Relatos dos inscritos | 46
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Lily
- Relato de Lia: O Sítio AmaldiçoadoBarulhos e atividade paranormal no sítio · Márcia · Janete · Curandeiro
- Relato de Amanda: Artefatos e Amarração AmorosaInfluência de entidades e artefatos religiosos · Amanda · Ex-padrasto · Livro de São Cipriano Capa Preta · Amarração amorosa
- Casa Assombrada Bairro Francês· SociedadeEnergia pesada e desconforto na casa · Luca · Fenômenos poltergeist · Sensação de ser vigiado · Energia de posse na casa
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Bem-vindos a mais um episódio de Relatos dos Inscritos. Lembrando que se você quiser o seu relato lido aqui no podcast, é só mandar pro e-mail umrelatoassustador.com. Então, sem mais enrolação, bora pros relatos de hoje.
O primeiro relato que eu vou ler é da Lia. Ela diz que ela tem muitas histórias sobrenaturais da família dela e esse relato quem contou para ela foi a mãe dela. Tudo aconteceu quando a mãe dela tinha uns 10 anos. Ela e a família dela se mudaram para um sítio e a mãe diz que desde que eles se mudaram eles sempre ouviram barulhos de correntes arrastando. Os armários também batiam como se tivesse sempre alguém lavando a louça.
Um dia, as primas mais velhas dela, a Márcia e a Janete, resolveram brincar de esconde-esconde. E elas se esconderam embaixo da casa. Não chegava a ser um porão, elas só conseguiam entrar ali engatinhando. E aí, nessa brincadeira, elas acharam algo como se fossem restos de cera. A Márcia resolveu mexer naquilo pra dar passagem pra elas. Mas assim que ela mexeu, ela desmaiou. E segundo a Janete, os adultos foram chamados pra ir tirar ela de lá.
Quando ela acordou, ela não era mais a mesma. Ela falava coisas que pra eles era sem sentido. E ela criou uma repulsa muito grande por crianças em geral. A única pessoa que podia entrar no quarto dela era a bisa da Lia. E ela ficava isolada e trancada. A mãe da Lia disse que um dia ela ficou chamando a Janete sem parar. E de curiosidade, a mesma foi lá ver.
Assim que ela abriu a porta, a Márcia teria atacado ela, batendo, arranhando, mordendo, arrancando cabelo e tudo que tinha direito. A Janete tem as cicatrizes desse ataque até hoje, e aí foram todos os adultos da casa para conseguir tirar ela de cima. Enquanto isso, a Márcia só ria.
A família foi atrás de médicos que falaram que era um surto pós-traumático. Depois eles foram atrás de igrejas e eles falaram que era uma possessão e que não tinha mais o que fazer. Aquilo durou por semanas até eles ouviram falar de um tipo de curandeiro de outra cidade. E aí eles foram atrás. Quando o curandeiro chegou lá no sítio que eles estavam morando, ele falou que aquele sítio que eles estavam era como se fosse amaldiçoado e que a Márcia só ia melhorar quando saísse de lá.
Caso contrário, ela ia morrer, porque ela não comia nem bebia água praticamente. E depois disso, esse espírito procuraria outro hospedeiro. As condições que o curandeiro passou foi que eles tinham que sair de lá e nunca mais olhar pra trás. A Lia disse que a mãe dela disse que todo mundo aceitou o que o curandeiro falou.
E aí mandou eles arrumarem o carro para sair. Assim que tivesse tudo pronto, eles deveriam chamar a Márcia. E assim foi feito. Colocaram todas as crianças no carro, as malas lá. E assim que eles estavam prontos para partir, eles chamaram a Márcia na rua. A mãe da Lia disse que o curandeiro pegou uma folha do bolso e com uma caneta ele colocou na terra e voltou para o papel para escrever. Parecia que ele estava só rabiscando sem sentido pelo movimento da mão dele.
Depois dele escrever aquilo, ele jogou pra cima o papel e a mãe dela disse que foi coisa de cinema. A Márcia soltou um grito muito forte e logo depois ela caiu no chão. Enquanto tudo isso estava acontecendo, estava todo mundo de costas pra casa, só o curandeiro estava de frente. E aí ele trouxe a Márcia e mandou todo mundo embora. Ele lembrou que ninguém podia voltar pra lá.
ou olhar para trás porque senão não ia funcionar o que ele fez. Quando todo mundo chegou na cidade vizinha, a Márcia acordou e não lembrava de mais nada. Ela só lembrava que ela estava embaixo da casa e que ela viu um cachorro preto. Hoje em dia, a Márcia casou, tem filhos, mas a mãe da Lia disse que ela nunca mais foi a mesma. Hoje em dia, ela não lembra mais onde era o sítio e não sabe explicar muito bem o que aconteceu. Ela também não sabe se o local foi vendido ou só abandonado.
Bom, achei essa história muito sinistra e eu achei mais curioso ainda que ela tocou numa espécie de cera. Alguém sabe algo sobre isso? Consegue ter alguma opinião? Achei muito bizarro, mas fico feliz que deu tudo certo no final, né? Hoje a gente tá com umas histórias bem pesadinhas aqui nos relatos. A segunda história que eu vou contar hoje é da Amanda.
A Amanda disse que ela morava no Rio de Janeiro e o ex-padrasto dela recebia algumas entidades ali de religiões de matriz africana. Ela disse que a mãe dela também possui muitos artefatos e o livro de São Cipriano Capa Preta. Ela disse que um dia ela foi jogar o baralho de cartas pra uma tia, avisando pra Amanda previamente que ela não devia tocar naquilo ou chegar perto e também devia fazer silêncio. Como ela tinha mais ou menos cinco anos naquela época, ela ficou muito curiosa.
E aí ela levantou a mão e bateu no baralho que estava armado em cima da mesa, como se fosse uma brincadeira. E aí ela disse que de forma instantânea ela saiu regurgitando tudo que estava no estômago dela. Nos próximos dias ela ficou muito doente, ela acordava quase todo dia vomitando, e ela só foi parar quando a mãe dela se livrou dos artefatos.
Ela disse que não sabe como foi o fim desses materiais, mas foi essa primeira vez que algo sobrenatural aconteceu com ela. Ela disse que depois que ela fez isso, ela também ficou extremamente doente, com a pele amarelada, e que a condição de saúde só melhorou quando ela se livrou daquilo mesmo. E aí os artefatos que ela tinha incluíam livros, cartas, símbolos. Hoje em dia, ela disse que a mãe dela também não se utiliza mais disso, que ela tem outros jogos de tarô, tipo tarô cigano.
E aí ela mandou um segundo relato que aconteceu com ela, dessa vez foi mais recente, foi uns quatro anos atrás. Na verdade foram dois incidentes, um de quatro anos atrás e um pouco mais antigo de oito anos atrás. Então 2018 e 2022. Ela disse que ela sofreu um acidente, que ela passou mais de uma semana internada no hospital. O acidente foi bem grave, ela até mandou mais ou menos o que tinha acontecido, eu acho que ela quebrou ali.
o queixo. E aí, depois do acidente, a vida financeira dela foi fechando. Ela disse que os clientes dela sofriam acidentes, perdas e dificuldades. Ela também sentiu uma dor absurda no coração. Ela se afogou na bebida na época. Até que um dia, um amigo próximo dela contou que o pai genitor dele...
que é um tipo de mestre dessas religiões africanas, ele tinha sido pago pelo ex-namorado da época que ela tinha pra realizar uma amarração amorosa. Aqui, gente, é muito importante pontuar que... Eu não falo o nome da religião nem nada, porque a gente sabe que toda religião pode fazer o mal, né? Se quiser. Não quer dizer que a religião é pro mal, mas existem pessoas que usam da religião pra fazer o mal também.
E eu não quero que isso gere nenhum tipo de preconceito religioso, porque não é isso. Qualquer religião católica, pode ter gente boa e pode ter gente ruim. Isso é um fato. Então, a religião que foi não interessa, tá? Aparentemente, essa pessoa tinha sido paga pra realizar uma amarração amorosa na Amanda. E aí, assim, a pessoa que fez a amarração avisou quem queria fazer, que não ia adiantar nada. E que ia trazer prejuízo pra ela, né? Caso não funcionasse da forma esperada.
E aí a Amanda, ela ficou com esse cara, que na época ela dizia que ela odiava ele, mas amava ele sem motivo nenhum. Porque ele era péssimo com ela em todos os sentidos imagináveis. Eles se separaram em 2018 e a vida dela tava andando bem. Até que esse acidente aconteceu e aí em quatro anos ela disse que a vida dela foi um inferno.
As coisas só melhoraram depois da revelação desse amigo, que levou ela num centro espírita que era frequentado pela tia dela. Ela disse que eles fizeram uma roda ao redor dela, cantaram, oraram, e o pai desse centro disse que tinha uma coisa muito ruim com ela, mas que tinha ido embora.
Ela disse que assim que eles fizeram tudo o que eles tinham que fazer, ela sentiu uma leveza instantânea e no dia seguinte ela acordou com marcas roxas na coxa dela, que formavam uma linha reta, como se fosse de corda. Parecia que ela tinha sido amarrada fortemente, mesmo sem que aquilo tivesse machucado ela. Ela disse que desde esse dia muitos aspectos da vida dela floresceram, como a situação financeira, acadêmica e até amorosa.
Ela diz que ela tenta muito ser pé no chão, mas que tudo isso faz ela pensar. Então, né, uma coisa que ela fica meio confusa se realmente aconteceu e se essas coisas realmente dão certo. E por fim, o último relato de hoje é o do Luca.
O Luca contou que ele cresceu na casa dos avós, mas de vez em quando ele passava umas temporadas com a mãe e o padrasto. Em 2001, ele tinha 15 anos, e aí eles se mudaram para uma casa alugada no mesmo bairro, então perto de todos os amigos dele da rua. A casa era daquelas modelo bem anos 80, 90, azulejo com desenho, louça colorida, três quartos, sala de jantar. Nos fundos tinha uma edícula com dois quartinhos que eles usavam de depósito.
E era uma casa muito boa pelo preço e pela facilidade que eles tinham encontrado. A fachada era meio esquisita, tinha uma árvore na calçada bem na frente, com uma copa muito grande que escurecia a entrada. Naquela época, estava naquele momento de racionamento de energia elétrica, e justo o poste na frente da casa deles estava sem a lâmpada, então tudo ali ficava ainda mais escuro. A casa também parecia um verdadeiro cofre, tinha um portão com cadeado, tinha...
Outra grade de correr, com chave cadeado para acessar a garagem, porta de alumínio, vidro nos fundos. Tinha até uma porta no hall dos quartos, que ia para o quintal dos fundos, que também trancava com grade, chave, cadeado. Toda vez que eles entravam ou saiam, era uma gincana de oito ou mais chaves.
Parecia que a casa não queria nem te deixar entrar. Desde o primeiro dia, ele disse que a casa tinha uma energia muito pesada. Era um desconforto, igual quando você entra na casa de alguém que você mal conhece e fica com vergonha de estar ali. Todo mundo na família sentia isso, mas ninguém falava na época.
Com o tempo, eles foram se acostumando com esse desconforto. Só que as coisas foram piorando. Eles ouviam barulhos, viam vultos, tinham dificuldade de dormir. Eram coisas que incomodavam muito ele ali. Chegou um ponto que o Luca não conseguia mais dormir. Ele sempre estava com uma sensação horrível de estar sendo vigiado.
Essa sensação só diminuía e ele conseguia dormir quando ele começou a colocar sal grosso no chão da porta do quarto e também no peitorio da janela. Às vezes ele disse que queimava um incenso também para dar uma aliviada extra nas energias. Ele também ficava bastante tempo sozinho nos finais de semana, porque a mãe dele, o padrasto e a irmã de quatro anos iam para o sítio toda sexta ou sábado de manhã e só voltavam no domingo à noite.
E era aí que as coisas ficavam mais pesadas. Ele disse que ele era um adolescente bem preguiçoso, ele não sabia cozinhar quase nada. Ele comia o que tinha na geladeira, deixava os potes ali, prato, vasilha, tudo na pia. No dia seguinte, ele encontrava um cenário de guerra. As panelas viradas, os talheres fora do lugar, as assadeiras amassadas como se tivessem jogado no chão com força. De madrugada, ele ouvia coisas batendo, caindo, como se alguém estivesse puto e jogando tudo para o alto. Uma coisa meio poltergeist.
Numa dessas noites, depois de lavar tudo, ele foi beber água na cozinha. Ele deu um gole e ele disse que a água parou na garganta dele. Ele sentiu uma pressão forte, como se alguma coisa estivesse apertando o pescoço dele. Ele correu para a sala, se jogou no sofá, já pensando que ele ia morrer sufocado, e aí demorou uns minutos eternos para a pressão diminuir. Ele ficou tonto, com dor de cabeça e a garganta latejando por horas.
Naquela noite foi uma das primeiras noites que a casa ficou em silêncio absoluto, como se alguma coisa tivesse satisfeita com o que tinha feito. Um outro evento aconteceu durante o carnaval, tinha matinê no clube do bairro e ele voltou em uns 5 ou 6 moleques, todos entre 14 e 16 anos e ninguém tinha bebido nada. Eles foram para a casa do Luca e eles estavam esperando a hora para ir para a festa à noite.
Quando ele abriu a porta da sala, eles ouviram um estrondo absurdo. Parecia uma porta pesada batendo ou um armário caindo. Todo mundo gelou, teve um que saiu correndo pra rua na mesma hora, e eles acharam que era um ladrão dentro da casa. Outro dos amigos viu, pelo vidro da garagem, a janela de um dos quartinhos dos fundos aberta.
Aquele quartinho que vivia trancado, cheio de estoque da loja da mãe dele. Eles saíram correndo para a casa de um amigo ali, vizinho, e eles voltaram com faca e garfo de churrasco para tentar se defender. Eles revistaram a casa inteira, mas não tinha nada. Inclusive, as portas e as janelas estavam trancadas. Menos aquela do quartinho.
E aí, em um outro fim de semana, ele foi com um outro amigo, que já tinha uma sensibilidade espiritual e já tinha sentido coisas na casa antes, só pra pegar roupa pra uma festa. Ele sentou na cama do Luca, enquanto ele arrumava a mochila. Os dois estavam conversando, de repente ele parou de falar.
Quando o Luca fechou o guarda-roupa e olhou pelo espelho, o cara estava destruído. O cabelo estava todo arrepiado, os pés estavam em cima da cama, ele estava pálido, abraçando os joelhos, balançando para frente e para trás. E ele começou a repetir bem baixinho que tem um bagulho aqui.
O Luca mandou ele correr pra fora, mas teve que puxar ele da cama pra conseguir sair da inércia e se mover. Quando ele saiu do quarto, o Luca sentiu o ar ficar muito denso. Parecia que ele tava fazendo muita força só pra levantar um braço, tipo quando você fica se mexendo debaixo d'água. Ele fechou as coisas dele, foi saindo e encontrou de novo um amigo parado, de lado, na passagem entre a copa e a sala, no mesmo estado, repetindo, tá aqui, tá aqui. Ele evitava olhar na direção do sofá a todo custo.
O Luca empurrou o amigo para fora, ele fez a gincana das chaves enquanto ele já estava na rua procurando um ponto de luz. E nessa noite, o Luca levou mais tempo para fechar a casa. Parecia que as chaves não estavam funcionando direito. Ele teve que tentar duas ou três vezes cada uma para funcionar e algumas vezes as chaves ficavam emperradas nas fechaduras ou os cadeados simplesmente não fechavam. Parecia que a casa não queria deixar ele sair. O amigo dele nunca mais voltou na casa e nunca quis detalhar o que ele viu.
O Luca disse que com o tempo a mãe dele resolveu buscar ajuda, ela foi num centro de orações, e aí a pessoa, sem nunca ter ido na casa, descreveu vários detalhes que batiam perfeitamente com o que eles estavam experienciando. Depois eles entenderam. Os donos originais, que eram pais de uma menina pequena, faleceram e deixaram a criança com alguém de confiança morando na casa. Aquela energia de posse, de essa casa é minha e de mais ninguém, explicava tudo.
Os vizinhos também confirmaram que nenhum inquilino durava muito tempo ali. Eles fizeram orações, defumação. Melhorou um pouco, mas eles decidiram se mudar. Uma pessoa próxima da família deles, mesmo sabendo de toda a história, alugou logo depois. Ela começou a passar pelas mesmas coisas, mas dizia que era legal ter alguém para papear. O Luca disse que a casa ainda existe, está reformada. Ele não sabe se é da família original ou se ainda atormenta novos moradores temporários.
Bom, esses foram os relatos de hoje. Comentem aí o que vocês acharam. Lembrando que se vocês quiserem mandar o relato de vocês para ser lido aqui no podcast, é só mandar para umrelatoassustador.com E até a próxima.
Nestlé Materna
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