Episódios de Frango Fino

TROFÉU COCÔ 92 | LA FAMIGLIA DOS FRATURADOS

16 de março de 202654min
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No programa dessa semana, Doug Bezerra (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@dougbezerra⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) e André Rocca (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@roccailustra⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) comentam a história de um ouvinte que, após um acidente de bike, vai parar em um hospital caótico e acaba fazendo parte de uma verdadeira “famiglia” de pacientes fraturados.

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Arte do episódio por André Rocca.

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Assuntos10
  • Acidente de bicicleta e internaçãoAcidente de bicicleta e internação · fraturas múltiplas · Serviços de Emergência · Recompra de hospitais · Cadeira de Rodas · imobilização
  • Histórias Pessoais e de Viajantescaos hospitalar · falta de leitos · estrutura precária · sala superlotada · pacientes em poltronas · aguardando operação
  • Comunidades de pacientesgrupo de WhatsApp · organização entre fraturados · dicas para novatos · regras de convivência · dinâmica de grupo · camaradagem
  • Personagens notáveis durante internaçãosenhora com Alzheimer · alemão dono de bar · senhor fumando cigarro imaginário · paciente que fugia do hospital · segurança pregador · morador de rua com explosivo
  • Transferência entre instituições de saúdesala de medicação · transferência para ala de macas · subida para quarto · hospital no Morumbi · acesso aberto na veia
  • Hábitos e Rotinaentradas e saídas constantes · técnicos em enfermagem · coleta de sangue · brigas rotineiras · pacientes passando mal · vômito e fezes
  • Politicas Publicashospital público lotado · falta de leitos · demora para cirurgia · falta de organização · sistema negligente · comparação público vs privado
  • Reabilitacao Fisicafisioterapia · complicações da recuperação · medicação contínua para dor · acompanhamento médico · retorno à mobilidade
  • Debates Geraisbicicleta · monociclo motorizado · skate · patins · esportes radicais · capacete em motocicleta
  • Envelhecimento Populacionalexpressão facial travada · cara de ranzinza · músculos da face endurecidos · memória muscular · mudança de personalidade com idade
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Começando mais um Troféu Cocô, eu sou o Doug Bezerra. Este é o episódio de número 92. Esse aqui já é o terceiro take que eu coloco. Estou aqui com o André Roca. É pra gente não, né, abandonar os velhos hábitos. Estava eu aqui gravando com o microfone errado, mais uma vez. E agora eu tô nessa, né? Eu tô nessa fase aí de interagir com a galera, com esse background aqui. Cada episódio é um background diferente, ó. Hoje eu tô acompanhado dessa senhora aqui. Que é quem, exatamente. Aqui é, aqui é. Não, mas ela não é a vó Natália de verdade.

Não estou usando família. Não estou usando... Quer dizer, eu estou falando para a família como se eles não conhecessem a avó Natália. Mas, ouvintes, não é a avó Natália. É uma... Porra, podia ter falado que era a avó Natália, né? Perdi essa oportunidade aí. Mas eu acho que essa senhora está simpática demais para ser a avó Natália, Roca. A avó Natália que a gente conheceu, Roca, quando a gente conheceu ela já estava tão velha, mas tão velha, tadinha, que ela já não tinha mais carisma. Ela não tinha mais... Ela não conseguia mais sorrir. Ela não conseguia mais...

Tipo, a única expressão que ela tinha era de tristeza. Porque tem isso, né? Eu já reparei que quando a gente vai ficando velho, parece que a nossa expressão, ela vai acabando, né? Você tá sempre com aquela expressão de que tá bravo, assim, de que tá enfesado, de que tá chateado. Às vezes você nem tá tanto, né? Eu acho que você trava na última expressão que você fez na vida, assim. Porque, tipo, tem veinho que ou ele é muito bravo, tipo, ele tem aquela cara de...

de ranzinhos, assim. Ou tem aqueles velhinhos que é sorridente, assim, né? Ele fica todo... A todo momento ele tá sorrindo, entendeu? E aí eu acho que é meio isso, assim. Você é tipo... De tanto fazer aquela expressão, a pele já tá virando aquela... Memoriza, né? Memória, né? Memoriza, é. É que nem espuma de colchão. Tem um negócio de memória? É tipo o travesseiro da NASA que vai endurecendo, tá ligado? Vai ficando, vai travando naquela expressão. Aí você fica com a expressão pra toda a vida. Eu que...

acho que eu vou ter uma expressão de velhinho legal. Eu acho que eu vou ter uma expressão de... Eu não vou ter nada de legal. Então, já você... Já discutimos isso aqui, né? Já conversamos sobre isso, que o senhor vai ser um velho ranzinho. Você vai ser aquele velho que quando cai a bola no quintal, você fura. Certeza que você vai ser esse velho. Não, eu não vou chegar a esse ponto porque eu ficava... Cara, sério, eu ficava muito outrajado com isso quando eu era moleque. Porque eu...

Naquela época, Roca, eu já tinha consciência que não fazia sentido a pessoa fazer aquilo com a gente. Porque assim, tudo mais que, ah não, eu vou pegar a bola desses moleques aqui da rua, eu vou furar. Vai aparecer outra bola. Vai aparecer outra bola. Não tem. Ah, eu vou furar porque... Não tem nenhuma explicação pra você furar a bola de uma criança. Eu prefiro que você fique com a bola. Pega a bola e fica pra você. Pode ser, pode ser. Não, então, e assim, na verdade, quando você fura a bola, você aumenta as chances dessas crianças

atormentarem sua vida dali pra frente. Se você ouvem os legal, as crianças vêm, aí você devolve a bola, fala, ó, cuidado, hein, não sei o que lá, não sei o que lá. Pô, a molecada vai gostar demais de você. Tem isso, Andy. Se você furar a bola, as crianças não vão parar de jogar bola. Não vão, não vão. Não vai mudar nada. Você só vai ser o velho chato, só. Exatamente. Então, vamos tentar ser o velho legal. Você tem chance ainda, tá? Você ainda tem... Você tá ainda nessa curva ainda. Você pode melhorar. Pode ser um cara legal, um velho.

legal. Ó, Roca, deixa eu dar um recado aqui pro pessoal, porque tá chegando a Páscoa aí, né? Estamos atrás de anunciantes, né? Então, se você tem o negócio aí ligado ao meio do chocolate, manda a mensagem pro nosso brother Nathan, a nossa agência lá, que é o anuncie arroba pixelmade.com.br, tá? E pode ser, claro, um negócio grande ou um negócio menor ali, local, que você, às vezes, mano, é microempreendedor, manda um relô pro Nathan, que ele vai achar o bagulho maneiro pra você e pra gente,

também, claro, né? Mas, você conhece o Franco, a gente faz sempre coisa maneira pros nossos anunciantes aqui, então, manda a mail lá pro Nathan, tá bom? Anuncia arroba pixelmedia.com.br Tô deixando na descrição do episódio o e-mail aí, tá? E se você quer participar, você quer falar alguma coisa, né, Roca? Você respirou, você deu a seta, por cima você deu a seta. Não, não, isso é complementar, sim, que o Doug tá falando isso agora pelo contexto da Páscoa, mas imagino que o ouvinte possa indicar qualquer

outro tipo de anúncio. Qualquer produto. Se você tem alguma coisa aí que você acha interessante de conversar com a nossa agência, manda lá. E assim, posso dar uma dica? Fica à vontade. De um cara que já trabalhou com marketing todo. Manda e-mail pro Natan. Manda, de verdade. Você tem um comércio, alguma coisa? Manda e-mail, porque de repente a gente tem alguma solução maneira pra você que vai te dar retorno

e eu garanto que não vai custar tudo isso que você está pensando. Manda, manda um e-mail. Confia, tá? Manda um e-mail lá. Anuncie arroba pixelmail.com.br porque o Natan, ele está lá na frente, ô Roca, é incrível. Ele chega com umas coisas para mim e fala, como que eu nunca pensei nisso antes, Natan? É um criativo, né? Cara, é o cara do negócio, Roca. Exato. Ele é o cara do negócio. É vender, vender e vender. Vendeu. Provavelmente o Natan, ele tem aquele coletinho infladinho.

Eu acho, que é bem da galera. Ele não tem, não, ele não tem. Sacanagem, sacanagem. Será que ele não joga beat tênis? Talvez. Olha, isso eu não consigo garantir. Nathan, fala pra gente se você não tem uma raquetinha de beat tênis. Agora você falou, eu acho que ele tem o colete, tá? Ele deve em algum momento. Eu tô falando. Ele deve ter o Natan em algum momento, né, Nathan? O Natan é paulista? O Natan é paulista? Ele é paulista. Nossa, certeza. Certeza, Natan. Você tem... Apesar do colete, o Natan...

boa, Roca. Sim, com certeza. Pra tá lidando com esses malucos aqui, tem que ser muito gente boa, bicho. Mas é isso, fala logo na tenta, meu amor. No si arroba pixelmade.com.br, ele vai ter uma solução maneira pra você. E outra coisa, Roca, quem quiser participar do programa aqui, frangofinopodcast arroba gmail.com Você pode mandar seu áudio, pode mandar texto, contando sua história aqui. E Roca, eu não conversei com você ainda, assim que acabar esse programa eu vou conversar. Tenho novidades pro programa

100. Eu vou levar pra você depois. Olha só. Ó, programa seguinte, tá? Você vai ficar sabendo. Você que tá acompanhando a gente, tá? O Roca também. No programa seguinte ele já vai... Será que a gente grava hoje? Não sei. Talvez demore uma semana pra eu ficar sabendo. Depende quanto tempo vai levar esse programa. Mas vamos lá. Se você tava esperando o momento certo pra fazer a melhor escolha da história pro seu guarda-roupa, esse momento chegou, tá? Tá rolando.

do dia do consumidor da Insider e dá pra aproveitar os descontos do site com o cupom FRANGOFINO, que dá descontos que podem chegar até 50% off se você já somar os descontos que estão lá no site da Insider. É isso mesmo, vai pagar metade do valor. E tem mais, tá? Se liga porque pagando no Pix tem descontinho a mais, são 10% de desconto, além de desconto de cupom, desconto da loja, os caras tão malucos.

de oportunidade que vale aproveitar enquanto tá acontecendo. Não vai perder, não vai perder. Se a ideia esse ano é comprar melhor, escolher peças que você realmente usa, que duram, que funcionam na rotina, esse, vou repetir, é um ótimo momento pra resolver isso de uma vez e ter o melhor guarda-roupa do mundo. Então aproveita, tá? O link tá aqui na descrição. Use o cupom FRANGOFINO pra garantir seu desconto e de quebra você ainda ajuda o franguinho a continuar.

firme e forte. Ah, Doug, peraí que eu tô corrido aqui, depois eu vejo. Não, não faça isso. Entre agora no site da Insider pelo link que tá na descrição. Use o cupom FRANGOFINO e corra o risco de ter o melhor guarda-roupa do mundo pelo melhor preço. Corre lá no site da Insider.

a história dele por conta do perrengue que o Doug Lira teve quando teve lá o infarto. Ai, meu Deus do céu. Nem me lembro. Uns meses atrás. A gente fez o programa. Procurem lá, o nosso programa da volta das férias. Faz o quê? Um mês que a gente fez o programa, tá? Sim, sim. Vou achar aqui o número aí. Eu te falo ao longo do programa, tá? Mas teve esse programa. E aí o Andrew falou, hum, talvez eu tenha passado por algo parecido. Meu Deus. Acho que vale mandar pro Troféu Cocô. E aí ele mandou pra gente.

Então, vamos lá. Frangos, eu queria conseguir resumir bem a história, mas não vai dar. Podem pular os dias que forem menos interessantes, se precisa. Vamos lá. Dito isso, aqui começa a história dele. Certa vez, deixei minha filha na escola e voltando de bike. Pra casa, eu caí. Ainda bem que foi na volta, não foi com a filhinha, né? Pelo menos assim. Já sabemos que é um atleta. Porque ir de bicicleta significa que é atleta? Pra mim é. Na minha régua?

Você tá de bike, você já é um atleta. Já é assim, já tá anos luz de mim. Então, assim, já considero um atleta. Já vou ficar surpreso se ele teve um negócio cardíaco aí. Já vou ficar com medo, inclusive. Mas vamos lá. Bom, ele caiu da bike, beleza? Ele caiu da bike. E o resultado? Seis parafusos com placa na canela. Nossa! E um parafuso atravessando o joelho. Cara, que capote que foi esse, Henrique?

Meu Deus, por isso que eu não ando de bicicleta. Acho assim. É, não. Bicicletinha só na academia mesmo. Bem de levinho. Inclusive, mano. Não, vai lá, vai lá, vai lá. Não, vai você, vai você, vai você. Pode ir, eu deixo. Eu dei certo primeiro. A gente já ia pegando a paralela aqui, né? Ao invés de fazer o caminho direto, a gente tá pegando, quebrando a direita aqui pra dar a volta. Cara, eu juro, a galera fica zoando que a gente conta, tipo,

história nossa e 20% da história do ouvinte. Mas eu juro que, bicho, essas inserções, elas são muito naturais, tá? Porque assim, assim como a gente... É, a gente... Assim como a gente... Isso que tá acontecendo gravado aqui é o que acontece na nossa conversa, tipo, do dia-a-dia. Do dia-a-dia. Do dia-a-dia. Às vezes, sei lá, vamos conversar aqui, pô, sei lá, situação política do Brasil. Ah, e o Lula, você viu não sei o que lá, sei o que lá. Ah, você viu o Trump, não sei o que lá, sei lá. Cara, e aquele dia lá que

e caguei tudo na calça, sabe? Tipo, é um negócio completamente diferente. Mas, beleza. O que eu ia falar, falei da bike aqui, da bicicleta da academia. Cara, depois de muito tempo usando a bicicleta aqui da academia do condomínio, eu consegui achar onde regula a bicicleta. Porque eu sempre achei a bicicleta. Falei, mano, mas tá muito leve. Eu queria, tipo... Você sempre disse assim, nossa, eu sou muito forte. Exatamente. Tipo, eu falei, nossa, cara.

Assim, pra eu pegar um triatlo, pra eu pegar um Iron Man, assim... Tour de France. Tour de France, tranquilo. Tour de France. Nossa, cara, eu tava assim, tá pra pouco, entendeu? E aí eu descobri... E aí o meu ponto é assim, não é nem sobre a bicicleta, mas é a minha vergonha de não saber usar aparelho ou não saber como regular o aparelho na academia. Então o que eu faço? Meu método. É sempre assim, eu tô fazendo um outro aparelho que eu sei e eu fico observando. Ou então,

Eu pego meu celularzinho aqui. Ah, tô vendo Spotify aqui e tal. E mentira, tô ali no YouTube. É como que faz... Vendo um tutorial. É, vendo um tutorial. Aí a pessoa passa... Sabe quando você tá com o celular meio... Você tá desatento. E aí você tá com o celular meio pra baixo, assim. Aí você vê uma pessoa passando, você coloca ela mais perto do corpo, assim. A pessoa não vê, entendeu? Porque eu não posso mostrar que eu sou assim. Eu já sou gordinho, entendeu? Eu não posso dar munição pra galera usar esse estereótipo.

Por que a gente tem isso? Porque eu também faço a mesma coisa. E saibam que eu tô pesquisando no TikTok a maneira correta de fazer tal exercício. Eu não gosto. E, caramba, eu não tenho obrigação de saber tudo. Exato, exato. Saibam que eu tô procurando no TikTok a maneira certa de executar tal exercício. Não, e aí é foda que você vai ver no vídeo. Aí, por exemplo, esses dias eu tava procurando de fazer aquele exercício do cross, né?

Cross? O que é aquele que você pega? Isso, do cross. Aí o dia a gente tinha feito na academia aquele dia, e eu tinha esquecido como você tinha me mostrado. Aí eu fui lá no YouTube. Mano, tem 10 versões daquela porra. Sim. E aí, tipo, é assim, é um vídeo, o cara fala assim, ó, você pega aqui por cima e desce ele desse jeito. Aí no vídeo seguinte, o cara fala, ó, aquele cara falou errado, tá? No vídeo anterior. Você tem que pegar assim e vir mais pro meio. Aí, tá. Aí o terceiro fala, nada a ver.

cara, tem que fazer desse outro jeito. E aí, pronto. Aí eu falo, ah, deixa quieto, eu vou fazer esteira mesmo. Não, sem contar os caras que falam assim, não faça esse exercício, né? Tipo, o próximo exemplo. E aí, tipo, tem um quarto cara que fala, não faça esse exercício. Substitua por esse. Exato, é. Por que não fazer academia? Cara, o que eu acabo fazendo nesses casos, Roca, é experimentar. O que eu sinto que deu mais resultado, assim, no músculo que eu quero exercitar,

exercitar, ou que eu tô achando que eu vou exercitar, é o que eu faço. Porque eu confesso que eu não tenho nenhum influencer que eu confio 100% pra me passar o exercício, assim. Então, no final das contas, acaba sendo um pouco isso, assim. Mas agora nós temos. Agora é o Mr. Olimpia. Mr. Léo Limpia, né? Exatamente. Vou fazer umas consultas com ele. Mas, ó, vamos lá. Hendrick Roca. Tava levando filhinha

escola de bike, na volta pra casa, capotou, ferrou com tudo. Ganhou seis parafusos com placa na canela e um parafuso atravessando o joelho. Sabe o que é engraçado? Puta aí, ó. Peguei o outro atalho. Você tava aguardando, você tava aguardando. Mas é que assim, eu não consigo imaginar, Roca. O que você tava fazendo? Porque assim, Roca, do jeito que eu sempre andei de bike, o máximo que eu tive foi um ralado no joelho. Saca? Alguma coisa do tipo,

A que velocidade que essas pessoas andam de bicicleta? Exato. Porque assim, cara, meu irmão teve um tempo atrás também, ele capotou de bike, ah, quebrou um braço, acho que torceu o tornozelo. Falei, mas a que velocidade você tava? Não, tava rápido. Falei, ah, então tá explicado. Henrique, você sabe que você não é o Henrique Capivara. Você se lembra do Edu Capivara, da Eliana Oca? Edu Capivara? Essa referência é muito difícil. Caralho.

Isso. Que era o mesmo cara que não sei o que lá, Banana lá. Que era uma imitação do... Ed Banana. Ed Banana. Ed Banana, é. Tinha o Chiquinho, tinha o Pitoco, que era o filho dele, era Pitoco. Pitoco. E no programa da Eliana tinha o Edu Capivara, que era um cara... Ele ainda existe, ele faz... Ele tem hoje em dia um canal no YouTube, tá? Mas ele fazia aquelas bikes, tipo... Não é mountain bike que ele faz, é tipo uma bike BMX com aspectos de montanha.

mountain bike, que você sobe nas paradas, assim, com a bike, tá? Você faz tipo um parkour com a bike. Então, enfim, os caras andam igual o do capivara, porque, mano, ele colocou seis parafusos na canela e um parafuso atravessando o joelho. Pelo que eu entendi, ele não foi atropelado nem nada, foi só um capote mesmo, assim. Então, bizarro, cara. É, muito bizarro. É que nem, por exemplo, eu vejo... Cara, esses dias eu vi, inclusive, aqui em Londrina, achei impressionante. Sabe aquela nova... Pô, eu não sei qual que é o nome daquilo,

motorizado, que é basicamente uma roda que você sobe... É um monociclo motorizado, é isso aí o nome. É um monociclo motorizado. Deve ter algum nome, enfim, de hipster. Mas, cara, eu já cheguei a ver uns vídeos dessa galera. Porra, a galera correndo para um caralho. Sim! Teve um vídeo que eu vi de uma galera, tipo, eles se juntaram, pegaram a rodovia e, bicho, chinelando na rodovia, cara.

E esses dias eu vi um aqui em Londrina. Falei, cara, assim, não que a bike... Ele tava milhão? Ele tava rápido, ele tava rápido. Não tão rápido quanto nos vídeos. Mas assim, eu já acho impressionante. Tipo assim, a bike, eu já acho assim, tipo, você pode se lesionar bastante. Mas eu acho que ainda você tem algum tipo de, sei lá, proteção ali. Mas esse, cara, você tá tipo, basicamente você está em alta velocidade, como se você estivesse voando na nuvem do Goku, entendeu? Flutuando isso, é? Flutuando.

irmão. Mas assim, a chance é tipo você se despedaçar no chão. Eu acho loucura. Então assim, muita coragem. Muita coragem. Eu sou bem cagão, mas assim, eu também nunca andei de skate, por exemplo. Você chegou até a fase roca SK8? Você não teve? Não. Não? Ah, meu irmão teve, né? Meu irmão no alto dos seus 38 anos, sei lá. Pensou assim, acho uma boa ideia de, vou ter um novo hobby. O que eu posso fazer aqui? Entre fazer

artesanato, cerâmica ou andar de bicicleta. Andar de patins. Oh, meu Deus do céu. Andar de skate. De patins ou skate? Skate, tá. Skate, skate. É o SK8. É o SK8 geriátrico. Que nem a gente teve aqui no Frango Fino umas temporadas atrás aí. O Rafa falou a ousada com esse rolê de andar de patins. Quebrando bacia. Igual um idoso. O cara já tá com a osteoporose. Quem que ele tá andando de patins? Não, bicho. Largou, tá?

Só pra você saber, ele não anda mais, tá? Porque ele é um velho, ele sabe disso, entendeu? Exato, gente. A gente tem que aceitar. Olha, o que eu penso, por exemplo, no caso do Hendrik. Nesse caso aí, eu já pensei assim, vou, já me lesionei todo lá. Primeira coisa que eu falei, mano, eu vou ter que fazer cirurgia e a minha pressão, entendeu? Eu já fico preocupado, porque assim, tudo que vai fazer de cirurgia com pressão alta é bem mais difícil. Bem mais difícil, é.

diabetes aí, batendo na porta, aí no cicatriz, entendeu? Exato. Perigoso. Exato. Perigoso. É, e assim, e aí tipo, sofrendo que nem você, mas assim, tem um lado positivo disso, né, Roca? Sofre um acidente desse igual do Henrique, ninguém vai te cobrar de ir na academia. Exato. Tem esse lado, Roca. Se fosse assim, um negócio tipo assim, pô, você vai dar um capote de bicicleta, vai assim, apagou, acordou, tá na cama,

7 pregos na perna e não precisa ir mais na academia? Sem dor, sem dor. 7 pregos na perna. 20 quilinhos a menos, Roca. 20 que caramba, mano. 20 quilinhos a menos. Você tá lá paradinho. Se fosse assim, você voltaria a andar de vice. É, se fosse um negócio assim, apagou, colocou prego, prego, prego, prego, acordou, tô na caminha, aí beleza. Porque é isso, né? Sem a pressão. Porque o pessoal fala assim, pô, o Roca... Ah, é verdade, ele caiu. Ele caiu de bicicleta, tá?

Não, não precisa ir pra academia, coitado. Não, imagina. Eu iria de manhã ir pra você, por exemplo, pra sua casa, e ia te mandar meme no celular e só. Não ia vir a minha academia em seguida. Talvez os pinos aí, a gente foi um pouco muito longe, mas um gesso. Um gesso aí de oito meses. Não sei se tem. Não tem gesso de oito meses. Mas a gente pode inventar, entendeu? A gente pode falar assim, ah não, pô, isso aqui,

O osso tá difícil de colar. Que, inclusive, isso é uma boa ideia, né? Porque o gesso... Qualquer um pode colocar gesso, né? Talvez eu possa colocar, entendeu? Que aí, né? Numa dessas que, tipo, eu coloco o gesso ali, o fake, já me elimina da responsabilidade de ir pra academia. Mas assim, quando você põe o gesso, automaticamente a pressãozinha baixa? Como é que funciona? Não, a minha sobe, no caso, né? Se baixar, tá bom. Aí mais um motivo pra eu colocar o gesso.

Mas enfim, cara, a gente foi muito antes. A gente perdeu muito a entrada da cidade, tá? E essa história aqui é imensa, tá, Roca? Já tinha vindo já, tá? Essa história aqui é imensa, tá? Então vamos lá, Roca. Seguinte. De novo, o Hendrick caiu da bike, voltando de levar a filha pra escola. Seis parafusos. Sete parafusos na perna, tá? Aí ele começa aqui a história assim. Hoje, três meses depois, já voltei a andar e subi a escada apoiando o corrimão. Meu Deus, recente. Mas o verdadeiro cocô foi recente. Ele tá até falando.

aqui, mas o Verdeiro Cocô estava em outro lugar. E como o Douglas Lira bem soube, hospital não é um local trivial. Aqui... Olha ele prevendo aqui. Olha esse parágrafo dele aqui. Aqui, imagino que já se passou 50 minutos no programa com o Roca contando histórias maravilhosas sobre bike, chuva, parafusos, mas terei de continuar. Adorei, Henrique. Aí ele continua assim, então, Roca. Dia 1.

Queda e internação. Após cair e ficar estatelado no chão, transeuntes chamaram a ambulância, já que eu não conseguia me mover por conta da dor. Pra resumir, imagine que todos os passeios de ambulância foram doloridos. Exames foram doloridos e todo o movimento era dolorido. Nossa. Na UPA que me levaram, tive o melhor dos leitos. Porém, a duas camas de distância, tinha um cara amarrado, ameaçando matar alguém, caso se soltasse dali.

Um caso muito parecido com o Doug. Ah, inclusive, o frango fino que o Doug contou essa história, frango fino 563, sobrevivemos às férias. Esse é o programa que a gente contou toda essa história. Aí, ele fala, após um raio-x, perceberam a gravidade e me levaram para o hospital do Ipiranga. Eu imagino que seja aqui em São Paulo, tá? Fiquei na maca por muito tempo, pois como deviam imaginar, estava lotado. Está o público.

cadeira de rodas e até aí tudo bem. Ele foi pra uma cadeira de rodas todo quebrado? Mas como que dobra o... Ou será que ele tá... Roca, você não tá se apegando ao detalhe importante. Ele colocou no final da frase e até aí tudo bem. Essa foi a parte boa. Essa foi a parte boa. Ele tava gostando dessa parte, entendeu? Meu Deus do céu, cara. Ele dobrou o joelho quebrado.

Exato. Na cadeira, assim, isso. E até ele tava, porra, beleza, tá legal. Acabei de passar por uma ameaça de morte, né? O cara querendo tirar a vida de qualquer um que estivesse ali perto. Que gostoso, cara. Que gostoso. Então é isso. Ele tava com a perna quebrada numa cadeira de roda. Eu imagino que o acidente tenha sido pela manhã, né? Porque ele foi levar a filha pra escola. Levar a escola, né? Isso. Aí ele fala, ó, por volta das 10 horas da noite,

Ele sentado na cadeira de roda. Eu aguardava em frente à sala da medicação como solicitaram. E finalmente vieram me internar. Empurraram minha cadeira pra dentro da sala de medicação e eu estava oficialmente internado. A internação dele foi em uma cadeira de roda, Roca. Ah, ele ficou... Nossa, tá. A internação dele é na cadeira de roda. Cadeira de roda, sim. Sim, sim, sim. Então é isso. Ele estava no UPA.

é uma unidade de cuidados um pouco mais básicos, né? Isso, é. É isso, tá? Então ele tava lá no UPA, e aí viram que o caso dele era muito grave, mandaram ele pro hospital, que foi o Hospital Ipiranga. Chegando lá, não tinha leito, não tinha nada, só tinha a cadeira de roda que colocaram na cadeira de roda com a perna quebrada. E é isso, né? Qual que era a opção dele? Ficar na cadeira de roda? Ou então ele tinha a opção de não andar de bicicleta, que é uma opção... É, essa opção é extremamente

válida. É que nem, por exemplo, a Duda, ela tem muita vontade de ter uma moto. Ela falou, ó, eu só... É, você quer ser motoqueira. Aí eu tenho um trato com ela. Falei, você pode comprar uma moto se a gente morar numa vila do interior da Itália. Sabe aquelas do filme do Luca? Aí dá pra andar. Porque só vai ter, tipo, ela, criança andando de moto.

Porque assim, cara, de resto, aqui no Brasil, e não é nenhuma coisa de cidade grande, tipo aqui em Londrina, em outros lugares de interior, que nem onde meu irmão morava lá no interior do interior da Bahia, cara, parece que quando você tá no interior, porque tem menos leis, imagina, né? A galera é mais maluca ainda de andar de moto, tipo... E outra, é... O lance do capacete, né? Aqui em São Paulo... Isso! Anda de capacete, você vai pra outras cidades, mano, não é assim que funciona? Não tem, meu irmão, onde ele morava, ele falou que ninguém...

usava capacete. E aí tem, tipo, as estradas são um pouco mais precárias e a galera chinelando, bicho. Então, assim, não existe aqui no Brasil não existe e o ouvinte que falar o contrário tá errado. Não existe forma segura de andar de moto. Pô, pega um... Coloca uma roda a mais, faz um triciclo. Porra, bem mais seguro. Mas aí se não quiser cortar o trânsito, ó. Ah, mas pra quem cortar o trânsito? O trânsito da moto é esse, entendeu? A galera quer pegar corredor. Não, não, nossa, cara. Aqui, ó,

se associa aos abutres, e aí pega um triciclo grandão aqui, a sua visão da frente é como se estivesse numa moto. É só você não olhar pra trás. Você falou do abutre, me lembrou um outro personagem do programa da Eliana, que tinha, que era o Trovão. Lembra desse cara? Ele era um motoqueiro, ele era um motoqueiro, um motoqueiro-trovão, e ele lutava telecatch. Ah, sim, o trovão no telecatch. Era muito brabo, cara.

o mande de Marlboro, né? Não era não, tadinho. Não era? Caralho, agora o que eu falei de errado? O cara tinha uma condição mesmo? Desculpa, desculpa, desculpa. Eu só lembrei da voz. Eu pensei que era ele fazendo a voz. Desculpa, Tron. Não, não. Vamos lá então, Roca. De volta aqui pro Hendrick, tá? Sim. Então o Hendrick, nesse momento, com a perna quebrada, 10 da noite, sentado numa cadeira de rodas,

Na sala de medicação, oficialmente internado, tá? Aí ele explica como que era a sala. A sala tinha uns 4 por 6 metros. Eu não consigo parar de pensar que ele tá com... A perna dele deve estar parecendo um saquinho de geladinho, sabe? Molinho. Quando o geladinho já tá... De gelinhas, sacolé. Sacolé, dindinho, sei lá. Sabe, quando tá molinho, já derreteu, já tá aquela mulambinha.

Cara, ele tá com essa perninha e aí, tipo assim, por algum motivo acharam uma boa ideia, porque era escasso, mas colocaram ele numa cadeira de rodas. É escasso. É escasso. É escasso. A não ser que, a gente pode estar falando uma besteira aqui, talvez ele esteja sentadinho, mas tem aquela, tipo uma tala, né? Tipo uma... Que ele fica com uma pezinha... Tem um esquema que você fica na cadeira de rodas que você consegue deixar esticado, verdade. Esticadinho, né? Talvez, talvez.

fechou ele com a tala também. Isso, exatamente, mobilizou. Porque, cara, seria muito maluco, né? Até porque, é isso, quando você quebra alguma coisa, ele tem que mobilizar, senão vai, mano, vai saindo tudo do lugar, fica tudo cagado. A perna vira um S. Não, sua perna vira um S. Então, exatamente. Aí ele fala, então, que a sala de internação, Roca, tinha uns 4 por 6 metros, e lá dentro, 8 pacientes fraturados estavam deitados em poltronas. Outros 3 estavam em cadeiras, aguardando,

Uma poltrona vagar. Ou seja, lotado, precário, tá? O dia terminou e eu percebi que dormiria na... Ele colocou dormiria entre aspas na cadeira de rodas sem comer e sem previsão de operação alguma. Puta que pariu. Dia 2, Roca. Sociedade dos Fraturados. Foi assim que ele chamou. Pô, tudo isso no dia 1, bicho. Caramba, coitado, mano. Como o nome dizia, a sala era de medicação.

enfermagem cuidavam dos internados e de trocentos doentes de todos os tipos simultaneamente. As pessoas entravam e saíam o tempo todo, tomavam soro, tiravam sangue e brigavam rotineiramente com os enfermeiros. Cara, é engraçado porque o tempo que ele ficou lá, você vai ver aqui, ele já sacou a rotina, tipo, foi o suficiente pra ele entender a rotina do hospital, assim, tá? Você vai ver, Roca, vamos lá, vamos lá. Os fraturados já tinham se organizado, rolava

Grupo de WhatsApp. E aí... Então era isso, Roca. Tem lá a sala da medicação. Cara... Sala da medicação. Os caras lá conversando. Falando assim... O que? Perna? É a minha perna. Pô. Os caras... Não, e os caras já esqueceram dor, né? Porque nessa altura já... O corpo já acostumou. Já, já. Tipo... Falaram você não aqui foi traumatismo ucraniano. Ah, pô. Jogando bola. Fui dar um drible. Deu uma rodadinha e tal. Aí o seu não é pulso aqui. Que nem o Douglas. Eu quebrei o pulso com... Lembra disso?

Parecendo um S no seu pulso. Deixei de ir para a igreja para jogar futebol e quebrei o braço. E eu presenciei. Deus pesou a mão, né? Você veio tirando o sapo, né? Caiu, caiu. Eu mostrei o braço, deu o braço um S. Essa cena foi muito, muito boa. Tirando a parte ruim. Mas basicamente estávamos jogando bola lá e a gente e o Douglas, né? Todo fazendo os malabares com a bola. Joga bem, joga bem.

A gente tinha... Eu tinha 13... 11, 12, né? É isso. É, uma coisa assim. E aí o Doug foi... Eu lembro, você foi girar, né? Na bola. Tipo, aquele drible que você gira em cima da bola, assim, tal. Eu acho que, na verdade, eu fui puxar a bola, Roca. Realmente, com o pé pra bola não sair, assim. Não lembro. Isso, você tava... Eu lembro que era próximo do escanteio, assim. E aí o Doug caiu. E aí eu comecei... E aí o Doug levando.

Era assim, era o braço. Assim, pensa na linha vermelha do metrô em São Paulo. Aí está o braço. Muito paulistana, não. Qualquer linha de ônibus ou de metrô. Pensa na linha. Aí agora pensa na conexão. Que aí faz uma linha inclinada. E aí ela vai para outro lugar. Para outra direção. Essa era o braço do Doug e a mão dele indo para o outro canto.

Desesperador, tá? Foi a primeira vez que você quebrou o braço na vida. Primeira e única, na verdade, né? E o Doug levanta amarelo. Sim, na hora minha pressão baixou imediatamente, cara. Imediatamente. E aí eu falei, mano, o que a gente... Assim, eu acho que eu apaguei mais que você, tá? Porque eu não lembro daquele momento que a gente fez. A gente levantou e foi pra casa. Pra sua casa? Seu pai tava lá ainda? Ele levou em casa. Meu pai morava com a gente, mas era um sábado. No dia ele não tava lá.

Tinha que ligar pra ele, pra ele me buscar, pra levar pro hospital, aquela coisa toda. Puta, foi isso, né? Foi muito legal, foi muito gostoso. Foi muito gostoso, muito gostoso. Mas você podia estar lá. Podia estar lá no grupinho. Podia falar, tá? Podia. Então, Roca, eu não estaria no grupinho, porque na época meu pai tinha emprego e eu tinha convênio. Então, tipo, cara, foi totalmente diferente o atendimento. Tipo, eu cheguei lá, já me levaram pro ortopedista, o ortopedista olhou e falou, cara, raio-x, já fui pro raio-x. Assim, tudo imediato.

X, tirei o raio X, voltei, o cara deu uma injeção, colocou no lugar, enfaixou e fui pra casa. Tipo, de uma hora eu tava em casa. Foi muito rápido. Caralho. Muito rápido, de verdade. É que assim, o caso do Henrique, muito provavelmente, por mais que ele tivesse num particular, enfim, né, não seria tão rápido assim, né? Mas eu acho que não demoraria no tanto tempo ele conseguir uma cirurgia que nem vai contar aqui na história o tempo, tá? Cara, e uma única coisa que eu ia falar aí sobre essa questão de atendimento, até

ouvintes, eu acho que seria interessante os ouvintes relatarem aí, porque cara, São Paulo, seja público ou até mesmo particular cara, é muito caótico você ter um convênio em São Paulo não te garante um atendimento rápido, organizado não, tipo, você ainda vai ter problema de ficar esperando, eu lembro de fazer consulta, aquela coisa, ah consulta tá marcada pras 10 horas, o médico vai te atender tipo meio dia, sei lá uma parada assim, então é muito caótico acredito que, por conta

da quantidade de pessoas, até o mesmo atendimento público. Cara, tem muita gente boa, mas é muita gente, cara. Não tem, sabe, não tem estrutura mental e física que faça essa galera aguentar esses turnos malucos e tudo mais. Mas quando você vai pra uma cidade, por exemplo, em Mogi, pô, tinha uns hospitais bem legais lá. Tinha um hospital infantil que a gente levava público. Porra, atendimento era bem legal, bem bom, assim. E aqui em Londrina também, por ser uma cidade menor, com menor

Obviamente tem dificuldades, tem problemas, mas assim, comparado a São Paulo, então imagino que seja muito um problema muito específico de São Paulo. Ai, Roca, eu costumo falar pra galera que, cara, hoje em dia eu moro na rua, mas não fico sem convênio, bicho. Porque, mano, é muito... Cara, eu já usei muito serviço público aqui em São Paulo, o SUS, e apesar do SUS ser maravilhoso, eu amo o SUS, gente, tá? Apesar disso tudo. Sim, também. É que é isso, é muito lotado.

é muita gente. Cara, eu já fiquei oito horas esperando pra ser atendido. Então, eu sou traumatizado, eu faço de tudo pra não ter que cair no público, assim, e poder usar um convênio, assim. Mas vamos lá. O Hendrik, dia dois, ele tá lá, montaram a Sociedade dos Fraturados. Só explicando de novo, Roca. Não é uma... Ele não tá numa ala de internação. Ele tá internado numa sala de medicação. O que é medicação? Você chega no hospital, faz a triagem com a enfermeira, a enfermeira te encaminha pro médico. O médico,

olha e fala, ah, isso aqui você precisa tomar um soro. Você vai lá naquela salinha, toma o soro e vai embora. É isso. Que é aquela salinha com várias cadeirinhas mesmo, né? Isso, deveria ser isso a medicação. Como ela tava muito cheia, acabou virando uma sala de internação. Então por isso que ele fala, na rotina ele percebeu, tipo, mano, entrando e saindo gente pra tomar soro, pra tomar injeção e tal. Gente brigando com os enfermeiros e tal. Enfim, tirava sangue e tal. Por isso que ele tava falando disso, né? E aí ele fala que o pessoal que tava fraturado lá,

Se organizou e rolava um grupo de WhatsApp e iam soltando dicas pros novatos. Tipo, era uma prisão, assim. E explicavam as regras de convivência, tá? Porque tinha gente, assim, o Henry que chegou lá, ele tava no segundo dia, mas tinha gente que já tava lá há quatro, cinco dias. Nossa, cara. Então, tipo, tinha a regra de convivência já, né? Era uma cela, praticamente, né? Cara, o que eu falei pra você? É uma prisão, assim. É uma prisão, é. Realmente uma prisão.

excelente, servida cinco vezes ao dia. Porém, eu não podia comer muito, já que ir ao banheiro era quase impossível devido a minha perna enfaixada e a dor ao se mover. Então estava imobilizada a perna dele, Roca. Estava enfaixada, pronto. Os pontos altos do dia eram pacientes que vinham tomar injeção do tipo Bezetacil e saíam da sala mancando enquanto nós, fraturados, ríamos e a zoeira rolava solta. Meu Deus do céu.

dia 3, 4, etc. Ele continua aqui. Assim como um reality show, quase todo dia um fraturado saía, seja por motivos de operação ou desistência. Os caras chegaram a esse ponto de desistir de ser operado. Porém, sempre chegavam mais. Os caras é fazendo eliminação, né? Os caras, não, vou eliminar aqui o Carlos, porque, porra, Carlos, esses dias aí, ficou fazendo fofoca dos outros parceiros aqui,

Eu vou eliminar o Hendrik, porque ele claramente consegue fazer qualquer coisa a menos andar. Não, na prova do líder não ajudou, entendeu? A gente precisava de alguém ágil. Como é que eles falam? Por questão de afinidade. A gente iluminou aqui o seu Francisco, que ele ganhou na prova do anjo. Ele morreu mesmo.

morreu mesmo, estava aqui esperando, morreu, virou anjo. Tadinho de São Francisco. Aí é isso, tá? Aí ele falou, porém, sempre chegavam mais. Essa dinâmica eu ia conhecendo muitos personagens. A maioria eram motoboys em acidentes de moto. Puta. Mas também tinham casos como um cara que foi comprar algo pra comer na padaria, desmaiou de fome na fila e caiu sob o próprio pé. Tadinho, cara. Caralho, como assim?

E esse cara era constantemente visitado pela mãe, que trazia ilegalmente muita comida pra ele. E no dia que foi embora, tiraram debaixo da poltrona duas sacolas cheias de lixo. E o que que tinha nessa sacola? Caixas de bombom e de bis, latas de refrigerante, pacote de bolagem, etc. Caralho, ele era o receptador, cara, dentro da cadeia. Ele tinha uns maços de cigarro, entendeu?

O Henrique pula pro dia 8. Não, não é possível, bicho. Dia 8, tá? A gente tava lá no 3, 4, etc. Dia 8. O título é Suspense. Nesse momento, o osso já colou, né? O osso já... É muita imprudência, cara. É muita imprudência. Aí ele fala, durante a madrugada, uma senhora foi trazida em uma cadeira de rodas aos berros, enquanto uma... Imagino que a essa altura do campeonato, o Henrique já tava patrão, né?

Ele já era o chefe da cela, sabe? Exatamente. Ele já tinha lá a cadeira dele, não estava mais na cadeira de roda, estava na poltrona, já conhecia todo mundo pelo nome, sacou? Já mandava prender e mandava soltar. Exatamente. O pessoal chegava lá no quarto... Beijava com a mão dele. Isso, ia falar, não, você tem que falar com o Henrique ali, cara. Aí ele já chegava, falou, ó, vou te passar a real aqui, o papo aí, como que é, como funcionam as coisas e tal.

Aí ele fala.

Pelo menos o dobro do meu tamanho e eu não podia nem ao menos correr. A noite foi péssima. A senhora aparentemente tinha alguma fratura na perna, o que não a impedia de levantar da cadeira, urinar no chão e tirar a roupa inúmeras vezes. Em uma delas, a enfermeira disse que ela não podia fazer isso em hospital. E ela prontamente perguntou. Hospital? Então cadê um médico pra me operar? Hum... Ela não tava... Ela ó...

Ela já... Ela viu, cara. Ela viu o problema. Ela viu por trás do sistema, entendeu? Ela leu o código, Rocky. Ela leu o código, cara. Ela leu o código. E assim, gente, a gente tá zoando aqui, dando risada, mas isso é muito triste, tá? Eu acho que isso é óbvio, né? Que isso aqui é só porque ele compartilhou essa história com a gente e a gente tá reagindo aqui. Mas assim, cara, essa história é muito triste e tipo... E a gente sabe que não é uma história única, né? O Doug mesmo relatou.

situações muito parecidas. Não sei se eu cheguei a comentar no programa lá do Doug, mas meu pai, quando ele ficou internado, ele teve pedra na vesícula e tal, ficou, enfim, uma semana internado. E era uma sala de UTI, alguma coisa assim. E, meu, ele relatava a mesma coisa. Eu lembro de duas coisas, que era um cara que tinha tomado tiro e um outro cara que tava com o corpo todo queimado. O cara gritava de dor. Cara, então, assim, puta situação de merda, assim, né, bicho?

Não só pela sua situação ali, mas do que você acaba experienciando ali, vendo, né? Imagina a noite toda, você ficar ouvindo a pessoa gemida de dor. O meu hospital já é um inferno, né? Eu passei algumas poucas noites em hospital, seja acompanhando alguém, seja... Você falou da vesícula, por exemplo, eu operei, né? Eu tirei vesícula, tirei apêndice, tirei tudo de uma vez só, assim. E eu passei noite no hospital. E é horrível, cara. É horrível.

De novo, Roca, na época eu tinha convênio. Ainda tenho e tal. Então eu fiquei internado num lugar maneiro. Não era nenhum lugar, mas era uma enfermaria. Foi eu e mais uma pessoa só. Então era tranquilo. Mas não é gostoso. Agora, imagina uma enfermaria com mais oito pessoas e você tendo que atender pessoas que estão à margem da sociedade.

Exato. É realmente. Estou falando. Tenha um convênio. Não paga aluguel. Parou. Para de pagar aluguel. Mas tenha um convênio. Mas também dizer que assim, cara, ainda bem que temos o SUS, ainda bem que por mais precário que seja em alguns lugares, mas ainda é de graça, porque pior de tudo, bicho, é ele estar com essa perninha de saquinho de picolé aí e estar lá nos Estados Unidos, que não tem nem como pagar para entrar no ar.

deixar colar o osso mesmo. Aí fala, mano, bota na forma aqui, já... Então, na verdade, o que acontece nos Estados Unidos é que você é atendido, de qualquer maneira você é atendido, mas eles têm que pagar depois, né? E você fica super exibidado. Esse é o problema. Entendeu? E assim, não é uma garantia que vai ser uma cirurgia excelente, que você vai ser bem atendido, não é uma garantia. Provavelmente faz, os médicos são competentes, enfim, eu nem escuto isso, mas você vai sair de lá endividado,

fortemente. Forte. Pra caralho. Eu prefiro, talvez eu prefira o SUS. Sim, com certeza. Talvez não, eu prefiro o SUS. O Hendrik aí já tá ali numa posição de destaque no meio do grupo ali. Já é uma experiência que se ganha também, cara. Já, entendeu? Já é uma troca ali de experiência. Então, ele vai sair transformado. Uma perna transformada e toda uma história transformada. Vamos ver, vamos ver. Dia 9, Roca. Dia seguinte,

Já dia seguinte ao dia que a senhora lá entrou, né? É no dia seguinte, imagino que já sedada, a senhora oscilava em momentos de raiva e calmaria. Entre os fraturados, tinha um dono de bar, alto e forte, chamado entre nós de alemão. Em certos momentos, a senhora olhava nos olhos do alemão e cantava, meu bem, você me dá água na boca. Meu Deus do céu, cara. Não preciso nem explicar a reação da sociedade dos fraturados,

Meu Deus do céu, cara. Roca, ele não tá numa maca, nada. Exato, bicho. Lembre, ele tá na sala de internação, numa poltrona. Vamos torcer que ele tá com a perna retinha. A gente tá imaginando que ele tá imobilizada.

Meu Deus!

Piraniano que morava na rua e estourou a mão com algum tipo de explosivo. Enfim, todos os tipos de aleatoriedade. Agora eu começo a entender muito a galera que foi embora, entendeu? A galera falou, não, mano, nem fudendo. Tipo, que eu vou ficar aqui, sabe? Tipo, é... O cara fala assim, ah, mano, eu nem uso tanto esse braço aqui. Deixa ele assim mesmo, dá uma enfaixadinha bem forte mesmo, sabe? Dá aquela apertada boa. Dia 12, Roca.

Fui transferido para o fundo do hospital. Fiquei em uma ala escura com dezenas de macas. Agora está na maca, Roca. Onde muitos velhinhos aguardavam a operação e alguns não viviam até ela chegar. Encontrei a senhora do Alzheimer que agora ficava dopada o dia todo. E eu explicava para o senhor do meu lado cerca de 20 vezes ao dia que eu não tinha cigarro e que não conseguia acender o cigarro.

Imaginário que ele me mostrava. Eu no seu lugar, Hendrik, eu acenderia todas as vezes. Nossa. Eu usaria o meu isqueiro imaginário, sacou? E acenderia o cigarro dele, cara. Ele só precisa disso, Roca. O senhor não tá pedindo muito. Você entendeu? Ele só quer fumar o último... É. Ele só quer fumar o último cigarro imaginário dele, cara. Deixa. Caralho. Dia 13, Roca. Não. Cara, primeiro que assim, ele já saiu da sociedade ali, né?

Imagina. Será que teve alguma cerimônia? Falou assim, nosso amigo vai... De passagem, de bastão. De transferência, de passagem, isso. É, entendeu? Tipo, cara, e é muito louco porque, assim, é meio Toy Story, assim, né? Todo mundo que tá naquela sala imagina como que é a vida lá fora, né? E aí, tipo, ele vai... Nem sabe, pô... Você tem um que vai e volta. Esse senhor, ele vai e volta. Exato, exato. Ele olha lá fora.

É o mito da caverna de Platão, né? É o mito da caverna de Platão. E nem buscar as pessoas. Caralho, bicho. Tem todos os arquétipos, os estereótipos nessa história. Aí, Roca, dia 13. Me subiram para o alto do hospital. Ou seja, nessa ala que ele ficou no fundo, ele ficou um dia só. Ele ficou, então, 11 dias internado num banco, na ala de medicação.

na sala de medicação. Na cadeira de roda, né? Não, então ele ficou na cadeira de roda, depois eu imagino que ele tendo em algum momento uma poltrona. Ah, sim, sim. Ele subiu, né? Subiu de nível. Isso, ele subiu de nível. Aí quando ele tava lá, King, King size do... Do rolê? Do rolê da sala de medicação, ele foi transferido pra uma ala no fundo. Foi o dia 12. Ficou um dia lá. Dia 13, ele fala, me subiram pro alto do hospital, onde eu vi

museu. Tem um museu lá do Ipiranga, né? Sim, sim. De cima e uma vista maravilhosa da cidade. E fiquei num quarto com somente mais duas pessoas. Olha aí. Já tava... Tava patrão. Exato. Dia 14. Prestes a operar, o médico apareceu e disse que eu seria transferido. Dia 14. Faz 14 dias que ele quebrou a perna. Duas semanas. Duas semanas. Dia 15.

Cheguei no hospital Monumento. Foi transferido pra outro hospital, muito provavelmente de ambulância. Não, e detalhe, tá? Detalhe tá que ele devia estar muito louco de dipirona nesse momento já. É verdade, né? Nossa, amor, é verdade. Porra, os caras estão tomando medicação na veia a todo momento, porque não pode sentir dor, não é possível, né? No dia 15, o Henrique chega no hospital Monumento, onde ele fala aqui, né? Onde o médico que me atendeu perguntou, por que que não te operaram ainda?

Não, não, não, bicho. Não, caralho, bicho. Cara, é a pior coisa que pode se ouvir, cara. Nossa, bicho. Não, pô, não te operaram ainda. Era só você ter falado, cara. Pô, sabe? Não, pô, era só ter levantado a mão. Aí ele fala, eu respondo. O Henrique fala assim, Roque. Eu respondi que o Ipiranga estava cheio. E ele disse que olhava todo dia no sistema para casos graves.

Dia 16, Roca. O Henrique foi operado finalmente. Médico excelente, tudo perfeito. A fisioterapia também teve seus cocôs, mas o testão já tá grande demais. Muito obrigado de verdade pelo trabalho de vocês, que me acompanhou durante a internação e no mês seguintes, enquanto eu me recuperava. Abração e espero que chegue de troféu pra mim por um tempo.

A gente falou que... Não sei se a gente falou. Eu tô ficando maluco na cabeça já. Que a gente falou de... Algumas histórias merecem o troféu físico, né? De troféu cocô. Sim. Cara, essa é uma. Essa merece, cara. Essa merece muito um troféuzinho cocô, assim. Porque, pô, já fiquei... Já fiquei... Fiquei internado quando era moleque e tal. Mas, assim, de adulto não fiquei internado mais. Minhas filhas ficaram e tal. Mas, cara, é impressionante que ele não... Que ele não desistiu ali, tá? Nossa, cara.

tinha que voltar a andar de bike, Roque. Aí ele não dava. Ele fala, nossa, mano, quando eu voltar, irmão? Tá ligado aquele bagulho que o pessoal raspa uma parte da bicicleta no chão pra sair faísca? É o Andy raspando a gaiola dele, tá ligado? Raspando os parafusos no chão, assim, ó. Vai no faísca. Puta que maria, muito louco. Chega de bike. Chega, parou. Chega. Pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Não.

a academia.