Episódios de Assustador, Bizarro e Misterioso

Uma mente curiosa é uma maldição terrível

22 de julho de 202610min
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Narração completa da creepypasta disponível em https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/oq3uz/a_curious_mind_is_a_terrible_curse/

Assuntos4
  • Bankei e a mente não-nascidaInfância e anseio pelo desconhecido · Explicações racionais para fenômenos paranormais · Paralisia do sono · Viagem de moto no Vietnã · Encontro com fantasma sem sombra
  • O velho sem sombra no VietnãFenômeno no Banheiro · Ausência de sombra · Fuga aterrorizante · Maldição de ver o rosto do fantasma
  • Creepypasta e lendas da internetTerror analógico da internet · Produções de Hollywood inspiradas em Creepypastas
  • Fenomenos ParanormaisRuídos noturnos na casa antiga · Ronco vindo da cama · Terrores noturnos e paralisia do sono · Fantasmas solitários no Vietnã
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Bem-vindos a mais um episódio de Creepypasta. Gente, uma novidade pra essa semana é que ao invés da gente ter só um episódio de Creepypasta, a gente vai ter dois. Então, no episódio de quarta-feira, que sempre tem, vai ser a continuação da Creepypasta que a gente já tava lendo na semana passada. Mas eu decidi postar um episódio extra. Vai ser uma história mais curta, né, como é um episódio extra. Mas eu vou tentar fazer isso de uma forma mais constante, de vez em quando.

Principalmente que agora que a gente tá vendo que tem várias produções de Hollywood que estão se inspirando em Creepypastas pra criar Novos filmes, uma coisa que me deixa muito empolgada, tá? Eu até ia só narrar a história do Catálogo Mandela, que não é bem uma creepypasta, né. É um terror analógico da internet. Mas aí eu decidi fazer um vídeo falando sobre ele, que vocês vão ver em breve também. Então... ou talvez quando sair esse episódio já vou ter postado.

Não sei, gente, uma coisa ou outra. Mas enfim, a gente tá com muitas histórias. Eu adoro essas loucuras de internet. Eu fico muito feliz que agora tem mais... Pessoas tendo acesso e conhecendo essas histórias. Porque tem várias que a gente lê aqui no podcast que a gente fica tipo, meu Deus, seria muito legal se virasse um filme, né. Então eu vou trazer essa história nova pra vocês no episódio de hoje. Também é uma história que, se eu não me engano, não é que ela tem várias partes.

São vários contos diferentes do mesmo universo. E aí, hoje a gente vai ler o primeiro. O primeiro se chama Uma Mente Curiosa É Uma Maldição Terrível. Então, sem mais enrolação, bora pra creepypasta de hoje. Sempre foi assim pra mim. Algumas das primeiras lembranças são de ouvir secretamente o meu pai contando histórias de fantasma pros amigos enquanto eu ficava absorto no outro lado do quarto. Eu não consigo evitar, eu tenho um anseio por conhecer o grande desconhecido.

De uma forma macabra, sempre quis vivenciar algo paranormal por mim mesmo, só para poder conhecer a verdade. Com o tempo, eu nunca encontrei nada que a razão e a lógica não pudessem explicar. O mundo adulto era, em última análise, muito racional. O deslumbramento e as possibilidades da infância se dissolvem rapidamente na realidade de empregos sérios e hipotecas. Mas tudo isso mudou recentemente. A casa em que eu cresci era uma pequena construção de madeira no meio de um bairro residencial.

Era, sem dúvida, a casa mais antiga da rua. E era assim que conseguíamos morar lá. Eu sempre me perguntava se a casa era mal-assombrada. Afinal, qualquer lugar tão antigo certamente escondia algum passado sombrio. Mas nunca acontecia nada de extraordinário. Havia ruídos constantes de algo arranhando acima do meu quarto à noite. Mas eu descobri que eram apenas pombos pousando no forro do teto. Certa vez, quando eu tinha 10 anos, eu brincava sozinha no chão do meu quarto.

Meu coração parou de repente ao ouvir nitidamente um som de ronco vindo da minha cama. O barulho foi ficando cada vez mais alto. Eu olhei fixamente pra cama, mas eu não vi nada. Reunindo um pouco de coragem que eu tinha, eu gritei: Olá? Quem tá aí? A única resposta que eu recebi foi um ronco alto e horrível. Peguei um guarda-chuva e caminhei cautelosamente em direção à cama, com o coração disparado. Nada se moveu quando eu cutuquei o cobertor e o travesseiro.

Foi então que eu notei que a janela acima da cama tava entreaberta. No instante em que a fechei, o ronco cessou. Não passava do vento soprando pelas frestas. Outra experiência marcante eram os terrores noturnos que me assolavam enquanto eu dormia. Muitas vezes, eu acordava com a sensação de que o meu cobertor tava sendo arrancado e o meu corpo imobilizado, enquanto uma entidade sombria e furiosa apertava a minha garganta com tanta força que a cama chegava a tremer.

Na primeira vez, eu pensei que talvez fosse apenas um pesadelo vívido, mas terrível. Porém, quando isso se repetiu várias vezes, noite após noite, eu comecei a entrar em pânico. O que quer que fosse, era implacável. Como eu parecia sempre sobreviver a cada ataque, eu cheguei a pensar que tava ficando louco. Felizmente, eu descobri a existência da paralisia do sono alguns meses depois. Mudar os meus hábitos de sono fez com que o fenômeno parasse de acontecer.

Assim, tudo que eu vivenciei de paranormal acabou tendo uma explicação bastante racional. Foi como aquele famoso pôster no escritório de Fox Mulder: Eu quero acreditar. No fim das contas, eu percebi que faltavam evidências. Mas eu não encontro explicação pro que aconteceu comigo recentemente. Eu decidi fazer uma pausa e passei algumas semanas viajando de mochilão pelo Vietnã. Partindo da cidade de Ho Chi Minh, fizemos um trajeto sinuoso em direção ao norte, percorrendo estradas lamacentas ao longo da costa.

Eram quilômetros e quilômetros de natureza praticamente intocada, interrompidos apenas por um ou outro vilarejo e por algumas das praias mais preservadas e paradisíacas do mundo. Foi em um trecho específico que passamos o dia inteiro aproveitando o sol e o mar, com as preocupações do mundo a milhares de quilômetros de distância. Conforme o dia dava lugar ao crepúsculo, nos deliciamos com alguns frutos do mar incríveis que havíamos pescado mais cedo.

Dormir sob o céu aberto é uma experiência maravilhosa, especialmente longe das luzes poluentes da civilização. Foi com essa vista gloriosa do céu que eu acordei por volta das 3 da manhã, sentindo o chamado menos glorioso da natureza me impulsionando pro banheiro mais próximo. Era uma noite úmida, com o som dos insetos cantando sua sinfonia noturna. Sonolento, eu caminhei pela trilha até as instalações básicas montadas pros campistas.

Ficavam em uma clareira, com banheiros masculinos enfileirados ao longo de um lado de um piso de concreto rústico de 9 metros de largura, em frente a outra fileira de banheiros femininos. Entre as fileiras, no centro, havia uma área de espera, com uma lâmpada improvisada pendurada acima pra iluminar o pátio. Ao me aproximar, eu vi um senhor de idade parado sob a lâmpada, de costas pra mim. Tudo o que eu conseguia ver era o seu cabelo branco, comprido e desgrenhado, que chegava aos ombros.

E um corpo magro e ossudo que se destacava em meio aos trapos de suas roupas. Ligeiramente assustado, afinal eu não esperava encontrar ninguém por perto a essa hora da noite, eu tossi educadamente pra que ele percebesse a minha aproximação. Eu não queria que um ataque cardíaco de susto pesasse na minha consciência. Ele provavelmente era um morador local esperando pela esposa, já que eletricidade e água encanada eram escassas no conjunto disperso de casas da região.

Ele não pareceu me notar, então o deixei em paz e fui até a cabine masculina mais próxima. Ao fechar a porta, ainda conseguia vê-lo. Embora eu estivesse agora a 90 graus de onde o tinha visto pela primeira vez, ele ainda tava de costas pra mim. Era definitivamente estranho, mas certamente longe de ser ameaçador. Além disso, eu tinha assuntos mais urgentes, principalmente relacionados ao meu intestino. O banheiro era pouco mais que um buraco no chão, com uma porta frágil e pequena que era tudo que separava você da sua dignidade.

O odor insuportável de dejetos humanos invadiu os meus sentidos enquanto eu abaixava as calças e me agachava para fazer as minhas necessidades. Depois de alguns instantes, os meus pensamentos vagaram preguiçosamente de volta para o velho no quintal. Havia algo Estranho, e o meu subconsciente gritava que algo tava muito fora do lugar. Com um horror crescente, a minha mente juntou as peças do quebra-cabeça. Embora o velho estivesse perto de uma luz forte, ele não projetava sombra.

A possibilidade de ter sido uma ilusão de ótica desapareceu quando, de repente, eu vi os seus pés sem sombra a centímetros de distância, através das frestas sobre a porta do banheiro. Eu quase agradeci por estar agachado com as calças abaixadas, já que eu evacuei simultaneamente com um grito que escapava pelo outro lado. Me levantei num pulo e puxei as calças pra cima enquanto recuava até a parede do fundo. Da minha posição, em pé, eu perdi de vista o que tava sob a porta.

Sem sombra, eu não conseguia dizer se aquilo ainda tava lá esperando. Minha mente repassava freneticamente as poucas opções que me restavam. Eu percebi que eu não tinha muita escolha a não ser escapar daquela cabine. Aquela porta frágil não ia me oferecer nenhuma proteção. E não restava nada da minha dignidade. Se eu fosse morrer, eu decidi que não ia ser naquele buraco imundo. Espiei por baixo da porta, mas eu não consegui ver nada do outro lado.

Decidindo que era agora ou nunca, chutei a porta e dei de cara com um pátio vazio. Saí correndo, mas não tinha sinal do velho. Apenas o som incessante dos gritos. Foi então que eu cometi o erro fatal de olhar pra cabine de onde eu acabara de escapar. Ele tava lá. Aquela figura aterrorizante de cabelos brancos e corpo esquelético, parada exatamente onde eu estivera segundos antes. Pela segunda vez naquela noite, eu senti um certo alívio.

Eu já não tinha mais nada nas tripas pra sujar as calças enquanto eu soltava outro grito. Movido pelo puro instinto, eu disparei de volta pra praia como se estivesse sendo perseguido por demônios. E pelo que eu sabia, talvez eu estivesse mesmo. Ao chegar de volta ao acampamento, eu passei as horas seguintes totalmente desperto. Agachado e de olhos fixos na trilha, eu tava pronto pra acordar todo mundo ao menor sinal daquele velho.

Quando a manhã finalmente chegou, meus companheiros de acampamento despertaram preguiçosamente. Estranhando a minha aparência cadavérica. Eu tava assustado demais pra contar o que eu tinha visto. Me limitei a dizer que eu tinha tido uma crise de insônia naquela noite. Nada mais de relevante aconteceu durante o restante da viagem, mas no último dia eu senti que eu precisava compartilhar minha experiência com o guia local. Eu precisava saber a verdade.

Quando eu terminei de contar a história, ele só me deu um olhar com uma expressão grave e fez uma única pergunta: Você viu o rosto dele? Ele explicou que no Vietnã, fantasmas solitários costumam assombrar locais frequentados por viajantes. Aqueles que veem seus rostos estão condenados a uma morte horrível e macabra em um futuro próximo. Já se passaram quase 2 meses desde aquele encontro fatídico. Até hoje, eu não sei se eu realmente vi o rosto daquela coisa.

É uma imagem borrada que ainda me persegue. E eu não tenho certeza se eu quero saber a verdade. Talvez existam coisas na vida que é melhor não saber. Eu acho que eu já tô amaldiçoado o suficiente. Bom, pessoal, esse foi o fim da primeira parte. Como eu falei pra vocês, é uma creepypasta bem curtinha. E talvez tenha uma continuação nos próximos episódios. Então eu vou continuar lendo pra vocês. E a gente vai fazendo nesse esquema de às vezes ter alguns episódios curtinhos também, tá bom? Então comentem aí o que vocês acharam. E até a próxima!

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