Relatos dos inscritos | 48
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Speaker A
- Ressurreição de Sonhos e EsperançaCorredor infinito e figura sombria · Figura alada e batalha entre o bem e o mal · Grazi · Irmã Teresinha
- História de Breno LopesVisão de homem escuro sob a cama · Visão de silhueta de garoto · Visão de mulher em vestido de noiva na garagem · Raíssa
- Eduardo VI e Maria IDesaparecimento e reaparecimento de café em pó · Maria
Voz A:Bem-vindos a mais um episódio de Relatos dos Inscritos. Lembrando que se você quiser o seu relato lido aqui no podcast, é só mandar um e-mail pra umrelatosustador@gmail.com. Então, sem mais enrolação, bora pros relatos de hoje. O primeiro relato que eu vou ler hoje é o da Raíssa. A Raíssa mora no Paraná e ela contou 3 relatos sobrenaturais que aconteceram com ela quando ela era criança. O primeiro, ela diz que ela sempre foi uma criança muito sensitiva e ela sempre viu ou sentiu coisas estranhas, que ela herdou isso da mãe dela. Em uma noite, quando ela tinha 8 anos, ela tava brincando no quarto e ela acabou deixando um brinquedo dela cair. Ele rolou para debaixo da cama. Era uma cama antiga de madeira e por algum motivo ela sempre teve medo de olhar embaixo dela. Quando ela abaixou para pegar o brinquedo, ela disse ter visto um homem encarando ela. Ela disse que parecia que esse homem conseguia ver a alma dela e ela lembra nitidamente que a pele dele era muito de pele escura, as pupilas eram negras e ele vestia calças e blusa azul escuro. Ela gelou e se levantou muito rápido, correndo pela casa desesperada até encontrar o avô dela e falar para ele o que ela tinha acabado de ver. Ela disse que ele pegou um facão e correu para o quarto, mas não tinha nada nem ninguém lá. Esse escândalo foi para o pai e para a mãe da Raissa, que começaram a procurar a casa toda pelo tal homem, mas eles nunca encontraram nada. O pai dela sempre foi meio cético, então ele achava que era coisa da cabeça dela. Já a mãe e o avô dela acreditavam na possibilidade de ser algo sobrenatural. Ela disse que depois que isso aconteceu, ela demorou bastante para dormir sozinha no quarto dela. E aí, logo em seguida desse relato, aconteceu um outro. Ela disse que ela adorava passar tempo com os pais dela no quarto deles, e eles sempre assistiam filmes, jogavam alguns jogos no videogame. Para ela eram noites bem agradáveis. Do lado da cama deles, ela disse que tinha uma pequena cama para ela e muitas noites ela ficava dormindo ali mesmo. Em uma dessas noites, ela adormeceu e acordou na manhã seguinte. E aí o quarto dos pais era muito escuro. É, mesmo de dia, todo cantinho era fechado para impedir que a luz entrasse e eles conseguissem dormir mais. A Raissa se sentou na cama, olhou para a porta e ali ela viu uma silhueta. Ela disse que parecia ser de um garoto pequeno e magro e ele parecia olhar para ela. Ele tava estático ali, totalmente parado, mas ela não sentiu medo. Ela disse que ela ficou curiosa, mas não queria chegar perto. Então ela esticou o braço e acordou a mãe pra que ela ligasse a luz e ela falou que tinha uma pessoa ali. A mãe dela ficou assustada, acendeu a luz, mas quando ela acendeu não tinha nada. Ela pediu pra ela apagar a luz de novo e aí a Raissa viu o garotinho de novo. E aí mais tarde, quando a Raissa tinha 13 anos, Ela ficou em casa sozinha por um tempo enquanto o pai dela ia buscar a mãe no trabalho. Ela não queria ir junto porque ela tinha acabado de ganhar um tablet e ela tava naquela época de querer gravar vídeos. Ela disse que o avô dela tava morando no sítio nessa época. A garagem da casa era de frente para cozinha, tinha duas janelas e uma porta que ficava sempre aberta, já que a garagem tinha um portal totalmente coberto. Do lado da porta tinha uma mesa grande de jantar e foi aí que ela sentou e começou a gravar o vídeo. A luz da garagem estava apagada, assim como a do andar de baixo e da lavanderia, então estava tudo um breu. Ela disse que ali, de relance, ela viu uma mulher. Ela era alta, cabelos pretos soltos e ondulados e usava um vestido de noiva. Ela também caminhava lentamente pela garagem, passando pela porta. Quando a Raíssa olhou de novo, ela não viu nada. Ela disse que o coração dela acelerou, diferente das outras vezes que ela estava sozinha, e agora ela não sabia o que fazer. Ela foi correndo para o banheiro e ela sentiu que tinha alguém atrás dela. Aí quando ela fechou a porta, ela se trancou ali. Ela disse que ela tava com o tablet, mas ela não tinha aplicativo de mensagem, então ela não conseguia ligar para o pai dela. Ela ficou no banheiro até os pais chegarem, o que não demorou muito, e ela disse que não contou nada para eles. Hoje em dia ela se mudou daquela casa, o avô dela faleceu há alguns anos, os pais dela se separaram e ela mora com o pai num pequeno apartamento. Ela disse que às vezes ela ainda sente e vê coisas, mas agora ela sabe lidar melhor com isso. Eu acho que a Raíssa é uma pessoa muito sensitiva, né, e acaba vendo bastante coisa. Talvez se isso incomodar muito pode ser algo para cuidar, né. O próximo relato é de uma pessoa que não quer ser identificada, então eu vou dar o nome dela de Maria. A Maria, ela é de Portugal. Ela contou que ela e a mãe dela, elas estavam na cozinha e elas estavam pensando o que que elas iam fazer para comer no lanche da tarde. Elas têm máquina de café, mas nesse Certo dia, elas decidiram fazer um cafezinho à moda antiga. A mãe dela guardava a sacola do café em pó dentro de um frasco que ficava em um dos cantos do balcão da cozinha. Quando ela abriu esse frasco, o café não tava lá. De primeira, a Maria não acreditou e ela olhou no frasco. E aí ela percebeu que ele tava mesmo completamente vazio. As duas passaram quase uma hora procurando o café, ligaram para o pai dela para perguntar se ele sabia onde tinha colocado. Mas ele também não sabia de nada. Ele não sabia nem que eles tinham esse café em casa. A mãe da Maria até brigou com ela porque achava que ela tinha escondido o café para fazer graça. E aí, por conta dessa briga, elas acabaram desistindo do lanche e cada uma foi para o seu próprio quarto. Quando ela se sentou na cama, ela ficou pensando como era possível que o café tinha desaparecido daquele jeito. E aí ela acabou pensando em voz alta que aquilo não tinha graça, que ela não podia nem beber o café em casa, e quem tinha roubado aquele café que poderia devolver. Ela Ela disse que nem 5 minutos depois ela decidiu voltar para cozinha e procurar pelo café. E ela encontrou ele dentro daquele mesmo frasco, onde ele devia estar desde o começo. Assim que ela viu aquilo, ela chamou a mãe. E aí, quando a mãe dela viu o café na mão dela, ela percebeu que realmente a Maria não tinha nada a ver com aquilo e que tinha sido uma história meio bizarra. As duas riram da situação, elas fizeram um café, fizeram o lanche. E aí, depois de comer e limpar a cozinha, Maria disse que olhou para o café e disse um "obrigado" bem baixo. Ela falou que ela ainda ri até hoje quando ela pensa nessa situação. Ela não sabe se foi um espírito brincalhão ou se o café ganhou pernas e saiu andando. Mas pra mim foi uma história bem mais de "Fala na Matrix". E o último relato de hoje é o relato da Grazi. A Grazi, ela tem 22 anos e ela disse que ela mora sozinha. Desde criança, ela tem um sonho recorrente. Ele começa com ela andando no quarto com uma sede muito forte. Ela levanta para ir até a cozinha e quando ela sai para o corredor, ela percebe que esse corredor é infinitamente longo. Nesse momento, ela sente um arrepio pelas costas e ela acorda assustada. Durante muito tempo, o sonho se limitava a isso. Ela disse que nunca refletiu muito profundamente sobre ele, acontecia de vez em quando e ficava por isso mesmo. Já no ensino médio, em uma fase em que ela trabalhava, estudava e se preparava para o vestibular, depois de um longo dia, ela tomou banho e foi dormir. Quando ela se deitou, ela sentiu um arrepio E ela achou que fosse só uma brisa fria. Ela adormeceu e aí esse sonho veio de novo. Começando como sempre: uma sede, o corredor infinito. Mas dessa vez, quando ela sentiu o arrepio, ela olhou para trás e viu uma figura alta, humanoide, completamente envolta em uma escuridão intensa. Ela disse que aquilo parecia a própria materialização do mal. E no sonho ela sentiu que aquilo queria ela. Ela começou a correr em direção à cozinha tentando escapar. Mas o corredor nunca terminava. Ela acordou com o corpo tomado pela adrenalina e pelo medo. Esse mesmo sonho se repetiu diversas vezes. Com o tempo, o medo e adrenalina diminuíram, justamente por se tratar sempre da mesma sequência. Algum tempo depois, em um dia difícil na reta final do vestibular, da escola e das decisões sobre o futuro, ela chegou em casa e foi tomar banho. Ela começou a refletir sobre o significado daquele sonho. Por que que ele acontecia com ela e por que voltava de tempos em tempos? Ela disse que ela sempre foi uma pessoa intuitiva, mas nunca se considerou sensitiva. E aí esses pensamentos passaram, ela foi dormir. Mais uma vez, os sonhos repetiu: "C" de corredor, figura sombria e a corrida. Dessa vez, enquanto ela corria, ela disse que surgiu uma figura alada, envolta em uma luz tão intensa que quase cegava ela. Aqui, aquilo fez ela cair. Ela ficou imóvel, observando aquela presença, tomada por uma sensação indescritível, até acordar. Ela disse que esse episódio foi o que impulsionou ela a buscar respostas mais profundas. Como ela é católica, ela conversou com diversos padres e todos falavam a mesma coisa, que era só o subconsciente dela. Ela disse que essa explicação nunca a satisfez. Foi então que ela conheceu uma freira, a quem ela ia chamar de Irmã Teresinha. Ela auxiliava eles em atividades do grupo de jovens e em quermesses. Certo dia, ela contou para essa freira sobre o sonho e a resposta dela foi simples, mas marcante: "Deus tem 3 formas de se comunicar conosco: pela natureza, pela intuição e pelos sonhos. Cabe a você interpretar." Com o tempo, ela passou a pesquisar e tentar compreender o significado, mas ela encontrou muitas interpretações diferentes. Nenhuma que fizesse sentido para ela. A última atualização desse sonho foi recente. Depois de anos sem sonhar com isso, durante uma aula de revisão para a OAB, ela acabou dormindo, exausta com as provas, TCC e estudos. Então o sonho voltou, com todos os elementos de sempre. Dessa vez, ao surgir a figura alada e ela cair no chão, ela se voltou contra a figura escura e começou a lutar com ela. Ela lembra de tentar se levantar e fugir, completamente apavorada. E foi a primeira vez que ela sentiu como se estivesse realmente vivendo aquilo, como se não fosse só um sonho. No final, ela diz que a figura luminosa venceu. A figura escura foi puxada pro chão por mãos deformadas e em estado de decomposição. Em seguida, a figura brilhante se voltou pra ela. A luz agora era suave e acolhedora. E ela se recorda de ver um olho castanho muito vivo. Mas ela não conseguia distinguir o rosto por completo. Aí a figura se aproximou dela e estendeu a mão para ajudar ela a levantar. Quando ela tocou a mão, ela ouviu e sentiu uma mensagem, como se fosse um pensamento que não era dela. Ela dizia: "Não me confunda com um anjo, eu sou..." E nesse momento ela acordou. Desde então ela não voltou a ter esse sonho, mas às vezes essa frase ecoa na mente dela e ela se pega refletindo sobre o significado. Ela disse que muitas pessoas dizem que isso significa que o bem sempre prevalece na vida dela. A Grazia Acredita que tem algo mais profundo, algo que ela ainda não conseguiu compreender por completo. Ela deixou esse relato aqui para que a gente possa compartilhar a opinião. E ela disse que um dia ela espera poder voltar para contar esse sonho por completo. Eu achei bem interessante. Eu acho que pelo que ela contou, parece mesmo uma batalha ali. E assim, que raiva que a gente acorda bem nas melhores horas, né, do sonho, quando a gente precisa saber alguma coisa. Quero saber a opinião de vocês, o que que vocês acham. Deixem comentários aí para Grazi. Não esqueçam que se vocês quiserem o relato de vocês lido aqui no podcast em inglês, é só mandar para umrelatosustador@gmail.com. E até a próxima!