#222. Show da revolta
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- Experiência no show da Taylor SwiftLogística da viagem · Calor extremo no evento · Cancelamento do show · Reação do público · Processo judicial contra organizadores
Sejam muito bem-vindos ao Atéio OK. E o episódio de hoje será dedicado aos apoiadores. Cecília Garibaldi dos Santos, Tatiana Oliveira Sidro, Adriele Virgílio da Costa, Luciane Rechia,
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E a história de hoje é da Andréia, mas se essa é a história minha ou se é da sua amiga, vocês nunca vão saber nem se os lugares ou nomes foram alterados ou não. Então, vem comigo ver que perrengue que ela passou.
Andrea sempre amou Taylor Swift. E como todo fã, naturalmente um dos sonhos dela era ter a oportunidade de ir a um show da Taylor. Quando ela soube que teria show aqui no Brasil, gente, essa mulher enlouqueceu. Ela só acreditou quando começaram as vendas dos ingressos. E ali também o perrengue já começou, né? Fila de espera online e não tem nada mais angustiante do que ficar nesse tipo de fila, né?
Quem tentou comprar sabe. Só de você conseguir os ingressos, a gente já pode considerar uma vitória. E a Andréia conseguiu. Então essa foi a concretização da realização de um sonho que a Andréia tinha. E o show seria no estádio Newton Santos, o Engenhão, lá no Rio de Janeiro. E a Andréia e o marido, que na época ainda era namorado, eles moram no interior de Minas. Então a logística para chegar no Rio era gigante.
Eles planejaram tudo com meses de antecedência e o plano era o seguinte, ir de carro até Vitória, no Espírito Santo, deixar o carro lá no estacionamento caríssimo, pegar um voo de lá direto para o Rio e do Rio, chegando lá no hotel, pegar um transfer para ir para o estádio.
E, gente, por que esse rolê todo de carro até outro estado para poder pegar o avião? Porque para eles, que são do interior de Minas, fica bem ali na divisa com o Espírito Santo. O aeroporto de Vitória é muito mais perto e acessível do que qualquer aeroporto grande dentro de Minas. Então, enquanto o aeroporto de Vitória fica umas três horas da casa dela, o mais próximo ali dentro de Minas dá coisa de sete horas de viagem.
Então, além de mais barato, era um trajeto que eles também já estavam acostumados a fazer para viajar. E, gente, claro, além da viagem em si, teve também todo um planejamento no trabalho para conseguir organizar esses dias de folga necessários. Só que para a Andrea, que sonhava com aquele show desde a adolescência, todo esforço colocado ali valeria a pena.
Bom, eles chegaram no Rio de Janeiro na noite do dia 17 de novembro de 2023. E eles foram recebidos, gente, por um calor simplesmente absurdo. Absurdo. A sensação é que estava todo mundo no inferno, né?
E foi ali, no hotel, que o primeiro baque já veio. Eles souberam, eles tiveram a notícia de que uma fã tinha falecido no show por causa do calor extremo. E foi um choque total para eles, né? Foi chocante para todo mundo.
E mesmo com essa notícia terrível, a organização do evento não falou nada sobre cancelar ou adiar os próximos shows. Não houve manifestação nenhuma deles. Então, sendo assim, Andréia e o namorado seguiram com o planejamento que eles tinham feito, acreditando que o show do dia 18, que seria o show que eles iriam, aconteceria normalmente.
E, gente, eu até falei com a Andrea sobre isso no e-mail. Olhando para trás hoje, é um absurdo que os shows não tenham sido cancelados imediatamente depois de uma tragédia desse tamanho, né? É um absurdo, assim, sem precedentes. No dia 18 de novembro, eles acordaram empolgadíssimos para o show. E o transfer que levaria eles até o estádio estava marcado para 13 horas.
E ali, a vida já começou a dar sinais de que o que viria pela frente não seria nada bom. Logo de cara, veio a primeira revolta.
O transfer deles do hotel para o estádio, gente, era um ônibus. E esse ônibus atrasou. A hora que ele finalmente chegou, não era nada nem perto do que eles tinham contratado. Simplesmente botaram a galera toda dentro de um ônibus velho, sem ar-condicionado e com as janelas parafusadas, janelas que não abriam. Agora imagina o cenário.
42 graus, um calor satânico, um ônibus velho, janela fechada, sem nada de vento, zero circulação de ar. Gente, pensa no sufoco.
A Andrea, o namorado dela, toda a galera ali dentro, eles estavam revoltados. Eles estavam alvoroçados. E ainda dentro do ônibus mesmo, na mesma hora eles tentaram reclamar com a empresa do transfer, pedindo pelo menos um reembolso, nem que fosse parcial, já que o serviço era completamente diferente do combinado. Foi completamente diferente da propaganda feita.
Só que a dor de cabeça, gente, foi muito grande, porque a empresa não foi nem um pouco solista, nem um pouco prestativa. Simplesmente botaram todo mundo ali dentro e fingiram que não tinha nada acontecendo. O trajeto, que deveria levar 45 minutos, demorou quase duas horas. E como a vida não é um morango, desgraça, pouca bobagem,
O motorista, gente, no meio do caminho, teve a brilhante ideia de parar o ônibus na linha vermelha para tentar consertar o ar-condicionado. E para quem não conhece, assim como eu não conheço, a Andréa que me falou, a linha vermelha é uma via super famosa no Rio por ser perigosíssima.
E aí sabe Deus o que era pior nessas horas, né? Se era ficar dentro do ônibus, que já tinha virado uma estufa, ou se era descer do ônibus e ficar com aquele sol, que era um sol para cada, batendo no lombo. E aqui, um spoiler. Essa parada dele, gente, foi em vão. Não deu certo o conserto do ar-condicionado. E aí, sem ter o que fazer, eles seguiram viagem. Todo mundo suando igual tampa de marmita. Todo mundo...
revoltado, querendo dinheiro de volta, nem que fosse parcial. Mas depois que todo mundo quase desidratou ali mesmo, finalmente eles chegaram no estádio.
Só que assim, era para eles terem chego uma e pouco da tarde. Eles foram chegar por volta de três horas, três e meia. Ou seja, eles ficaram mais de duas horas dentro daquele ônibus terrível. Mas, gente, quando eles chegaram no estádio, eles ficaram tranquilos, porque eles estavam na esperança de que agora as coisas fluiriam melhor, porque eles tinham comprado, não era qualquer ingresso.
Era um ingresso para a área VIP. Então, o que eles estavam esperando? O momento de glória deles, o momento que eles chegariam e ficariam na sombra. E aí veio a próxima revolta. Justamente na área VIP, estava batendo sol.
A sombra estava batendo na galera dos setores mais baratos. Então, de novo, mesmo estando num lugar que eles acreditavam ser coberto, ser melhor, né, por pagar mais caro, eles tiveram que esperar o show começar debaixo daquele sol escaldante. Qual foi a próxima revolta? As saídas de ar do estádio, gente, estavam cobertas por tapumes. Um negócio que, pra mim, é meio ilógico, né? Eu que sou leiga, não sei se foi proposital ou o quê.
Mas ainda para piorar, era proibido entrar com garrafa de água. A única opção era comprar aqueles copinhos pequenos de 200ml, sabe? Por preço absurdo. A Andréia me falou, gente, que ela gastou mais de 100 reais só com água naquele dia. Isso aqui, para mim, deveria ter sido...
Isso aqui devia ser considerado crime, gente. No calor que estava, não poder entrar com água. Água. Eles deviam ter distribuído, ter vendido a preço de custo qualquer coisa. Os responsáveis por essa proibição tinham que ser punidos por isso.
Ah, mas é que o pessoal lá na venda ganha dinheiro. Gente, eu entendo. Mas eu acho que dentro das condições normais de temperatura e pressão, dentro da CNTP, nas condições normais de vida, é uma coisa. Agora, num sol de 42 graus, não dá, né? Não é comum essa temperatura.
O tempo foi passando, a galera que foi com a expectativa de viver um sonho, uma experiência maravilhosa, a gente estava lá sofrendo no calor, até que por volta de 5h40, quase duas horas depois que a Andrea chegou, começaram a rolar alguns boatos estranhos sobre um adiamento ou possível cancelamento do show. Ninguém estava acreditando nessa possibilidade, né? Porque se não avisaram no começo do dia, por que avisariam depois que todo mundo já estava lá dentro?
Mas sim, gente, às 18 horas veio o anúncio oficial no telão. O show tinha sido adiado para a segunda-feira seguinte. E aí, lógico, né? O estádio inteiro ficou no horror com aquilo. Bom, de qualquer modo, não tinha o que fazer. Eles tinham passado pelo pior do calor, o sol agora já tinha baixado e só então eles decidiram cancelar com todo mundo já lá dentro. É surreal pensar nisso, né?
A sensação, gente, era de incredulidade. Todo mundo se sentiu feito de palhaço ali. E aí mais uma revolta de todo mundo. Só que não pensem. Por mais que a gente pense que agora era só embora, a saga da coitada da Andrea ainda não estava perto de terminar.
Hein? Antes de continuar essa história, deixa eu falar uma coisa bem rapidinho aqui. Eu queria convidar vocês para serem apoiadores do podcast, porque além de me ajudar muito, vocês também têm algumas vantagens. Olha só, no apoio de 10 reais...
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Bom, assim que o adiamento foi anunciado, era ali entre 6 e 6 e meia, a segurança do estádio começou a simplesmente expulsar todo mundo sem a menor cerimônia. Não importava se você estava esperando transfer, carro de aplicativo, táxi, era todo mundo para fora e pronto.
Só que imagina tirar aquela multidão de lá. Falta de organização das pessoas, da organização do evento. Quem paga é a galera que foi para assistir show. E lá fora, gente, o cenário. A Andréa me falou que era um filme de terror. Eles viram dois arrastões acontecendo ali, na frente deles.
Foi um desespero total. Todo mundo sendo empurrado para a rua no meio daquele caos, exposto a todo tipo de perigo que estava acontecendo ali. Para a galera que quer assaltar essas saídas de evento, ainda mais aqui que foi tudo de última hora caótica, isso aqui é um prato cheio, né? Quando eles finalmente conseguiram chegar perto do portão de saída, gente, já era sete e meia da noite.
Nessa hora, o tempo virou de vez e começou a cair uma chuva torrencial. São Pedro também estava de sacanagem, né? Em vez de deixar as pessoas se abrigarem nos lugares, fugir dessa chuva, os seguranças, gente, formaram uma corrente, um cordão humano.
E começaram a simplesmente empurrar todo mundo para fora na força do corpo deles mesmo. Começaram a empurrar aquela galera para baixo daquele temporal. O sentimento que a Andrea descreveu para mim foi uma mistura de frustração, medo e uma revolta absurda. Era revolta atrás de revolta. Porque, gente, ninguém estava ali à toa. Todo mundo estava porque pagou o ingresso e não foi um preço barato. E eles foram simplesmente tratados de qualquer jeito com um descaso absurdo.
Sabe, tipo assim, não precisava deixar todo mundo à vontade para ir embora meia-noite. Só que eles tinham que ter sido um pouco mais civilizados e organizados para começar a evacuar aquela galera, né?
Depois disso, a Andréia e o namorado voltaram para o hotel, encharcados da chuva, arrasados, e aí veio a dúvida, né? O que a gente faz? Gente, a Andréia, ela estava tão frustrada, ela estava tão traumatizada, foi tudo tão horrível, que ela só queria ir embora. Sabe aquela coisa que você cria tanta expectativa para viver um momento bom?
E é um pesadelo e você não quer mais. Era assim que a Andrea se sentia. Só que o namorado dela, o Rodrigo, vamos chamar ele de Rodrigo, o Rodrigo mesmo chateado, ele falou que eles não podiam terminar a viagem daquele jeito, frustrados como eles estavam, porque ele sabia que aquele show era muito importante para a Andrea. Ele sabia que era o sonho de adolescência dela, de infância. A Andrea rebateu, falou que não tinha como ficar.
Eles tinham que trabalhar, seria muito caro estender a viagem, tinha passagem aérea envolvida, estadia no hotel, alimentação, transporte, tudo. Mas o Rodrigo falou que ele ia bancar tudo. Então, gente, eles dormiram e na manhã seguinte o Rodrigo fez a coisa acontecer. Ele se virou nos 30 ali, conseguiu negociar no trabalho para eles poderem ficar até a segunda.
acionou a companhia aérea que remarcou os voos para quarta-feira sem custo adicional, só que não é por isso que estava tudo ok. O prejuízo, gente, era grande. Primeiro com o carro deles que estava no estacionamento do aeroporto lá no Espírito Santo. E vocês sabem que estacionamento de aeroporto é caro? Segundo, com hospedagem. O hotel deles não tinha mais vaga porque eles reservaram só para os dias ali do show.
Então eles tiveram que procurar um outro hotel. Só que o que acontece? Toda a rede hoteleira ali da região já estava lotada por conta do show, né? E aí os hotéis mais baratos estavam todos esgotados. E aí o que sobrou? Hotéis que eram bem mais caros.
E o outro prejuízo, alimentação. Eram, gente, foram mais do que quatro, cinco dias aí de alimentação, de transporte. Então, assim, caro. Saiu caro. E a Andréia, gente, ela e o Rodrigo, ambos são autônomos.
Ela trabalha como terceirizada para uma empresa de amigos. E esses amigos, assim que viram a notícia do cancelamento na TV, mandaram uma mensagem para ela, dizendo que era para ela ficar de qualquer jeito, para ela ir no show, que eles davam um jeito, porque eles sabiam o quanto aquele show era importante para ela.
O Rodrigo, ele que controla a agenda dele, e aí ele conseguiu dar uma ajeitada daqui e dali e deu tudo certo. Os dois deram uma rebolada ali, né? E autônomo, gente, se não trabalha, não recebe. Então, assim, mais um prejuízo, né? Além de tudo que eles estavam gastando, deixando de trabalhar, eles também estavam deixando de receber. Mas mesmo com todo o prejuízo, eles ficaram.
e deu tudo certo e na segunda-feira eles finalmente conseguiram ver o show. Mas um detalhe aqui, gente, para aliviar um pouquinho aí do coração de quem sentiu essa revolta aí ou de quem estava no show e também ficou revoltado.
A Andrea me contou um detalhe sobre o Rodrigo que mostra o tamanho da parceria deles. Na época, o Rodrigo era recém-formado, ele não ganhava bem. E toda aquela situação, gente, pesou muito no bolso dele.
Porque como ele quis proporcionar aquilo para ela, realizar o sonho dela, ele falou que eles iriam ficar e que ele ia arcar com os custos. Ele não deixou ela arcar com um centavo a mais. E, gente, ele nunca, em momento nenhum, ele demonstrou que o dinheiro estava sendo um problema para ele. Pagou tudo com um sorriso no rosto e de muita boa vontade.
Só algum tempo depois, quando eles já estavam casados, ele contou para ela, gente, o quanto ele gastou naquela viagem para poder realizar o sonho dela. E em momento nenhum ele contou jogando na cara ou achando ruim. Ele só comentou dando risada. Mas ele falou para ela que pesou muito na época para ele.
Porque ele se apertou bastante, sabe? Ele teve que ficar ali algum tempo fazendo uma economia. Mas, gente, a Andrea nem desconfiou disso. Porque em momento nenhum ele deixou transparecer que estava pesando para ele. E uma coisa que ficou muito marcada para ela foi um momento lá no estádio, logo depois do anúncio do cancelamento. Ela começou a chorar de frustração.
E ele virou pra ela e falou. Olha, eu não tô triste pelo show. Mas eu tô triste porque eu tô vendo você aqui. Que é uma pessoa que eu amo, que tá triste. E eu não sei o que eu posso fazer pra mudar isso. Ai, gente, fala sério. Amada aos berros, né? Amada em voz alta. Amada com... Como é que chama aqueles negócios? Eu ia falar holofote, mas não é.
megafone, amada com megafone. E vocês veem que curioso que é? Para quem falou que não sabia o que fazer para mudar isso, Rodrigo conseguiu fazer a coisa acontecer. Duas semanas depois de todo esse perrengue, gente, Rodrigo pediu André em casamento.
E ela mesma falou pra mim. Não tinha a menor chance desse homem ouvir um não. Porque, né, gente, foi muito... Você ver a pessoa que você ama te amando de volta, comprando uma... não uma briga, né, mas assim, um perrengue, enfrentando tudo aquilo por você, cara do céu, é... Não tem como falar não pra ele mesmo. Rodrigo mereceu o sim que ele ouviu.
E, gente, por causa de todo o descaso que rolou ali, eles entraram com o processo na justiça contra a produtora do evento e também contra a empresa de transporte, né? E eu tenho muita certeza que muita gente fez isso. Até porque muita gente não conseguiu ficar para assistir o show, né?
mas o processo deles dois ainda está rolando, e a última atualização que eles tiveram é que eles não vão receber nada por danos morais, porque na visão da empresa do show, como eles assistiram a apresentação na data remarcada, não houve prejuízo moral. Tipo assim, o modo como eles foram tratados, que se lasque, né?
Mas tudo bem, de fato eles assistiram o show, né? Mas pelo menos eles devem receber aí o reembolso de todos os gastos extras que eles tiveram. E hoje, gente, olhando para trás, a Andréia me falou...
que ela vê tudo isso que aconteceu como um misto de sentimentos. Porque, por um lado, ela conseguiu realizar o sonho dela de ver a Taylor Swift ali, ao vivo, se apresentando. Ela viveu um sonho, viveu uma parceria linda com o namorado dela, um momento que ficou marcado na cabeça dela. E também ela aproveitou cada minuto daquilo.
Só que, por outro lado, ao mesmo tempo que a experiência foi muito traumática para ela, naquela mesma semana, enquanto todo mundo curtia o show que sempre sonhou, uma família chorava, a perda de uma filha, por conta da negligência na organização.
E assim, ela e um pessoal aí que entraram com o processo, por mais que eles consigam o reembolso do ingresso, o reembolso do prejuízo que eles tiveram ali e tal, eles ainda têm chance de conseguir o dinheiro e causar pelo menos uma reparação mínima. Mas e essa família? O que paga a perda dessa menina? Nada, né?
Bom, no fim das contas, foi um perrengue imenso, que ela falou para mim que ela não faria de novo, mas que terminou com a realização de um sonho e uma quase prova de amor que fortaleceu ainda mais a relação deles. Foi muito significativa a atitude, assim, as atitudes, né, o modo como o Rodrigo encarou essa situação.
Então, que bom que para ela deu tudo certo no final, né? E essa foi a história da Andrea. Muita gente que estava nesse show tem uma história para contar, né? Teve uma história aqui que acredito eu, eu não perguntei para a Andrea, mas acredito eu que tenha sido a história que motivou ela a mandar aqui para o podcast. Mas teve uma história que teve o show aqui como contexto. Agora tem aqui a história da Andrea. Então, são narrativas muito semelhantes. Talvez alguns de vocês tenham tido um déjà vu, tipo...
Cara, eu já ouvi essa história. Eu, por exemplo, que não estava no show, não sabia dessa chuva, do modo como aconteceu tudo, o horário que foi cancelado e tal, eu acho que se eu estivesse ouvindo, eu teria um déjà vu. Mas foi porque eu já contei aqui em outra história, né? E devem ter muitas histórias, assim, ainda pela frente.
Eu confesso para vocês, gente, eu vou demorar para ter uma história de show de novo. Eu já tenho muitas, eu já saí muito da minha vida, já curti muito, mas eu vou demorar para ter outras, porque eu confesso para vocês que eu sinto dor na coluna só de pensar ficar em pé num show.
E hoje em dia, isso aqui é muito complicado, né? Hoje em dia, assim, eu acho que as redes sociais e o fato da gente ter mais acesso sobre a vida pessoal dos nossos ídolos faz com que a gente meio que...
tem uma tendência de já não gostar tanto deles. Tipo, antigamente o mundo era muito mais legal quando a gente não conhecia as pessoas, quando a gente não conhecia a vida pessoal dos artistas, a gente ouvia porque a gente gostava da música e da voz. Hoje em dia a gente tem muito acesso.
a ver o posicionamento dessas pessoas em determinadas situações, às vezes até um posicionamento em alguma situação polêmica, um posicionamento político, alguma besteira que a pessoa fez, que paparazzis pegaram. Então, o mundo era muito mais legal quando a gente gostava dos artistas apenas pela música e pela voz. Então, hoje em dia, gente, eu sinceramente, com a dor na minha coluna que eu sinto,
Eu não sei, eu acho que eu só ficaria de pé para ver Pearl Jam. Uma curiosidade aqui que ninguém perguntou. Gente, eu amo Pearl Jam no nível que eu tenho três tatuagens de música deles, mas eu acho que só por eles eu ficaria de pé. Eu já fiquei de pé pelo Guns, pelo Bon Jovi, eu acho que eu ficaria pelo Aresmith também.
Bom, talvez mais alguns, tá? Eu acho que eu ainda ficaria de pé por alguns, vai. Mas se eu precisar ficar de pé, gente, que eu não passe tanto perrengue igual o André passou. Mas se eu passar, que dê tudo certo também no fim das contas, né? E é isso.
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