Episódios de Do vinil ao streaming: 60 anos em 60 discos

Episódio extra: Duelo de Titãs - Phil Collins x Dave Grohl

01 de junho de 202621min
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Imperdível! Pela primeira vez, compartilhamos com todos os ouvintes um dos nossos episódios extra mensais, feitos exclusivamente para os apoiadores de alguns planos da nossa campanha de financiamento. Confiram e deem os seus vereditos sobre o nosso "Duelo de Titãs" entre Phil Collins e Dave Grohl, baseado num delicioso top 5 com as semelhanças entre eles.

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Participantes neste episódio1
D

Daniel Sete

HostCriador e apresentador do podcast
Assuntos6
  • Transicao de CarreiraPhil Collins · Dave Grohl · Genesis · Nirvana · Foo Fighters
  • Popstars MultiplatinadosPhil Collins · Dave Grohl · Grammys · Nirvana · Foo Fighters
  • Phil Collins· CulturaGigantes da bateria · Phil Collins · Dave Grohl · Genesis · Nirvana
  • Bateristas ativos e disputados após virarem vocalistasPhil Collins · Dave Grohl · Genesis · Nirvana · Foo Fighters · Queens of the Stone Age
  • Música pop e showsPhil Collins · Dave Grohl · Genesis · Foo Fighters · Gated reverb
  • Financiamento coletivo e apoio ao projetoPodcast do Vinil Streaming · Audio Inc. · Catarse
Transcrição52 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E aí, pessoal, tudo bem com vocês? Aqui é o Daniel Sete, criador e apresentador do podcast do Vinil Streaming, 60 anos em 60 discos, uma parceria com a Audio Inc. Já tô com saudade de vocês, a nossa temporada 8 terminou em 4 de maio, já faz aí umas semanas.

E eu estou aqui fazendo uma aparição não anunciada para dizer que, pela primeira vez, a gente liberou nas plataformas um dos nossos episódios extra mensais exclusivos. E o que são esses episódios extra? Bom, eu explico. Desde setembro de 2024, existe a nossa campanha de financiamento do podcast.

criada justamente para que esse projeto, feito por mim e pelos meus amigos da Audio Inc. de forma independente, possa seguir adiante por tempo indeterminado. O endereço da campanha é o catarse.me arroba podcast do Vini World Stream. Esse link está na descrição de todos os nossos episódios, inclusive este aqui.

Somos gratos demais aos nossos colaboradores. Temos seis planos de assinatura mensal, ou seja, seis formas de apoiar, com valores e recompensas diferentes, a partir de R$10. E olha só, três desses planos, para quem contribui com a partir de R$100 por mês, dão acesso aos nossos episódios extra mensais. A gente já tem 21 deles.

21 episódios extra. Sempre com séries temáticas e listas top 5 imperdíveis. E nós decidimos abrir um deles, um dos nossos favoritos entre esses 21. Para que mais ouvintes conheçam esses episódios extra. E quem sabe, possam colaborar com a nossa campanha. A gente está precisando dessa colaboração. E atenção, que estamos fazendo uma promoção. Quem assinar qualquer um dos nossos planos até o final desse ano de 2026, inclusive o plano de 10 reais, também terá acesso aos episódios extra.

Até o fim do ano. Olha que legal. Bom, então vamos lá para o episódio que a gente vai liberar aqui. Esse episódio é o de janeiro de 2025. O primeiro de uma série que eu chamei de Duelo de Titãs. Nessa série eu faço um pequeno perfil de dois artistas. Ou quem sabe até duas obras. Ou até dois acontecimentos musicais. Que sejam sob alguns critérios semelhantes.

O que eu faço é levantar a ficha, entre aspas, desses oponentes num top 5. Aí a gente vai ouvindo alguns trechos de música. E depois eu dou o meu veredito, entre aspas também, e convido vocês a darem os seus. E aí, o que vocês acham disso? Para esta primeira edição, o embate que eu propus envolve o Phil Collins e o Dave Grohl.

Ué, mas o que será que une essas duas figuras musicalmente tão diferentes? Venham comigo que a gente já chega lá. A pergunta é, qual dos dois é mais brabo? Bora então para o nosso top 5? Gente, eu espero muito que vocês gostem. E se gostarem, considerem participar da nossa campanha de financiamento coletivo. Muito obrigado.

Número 1. Phil Collins e Dave Grohl são gigantes da bateria, ícones de diferentes escolas desse nobre instrumento. Vou começar aqui sempre pelo Phil Collins, por uma questão de respeito, de idade. Primeiro vem os mais velhos. Os dois curiosamente fazem aniversário em janeiro. O Phil Collins, que é o inglês de Teeswick, Londres, está completando 74 anos em janeiro. Dave Grohl, que é um estadunidense da cidade de Warren, no Ohio, está fazendo 56 anos. Mas então, eu começo pelo Phil. O Phil Collins foi...

Eu digo foi porque ele já não tá tocando mais batera. Um dos mais inventivos, elegantes e sofisticados bateristas da era do rock progressivo. É, o Phil Collins foi o batera do Genesis, que junto com Yes, Kim Crimson e Emerson Lake e Palmer, forma aquele quarteto das grandes bandas inglesas do rock progressivo. Essas bandas tinham músicos muito bons, né?

Eles queriam levar o rock muito além daquele lance 1, 2, 3, 4. Às vezes se complicaram até demais. E o Phil Collins era um baterista muito criativo. Muito técnico também, mas não ficava se exibindo quanto à técnica. E ele tinha uma coisa que o distingue.

Desses outros baterias do progressivo, que ele era meio funky. Ele swinga o Phil Collins. Outra característica dele é a pegada, assim. Que som que ele tira da bateria. Também sabia gravar muito bem a bateria. Ela soava muito potente. E o Phil Collins, enquanto baterista, tem o charme extra de ser canhoto. Phil Collins, um baterista muito importante, muito influente também, da turma do rock progressivo. Eu gosto muito dessa música aqui e gosto muito da bateria dele nessa música aqui do Genesis.

O Genesis, na sua fase progressiva, que tinha o Peter Gabriel nos vocais. A música é...

Watcher of the Skies, de 1972.

É um mundo, não há um mundo

Vejam só que legal essa levada do Phil Collins. É bem complicada de tocar, na verdade. É muito original e serve muito a canção. Agora vamos pro Dave Grohl. O que dizer do Dave Grohl? Ele é um enorme batera também. E cuja importância é bem diferente da importância que tem o Phil Collins enquanto baterista. O Dave é o homem que promoveu como ninguém a síntese entre a fúria dos bateras de punk, com as possibilidades criativas, a pegada, a energia e até a técnica dos bateras de hard rock.

de metal também. E como ele fez isso ali no começo dos anos 90, quando já existia há muito tempo hard rock, metal e punk, ele meio que fez uma síntese dessas abordagens pro som pesado. Vou até que ele é um trechinho da página 293 do livro Dovinil Stream, na qual eu falo sobre o papel dele no disco Nevermind, do Nirvana.

Na parte instrumental, porém, nada impressiona mais do que a implacável bateria de Dave Grohl. Em Nevermind, ele definiu um estilo que funde os melhores elementos do hard rock e do punk, principalmente a pegada e a ausência de firulas.

Bom, nesse mesmo texto sobre o Nevermind, eu defendo a tese de que o Nirvana não teria feito o sucesso que fez sem o Dave Grohl na batera. Era uma das coisas que mais impressionava, era o som e o peso, e a potência, a explosão daquela batera nas primeiras músicas do Nirvana que ficaram conhecidas, do disco Nevermind. Tem a mítica introdução do Smells Like Teen Spirit, mas eu lanço outra música aqui pra gente ouvir, Territorial Peacings, do Nevermind. Ela resume como poucas esse estilo do Dave Grohl, levadas em chutas.

tocadas com enorme precisão e muita vontade.

Número 2. Phil Collins e Dave Grohl tiveram que dar corajosas guinadas nas suas carreiras, passando da posição de baterista à posição de frontman. A história de Phil Collins é a seguinte. Grande Peter Gabriel decidiu sair do Gênesis em 1976.

Era uma banda super consolidada, era referência de progressivo, era uma banda cultuada. Que roubada quando sai o vocalista, né? A gente viu isso no episódio do Iron. Mas a gente também viu no episódio do Iron que às vezes isso pode ser a melhor coisa que acontece pra uma banda. No caso do Gênesis, pelo menos comercialmente, foi. O Phil Collins já fazia uns backing vocals na época do Peter Gabriel. E é curioso que eles têm timbres muito peculiares os dois e que são de certa forma meio parecidos.

Eles pertencem ao mesmo universo, assim, que é um universo meio excêntrico. São vozes que, quando apareceram, eram muito novas. O Genesis resolveu tentar com o Phil Collins mesmo no vocal. E foi com o Phil Collins que o Genesis fez sucesso pra valer. Que o Genesis se tornou uma das bandas mais bem-sucedidas da história. A gente já vai ver isso. O Peter Gaber era um cara mais arty, mais avant-garde. Mas a voz pop do Genesis seria mesmo a do Phil Collins. O Batera. O Batera baixinho e canhoto. E careca.

Tem uma cena genial no desconcertante filme American Psycho de 2000, também conhecido como Psicopata Americano no Brasil, com o excelente ator Christian Bale. É um filme horrível de serial killer, só que tem toques de humor retorcido. Então ele tá lá numa conversa com duas mulheres que serão as suas próximas vítimas. E sabe que papo ele puxa? Vocês gostam de Phil Collins? Ele pergunta.

E aí ele começa a elaborar a sua tese sobre o quão boa foi essa mudança no Genesis, trazendo o Phil Collins para o vocal, dizendo que a banda era pretenciosa antes, com essa história progressiva. É uma cena inesquecível. Vou dar um exemplo aqui de como o Genesis ficou uma banda pop, com o Phil Collins no vocal. Essa música foi número um nos Estados Unidos, no grande mercado, em 1986. Adorava essa música quando era pequeno. Invisible Touch.

E aí E aí E aí E aí E aí

Agora, a história semelhante do Dave Grohl, com o trágico suicídio do Kurt Cobain em abril de 1994, o Nirvana, obviamente, acabou. E o Dave Grohl passou um bom tempo ali perdido, sem saber o que ia fazer, evidentemente muito triste e deprimido, paralisado ali. Ele era o cara que tocava mais ou menos bem os outros instrumentos e cantava e compunha. Não teve a sua vez como compositor no Nirvana, nem como cantor solo, embora tenha feito uns backing vocals pro Nirvana, alguns bem importantes. Então, em 95, há 30 anos, ele lançou o primeiro disco do Foo Fighters.

que era, na verdade, uma alcunha de sua versão solo. Era ele fazendo tudo, ele lendo o disco. Então, no intervalo de um pouco mais de um ano, o Dave Groh passou do batera, daquele fenômeno que era o Nirvana, o fenômeno chamado alternativo, para a posição de frontman de uma nova banda, o Foo Fighters. O Foo Fighters, que ao longo das últimas três décadas, se revelou um dos grandes acontecimentos roqueiros, em termos comerciais, em termos de projeção midiática.

A gente ouve um dos grandes clássicos, um dos grandes sucessos do Foo Fighters, My Hero, de 1997.

Número 3 Phil Collins e Dave Grohl são tão reverenciados como cantores e popstars Quanto são como bateristas Aqui eu chamo atenção para o fato de que as duas faixas que escutamos No item 2 do Top 5 Tem, além do Phil Collins e do Dave Grohl Nos respectivos vocais Apresenta também os dois tocando batera Invisible Touch e o Phil Collins já ali se metendo com as bateras eletrônicasенныхенныхенныхенных

E o Dave Grohl descendo o braço na batera de My Hero Mesmo que o Taylor Hawkins, o saudoso Taylor Hawkins Já tivesse nessa época assumido a batera do Foo Fighters Então são duas músicas com amostragens interessantes Desse poderio duplo dessas duas figuras

O Phil Collins levou o Genesis a ser pop, como eu falei antes, e ao mesmo tempo em que ele manteve a carreira com o Genesis naquela década, ele já estava bombando enquanto artista solo. E entre as várias coisas que o Phil Collins fez enquanto artista solo, além dos seus vários hits, a gente já vai falar sobre isso,

está a invenção de um novo som de batera. Eu não vou entrar em termos muito técnicos aqui, mas basicamente é o chamado gated reverb, um tipo de efeito sonoro que ele usava ali, além de gravar de uma forma específica, distribuindo muitos microfones pela sala, enfim. Com isso ele criou o som grande do Phil Collins de batera. Então eu junto aqui as duas coisas.

O Phil Collins sendo muito pop enquanto cantor, enquanto melodista. E esse som grandioso da batera dele. Eu tô falando de In The Air Tonight, o seu grande sucesso de 1981. Tem essa virada que é uma das mais reproduzidas da história do rock. Tem vários memes com essa virada, com essa virada nunca terminando. É muito bom.

E agora eu falo do Dave, respeitadíssimo baterista, passando a ser também um reverenciado e muito respeitado frontman. Além disso, ele também criou essa sua figura do cara que é roqueiro, mas que é legalzão. Um cara boa praça, um cara gente fina. Embora essa imagem tenha sido um pouco manchada recentemente, por sua infidelidade conjugal, é um assunto pessoal dele. Mas o Dave Grohl tá em todas.

Ou listava em todas até esse recente incidente? Ia nos programas de TV, levava até a mãe nos programas de TV Escreveu livro, dirigiu documentário Fez até um filme de zumbi com o Foo Fighters Enfim, um astro pop A gente ouve aqui Times Like This de 2002 Quando o Foo Fighters já estava mega consolidado como uma grande banda de rock Música Música

It's times like me to learn a love again It's times like me to learn a love again Número 4 Mesmo depois de virarem vocalistas de banda, Phil Collins e Dave Grohl continuaram bateristas ativos e disputadíssimos.

Podem procurar nos créditos de gravações envolvendo o Phil Collins. Ele gravou discos do Brian Eno, mais experimentais. Ele gravou coisas mais roqueiras clássicas com o Eric Clapton. Ele acompanhou até o próprio ex-companheiro de banda, o Peter Gabriel, em gravações solo. Foi também pra linha mais de soul funk, gravando com a Chaka Khan. E teve ali, Paralelo Genesis, uma banda braba de fusion, de jazz fusion.

O Brand X. Bom, depois como ele criou esse Big Sound da batera, muito oitentista, aquela coisa gigantesca, maior do que a vida, as gravações dos anos 80, o povo chamava ele pra reproduzir aquilo nos seus próprios discos. Tem um caso que é muito bom. O Tears for Fears, que é uma das maiores bandas dos anos 80, e que tinha um dos melhores sons de estúdio dos anos 80, chamou o Phil Collins só pra tocar uma parte de uma música.

Uma música que foi um grande sucesso, a balada Woman in Chains, de 89. Então a música vai numa levadinha suave, com um batera muito bom também, que é o Manu Katchee. Até três minutos e pouco. E quando chega o clímax, chega a hora de explodir, só aí entra o Phil Collins. Vamos combinar que isso também é assim, caramba, que orçamento tinha o Tiras For Firas pra bancar esse disco, né? Trazer o Phil Collins pra uma parte de uma música.

Mas a verdade é que eles acertaram, viu? Porque olha só a subida de dinâmica que o Phil Collins dá pra canção quando ele chega. Eu nem vou falar o trecho, vocês vão perceber.

Quanto ao Dave Grohl, nossa senhora, ele também foi gravar com um monte de gente. Ele também teve projetos paralelos, o Probot, que era dedicado ao metal. E quando o Foo Fighters estava mais ali firmadão, mais no piloto automático, você via que ele estava sentindo falta de ser batera.

E aí o Dave começou a aparecer em discos de um monte de gente legal Tocando o seu instrumento do coração Ele gravou com a Cat Power, com Nine Inch Nails, com Killing Joke Só que todo mundo sabe, né? O melhor desempenho do Dave Grohl como batera Depois do Nevermind, do Nirvana, lá de 1991 É o disco Songs for the Death

Que ele gravou em 2002 com Queens of the Stone Age É muito impressionante a batera do Dave Grohl nesse disco Ele estava feliz que nem uma criança De voltar a ser batera E não numa banda que ele gostava tanto E que era meio diferente do Nirvana Ela tinha ali um parentesco de sonoridade meio grunge Mas o Queens of the Stone Age Tinha passagens mais elaboradas Um pouco mais complexas E ele adorou soltar o braço Nesse novo contexto também E nesse disco do Queens Tem espaço até pra solo do Dave Grohl E aí

Coisa que ele não fazia no Nirvana e não fez também nas outras gravações. É a introdução da canção Song for the Dead, na qual ele se inspirou numa música do Black Flag. Vejam se isso não é uma grande introdução de música com a bateria do Dave Grohl.

Número 5. Phil Collins e Dave Grohl são popstars multiplatinados, multipremiados e, claro, multimilionários.

Dá pra gente dizer tranquilamente em 2025 que Phil Collins e Dave Grohl são figuras gigantes na galeria dos grandes popstars? Vamos trazer alguns números pra ilustrar isso. O Dave Grohl tem 19 Grammys e Phil Collins tem 8. É bastante Grammy, é muito Grammy. E olha só o sucesso comercial do Phil Collins. Ele tem 7 singles que foram número 1 na parada dos Estados Unidos. Disso o Dave Grohl nem chega perto. Já na lista de álbuns, tanto o Dave Grohl como o Foo Fighters.

quanto o Phil Collins em carreira solo, tiveram dois números um. Tem um empate aí. E atenção pra essa aqui, embora seja difícil medir corretamente e com precisão as vendas de discos no âmbito mundial, as estimativas aproximadas incluem o Phil Collins entre os 30 mais bem-sucedidos de todos os tempos, mais de 100 milhões de cópias de disco vendidas. O Dave Grohl também faz bonito, ele aparece com o Nirvana no top 200 dessa lista. Veredito!

Gente, foi um belo embate, não? Realmente um duelo de titãs. E olha só, considerando tudo isso, na minha opinião, o Phil Collins é mais treta do que o Dave Grohl. E sabem por que eu dou esse veredito? Em primeiro lugar, porque o Phil Collins assumiu a posição de frontman da própria banda. Uma banda que já era renomadíssima. E ficou sem seu vocalista carismático e performático Peter Gabriel. Não dá pra imaginar o Dave Grohl fazendo isso no Nirvana, né? Não teria lugar, não teria... Eu acho que não funcionaria.

Aliás, fica a dica pro pessoal da inteligência artificial pegar músicas do Nirvana e botar a voz do Dave Grohl no lugar da voz do Kurt Cobain. Um outro detalhe que joga a favor do Phil Collins é que ele, ocasionalmente, chegou a tocar bateria e cantar ao mesmo tempo com o Genesis. O Genesis teve um outro baterista pros shows, que era o Chester Thompson, mas ele chegou a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O Dave Grohl não chegou a fazer isso com o Foo Fighters.

No clipe dessa música que a gente vai escutar aqui, você vê o Phil Collins tocando e cantando batera.

É uma música bem funky, aliás. No Reply At All, de 1981.

E vou dar um terceiro argumento aqui. O Phil Collins tem a trajetória de popstar como vocalista do Gênesis e como vocalista solo. O Dave Grohl é, entre aspas, apenas o líder do Foo Fighters. Ele não tem a carreira solo propriamente dita. Então esse é o meu veredito, pessoal. Convido vocês a mandarem os seus próprios vereditos.

Então é isso, pessoal. Esse foi o primeiro episódio da série Duelo de Titãs, a quarta série temática de conteúdos extra, feitos inteiramente para os apoiadores do podcast do Vinil on Stream, 60 anos e 60 discos, de uma co-produção com a Audio Inc. Quem quiser mais histórias como essas pode me seguir no Instagram, arroba daniel7. O meu nome é daniel7, eu faço a pesquisa, o roteiro, a locução e a gravação. A edição ficou por conta do Guilherme Rodrigues, quem assina a trilha sonora original e a mixagem é o Felipe Derado.

Direção-geral, Isabel Lenza, com produção executiva da Ana de Giacomo e da Paula Zaki. A Nathalie Tavoni e a Bárbara Leão cuidaram da produção, a Maria Isabel Abduck, da assessoria jurídica, e a Joana Jackson, do design gráfico, que é baseada em arte original do Diogo Droch. Considerando o uso jornalístico e didático, sem finalidade econômica, a produtora fará jus à regulamentação estabelecida no artigo 46 da Lei dos Direitos Autorais 9.610,

de 1998, quando da não ofensa aos direitos de autor, os direitos reproduzidos e eventualmente não obtidos, estão devidamente reservados aos seus titulares. Valeu, gente! Valeu pelo apoio! É um prazer fazer esse episódio extra pra vocês. A gente se vê, a gente se vê no próximo episódio.

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