Thalita Farias
- A questão da eutanásia e abortoMedo de ter filhos e de vê-los longe de Deus · Impacto da decisão do marido em querer filhos · Oração e jejum para mudança de desejo · Dificuldades para engravidar · Proposta de FIV e descarte · Primeiro aborto e desespero · Segundo aborto e procedimento menos invasivo · Consolo em passagens bíblicas e John Piper · Entrega a Deus e certeza de gerar um filho vivo
- Cristo como cumprimento da LeiCriação em lar cristão · Luta contra o legalismo · Busca por aprovação humana · Baixa autoestima
- Relacionamentos e CasamentoAmizade de infância · Desenvolvimento do relacionamento na faculdade · Oposição dos pais ao namoro inicial · Pedido de namoro e casamento
- Religião na universidadeSaída de casa aos 18 anos · Medo dos pais de afastamento de Cristo · Universidade como questão de coração · Fortalecimento da fé através de amizades · Debates teológicos e confronto com padre
- Decisão como Habilidade vs TalentoConvicção na escolha da enfermagem · Prazer na área de emergência · Agilidade e pensamento rápido em emergências · Diferença entre prática e teoria
- Medo de morteQuestionamentos sobre o caminho correto · Medo da morte e do sofrimento eterno · Análise da conversão e entrega a Deus · Processo de crescimento espiritual
- Impacto da ausência paternaSentimento de ser mãe dos irmãos · Dificuldade com a ausência dos pais · Necessidade de atenção paterna · Amadurecimento forçado
- Gravidez contra as oddsGravidez após dois abortos · Parto considerado um milagre pelos médicos · Problemas sérios na gestação e parto
Agora na Rádio Seara. Minha história. Conheça a história de mais um pecador, alcançado pela maravilhosa graça de Jesus. Minha história. Rádio Seara. Uma sintonia de paz.
E estamos aqui com o nosso podcast Minha História na Rádio Seara, uma sintonia de paz. Eu sou João Lucas Barroso, que bom estar com você novamente. Vamos conhecer a história de mais uma pessoa alcançada pela graça do Senhor Jesus. E Joelma Pontes, final de semana das mamães, né? Tem que ser especial o nosso podcast de hoje. Pois é, João Lucas.
Pois aqui estamos nós em mais um encontro. E hoje nós estamos aqui com uma mamãe muito especial também. A Thalita Farias, a nossa convidada. Thalita é filha de Samuel e Marlene Santana, nova-russense. Atualmente morando em São Benedito. Aproveitando o friozinho da serra, né, João Lucas?
é enfermeira por formação e congrega na Igreja Cristã Evangélica Jetsêmani em São Benedito. Bem-vinda, querida. Muito obrigada pelo convite. Prorrogamos bastante, mas deu certo agora, né? Deu certo. O senhor queria para esse dia, para essa data, né? Exatamente, numa data muito especial, que é o Dia das Mães, né? E aproveitando, a Tati já pode apresentar a sua família.
Então, eu sou Thalita, sou casada com o Eliezo já há quase oito anos. Oito anos, né? Mas de relacionamento aí nós temos quase 15 anos. Desde 2012 pra cá, saiu da amizade colorida e ficou mais... Foi se estreitando aí até chegar ao casamento.
E eu sou mãe de quatro, tive dois abortos, a gente não esquece deles, por mais que seja fruto de uma gestação que não evoluiu, mas fica registrado, faz parte da história e mãe do Apolo, estou grávida de cinco, entrando aí para o quinto mês de gestação. E não sabe o sexo ainda, né?
Pois bem, a gente acha, o último ultrassom deu que será uma menina, mas aí com a margem de 16% de erro. Aí a gente fica meio assim, mas o que for vai ser maravilhoso. Muito bem-vinda ou bem-vindo.
A palavra de Deus diz em João 3, versículo 36. E quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna. Quem não obedece ao Filho já não tem a vida eterna, mas a ira de Deus permanece sobre ele. A palavra do Senhor diz que Deus enviou seu Filho ao mundo para nos salvar, nos perdoar. Cristo morreu na cruz.
para nos trazer vida eterna. E quem nele crer é perdoado por Deus, é salvo da ira vindoura. E a Thalita creu em Jesus como o Senhor e Salvador, e hoje vai contar para a gente como foi esse encontro com Cristo.
Então, Thalita, você nasceu em um lar cristão ou conheceu a fé mais tarde? Eu nasci no lar cristão. Foi um privilégio muito grande, né? A gente, ao nascer no lar cristão, a gente acaba sendo blindado de muita coisa que no futuro podem deixar marcas terríveis.
mas, porém, a gente também acaba que alimentando outros tipos de pecados, como, por exemplo, legalismo, que foi algo muito forte em mim, e que, graças a Deus, Deus arrancou depois de muito clamor.
E foi isso, eu nasci, eu lembro que eu tive um encontro com Cristo, compreendi pela primeira vez sobre o Evangelho, depois de ter sido tanto ensinado, por volta dos 5 anos de idade, 5, 6 anos de idade. Mas que ao longo dos anos, a gente vai tendo uma compreensão melhor, vai entendendo, vai desenvolvendo o processo de santificação, e é isso, foi mais ou menos essa faixa etária.
Você lembra mais ou menos os detalhes? Foi em casa? Foi na igreja? Foi na igrejinha pequena. Eu tenho uma vaga, eu não sei se eu estou me confundindo, mas eu até conto pra mãe, né? Que eu tenho uma vaga lembrança até da roupa que eu estava. Pode ser algo que eu criei também, né? Pode ter sido, né? Às vezes a nossa lembrança, eu mesma tenho lembranças muito fortes e fixas.
De quando eu tinha 3, 4 anos. É. 5. Então, de repente foi algo real, né? Um vestidinho que você gostava muito, quem sabe, né? Logo com 6 anos de idade, dizem que até os 6 anos de idade a criança tá com a mente bem, bem formadinha. Então, de repente foi uma realidade mesmo. É uma realidade. Lembrar da roupa. Mas a...
A historinha que foi contada, essa coisa assim. Não, eu me lembro, não lembro do que foi pregado naquele dia, mas eu me lembro que era o pastor James que estava pregando na igrejinha pequena. E a sua relação com a família, como é que era? O dia a dia e essa relação com os demais membros da sua família?
É, sempre tivemos uma boa relação. Eu sempre fui muito família, sempre fui de comprar as dores da família para mim. Eu fui aprender, inclusive, a parar de sofrer tanto pela família, depois de casada. Mas eu senti, na época da infância, nessa questão de relação familiar,
Eu me envi muito sendo mãe dos meus irmãos. Então, assim, eu tive um pouco de dificuldade nesse quesito de sofrer a ausência dos meus pais por eles precisarem trabalhar. Hoje eu compreendo, obviamente, isso. Sendo mãe, então, mais ainda.
Porém, foi uma coisa que meio que deixou uma lacuna na minha vida por muitos anos. Saber que eles não estavam ali, passavam muito tempo fora. E eu acabava que algumas vezes precisando de fazer, devolcionar alguns meninos, precisando de arrumar casa. Quantos irmãos você tem? Eu tenho dois. Um rapaz e uma moça. Dois irmãos.
Então você como a primogênita acabava, e a ausência dos pais acabava fazendo um pouco essa tarefa, né? Exato, e foi meio que amadurecendo forçadamente, né? Muito cedo. Mas foi bom, né? Teve os lados bons também disso tudo. Você mencionou que lutou contra o legalismo, né? Isso era uma tentativa de agradar a Deus, conseguir o favor de Deus.
Não, eu consigo ver claramente que isso tinha um fator muito forte com relação a temor a homens mesmo. Eu gostava muito, me agradava ver a satisfação dos outros quando eu executava algo correto.
E não tinha muito a ver com agradar a Deus, não. Elogios, né? É, exatamente. Era mais relacionado a isso. E, claro, que no meio disso tudo, em alguns momentos, sim, tinha aquela intenção de querer agradar a Deus, mas tinha muito mais relação com isso, de aprovação humana do que do próprio Deus. E isso foi acabando...
Aos poucos, demorou muito, foi de uma vez? Muito, muito, demorou muito, muitos anos. Foi algo gradativo, muito lento, muito lento. Porque logo eu tinha, eu tinha, eu considero meio que sofria de baixa autoestima, sabe? Por muitas coisas, me sentia muito diminuída, muito pequena, por diversos motivos.
E isso me fazia ter a necessidade de aprovações, né? De alguém que fosse mais importante do que eu. Talvez porque eu queria tanta atenção dos meus pais, e na época eu sofria com isso. Talvez. Pode ser, né?
Mas assim, eu me lembro que teve um dia na adolescência que eu jejuei bastante, por muito tempo, com relação a isso. Pra Deus arrancar do meu coração isso. Só que não foi naquele período. Foi muitos anos depois. Interessante que é algo que a gente sabe, né? Pelo que você tá dizendo, é algo que você sabia. Tanto que buscava o jejum pra libertação. Sim. E não conseguia, né? Nesse período, como você foi...
criada no Lar Cristão, conhecedora da palavra, tinha alguma dúvida em relação à sua salvação? Teve. Fez parte do pacote. Teve muito mesmo. E teve algumas vezes que eu realmente chorava muito, porque...
Eu achava que, né, não valha. E será que eu estou mesmo andando corretamente, no caminho correto? Será que... Eu lembro que eu tinha muito medo da morte, muito medo dos meus pais morreram. Com algo monstralmente comum. E eu, e se realmente eu morrer nesse dia? Eu já estou sofrendo coisas aqui. Sério que eu vou continuar sofrendo eternamente?
Foi nesses períodos que eu comecei a ver, tentar olhar com mais atenção sobre a minha conversão, sabe? Sobre o momento ali de entrega, que eu achava que eu tinha entregado minha vida a Deus e tal. E eu fui ver a essência disso, fui prestar mais atenção e me preocupar mais com isso.
E foi aí onde eu comecei a assistir algumas pregações. Já na época não é algo tão do passado esse período. Então eu pegava ali uns pregadores mais conhecidos e comecei a estudar um pouquinho mais sobre isso. E isso começou a ter um norte, começou a clarear melhor a minha mente.
E eu fui entendendo que, de repente, também todos aqueles questionamentos, medos, incertezas, faziam parte do processo de crescimento. Crescimento do homem para com Deus. Exatamente. E você chegou a compartilhar com alguém essa luta? Não.
Não, eu não era assim de compartilhar nada que eu sofria com ninguém. Eu acho que eu herdei um pouco isso da minha mãe, sabe? Minha mãe sempre dizia assim, olha, as nossas dores a gente só derrama, nos perde uma única pessoa, de Cristo. Então, eu nunca cresci, eu não cresci...
com o hábito de falar para um pastor determinadas coisas, falar para um amigo mais próximo, as dores mais profundas do meu coração, não. Isso era algo muito fechado, muito entre mim e Deus. E nem mesmo parte, meus pais sabiam, parte das coisas, não.
É interessante até mencionar e perguntar, porque os pais percebem quando os filhos não estão bem. Aí eu ia perguntar o papel da sua mãe nesse período da sua infância, adolescência, especialmente nesses momentos de lutas, como foi importante a presença dela.
Sim. Não, e alguns eles percebiam, porque eu passei a exteriorizar isso por meio de algumas atitudes, né? Eu tinha muitos conflitos na adolescência, então eu revelava isso por meio da rebeldia, por meio da ignorância com eles, por meio da falta de respeito, muitas vezes. Eu nunca fui aquela filha que...
em vergonha os pais em áreas importantes da vida. E isso fazia parte também do legalismo, né? O medo extremo de fazer isso para não desagradar eles. Mas eu também não tinha... Eu não tinha... Eu deixava claro para eles que eu sentia isso. Eu estava vivendo isso dentro do meu coração por meio de algumas atitudes e uma delas minha mãe percebeu.
uma muito específica, ela percebeu. E aí ela me chamou para conversar e tudo, ela sempre conversava comigo. Mas eu senti a ausência do meu pai. Eu acho que é muito importante, seja mulher, seja uma filha mulher, seja um filho, a importância de o pai direcionar, ter essa percepção, o pai homem direcionar.
A filha, o filho naquela situação, como deve ser. E a mãe tá ali auxiliando. Eu acho que eu não gostava muito. Eu achava bom quando minha mãezinha vinha até mim. Mas eu sentia falta do meu pai vir. Eu queria que ele visse. E muitas coisas eu fazia propositalmente pra chamar a atenção dele.
Foi uma adolescência com alguns conflitos internos, né? Internos, exatamente, internos. Mas assim, meus pais foram maravilhosos, assim, no sentido de... Eu aprendi, uma coisa que eu aprendi muito com eles, a gerenciar muito bem a questão financeira, sabe? Eu nunca vi em 35 anos de idade, não era pra não ter dito, né?
Eu nunca vi um ser humano chegar na minha casa cobrando meus pais. Então, eu me lembro que isso foi um fator muito importante que hoje eu carrego comigo e vejo como algo extremamente vantajoso. E que, aparentemente, é algo que me faz, como posso dizer, ter...
Buscar isso também. É, exatamente. Viver isso no meu casamento também, repassar isso para o meu filho, porque isso faz parte também do evangelho, né? Você ser moralmente também correto e nessa área de gerenciamento também, essa questão de gerenciamento, de se ter um bom gerenciamento financeiro, ela vai revelar muitas coisas administrativas de outras áreas da sua vida.
Tem uma relação forte também com outras áreas importantes. Com certeza. Você mencionou a adolescência, né? A gente sabe que o mundo está aí para nos tentar, né? Você passou por situações onde o mundo tentou lhe puxar.
as coisas erradas, a gente vê, por exemplo, o contexto de escola, que é um ambiente onde... Universidade. Universidade, enfim. Olha, eu saí muito nova de casa, eu saí com 18 anos de idade, 18 anos de idade eu fui para Sobral, passei, morei uns 7 anos lá.
E a minha mãe tinha muito medo de me liberar, parecia que nem me conhecia. Não, tinha muito medo de me liberar para morar fora. Eu disse, mamãe, não precisa ter esse receio, porque também se eu quiser me afastar de Deus, eu me afasto aqui mesmo.
uma coisa boa é que eu sempre percebi eles sempre foram convictos apesar de ter sido ausentes quando eles estavam presentes eu percebia eles com muita convicção em determinados assuntos da vida importantes
E aquilo eu peguei também para mim, isso foi importante para quando eu saí de casa. Então eu saí com 18 anos, de lá para cá eu passei muito tempo fora de casa, quando me formei, continuei para outra cidade, trabalhar, então muito tempo longe deles. E ela tinha muito medo que eu me afastasse de Cristo na universidade.
E eu abro um parêntese aqui para dizer que eu não acho, nunca achei, eu nunca vou achar que a universidade desvia alguém.
É uma questão do coração da pessoa. Os que foram e lá se afastaram, eles já estavam afastados de Deus antes de irem. E os pais não perceberam, porque tudo bem, às vezes não percebem mesmo. Mas lá, pelo contrário, eu me sentia mais vulnerável e necessitada de Deus.
E quando eu cheguei lá, a primeira coisa que eu fiz foi tentar identificar crentes. A princípio não era o crente que era crente, era o crente, porque depois que eu ia conhecer, depois de uma amizade, saber quem que era.
E graças a Deus, Deus me permitiu ter amizades muito boas na faculdade. Muitas colegas que ao longo da caminhada eu fui percebendo que elas também amavam a Deus. Isso fortaleceu ainda mais a minha confiança em Cristo, numa cidade distante. E tanto que às vezes a gente fazia um momento de devocional na época do...
No momento do intervalo, a memória do gestante, a gente fazia muito isso, a gente se juntava ali, então eu não me senti tentada a sair. E com relação a expressar, a gente sabe que na universidade sempre tem os debates, as ideias que vêm ali contra... Um abraço. E aí
E aí você tinha aquela ousadia de falar o que a Bíblia diz sobre isso? Ou você ficava mais só na intercessão? Algumas vezes sim, mas teve uma, duas vezes. Uma principalmente que eu lembro que a gente tinha uma disciplina de teologia. Teologia. E quem deu, porque era uma faculdade adventista, né? E quem deu foi um padre.
E aí eu me lembro de um conflito, assim, que eu tive com ele na sala, na frente de todo mundo. Foi até demorado, um bate-pouco bem... Eu não me lembro sobre, mas eu me lembro desse dia. Sim, que a gente falou sobre que eu tive essa pequena discussãozinha com ele. Não sei se foi algo tão construtivo, não, mas eu tive. E, assim, eu nunca tive medo.
Não me lembro de medo de esconder a minha fé, só porque de repente estava em um determinado contexto ali que só tinha eu de crente. Nunca me senti medo por isso, não. Até porque eu acho que eu vivia muito... Eu vivia muito o que eu realmente acreditava.
E eu acho que isso me dava meio que um respaldo pra não temer. Minha História. Minha História. Na Rádio Seara.
Nós estamos conversando com a Thalita Santana Farias, que está nos contando como que foi a sua caminhada com Cristo, como ele chamou você, com relação à escolha do curso. Hoje você é formada em enfermagem. Era algo que você queria? Você foi convicta? Ou deu certo para fazer aquele curso e você fez?
Não, eu fui muito convicta, foi algo planejado. E mais, se eu não gostasse, eu ia continuar, terminar o curso, até não ia desistir do curso, não. Se eu não gostasse, eu não iria desistir. Mas eu sempre gostei muito dessa área. Muito. Principalmente na área da emergência. Tanto que eu tenho especialidade na área da urgência e emergência, né?
Então, se alguém passar mal, perto de você dá certo, né? Talvez. Não, amor, te mentir. Pois é. Mas, assim, eu gostava muito. Nossa, eu gostava muito. Passei um tempo na emergência da Santa Casa. E lá eu via de tudo. E eu me... Era muito bom. Muito bom, assim. Era algo que eu tinha prazer em fazer. Sabia que era a sua missão, né? Era aquilo. Questão de gosto não se discute, né? Porque se alguém passar...
Mal perto de mim, não conte muito comigo não, viu? Isso é interessante, porque... Porque serão dois desmaiando. É interessante que Deus, ele, assim, dá talentos, dois pra cada pessoa, né? Porque em uma situação dessa época, a pessoa tem que pensar rápido, né? Não dá tempo de olhar ali no livro, pesquisar o que eu faço agora, não. Tem que agir rápido. E além de pensar, tem que ter a ação. Exatamente. Porque tem gente que fica passando mal, desmaiando e tal, né? Exatamente. Aí como é que vai socorrer?
Mas eu acho ali que a prática, ela ensina você a... Meio que te facilita ter esse pensamento ágil. Hoje, como eu estou fora da assistência, eu já não tenho essa capacidade, entendeu? E o legal é que tem uma equipe também. É, exatamente. Como que você lidou na faculdade com a questão do legalismo? Sim. Teve, assim, algum...
acentuou mais o conflito, foi aí que Deus tratou em você? Fala pra gente. Foi um dos momentos onde Deus começou a tratar, porque eu me sentia muito fraca. Como eu sempre fui muito família e eu estava fora do meu núcleo familiar, longe deles, então eu me senti muito... Eu tive muitos momentos de angústia lá.
E eu acho que Deus, esses momentos de fraqueza, Deus trabalha muito. E Deus é um momento oportuno, inclusive, que muitas vezes Deus usa para reparar as lacunas.
E lá eu tive também o auxílio da tia Rosângela. A tia Rosângela morava lá numa época, acho que da metade da faculdade para o final, ela foi morar por lá. Então todos os finais de semana, a maioria dos finais de semana que eu estava lá, eu ia para a casa dela e lá a gente conversava demais sobre diversos assuntos. E eu nem sei se ela lembra disso, mas foi um auxílio muito grande que eu tive naquela época para tratar isso.
e tive auxílio também de algumas amigas que até hoje são minhas amigas que a gente conversava sobre as nossas principais dificuldades nessa questão da fé e isso foi uma das coisas que eu coloquei para elas e eu lembro que a gente orava muito umas pelas outras
E eu vejo que ali foi onde Deus foi começando a desconstruir isso em mim. E quando foi que essa obra foi concluída? Ou continua ainda? Não, é claro que Deus continua trabalhando, sim. Mas no casamento foi...
Um dos instrumentos de Deus. O instrumento de Deus, nosso processo de santificação, foi o negócio onde... E ter filhos também. E ter filhos também. É outra área. Então vamos entrar nessa área, né? Sim. Como foi que você conheceu a Lies? Foi na faculdade?
Foi não, na faculdade não. Desde a infância, da minha infância, na infância ainda acho que nove anos por aí, a gente, né João Lucas, nós éramos da mesma turma, eu João Lucas, Eliezo, e a gente, eu já conhecia ele, conhecia ele na igreja, no ambiente de igreja mesmo, só que ele era só um grande amigo.
Sempre foi considerado o meu melhor amigo, assim, tanto que na época a minha mãe dizia que ele era o meu chaveirinho, né? Porque pra onde eu estava, ele estava junto. Então sempre fomos muito transparentes, muito amigos, até que um dia, na época, eu já morando em Sobral, fazendo faculdade, e aquela amizade começou a se tornar ainda mais constante.
E de ligar todo dia. Eu me lembro que teve um dia que eu passei sete horas no telefone com ele. Mas não tinha nenhum clima ainda, não? Era... Não. A princípio era só amizade mesmo. Amizade. Não, eu digo aí na faculdade. Ah, na faculdade? Essas sete horas de... Ah, não. Nas sete horas, sim. Sim. Mas não tinha ninguém... Porque sete horas é muito tempo. É muito tempo, né? Alguma coisa tem por trás disso.
Mas existiu, nesse período das ligações mais frequentes, já tinha, já existia. Não existia um, eu estou gostando de você. Era algo muito nas entrelinhas, mas... Um desconfiando do outro. É, estou desconfiando que tu está gostando de mim e tal.
Só que quando foi em 2012, em 2012, em agosto de 2012, uns 15 dias antes desta data, que era até eu despertar aqui, aí sim, aí nós tivemos, ó... Eu fui primeiro, né, Lu? Eu tô gostando de ti, sabe?
Eu acho que eu tô achando de ti. Aí ele disse, não, eu também e tal. Aí quando eu cheguei aqui para o despertar, e quando eu entrei na igreja, ele tava, né, meu olhar foi assim, direto, ele tava lá na bateria, na bateria. Aí eu fiquei toda sem graça. Aí depois do... Nem parecia que era o amigão com quem eu conversava há anos, né? O negócio gira assim, ficou diferente.
E aí eu lembro que eu tava conversando com outro amigo, quando terminou já o curso, e eu lembro aquela pessoa tocando no meu ombro, né? Aí eu olhei. Aí quando eu olhei, eu... Ah, vale a tua! Vale! Aí veio aquela vergonha, sabe? Que nunca tinha existido. Mas por conta dessa conversa anteriormente que tínhamos tido, de dizer que tava gostando e tal. E é isso.
E aí quando foi, só que a gente começou a namorar mesmo em 2015. Por quê? Porque os meus pais não queriam que eu namorasse ele.
Porque ele não trabalhava na época. E hoje eu entendo, né? Os pais, bichinhos, são preocupados. Não é querer que uma filha namora um rapaz que não trabalha. Porém, eles não entendiam que ele não trabalhava porque ele focava em concurso público, ele queria estudar, não queria algo temporário. Estava construindo, né? Estava, estava construindo. E quando nós passamos esse tempo todo, de 2012 até 2015, só, orando, orando, aquele negócio de orando. Orando e conversando.
Orando, conversando e estudando. E estudando, mas existindo aquele compromisso, né? E não de ele falar com meus pais pra gente namorar e tal ainda, porque eles não concordavam. Mas em 2015, a gente orando, orando a Deus, ele conversou com meu pai, me pediu namoro, e eles concordaram, eles... E aí
Nessa época, ele já tinha passado um concurso, não tinha sido convocado ainda. Aí eu acho que eles meio que flexibilizaram por isso. Então, em fevereiro de 2015, a gente começou a namorar.
E em fevereiro de 2018 foi quando o banco convocou, fez a convocação. A gente, opa, agora a gente pode pensar em casamento, né? Mas antes disso ele já estava pensando em fazer bicos, assim, pra gente já começar a construir, materializar essa ideia de casamento realmente, porque a gente não sabia quando o banco ia convocar. Ia ficar esperando esse tempo todo.
E ele, em 2018, houve o pedido de noivado, fevereiro de 2018, e em junho de 2018, a gente casou.
casamos, graças a Deus, e estamos até hoje, né? Interessante que o Elias e a Talita foram padrinhos do meu casamento, e eu e a Camila fomos do nosso casamento. É porque o João Lucas não é amigo do coração do Elias. Eu e o Elias a gente é amigo desde...
Desde criança. É, desde muito cedo. Até hoje, depois da igreja, às vezes a Thalita procurou ali, essa conversando comigo. Não, já sei onde vão achar. Só pode ser essa bateria, né? Não, hoje eles cresceram, né? Hoje eu estou de filho, eu estou de filho. Ah, agora mudou o assunto. Estão crescidos. Minha história, minha história, aqui na Rádio Seara.
Você casou, você falou no início que era mãe de quatro, né? Mãe de quatro. A gente pode falar sobre os abortos que você teve, como foi superar. Primeiro, eu não queria ter filhos, tá? Isso é importante deixar claro. Eu casei, o Elias sabendo que eu não queria ter filhos. E eu não queria... O que justificava esse desejo era pecado mesmo. Porque eu tinha muito medo... Do...
Como eu tenho pessoas próximas de mim, que estão longe de Cristo, eu tinha muito medo de viver aquela realidade com meus filhos. Então, eu pensava, as pessoas que eu conheço, que mais amam a Deus e que eu conheço o proceder delas, estão vivendo isso com seus filhos? Então, não quer isso pra mim, não. Inclusive, isso foi uma coisa também que...
Meio que me gerou também outros conflitos no processo de querer conhecer mais sobre Deus, sabe? Deus está permitindo essa situação? E foi outra coisa que Deus também já sarou em mim, já curou, mas eu não queria. Eu não queria, eu achava que eu não tinha estrutura e acho, continuo achando que eu não tenho estrutura para viver essas coisas, ver um filho longe de Deus.
Só que teve um dia no casamento que o Elias chegou para mim e disse, e amor, sabe aquela questão de não querer ter filhos? Sabe que eu também estou passando a não querer ter filhos? Isso está começando a surgir em mim. Aí eu ali foi uma virada de chave.
Eu falei, olha o que eu estou plantando no coração do meu marido. Isso não faz sentido. Então foi ali que houve um impacto que não existiu até então em mim. E a partir dali eu comecei a orar, a jejumar, a pedir para Deus arrancar aquilo de mim e me fazer entender que se eu tivesse que viver aquela dor, eu não ia poder me privar dela. Eu teria que viver em ponto final.
E os filhos não seriam meus, de Deus. Seriam de Deus. Então, Deus ia permitir eles viverem o que Deus quisesse, que eles vivessem. E aos poucos, Deus foi... Na verdade, isso não foi aos poucos. Isso, diferente do legalismo, isso foi algo até rápido. Deus foi tirando, arrancando pela raiz mesmo aquele negócio do meu coração de não querer ter filhos, por medo deles um dia se desviarem.
Obviamente que a gente não quer isso, né? Principalmente quem tem mães, mães que têm seus filhos afastados ou quem convive próximo de mães, que vivem essa realidade, sabem exatamente a dor profunda que aquilo causa e a gente não quer isso. Mas hoje eu entendo que isso não faz parte do meu controle. Eu não tenho um autogonverno sobre isso. Então eu preciso descansar e preciso...
produzir, né? Deus manda produzir, Deus tá dando capacidade pra isso, então vamos fazer e deixa o Senhor fazer o resto. E eu comecei a desejar ter filhos. E a gente começou a tentar pra ter filhos. Isso levou em torno de dois anos. E nada de menina aparecer.
Aí, opa, alguma coisa está errada nessa história. Então, eu como conhecedora da área da saúde, tinha noção dos primeiros passos. Então, a gente foi para outra cidade, fomos atrás de descobrir o porquê, fizemos inúmeros exames, muito, muito, muito, muito mesmo, e nada de diagnóstico fechado, né?
e nós fomos para uma especialista em reprodução humana em Fortaleza e lá ela, depois de tudo fechado, visto que nada de errado existia, foi nos lançada a proposta de uma FIV.
a princípio foi algo que nós cogitamos a possibilidade se Deus nos der capacidade pra isso condição pra isso, então vamos o que é uma fife é uma fertilização não natural onde você é meio que natural, mas você não é uma gestação que é externa exato
Você pega ali os cametas masculinos e femininos e junta, e coloca numa incubadorazinha e espera formar o embrião, e vê se vai desenvolver, e você tem que manter os embriões e tudo mais. É um processo bem desgastante. E depois coloca na barriga da mulher para ter toda a gestação. É todo aquele processo que quem já viveu isso sabe que é muito...
ruim, apesar de se ter a condição pra fazer isso, né? Então vocês pensaram na possibilidade? Sim, foi uma possibilidade. Depois a gente descartou por quê. Nós pensamos, se não tem nada fechado e Deus não está dando, não vamos atrás de forçar a barra, não. Vamos ficar na nossa, né? E ali nós ficamos. Aí engravidei depois de cinco meses dessa consulta.
Eu engravidei pela primeira vez. E eu perdi, né? Perdi com três meses. Nossa, foi um baque muito grande. Porque do ser humano que não queria engravidar, agora desejando engravidar e não conseguindo. E aí, Deus tava começando a aprovar. Eu falei tanto que não queria.
E agora Deus trabalhou fortemente nessa área. Ah, filhos é o meu fraco. Sempre foi o meu ponto fraco. Então Deus trabalhou desde cedo nessa área, né? E eu já aprendi muito a descansar nesse contexto. E aí quando eu soube que não iria ser a gestação, que não iria evoluir, ia precisar fazer uma... ia precisar curetar.
Bateu um desespero gigantesco em mim e no Eliezo. Porque o Eliezo sempre gostou muito da ideia de ter um filho bem mais do que eu. E finalmente conseguimos e agora não vai evoluir? E veio à tona inúmeros questionamentos no Eliezo e em mim.
Mas em mim, eu nunca fui nenhuma das perdas de questionar a Deus. Ah, Deus, por que está me fazendo passar isso? Não, nunca, nunca, nunca. Mas eu entendo que os questionamentos que não são prepotentes, de mãezinhas que questionam de forma despretensiosa, elas estão só expondo a sua dor diante de Deus, e Deus...
E o Espírito Santo age ali. Ele vem executar a sua função de consolador. Mesmo os questionamentos rebeldes também, Deus ainda nos oferece o ombro dele para chorar, nos arrepender e tudo mais. Mas eu nunca fui te questionar. Eu disse, não, Senhor, obrigada pela oportunidade. Você passou a confiar, né? Passei a confiar, porque eu não tinha também outro caminho. Não tinha para onde ir, eu tinha que confiar mesmo.
E eu disse, senhor, tá, o senhor, obrigada pela oportunidade de ser mãe. E, ok, fomos para Tianguá, fiz a curetagem, muito sofrido. A curetagem é um procedimento extremamente sofrido, porque você fica ali junto com as mãezinhas que têm seus filhos, bebês, e sem contar que a dor física é gigantesca também.
Tanto que eu passei depois de sete meses, engravidei novamente, aí passei pelo segundo aborto, eu já não fiz a curetagem, fiz outro procedimento menos invasivo, mas também que esse aborto é uma coisa que gera um buraco na alma.
Deus consola e as pessoas acham que você nunca ter visto o rostinho daquela criança é algo que minimiza a dor, mas não é bem assim, né? Tem mães que vivem, ok, nem sentem tanto, mas outras não. E na época, uma frase do John Piper que fez total sentido para mim é que ele disse, olha, chore as dores que você acha que deve chorar por elas.
Se sua vida nesse momento não está como você gostaria que estivesse, pode chorar, sofra por isso. Mas não fique nesse lugar não. Tire seu momento para chorar e depois saia, se recomponha e siga em frente. Eu preciso fazer exatamente isso. Eu preciso ter o meu momento de dor, de sofrimento, mas eu não vou ficar aqui não. Eu vou...
ter que me recompor, e eu me envolvi de inúmeras passagens bíblicas, aquela, quem conhece a mente do Senhor, quem foi o seu conselheiro, então isso me trouxe a onisciência de Deus, a soberania de Deus, me encheu de esperança e conforto.
E outros versículos também. Então, eu fiquei tranquila e eu disse, Senhor, porque bati um desespero em saber que quando você perde uma criança, qualquer uma, é muito ruim. E quando você perde os primeiros filhos, você acha que você nunca mais será mãe de filhos vivos. Aí eu...
Aí isso batia uma coisa ruim, porque eu me voltava àqueles desejos de não querer ter filho. Ai, culpa, né? Pode ser alguma coisa relacionada a isso. Porque o desejo é isso, Deus, né? Aí eu dizia, mas Senhor, o Senhor é justo. Se o Senhor fizer isso, é justo. Eu pensei isso mesmo na minha rebeldia, então o Senhor é justo em fazer isso. Se o Senhor tiver de planos em nunca me dar filho, ok.
E quando foi em maio de 2023, em abril de 2023, a minha médica entrou em contato comigo. E nós pensamos, olha, vamos ter que voltar e refazer todos aqueles exames para tentar identificar a causa desses abortos.
Já se você não quiser fazer FIVA, então vamos investigar os abortos agora. Houve gravidez. Evoluímos. Mas vamos ver a questão do aborto. Tá bom. Mas, gente, isso gera um desgaste tão grande na gente. Não só financeiramente.
Mas emocionalmente nos deixa ansiosos. Porque você está atrás de uma coisa muito importante na vida. Mas você não vai saber o desfecho. Você não sabe o desfecho daquilo. Pode ser algo que resulte só cansaço. Só fadiga. E nada além disso. E quando foi em abril. A gente teve essa conversa em maio. Houve um retiro de oração em Ararindá. A gente foi.
E lá Deus falou profundamente conosco. Eu estava sentada assim, do lado do Eliezo, ele um pouco mais à frente, eu um pouco mais à frente, ele um pouquinho mais atrás, e nós chorando copiosamente. Não tinha nem visto que o outro estava chorando.
E Deus falou conosco exatamente por meio da mensagem que foi pregada lá naquele momento, no mesmo momento. E falou que nós precisávamos descansar e não mais ir atrás de fazer aquela bateria de exames. E eu relutei tanto com aquilo porque eu como profissional da saúde...
Entendo a importância daquilo acontecer, eu entendi a importância de refazer aqueles exames. E eu pensava, qual o problema? Deus nos deu capacidade para fazer. E existe um problema. Qual a questão atrás de saber?
Nenhuma, né? Na minha mente não existia. Mas Deus queria que a gente descansasse. E eu demorei quase um mês pra fazer essa oração de entrega. Eu não vou. Eu vou descansar. Se o Senhor quiser me dar filhos, Ele vai dar. Nós não vamos atrás do que nós já sabemos. Não há problema em nós. Um mês. Aí eu fiz aquela oração. Aliás, fui pro trabalho, eu tava em casa sozinha. E eu fiz aquela oração de entrega ao Senhor.
E ali me veio um conforto tão grande que eu não sei explicar. E uma certeza tão grande que eu ia gerar um filho vivo. Que, quando ele chegou ao trabalho, eu disse, amor, descanso total. Daqui pra frente ninguém vai mais atrás de exame nenhum. Nós vamos esperar a vontade de Deus acontecer. Pronto. E eu já estava grávida e eu nem sabia.
Sério. E detalhe, nós estávamos previndo, eu nunca gostei de tomar anticoncepcional hormonal. E nós estávamos prevenindo com métodos de barreira nessa época, por quê? Ai, você não queria ter filho? Que paradoxal, né? Mas não, é porque o meu útero já tinha sofrido em pouco tempo.
tantos procedimentos invasivos que a gente preferiu deixar, se recuperar totalmente, para quando eu fosse gerar, tivesse mais chance de dar certo. E era por isso. Mas por meio de um método de barreira, mesmo assim, Deus foi lá e colocou o menino.
E esse menino veio. O parto é outra coisa que eu nem sei se dá tempo de falar. E eu já... É um assunto muito delicado falar do parto do meu filho. Mas foi um milagre. Os médicos foram unânimos em dizer que foi um milagre. Após ter sobrevivido e sem sequelas, foi um milagre. Eu também tive alguns problemas muito sérios na gestação no parto. E Deus salvou, nos livrou e foi uma maravilha.
Tá aí o menino, estava aqui no estúdio conosco. Acho que ia ter nem para ouvir na gravação. E você, nesse dia das mães, louvando, agradecendo a Deus por ele, nas suas mãos, nos seus braços, por esse ou essa que está aí na sua barriga. E o que você tem que dizer para as mãezinhas que estão nos ouvindo, que talvez passe por uma situação semelhante?
Deus nos consola de qualquer dor. E ter essa consciência, esse consolo pleno vai estar ligado diretamente à sua busca diária com Deus. Não tem para onde correr. Não tem. Não existe procurar outras coisas mágicas que não existem. E a outra questão é saber que nesse mundo de maternidade, paternidade, que não tem para onde correr.
tem algo que está em jogo e não é a nossa competência de pai e mãe. E sim, o que está em jogo é o coração de uma criança que veio a este mundo, com o coração totalmente inclinado para o pecado, assim como o nosso, e que nós vamos precisar de muita graça, muita sabedoria para poder discernimento, para poder direcionar esse coração.
para poder não plantar no coração daquela criança o legalismo, que facilmente isso pode acontecer. Mas a essência do evangelho, para não ter a necessidade apenas de dizer, não faça isso, filho, porque é pecado. Mas cada oportunidade...
se torna conteúdo para a gente propagar o evangelho no coração dos nossos filhos. E dizer, em vez de dizer simplesmente, filho, determinada coisa é pecado, não faça isso, é mostrar, filho, tu sabe porque tu fez isso, porque o teu coração é assim, assim, assim. E necessitado de Cristo. Essa é a essência, é pregar realmente a essência do evangelho, e não apenas regras superficiais que vão gerar afastamento daquele coração de Cristo.
Louvado seja Deus pela sua vida, pela sua história. E que Ele continue capacitando você da sabedoria. Que venham mais filhos, segundo a vontade de Deus. E muito obrigada por aceitar o nosso convite. Uma história super pertinente aqui para essa data. Parabéns, Feliz Dia das Mães. Obrigada. Parabéns, Thalita, pelo seu dia. Parabéns, Joelma, pelo seu dia. Obrigada.
Que Deus abençoe todas as mamães ouvindo essa história que o senhor, como a Thalita falou, possa trazer descanso ao seu coração. E são diversas as situações, né? Cada mãezinha tem sua luta, tem a sua dificuldade, sua aprovação, cada aprovação é diferente, mas é o mesmo Deus que consola todas as aprovações, todas as lutas. Mas temos uma última pergunta para você.
Quem é Jesus Cristo? Quem é Jesus Cristo? É o meu Senhor. É quem me salvou do inferno. Quem me salvou do legalismo.
quem me deu a oportunidade de ser mãe e ter o privilégio de viver essa questão da maternidade, né? E eu louvo ao Senhor por ter me dado uma família maravilhosa, uma família que me gera descanso.
E mesmo que um dia, quando meus filhos, enfim, puderem fazer as suas próprias escolhas, eu quero olhar pra trás e quero lembrar que o Senhor me auxiliou nesse processo da maternidade ao ponto de não me permitir viver tanta culpa, tantos erros. E eu sei que eu dependo exclusivamente do Senhor pra isso. E é isso.
Thalita, muito obrigado pela participação aqui no nosso podcast. Se você quiser compartilhar este podcast, especialmente para as mãezinhas, está no site radioceara.fm. Até a próxima. Se Deus quiser, e feliz Dia das Mães. Você ouviu na Rádio Seara, minha história. Rádio Seara, uma sintonia de paz.