A metáfora da flor
A história de hoje é chamada: A metáfora da flor
É uma historia sobre: a nova temporada do podcast, teatro japonês, arte e filosofía, os limiters dos símbolos e a vagueza dos sentidos.
Com a história de hoje começamos a sétima temporada do podcast.
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Luiza Luzi
- Teatro Noh e a metáfora da florTeatro Noh · Metáfora da flor · Mototáxi Vozinha · Beleza e inefabilidade na arte
- Filosofia vs Arte em PlatãoNatureza da ficção · Ficção científica como ferramenta filosófica · Arte e metafísica
- Natureza da LinguagemAtos de fala · Distância entre ideias e execuções · Vagueza e imprecisão do sentido
- O essencial é invisível aos olhosO Pequeno Príncipe · Essencial invisível · Geometria de Platão
Olá, você está ouvindo Histórias para Aninar Adultos, um podcast para te ajudar a dormir melhor. A história de hoje é chamada Metáfora da Flor, é uma história sobre A nova temporada do podcast Teatro Japonês, Arte e Filosofia, os Limites dos Símbolos e a Vagueza dos Sentidos. Meu nome é Luiza Luzi. E eu vou contar uma história para adivinhar. Sobre o formato dos episódios, começamos aqui com informes, e antes da história faremos algumas respirações profundas.
Para acalmar o corpo. Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente, e você pega no sono com a história de hoje. Começamos a 7ª temporada do podcast. Se inscreva para receber avisos de episódios novos e dê uma olhada na campanha no Apoia.se, ou deixe um comentário se você gostar da história. E se você acordar no meio da noite, não se preocupe. Tente pensar nos detalhes agradáveis da história.
Logo, logo você volta a dormir. Bem, vamos lá. Apague a luz, coloque um temporizador para parar a reprodução, procure a sua posição favorita de dormir, ajuste seu travesseiro, sua coberta, aconchegue-se. Vamos dedicar um minuto para fazer respirações lentas. Lentas e profundas, sem pressa. O objetivo é aumentar a calma, relaxar. Respire fundo, puxe o ar lentamente pelo nariz, segure um pouquinho. E depois, como num bocejo, deixe o ar sair pela boca.
Vamos começar sentindo e relaxando nossas extremidades. E puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Relaxe seus pés, suas pernas, suas mãos, seus braços. Veja o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Solte seu peso na cama. Relaxe seus ombros, suas costas. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Continue num ritmo confortável para você. Agora Eu vou contar uma história para adivinhar. A metáfora da flor.
Eu estava em dúvida sobre temas, ruminando ideias e imagens. Pensei em objetos curiosos, em conceitos intrigantes. Quem sabe uma breve exploração de estoicos e cínicos? Apresentar escolas de pensamento como aperitivos para o sono. De mentes curiosas. Depois eu achei que talvez fosse mais legal falar sobre a geologia e biologia que ocupam e ocuparam esse pequeno planeta azul onde habitamos. Li um artigo sobre a linguagem das baleias cachalotes.
E aí depois, depois fiquei indecisa sobre falar sobre cetáceos em geral ou paquidermes. Primos distantes, talvez. Eu gostei de falar sobre ficção científica e pensei em voltar aos livros que mencionei e mencionar outros mais novos, mais variados. E talvez voltar aos primeiros princípios e falar sobre o que a ficção é, em especial sobre o que é a ficção científica, sobre como ela se diferencia e Me exclui com a fantasia, com romances, com suspensos, com thrillers, com experimentos de pensamento.
É um vício virtuoso da física e da metafísica, uma ferramenta muito útil para a filosofia. Mas eu quero abrir uma nova temporada para a segunda metade do ano e eu vou falar sobre arte, eu acho, se eu não me distrair no meio do caminho, na filosofia. Uma das partes que me distrai é a ficção, a natureza dela, suas verdades e existência. Fiquei um tempo estudando o assunto como uma complicação num bom relógio. Melhorando e completando o principal.
Assuntos para outros dias, outras histórias. Mas mesmo falando de arte, eu vou acabar falando de outros assuntos. De filosofia e metafísica, de linguagem e história, de curiosidades e peculiaridades. Eu li um tratado de teatro no outro ano que me fez mais para me convencer da realidade dos números do que todos os diálogos de Platão que eu já li. Era sobre o teatro Noh, um tipo de teatro japonês estabelecido no século 14, se eu não me engano.
Era sobre a beleza da flor também. A flor era a medida e símbolo do belo no teatro. O tratado é simbólico e rico de poesia. Ozeami Motokiyo foi um dramaturgo e teorista do teatro do século 15. Escreveu vários livros sobre o teatro nu, várias peças, e escreveu um tratado sobre exercícios, sobre mímica, sobre tradição oral, sobre treinamento sobre o movimento, sobre a arte de contar uma história inefável através da sua melhor descrição possível.
Ele usou abundantemente a metáfora da flor, uma metáfora ambígua e encantadora. A flor como um símbolo do belo, mas também como uma guia para o teatro. O teatro no é muito formal, sempre mesmo número de atos, sempre mesmo número de atores. O Zenami acreditava que a flor podia ser usada como uma metáfora para todas as coisas no mundo, mas a flor também era um símbolo de algo inefável, indescritível, alguma beleza e graça que o ator pode alcançar numa interpretação de suprema qualidade, aquela mágica que acontece numa performance ao vivo, efêmera e perfeita como uma bela flor.
Também a flor é um modo de pensar no desenrolar da trama, os atos desabrochando como pétalas, cada ato uma nova face da mesma história. Não uma nova versão, mas um ângulo novo que revela coisas novas sobre o centro tímido. A frase mais persuasiva para mim foi: a flor é o que está escondido. A flor é o que está escondido. Então aquilo que não está escondido não é a flor. Há um limite entre a arte visível, os símbolos, e a arte apenas sugerida e compreendida, os significados, os sentidos.
Na filosofia da linguagem tem uma área curiosa, uma esquina no estudo do funcionamento das línguas. Chamado de atos de fala, onde as fases do discurso são dissecadas desde as intenções dos falantes até a distância quase intransponível daquilo que interlocutores entendem, um detalhamento de mecanismos que usamos para validar ou desvalidar discursos. Assim, de algum modo, a arte e a linguagem e linguagem parecem aguentar algum nível de distância entre a perfeição das ideias e a imperfeição das execuções, com espaço para o sentido ser algo vago e inexato, podendo significar coisas diferentes para diferentes pessoas.
Suponho que no último ano, desde que li esse tratado de Xiaomi a primeira vez, eu fiquei inspirada a tentar pensar histórias que fossem como flores, com pétalas abrindo novos ângulos, com o centro escondido e revelado pela progressão da narrativa. Numa época de grande literalidade, me pareceu um exercício próximo e nostálgico. Bom para histórias de Ninar. Lembrei de O Pequeno Príncipe: o essencial é invisível aos olhos. Eu achava que era sobre o amor e outros sentimentos, mas é vago sobre suficiente para concordar até com a geometria de Platão.
A perfeição das formas não consegue ser executada na realidade, como o centro da flor, o essencial invisível aos olhos. A metáfora da flor. Eu estava em dúvida sobre temas, ruminando ideias e imagens. Pensei em objetos curiosos, em conceitos intrigantes. Quem sabe uma breve exploração de estoicos e cínicos? Apresentar escolas de pensamento como aperitivos para o sono de mentes curiosas. Depois eu achei que talvez fosse mais legal falar sobre a geologia e a biologia que ocupam e ocuparam esse pequeno planeta azul onde habitamos.
Eu li um artigo sobre a linguagem das baleias cachalotes e aí depois eu fiquei indecisa. Sobre falar sobre cetáceos em geral, ou paquidermes, primos distantes talvez. Eu gostei de falar sobre ficção científica e pensei em voltar aos livros que eu mencionei, mencionar outros, mas novos, mais variados, e talvez voltar aos primeiros princípios e falar sobre o que a ficção é. Em especial sobre o que é a ficção científica, sobre como ela se diferencia e imiscui com a fantasia, com romances, com suspensos, com thrillers.
Com experimentos de pensamento, um vício virtuoso da física e da metafísica, uma ferramenta muito útil para a filosofia. Mas eu quero abrir uma nova temporada. Para a segunda parte do ano. E vou falar sobre arte, eu acho, se eu não me distrair no meio do caminho. Na filosofia, uma das partes que me distrai é a ficção, natureza dela. Suas verdades e existência. Eu dediquei um tempo estudando o assunto, como uma complicação num bom relógio, melhorando e completando o principal.
Assuntos para outros dias. Outras histórias. Mas mesmo falando de arte, eu vou acabar falando de outros assuntos, de filosofia e metafísica, de linguagem e história, de curiosidades e peculiaridades. Pois bem, eu li um tratado de teatro no outro ano que fez mais para me convencer da realidade dos números do que todos os diálogos de Platão que eu já li. É sobre o teatro Noh, um tipo de teatro japonês estabelecido no século 14, se eu não me engano.
Era sobre a beleza da flor também. A flor era a medida e símbolo do belo no teatro. O tratado é simbólico e rico de poesia. Zeami Motookiyo foi um dramaturgo e teorista do teatro do século 15. Escreveu vários livros sobre o teatro novo, várias peças, e escreveu um tratado sobre exercícios, sobre mímica, sobre tradição oral, sobre treinamento. Sobre movimento, sobre a arte de contar uma história inefável através da sua melhor descrição possível.
Ele usou abundantemente a metáfora da flor, uma metáfora Uma figura ambígua e encantadora. A flor como um símbolo do belo, mas também como uma guia para o teatro. O teatro nu é muito formal, sempre o mesmo número de atos. Sempre o mesmo número de atores. Zenami acreditava que a flor podia ser usada como uma metáfora para todas as coisas no Nô, mas a flor também era um símbolo de algo inefável, indescritível. Alguma beleza e graça que o ator pode alcançar numa interpretação de suprema qualidade, aquela mágica que acontece numa performance ao vivo, efêmera e perfeita como uma bela flor.
Também a flor é um modo de pensar no desenrolar da trama, os atos desabrochando como pétalas, cada ato uma nova face da mesma história, não uma nova versão. Mas um ângulo novo que revela coisas novas sobre o centro tímido. A frase mais persuasiva para mim foi: a flor é o que está escondido. A flor é o que está escondido. Então aquilo que não está escondido não é a flor. O limite entre a arte visível, os símbolos E a arte apenas sugerida e compreendida, os significados e sentidos.
Na filosofia da linguagem tem uma área curiosa, uma esquina no estudo do funcionamento das línguas. Chamado de atos de fala, onde as fases do discurso são dissecadas, desde as intenções dos falantes até a distância quase intransponível daquilo que interlocutores entendem. Um detalhamento de mecanismos mecanismos que usamos para validar e desvalidar discursos. Assim, de algum modo, a arte e a linguagem parecem aguentar algum nível de distância entre a perfeição das ideias e a imperfeição das execuções.
Com espaço para o sentido, será algo vago e inexato, podendo significar coisas diferentes para diferentes pessoas. Suponho que no último ano, desde que li esse tratado de Zenami a primeira vez, eu fiquei inspirada a tentar pensar histórias que fossem como flores, com pétalas abrindo novos ângulos, Um centro escondido e revelado pela progressão da narrativa. Numa época de grande literalidade, me pareceu um exercício próximo e nostálgico.
Lembrei de O Pequeno Príncipe: o essencial é invisível aos olhos. Eu achava que era sobre o amor e outros sentimentos, mas é vago o suficiente para concordar até com a geometria de Platão. A perfeição das formas não consegue ser executada na realidade. Como centro da flor, o essencial invisível aos olhos. Durma bem.
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