Coroa de Louros - Reprise
A história de hoje se chama Coroa de louros
É uma história sobre: olimpíadas na antiguidade, o templo de Apolo, láureas acadêmicas, o museu britânico, e coroas de ouro.
Luiza Luzi
- Prêmio Didi MocóCoroas de louros · Honra e fama · Virtude · Monte Olimpo
- Velodromo OlimpiadasJogos Olímpicos · História do Templo Romano · Delfos
- Legitimação da Coroa de BragançaLaureas acadêmicas · Metropolitan Museum of Art · Coroas de ouro
Olá, você está ouvindo Histórias para Ninar Adultos, um podcast para te ajudar a dormir melhor. A história de hoje se chama Coroa de Louros. É uma história sobre Olimpíadas na antiguidade. O Templo de Apolo, láurias acadêmicas, o Museu Britânico e coroas de ouro. Meu nome é Luiza Luzi e eu vou contar uma história para te ninar. Sobre o formato dos episódios, começamos aqui com pequenos informes e antes da história faremos algumas respirações profundas para acalmar o corpo.
Depois eu te conto a história, a mesma história duas vezes, para acalmar a mente. E você pega no sono. Esse episódio é uma reprise de uma história antiga e foi regravado e reeditado. Se inscreva no podcast para receber avisos de episódios novos e dê uma olhada na campanha no Apoia.se. Ou deixe um comentário. E se você acordar no meio da noite, não se preocupe. Tente pensar nos detalhes agradáveis da história e logo, logo você volta a dormir.
Bem, vamos lá. Apague a luz, coloque um temporizador para parar a reprodução, procure a sua posição favorita de dormir, ajuste seu travesseiro, sua coberta, aconchegue-se. Vamos dedicar um minuto para respirações lentas, lentas e profundas, sem pressa. O objetivo é aumentar a calma, relaxar. Respire fundo. Puxe o ar lentamente pelo nariz e depois, como num bocejo, deixe o ar sair pela boca. Relaxe seus grupos musculares, dos maiores aos menores.
Puxe o ar pelo nariz. Segure e solte o ar pela boca. Relaxe os músculos do seu rosto, do seu maxilar, do seu pescoço. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Solte seu peso na cama, relaxe seus braços, seus pés, seus dedos. Puxe o ar pelo nariz, segure e solte o ar pela boca. Continue respirando lentamente, num ritmo confortável para você. Agora eu vou contar uma história para te ninar. Coroas de Louro. Eu estava pensando sobre os Jogos Olímpicos esses dias.
Parece inevitável, com as emoções e competições, a palavra e os símbolos em todos os lugares. Para todos os lados. A palavra Olimpíada vem dos gregos antigos, assim como a tradição de jogos periódicos. E como eu gosto bastante de história, E de pequenas curiosidades e de etimologia. Eu queria te contar sobre um pequeno detalhe dos jogos antigos. Então eu vou falar sobre o prêmio de antigamente, o símbolo da vitória, por assim dizer.
O prêmio não era ouro ou outro metal precioso, mas honra e fama. Se bem que eu também já vi traduzido como virtude, o símbolo daquela grande conquista. De ser como um dos habitantes do Monte Olimpo. Era ser coroado com uma coroa de louros. Eram ramos especiais de uma espécie indígena na Grécia. Lá da região perto do Templo de Apolo em Delfos, onde as mensagens do oráculo tomavam a forma de palavras, tinha todo um processo, um ritual para fazer as coroas.
Para usar aquela planta amada por um dos deuses, era necessário uma pessoa especial para colher os ramos da árvore amada por Apolo. E então os juízes trançavam as coroas Os mesmos juízes que decidiriam quais nomes seriam gravados na história das Olimpíadas, quais heróis seriam coroados com o símbolo da vitória. E assim iriam coroar os seus escolhidos. A coroa de louros é uma referência ao deus Apolo, o amor não realizado que causou que o deus do oráculo concedesse beleza imortal às folhas do loureiro.
Que crescia ali perto de onde ficava o seu templo em Delfos. As folhas de louro secam, ficam finas e quebradiças, mas mantêm sua forma, podendo durar anos. Bem conservadas. Trançados numa coroa podem ser um símbolo duradouro e tão, tão frágil de glórias temporárias. Eu acho muito interessante Porque não vale nada efetivamente além do seu valor simbólico. Hoje em dia é mais comum vermos medalhas, taças e copas como prêmios de valor.
Do que coroas de louros. Mas ainda se usa esse tipo de linguagem das folhas de louro, das laúrias académicas, para indicar uma grande honra, o título. Dizemos que alguém é laureado Como se algum avaliador competente tivesse coroado aquela pessoa para celebrar seus grandes feitos. Mas hoje em dia não é uma coroa de folhas, mas uma medalha ou diploma. Algo para a memória. Dentro do Museu Britânico tem uma sala de exibição entre tantas que está cheia de coroas.
E muitas têm folhas feitas em metais preciosos. Não apenas folhas de louro, não apenas coroas, mas folhas e flores e sementes de diferentes plantas formando tiaras, arcos de diademas e sim, coroas, cada uma importante para uma cultura diferente, distantes de casa, distantes de seus significados e propósitos. São coroas e tiaras de folhas, muitas de ouro, outras de alguma amálgama mais barata, mas ótimos exemplos de grande precisão artística.
E mais do que isso, provas históricas, objetos de arqueologia de povos passados que indicam a complexidade da arte daquela época, que indicam a complexidade da sociedade que necessitava montou e criou esses objetos de arte. Lá no Museu Britânico, uma das coroas de louros feita de ouro é levíssima, feita com uma quantidade muito pequena de ouro. Que tinha sido trabalhado com muita maestria. Cada pequena folha moldada como folhas secas do louro, folhas finas, impossivelmente finas, com as ranhuras imitando a natureza.
Réplicas perfeitas das folhas da loureira de Delfos. O ouro é tão pouco que deve ser a coroa mais leve naquele salão repleto de tesouros de povos distantes. Mas pelo absoluto domínio da técnica, pela qualidade da preservação, devia ser a mais valiosa. Uma coroa de ouro como uma mímica da coroa de louros, o símbolo Esvaziado pelo metal precioso, pois aquela coroa não foi um símbolo duradouro de vitória. Ela se tornou uma lembrança de um modo de ser, milhares de quilômetros distante de seu local de origem.
Um retrato e relíquia do passado distante. Coroas de louros. Eu estava pensando sobre os Jogos Olímpicos esses dias. Parece um tanto inevitável, com as emoções e competições, a palavra e os símbolos em todos os lados. A palavra Olimpíada vem dos gregos antigos, assim como a tradição de jogos periódicos. E como eu gosto bastante de história e de pequenas curiosidades e de etimologia, eu queria te falar sobre um pequeno detalhe dos jogos antigos, falar sobre o prêmio na antiguidade.
O símbolo da vitória, por assim dizer. O prêmio da Olimpíada não era ouro ou outro metal precioso, mas honra e fama. Se bem que Eu já vi traduzido como virtude, o símbolo daquela grande conquista de ser como um dos habitantes do Monte Olimpo, um dos deuses. Era ser coroado com uma coroa de louros. Eram ramos especiais de uma espécie indígena à Grécia, da mesma região do Templo de Apolo em Delfos, onde as mensagens do oráculo tomavam forma de palavras.
Tinha todo um processo, um ritual para fazer as coroas, para usar aquela planta amada por um dos deuses. Era necessário uma pessoa especial. Para colher os ramos da árvore amada por Apolo. Então os juízes trançavam as cordas, os mesmos juízes que decidiriam quais nomes seriam gravados na história das Olimpíadas. Quais os heróis que seriam coroados com o símbolo da vitória, e logo em seguida coroar os seus escolhidos. Então, a coroa de louros é uma referência ao deus Apolo.
O amor não realizado causou que o deus do oráculo concedesse beleza imortal às folhas do loureiro que crescia ali perto de onde ficava o seu templo em Delfos. As folhas de louro secam, ficam finas Mas mantém sua forma, podendo durar anos se bem conservadas. Trançados numa coroa podem ser um símbolo duradouro e tá um Tão frágil de glórias temporárias. Eu acho muito interessante porque não vale nada efetivamente além do seu valor simbólico.
Hoje em dia é mais comum vermos medalhas taças e copas como prêmios de valor do que coroas de louros. Mas ainda se usa esse tipo de linguagem, as folhas dos louros. Das lauras acadêmicas, para indicar uma grande honra ou título, dizemos que alguém é laureado, como se algum avaliador competente tivesse coroado aquela pessoa com uma coroa de louros para celebrar seus grandes feitos. Mas hoje em dia não é uma coroa de folhas, mas uma medalha ou diploma, algo para a memória.
Dentro do Museu Britânico tem uma sala sala de exibição que está cheia de coroas, e muitas delas têm folhas feitas em metais preciosos. Não apenas folhas de louro, e não apenas coroas, mas folhas e flores e sementes de diferentes plantas. Significando diferentes coisas, formando tiaras, arcos, diademas e sim, coroas, cada uma importante para uma cultura diferente, distantes de casa. Distantes de seus significados e propósitos.
São coroas e tiaras de folhas, muitas de ouro, outras de alguma amálgama mais barata, mas ótimos exemplos de grande precisão artística. E mais do que isso, Provas históricas, objetos de arqueologia de povos passados que indicam a complexidade da arte daquela sociedade, que indicam a complexidade da sociedade que necessitou e que criou esses objetos de arte. Lá no Museu Britânico, uma das coroas de louro feita de ouro, levíssima, feita com uma quantidade pequena de ouro que tinha sido trabalhado com muita maestria.
Cada pequena folha moldada Como folhas secas de louros, folhas finas, impossivelmente finas, com as ranhuras imitando a natureza, réplicas perfeitas das folhas da loureira de Delfos. O ouro é tão pouco que deve ser coroa mais leve naquele salão, repleto de tesouros de povos distantes. Mas pelo absoluto domínio da técnica e pela qualidade da preservação, deve ser mais valiosa. Uma coroa de ouro como uma mímica da coroa de louros.
Um simbolismo esvaziado pelo metal precioso. Pois aquela coroa não foi um símbolo duradouro de vitória. Ela se tornou uma lembrança de um modo de ser, milhares de quilômetros distante de seu local de origem. Um retrato e relíquia do passado distante. Durma bem.
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