Manda áudio 29
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- Proteção de MenoresA importância de avisar os pais · Medos de mães
- Histórias de infânciaExperiência de Mônica na infância · Desespero dos pais · Mudanças na comunicação
Oi! Você tem uma coisa bem legal, mas é muito curtinha para mandar e-mail? Então, manda áudio, ok?
Oi, Paula. Oi, pessoal. Tudo bem? Meu nome é Mônica. Eu resolvi contar essa história. Depois que eu ouvi, eu acho que foi mandar áudio número 17. Me fez lembrar disso que aconteceu comigo quando eu tinha, acho que mais ou menos, uns 9 anos. Faz bastante tempo, porque hoje eu tenho 47. Então, foi lá no finalzinho, assim, da década de 80. Bom, eu tinha 9 anos e eu estudava numa escola.
Relativamente perto da minha casa, né. E talvez pro pessoal que escute, talvez as pessoas não eram nem nascidas nessa época. Então elas não vão saber, assim, que década de 80 e década de 90 era uma coisa diferente, né. Assim, dos dias de hoje, né. Então eu voltava da escola. A minha mãe me levava pra escola de manhã, mas na hora do almoço, na hora que eu voltava, eu voltava sozinha. Sozinha, assim, entre aspas, porque vinha um monte de gente.
Um monte de colegas, todo mundo, a gente vinha todos juntos caminhando, né, andando. E o pessoal ia ficando pelo caminho. Um ficava ali perto da escola, outro ficava umas três ruas pra baixo, outro ficava duas, assim, ia se separando. Eu era a última, então, um pedacinho, assim, umas duas quadras, eu andava sozinha.
E esse dia eu estava voltando, estava passando em frente à casa de um menino que estudava comigo, ele não tinha ido na escola nesse dia. E ele morava duas casas, do lado pra baixo da casa da minha avó. A minha avó morava muito perto da minha casa, assim. Eram umas duas quadras antes da minha casa. E a mãe dele estava no portão justamente me esperando pra pegar matéria, coisas que tinham acontecido na escola naquele dia. E eu entrei na casa dele.
Eu não me lembro, assim, se ele copiou e depois a gente ficou brincando. Eu só sei que eu fiquei lá. Eu almocei, eu fiquei lá na casa dele. E tava tudo certo, tava ali do lado da casa. Minha avó praticamente, duas casas pra baixo. Quando era mais ou menos, acho que umas duas e meia da tarde, quase três horas.
eu escuto uma pessoa chamando, que era também uma menina que estudava na mesma escola do que eu, mas numa outra sala, né? Chamando no portão, a mãe desse meu amigo saiu lá fora. Aí ela falou assim, Mônica, corre aqui, pelo amor de Deus. A hora que eu saí no portão, a rua inteira estava lá. O meu pai, a polícia, a minha mãe, veio chorando, gritando, as minhas tias, porque você imagina o desespero. Eu estava sumida por mais de duas horas.
Nessa época, obviamente, que não tinha celular, né? Não precisa nem falar, né? Eles já tinham ido na escola, eles já tinham ido na casa de todas as minhas amigas. Eles já tinham me procurado em todos os lugares. Desculpa.
E eu estava lá, belíssima, na casa do meu amigo. Como se, assim, pra mim não estava acontecendo nada. Porque eu estava bem. Eu estava ali do lado da casa da minha avó, né? A minha mãe estava assim, pra morrer. Aí, lógico, né? Eu saí, já saí da casa. A hora que eu vi toda aquela gente, todo aquele povo. Eu lembro de eu pensar assim, meu Deus, eu vou apanhar.
Então, acho que é melhor eu chorar. Aí eu comecei a chorar, porque eu fiquei com medo de apanhar. Então, na minha cabeça, aquilo assim, ficou tudo bem. A polícia falou, não, ainda bem que acharam, não sei o quê, que tava tudo bem, não teve problema nenhum. Eu voltei, fui pra casa, né? Mas a minha mãe, eu lembro que a minha mãe passou esse dia deitada na cama dela, chorando. E eu sabia, assim, que tinha...
Eu tinha feito uma coisa que não era legal, né? Não de propósito, obviamente. Mas eu não tinha dimensão, assim. Porque eu estava bem, eu estava ali na minha cabeça. Por que que estava todo mundo tão desesperado? Porque ninguém sabia onde eu estava, né, Mônica? Para de ser louca. Enfim, hoje eu sou mãe, né? Eu tenho 47 anos. Como eu disse, eu tenho um filho de 17 anos. Que inclusive ele se chama Arthur. E eu consigo entender perfeitamente.
Coitada da minha mãe, meu Deus do céu. Porque eu me lembrei também de um dia que o Arthur foi pro cinema, foi pro shopping de Uber sozinho. Tem um ano e meio atrás e assim, tenho em mente que meu filho tem 17 anos, mas ele tem 1,96m de altura, tá? Ele é um rapazão assim, enorme.
E ele foi de Uber, e a conta dele, do Uber dele, tá na minha conta. Então, recebo alerta, né, de quando, a hora que ele chega, etc e tal. E eu tô trabalhando, eu tô vendo que tá demorando, demorando. Nossa, gente, mas tá demorando pra receber o alerta do Uber, que ele chegou no shopping, né? Aí, de repente, chega uma mensagem, mais ou menos assim, do Uber, da Uber.
Notamos que o carro está parado há muito tempo no mesmo local. Está tudo bem com você? Eu já me dei um negócio assim, meu coração já na hora já parou. Meu Deus do céu, eu não sei qual é a sensação de você levar um soco no estômago, mas eu acredito que seja parecido com o que eu senti, assim. Eu já comecei a tremer, eu já peguei o celular, liguei e ele não atendia. Eu não sei quantas vezes eu telefonei assim pra mim, foram mil. Mas acho que deve ter sido umas três vezes até ele atender.
A hora que ele atendeu, eu já estava num pânico tão grande que ele não conseguia entender o que eu estava falando. E o Arthur, às vezes, não sabia nem o que eu estava falando. Até que eu consegui explicar. Ele falou, não, mãe, é que tá chovendo. O carro tá muito trânsito aqui perto do shopping. Eu já pensei em descer a pé, porque tá muito perto, mas tá chovendo muito, tá tudo bem.
Olha, eu vou falar pra você. Eu consigo... Hoje eu consigo entender perfeitamente o que minha mãe passou. Porque eu não consigo imaginar ficar sem saber onde o Arthur está. Durante duas horas e meia, mais ou menos. Quase três horas, entendeu? Sabendo que a pessoa tinha que ter chegado em determinado lugar. E ele não chegar. Acho que eu tinha ido parar no hospital, com toda certeza. Coitada da minha mãe. Então, assim...
essa é a história, né? E um recadinho aí pro pessoal, assim, se você mora com seus pais, não importa se você tem 15 ou 30 anos, entendeu? Avisa seus pais onde vocês vão, responde eles quando eles mandarem mensagem, sabe? Atente quando ligar. Pô, mãe, cheguei, sabe? Quando falar que a hora que eu chegar eu te mando uma mensagem, manda mensagem pra sua mãe, não faz isso com a gente, não.
Que, assim, a gente infarta, entendeu? É isso. Um beijo, pessoal. Adoro o programa, Paula. Valeu. Gente, esse áudio da Mônica, ele me fez lembrar de muitas coisas aqui. Porque isso que ela falou era muito real. Era muito real. A gente realmente voltava da escola em comboios. Pra ir nem sempre, porque como era de manhã cedo, né? Quando a gente estudava de manhã...
alguns iam de carro, outros de ônibus e tal, mas pra voltar a galera ia ficando no meio do caminho, uns davam carona pra outros, a mãe tava indo trabalhar e deixava na escola, enfim. Mas pra voltar era sempre em comboio mesmo. E eu me questiono hoje como que as gerações anteriores à minha, né, a geração da minha mãe, por exemplo, sobreviveu tanto tempo, gente, sem celular.
Por que eu falo isso? Porque eu tenho a sensação de que o mundo foi congelado de tecnologia até a minha adolescência. Depois da minha adolescência, deu um boom absurdo, impressionante. Por que eu falo isso? Porque eu sou uma millennial, eu nasci em 91. Eu peguei o mundo do telefone fixo e eu peguei o mundo do celular. Eu peguei o mundo sem internet e o mundo com internet. Eu peguei um mundo completamente arcaico e um mundo extremamente...
né, evoluído, tecnológico, então parece que a minha adolescência pegou bem essa transição de tecnologia, assim, de fases, né, e gente, eu ia pra escola a pé, a minha escola ficava um quilômetro e meio, mais ou menos, da minha casa, e eu vou ser aquelas mães...
Que pra falar pro meu filho quão privilegiado ele é de carro pra escola, porque ele vai de carro pra escola quando ele for, né? Não tenho coragem com ele pequenininho de largar ele, qualquer coisa. Mas eu vou ser aquela mãe que vai falar que eu atravessei um rio, que tinha jacaré, que eu enfrentava todas as dificuldades do mundo pra ir pra escola, sabe? Porque na verdade, tô brincando, né? Não vou exagerar assim, porque ele nunca vai entender.
Que, gente, eu estava na quarta série e eu já ia a pé pra escola. Era eu e minha irmã duas pirralhas. Enquanto eu tava, tipo, na quarta série, a minha irmã tava na sexta série. Né, que a gente tem um ano e oito meses de diferença. Então, assim, como que a minha mãe ficava em paz sem saber se a gente chegou na escola ou não? Tipo assim, a certeza de que a gente chegou na escola que tava tudo bem. Pra vocês verem como o mundo era mais ok do que é hoje.
Só quando eu estive no ensino médio, quando eu fui pro ensino médio eu mudei de escola, e nessa escola, se a gente faltava, eles ligavam pros pais pra saber da criança. E eu não sei como que as escolas não fazem isso hoje. Inclusive, só abrindo um parênteses aqui, que, gente...
A minha irmã era sempre ela que levava o meu sobrinho pra creche. E quando era o meu cunhado, ela tinha muito medo que acontecesse essas coisas do meu cunhado esquecer ele no carro e tal, por não ser da rotina dele. Então fica inclusive um alerta aqui, o que minha irmã fez? Eu não sei como que isso não é uma lei. Isso devia ser lei. Muito embora eu sei que não é uma coisa fácil e simples, mas deveria ter uma pessoa contratada só pra ligar pros pais pra perguntar.
De uma criança. Por que essa criança não veio hoje? Cadê essa criança? Sabe? Deveria ser lei. A minha irmã pediu na creche pra que se porventura o filho dela faltasse pra que eles mandassem mensagem pra ela, ligassem pra ela pra perguntar pra ela. Ela sempre confirmava com meu cunhado quando era ele que ia levar ou quando era outra pessoa.
Você deixou ele na creche? Sim, deixei. Me manda foto. Me manda foto quando você deixar ele lá. Quero ver. Sabe? E pedia pra na creche avisarem pra não ter risco de ninguém ser esquecido no carro. Dito isso, era muito importante eu deixar esse alerta aqui.
Eu não sei como que... Quer dizer, eu sei, né? As escolas, imagina, gigantes. Mas essa escola que eu fui pro ensino médio, gente, uma rede imensa aqui de Curitiba também, e ainda assim eles ligavam. Ficavam a manhã inteira ligando, mas ligavam. E a minha mãe simplesmente assim, ó, seguia a vida sem saber se eu cheguei em casa ou não. Se eu cheguei na escola ou não. E era muito comum isso, porque como a gente sabia que tava tudo bem, a gente não costumava avisar.
Eu sempre avisei porque minha mãe sempre foi muito louca. Minha mãe sempre foi louca.
louca no sentido de que assim, a gente viajava, gente, tá, louca em todos os sentidos, a minha avó tinha casa na praia, e várias vezes a minha avó ia no final de semana pra abrir a casa, pra limpar e tal, e eu e minha irmã iam junto, gente, minha avó era uma senhora, minha avó...
ela tinha, acho que o quê? 62 anos, mais ou menos, quando eu nasci. Então, a minha avó, ela tava com 70 anos e tava eu e minha irmã, duas pirralhas de oito anos, indo pra praia com ela. A gente ia pro mar e a minha avó tinha uma pessoa que ajudava ela em casa e tal.
E aí essa pessoa ia com a gente até a praia e tal, mas mesmo assim, sabe? Só que a minha mãe, ela sempre foi muito neurótica no sentido de quando vocês chegarem na praia, liguem pra mim. Bem na frente da casa de praia da minha avó tinha um campinho de futebol e tinha uma associação ali na frente, tinha um orelhão lá no canto. E aí ela sempre falava pra gente, tô a dinheiro pra comprar cartão, ficha, sabe? Que a gente também pegou essa transição aí.
Me liga sempre, todos os dias, pra falar que vocês chegaram. Todos os dias eu quero que vocês me liguem pra falar que vocês estão bem. E a gente tinha que ligar duas vezes por dia, pelo menos. Até hoje, se a gente viaja... Hoje a minha mãe já não pergunta tanto, porque hoje a gente instalou aquele aplicativo, sabe? Acho que é Life 360. E a gente consegue rastrear uma a outra. Eu, minha mãe e minha irmã. A gente consegue acompanhar a localização uma da outra. Pra saber sempre se tá tudo bem. Onde que uma tá, onde que a outra tá.
E assim, quando a gente viaja, a gente também não precisa ficar avisando. Mas a minha mãe sempre foi muito... Muito... Sempre pegou muito no nosso pé nesse sentido, sabe? Me avisa quando vocês chegarem. Me avisa, me avisa. Porque a gente sempre soube que ela era meio paranoica. Mas isso porque... Eu já contei a história aqui, né? De quando a minha irmã simplesmente dormiu embaixo de um edredom de pena de ganso. Acho que era. Pesadão.
E tinha polícia. E tinha tudo. Eu já contei essa história aqui, né? Se eu não contei, me falem que daí eu conto em outro... Manda áudio.
Mas tinha polícia também, o mundo inteiro acabando lá em casa. E eu acho que depois disso a minha mãe ficou bem neurótica, assim, sabe? E eu só fico imaginando a mãe da Mônica com a Mônica lá. Gente, era um mundo sem maldade, né? É a Mônica lá brincando, almoçando e tal.
Tipo assim, hoje, hoje, eu penso o quê? Cara, a mãe desse rapaz tinha que ter falado, liga pra tua mãe pra você falar que você tá aqui, avisa tua mãe que você tá aqui. Porque eu já passei por essas coisas, né, de falar, viu, tua mãe sabe que você tá aqui, então liga e avisa, sabe? A gente não tinha celular pra se comunicar em tempo real.
Às vezes a minha mãe chegava a me buscar na escola, ou meu pai, meu pai buscava a gente quando ele passava pra ir no banco, sabe? Ele passava pra ir no banco, daí já aproveitava e buscava a gente. Então, a gente voltava a pé também. E às vezes a gente falava, mãe, posso almoçar não sei aonde? Posso almoçar com o pessoal em tal lugar? Posso almoçar na casa de fulana? E aí, voltava minha irmã de carro, e aí eu ficava pra ir embora, tipo, depois, assim.
E, gente, era muito legal. Nossa, isso aqui foi uma memória desbloqueada. Minha mãe, quando eles chegavam de carro, deu, pai, posso ir almoçar na casa de fulana, da minha amiga?
pode. Nossa, gente, parece que mudava, parece que a vida ficava mais colorida, porque daí era um dia diferente, aí eu ia embora com a minha amiga, às vezes até de van junto, meu Deus, era muito legal.
Mas, enfim, a gente não tinha, né, essa coisa de celular. E, gente, como que gerações antigamente viviam sem? Como? E a Mônica falou esse negócio do filho dela, e a gente que é mãe de homem, eu acho que pra gente é mais cômodo, né? Não é 100% seguro pra ninguém.
Mas eu acho que se eu fosse mãe de menina, gente, eu acho que eu seria muito louca. Muito, muito, muito louca. A minha irmã já passou várias situações, assim, que ela olha pra mim hoje e fala, guria com o Henrique eu não tinha essa neura, e agora com a Vitória eu tenho. A diferença de menino pra menina, sabe? Tipo, de medo de deixar perto de outros adultos, com estranhos e tal.
Ah, é que eu não quero expor nada aqui, né? Mas não que tenha acontecido, não que com o meu sobrinho ela simplesmente largue, não, mas às vezes aparece alguma coisinha ali no corpinho da minha sobrinha e minha irmã já pensa, ela ficou sozinha em algum momento? Meu Deus, sabe? E coisa que o menino não tem essa neura, entende? E eu só fico imaginando o desespero de, ai, o carro tá parado. Gente, parado ia ficar meu coração.
E uma coisa que eu também não entendo, cara, você tem celular e você não atende, você tá dentro de um carro de aplicativo. Aonde tá o teu celular? Que você não atende a ligação da sua mãe na hora. Gente, eu não sei. Eu acho que quando chega em casa é aquele misto de desespero e gratidão, né? Igual a Mônica, a primeira reação dela, quando viu, eu vou apanhar, porque sabe que fez bosta, né?
Mas assim, ela falou que a mãe dela ficou o dia inteiro no quarto chorando. Gente, imagina tudo que passou na cabeça dessa mulher. Essa mulher deve ter ficado com enxaqueca durante o dia. Pensando, cadê a minha filha que não chega? Eu e minha irmã, às vezes, a gente saía também da escola. Já falei de saída de escola em mandar áudios anteriores aqui. E a gente ficava ali papeando, às vezes. Cara, a gente sabia que tinha um limite de horário pra chegar.
Se chegasse mais tarde, minha mãe ia estar louca da vida. Porque, pensa, ó. Eu fui ter o meu primeiro celular com 14 anos.
14 anos. Então, foram 14 anos da minha vida na base da confiança ali, ó. Da gente ir pra escola, minha mãe, na fé de Deus, saber que a gente chegou.
Enfim, gente, o mundo antigamente era muito louco, cara. Meu Deus, quer dizer, louco é hoje, né? Mas tipo assim, ó, cara do céu, como que a gente vivia desse jeito? O mundo era muito mais seguro. Nossa, eu e minha irmã, a gente saía brincar, a gente saía andar de bicicleta. Meu Deus, a gente ia na hora do almoço, a gente voltava final do dia. Eu nunca me esqueço do dia que eu caí numa valeta.
A minha irmã até hoje, ela rindo essa história. Eu caí numa valeta, fiquei estatelada lá na valeta. Ela teve que pedir ajuda pra tirar a bicicleta e eu. E, deixa eu ver, a gente passava o dia inteiro fora. E nesse dia eu voltei ferendo esgoto pra casa. Só fui embora cedo porque tinha caído na valeta. Mas, se não, cara, a gente ficava o dia inteiro fora. Hoje, vocês acham que eu teria coragem de deixar meu filho catar uma bicicleta e sair na rua?
Não tenho. Mas não tenho. Então, eu não sei em que momento foi que o mundo se perdeu, assim, sabe? Mas, o mundo antigamente era muito melhor, né?
Mas hoje a tecnologia facilita muito. Mas só fico imaginando, coitada da mãe da Mônica. A Mônica sentiu um pouquinho só do que a mãe dela passou, muito embora não tenha sido intencional, né? No momento que o filho dela fez isso. Meu Deus. Mas, gente, façam isso que eu falei, tá? Se você tem filho que não chega na escola, filho pequeno, né? Que tem risco de ser esquecido no carro, essas coisas. Sinaliza na creche pra avisarem. Deus o livre, Deus o livre.
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