Venus e Adonis
A história de hoje se chama: Venus e Adonis
É uma história sobre: John Blow, o barroco, Ovídio, ópera, e o Museu do Louvre
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Luiza Luzi
- Vênus e AdônisJohn Blow·Barroco·Ovídio·Ópera·Museu do Louvre
- O Museu do LouvreLaurent de Lahiré·Pintura Francesa·Arte e História
- Mitos Greco-RomanosVênus·Adônis·Cupido·Amor Trágico
- Música Barroca InglesaJohn Blow·Henri Purcell·Ópera Inglesa
Olá, você está ouvindo Histórias para Aninar Adultos, um podcast para te ajudar a dormir melhor. A história de hoje se chama Vênus e Adônis. É uma história sobre John Blow, o barroco, o vídeo, ópera e o Museu do Louvre. Meu nome é Luiza Luzi e eu vou contar uma história. Para atininar. Sobre o formato dos episódios, para quem acabou de chegar, começamos aqui, pequenos informes, e antes da história faremos algumas respirações profundas para acalmar o corpo, desacelerar.
Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente, e você pega no sono. Se inscreva no podcast para receber avisos de episódios novos. E dê uma olhada na campanha no Apoia.se ou deixe um comentário para eu saber se você está gostando das histórias. E se você acordar no meio da noite, não se preocupe. Tente lembrar os detalhes agradáveis da história. Logo, logo Você volta a dormir. Bem, vamos lá. Apague a luz, coloque um timer na reprodução, procure a sua posição favorita de dormir, ajuste seu travesseiro, sua coberta.
Aconchegue-se.
Vamos dedicar um minutinho para fazer respirações lentas, lentas e profundas, sem pressa agora. O objetivo é aumentar a calma, relaxar. Respire fundo, puxe o ar lentamente pelo nariz, segure um instante e depois, como num bocejo, um suspiro, deixe o ar sair pela boca. Vamos começar sentindo e relaxando nossas extremidades que Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Relaxe seus pés, suas pernas. Puxe o ar pelo nariz, segure E solte o ar pela boca.
Relaxe seus dedos, suas mãos, seus braços. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Solte seu peso na cama. Relaxe seus ombros, suas costas. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Continue respirando lentamente, num ritmo confortável para você. Agora Eu vou contar uma história para te ninar. Vênus e Adônis. Eu tenho uma mini ópera favorita. Foi a única escrita pelo compositor inglês John Blow, discutivelmente a primeira ópera inglesa, uma história de amor e vaidade.
Caprichosa.
Eu acho tão engraçado, digo, peculiar. John Blow teve uma vida razoavelmente longa como organista e compositor. E como professor, tendo por seu aluno mais famoso Henri Purcell, uma estrela da música barroca. Mas Blow não tinha o costume de escrever peças para o palco. Escreveu apenas uma, essa, e foi magnífico nela. Ele escreveu essa pequena ópera, quase uma mascarada, para o entretenimento do rei. Uma pequena peça recitativa com solistas e coro atuando a história de um amor frívolo e sagrado.
Uma homenagem crítica à corte de Carlos II por volta de 1684. Foi sua única peça para o palco, um ponto fora da curva, por assim dizer. A ópera começa com uma abertura francesa muito usada naquela época como um pequeno cartão de visitas. Chamamos aquela época de barroca por seus excessos. Sem os exageros. Mas a teoria musical dos compositores das cortes europeias prendiam esses artistas a expectativas de fórmulas rígidas. Para desenvolver seus temas musicais.
Todos deveriam gerar pérolas perfeitas e, no entanto, únicas. Acho que Blow fez isso perfeitamente. Em 3 atos e um prólogo, uma reinvenção da história clássica de Vênus e Adônis. A história de Vênus e Adônis era um objeto comum, quiçá repetitivo. É visitado por artistas de várias épocas, e muitos no século 17. Eu lembro de ver um quadro marcante do tema de 1630. Que está pendurado no Louvre. O Museu do Louvre em Paris é um museu misto, nem apenas arte, nem apenas história, talvez uma terceira outra coisa.
A história da arte em si. Uma combinação invejável de temas na sua coleção, representando a evolução do gosto e da técnica na França. Em outros lugares. Tem muitos objetos históricos lá, urnas, sarcófagos e relicários, coleções trazidas de locais distantes. No espaço e no tempo. As próprias fundações do castelo medieval fazem parte do museu moderno, um registro do que passou e do que ficou. E muitos objetos de arte, pinturas e estátuas, cenas heroicas, cenas históricas e cenas trágicas.
Tem lá esse quadro lindo Especialmente lindo na galeria das pinturas francesas, uma representação de Adônis morto com seu cão, seu companheiro de vida e de morte. Um comentário sobre amor e fidelidade, provavelmente. Talvez uma crítica a quem está ausente do quadro, a deusa do amor, Vênus. A Afrodite que amou aquele homem mortal por acidente, por capricho, mas como apenas a deusa do amor poderia. É um quadro de Laurent Delahire.
Uma obra de seus anos de juventude. Teve uma época onde virou um hábito reviver e reinterpretar os mitos greco-romanos. Durante a sociedade de corte europeia, as mascaradas onde os clichês eram sempre os mesmos, e às vezes a classe alta atuava nos próprios dramas. Com amantes reais recebendo solos em histórias de amor. Adônis era um ideal da perfeição masculina, um grande caçador, amado da deusa Vênus. Amado, Tateusa, Afrodite.
Nomes diferentes para faces diferentes do amor romântico. Eram as versões romanas vindas de Ovídio e não as gregas que encantavam as cortes europeias no século 2017. Era como um arquétipo perfeito do amor desavisado, uma história de amor trágica e curta. Ela é a promessa maravilhosa do amor que nunca poderá ser cumprida. E por isso é um amor que pode ser infinitamente idealizado. Vênus ensina suas artes ao seu filho, o Cupido, caprichoso e imprudente.
Atinge Vênus com uma de suas flechas e a deusa do amor se apaixona por um mortal, Adônis, o caçador. Uma coincidência do destino, o amor termina cedo. Num acidente de caça, deixando apenas promessas para alimentar os sonhos de artistas variados. Até hoje, contando histórias de amor.
E de sonho.
Vênus e Adônis. Eu tenho uma mini ópera favorita. Foi a única escrita pelo compositor autor inglês John Blow. É discutivelmente a primeira ópera inglesa, uma história de amor e vaidade caprichosa. Eu acho tão engraçado, digo, peculiar. John Blow teve uma vida razoavelmente longa como organista e compositor e como professor. Tendo por seu aluno mais famoso Henri Purcell, uma estrela da música barroca, mas Blow não tinha o costume de escrever peças para o palco.
Escreveu apenas uma, essa, e foi magnífico nela. Escreveu essa pequena ópera, quase uma mascarada. Para o entretenimento do rei. Uma pequena peça recitativa com solistas e coro atuando a história de um amor frívolo e sagrado. Uma homenagem e crítica A corte de Carlos II, por volta de 1684. Sua única obra para o palco, um ponto fora da curva. Para assim dizer. A ópera começa com uma abertura francesa, era muito usada naquela época como um pequeno cartão de visitas.
Nós chamamos aquela época de barroca por seus excessos, seus exageros, mas a teoria musical dos compositores das cortes europeias aprisionavam esses artistas a expectativas de fórmulas rígidas para desenvolver seus temas musicais. Todos deveriam gerar pérolas perfeitas e, no entanto, únicas. Eu acho que Blow fez isso perfeitamente em 3 atos e um prólogo. Uma reinvenção da história clássica de Vênus e Adônis. A história de Vênus e Adônis era um objeto comum, quiçá repetitivo.
Visitado por artistas de várias épocas e muitos no século 17. Eu lembro de ver um quadro marcante dentro desse tema de 1630 que está pendurado no Louvre. O Museu do Louvre em Paris é um museu misto. Ele não é apenas arte, nem apenas história. É talvez uma terceira, outra coisa. A história da arte, uma combinação invejável de temas na sua coleção, representando a evolução do gosto e da técnica na França e em outros lugares. Lá tem muitos objetos históricos, urnas, sarcófagos e relicários, coleções trazidas de locais distantes no tempo e no espaço.
As próprias fundações do castelo medieval fazem parte do museu moderno, um registro do que passou e do que ficou. E muitos objetos de arte, pinturas e estátuas, cenas heroicas, cenas históricas e cenas trágicas. Tem lá esse quadro lindo Especialmente lindo, a galeria das pinturas francesas, uma representação de Adônis morto com seu cão, seu companheiro de vida e de morte. Um comentário sobre amor e fidelidade, provavelmente. Talvez uma crítica a quem está ausente do quadro, a deusa do amor, Vênus, Afrodite.
Que amou aquele homem mortal por acidente, por capricho, mas como apenas a deusa do amor poderia. Em um quadro de Laurent de Lahiré, Uma obra de seus anos de juventude. Teve uma época onde virou o hábito reviver e reinterpretar os mitos greco-romanos durante a sociedade de corte europeia. As mascaradas onde os clichês eram sempre os mesmos. E às vezes a classe alta atuava nos próprios dramas, com amantes reais recebendo solos em histórias de amor.
Adônis era um ideal de perfeição masculina, um grande caçador, amado da deusa Vênus, amado da deusa Afrodite. Nomes diferentes para faces diferentes do amor romântico. Eram as versões romanas vindas de Ovídio e não as gregas que encantavam as cortes europeias no século 17. Era como um arquétipo perfeito do amor desavisado, uma história de amor trágica e curta. Ela é a promessa maravilhosa do amor que nunca poderá ser cumprida, e por isso é um amor que pode ser infinitamente idealizado.
Vênus ensina suas artes ao seu filho, o Cupido, caprichoso e imprudente. Atinge Vênus com uma de suas flechas e a deusa do amor se apaixona por um mortal. Dones, o caçador. Uma coincidência do destino, o amor termina cedo, um acidente de caça deixando apenas promessas Para alimentar os sonhos de artistas variados até hoje, contando histórias de amor e de sonho. Durma bem.
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