Episódios de Frango Fino

TROFÉU COCÔ 91 | A TENTAÇÃO DO LÍDER DE LOUVOR

09 de março de 202655min
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No programa dessa semana, Doug Bezerra (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@dougbezerra⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) e André Rocca (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@roccailustra⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) comentam a história de um jovem que, ainda no começo da adolescência, recebeu uma missão importante dentro da igreja, mas acabou descobrindo que crescer sob tantas regras pode trazer dilemas inesperados.

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Arte do episódio por André Rocca.

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Assuntos6
  • Lideranca ReligiosaResponsabilidade precoce · Liderança juvenil · Estrutura hierárquica em igrejas · Desafios do crescimento · Pressões e regras
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  • Episódio 100 especialParticipação de ouvintes · Escolha de trechos favoritos · Áudios e mensagens de fãs · Comemoração do centenário · Formato participativo
  • Estrutura de liderança em igrejasLíder de louvor · Pastor · Separação de funções · Músicos vs pregadores · Chamado ministerial · Treinamento pastoral
  • Pastor jovem vs pastor tradicionalInovação pastoral · Abordagem moderna · Conectar com jovens · Evangelismo renovado · Estilo de pregação · Características comportamentais
  • Promoção InsiderSemana do Consumidor · Roupas tecnológicas · Cupom desconto · Up de guarda-roupa · Peça Henry Game Changer · Até 50% de desconto
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Começando mais um Troféu Cocô. Eu sou o Doug Bezerra. Este é o episódio de número 91. Estou aqui com o André Roca. Muito bem. Hoje a gente vai ter um programa. Hoje tem, Roca. História. Não, o programa teve. Semana passada teve... Não, é. Vamos ver. Fugiu do tradicional? Fugiu, mas... Fugimos, fugimos. Mas assim, é sempre bom. Sempre bom ter um negocinho diferente, entendeu? Espero que a galera tenha gostado, né? Quero imaginar que quando esse programa for publicado,

vai ter, tipo, a galera falando, pô, que legal, a gente quer ouvir mais histórias de vocês, tal. Ou não, né? Ou a galera vai falar assim, nossa, que episódio bosta. Falaram, falaram, falaram porra nenhuma. Porque a real é que o tempo inteiro essa galera, você tá ouvindo, assistindo História Nossa, né? Então, assim, o programa também não fugiu muito lá. A diferença é que não teve história de alguém, né? Mas enfim. Como a galera costuma falar, normalmente esses episódios são, tipo assim, 80% História Nossa e 20% História do ouvinte, é.

Eu trouxe só um pretexto para a gente se encontrar aqui a cada, sei lá, 15 dias, né? Seguinte, Roca. Estamos chegando agora no programa 91. Falta pouco para chegar no programa 100. Conversei aqui com você fora do ar. Resolvemos fazer um programa especial 100. Como é que vai funcionar? Vai contar com a sua participação. É você que está assistindo, ouvindo a gente aí. Simples. Escolhe o seu trecho predileto do programa. Fala assim, é esse trecho. E manda um texto, manda um áudio para o nosso WhatsApp.

O mesmo WhatsApp que você manda a história aqui pra gente, pode mandar lá no WhatsApp falando o seguinte, ó, eu escolhi tal trecho por causa disso, disso, disso. Conta uma história, eu só falo porque você gosta desse trecho. Quem ouve o frango fino há muito tempo sabe como é que funciona, né, Roca? A gente já fez vários frangos finos centésimos desse jeito, né? Então vai ser isso, a gente vai ouvir seu trecho, vai ouvir ou ler a sua mensagem e vai tocar o trechinho que você pediu pra gente colocar ali e depois vai comentar,

Aí tem história de bastidor, a gente vai comentar em cima do que você comentou, ou do trecho mesmo ali e tal, tá? Já começa a mandar, porque assim, programa 91 pra chegar no 100 são 4, 8 programas. Então daqui 2 meses a gente tem o programa 100, tá? Então já começa aí a tentar puxar na cabeça, ou se você tá maratonando, já pega. É mais importante só, mais importante, tá? Só troféu cocô. Talvez, Roca, dê um pouco de conflito, porque no último frango fino aqui,

eu coloquei coisa do Troféu Cocô também. Mas não tem problema, tá? Não tem problema, é trecho legal, divertido. É, exato. Pode acontecer de repetir uma história, mas assim, seria muito legal a gente contar com vocês aí, porque assim, querendo ou não, Doug, cara, é o centésimo episódio de um programa que nasceu muito despretensiosamente, programa que era pra ser de 15 minutos, e é de 7 horas e meia, né, agora, que era pra ser um negocinho ali de

dois meses, três meses no março, e estamos chegando aí no episódio 100. Então, celebra com a gente aí, manda uma parte do episódio que você gosta, aí vai ser bem bacana. Isso, isso. E aí, para você me ajudar, tá? No texto, você não precisa falar. Se você vai mandar o áudio, né? Ah, vou mandar o áudio agradecendo, comemorando e falando o trecho que eu gostei e por que eu gostei. No texto que você for mandar, seja no e-mail, seja no WhatsApp, deixa mais ou menos ali aonde começa esse trecho. O tempo, tipo, ah, é no frango fino, é um troféu cocô,

23 a partir do minuto 5. E aí eu pego o trecho ali e corto bonitinho, que aí você me ajuda com a edição, tá bom? Porque se você falar só, ah, é o momento que fala tal coisa, eu vou ter que procurar o áudio inteirinho e tal. Dá pra fazer? Dá. Mas se você colocar o tempo, não precisa colocar exatamente o começo e o fim. Pode, ah, mais ou menos ali em tal minuto, quando fala isso e tal, e aí você já me ajuda, tá bom? Então, pra você mandar tanto história pra cá, quanto trecho do programa,

especial 100, frangofinopodcast arroba gmail.com ou você vai aqui na descrição do episódio, tem lá, chatdireto.com barra frangofino. Clica ali, vai abrir automaticamente seu WhatsApp e no seu WhatsApp você consegue já ali ver a gente, já está no nosso perfil ali. Você manda tanto história sua para a gente contar aqui, quanto trecho do programa 100. Atenção porque começou a semana do consumidor da Insider. Se você ainda estava na dúvida sobre

testar as roupas tecnológicas da Insider, a hora é agora, tá? Durante essa semana, os descontos do site vão ficar ainda maiores. E usando o cupom FRANGOFILO, você tá ligado que você consegue mais desconto, né? Somando com as promoções do site, você pode chegar até 50% OFF no total de desconto, beleza? É uma ótima oportunidade pra fazer aquele upgrade estratégico do guarda-roupa manja, renovar as peças que você mais usa,

Com roupas tecnológicas, confortáveis, que não amassam, não desbotam e duram muito mais. Inclusive, tem peça muito legal nessa fase, tá? Eu vou recomendar hoje a Renly Game Changer. Ela tem um visual mais arrumado, porque ela é tipo uma camiseta com a gola normal, assim, saca? Mas ela tem botãozinho aqui. Então ela te dá esse visual mais chique, mas com todo o conforto das roupas da Insider. Vale dar uma olhada aí, tá? Então aproveita o link que tá na descrição.

Põe um frango fino para garantir o seu desconto que pode chegar até 50%. E de quebra, você ainda ajuda o Frango Fino. Esse podcast que você conhece e ama. Vai de Insider que não tem erro. Atendendo a pedidos. Peguei comentário esses dias. O pessoal falando, pô, faz tempo que eles não contam histórias de ex-crente. Hummm. Aí eu falei, pô. Senti aqui, Deus tocando aqui. Pensei que sabia que era alguma coisa assim. Tava sentido. Até coloquei ela aqui, ó.

Né, irmã? Rompendo em Fé. Ela que canta Rompendo em Fé ou é a Aline Barros? Ela que canta Rompendo em Fé. Pra quem não faz a mínima ideia de quem seja essa pessoa, essa aqui marcou gerações. Rompendo em Fé é a Cassiane. É a Cassiane, exato. Diva do gospel. E outra coisa, Roca. Nos programas anteriores aí, você usou um papel de parede que tem uma galera nova aqui no frango, que não conhece essa lor do frango fino, que é o Doug Lira no Hoje em Dia.

deixa eu dar aí um print pra vocês verem do que eu tô falando aí. Esse papel de parede que o Rock usou, esse fundo que o Rock usou. Participação do Doug Lira no programa Hoje em Dia. Eu não sei se tem esse vídeo ainda. Se eu achar o vídeo, porque pode ser que não seja mais no YouTube, tá? Se eu achar, eu vou colocar aqui. Enquanto eu tô falando, tá rolando o trechinho do programa da vez que o Doug Lira, na época eu trabalhava com caricatura, participou do programa Hoje em Dia. Foi, cara, foi épico, tá? Sensacional.

Doug Lira, que é essa entidade aí que, cara, está nos lugares mais aleatórios de todos. Isso. Seja na Holanda, num programa de reality show holandês. Seja trocando óleo do seu Passat lá em Osasco ou fazendo caricatura hoje em dia. Exatamente. Então é o seguinte, Roca. Quem mandou essas horas pra gente foi o Kelvin dos Santos, tá? Ele começa assim.

Alvin e quero contar brevemente a história de quando fui líder do conjunto de louvor da minha igreja aos 13 anos. Que delícia, cara. Já se monta uma imagem na minha frente, tá? Aquelas pastinhas com couro de jacaré. Os pastiquinhos. O uniformezinho. A plaquinha atrás do grupo, lembra? Que o pessoal fazia com isopor.

Por, purpurina. Fiz muito, fiz muito. Você lembra qual que era o nome do grupo? Eu lembro que o grupo da Monsidade, lá do Jardim Líbano, acho que era Califórnia. Era Califórnia? Eu acho que era conjunto Califórnia. É, sério? Mas Califórnia, por quê? Cara, eu acho que Califórnia tem alguma coisa na Bíblia de Califórnia. Não é possível. Ou será que é Filadélfia? É Filadélfia.

de um estado. Você tá mudo pra mim. Você desligou o microfone enquanto você tava indo? Caralho, desliguei o microfone enquanto eu tava indo. Ai, caralho. Califórnia é foda. Seria muito bom, mano, ter um grupo, o Califórnia, eles se apresentando no Congresso. Agora com os irmãos Califórnia. O grupo da mocidade aí, o conjunto Califórnia.

Grupo Carlin Fornication. Ai, caralho. Vem aí. O grupo Massachusetts. O grupo Detroit. Mas eu acho que era isso. Eu acho que era Filadelf. Filadelf. Você lembra qual que era o nome do pessoal da chácara inglesa lá? Outra igreja que você frequentou da Assembleia? Puta, mano. Não vou lembrar. O único que eu lembro é o do Judá Coral, né? Que é o coral que eu fui líder por muitos anos aí. Você foi líder. Sucesso na Zona Leste, né? Bom, então é isso.

O Kelvin, aos 13 anos, ele foi líder do conjunto de louvor da igreja dele. Vamos lá, Roca. Ele começa assim... Um adulto, né? Um adulto. Cara, é muito louco você colocar uma pessoa de 13 anos de idade pra ser líder de qualquer coisa, de qualquer coisa, ponto. Eu falo de qualquer coisa que não seja o nariz dele, mas nem o nariz dele ele pode ser o próprio nariz. Exato, exato. 13 anos, 13 anos você tá assistindo Jaspion, tomando todinho e descobrindo

coisas. Descobrindo coisas, exatamente. Aí ele fala aqui, ó. Minha mãe, desde que eu comecei a me entender por gente, sempre foi muito crente. Começou na Igreja Batista. Tranquilo, Roca. Tranquilo. Assim, começou errado, né? Já começou num lugar, assim, mirou errado. Mirou errado, porque já tava indo pro ferro. Não, então, o pessoal da Assembleia falava que tava ok o pessoal da Batista, lembra disso? É verdade. Tinha um anse, tinha um anse. Não, o pessoal da Batista usa calça. Usa. As irmãs usam calça.

Mas Deus perdoa, né? Deus perdoa o Zaqueu, né? Eles não batem palma no culto, né? Então, pelo menos a batista tradicional. A tradicional bate? É, a tradicional acho que não bate, não. Mas as mundana, eu fui da mundana também, né? Aí bate palma. Aí bate, tá. Aí, então, o que alguém começa desse jeito? Minha mãe, desde que se entende por gente, era da batista. Até que foi entrando em... Até que foi adentrando em drogas mais pesadas.

na Pentecostal. Nossa, mas ela fez o caminho reverso, né, cara? Pois é, né? Roca estava com uma porta tão larga. A porta que ela estava lá na Batista era larga, Roca. Por que ela foi passar em conta estreita? Podia beber cerveja e fumar. Não sei. Eu não sei. Não é católica. Você é católica. É verdade. Ela é católica. Aí ele fala, onde mulheres... Ah, é um detalhe, né? Ela foi parar na Pentecostal. Inclusive, eu não

que tinha uma igreja chamada Pentecostal. Pra mim era um tipo de igreja. De igreja, olha isso. Era um tipo de igreja. Mas tudo bem. Quem sabe... Quem tá contando a história é o Kelvin Roca. De repente ele tá certo aí. Tá? É. Aí ele fala. Onde mulheres... Será? Calma aí, calma aí, calma aí. Será que essa... Porque a igreja... Você falou agora, eu lembrei que tinha uma igreja que tem um nome Pentecostal. A igreja Deus é Amor, ela na verdade é a igreja Pentecostal Deus é Amor. Ah!

Não sei se é... Pode ser. E lá é pesada, hein? A Deus e a Amor é pesada, bicho. Lá é pesada. Lá é o... Ela é o... Como que é? Aquela X9? Como que é o nome da droga pesadíssima? Não, a droga pesadíssima lá. Canaine. Não é isso? Não, é Canaine. É o Canaine. Isso, é. É o Canaine da igreja. É a metanfetamina, Roca. Você olha a plaquinha. Olha a plaquinha da pentecostal. Tem aquela coisa meio arco-íris assim. É azulzinho.

É pesado. É crente das antigas. Exato. E isso aqui é só pra... Porque é aquilo que simboliza a felicidade, liberdade? Não tem. Não tem. Aquilo é tudo só pra te atrair. Falar assim, nossa, a igreja com cores vivas. Não tem cor. Não tem. É só... É bege e... Com sorte... Toda paleta que tem na Dorinhos. Paleta de cor que tem na Dorinhos. A cor mais viva que vai ter lá é um azul marinho. Isso.

Porque tem o rosa das irmãs, que é aquele rosa triste, sabe? É aquele rosa triste, fechado. O vermelho que vai ter, talvez, talvez, se o pastor foi um pastor mais gente boa, mais jovem, que está com o pé do mundo, é a cortina no fundo do púlpito, que é vermelho ali, que as barrinhas vermelhas ali, e acabou. Essa é a cor que você vai ver. Cara, pior que é muito isso, né? Quando o pastor é mais jovem, é que nem professor de... Cara, é muito assim.

Escola estadual, escola pública, sempre tem o professor tradicional. O professor já embebido na tristeza da vida. O professor já chega mandando todo mundo se fuder. Vou escrever aqui 15 lousas. Você só copia e para de me encher a porra do saco. E aí tem o professor substituto, que é aquele cara que está cheio de vida ainda. Mal sabe ele que vai ser tudo sugado naquela vida.

novidades, é o pastor jovem. Pastor jovem, ele assumiu a primeira igreja dele. Ele nem usa paletó, ele usa camisa. Ele usa aquela camisa com golinha de padre, sabe? Que ele acha que ele é o diferentão. E aí no final do culto ele troca ideia com a galera, ele faz piadola com os jovens. Importante, Roca, a gente tá falando de igreja, não de church. Exato. Porque church só tem esse perfil, tá? E geralmente esse pastor jovem, Roca, ele tem um nome

velho, assim, um nome bíblico, é Samuel, sacou? É, exato. É sempre um nome assim, porque ele é filho de pastor já, ele toca um instrumento, caraca, roca, exato, ele toca um instrumento, exatamente. É, e aí na hora do louvor ele vai lá, ele é engraçadão, né, ele vai lá, pega o baixo, ele brinca um pouco e devolve o irmão dando risadinho. Mas ele prega, porque tem, assim, só explicando pra galera, tem essa separação, né, tem esses departamentos, tipo, você pode seguir a sua carreira de líder de louvor,

louvor lá dentro da igreja, tá? E de vez em quando ali subir no púlpito pra dar uma palavrinha de leve e tal, mas você é músico, você não é tão levado a sério. E tem o cara que é o cara da palavra, e aí ele é construído na palavra, pra pregar mesmo assim, ele é, saca, é um treinamento mesmo assim. Só que existem esses casos, existem esses blades da igreja, que o cara, quando ele era jovem, pô, ele tocava bateria, tocava trompete, sacou? Exato. Tocava uma guitarra,

sacou? E aí, tipo, ele recebeu a chamada, ele é filho de pastor, ele tem que ser pastor também, não adianta ele ser só músico pecador, ele tem que ser pastor pecador também. E aí ele começa também, e aí ele vem cheio da... Ele fala, vou renovar isso aqui, eu vou trazer jovem. Exato. O jovem dos bairros vai vir tudo aqui. Vou fazer o curso de jovem e tal, vou evangelizar, e aí quando eu vou evangelizar, eu saio na rua, tipo, de social, mas a minha camisa tá com a manga dobrada.

gravata. Entendeu? Exato. E ele vai ser o pastor que vai falar assim, e se a gente fizer um acampamento com os adolescentes aqui? Isso. Aí o pastor que vai jogar bola com os adolescentes. Isso. Aí o pessoal fala, nossa, pastor, você joga bola? Não, pastor, joga bola. Em nome de Jesus aqui, vou jogar bola. Fazer um gol em nome de Jesus. Entendeu? Aí tem todo... Cara, é exatamente o que você falou. A camisinha dobrada é muito foda.

Voltando então para a história do Kelvin. Quando é coisa de crente, a gente fica ensandecido aqui. Aqui eu quero contar. Pega fogo. Fica com fogo no rabo. Vamos deixar ele contar a história dele. O Kelvin, a mãe dele é da Igreja Batista, sempre foi crente. E aí acabou caindo nesse negócio da Pentecostal que a gente está aqui desconfiando que é a Deus, é amor.

Que assim, gente, sério, é muito pesado, tá? O Kelvin, a mãe do Kelvin, saiu de uma igreja onde você podia usar uma calça jeans pra ir trabalhar, o garoto pode usar até uma bermudinha ali de leve e tal, pra uma igreja, e ele vai relatar aqui, tá? Ele vai relatar. Ele fala aqui, Roca, ó, ela foi na Pentecostal onde mulheres só podiam usar saia e homens somente calças. Então, assim, é pesado, tá? É um rolê mesmo.

saia mesmo. É. Assim, bem lembrado. Abaixo do joelho. Abaixo do joelho. O dia que ela tá usada, ela põe um dedinho ali abaixo. Você fala, nossa. Nossa. Um dedinho abaixo do joelho. Colocou o peito do pé pra fora e já fala, meu Deus, escandalizado. Exatamente. Aí o Kelvin continua aqui. Minha infância foi regrada em muita proibição. Ele colocou regrada, mas talvez seja regada, né? Regada em muita proibição. Das quais eu não podia assistir. Bem 10.

Mutante Rex e outros desenhos que eu gostava muito. Pois, segundo minha mãe, era coisa do demônio. Ele falou que, inclusive, ele hoje trata isso na terapia, tá, Roca? Pra você ter uma ideia, tá? Sim. Roca, qual desenho você gostava na infância e tinha esse peso na igreja aí de que era coisa do demônio? Cavaleiros do Zodíaco. Cavaleiros do Zodíaco. Pegou muito. É porque é isso, né? Eu tava... Roca, eu tô... Acho que até comentei com você aí

em Londrina, que eu e a Cris, a gente tá assistindo o Yu Yu Hakusho, né? Eu tô re-assistindo e ela tá assistindo o que ela nunca assistiu, né? Otaku Fedida que é. E aí, apesar de ser Otaku Fedida, ela assistiu inclusive Hunter x Hunter, que é do mesmo autor, mas não tinha assistido Yu Yu Hakusho, né? Enfim, e aí tem vários golpes lá, que é trevas do demônio, ensandecido, eu vou te possuir, né? Várias coisas assim. E o Cavaleiro do Zodio que é a mesma coisa, né? O golpe do Cavaleiro

Criança que tá assistindo, o demônio vai te servir. Era isso, né? Era o nome do golpe, sacou? E aí, tipo, só a mãe na sala ouvindo um bagulho desse, a mulher que não põe calça, sacou? Que não deixa você assistir Mutante Rex, sacou? Vai pensar o quê? Exato, exato. Cara, tinha uma saga no Cavaleiro de Zodíquo, essa eu nunca me atrevi, porque até eu tinha medo, que é a saga de Lúcifer, que aí os cavaleiros de Lúcifer eram os cavaleiros lá, tipo, eu não lembro necessariamente,

as paradas. E aí era isso, mas tinha todo esse estigma por causa da maldita dublagem que a galera levava. Sacanagem. Os caras em vez de dar uma aliviada pros crentes, não. Os caras iam lá e falavam golpe do satanás que tá te chamando do profundo das trevas. É o nome do golpe. E no outro

quarto, sua mãe tava ouvindo aqui, ó, Cassiane. Isso. Mas tinha um, Roca, que era muito nada a ver e a primeira vez que eu vi isso, tá, foi saindo de uma pessoa que você, muito, é muito quista por você, que é seu cunhado, o Ney. O Ney, sim. Que o Marlon, meu irmão, tava com a camiseta do Taz, dos do Ney Tunis. Aham. E ele falou que não podia assistir o desenho porque era o

Cabo da Tasmânia. Da Tasmânia. Eu não esqueço disso, Roca. Caralho, bicho. Eu não esqueço disso. Meu cunhado, ó, já foi ali, cara, fervorou. Meu cunhado, se eu não me falho a memória, ele era do rolê da galera que achava que não tinha que ter TV em casa, entendeu? Eu acho que ele chegou a esse nível. Inclusive, é uma coisa normal. Quando meus pais eram da Assembleia, o pastor... Tem essa curiosa história, né? Que o pastor pregava isso.

que as pessoas não podiam ter TV em casa. E eu não lembro se meus pais chegaram a fazer isso, de, tipo, se desfazer da TV. Mas, curiosamente, depois foi se descobrir que o pastor tinha e tinha uma puta de uma TV. Aquela TV de plasma gigante e tal. Mas, cara, isso era muito normal, né? Essa coisa da proibição de desenho. Cara, muita coisa. E era muita coisa que era legal, bicho. Porque eu, assim, eu ainda passei, de certa forma,

Tinha coisas que eu não podia assistir. A mãe também não me proibia de idade também, não. Eu assistia. Ela pegava meio mal com o negócio dos cavaleiros lá, mas eu cresci assistindo. Cresci tendo camiseta, cresci consumindo o cavalo do Zodíaco, normal. Sim, sim. Mas a Duda foi, tipo, minha sogra foi mais punk, assim. Coisas que ela realmente não assistiu. Tipo, sei lá, Xuxa, coisas que, meu, todo menino e menina gostava na época, assim, tal. Mas Xuxa era uma parada que, tipo, mano...

era a... Cara, o crente é muito criativo, né? Xuxa, pra quem não sabe, dentro da cabecinha da galera da época, era Chuan Xangu. Você lembra? É isso mesmo! Cara, olha que merda. Vai me perguntar a equação de segundo grau. Eu não lembro. Você não expô, eu lembro. A galera falava que Xuxa é Chuan Xangu. E isso aqui, ó, que ela fazia, ó, que na verdade é Eu Te Amo, né? Se eu não me engano, em Libras.

Isso. Alguém me corrija aí, mas alguma coisa bonita em Libras que ela fazia? Só pra quem tá ouvindo, né? O símbolo, né? Ah, é verdade. O diabinho aqui, né? Com a mão pra frente. O diabinho, dois dedos levantados. Isso. E ela sempre fazia no final dos programas, assim, e tal, e a galera ficava maluca lá. Ela tá chamando o capeta. Aí tinha todo aquele papo dos... Não, de tocar o disco pra trás, né? Exato. E tinha música que ela falava, eu fiz um X, um X no seu coração. No seu coração. E tipo, pô, é o diabo pegando o coração da criança, entrando o coração da criança.

criança. Ela falava o cara lá de cima. O cara lá de cima. Aí o pessoal falava assim, é porque ela não pode falar Jesus, ela não pode falar Deus. Ela tem que falar o cara lá de cima. Isso, porque ela fez pacto. Se ela falar ela é tipo um vampiro, ela não pode falar Deus. Cara, é muita criatividade, bicho. É muita criatividade. Kelvin, vem cá. Sinta-se abraçado, tá? Cara, inclusive eu preciso falar, é por isso que Joninho Vida é um dos melhores roteiristas hoje do Brasil. Porque ele foi ali, cara, marinado.

marinado nessa... Foi forjado. Foi forjado nessa maluquice criativa cristã, entendeu? Então, assim, pro cara fazer um roteiro hoje, cara, do mais maluco possível, pra ele é muito fácil, cara, porque é isso, ele foi ali forjado nessa doideira aí. Aí o Kelvin, então, Roca, vamos lá, vamos até fazer um recapitulo, acho que vale o recapitulo de novo aqui. Ele chama Kelvin e ele ia pra igreja. E ele ia pra igreja e a mãe dele forçava ele a não...

assisti Ben 10, Mutante Rex e tal. E assim, ainda não chegamos ainda na parte importante aqui da história. Ele tá dando aqui o histórico dele, né? Aí ele continua. Porém, tudo isso me levou a ser um pré-adolescente prodígio. Me batizei aos 12 anos. Nossa, cara. Eu estou ouvindo a história da minha vida. Cara, é maluco isso, né? Desculpa a interrupção de novo, mas só fazendo um parênteses. A gente tá passando

meninas no psicólogo e tal, a gente foi lá no psicólogo, a psicóloga me chamou pra conversar, né, pra ver se o pai é muito maluco e tal, e tipo, aí eu tive que contar de novo um pouco da história da minha vida e cara, foi exatamente isso que eu falei pra ela. A psicóloga chorou. Ela falou, meu Deus do céu, eu vou pegar essas crianças pra mim, né? Você é muito dodói, muito dodói. Cara, não, mas é muito louco isso, porque foi exatamente isso que eu falei pra ela, cara, que eu, por conta talvez desse

da igreja, eu era uma criança que me achava, tipo, o líder. Eu me batizei. Eu ganhei dele ainda, tá? Que eu me batizei com 11 ou com 10. Sendo que aí teve que pedir autorização pro pastor, porque eu acho que, se eu não me engano, tem que se batizar com 12. É, tinha uns anos da idade, é. Meu pai e minha mãe foram pedir autorização pro pastor Moisés, lá da Igreja Chakra Inglesa de Pirituba. Porque, cara, é isso, cara. Eu achava que... Ah, você me conheceu, cara. Eu era aquele moleque insuportável, que ficava estudando a Bíblia, ficava estudando os...

a escrita hebraica ficava traduzindo. Cara, porque eu achava que eu era essa criança especial, entendeu? Eu era ali, ó. Eu e Jesus aí, ó. Aqui, ó. Eu tô esfregando o dedinho, sabe? Quando você tá um pertinho. Eu era muito truta de Jesus. O Roca tava a levantar a mão e Jesus levava. Era só levantar a mão. Entendeu? Eu tava, assim, eu tava a... Bicho, a um aleluia de virar Ezequiel e ser...

Aí tava assim quase lá, entendeu? Minha barrinha tava quase cheia. Cara, é engraçado isso, né? Porque até explicar, não sei se a galera também sabe disso, né? A igreja católica, né? Tem esse rolê de você ser batizado ali na infância, né? Sim. Então, aí você tem seu padrinho lá, tem todo esse ritual, né? Na igreja evangélica, não tem o batismo assim que a criança nasce, né? Por quê? O que que eles falam? Que a criança, o bebê ali, ele não

tem o discernimento pra se arrepender de pecado, porque a ideia do batismo é essa, segundo gente, tá? Segundo a nossa igreja, tá? Vou deixar claro. Pode ser que em outras igrejas o significado seja outro, mas segundo a nossa igreja é que, a partir do momento que você é imerso na água inteira, você mergulha inteirinho na água você e tira você, a hora que você sai, você é uma nova pessoa, você é um novo homem. Uma criança, um bebê, não teria esse discernimento. Mas uma criança de 12 também não.

Exatamente. Porque, afinal, 12 anos, já tenho plena ciência da minha vida do que... Honesto, Roca, se fosse nesse sentido, eu tinha que batizar com 40, pelo menos. A partir dos 40, o batismo, tá? Mas 25... Com 25, a quantidade de cagada que você tá fazendo na vida, irmão. Você entendeu? Então, tipo, cara... Nossa senhora. Não tem essa, sabe? Então, bom... E tinha que dividir, tá? Tinha que dividir a parada assim.

batizar com 20 anos, porque amadurece muito mais rápido. Homem? Assim, 50 ainda? Tem que ainda pedir permissão pro pastor. Mas assim, é isso, cara. Eu me batizei, inclusive, Roca, mais velho que você. Eu fui batizado com 14 anos. Você é batizado, né, bicho? Eu sou batizado. Eu sou batizado. Esqueci completamente. Porque eu sempre tenho essa imagem de que você não era um crente de verdade, né? Eu não era, mas isso não impede a gente de batizar, né?

Exato, exato. Então eu me batizei com 14 anos de idade por livre e espontânea pressão do pastor Clemente, tá? Foi só por isso que eu me batizei. Porque ele queria montar uma banda na igreja, não tinha jovem e pra tocar na banda tem que estar batizado. E aí eu enrolei, enrolei, enrolei e ele falou, não, você tem que batizar. Aí eu me batizei. Foi por isso que eu batizei. Só, só por isso, tá? E como foi então pra você a sensação de ser batizado?

mim, eu, aquele crente, aquele menino fervoroso, assim, ó, brother de Jesus, quando eu fui batizar, cara, olha que... Gente, a gente faz muita piada aqui, mas é uma parada que é muito traumática, tá? É, tipo assim, é realmente coisa que você leva pra terapia, porque, assim, estraga toda a nossa cabecinha, assim. Cara, eu lembro que eu estava na piscina de batismo, que, inclusive, né, é um, assim, um negócio de problema sanitário, assim, sabe? De, tipo, aquela...

Aquela água turva. Imagina, cara. É porque a igreja batiza, tipo, 300 pessoas um dia, né? Exato. Igreja Assembleia de Deus, né? Provavelmente vocês vão pensar que... Não é toda igreja que tem a piscina. Tem igreja que, por exemplo, igreja batiza, tem o batistério lá e que só a galera da igreja, ela batiza. Na igreja Assembleia de Deus, lá de São Paulo e tal, nesse contexto... É na baciada. Cara, é muito... É tipo aquele casamento, Roca, de galera que casa... Exato. É isso. Que é tipo, é isso. Cara, é assim, eu não sei se eu já relatei,

isso aqui, não sei se você viveu a mesma situação, provavelmente, mas, cara, o dia do batismo é, cara, é uma experiência horrível, tá? É uma experiência, assim, das mais, tipo, traumatizantes da vida, por quê? Cara, você chega muito cedo lá, na sede, nem sei como que é hoje, cara, você chega lá, é uma fila gigantesca de gente pra batismo, porque, imagina, é uma igreja, um tanque de batismo pra todas as igrejas, todas as pessoas que vão batizar,

divididos em dias e tal, mas assim, cara, uma caralhada de... Eu desconfio que, tipo, é todo domingo, sei lá. Deve ser, né? Tipo, é... Que que eles vão... Sábado. Sábado, é. E, cara, eu lembro que, assim, eu cheguei, eu fui pro final da fila, o final da fila era no estacionamento da igreja, que o chão era todo de brita e estávamos descalços. E aí, é... A gente ficou andando lá e a galera, tipo, leva muito isso como, ah, é aprovação, ah, olha só como que...

tô aqui num sol escaldante de manhã, andando numa pedra de brita, tá doendo pra caralho. Você tava com a túnica essa hora, já? Tava com a túnica. Minha túnica e meu adesivinho vermelho. Pra quem sabe, sabe. Você tinha que colocar, obviamente, né? Porque a igreja não vai deixar de perder dinheiro com isso aí. Só podia tirar foto a empresa da igreja lá. Então você tinha que comprar e colocava um adesivinho vermelho aqui pra galera saber que você, né, pode tirar foto de você. E cara, e aí,

E tipo assim, bicho, demorou muito tempo, muitas horas andando, e aquela coisa, o pessoal cantando. Aí passamos num corredor, e assim, como a ida e vinda é do mesmo lugar, o pessoal tá voltando com as becas molhadas, então fica aquele chão todo lameado de água. E aí tinha um corredor específico que eu lembro, que era um corredor que tinha vários banheiros. Então a água, ela entrava no banheiro, sabe? Aquela ondinha da felicidade entrava no banheiro,

cara, tinha papel higiênico no chão, sabe? E a galera, tipo, voltando do Jordão, sabe? Tipo, cantando as paradas assim. E aí eu cheguei na beira da piscina, eu falei, mano, eu preciso chorar agora. Aí eu fui batizado, né? Saí, eu falei, mano, eu preciso chorar. E eu não tava conseguindo chorar. E eu me lembro que foi uma parada que, tipo, eu fiquei, mano, então eu não fui batizado. Então tem alguma coisa errada. Aí no final eu consegui, sei lá, inventar. Você chorou porque eu não tava chorando, né? Aí você chorou porque

Exato. Cara, olha isso, bicho. É muita... A gente fica muito dodói da cabeça, cara. Você vê, né? Pra mim foi muito menos assim... Foi como um dia qualquer, assim. Teve... O que eu lembro é o seguinte. Caguei. De ter que recordar muito cedo. De ter que recordar muito cedo. Eu lembro disso. Do... Do Pastor Clemente me levar na variante que ele tinha. Tinha uma variante vermelha horrível. Enfim. Lembro disso.

Eu vou passar mal no carro, porque eu passo mal em carro. Quando eu não tenho ar-condicionado, assim, eu vou atrás. Enfim, passei mal no carro. E aí, cheguei lá morrendo de fome. Aí, Roca, não lembro de mais nada. E eu lembro, tipo, depois eu, sábado à tarde, jogando bola na rua. Xingando todo mundo, né? É o que eu lembro, é. Mandei xingando, xingando meu irmão, falando palavra em casa. Era isso, assim. Então, pra mim, foi um dia normal, assim. Talvez tenha toda essa chatice de ficar óbvio.

horas esperando as paradas e tal, mas pra mim não foi um dia muito especial, assim, não. Só tudo, parabéns, foi batizado, parabéns, foi batizado. Aí, tipo, fui lá no púlpito, subi, acho que dei uma palavra lá, agradecendo e tal, desci, fui tocar meu instrumento e depois vim pra casa, bateu uma pinguinha. Foi isso que aconteceu. Não, eu preciso falar uma parada, mano. Se Jesus voltar e ele me deixar aqui com você, é uma puta de uma sacanagem, tá?

Porque assim, ele podia ter voltado naquela época. Naquela época eu tava ali, cara, acumulando muita milha, entendeu? É que naquela época ele tava ocupado, né, Roca? Cuidando da fome na África, né? Aí ele tava muito ocupado. Não dá pra falar. Não, porra, se ele voltar, eu vou falar, Jesus, porra, mas agora, mano, voltasse quando eu tava ali, porra, tava no auge da minha carreira. Agora que... Agora eu já tô, mano, já tô aposentado já, não dá. Não dá nem pra negociar pra gente fazer um retroativo aí,

Não tem. Não tem esse papo, não, cara. Não tem, cara. Ou você volta pra igreja ou já era. Se Jesus voltar, você pode ser o crente mais fervoroso. Mas se Jesus voltar naquela hora que você toma uma fechada no trânsito, você falou... Caralho! Você nem terminou a palavra. Jesus voltou, cara, já era. E falam que vai acontecer isso. Falam que vai acontecer isso. Você só vai ver as roupinhas da galera, sabe? Tipo, ficando vaziazinha, assim. As roupinhas caindo no chão, assim. Os aviões batendo, os carros batendo.

que nem o Jonathan fala, né? Vai duas pessoas. Duas pessoas vão, mas ninguém vai ficar todo mundo. Muito bom, é verdade. Ninguém vai notar nada. Mas eu falo assim, não, só o João ali. Já teve, já teve. Ninguém nunca mais viu o João. Eu falo, ah, não sei, acho que ele mudou. Devia estar devendo pra agiota. A roupinha do João no chão lá, ninguém é parado. No chão. Falou, não, ele, ó, ele tava devendo pra agiota, teve que sair correndo. Nem deixou até as roupas aí. Vamos lá, então. Kelvin tá contando aqui a história dele.

Se batizou aos 12 anos de idade, Roca. Com a mãe muito crente, não podia assistir um Ben 10, não podia assistir um montante Rex. E se batizou aos 12 anos após ter feito o curticinho de batismo da igreja e passado com louvor. Ele diz que ele era um pré-adolescente prodígio. E aí ele fala, e após o batismo, homem só poderia usar calça. Então comecei a somente usar calça durante um certo período. Aos 13 anos, comecei a aprender a tocar violão.

ia toda sexta-feira na casa de um senhor que morava sozinho e tinha uma foto dele pelado com algo tampando as partes íntimas na parede. Meu Deus, nunca. Jesus Cristo. Eu achava muito estranho, mas nunca disse nada pra minha mãe, né? Até porque se você tá ligado e você falar, você não ia mais tocar violão nenhum, né? Com isso... E criança inconsequente, né? Tinha que ter contado pra sua mãe, né? Com isso, comecei a tocar na igreja.

Pelo amor de Deus, ficar sozinho com um cara desse. Então, e é muito louco isso, né? Porque assim, antigamente, espero, acho que hoje ainda continua sendo isso, mas assim, antigamente se a pessoa falava assim, não, ele é evangélico, não dá nada. Cara, a quantidade de crime, de abuso sexual que a gente vê, não só na igreja evangélica, católica, enfim. Mas assim, cara, pelo amor de Deus, né? Isso é... Mas é isso, os nossos pais deixavam. Tipo, vai lá, vai na casa do irmão, tá?

lá, ele vai te ensinar, ou tudo bem, você ir lá pra igreja e só tá você e o líder de louvor, ou qualquer coisa assim. Com isso, comecei a tocar na igreja sem saber muita coisa ainda, mas como os tocadores, os instrumentistas, os varões que tinham lá, saíram, eu alci esse patamar e comecei a tocar sem nem saber por onde a música ia e quais notas pediam, simplesmente por ter começado a fazer aulas alguns dias atrás. Então o cenário é esse, Roca.

O menino começou agora a aprender a tocar violão. A galera da banda cansou da Igreja Pentecostal Deus é Amor. A porta estava muito estreita. Foi atrás de uma porta mais larga. E largou lá os instrumentos. Largou todo mundo lá e deixou o menino. E aí o pastor desesperado para... Pô, precisa ter banda aqui. Precisa ter música e tal. Colocou o menino que mal sabia tocar violão de 13 anos de idade para tocar na banda. Isso aconteceu com muita, muita frequência.

a gente montou a banda lá da Sem Black Deus? Eu tinha 13. Então, eu tinha, eu sou um ano, eu tinha a exata idade dele. Eu acho que ele tá contando a minha história, tá? Tô começando com muita continência. Será que você esqueceu que você mandou essa história? Será que você esqueceu que você mandou essa história? É isso? Não, mas é isso. Eu tinha 12, que é quando a gente começou, você começou a tocar com 13, lá no Líbano. Com 13. É. Com 13 anos. É, o baixo, é. Eu tocando bateria com 12. Isso. E...

os nossos amigos lá, não lembro qual a idade deles, mas era isso. É, mas eles eram, o Ricardo tinha tipo 14. Era isso, assim, era uma diferença. Era isso também? É, é. Que foi o cara que me ensinou a tocar baixo, né? O Ricardo, que era o rapaz que morava na Bate Caverna. A gente já falou dele aqui em algum troféu cocô tempos atrás, tá? Ele chamou a gente pra ver. O Ricardo, se você tá ouvindo isso, não vai levar pro coração, né, bicho? Isso aconteceu há 20 anos atrás, 30 anos atrás. Pelo amor de Deus, tá? Que isso, cara.

Desenho ilícito. Isso, ele era o músico principal da igreja e apresentou Hentai pra gente, né? Mas é isso, Roca, criança de 14 anos de idade. Exato, exato, exato. Em certo momento, o pastor e minha mãe, que era missionária, tiveram uma conversa comigo e me falaram que queriam me colocar como líder do novo conjunto de louvor, já que os integrantes do antigo haviam ido embora para outro ministério.

Inclusive, Roca, essa história me fez lembrar um pouco uma história sua. Eu tô aqui perguntando, será que não foi da... Será que o Kelvin não era da igreja que você frequentava? Tirou todo mundo da igreja? Todo grupo de louvor da igreja? De louvor da igreja. Será que não foi ele que substituiu? É verdade, é verdade. Não, mas rolou na Assembleia. Mas foi, cara, muito... Eu tô zoando, mas assim, tem muita similaridade. Mas é porque isso acontece com muita...

Muita gente, cara. Muita criança é isso. Tipo, você é colocado nesse lugar de responsabilidade. Mano, e assim, acreditem. Isso é uma parada que dá uma bagunçada na cabeça. Porque assim, você quando criança... Sabe aquele papo que a gente fala assim? Criança não trabalha. Criança trabalha, criança brinca e tal. Cara, é o mesmo rolê. Você tá colocando um trabalho, uma responsabilidade na criança que ela tem que obedecer o horário de ensaio. Ela tem que se preocupar com...

com o grupo, se fulano não tá participando, sabe, esse tipo de... Cara, tem que ser exemplo, tem que ser exemplo, puta merda. E aí vai bagunçando sua cabecinha, porque assim, pô, 12, 13 anos de idade, cara, você tá na escola, eu lembro muito disso, meus amigos da escola lá, pô, os moleques, sei lá, falavam palavrão, tinha moleque que fumava, sabe, tinha moleque que tomava uma cerveja, os moleques iam pro fliperama jogar, e cara, tudo esse tipo de coisa, eu que era,

o... Essas coisas alegres, né? Essas coisas alegres. Não podia fazer. É um absurdo. Que absurdo. Não podia dirigir. Olha só. Nada a ver. Só porque eu tava na igreja, não podia fazer tatuagem. Eu com 12 anos de idade, não podia fazer uma tatuagem. Não podia ser preso. Os meus amigos tudo presos. Pô, eu também queria. Mas, Roca, eu acho que nem é necessariamente isso. Eu acho que é só o lance de uma ausência de uma responsa. Que assim, eu acho que é importante a criança ter responsabilidades quando tá

12, 13, é importante ter. Mas responsabilidades que envolvam ela ali, não tipo, cuidar de outra pessoa, não fazer coisas pra outras pessoas, é sobre coisas que ela quer fazer, entendeu? Cara, responsabilidade assim, de você ajudar em casa, ajudar sua mãe, sabe? Ser legal com o próximo. Ser legal com o próximo, é. Agora, exatamente, cara, aí você falou uma parada que é muito real, assim, esse lance de dar exemplo, é uma parada que realmente dá uma fritada na cabeça. O Ricardo, que era o líder

do louvor nosso lá, que tinha 14 anos de idade, que ensinou a gente a tocar instrumento, ele é insuportável. Eu odiava ele. Ele é insuportável. Cara, ele era muito prepotente. E eu desconfio. Dinossauro. Dino. Que ele continua prepotente. Tá? Você tem que me parir, só me cair. Eu me peguei. Por isso que eu dei uma respirada. Por isso que eu dei uma respirada. Ele continua essa pessoa prepotente. Nossa, muito prepotente, hein? Muito. Caralho, que prepotente.

Prepotente. Mas é, cara. E assim, cara, você falou uma parada muito real. Cara, a igreja, ela é muito boa em criar gente prepotente. Porque assim, eu não tô falando que a igreja só faz cagada. Tem uma função social que eu acho, eu admiro na igreja, apesar de todas as merda que a igreja faz, mas tem uma função social que eu acho ainda bacana, que é a parada de tipo assim. Mas que é jogado lá pra trás, né? Quando a gente olha lá.

de condições e etc, etc. Mas, por exemplo, nós tivemos a oportunidade de ter aula de música na igreja, sabe? Tipo, eu aprendi a tocar clarinete. Nunca na vida meus pais iam ter condições de pagar uma aula de clarinete ou de outros instrumentos. Eu testei vários instrumentos, né? Violonchelo também. Então, isso é muito legal. O lance de comunidade, por mais que tudo deturpado, né? Tinha essa parada legal de você ter amigos ali e tudo mais.

mas, cara, ao preço de quê, né? Ao preço de você ficar do doisinho, entendeu? De você ficar nessas maluquices, assim. E, cara, era isso, era... Esse nível de resposta era bizarro, assim. Deixava, de novo, se te deixava prepotente, fazia você achar que você era muito... Isso, e era isso, já tinha esquecido o velho caduco, esqueceu a linha de raciocínio. Qual que era o lance? É que, assim, principalmente em igrejas de periferia, ela acolhe pessoas que, infelizmente, que é uma realidade, que são pessoas que elas não são... Estão à margem.

elas estão à margem. Elas não alcançam, por exemplo, cargos de liderança dentro do campo profissional por causa de uma série de questões. E aí a igreja cria essa oportunidade. Só que ela cria uma oportunidade que é baseada em coisas que não são de fato habilidades. É diferente, por exemplo, quando... Não estou falando de toda igreja, tá? Tem igreja que realmente requer, por exemplo, do pastor que o pastor faça a faculdade, que é o mínimo, né?

Tipo assim, pô, você quer ser um pastor, eu vou fazer teologia, filosofia, qualquer coisa assim. Mas nessas igrejas periferias, sem mulher de Deus, não, cara. Então assim, o pastor tava lá porque, sei lá, porque ele... Cara, eu nem sei, na verdade... Porque ele tá muito tempo na igreja, porque ele tá muito tempo na igreja. Muito tempo na igreja, exato. Ou porque ele simplesmente falou assim, meu, vou abrir uma igreja, vou pegar esse salãozinho aqui. E aí cria, se infla essa ideia de que ele é um cara, um líder, e aí cria essa prepotência baseada em nada, cara. Baseada em zero habilidade.

zero skill, zero assim, tudo. É tipo, é só essa pessoa que acha que tá nessa posição porque Deus escolheu ele e tal. Enfim, é muito bizarro, cara. É muito bizarro. Dito isso, nosso prodígio Kelvin foi então convidado aos 13 anos de idade pra ser o novo líder do novo grupo de louvor, novo conjunto de louvor da igreja dele. Aí ele fala, eu, no auge dos meus 13, quase 14 anos, no nono ano do ensino fundamental,

Achei isso o máximo. Crente como era, vi nisso um chamado de Deus na minha vida. Nossa, essa frase. Um chamado de Deus na minha vida. Ele fala aquele ponto de barra e zoca. No dia seguinte, contei para os meus amiguinhos da escola que eu seria o líder do conjunto de louvor. Estava todo animado, ele fala. Nossa. Aí ele fala. Porém, não saiu tão bem quanto o pastor e minha mãe esperavam. Essa bênção me trouxe tentações.

As pessoas queriam fazer parte do conjunto. Entre eles foram dois primos meus para a bateria. Um sabia tocar e outro ia comigo ter aulas com o velho estranho. Lembra o velho da fotografia na parede? Duas meninas para cantar e eu que ficaria na guitarra e no microfone como cantor. Na época, eu achava que cantava muito. Fizemos alguns cultos e alguns ensaios e fui nutrindo um sentimento por uma das meninas que vamos chamar de Dalila.

Pra quem não pegou a referência, né? Dalila, Sansão, né? Na Bíblia, tá? Exato. Meus primos e a outra mulher, a única adulta do grupo, começaram a jogar a gente um pra cima do outro, pois éramos quase todos adolescentes cheios de hormônios. É, e vale lembrar aqui que nosso amigo Kelvin, ele tá tal qual uma garrafa de Coca-Cola com um tubo inteiro de mentos.

fechada. Com a tampa fechada. Isso é importante. Ele tá... Chumbaram, chumbaram a tampa, Roca. Colocaram a tampa de ferro, sacou? Colocaram lá, fizeram o baguinho lá, que o cara coloca a máscara lá. Isso. Soldaram. Soldaram a tampa e ele tá lá. Com três anos de idade. O bagulho tá inchado, tá parecendo uma garrafinha de corote gigante. Um balão.

Aí ele falou, eram quase todos adolescentes cheios de hormônios.

O Kelvin Rock, ele colocou assim, eu peguei, ele escreveu assim, é que o corretor tá mexendo aqui, mas ele colocou assim, eu pequei e beijei a menina. Aí eu não sei se ele quis escrever, eu pequei de pecar, ou eu peguei de pegar e beijei a menina. Então eu acho que eu pequei, eu vou acreditar que ele tá falando em pecado, tá? Eu pequei e beijei a menina, sendo meu primeiro beijo. Olha que bonitinho, tá? Ah, que bonitinho, cara.

Voltando pra casa, eu chego todo animado pra falar com meu pai o que tinha feito, pois eu estava feliz com o ocorrido. Afinal de contas, ele gostava da menina, né? Meu pai falou pra minha mãe e ela ficou possessa, pois segundo ela, eu era um menino de Deus e era novo demais. A menina não era usada... Cara, sério, discurso prontinho que dá pra ouvir um bilhão de vezes em qualquer lugar. Você frequenta a igreja e você ouve essa história. A mãe dele falou o seguinte, a menina não era usada,

suficiente pelo senhor. E ela estava lá pra me tentar e me desviar dos caminhos de Deus. Nossa, cara. Tadinho, bicho. A partir de... Não, e assim, tadinho. Eu fiquei surpreso porque ele gostou. E o que é o máximo, tá? Porque é isso, é da idade dele. Nessa idade você fica muito feliz com essas coisas. Aquela borboletinha na barriga do que acabou de acontecer. E aí foi contar pro pai. E o engraçado é que eu acho que

me parece que o pai era o desviado da história, porque ele não menciona o pai em nenhum momento. O pai era o marido que a esposa sempre leva no culto de oração, para tentar converter e tal. Mas no final das contas, o pai é o legal. E aí foi contar para o pai, cara, e tomou um banho de água fria, bicho. Aí ele fala, a partir disso, o conjunto de louvor foi acabando aos poucos, pois eu comecei a evitar a menina. Parei de falar com ela de maneira super abrupta.

da coitada, pois nunca cheguei a explicar o que ocorreu. Mas é isso. Aos 18 anos, me descobri ateu. Foi outra história de histeria da parte dos meus pais com a notícia. Mas talvez essa fique para outro programa caso esse passe. Passou, Kelvin. Manda essa história aí. Queremos ver essa evolução. Queremos ver como se deixou Jesus triste. Ai, cara.

Cara, e pior que assim, falando dessa coisa de religião e tal, é engraçado que assim, hoje a gente não vai pra igreja, né? A Duda, ela já pendeu mais pra parada do ateísmo, assim, ela já não acredita em muita coisa, que a minha sogra nunca ouça esse programa. Eu ainda conservo alguma coisa, me chamaria ali de um agnóstico ainda, né? Tem alguma coisa ainda que me intriga sobre a possibilidade de existência de qualquer coisa que seja desse, né?

universo espiritual. Mas as nossas filhas, a gente cria elas assim, né? A gente nunca foi na igreja e tal. Assim, quando a Luísa era pequena, a gente talvez chegou em algumas vezes, mas assim, era mais minha sogra e elas cresceram sem religião nenhuma, né? A gente sempre deixou muito aberto pra ela. Cara, e a Luísa, ela tá, sim, 100% ateia. Tipo, ela é funciência, só que o engraçado é que ela tem uma parada que eu acho muito curioso. Ela fala, eu sou ateia, eu não acredito em Deus, eu acredito na ciência,

mas ela acredita na reencarnação. Por algum motivo, ela acha muito absurdo a ideia de, tipo assim, meu, a gente vai morrer. Ela fala, pai, eu não consigo acreditar que a gente vai morrer e aí, tipo, a gente vai ficar no escuro pra sempre. É, acho que a gente vai voltar numa outra vida, vivendo outra pessoa, tal, não sei o que lá. E eu acho o máximo isso, tá? Do jeito que ela vai descobrindo e tal. E agora tem um amiguinho na sala dela que é o mini André, é o mini Kelvin.

Tá lá aquele cara super crente, moleque, toda oportunidade, moleque suportável, toda oportunidade, o moleque vai, tadinho, não tem culpa nenhuma, né? Vai lá e tenta pregar, e tenta, cara, e ela volta puta, toda vez. Tipo assim, eles estão aprendendo, sei lá, biologia, e aí o professor tá falando qualquer coisa de, ah, não, porque há não sei quantos milhões, bilhões de anos atrás, ele, não, mas peraí, na verdade, o mundo tem, não sei quantos, tipo, faz a,

contagem, né, baseada na Bíblia e tal. Cara, aí ela fica muito nervosa, assim, porque é isso, tem essa figura. E é o coitado, e assim, imagino que esse menino dá mais aí uns, da escola dela, né, dá mais uns cinco aninhos aí, bicho, no máximo uns sete anos, tá fora da igreja. Vamos pedir a Deus, né? Vamos pedir a Deus pra ser libertado desse mal. Como eu sou ateu, eu vou pedir pra Beuzebú fazer esse trabalho pra gente.

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