tomar nada. Gente, eu comecei a inchar, inchar, inchar. E eu tive que tirar aliança. Não coube a minha aliança na minha mão mais. Aliança, tudo fica dentro do cofre do hotel, sabe?

Então, é até uma dica bem importante. Agora, quando a gente foi pra Nova York, lá a gente não fica dentro de um lugar, a gente fica andando na rua. E pra gente não perder, o meu marido, dentro da jaqueta de neve que ele tinha, jaqueta de friozão, assim, tem um bolso dentro.

Mas assim, a gente ficou com medo de, sei lá, tirar a jaqueta e cair e tal. Então, sabe essas capinhas que são a prova d'água de celular? Que é a capinha transparente com um fio pendurado que o pessoal usa pra afogar o celular embaixo d'água e tal? A gente tem duas dessas e, gente, o passaporte cabe certinho dentro, certinho. Então, a gente colocava o nosso passaporte dentro dela e o meu marido carregava os dois. Porque eu sou meio limitada. Gente, eu sou tão... Eu souentei a vontade. E aí

Cara do céu, eu consegui perder um cachecol em Nova York. Me pergunte como. Não sei como. Era uma... Eu não lembro o nome agora e eu vou falar errado. Mas não tem problema. Pachimina, Pachimira, Pachimir, Pachimim. Ah, é um negócio desse que a minha mãe trouxe de um país que ela foi.

E ela trouxe lá, acho que é pachimina. Ai, não sei, me julguem, não sei o nome, mas é um lenço chique, com tecido todo refinado e tal. E eu, gente, eu não sirvo pra usar essas coisas chiques, entendeu? Eu emprestei da minha mãe porque ele era coloridão, bonito. E pensa, o frio que tava lá, a gente chegou a pegar a sensação de, eu acho que menos dois.

E eu consegui perder um lenço de pescoço, gente. Perdi dentro da Macy's. E nunca mais eu achei. Até voltei lá pra procurar depois que a minha mãe começou. A minha pachimina! Eu não sei se eu tô falando o nome certo, mas ela ficou. A minha pachimina! Não acredito que você perdeu a minha pachimina! E eu, tipo, mãe, perdi. Perdi, eu tô grávida. Eu tô grávida, me deixa. Não briga comigo. Senão eu vou passar tudo pro bebê.

Bem manipuladora, né? Mas eu perdi, gente. Então, meu marido ficava carregando os dois. Porque quem carrega um, carrega dois. Mas eu acho que é uma boa dica. A gente coloca no pescoço e põe por dentro da roupa. Sabe? Porque assim fica em contato com a nossa pele. Então, se, sei lá, a gente for assaltado e levar casaco, pode levar, não tem problema. Ele tá dentro do cordão e em contato com a nossa pele. Daí ele colocava a blusa por dentro da calça.

que é tipo segunda pele, né, fica bem justinha, então não tinha nem como soltar e cair, entendeu? Não, e gente, vocês nem sabem, eu, quando eu recebo um manda-áudio aqui, eu fico tentando me lembrar de alguma história minha semelhante à que foi contada, pra minimamente tentar me conectar, né, pra não perder tanto foco.

Só que a minha cabeça, ela vai e volta 527 vezes para 18 lugares diferentes. E eu vira e mexe, acabo, né? A história começou na letra A e eu termino lá na letra M. E para mim, essa é uma das graças do quadro Manda Áudio, né? Que é um quadro mais flexível e tal.

Enfim, e aí ouvindo esse áudio, eu não consegui me lembrar de nenhuma situação, assim, porque foram tantas, na verdade, mas assim, tão relevante de perder um documento, eu não consigo me lembrar. Eu tive sorte que quando eu perdi cartão, me mandaram mensagem, sabe, que foi recentemente, a gente já tá falando aqui de um mundo tecnológico, de fazer pics, ver o nome e tal, sabe, procurar nas redes sociais, enfim, mas fora isso, nada de mais.

Mas depois disso, também aprendi a pagar aquela opção de aproximação, pagamento por aproximação, e cadastrei todos os cartões no meu celular. Então, hoje não tem erro. Mas, como eu adoro expor a minha irmã no quadro Manda Áudio, eu não lembrei de nenhuma história minha, mas eu lembrei de uma história da minha irmã, que a minha irmã simplesmente lascou comigo, com a minha mãe e com o meu pai. Comigo, com ela, né? Com a minha mãe e com o meu pai.

Gente, assim, eu nem vou fazer aquele disclaimer chato falando que eu e minha irmã somos muito privilegiadas, tivemos uma infância privilegiada, porém, era uma infância com limites, né? Tipo assim, era uma infância privilegiada no sentido de que, poxa, a gente teve acesso à escola particular.

Mas pra gente ter acesso à escola particular, meu pai e minha mãe tinham que, por exemplo, vender o carro que a gente tinha. Mas, pô, a gente era privilegiada. A gente tinha um carro pra vender pra pagar a escola. Então, disclaimer chato aqui. A gente era muito privilegiada comparada com várias outras pessoas, só que tudo que a gente precisava, tipo, que, entre aspas, fosse luxo ou excessos, tinha que ser tudo muito bem calculado.

Então, as prioridades na nossa vida iam feitas porque, tipo assim, o dinheiro dava pro básico, que era a nossa escola, alimentação, plano de saúde, a gente sempre teve também, então privilegiadíssimas, né? Mas dava dinheiro pra isso, pra pagar essas contas que já eram esperadas e só.

Então, assim, tinha um pequeno excedente, mas como eu falei, exigia um planejamento. Então, por exemplo, vamos colocar aparelho nas meninas. Primeiro vamos colocar na Renata, que é a mais velha, que já está com a dentição definitiva aí, né? E depois a gente coloca na mais nova, na Paula. E sempre foi assim. Primeiro as coisas na minha irmã e depois em mim, né? Porque quando não era mais urgente, enfim.

O fato é que, pra fazer um tratamento dentário, pra colocar aparelho, meus pais precisavam de um planejamento muito grande. Então, era tudo muito caro antigamente, eu não sei como é que é hoje, mas antigamente era caríssimo você colocar aparelho e você fazer a manutenção. E antigamente não era igual hoje, que você coloca lá os negocinhos transparentes na boca, fica não sei quantos meses e tira. Pô, antigamente era manutenção todo mês e a gente chegava a ficar com o aparelho dois anos, três anos. Então, era caro pra fazer...

Esse ajuste nos dentes, né? Então, eles começaram na minha irmã. E tanto eu quanto a minha irmã, a gente precisava usar o freio de burro. Vocês lembram do freio de burro? Aquele ferro horroroso que ficava na cara? Então, e a gente morria de vergonha de usar. Eu teve uma época que eu me achava com ele. Vocês verem que o adolescente não sabe o que faz da vida, né? Mas depois eu passei a me achar ridícula e parei de usar.

mas a minha irmã, ela não usava, e gente, a minha mãe ficava louca da vida, porque era com muito esforço que ela tava pagando, sabe? Porque por mais que fosse, entre aspas, luxo, porque não era uma coisa urgente, tinha uma questão ali, né, de ajuste de mordida e tal, mas tinha uma parte estética.

Mas como não era urgente, era um luxo pra gente. Então, os meus pais pagavam com muito esforço. E era tudo muito caro. Então, o ferrinho do freio de burro, se você entortasse, já era. Você tinha que marcar uma consulta lá no dentista pra ele ajustar o ferrinho, pra encaixar na banda. Lembra desse rolê?

E a minha mãe, a minha irmã, ela sempre foi muito na dela, sabe? E a minha irmã, ela tinha dificuldade, assim. Então, minha mãe comprava um creme pra tal função no corpo da minha irmã. Gente, minha irmã não usava. Minha mãe vivia falando, porque eu jogo dinheiro fora com a Renata? Porque ela não usa as coisas? Porque não sei o quê. Daí, quando ela colocou o aparelho, o aparelho fixo, a Renata vivia quebrando os brackets. Meu Deus do céu, era um inferno que a gente vivia.

Porque o dentista era uma vez no mês, mas tanto eu quanto minha irmã, tá? Tudo que aconteceu com a minha irmã aconteceu comigo também. Era três vezes no mês a gente tinha que estar lá colando o bracket no dentista porque a gente mordia alguma coisa e quebrava a porcaria do aparelho. Mas a Renata, ela não usava o freio de burro. Eu usava um pouco mais, eu era mais disciplinada, mas ela não. E aí, quando a gente chegava em casa, era a minha mãe. Nossa, mas a estante da sala tá com os dentes certinho.

porque é nela que tá o aparelho, né? E óculos. Nossa, porque a estante da sala tá enxergando perfeitamente bem porque o óculos tá só na estante. Quem nunca ouviu isso, né? E como era muito difícil pra eles pagarem, eles não se conformavam que a minha irmã deixava pra lá. Tanto que chegou um momento que minha mãe levou ela no dentista e falou pode arrancar tudo, arranca. Eu tô só gastando dinheiro, ela não usa, ela não faz as coisas direito. Minha mãe surtou.

Mas, quando você tirava o aparelho fixo, vinha qual o processo? De usar o aparelho móvel. E aí, esse era bonito, né? Esse era descoladíssimo usar, porque ele ficava só aquele ferrinho na frente do dente e todo mundo achava super charmoso. Então, a minha irmã foi lá, tirou o aparelho fixo e passou a usar o aparelho móvel, que é pra terminar aquela sustentação no dente, pra garantir que ele não volta mais, sabe?

Então, tem que usar mais um tempo. Só que, gente, esse aparelho, aí, tipo assim, você vai lá e escolhe, né? Você podia escolher se você queria com glitter, com estrelinha. Nem sei se ainda existe hoje em dia. Mas você escolhe se você quer com glitter, com estrelinha, que cor que você quer e tal. E a minha irmã escolheu o transparente. O transparente.

E aí, a dentista falou assim, olha, Renata, costuma encardir o transparente e tal. Dela, não, eu quero esse, quero o mais discreto que tinha. E aí, ele vinha naquela caixinha, e aí era aquela coisa bem nojenta, né? Quando você abria, ele fedia e tinha que escovar o aparelho também. Meu Deus do céu! Enfim, e aí, quando a gente ia comer, a Renata tirava o aparelho e deixava em cima da mesa.

E a minha mãe ficava louca. Por que que coisa nojenta isso daqui em cima da mesa? Por que guarda na caixinha? Porque não sei o quê. Lá ia minha irmã guardar na caixinha, só que o que acontecia? Ela esquecia e não usava mais. E ficava o resto do dia a caixinha com os dentes certos, porque a caixinha tá usando aparelho, que não sei o quê. Então, ela começou a deixar num cantinho o aparelho.

Porque assim ela lembrava, né, de colocar de volta na boca. Porque se ela guardasse na caixinha, ela esquecia. Só que tinha um problema, gente. Quando saía de casa e você esquecia a caixinha, você vai colocar o aparelho onde? Porque se ele quebrar, você tem que mandar fazer outro. E pra mandar fazer outro, era caro. Eu não me lembro quanto era, mas eu arrisco coisa de tipo assim, ó. 200 reais na época. A gente tá falando coisa de 700, 800 reais hoje em dia. Eu imagino, tá? Mas, porque pelo show que minha mãe dava, eu acho que custava um rim, tá?

Enfim, eu imagino que seja uma coisa mais ou menos nessa faixa de preço. Eu sei que independente de ser barato ou caro, pros meus pais que estavam sempre ali na corda bamba, não dava pra ficar desperdiçando. E uma vez a gente foi no shopping comer. E era um shopping em Santa Catarina.

E a minha irmã esqueceu a caixinha. No carro, eu acho. Sei lá. E aí, o que ela fez? Tirou o aparelho e colocou em cima da mesa. E a minha mãe começou com o chilique dela, né? Meu Deus, Renata, que coisa nojenta esse teu aparelho aqui em cima. Essa coisa encardida. Porque as pessoas vão passar e vão ver se tá numa praça de alimentação. Porque não sei o quê. Daí a Renata falou, cara, eu esqueci a caixinha no carro.

Minha mãe falou, então esconde esse aparelho, faz qualquer coisa. Minha irmã pegou um guardanapo e embrulhou o aparelho. E colocou ali em cima pra não esquecer. E tá bom, né? Quando a gente terminou de comer, o que que nós, pessoas educadíssimas, embora as pessoas costumem dizer que o curitibano é mal educado, o que que nós fazemos? Tiramos nossa bandeja, nós fazemos isso até hoje.

Mas nesse dia fizemos o que? Pegamos as bandejas, jogamos na lixeira, colocamos a bandeja ali em cima e fomos embora.

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Todo mundo começou, eu não peguei, nem eu. Minha mãe, aquela coisa nojenta, eu não peguei. E aí a gente lembrou, e aí a gente se ligou. Foi embora junto com os guardanapos. Ninguém tirou o aparelho aqui.

foi embora junto com os guardanapos. Gente, a gente estava programado, eu acho que hoje ainda, Brusque, ainda é roupas baratas, né? E como nós éramos em duas filhas, né? A gente ia pra Brusque pra procurar promoção de roupa, tipo de inverno, por exemplo, mais barato, né? Essa fase de crescimento que perde muita roupa. A gente ia pra Brusque pra tentar comprar peças de roupas mais baratas, né? Tipo calça jeans, moletom e tal.

E nessa a gente ia passar a tarde inteira procurando roupa mais barata, em Brusque. E é onde que a gente passou a tarde inteira? Dentro da doca do shopping. O que é a doca? É pra onde vai todo o lixo das lojas e da praça de alimentação. E, gente, o cheiro da doca é uma coisa que impressiona. Se vocês passarem na frente de uma doca, vocês vão saber que vocês estão passando num lixão.

Gente, a gente precisou revirar. A minha mãe fez um pandemônio naquele shopping pra tentar descobrir onde tava a lixeira que minha irmã jogou, onde que a gente jogou. E quando a gente chegou lá, a moça já tinha trocado o lixo. E aí lá foi minha mãe atrás de quem era a moça da limpeza responsável por limpar esse lixo. Eu não me lembro se a gente já tinha saído do shopping e voltou, se foi bem na saída. Eu era nova. Eu devia ter uns 9, 10 anos.

E a minha mãe deu um jeito e ela descobriu aonde ficava a doca. Gente, a gente saiu revirando todos os lixos do shopping, abrindo todos os guardanapos atrás do maledeto do aparelho. Vocês acreditam nisso? A gente achou. A gente achou. Custou uma tarde mexendo em lixo, mas a gente achou. O meu pai...

O meu pai, eu não sei como é que meu pai não morreu de desgosto nessa época. Porque ele não se conformava que a Renata, além de não usar o aparelho, quando usava, mandou pro lixo. E aí o meu pai falou, a gente não vai comprar roupa, e o dinheiro que vai pra roupa, a gente vai comprar esse aparelho novo. E aí minha mãe segurou a barra, né? Minha mãe falou, não, Johnny, que o apelido do meu pai era Johnny. O nome dele era João e o apelido dele era Johnny.

Não, Johnny, segura as pontas aí, a gente vai achar. Gente, o meu pai revoltado mexendo naqueles lixos, e a gente tava tudo limpinha e fuçando aquelas comidas. Gente, meu Deus, foi traumático. Mas graças a Deus a gente achou. Se eu lembrar de mais alguma história pra expor a minha irmã, eu vou expor. Mas por ora eu só consigo lembrar das vezes, da vez que a gente teve que mexer no lixo, porque ela não usou o aparelho.

Então, se você usa aparelho, sai com aquela caixinha nojenta. Existe ainda, gente? Eu não sei se existe, mas enfim. Se eu lembrar a história de alguma coisa que eu tenha perdido, eu venho aqui contar. Mas, com certeza absoluta, o que não tem no meu currículo é uma história onde eu meti todo mundo dentro da mesma cilada que é fuçando um lixo de shopping, de praça de alimentação. Isso vocês não vão encontrar. Porque, apesar de tudo, eu era responsável. Eu sou avoada, mas irresponsável nunca.

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