O frustante caso dos 4 adolescentes de Idaho
A resolução mais triste...
- Identificação e prisão de Bryan KohbergerCarro branco · Universidade de Washington · Histórico criminal · Vigilância e coleta de lixo · Comparação de DNA
- Caso dos 4 adolescentes de IdahoMaddie, Kaylee, Dylan, Bethany e Xana · Universidade de Idaho · Fraternidade de Descendência Americana · RPG de Várzea · Jack, o Estripador: O Início · Bryan Kohberger · Hyundai
- Investigação Policial· SegurancaResposta de emergência e perícia · Cena do crime · Bainha de faca · DNA masculino · Análise genealógica · Instalação de câmeras em guaritas · Rastreamento de celular
- Julgamento e Condenação· SociedadePena de morte · Acordo penal para Bia Miranda · Prisão perpétua · Depoimentos dos familiares · Julgamento da internet
- Sequência de Eventos da Noite do Crime· SociedadeEsquenta na casa · O Baile · Festa do Título · Clube da Esquina · Food Truck Grubby Truck · Transmissão Twitch
- Relatos de sobreviventesDua Lipa · Ouviram gritos e choro · Voz masculina estranha · Silhueta de homem
Em 2022, um caso tomou conta da internet. 4 adolescentes foram assassinados dentro da casa deles, em Idaho. Esse caso permaneceu sem respostas por muito tempo. E o resultado foi bem frustrante. E agora a gente tem a história completa. Bem-vindos a mais um vídeo no canal! Se você gosta de conteúdo assustador, bizarro e misterioso, você tá no lugar cer— Falei tudo errado. Você tá no lugar certo! Toda semana tem pelo menos 3 vídeos longos, todo dia tem vídeo curto.
Então tem muito conteúdo pra vocês. Se você gosta desse tipo de conteúdo, não esquece de deixar seu like, se inscrever no canal, comentar outros temas que vocês querem ver aqui. As fontes e os créditos estão sempre na descrição do vídeo. E, gente, eu ia trazer outro caso pro vídeo do canal hoje, que inclusive tá saindo atrasado, né. Mas quando eu vi que a Netflix lançou esse documentário, eu precisava assistir. E eu sabia que eu precisava trazer esse caso no canal.
Porque eu lembro que quando aconteceu esse caso, eu fiz um vídeo bem breve aqui. Explicando para vocês de novo que eu não gosto de falar de casos que ainda estão acontecendo e que quando a gente tivesse mais informações e um resultado eu ia trazer aqui para o canal. Então dessa vez eu trouxe a história completa, apesar de ser meio frustrante, como eu já falei para vocês na introdução do vídeo. Então sem mais enrolação, bora para a história de hoje.
Tudo começou no dia 12 de novembro de 2022 em uma cidade chamada Moscow, que eu vou falar Moscou, que fica mais fácil pra gente pronunciar em português. Então é em Moscow, em Idaho, nos Estados Unidos. 5 garotas dividiam a mesma casa que ficava na Kings Road número 1122. As 5 estudavam na mesma universidade, a Universidade de Idaho, e eram a Maddie, a Kaylee, a Dylan, a Bethany e a Xana. Todas elas eram de uma fraternidade chamada RFI.
Pra quem não tá familiarizado com o que é uma fraternidade/irmandade nos Estados Unidos, basicamente é, sei lá, acho que num resumo do resumo é uma república. É uma casa que tem várias garotas e aí elas fazem várias atividades juntas e aí tem festas e aí tem o time da universidade. Eu não entendo muito bem como funciona, mas vocês já devem ter visto em séries teens. Todas elas eram dessa mesma fraternidade, com exceção da Kaylee, que ela era de outra.
A Azana se mudou pra essa casa junto com as outras garotas quando ela tava no 3º ano. Já a Kaylee e a Maddie, elas eram melhores amigas desde muito tempo. Elas eram como irmãs, elas faziam tudo juntas. E aí, vocês sabem, né? Cidade pequena, cidade universitária, todo mundo conhece todo mundo. Rolava muita festa. Na casa das meninas, que era uma casa grande, entrava e saía gente o tempo todo. E pra esse caso, é importante a gente entender qual que era a configuração da casa.
Então, ali na King Street tinha o andar que dava pra rua. Tinha o andar principal e o terceiro andar. Então eram 3 andares. E esse andar que ficava no meio, ele tinha uma porta que dava pra rua de cima. Então sabe quando a rua de cima é um pouco mais alta? A gente tinha a entrada da King Street, que era no primeiro andar, ali no térreo. E aí, no segundo andar também tinha uma entrada que era da rua de trás. E o terceiro andar você chegava dentro da casa mesmo, né.
A Zana, ela namorava um cara chamado Ethan. Os dois tinham se conhecido na universidade, eles se apaixonaram logo de cara. Eles eram conhecidos como a alma das festas. Eles eram muito animados, eles bebiam, eles dançavam muito. Eles estavam em todos os rolês. Muitos dos amigos dos dois diziam que eles tinham sido feitos um pro outro. Eles se davam muito bem. O Ethan, inclusive, ele era trigêmeo. E os dois irmãos dele também frequentavam a mesma universidade.
O irmão dele se chamava Hunter. Então, a vida ia bem, eles estavam nessa rotina de estudos, de festas. Festas. A Kaylee mesmo, ela era um pouquinho mais velha que as outras meninas da casa. E ela tinha conseguido um emprego lá no Texas, ela tava bem animada. Alguns dos amigos ficaram surpresos que ela tava animada pra ir pra outro estado. Mas eles sabiam que ela era uma alma muito livre, assim, ela era desapegada. Então ela tava animada pra começar essa outra etapa da vida dela.
Ela também meio que tinha dado um tempo com o ex-namorado dela, um cara chamado Jack. Eles estavam juntos há 5 anos, mas era aquela coisa meio vai e volta. De vez em quando eles davam um tempo. Mas a relação dos dois era bem amigável. A Kaylee, ela tinha muito costume de ligar pro Jack quando ela tava voltando pra casa à noite sozinha, porque ela tinha medo de acontecer alguma coisa. E aí, ela queria que alguém ficasse em ligação com ela.
E aí, no dia 12 de novembro de 2022, a polícia recebeu uma ligação de emergência de uma garota parecendo bem desesperada, falando que achava que tinha acontecido alguma coisa na casa dela, mas ela não sabia exatamente o quê. Junto com essa garota, na ligação, também tava a vizinha. Ela se apresentou como a vizinha e disse que tinha uma pessoa inconsciente lá. Essa pessoa seria uma outra colega da casa e que ela não tava reagindo, ela não tava respondendo e não tava respirando.
Elas também chegaram a comentar que essa garota ela tinha bebido bastante na noite anterior. Em um primeiro momento então, a polícia mandou uma emergência, uma ambulância para uma pessoa inconsciente que aparentemente não tava respondendo. Então eles estavam se preparando para esse caso, só que chegando na casa eles perceberam que era algo completamente diferente. Primeiro que duas das garotas que moravam na casa estavam do lado de fora a Dylan e a Bethany.
Dentro da casa tava o Hunter, que não é o Hunter irmão do Ethan, é o Hunter namorado de uma amiga delas que morava ali na região. As duas, depois do que elas tinham presenciado naquela madrugada, ligaram para esse amigo de manhã falando que acreditavam que algo tinha acontecido e se ele poderia ir checar. Ele entrou na casa, subiu as escadas, foi no primeiro andar, no quarto da Zana, e ele encontrou uma cena terrível e muito sangrenta.
Ele explicou para os policiais que ele tinha ido na cozinha pegar uma faca, porque afinal as meninas tinham falado que talvez tenha havido uma invasão na noite anterior. Então ele levou a faca por precaução, né, para ver o que tava acontecendo. E aí ele se deparou com aquela cena. A cena basicamente era da Zana e do Ethan mortos, ensanguentados. Tinha muito, muito sangue ali. Logo os policiais que estavam na cena ligaram para pedir reforços.
Eles disseram que eles achavam que se tratava de um caso de homicídio, perguntaram se tinham mais pessoas na casa E aí, primeiro eles tiraram o Hunter de lá de dentro, eles falaram, ó, você precisa ficar aqui do lado de fora, a gente vai conversar com você daqui a pouco. Ele ficou meio que detido por um momento pra um dos policiais conversar e entender qual era o papel dele ali. E enquanto isso, eles revistaram o resto da casa.
Eles perceberam que no quarto de cima, a Kaylee e a Maddie também infelizmente tinham falecido. E pelo estado que os corpos estavam, eles perceberam que a arma utilizada tinha sido uma faca. Os dois quartos estavam com muito sangue. Tem até uma foto que ficou meio famosa na internet dessa casa, que tem uma janela que tá escorrendo sangue por fora, ou que parece ser sangue por fora. Tinham rastros de sangue pela casa toda, sangue seco.
A casa também tava toda bagunçada porque teve um esquenta ali no dia anterior. Tinha copo pra todo lado, tinha latinha de bebida. Os quartos também estavam muito bagunçados. No dia anterior, todos eles tinham ido pra um jogo de futebol americano que tava rolando da universidade deles. Então eles fizeram um esquenta ali na casa da King Street e depois eles foram pra outros rolês que estavam tendo ali. Os policiais também notaram que a porta dos fundos tava aberta.
Essa porta dos fundos seria a porta que eu falei pra vocês que ficava no segundo andar. Então que tinha acesso pela rua de trás. Era uma porta de deslizar e ela tava um pouco aberta. Saindo dessa porta, naquela época tava nevando. Então a gente conseguia ver algumas pegadas de sapato na neve. Pelo que eles olharam ali na hora, essas pegadas pareciam ser do tamanho 43 de sapato. Por ser um caso bárbaro e com muitas camadas, a polícia de Moscou ali falou, olha, a gente vai precisar de reforços da polícia estadual.
Então eles imediatamente entraram em contato para isso. A arma do crime não tinha sido encontrada lá dentro, mas no quarto que tava Kaylee e a Maddie, eles encontraram do lado de um dos corpos a bainha de uma faca. E eles sabiam que aquela bainha ia ser muito importante para investigação. Agora vocês devem estar pensando, tá, tinham duas garotas lá dentro que sobreviveram, o que que aconteceu naquela noite. As duas sobreviventes foram a Dylan e a Bethany.
Elas estavam as duas no primeiro quarto ali no andar da rua da King Street e elas dormiram juntas. Os policiais interrogaram elas brevemente logo quando o caso tinha acabado de acontecer e pediram algumas informações. Então a Bethany informou a idade das pessoas que tinham falecido ali e ela também falou mais ou menos o que tinha acontecido naquela noite. Ela foi quem informou que a Kaylee e a Maddie tinham ido para uma balada na noite anterior e aí Aí a Dillan explicou que ela tava no quarto dela tentando dormir, e aí ela ouviu a Kaylee subindo as escadas quando ela tinha chegado.
Daí ela pensou, ah, beleza, ela chegou, então vou dormir aqui. Só que do nada ela teria ouvido a Kaylee gritar, e aí ela correu escada abaixo porque parece que ela tinha visto alguém, ouvido alguém. Aqui o que parece é que ela tinha subido as escadas para o quarto dela, e aí quando ela viu que tinha alguém, ela desceu para o andar de baixo, que era o segundo andar onde foram encontrados os corpos da Xana e do Ethan. Esse segundo andar também era o andar tinha cozinha.
A Kaylee teria gritado, tem alguém aqui? E aí a Dylan abriu a porta do quarto lá no térreo e chamou o nome dela, só que ela não respondeu. Ela também ficou apavorada dentro do quarto, ela trancou a porta. E aí ela disse que ela acha ter ouvido alguém entrar no banheiro chorando. Depois ela ouviu a voz de um homem dizendo, você vai ficar bem, eu vou te ajudar. Só que ela disse que a voz desse homem, o tom que ele falou, era um tom estranho, não era um tom reconfortante de realmente vou te ajudar, era um tom esquisito.
Depois ela disse que ela não ouviu mais nada. Ela chamou o nome da Kaylee, ela tentou ligar tanto pra Zana quanto pra Kaylee quanto pra Maddie, nenhuma delas atendeu. A única que ela conseguiu conversar foi a Bethany. Ela disse que depois de tentar ligar sem sucesso, ela abriu a porta do quarto de novo e ela viu a silhueta de um homem que tava vestido todo de preto. Ela também disse que esse homem a viu, só que ele não disse nada e ele também não foi em direção a ela.
Ela achou aquilo muito estranho e depois a gente tem uma explicação pra isso. Mas ela acredita que ele saiu por essa porta lateral, que era essa que tava meio aberta no segundo andar. Como a Dillan tinha conseguido falar com a Bethany, as duas conversaram ali, uma foi pro quarto da outra e elas dormiram juntas o resto da noite. É claro que elas iam ser interrogadas de novo pra falar um pouco mais dos detalhes daquela noite, mas num primeiro momento a polícia deixou todo mundo ali do lado de fora da casa e isolou a casa toda com fita de cena do crime.
A universidade também foi avisada e aí eles soltaram um comunicado quase que imediatamente falando para os alunos permanecerem em casa, em um abrigo, porque a polícia estava investigando um homicídio nos arredores da King Street. E isso foi bem polêmico, porque nem as pessoas que estavam ali na casa foram avisadas do que estava acontecendo, se realmente tinha sido um homicídio, e nem a família das vítimas. Então elas ficaram sabendo por um comunicado da universidade.
Todo mundo ficou perdido com o que estava rolando. No documentário que saiu, muitos dos pais das garotas falam, né, no documentário. E aí o pai da Xana e a irmã dela, ele A irmã, ela morava numa cidade bem próxima, 11 km de distância, porque ela fazia a Universidade de Washington. Então era bem bom, porque as duas irmãs, elas moravam próximas. Então elas podiam se ver sempre. E aí, o pai das duas foi assistir um jogo com a irmã.
E eles chamaram tanto a Xana quanto o Ethan pra ir assistir esse jogo com eles. Só que eles não quiseram ir, porque ia ter o jogo na cidade deles que eles queriam assistir. Então eu fico pensando, né, nos horários desse jogo, se... Talvez se eles tivessem ido, se isso não teria acontecido. É claro que são coisas muito abstratas pra gente pensar, né, e as coisas são do jeito que são. Mas é bem triste, né. Os pais, conforme foram chegando ali na cidade, eles foram enviados diretamente pra delegacia e todos precisaram prestar depoimentos.
Enquanto a casa tava passando por uma perícia, né, pra ver o que eles conseguiam de evidência, muitos policiais também foram batendo de porta em porta na vizinhança pra saber se alguém tinha ouvido alguma coisa, se alguém sabia de alguma coisa. Eles também procuraram imagens das câmeras de segurança de toda a vizinhança para ver quem tinha chegado ali naquele momento, quem tinha saído. Agora, quando a irmã da Kaylee foi avisada do que aconteceu, ela tinha uma conta compartilhada de celular com a irmã que ela conseguia logar no celular da Kaylee e ver as últimas ligações que ela tinha feito.
E ela não tinha tentado ligar para emergência em nenhum momento, mas ela tinha ligado para o ex-namorado, o Jack. As ligações aconteceram por volta das 2 da manhã e pararam a quase 3. O Jack, quando ele ficou sabendo que alguma coisa tinha acontecido na casa da ex, ele também foi lá perguntar. E ele foi meio que detido dentro de uma viatura de polícia, porque vocês sabem que quando acontece, acontecem crimes assim, os cônjuges no geral, né, namorados, ex-namorados, maridos, eles são suspeitos, né, meio que de cara assim.
Ainda mais por esse crime ter sido cometido de forma tão brutal, a gente consegue imaginar que talvez a pessoa tenha uma relação com a vítima, ou então tenha sido um crime passional. Então ele ficou detido ali para poder ser chamado para delegacia e dar explicações de onde ele tava na noite anterior. No interrogatório, ele disse que ele tinha ido assistir o jogo, depois ele foi para casa, encontrou uns amigos, e aí eles foram para uma baladinha que se chama Corner Club.
Depois ele voltou para casa por volta de 1:30 da manhã e encontrou os amigos que moravam com ele, e logo já foi dormir. Como ele tinha esse histórico de tudo que ele fez e ele conseguiu comprovar tudo com álibis, testemunhas ali, ele foi liberado como suspeito. Ele também explicou que a Kaylee ligava pra ele normalmente quando ela ia pra casa. Mas que ela não tinha um medo de uma pessoa específica. E sim, um medo geral, né, do que poderia acontecer.
Então ela se sentia mais segura conversando com ele no telefone. Principalmente quando ela tava andando pra casa. A Bethany, durante o interrogatório dela, ela também foi questionada se alguma vez alguma dessas garotas teria dito que alguém tava perseguindo elas. E ela lembrou de uma vez que a Kaylee falou que foi passear com o cachorrinho deles ali, o Murphy. E que ela podia jurar que tinha um homem encarando ela, a silhueta de um homem.
O policial também questionou sobre aquela porta que tava aberta. Ele perguntou se elas normalmente deixavam aquela porta trancada ou destrancada. E aí, a Bethany explicou que normalmente elas trancavam, mas que ela achava que elas não tinham trancado na noite anterior. E que também era uma casa que entrava e saía muita gente o tempo todo. Os policiais seguiram investigando todas as relações possíveis envolvendo as vítimas. Então, parentes, amigos, familiares, vizinhos.
Amigos, a galera da universidade. Eles queriam montar a história dessas pessoas para tentar entender quem poderia ter feito isso, porque aquela casa e porque esses jovens. E aí, a partir desses depoimentos, a gente conseguiu montar uma linha do tempo do que tinha acontecido. Basicamente, como eu falei para vocês, teve um esquenta na casa das meninas para aquele jogo. E aí, mais tarde naquela noite, o Ethan, o namorado da Zana, ele foi num baile que tava rolando na fraternidade Kappa Alpha A irmã dele fazia parte dessa universidade.
E aí ela não tinha um date pra levar, então ela levou o irmão. A Zana, ela não foi junto com o Ethan. Ela ficou na casa junto com as meninas. E aí depois o Ethan passou lá pra eles irem num rolê que tava rolando em uma outra fraternidade chamada Sigma Chi. A Bethany e a Maddie foram com os dois pra essa festa. A Kaylee não foi. Mas aí a Maddie saiu da festa pra ir com a Kaylee pra balada. A balada que as duas foram foi a mesma que o ex da Kaylee tinha ido, o Corner Club.
Inclusive, o Jack falou que eles conversaram brevemente ali, deram um oi. Depois, as duas foram para um food truck que ficava basicamente na frente da balada. O food truck chamava Grubby Truck. Agora, uma coisa que ajudou muito a investigação é que esse food truck, ele fica com uma transmissão na Twitch o tempo todo mostrando o movimento do food truck. Para quem não tá familiarizado com o que é Twitch, basicamente é uma plataforma em que você fica fazendo live, transmissões ao vivo, É, tem muita gente que vai jogando, tem gente que vai só papeando, você pode fazer para todo tipo de coisa, né?
E esse food truck deixava ali ligado. E aí os policiais conseguiram acesso à gravação daquela noite e eles viram que de fato a Kaylee e a Maddie tinham ido lá para comprar comida. Nessa gravação eles também ficaram observando se tinha alguma pessoa meio estranha que podia estar observando elas, e eles acharam que tinha. Tinha um cara que tava com um moletom de capuz por cima da cabeça, e ele também usava um boné. E aí, assim que as duas pegaram a comida e saíram, esse cara foi atrás.
Então aí tá uma pessoa que eles precisavam descobrir quem era, né? Depois de algum tempo, o cara do capuz foi identificado. Ele conversou com a polícia, ele explicou que ele era amigo das duas, que ele só tava com elas ali no rolê. E aí que depois que elas saíram do food truck, elas entraram em um carro sedã Os policiais descartaram ele como suspeito também, ele não tava envolvido. E eles conversaram com o motorista desse sedã.
Ele falou que as duas entraram no carro super animadas, felizes, tipo fim de um sábado à noite. Elas não estavam preocupadas com nada ou com alguém perseguindo elas. Então agora a investigação continuava e de novo sem suspeitos. Isso até que a polícia encontrou um único DNA masculino na cena. Esse DNA tava na bainha da faca encontrada. O bizarro é que o DNA não batia com ninguém que tava na base de dados da polícia. Então eles precisaram fazer uma análise genealógica.
Basicamente, eles investigam a genealogia ali daquele DNA para entender sobre parentes que possam estar relacionados. Eles também olharam a câmera do vizinho, como eu falei para vocês, e eles perceberam que naquela madrugada, no início da madrugada do dia 13 de novembro, um carro branco apareceu na região. Esse carro ficava indo e voltando da área entre 3:30 da manhã e 4:06. O veículo entrava e saía cerca de 4 vezes. Suspeito.
Da última vez, às 4:20 da manhã, ele sai em alta velocidade. E aí os registros do celular da Zana mostram que ela pediu uma comida por aplicativo que chegou por volta das 4 da manhã. O celular também mostra que ela tava fuçando nas redes sociais dela até às 4:12. Às 4:20 é o horário que o carro sai correndo, então a gente imagina que é nesse período que o crime aconteceu. Aconteceu entre 4:12 da manhã e 4:20. Talvez o agressor tenha ficado assustado com aquele entregador da comida chegando na casa e ele saiu correndo.
E talvez por conta disso que ele poupou as outras garotas que estavam na casa, porque ele viu que ele poderia ser capturado, não sei. As câmeras de toda a cidade foram seguindo esse carro para tentar identificar qual carro era. E aí a polícia finalmente chegou em um Hyundai Elantra, modelo entre 2011 e 2016. No dia 19 de dezembro, então pouco mais de um mês desde que o crime tinha acontecido, eles também conseguiram um resultado daquela análise de genealogia e chegaram em um nome.
O nome era Bryan Kohberger. O Bryan não só tinha um Hyundai Elantra como ele também estudava na Universidade de Washington, ali pertinho de Moscou. Pelo histórico do Bryan, eles descobriram que ele já tinha sido detido uma vez pela polícia porque ele tava dirigindo em alta velocidade e depois ele recebeu uma multa por estar sem Por conta dessa multa, eles também tinham o celular do Brian. Ele precisou dar ali na ocorrência. E aí, com os dados do celular, eles também conseguiram ver aonde que o celular tava conectado em momentos daquela noite.
Durante os meses anteriores, o Brian tinha estado na região de Moscou muitas vezes. O típico caminho que ele fazia era da casa dele em Pullman, pegando a rodovia para Moscou, um caminho muito comum. E aí ele comprava muitas coisas em Moscou, porque o celular dele era visto em muitas lojas. Aquilo não era nada fora do comum para quem tava na Universidade de Washington. Muita gente ia para Moscou para fazer compras. Então até aí nenhum problema, nenhum crime cometido.
Só que ele também esteve em muitas regiões da King Road em horas estranhas da madrugada. Na noite do homicídio mesmo, por volta das 2:42 da manhã, ele ainda tava em casa. Às 2:47 ele sai e aí o celular fica Ele só volta a ligar às 4:48, quando ele já tava na rodovia de Moscou. E às 5:30, ele tá perto da casa dele. O curioso é que depois do dia 30 de novembro, ele parou de fazer essas visitas pra Moscou. Ele parou de fazer compras lá.
E imediatamente virou suspeito no caso. Agora, a questão é que só essa genealogia não era o suficiente pra provas no tribunal. A polícia precisava de mais. Eles também identificaram que no dia 15 de dezembro, ele tinha sido parado com o Elantra lá em Indiana. Porque ele tava dirigindo muito colado com outro carro. E ele tava dirigindo com o pai. Os dois estavam indo pra Pensilvânia, que era onde os pais dele moravam. E aí, o Brian passou um tempo ali na casa dos pais.
Os policiais passaram a vigiar não só essa casa, como também o Brian. Ele tinha hábitos bem estranhos. Em uma semana, ele só saiu de casa 3 vezes. E ele foi visto muitas vezes em público usando luvas de borracha. E aí, os policiais pensaram: Bom, pra gente confirmar mesmo esse DNA, a gente vai precisar de alguma amostra extra dele, alguma coisa descartada, talvez no lixo. O lixo, quando tá abandonado ali na rua, ele pode ser apreendido legalmente pelos policiais.
E foi isso que eles fizeram. Um dos policiais foi por volta das 4 da manhã fuçar o lixo da família. E o bizarro é que o Brian tava andando na rua nesse horário. E aí eles pegaram vários itens diferentes que podiam conter DNA. Então garrafas plásticas descartadas, aquele fio dental que você passa, que não é o fio grandão, sabe? Aquele, ah, é um negocinho, vocês sabe o que que é, né? Vou colocar na tela. E também cotonetes. Um cotonete mostrou o resultado de que quem tinha o DNA naquela faca era filho dessa pessoa.
Então o cotonete era do pai do Brian. O casal só tinha um filho homem, então tinha que ser o Brian. Por conta disso, eles tiveram evidências suficientes para prender ele no dia 29 de dezembro. O Brian não resistiu a nada, a prisão. Ele tranquilo até. Foi feita uma coletiva de imprensa logo no dia seguinte, o carro dele também foi apreendido e o carro tava limpo, não tinha nada, o que aumentou as suspeitas, né? Só que a questão da polícia é que também, além da faca, não tinha nada de DNA do Brian dentro da casa.
Uma busca foi feita ali na casa, eles pegaram celulares dele, pegaram notebooks e aí eles foram vendo o histórico do que ele tinha feito nos últimos meses. Na Amazon ele tinha comprado a bainha da faca e também a faca, Arca. Isso aconteceu em março de 2022. Com as investigações seguindo, os policiais também viram que aquelas pegadas que estavam saindo da casa, sabe, saindo e entrando, não tinham nada a ver com o caso. Naquela noite, o Brian, ele não tinha um álibi.
Falaram que ele tinha saído para observar as estrelas, mas ele foi sozinho, então não tinha como alguém confirmar aquilo. A irmã da Kaylee também começou a fazer algumas pesquisas por conta própria, né, quando viu que o Brian tinha sido preso, para tentar entender se tinha algum registro dele online, alguma coisa que ele já pudesse ter falado. E tinha pouca coisa, mas ela achou em um site ele falando que ele tinha algo chamado de neve visual.
Basicamente é uma coisa neurológica que faz a sua visão ficar meio comprometida, parece que você fica vendo alguns pontos brilhantes que piscam. E aí ele reclamava que ele não conseguia ver as pessoas direito, ele sentia que ele não tava no mundo real, ele tava desconectado da sociedade. Então parece que ele tinha algumas questões ali. O histórico dele também era meio problemático. Assim, ele veio de uma família trabalhadora comum, mas ele sempre foi obcecado com algumas coisas.
Então teve uma época que ele ficou muito obcecado em emagrecer, ele virou vegano, ele não podia chegar perto de carne porque ele era mais gordinho antes. Ele também tinha toque de querer limpar as coisas o tempo todo. E na vida dele, ele não tinha nenhum amigo muito próximo. Até as pessoas que conversavam com ele falavam que, ah, mas eu não conhecia ele tanto assim. Tinha gente que falava que ele era viciado em heroína e ele tinha um antecedente criminal de ter tentado vender o celular da irmã pra vender e comprar drogas.
Quem denunciou ele nesse caso foi o próprio pai. De 2013 a 2014, ele passou por reabilitação e depois, quando ele voltou, ele foi fazer um mestrado em criminologia. Uma das colegas de sala do Brian, uma garota chamada Lili, ela deu um depoimento no documentário falando que ela sentava do lado dele dele, e eles tinham algumas matérias em comum. Uma delas era sobre as mentes de um serial killer, e ela lembra dele fazendo perguntas sobre todos os tópicos da aula.
Nessa aula, eles estudavam todo tipo de assassino, estudavam cena do crime, estudavam como um crime poderia ter acontecido, né. Ele também teria postado um questionário no Reddit para pessoas que tinham sido presas responderem. Então tinha uma série de perguntas ali que girava em torno do psicológico de você ter cometido um crime. Ele perguntava como a pessoa escolheu a vítima, como ela se aproximou da vítima, como saiu da cena do crime.
Então parecia muito um questionário para ele tentar entender como cometer um crime perfeito. Depois desse mestrado, ele se aplicou para um doutorado em justiça criminal. Ele também era monitor da Universidade de Washington, mas parece que ninguém gostava muito dele. Ele teve problema com professores, com alunas mulheres. Muita gente falava que ele era agressivo, que ele era grosso, que ele fazia muito man explaining. Mulheres se sentiam desconfortáveis perto dele.
Ele discutia bastante com elas. Teve o caso de uma aluna que ele foi até o carro dela com ela. Ela disse que ela se sentiu bem acorralada e parece que ele tava tentando convidar ela para sair. O que, além de ser problemático da postura dele de como chamar ela para sair, também era uma aluna, né? Ele era monitor dela, o que é bem antiético. Parece que ele foi demitido do cargo de monitor no dia 19 de dezembro. O celular dele também tinha pouquíssimos contatos, cerca de 18 pessoas, pessoas e ele usava muita navegação anônima.
Nos dias, nos poucos dias antes da prisão, ele não tinha apagado o histórico dele. E aí ele pesquisou muita coisa sobre serial killer, sobre paranoia, sobre psicopatia. E o fato dele querer minimizar os rastros digitais dele também era uma prova contra ele. Então, reconstruindo agora toda aquela noite com todas as informações que a polícia tinha, eles acreditam que o Brian chegou ali na casa por volta das 3:30 da manhã e subiu para o quarto onde a Maddie e a Kaylee A Maddie, que tava do lado de fora da cama, foi esfaqueada primeiro.
E aí eles acreditam que a Kaylee pode ter acordado durante o ataque, e aí ela foi esfaqueada também. Depois que ele terminou com as duas, ele jogou o edredom por cima. Enquanto isso, no andar de baixo, a Xana deve ter ouvido o que aconteceu. E aí os policiais não conseguem afirmar se ela subiu as escadas e se encontrou com o Brian, ou se ele foi andando até o quarto dela. O fato é que ele perseguiu ela até o quarto aperto. E a Azana, ela lutou bastante.
Ela infelizmente sofreu umas 50 facadas e ela tinha muitos ferimentos de defesa. O Ethan, ele tava deitado na cama, parece que ele foi esfaqueado primeiro, e aí depois o Brian voltou para brigar com a Azana. O caso foi seguindo, né, para eles conseguirem montar todas as evidências e fazerem, irem para julgamento. E aí nesse meio tempo, em dezembro de 2023, a casa foi demolida. E isso levantou muita polêmica porque os familiares das vítimas, eles não achavam que já deviam ter demolido a casa, sabe?
Tipo assim, e se ainda tivesse alguma evidência que a polícia precisasse? Ou sei lá, foi o último local onde os filhos eles viveram ali. Então foi uma coisa que não foi conversada, eu não sei quem que decidiu isso. Muitos dos alunos estavam reclamando de ter aquela casa ali, de ficar olhando para cena de uma tragédia, né? Mas muita gente reclamou que aquilo foi um pouco precoce. Agora que vem a parte mais frustrante, né? Durante o julgamento, nem rolou, né, um julgamento.
Os familiares, é claro que eles estavam querendo a pena de morte, né, para o Brian, pelo que ele fez. Mas a promotoria, ela sugeriu um acordo para o Brian. Nesse acordo, ele concordaria em se declarar culpado em troca de não ter que enfrentar a pena de morte. Ao invés disso, ele ia abrir mão de um julgamento e ele ia aceitar as consequências do tribunal, que seriam 4 sentenças de prisão perpétua e mais 10 anos por invasão. E aí, qual que é o problema disso, né?
Primeiro que, evitando um julgamento, ele não ia precisar explicar os motivos do que ele fez, porque ele escolheu aquelas pessoas. Ia ficar uma coisa assim mais aberta, né? Tipo, os familiares nunca iam ter esse encerramento de saber a motivação do crime ou de passar por todo esse processo. Por outro lado, alguns familiares acharam que por um lado foi bom, porque você não passa pelo trauma de ter que reviver aquela história de novo, né?
Então um julgamento assim, vocês sabem que é uma coisa muito complicada, muito densa, é muito tensa você ficar revendo imagens do crime e aí falando sobre o que aconteceu, falando sobre as pessoas. Talvez pudesse se arrastar por anos. Então, por um lado, eles entendem que é uma coisa boa, mas por outro, eles ficaram extremamente frustrados de não saber os motivos, de não saber por quê. O Brian nunca falou nada. E eles também criticaram que o Brian ia ter uma escolha de aceitar o acordo ou não.
E eles não achavam que ele tinha que ter escolha, sabe? Tipo, esse cara não tinha que poder escolher nada para o resto da vida dele. Ele já tirou a vida de 4 pessoas. Tipo, essas pessoas que faleceram não tiveram o direito de escolher ter o que elas queriam. Então por que que ele pode ter? E aí o que aconteceu? Isso aconteceu basicamente porque a defesa ela tinha pedido para o juiz para excluir cada prova concreta que eles tinham.
E aí o juiz decidiu que nada ia ser excluído. Então a defesa decidiu procurar a promotoria para negociar esse acordo. A audiência do acordo aconteceu no ano passado, no dia 2 de julho de 2025. E aí durante essa audiência ele não precisou fazer nada, o Brian não precisou fazer nada, não falou nada. Ele só ficou sentado ali e respondeu a perguntas. Ele ficou respondendo sim, sim, sim, tipo, você matou essas pessoas? Sim. Foi bem básico.
E aí depois os familiares, eles puderam falar com o Brian, dar um, dar uma notinha ali, né, sobre o caso. Muitos dos familiares falaram coisas muito emocionantes, dizendo que ele não vai fazer, eles perderem a coragem ou perderem a vontade de viver, que eles sabem o que eles viveram com essas pessoas e que aquilo vai ficar guardado para sempre. Foram depoimentos muito emocionantes. As próprias garotas da casa também, elas falaram sobre o crime, elas choraram.
Foi muito difícil para elas porque durante todo o caso muita gente acusou as duas de tipo, como que elas não ouviram nada? Por que que elas não chamaram a emergência antes? Como é possível? Elas devem estar envolvidas. E aí a pessoa poupou elas. E aí que fica muito complicado, né? Né, gente? Eu acho que esse é um dos grandes motivos de eu não gostar de falar do caso quando ele ainda tá em andamento, porque aí surgem muitas teorias que não só atrapalham a investigação como podem condenar pessoas inocentes.
Vocês conseguem imaginar o trauma de, sei lá, ver o que pode ser um invasor na sua casa? Tipo, como vocês agiriam? Não tem como saber como a gente vai agir na hora. E ficou comprovado que elas não tinham nada a ver com isso, e elas sofreram muito julgamento da internet, de pessoas que elas nem conheciam. Então elas também falaram, elas choraram bastante. O depoimento mais incrível foi da irmã da Kaylee. Ela decidiu ir para um outro lado, sabe?
Ela não queria dar poder para o Brian. Ela atacou um outro lado dele. Ela falou que ele só decidiu atacar no meio da noite porque ele sabia que ninguém prestava atenção nele, mas que se ele tivesse atacado durante o dia, com certeza que ele teria batido mais nele e que ele era um fraco e que ele tentou invadir aquela casa durante a noite como um pedófilo e que ele não significa nada e que ele não é nada. Tipo, mostrar para ele que ele não tem todo esse poder, sabe?
Ele não ganhou. Então eu achei que ela foi muito corajosa também. Ela falou que ela sente muito orgulho do que ela falou ali na hora. E é isso, foi essa a solução, né, do caso. Eu falei para vocês que é frustrante porque eu acho que todo mundo queria esse encerramento de saber por que ele fez isso, por que essas pessoas eram pessoas que ele já tava atrás há um tempo. Ou não eram? Era uma pessoa específica e aí acabou que outras pessoas estavam na casa e ele também matou?
O que que aconteceu de verdade? Acho que são perguntas que os familiares têm, mas ao mesmo tempo eles decidiram seguir a vida da melhor forma possível e entender que pelo menos ele foi capturado, sabe? Pelo menos ele tá preso. Então é isso, gente, esse foi o caso agora completo aqui no canal. Quero saber a opinião de vocês, o que que vocês acham. Informação e até a próxima!