Relatos dos inscritos | 45
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- História de Ana LúciaCasa com história estranha · Ceticismo religioso dos pais · Fenômenos inexplicáveis na casa · Intervenção de padre exorcista · Experiência infantil com figura misteriosa · Ana Paula
- A ascensão de Emily e o Grande PlanoComunidade católica nos anos 70 · Encontro de quaresma · Ataque de criatura misteriosa · Suspeita de lobisomem · Emily Blunt
- Nestlé Materna· NegociosSuplementos para maternidade · Apoio à fertilidade · Cuidados na gestação e puerpério
- O Castelo de Leiria e o EstádioMúsica 'Agora ou Nunca' · Colaboração com Pedro Sampaio · Energia que dá jogo
Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos para acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade para mulheres que estão planejando a gestação até linhas exclusivas com vitaminas e minerais para cuidados na gestação e no perpério. Nestlé Materna, com você, do seu jeito.
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Eu vou te jogar. Eu tô jogando. Nescau. Energia que dá jogo. Eu quero ver você jogar. Bem-vindos a mais um episódio de Relatos dos Inscritos. Lembrando que se você quiser o seu relato lido aqui no podcast, é só mandar para umrelatoassustador.com.
O primeiro relato que eu vou ler hoje é da Ana Paula. A Ana Paula tem 21 anos e ela mora no interior de Minas Gerais. O relato que ela trouxe aconteceu com a família dela e com ela há alguns anos. Mas, vez ou outra, ele vem à tona como um assunto desconfortável entre eles.
Ela diz que acha que todo mundo já teve o mesmo pensamento ao assistir um filme de terror, que é quando uma família se muda para uma casa com uma história estranha, a reação imediata é julgar. Parece óbvio que aquela decisão foi ruim ou até mesmo burra. A gente olha de fora e pensa que nunca faria aquilo, mas ela diz que os pais dela fizeram.
Olhando de fora, realmente pareceu uma decisão ruim. Só que pra eles não era assim. Ela disse que os pais dela sempre foram pessoas muito céticas com coisas sobrenaturais, ao mesmo tempo em que eles eram católicos devotos. Eles não acreditavam que uma história antiga, algo que tinha acontecido mais de 60 anos antes, pudesse de alguma forma ter alguma influência no presente.
Essa casa ficava num pequeno sítio no interior de Minas. Era uma propriedade simples, isolada, que tinha a casa principal e um curral um pouco afastado. De acordo com a tia da Ana Paula, aquela era uma das casas mais antigas da região. Ela estimava que tivesse por volta de 100 anos, mas eles nunca conseguiram confirmar isso com os registros oficiais. A tia dela sempre dizia que quando ainda era criança, a casa já era considerada velha.
A construção tinha todas as características das casas antigas do interior de Minas. Tinha paredes grossas, feitas com tijolos de barro, daqueles mais antigos e irregulares. As portas e as janelas eram pesadas, rústicas, seguindo o estilo que você encontra em cidades históricas como Ouro Preto, só que bem menos preservadas.
Então a casa inteira tinha esse aspecto sólido, resistente, mas muito desgastado. Ela disse que vários relatos foram feitos pelos próprios moradores da comunidade, mas segundo a história que circulava na família, o homem que construiu aquela casa nunca chegou a morar nela. Ele vivia com a família em outra propriedade, não muito longe dali, e decidiu construir uma casa maior para ele se mudar com todos.
Segundo contam os mais velhos, ele era um bom homem, mas também era muito depressivo e cerca de uma semana antes da mudança ele tirou a própria vida. Não existem relatos oficiais que confirmem exatamente onde isso aconteceu, mas a Ana Paula acredita que talvez tenha sido no próprio terreno da casa. Naquela época, muito provavelmente no final de 1800 ou início de 1900,
a realidade era bem dura, principalmente para mulheres viúvas. E como a casa foi vendida logo depois da morte, a Ana Paula sempre imaginou que a esposa dele tenha vendido para pagar as despesas do funeral e conseguir sobreviver sem o marido. Depois disso, a casa nunca teve estabilidade.
Ela passou de mão em mão por muitos anos e nenhuma família ficava ali por muito tempo. O último dono que realmente ficou por mais tempo era um homem alcoólatra. A casa já estava na família dele fazia um tempo, mas os moradores mudavam constantemente.
Ainda assim, ele ficou morando ali por mais ou menos 20 anos. De acordo com a mãe da Ana Paula, ele era um homem agressivo, bebia muito e em alguns momentos chegava a agredir a própria esposa. Ele não chegou a matá-la, mas a situação se tornou tão insustentável que um dia ela simplesmente foi embora e nunca mais voltou. Alguns anos depois, ele veio a falecer na casa depois de beber demais.
No final da década de 80, os pais da Ana Paula se casaram, e alguns tempos depois, nos anos 2000, ela nasceu. Antes disso, os pais dela compraram e fizeram algumas reformas na casa, e depois do casamento, os dois se mudaram pra lá. De acordo com a mãe dela, antes dela nascer, a casa já era estranha. Ela dizia que os barulhos daquela casa não pareciam naturais. Um dos episódios que mais marcou ela aconteceu durante o dia. Ela ouviu um barulho muito forte de madeira caindo.
Não era um estalo comum nem um rangido. Era um estrondo seco, pesado, como se algo grande tivesse despencado de uma vez. Na hora, ela pensou que fosse o portão antigo que ficava na saída para a estrada. Ele era velho, estava muito desgastado e de tão frágil ele nem era usado. Então ela nem se preocupou quando ela ouviu o barulho, imaginando que ele tivesse quebrado de vez.
Mas quando o pai dela chegou do trabalho naquela noite, a mãe comentou que ele deveria consertar o portão. Ele ficou confuso e perguntou de qual portão ela estava falando. Ela explicou e ele simplesmente respondeu que o portão continuava no mesmo lugar em que estava quando ele saiu para trabalhar.
Aquele foi o início de uma série de fenômenos que afetaram principalmente a mãe da Ana Paula. À noite, algumas vezes, ela ouvia barulhos vindos da cozinha que pareciam objetos caindo dentro dos armários, como se portas estivessem abrindo e potes estivessem despencando de uma vez. Era um som claro, reconhecível, mas quando ela e o marido iam verificar...
Tudo estava no lugar. Nada tinha saído de posição. Em outras noites, principalmente quando o pai da Ana Paula não estava em casa, a mãe dizia ouvir algo ainda mais perturbador. Ela ouvia vozes chamando o nome dela do lado de fora da casa. Mais de uma vez, ela abriu a janela pensando que fosse algum vizinho, mas não tinha ninguém lá fora, muito menos qualquer sinal de que alguém estiver ali. A Ana Paula até comentou que sabe que, contando isso, parece algo que faria qualquer pessoa se mudar daquela casa.
Mas naquela época pouco se falava de coisas sobrenaturais e os fenômenos que eles presenciaram eram bastante espaçados. O pai dela achava que tudo tinha uma explicação plausível. E foi com esse pensamento que eles conviveram com esses eventos por cerca de 20 anos.
Eventualmente, um padre exorcista passou pela cidade, visitando algumas comunidades da região, e a mãe da Ana Paula decidiu falar com ele. Ela tinha muito medo do julgamento das pessoas, mas como ela era católica fervorosa, ela imaginou que o padre poderia ajudar. Ela contou sobre os barulhos, sobre as vozes, sobre o desconforto constante que ela sentia ali.
O padre, então, orientou que ela mandasse rezar uma missa pelas almas do purgatório. Disse que talvez as almas de pessoas que viveram ali estivessem sofrendo e que aqueles sinais poderiam ser uma forma de pedir ajuda. Na época, fez sentido, mas hoje em dia, Ana Paula disse que se questiona um pouco sobre isso, porque ela nunca encontrou ninguém que relacionasse eventos sobrenaturais com almas no purgatório. De qualquer forma, a mãe dela seguiu o conselho e, pela primeira vez em anos, a casa ficou em paz. Bom, pelo menos por um tempo.
Anos depois, aconteceu algo com a Ana Paula. Naquela época, ela tinha pelo menos uns 8 anos e passava o dia na casa dos avós com a mãe, porque a avó dela estava muito doente. À noite, elas voltavam para casa no sítio. Em um desses dias, o avô dela decidiu ir mais cedo até a casa delas.
Ele queria adiantar o trabalho de cuidar dos animais, para facilitar a rotina do pai dela quando ele chegasse do trabalho. Enquanto ele alimentava os animais, ele pediu para Ana Paula colher acerolas e guardá-las dentro de casa, para que a mãe dela pudesse fazer suco à noite. O pé de acerola era bem grande, ficava no centro do quintal, entre a casa e o curral.
Não muito longe dele, tinha uma cerca feita por várias árvores velhas e arame farpado. Era um costume antigo de não cortar as árvores onde se quer fazer uma cerca de arame, como forma de economizar esforço e madeira. Ela colheu as acerolas como o avô mandou e guardou dentro de casa. No caminho de volta para o curral, ela passou pelo lado do pé de acerola que ficava perto da cerca. Já estava na metade do caminho quando ela ouviu folhas secas quebrando atrás dela, como se alguém estivesse a seguindo.
Quando ela se virou, ela viu um homem. Ela não conseguia ver o corpo inteiro dele, porque tinha um galho de árvore meio tombado, daqueles semelhantes aos de chuchu ou abóbora. As folhas estavam secas, pendendo para baixo, criando uma espécie de cortina que cobriu o homem do peito para cima, escondendo o rosto dele.
Mesmo assim, na cabeça dela de criança, ela confundiu o homem com um dos tios, talvez por causa das roupas. A calça parecia ser de um material leve e a camisa era simples. Ele usava botas velhas, roupas que ela associou ao trabalho de lavrador. Com esse pensamento, ela chamou ele. Aí, nesse momento, ele se moveu, se virou e andou na direção da árvore. A Ana Paula chamou ele de novo e foi atrás dele, achando que o tio estava fazendo alguma piada com ela. Quando ela se aproximou, ela acabou batendo a testa na árvore.
O impacto fez ela parar e encarar a árvore sólida e a cerca que ela compunha. Nesse instante, ela disse que ela teve um calafrio, ela não pensou muito e só saiu correndo atrás do avô. Ela ainda estava tentando entender o que tinha acontecido e tentou imaginar um cenário que explicasse aquilo, porque era impossível uma pessoa, mesmo um adulto, atravessar a cerca e sumir no ar daquela forma.
Por um segundo, ela tentou se convencer de que era algum vizinho que veio pegar a cerola ou até um dos tios. Mas não importava o quanto ela pensava, não tinha como uma pessoa evaporar daquele jeito. A cerca era alta demais e o arame era muito afiado. Então ela foi até o avô, perguntou se algum dos tios ou algum vizinho estava ali.
E ela não falou o motivo da pergunta, ela ficou com medo da reação dele. O avô também era um homem cético, bem direto, e ela tinha medo que ele achasse que ela estava inventando alguma coisa. Ele respondeu que ele não tinha visto ninguém e mandou ela ajudar a alimentar os porcos.
A Ana Paula fez isso ainda com muito medo e ela voltou para o carro o mais rápido que ela conseguiu. Com o passar dos dias, aquela memória desapareceu. Mas durante toda a infância dela, ela tinha um medo instintivo e até irracional de sair da casa dela à noite, de olhar pelas janelas no escuro ou até de ficar sozinha no quintal. Por muitos anos, talvez até os 16 ou 17 anos dela, essa lembrança ficou fora do alcance dela, até que um dia ela se lembrou.
Ela estava andando dentro de casa, pensando em coisas da infância, e foi como se aquilo tivesse acabado de acontecer. Hoje em dia, esse assunto se tornou um tema sensível entre os pais dela. Mesmo depois de tudo que aconteceu, eles continuam céticos em relação a qualquer explicação que não esteja ligada à fé. Como eles são muito religiosos, eles acreditam plenamente no que o padre disse e nunca consideraram outras possibilidades.
Ela disse que ela já pesquisou muito sobre poltergeist, quis falar sobre isso com os pais, mas eles ainda acreditam que são essas almas do purgatório. Ela também procurou conversar com um senhor conhecido na região como Benzedor, que ela disse que é uma figura comum em Minas Gerais, e foi contar o que tinha acontecido. Ele disse que muito provavelmente ela tinha visto algo, e como não foi a única vez em que ela presenciou coisas inexplicáveis, ele poderia tentar ajudar ela a compreender melhor essas experiências.
Ele disse que pra isso ela precisaria voltar até o local com ele, pra que ele pudesse abrir os olhos dela, mas ela disse que ela tem medo, um medo muito grande, e ela não sabe se ela quer entender o que ela viu. Ela até chegou a pedir que ele fizesse o oposto, que fechasse os olhos, porque ela não quer mais ver nada. Hoje ela ainda mora no mesmo lugar, mas nunca se sente totalmente tranquila quando ela tá sozinha. Ela consegue ficar dentro de casa, mas ela evita sair pro terreno ou pro quintal, especialmente à noite.
Eu achei a história da Ana Paula interessante, até porque lembrou um pouco a vibe de Invocação do Mal, né? De ter uma casa de fazenda com uma, sei lá, né? De repente uma atividade de poltergeist. Eu não sei se quem tá ouvindo tem outras opiniões do que poderia ser, mas pelo menos se o padre pediu pra rezar essa missa e se deu certo, acho que já é um bom sinal, né? Bom, o próximo relato é da Emily. Ela tem 19 anos e ela trouxe um relato da quaresma.
Ela disse que a família dela, lá nos anos 70, eles moravam em uma comunidade de interior, onde o povo era muito católico. Todos os membros da comunidade se reuniam em cada sábado da quaresma, na casa de uma pessoa específica, para rezar e enfim. A avó dela conta que teve um ano que chegaram novos moradores para morar nessa comunidade.
Esses novos moradores eram vizinhos dela e eles chegaram bem nessa época da quaresma. A avó, como uma boa vizinha, foi recepcioná-los e convidou eles pra esse sábado, pra se juntar com os outros membros da comunidade. Esses vizinhos novos toparam e ela convidou pra eles irem andando juntos, caminhando pela rua. O caminho era longo e eles não conheciam muito bem ali ainda. Também, como era uma época mais antiga, tinha bastante mata, tinha umas trilhas pra eles fazerem.
Os avós dela saíram de casa, era uma noite de lua cheia, a avó estava com um vestido vermelho bem longo que ia até os pés e eles foram caminhando. Eles chegaram até os novos moradores e a avó estranhou o fato deles só estarem em cinco pessoas. Faltava um tio que morava com eles.
A mulher disse que ele ia mais tarde, porque ele estava tratando de alguns animais, e aí os avós ficaram preocupados, com medo do homem não achar o caminho. Ainda assim, eles decidiram seguir. Quando eles estavam quase chegando na casa onde ia ser esse encontro, já estava escuro, e tinha uma última mata para eles passarem.
Os avós já estavam tranquilos, eles já faziam o caminho há bastante tempo. E aí as outras pessoas que estavam um pouco apreensivas. Afinal, nesse mato era um pouco escuro. Eles começaram a escutar passos atrás deles e na mata ao redor. Nesse momento, o avô da Emily pegou o fósforo e acendeu um lampião, iluminando...
pouco ao redor. Quando eles olharam pra trás, eles viam uma coisa bem no fundo da floresta, que parecia a figura de um homem alto, com orelhas de cão, um rabo peludo, pelos grandes no corpo e olhos amarelados. Eles ficaram com muito medo e aumentaram o passo, mas a avó da Emily acabou tropeçando por causa do vestido.
Nesse momento, ela sentiu algo rasgar a pele dela na região dos pés. O avô pegou algumas pedras e paus que estavam ali do lado e jogou na figura, que ele acreditava ser um animal. Essa criatura teria se assustado e sumido pela mata. E aí o avô da Emily ajudou a avó a se levantar e correr de volta pra casa daquele homem que eles iam se reunir.
Quando eles chegaram lá, eles olharam para a perna da avó e tinham marcas de mordida de cachorro. Por segurança, eles decidiram passar a noite ali. A avó dela conta que por volta das cinco e meia da manhã, eles ouviram batidas na porta da frente. O dono da casa abriu a porta e quem chegou era o tio que morava junto da família que tinha acabado de se mudar. Ele estava sem camisa, com as calças rasgadas até o joelho, tremendo de frio.
todo molhado e com cortes pequenos e superficiais pelo corpo. Quando eles deixaram ele entrar, a avó dela conta que ele viu o machucado dela e entrou em desespero. Quando ele abriu a boca para falar, eles viram um pedaço de tecido vermelho entre os dentes dele.
Uma semana depois disso ter acontecido, essa família que tinha acabado de se mudar se mudou de novo e a avó dela disse que nunca mais ficou sabendo sobre eles. Hoje a avó dela acredita que o que atacou ela foi um lobisomem e não um cachorro.
Achei essa história bem interessante, é uma história parecida com a que a minha mãe tem de lobisomem. Eu sempre me interesso bastante sobre essas histórias e quero saber a opinião de vocês. Então comentem aí o que vocês acharam, mandem os relatos de vocês para umrelatoassustador.com E até a próxima!
Nescau
Música 'Agora ou Nunca' com Ana Castela e Pedro SampaioNestlé Materna
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