Blade Runner
A história de hoje se chama Blade Runner
É uma história sobre: ficção científica, a mágica do cinema, distopias, andróides, e um narrador não confiável.
Sobre o formato dos episódios: primeiro alguns informes, e antes da história faremos algumas respirações profundas, para acalmar o corpo. Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente, e você, pega no sono.
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Luiza Luzi
- Ficcao CientificaFicção científica · Distopias · Androides · Narrador não confiável
- A Natureza dos AndroidesRéplicas de humanos · Combustível para guerras · Mão de obra para colonização · Desejo por liberdade e dignidade
- Empatia e SolidariedadeCeticismo cartesiano · Caixas de empatia · Comunhão de mentes · Diferença insuperável
- Do Androids Dream of Electric SheepPhilip K. Dick · Título original inconveniente · Ceticismo de Dick · Kafka
- O Filme Blade RunnerMágica do cinema · Maquetes e pinturas matte · Metrópolis · Ridley Scott
Olá, você está ouvindo Histórias para Ninar Adultos, um podcast para te ajudar a dormir melhor. A história de hoje se chama Blade Runner. É uma história sobre ficção científica, a mágica do cinema, distopias, androides e um narrador não confiável. Meu nome é Luiza Luzi e eu vou contar uma história Para atinar. Sobre o formato dos episódios, começamos aqui, pequenos informes, e antes da história faremos algumas respirações profundas para acalmar o corpo.
Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente. E você pega no sono. Eu vou encerrar essa minissérie sobre ficção científica e retomar o tema em outro momento. E depois desse episódio vamos variar os temas para continuar pegando no sono e dormir bem. Se inscreva no podcast para receber avisos de episódios novos e dê uma olhada na campanha no Apoia.se. Ou deixe um comentário pra eu saber se você está gostando das histórias, se conseguiu dormir bem.
Sem pressa, pode ser amanhã. E se você acordar no meio da noite, não se preocupe. Lembre de respirar fundo e tente pensar nos detalhes agradáveis da história. E logo, logo você volta a dormir. Bem, Vamos lá, apague a luz, coloque um temporizador na reprodução, procure a sua posição favorita de dormir, ajuste seu travesseiro, sua coberta, aconchegue-se. Vamos dedicar um minutinho para fazer respirações lentas, lentas e profundas, sem pressa.
O objetivo é aumentar a calma, relaxar. Respire fundo, puxe o ar lentamente pelo nariz, segure um pouco e depois assopre o ar pela boca de forma insistente. Relaxe seus grupos musculares, dos maiores aos menores. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Relaxe os músculos do seu rosto. Do seu maxilar, do seu pescoço. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Solte seu peso na cama, relaxe seus braços, seus pés, seus dedos.
Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. E continue respirando lentamente, num ritmo confortável para você. Agora eu vou contar uma história para te ninar. Blade Runner. Já que eu já falei um pouco de cinema, Uma outra história que eu gosto é a de Blade Runner, e pensei em falar sobre isso nessa história. Por muito tempo eu só conhecia o filme, que me encantava pela sua aparente realidade. A combinação magistral de maquetes e pinturas matte reproduzia a mágica de Metrópolis, um clássico da ficção científica distópica.
É um filme de 1927. 97, quase 100 anos atrás. O livro foi escrito por Philip K. Dick e tem um título original inconveniente: Será que androides sonham com ovelhas elétricas? Longo demais e entregando a trama. Um suspense com sua pergunta principal na capa: quão perto ou distante das humanas são as ambições dos androides? Que quão honestas vocês seriam? Eu li o livro pela primeira vez essas semanas. Só conhecia o filme, filmes.
Primeiro filme tem a trama desse livro e fez tanto sucesso. Que novas edições da história geralmente não recebem o nome original na capa, recebem o nome do filme, reconhecível, curto, futurista. Palavras comuns num uso incomum. O livro que eu li tinha esse título, Blade Runner. Então assim também a história de hoje. Na primeira leitura Eu fiquei em dúvida se gostei do livro. Fiquei impressionada, mas também espantada com o escopo do ceticismo de Dick.
Diziam que ele trazia algo de Kafka para a ficção científica. Algo do desconforto e do absurdo, do drama íntimo e estranho de ser humano. É engraçado, ou talvez melhor, peculiar e curioso o modo como a realidade que te apresenta parece inescapável e ao mesmo tempo frágil. Muito frágil. Eu ainda estou ruminando essas ideias. Eu estava indecisa se deveria falar sobre esse livro, uma distopia Distante e perto, com pecados íntimos e conhecidos e novos métodos.
E ainda por cima, di que era fã de Platão. Blade Runner é o nome de um tipo de caçador de recompensas, um braço informal da lei que opera em segredo. No livro de Dick e no filme de Scott O problema central é a existência de androides, réplicas de humanos especializados para usos. Primeiro, Combustível para guerras humanas. E depois, quando já não valia a pena lutar pelo nosso planeta, como circuitos artificiais para mão de obra gratuita na colonização, cópias tão perfeitas de humanos Que eles querem as mesmas coisas: liberdade e dignidade, vida.
No primeiro contato, eu achei que talvez o problema do livro Fosse a desumanização da escravidão, a tragédia e ironia de oprimidos que oprimem, galgando liberdade na prisão alheia. Achei que o problema era Mão de obra explorada, trabalho forçado que sustenta mundos poluídos e vãos, em vidas sem sentidos e vãs. Mas isso foi apenas um primeiro contato, influenciado pelos filmes, talvez. Depois, uma segunda leitura, eu achei que era a respeito da incerteza da realidade.
A história paranoica o suficiente para lembrar o ceticismo cartesiano. O tapete podendo ser puxado a qualquer momento para revelar cadafalsos. Muito do funcionamento do mundo é explicado em capítulos com narrador nada confiável. Alguém que sabe que não entende muito bem o mundo, mas que acredita em tudo que o único canal da televisão diz. Ele nos informa fiel e sem percepção aguçada das tragédias e coincidências. Lucrativas que arruinaram todos os ecossistemas terrestres, enquanto incentivando a migração para colônias.
O livro insiste em paralelos entre o caçador de androides e os androides. Mas ao mesmo tempo insiste na distância e alteridade, uma imagem inacessível no sumidouro do espelho, para citar um poeta carioca. No livro Onde humanos sonham com ovelhas e androides com ovelhas elétricas, talvez. Todos os humanos praticamente usam caixas de empatia, um aparelho só seu. Todos têm e todos usam. Para sentir-se parte do sistema, para subir a montanha como Sísifo, todos sentindo a ascensão moral de subir, uma fruição religiosa e empática.
Mas os androides não conseguem. Não existe comunhão de mentes com androides, com seus circuitos artificiais, suas mentes sempre perfeitas, sempre aguçadas, seus sentimentos racionais. Reverberações de memórias implantadas, poucas de sentimento, cheias de pensamento. Uma diferença insuperável. A empatia como conflito. Genial. Kafkaiano. Blade Runner. Já que eu já falei um pouco de cinema, Uma outra história que eu gosto é a de Blade Runner, e eu pensei em falar sobre isso nessa história.
Por muito tempo eu só conhecia o filme, que me encantava pela sua aparente realidade. A combinação magistral de maquetes e pinturas matte reproduzia a mágica de Metrópoles, um clássico da ficção científica distópica. Um filme de 1927, quase 100 anos atrás. O livro Blade Runner foi escrito por Philip K. Dick. E tem o título original inconveniente: Será que androides sonham com ovelhas elétricas? Longo e entregando a trama, um suspense no ar.
Com a sua pergunta principal na capa: quão perto ou distante das humanas são as ambições dos androides? E quão honestas essas seriam? Eu li o livro pela primeira vez essas semanas. Eu só conhecia o filme, filmes. O primeiro filme tem a trama desse livro. E fez tanto sucesso que novas edições da história geralmente não recebem o nome original na capa, recebem o nome do filme, é conhecível, curto. Futurista. Palavras comuns num uso incomum.
O livro que eu li tinha esse título, Blade Runner. Então assim também a história de hoje. Na primeira leitura, eu fiquei em dúvida se gostei do livro. Eu fiquei impressionada, mas também espantada com o escopo do ceticismo de Dick. Diziam que ele trazia algo de Kafka para a ficção científica, algo do desconforto e do absurdo, do drama íntimo e estranho do ser humano. É engraçado, ou talvez melhor, é peculiar e curioso o modo como a realidade realidade que Dick apresenta parece inescapável e ao mesmo tempo frágil.
Eu ainda estou, ainda estou ruminando essas ideias. Eu estava indecisa se deveria falar sobre esse livro, uma distopia distante e perto, como pecados íntimos e conhecidos, novos métodos, e ainda por cima De que era fã de Platão. Blade Runner é o nome de um tipo de caçador de recompensas, um braço informal da lei que opera em segredo. No livro de Dick e no filme de Scott, o problema central é a existência de androides, réplicas de humanos especializados para usos.
Primeiro, combustível para guerras humanas. E depois, quando já não valia a pena lutar pelo nosso planeta, como circuitos artificiais para mão de obra gratuita na colonização, cópias tão perfeitas de humanos Que eles desejam as mesmas coisas: liberdade e dignidade, vida. No primeiro contato, eu achei que talvez o problema do livro Fosse a desumanização da escravidão, a tragédia e ironia de oprimidos que oprimem, galgando liberdade na prisão alheia.
Achei que o problema era a mão de obra explorada, o trabalho forçado que sustenta mundos poluídos e vãos, em vidas sem sentido e vãs. Mas isso foi apenas um primeiro contato, influenciado pelos filmes, talvez. Depois eu achei que era a respeito da incerteza da realidade, a história paranoica o suficiente para lembrar o ceticismo cartesiano, o tapete podendo ser puxado a qualquer momento sob nossos pés para revelar cada falso. Muito do funcionamento do mundo É explicado em capítulos com um narrador nada confiável, que sabe que não entende muito o mundo, mas que acredita em tudo que o único canal da sua TV diz.
Ele nos informa Fiel e sem percepção aguçada das tragédias e coincidências lucrativas que arruinaram todos os ecossistemas terrestres, enquanto incentivando a migração para colônias O livro insiste em paralelos entre o caçador de androides e os androides, mas ao mesmo tempo a distância e alteridade no outro. Uma imagem inacessível no sumidouro do espelho, para citar um poeta carioca, no livro onde humanos sonham com ovelhas e androides com como ovelhas elétricas, talvez.
Todos os humanos praticamente usam caixas de empatia, um aparelho só seu que todos têm, que todos usam para sentir-se parte do sistema para subir a montanha como Sísifo, todos sentindo a ascensão moral de subir, uma fruição religiosa e empática. Mas os androides não conseguem. Não existe comunhão de mentes com androides, com seus circuitos artificiais, suas mentes sempre perfeitas, sempre aguçadas. Seus sentimentos racionais, reverberações de memórias implantadas, ocas de sentimento, cheias de pensamento, uma diferença insuperável. A empatia como conflito. Genial, kafkaniano. Durma bem.