Episódios de Histórias para ninar adultos

Pigmentos azuis (Reprise)

17 de agosto de 202635min
0:00 / 35:00

A história de hoje se chama: Pigmentos azuis

É uma história sobre: frequência de luz, borboletários, portais mágicos, pedras de lápis-lazúli, e rochas metamórficas


O episódio de hoje é uma reprise de uma história de alguns anos atrás, achei que encaixaria bem aqui e que essa história, uma favorita, merecia uma nova edição. 
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Sem IA na produção

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Participantes neste episódio1
L

Luísa Luzi

Host
Assuntos5
  • Lápis-lazúli e ultramarinolápis-lazúli·rocha metamórfica·lazurita·mina de Sar e Sang·Afeganistão
  • Pigmentos Azuis· Cienciafrequência de luz·borboletários·portais mágicos·lápis-lazúli·rochas metamórficas·cor estrutural
  • Borboleta Azul· Cienciacor estrutural·refração da luz·escamas das asas
  • Pigmentos Azuis Históricos· Culturaíndigo·azul egípcio·cerúleo·cobalto·ultramarino
  • Cor Azul na Natureza· Cienciacéu·Sul·plantas·animais
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Olá, você está ouvindo Histórias para Aninar Adultos, um podcast para te ajudar a dormir melhor. A história de hoje se chama Pigmentos Azuis. E é uma história sobre frequência de luz, orboletários, portais mágicos, pedras de lápis-lazúli e rochas metamórficas. Meu nome é Luísa Luzi e eu vou contar uma história para atinar. Sobre o formato dos episódios, para quem chegou hoje, começamos aqui com informes e antes da história faremos algumas respirações profundas para acalmar o corpo.

Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente, e você pega no sono. O episódio de hoje é uma reprise de uma história de alguns anos atrás. Achei que encaixaria bem aqui nessa sequência sobre arte e que essa história, uma favorita, merecia uma edição atualizada. Se inscreva no podcast para receber avisos de episódios novos. E dê uma olhada na campanha no Apoia.se, ou deixe um comentário para eu saber se você está gostando das histórias.

E se você acordar no meio da noite, não se preocupe, tente lembrar os detalhes agradáveis da história. E logo, logo você volta a dormir. Bem, vamos lá. Apague a luz, coloque um timer na reprodução, procure a sua posição favorita de dormir. Ajuste seu travesseiro, sua coberta. Aconchegue-se. Vamos dedicar um minutinho para fazer respirações lentas, lentas e profundas. Sem pressa agora. O objetivo é aumentar a calma. Relaxar. Respire fundo, puxe o ar lentamente pelo nariz, segure um instante e depois, como um bocejo, um suspiro, deixe o ar sair pela boca.

Vamos começar sentindo e relaxando nossas extremidades. Que tal? Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Relaxe seus pés, suas pernas. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Relaxe seus dedos, suas mãos, seus braços. Puxe o ar pelo nariz, segure E solte o ar pela boca. Solte seu peso na cama, relaxe seus ombros, suas costas. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Continue respirando lentamente.

Num ritmo confortável para você. Agora eu vou contar uma história para te lenar. Pigmentos azuis. Alguns pigmentos têm histórias muito interessantes. E existe algo de especial nos azuis. Existem poucos pigmentos azuis na natureza. As duas maiores coisas que temos no planeta, o céu e o mar. Geralmente são azuis, mas a cor é rara em plantas e animais, geralmente resultado de estruturas celulares que refletem a luz na frequência que reconhecemos por azul.

E assim são azuis. Era uma vez, eu fui num borboletário. Estava muito frio naquele dia e eu estava toda encasacada. Com as mãos cobertas por luvas, protegidas do vento gelado. Eu estava indo no Museu de História Natural, animada para ver novos velhos tipos de minerais e pedras semipreciosas, turquesas azuis, amostras de malaquita e pedras de lápis-lazúli. Eu não sabia antes de ir, mas aquele museu possuía um borboletário. Eu nunca tinha ido em um antes e achei curioso.

O borboletário ficava atrás de portas pesadas. Como as portas de um cinema, ou a porta de um grande cofre no interior do prédio, longe de janelas, perto do solo, como um cofre num banco antigo em Antigos filmes de faróis. O primeiro passo dentro do borboletário é como atravessar um portal mágico. É um salão longo, úmido e quente, verdejante. Com plantas subindo pelas paredes, criando um caminho, um labirinto para visitantes, com luzes suaves que simulavam a penumbra criada pelas copas de árvores.

Como numa floresta equatoriana. Em alguns passos eu tinha passado de um inverno ventoso para um clima tropical com borboletas coloridas por todos os lados. Não precisava das luvas naquele pequeno pedaço de outra estação materializada no meio da cidade grande. Tinha uma borboleta azul, tinham várias, na verdade. Mas eu convenci uma borboleta preguiçosa a subir nos meus dedos. Ela estava me sentindo honrada pela oportunidade que em sua vida tão curta ela subiu nos meus dedos para me dar alguns profundos de atenção, seus pequenos pés fazendo cócegas e os padrões em suas asas hipnotizantes, as quais ela abria e fechava lentamente.

Indolentemente. Uma das estações de informação do borboletário falava sobre aquele tipo de borboleta azul que tinha me concedido um pouco de atenção. O azul que tanto me encantara Não era fruto de um pigmento, mas era uma refração da luz, um fenômeno de cor estrutural. As escamas minúsculas que cobrem e formam as asas da borboleta azul possuem estatura estruturas que refratam a luz. A luz branca é refletida como num jogo de espelhos, sendo um pouco absorvida em cada passo, mudando de frequência.

Transformando-se em nuances de azul. Um truque ótico da biologia daqueles animais. Existem, relativamente falando, Há poucas coisas no mundo que sejam azuis por seus pigmentos. Existe o índigo, um pigmento extraído do processamento de uma planta. É um pigmento que nunca para realmente de se transformar, escurecendo ou clareando com o passar dos tempos, dos usos. Outro pigmento interessante é o azul egípcio, que os romanos chamavam cerúleo.

O primeiro pigmento azul sintético da humanidade. Foram os egípcios da 4ª Dinastia que sintetizaram este pigmento. Eles criaram através de processos físicos e químicos uma cópia para o ultramarino. Mas com a confusão no fim do Império Romano, ninguém conseguiu preservar a receita, que só foi redescoberta recentemente, comparativamente. Já o cobalto não é usado hoje em dia como pigmento, mas é amalgamado em inúmeros produtos industriais, em baterias.

O ultramarino é hoje sintetizado também, ou melhor, ele também é sintetizado, já que existe a possibilidade de comprar o ultramarino natural. Diferente da versão de laboratório que revolucionou a arte nas suas estruturas mais profundas, afastando artistas das rédeas e mecenas, revolucionando estilos e temas. O pigmento azul mais caro neste mundo é feito de lápis-lazúlio, um tipo de rocha metamórfica similar à malaquita. Similar à malaquita, é uma pedra, um tipo de gema que foi submetida a grandes pressões.

Uma rocha azul estriada com dourado, prensada por eras Mininhas, contato tectônico, submetidas a altas temperaturas pelo atrito e pela profundidade. A mina mais antiga desse mineral no mundo ainda está em atividade. Por milênios, o único lugar onde era possível minerar lapis-lazuli era na antiga região de Mergar, onde se acham indícios de atividade humana de mineração. De 9000 anos atrás, nas minas de sar e sangue, nas províncias do Badakistão, atuais regiões do Afeganistão.

E esse lápis-lazúli, essa pedra preciosa que era pulverizado e filtrado, extraindo a lazurita até criar o pigmento ultramarino usado em sarcófagos Os de faraós, ou em pinturas do manto da Madonna e no turbante da menina com um brinco de pérola. O pigmento mais disputado por mestres renascentistas, financiado por banqueiros e bispos. O pigmento ultramarino feito de lazurita já foi grama por grama mais caro do que eu. Pigmentos azuis.

Alguns pigmentos têm histórias muito interessantes e existe algo de especial nos azuis. Existem poucos pigmentos azuis na natureza. As duas maiores coisas que temos no planeta, o céu e o mar, geralmente são azuis, mas a cor é rara em plantas e animais. Geralmente é resultado de estruturas celulares que refletem a luz, a frequência que reconhecemos por azul, e assim são azuis. Era uma vez, eu fui num borboletário. Estava muito frio naquele dia e eu estava toda encasacada.

As mãos cobertas por luvas, protegidas do vento gelado. Eu estava indo num museu de história natural, animada para ver novos, velhos tipos de minerais. E pedras semipreciosas, turquesa e os azuis, amostras de malaquita e pedras de lápis-lazúli. Eu não sabia antes de ir, mas aquele museu possuía um borboletário. Eu nunca tinha ido em um antes e achei curioso. O borboletário ficava atrás de portas pesadas. Como as portas de um cinema ou a porta de um grande cofre no interior do prédio, longe de janelas, perto do solo, como um cofre.

Num banco antigo, em antigos filmes de faroeste. O primeiro passo dentro do Borboletário foi como atravessar um portal mágico. Era um salão longo Úmido e quente, verdejante, com plantas subindo pelas paredes, criando um caminho, desenhando um labirinto para visitantes. Com luzes suaves que simulavam a penumbra criada pelas copas de árvores, como numa floresta equatoriana. Em alguns passos Eu tinha passado de um inverno ventoso para um clima tropical com borboletas coloridas por todos os lados.

Eu não precisava das luvas naquele pequeno pedaço de outra estação. Materializada no meio da cidade grande. Tinha uma borboleta azul, tinha várias na verdade, mas eu convenci uma borboleta preguiçosa a subir nos meus dedos. Eu estava me sentindo honrada pela oportunidade que em sua vida tão curta ela subiu nos meus dedos para me dar alguns segundos de atenção. Seus pequenos pés fazendo cócegas e os padrões em suas asas hipnotizantes, as quais ela abria e fechava lentamente, indolentemente.

Uma das estações de informação do borboletário falava sobre aquele tipo de borboleta azul que tinha me concedido um pouco de atenção. O azul que tanto me encantara não era fruto de um pigmento, mas era uma refração da luz, um fenômeno de cor estrutural. As escamas minúsculas que cobrem e formam as asas da borboleta azul possuem estruturas que refratam a luz. A luz branca é refletida Como num jogo de espelhos, sendo um pouco absorvida em cada passo, mudando de frequência, transformando-se em nuances de azul.

Um truque ótimo da biologia daqueles animais. Existem, relativamente falando, poucas coisas no mundo que sejam azuis por seus pigmentos. Existe o índigo, um pigmento extraído do processamento de uma planta. É um pigmento que nunca para realmente de se transformar, escurecendo clareando com o passar dos tempos, dos usos. Outro pigmento interessante é o azul egípcio, que os romanos chamavam cerúleo. Cerúleo. O primeiro pigmento azul sintético da humanidade.

Foram os egípcios da 4ª Dinastia que sintetizaram esse pigmento, criaram através de processos físicos e químicos, uma cópia para o ultramarino. Mas com a confusão no fim do Império Romano, ninguém conseguiu preservar a receita, que só foi redescoberta recentemente. Comparativamente, já o cobalto não é usado hoje em dia como pigmento, mas é amalgamado em inúmeros produtos industriais, como As baterias de telefones. O ultramarino é hoje sintetizado também, ou melhor dizendo, ele também é sintetizado, já que ainda existe a possibilidade de comprar o ultramarino natural, diferente da versão de laboratório que revolucionou a arte nas suas estruturas mais profundas, afastando artistas das rédeas de de mecenas, revolucionando estilos e temas.

O pigmento azul mais caro neste mundo é feito de lápis-lazúli, um tipo de rocha metamórfica, similar à malaquita. É uma pedra, um tipo de gema que foi submetida a grandes pressões. Uma rocha azul estriada com um dourado Prensada por eras em linhas de contato tectônico, submetida a altas temperaturas pelo atrito e pela profundidade. A mina mais antiga desse mineral no mundo ainda está em atividade. Por milênios, o único lugar onde era possível minerar lapis-lazuli era na antiga região de Mergar.

Onde se acham indícios de atividade humana de mineração de 9.000 anos atrás, nas minas de Sar e Sang, nas províncias do Badakistão. Atuais regiões do Afeganistão. E esse lápis-lazúlio, essa pedra preciosa, que era pulverizado, infiltrado, extraindo a lazurita Até criar o pigmento ultramarino usado em sarcófagos de faraós, em pinturas do manto da Madonna e no turbante da menina com o brinco de pérola. O pigmento mais disputado por mestres renascentistas, financiado por banqueiros e bispos, o pigmento ultramarino feito de lazurita. Já foi grama por grama mais caro do que ouro. Durma bem.

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