Episódios de Programa 4 por 4 Oficial

Cigar Bar - A morte do sigilo de fonte no Brasil

11 de agosto de 20261h12min
0:00 / 1:12:27
Participantes neste episódio1
R

Rodrigo Constantino

Host
Assuntos7
  • Ataques à Liberdade de Imprensa e Sigilo de Fonte· PoliticaQuebra de sigilo de fonte por Alexandre de Moraes·Jornalismo investigativo como quarto poder·Perseguição a jornalistas e fontes
  • Ameaças à democracia· PoliticaInflação e aperto da classe média·Governo sem verba para despesas·Proposta de banir o Discord
  • Voto Consciente· PoliticaFalsa equivalência moral·Regra do primeiro e segundo turno·Voto como escolha entre o menos pior
  • Desunião da Direita Brasileira· PoliticaDisputa de ego e nicho·Projetos pessoais vs. interesses coletivos·Coerência e pragmatismo
  • Divisão Geográfica do Brasil· PoliticaVoto no Nordeste e Sul·Movimentos separatistas·Federalismo e descentralização
  • Credibilidade da Mídia· SociedadeRelevância da TV e rádio·Ilusão da realidade do X (Twitter)·Erro de análise da esquerda
  • Debate Eleitoral e Estratégias· PoliticaComparecimento a debates·Estratégia de Tarcísio e Haddad·Alianças e apoio político
Transcrição87 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz E

Olá, boa tarde, bem-vindos para mais um Cigar Bar, nosso encontro aqui de terças-feiras, um oferecimento dos meus apoiadores, dos meus patronos. Se você quer contribuir com esse programa totalmente independente e também poder mandar as suas perguntas, que eu vou responder aqui, entra lá no www.rodrigoconstantino.com e torne-se um apoiador hoje mesmo. Vamos lá, antes de eu ir para as perguntas, né, eu sempre faço uma varredura rápida nas principais notícias do dia.

Eu vou guardar a principal que deu título a essa live para o final, porque realmente é algo espantoso, surpreendente. Eu até acho que seria o caso, né, mas não é. Só é surpresa mesmo para os jornalistas e para turma desatenta que não vem acompanhando o que tá acontecendo no Brasil nos últimos anos, porque os alvos principais até aqui do ministro Alexandre de Moraes foram bolsonaristas. Aí tudo bem matar a liberdade de expressão, perseguir jornalistas, né?

Então vamos falar disso depois. Antes, algumas reflexões aqui. Primeiro, né, que a gente escuta muito falar assim: o Brasil tá dividido, o Brasil tá dividido. E as pesquisas mostram isso, né? O segundo turno aí, em várias pesquisas uma espécie de empate técnico, tá bem dividido em relação a Lula e Flávio Bolsonaro, né? Mas eu queria chamar atenção para vocês aqui algo que não é também nenhuma grande novidade, nenhuma surpresa.

Saiu na imprensa esses dias e passou meio batido, mas eu acho que a gente deveria dedicar um tempinho aqui a pensar sobre isso, que é a divisão geográfica do Brasil. Lula tem quase 2 terços no segundo turno no Nordeste e Flávio 56% no Sul. Você vai em Santa Catarina, por exemplo, é um estado bastante à direita. Você vai na Bahia, quase todo mundo vota no PT. Há anos ali virou um reduto eleitoral do petismo, né? Isso É algo que a gente precisa pensar sobre isso, né?

Pera aí que veio aqui participar da live só para dar um alô, a nova membro da família aqui, ó. Oi, Bisteca! Dá oi, Bisteca!

?Voz F

Dá oi para turma!

?Voz E

Essa é a Bisteca. Teve gente que perguntou no meu Instagram a raça. Não é pug, não é nada disso, não é chihuahua. Apesar do olhão, é um Brussels Griffon, né? A minha, as minhas duas enteadas, cada uma tem um. E aí a gente não resistiu e eu dei de presente para minha mulher a bisteca, que chegou bem no Dia dos Pais, né? Presente de aniversário dela, mas é para os dois. Bom, a divisão geográfica, ela é uma realidade E alimenta, né, principalmente no Sul, né, uma turma meio cansada de carregar nas costas, né, o Nordeste, um movimento de secessão, né, digamos assim, movimento separatista.

Eu mesmo tenho um livro aqui que me deram nas minhas andanças por Porto Alegre, fazia muita palestra, né, lá no Fórum da Liberdade, e é o livro O Sul é Meu País, né. Eu entendo isso. Eu, se tivesse que resumir, outro dia um parente meu me fez essa pergunta, né? Rodrigo, qual é a tua luta ao longo da tua vida, né? Vários livros publicados, passagem pelos principais veículos de comunicação, colunas. Qual é a grande luta sua, se você pudesse resumir?

E como eu tô nisso há quase 30 anos, não é eleger um Bolsonaro na política, tá, gente? A luta é assim: tentar fazer do Brasil um país mais parecido com os Estados Unidos. Eu sou americanófilo, sempre fui, era destino, né? Eu sou nascido em 4 de julho de 76, exatamente no bicentenário. Ó, a minha tatuagem aqui, ó, uma Estátua da Liberdade. E acabei me tornando um cidadão americano, né? Ao contrário da turma da esquerda caviar que defende Cuba, Venezuela e vem para cá, para os Estados Unidos, né, passear, fazer compras ou até morar.

Eu sempre defendi os Estados Unidos como referência. Nenhum país é perfeito, tá? Longe disso. Nenhuma sociedade humana jamais será perfeita. Eu sou contra utopias, eu sou contra revolução, mas é um exemplo em vários aspectos muito melhor, né, do que os países latino-americanos. E os Estados Unidos não ficaram ricos por explorar os países latino-americanos. Isso é uma baboseira leninista. Então eu elogio os Estados Unidos e vim morar nos Estados Unidos há 11 anos e me tornei um cidadão americano.

Então o meu esforço talvez possa ser resumido assim, né: tentar fazer o Brasil se parecer um pouco mais com os Estados Unidos. E aqui nos Estados Unidos existem movimentos separatistas, a secessão Ela tá prevista na Constituição. Eram os Estados Unidos da América, 13 colônias que se uniram, né? Lembra da história, né? Mas não vamos chegar tão longe, não vamos dividir, não vamos desunir o Brasil nesse sentido, né? Vamos defender o seguinte: aqueles second best solutions que a Escola de Chicago defende tanto, né?

O federalismo. O federalismo é você, na prática, descentralizar o poder. Menos Brasília, mais Brasil, que era o slogan do Bolsonaro com Paulo Guedes. O federalismo, a descentralização de poder, o voto distrital, tudo isso que são bandeiras que eu defendo há anos, décadas, são agendas reformistas que aproximariam O representante do representado. Reduzir, por exemplo, o número de municípios no Brasil. São quase 6 mil municípios, municípios que não têm condição de sobreviver.

Reduzir o welfare state, o assistencialismo, porque você vai para Bahia, tem lá cidades onde quase todo mundo tá dependendo de Bolsa Família e não tem CLT, não tem carteira assinada. Então são medidas que a gente precisa pensar, porque senão nós vamos toda eleição disputar para ver quem é mais esquerdista, quem oferece mais Bolsa Família, mais assistencialismo, porque vira um leilão de promessas irreais. E o Thomas Sowell já alertava, né?

Aliás, ele nunca quis muito se meter em política, que ele falava, mecanismo de incentivos é perverso na política, né? Ele era um economista, alguém que analisava a coisa de forma racional. Mas ele falava, né, se a demanda é por coisas impossíveis, só os mentirosos serão eleitos. Então não adianta ficar só apontando o dedo para políticos se os próprios eleitores ficam exigindo coisas irreais. Então nós temos aqui um problema cultural geográfico grave no Brasil: os que pagam a conta e os que recebem esmolas do Estado.

Então eu não vou, eu não vou tão longe a ponto de defender secessão, né, mas eu sou absolutamente simpático a quem tá de saco cheio de pagar só a fatura. E aqui nós temos um problema sério estrutural, que no Nordeste o PT se cria, os grilhões, os estados e cidades miseráveis têm lá os seus redutos eleitorais que são de famílias há décadas. Eu vou falar disso no final. Para desagradar gregos e troianos. Eu não tô no papel de agradar ninguém, muito menos de ser cabo eleitoral de um candidato.

Meu papel vai muito além disso. Tento analisar o país e, repito, tentar jogar o Brasil, empurrar da minha contribuição singela para que o Brasil vá mais na direção de uns Estados Unidos da vida e não de Venezuela, né? Cada um tem a sua referência. Então isso é muito importante, essa divisão geográfica, e muito delicada na hora de você traçar uma estratégia eleitoral, né? Aí vem uma outra questão que é um pouco corolário disso, né?

Porque a gente vê o X, a turma tratando o Brasil, esse Brasilzão, como se fosse o X. É confundir a sua bolha com a realidade de um país continental com mais de 200 milhões de habitantes, mais de 140 milhões de eleitores, com esse nível de ignorância, miséria e tudo mais. Então, quando eu vejo essa ilusão, né, de que o meu grupinho, a minha realidade diminuta ali no X, é o Brasil, Eu fico arrepiado. Eu fui perguntar para o Grok, né, qual é o peso de TV e rádio em eleição ainda.

Tá aqui a resposta do Grok: cerca de 70% da população brasileira ainda assiste TV, 150 milhões de pessoas. Rádio tem alto alcance também. Mesmo com o crescimento das redes sociais, a TV mantém relevância. Em São Paulo, por exemplo, A TV ainda aparece como principal fonte de informação política para uma parcela importante do eleitorado, 36% numa pesquisa recente. Resumo: não existe um número único atualizado de quantas pessoas ainda assistem TV e rádio, mas entre metade e dois terços ou três quartos dos eleitores têm contato com propaganda eleitoral de TV e rádio durante o período eleitoral.

E isso tem relevância. Aí eu vi algumas pessoas falando assim: ah, mas o Bolsonaro ganhou com uma prancha de moribugue sozinho. É verdade, mas não vamos deixar de fora a facada, a demanda reprimida à época por um outsider, em que pese 6 mandatos de deputado, ele era visto como outsider. Será que o Flávio hoje é visto como um outsider da política? Existe uma fadiga natural, né, da marca. E o Flávio e os filhos não são o pai. Então, nesse sentido, alianças são relevantes. Tentar atrair o Centrão não foi possível.

?Voz F

O Flávio tentou.

?Voz E

Então isso tudo tem que entrar na análise na hora de você falar de um quadro eleitoral. Você não pode achar que a realidade é o X, né? Cerca de 42 milhões de pessoas assistiram aos blocos do horário eleitoral no primeiro turno em 24. É muita gente. Isso tem impacto, tá? Isso tem impacto. Não vamos confundir a nossa bolha Qual a realidade? Esse foi um erro crasso de análise da esquerda, dos jornalistas. Eu já brinquei aqui que o Guga Chakra, por exemplo— oi, Guga— ele dizia que o Trump não tinha a menor chance de ganhar em 2016.

Por quê? Porque ele lia New York Times, assistia CNN, morava em Nova York e convivia ali com seus amigos todos democratas. Claro, ele olhava, falava: não conheço um único eleitor do Trump, esse cara não tem chance. Então nós não podemos confundir a nossa bolha com a realidade. O Brasil é grande e o Brasil tem muito, muito indivíduo que perderia para os macacos nessa disputa aqui, né? Ciência aponta que chimpanzés possuem capacidade de mudar de opinião com base em evidências.

Você vai mesmo no X e descobre que muita gente, muita gente não tem essa capacidade. Você argumenta, você apresenta fatos, e o sujeito: feio, bobo, petista, extrema-direita. Dependendo da realidade que está mostrando no dia, você vai receber um rótulo e acabou. Então eu aprendi ao longo da minha vida acompanhando política a nunca subestimar a estupidez do eleitor médio, do brasileiro médio. Eu não subestimo, porque se eu subestimasse, eu ficaria surpreso o tempo todo.

E também parem com essa balela de que o povo brasileiro é conservador. Que povo conservador é esse que vota no PT desde 2003? Então existem problemas sérios de concentração de poder nos caciques partidários, não ter o voto distrital, ter o horário gratuito de televisão e o fundo partidário. Tem um monte de problema que dá muito poder a alguns caciques. Mas que povo conservador é esse que elegeu o Lula duas vezes e a Dilma duas vezes?

Eu adoraria saber. Então vamos ser realistas. Meu apelo sempre foi esse. Eu, meu livro novo, né, que eu escrevi sobre o meu tratamento do câncer e tudo, Não Tema a Tempestade, ele tá aqui, ó, uma história de fé Moto Casino, America's social casino.

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?Voz D

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?Voz E

Resiliência e esperança. Eu nunca perco a esperança. A gente continua lutando. Se você perde a esperança, você caiu no niilismo. É muito perigoso, inclusive. Agora, tem uma palavra aqui no meio que merece destaque: resiliência. Então ficar enganando a minha audiência, vendendo falsa ilusão, isso não é minha praia. Eu trato com respeito demais a minha audiência para fazer isso. Aí vamos lá, tivemos alguns debates. Eu, parênteses, eu acho feio não comparecer a debate, tá?

Eu acho feio Eu entendo que seja uma estratégia eleitoral. Eu também não gosto muito da ideia de obrigar. Eu acho o seguinte: não quer ir, assume o risco de ser chamado de fujão, de covarde, e lá no debate as pessoas ficarem alfinetando e cutucando. Mas eu particularmente acho feio. Eu acho que é um ato de respeito ao eleitor você comparecer aos debates e não apenas fazer um cálculo eleitoral como fez o Moro, como fez o Eduardo Paes.

?Voz A

Eu não gosto.

?Voz E

O Tarcísio, justiça seja feita, ele lidera as pesquisas, tem tudo para ser reeleito no primeiro turno. Ou seja, dentro dos cálculos eleitorais de marqueteiro de partido, ele não tinha nenhuma razão para ir. Era só o risco dele cair numa casca de banana, dele se queimar à toa, ele foi. E achei isso legal. Ele foi e se saiu bem. Sempre a gente vai achar que podia ter saído melhor. Alguns resumos mais emocionados do debate foi assim: quando Tarcísio não estava batendo, Haddad estava apanhando.

Não é bem verdade, não é bem verdade. A gente, eu sempre vi futebol ao longo da minha vida ao lado do meu pai, né, flamenguista ferrenho. E era difícil ele fazer umas análises realmente imparciais ali da arbitragem. Era sempre o Flamengo sendo prejudicado. Eu olhava, não achei bem isso não, mas eu sou mais desapegado, né, desapegado, porque eu sou flamenguista, mas não sou da turma mais fanática. Então assim, eu analiso política da mesma forma.

Não é porque é o meu candidato, tá, é, mandou bem. O Romeu Zema, por exemplo, resolveu pegar carona aí na questão da soberania do Lula e foi lá atacar o Trump, os Estados Unidos. Bobagem. Mas você tem que poder fazer análise imparcial, isenta, né? E a turma ali é mais emocionada, né? O Tarcísio foi bem, não caiu nenhuma grande casca de banana. O Haddad fez o que ele queria fazer, tentar nacionalizar o debate. O país está funcionando, São Paulo é que não está.

Mentira dupla, né? O Brasil está muito mal das pernas e São Paulo vai melhorzinho na margem porque tem uma gestão eficiente. Mas quando o Tarcísio tentou colar, o Haddad tentou colar o Tarcísio no Bolsonaro: você não tem vergonha? Ele: eu, vergonha? Tenho gratidão. O brasileiro odeia traidor, né?

?Voz F

Traíra.

?Voz E

O Bolsonaro me deu autonomia e o ministério na mão para eu mostrar resultado, e graças a isso eu sou governador e tô sendo reeleito. Como é que eu vou ter vergonha do Bolsonaro? Então parabéns, Tarcísio. Mas o Haddad já sabe que vai perder. Ele tava ali com o único intuito de criar palanque para o Lula e tentar também dar uma forcinha para as candidatas esquerdistas ao Senado, Simone Tebet e Marina Silva, duas forasteiras que nem paulistas são, né?

Mas tem chance de levar porque o Eduardo Bolsonaro, depois de receber uma visita presencial do Valdemar e do André do Prado, resolveu apoiar o André do Prado, que é um cara do Centrão, que foi presidente da Alesp com votos do PT. Que fez campanha para o Márcio França, que tá com Lula, e que tem um projeto mais conhecido em São Paulo: proibir armas de brinquedo. Ah, e que na pandemia foi totalmente a favor da política autoritária do Dória.

Então querem que a gente finja que esse é um candidato de direita agora só porque o Eduardo apontou, em vez de entender que o Eduardo é que mudou muito. Eduardo hoje defende Getúlio Vargas. Uma turma que é contra privatização, mercado de capitais, e por aí vai. Paulo Guedes, liberalismo na economia. Então os únicos candidatos à direita na disputa são Derrite e Sales. Mas por terem 3 nomes e o bolsonarismo está emprestando ali o seu apoio ao cara do Centrão, talvez levem duas esquerdistas.

É uma situação triste que nos leva a pensar, né, que a direita no Brasil ela é muito desunida, desorganizada, tem muita disputa de ego e de nicho e controle eleitoral, muitos projetos pessoais que ignoram os interesses coletivos, que todo mundo tem projeto pessoal. Eu tenho os meus, quero lançar um produto novo, um programa novo com um cara de muita confiança de vocês, você já conhece, estamos discutindo os detalhes. Então projeto todo mundo tem, mas eu ao longo da minha vida sempre priorizei a minha causa, o que eu acredito, a coerência.

Por isso que eu Eu aceitei ser colunista do Globo, fui 6 anos, mas eu falava da Esquerda Caviar. Tem lá minha coluna no Globo, Esquerda Caviar. Até o dia que o Globo me ligou e falou, olha, nossa parceria acabou aqui, porque Esquerda Caviar virou livro, cresceu e tudo. E os artistas da Globo são tudo esquerda caviar, quase. Então eu tava, eu tava minando o principal ganha-pão da Globo, né? Então, mas eu não aceito mudar. Né, fui demitido sem saber, ao vivo, pelo Pitoli na Auriverde, porque eu quero poder criticar coisas que eu vejo erradas na candidatura ou na visão política ou nas atitudes de bolsonaristas.

E o Pitoli disse claramente: eu defendo o Flávio até debaixo d'água. Tudo bem, ele quer o papel de extensão do PL. De cabo eleitoral. É um direito dele. Eu só não acho que isso é compatível com o jornalismo independente, porque não é. Então cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado. Mas eu vou defender os valores liberais clássicos com viés conservador, que é o que eu acredito. Eu vou defender isso sempre, porque senão a gente fica sem norte.

E pragmatismo é essencial na política, mas tem que ter um limite. Qual o limite? Cada um vai traçar o seu com base na sua consciência. Mas se o limite é: eu preciso ter comissão, custe o que custar, não é muito diferente do discurso de: eu preciso ter ministérios, custe o que custar. Então eu apoio o Lula. Se o Lula ganhar, porque eu quero ministério do governo. É o mindset do Centrão fisiológico. Eles sempre pensaram assim. Eu acho que a direita não pode se tornar isso, percebe?

Então nós temos que traçar linhas divisórias. Até aqui eu vou com pragmatismo, mais do que isso não. Eu vou denunciar, eu vou denunciar, eu vou denunciar O Flávio apoiando o Ângelo Coronel ao Senado pela Bahia, porque ele era um cara que tava lá na CPI das fake news com Alexandre Frota e Joyce Hasselmann, foi à Rússia aprender como fazer censura melhor e apresentou um relatório que, segundo o próprio Eduardo Bolsonaro, ia nos inviabilizar de ter conversas até privadas no WhatsApp.

Mas hoje, por conveniência, o Flávio, com aplauso do Eduardo, tá apoiando o Coronel Ângelo na Bahia. Aí não, né? Então, de novo, aqui vocês podem sempre esperar independência, coragem de falar as coisas, doa a quem doer. Perdi 25 mil seguidores no X, tá tudo certo, tá tudo certo. O sujeito tava esperando outra coisa de mim, tava esperando talvez que eu ficasse batendo bumbo e fingindo que eu não vi a foto que eu vi na piscina.

Eu não consigo agir assim, eu não consigo. Mas tá tudo certo, porque a minha prioridade aí é como cidadão brasileiro, né? A minha prioridade, ela é, continua sendo, porque sempre foi, eu nunca fui de esquerda na minha vida, e nunca votei no PT na minha vida, continua sendo derrotar o Lula. Essa é a prioridade. Por isso que eu dedico 80% do meu espaço para bater nas coisas equivocadas desse governo, para mostrar a ameaça que um outro mandato do Lula representaria.

Agora, isso não quer dizer que você vai passar pano e fingir que não viu as coisas que você viu, ou não vai poder criticar nada do outro lado. Isso é uma mentalidade louca, até porque, gente, Moto Casino, American Social Casino.

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?Voz E

Cria-se uma blindagem perpétua. Eu vi algumas pessoas, algumas pessoas até qualificadas, falando assim: Rodrigo, tudo que eu estou dizendo é que até as eleições você devia Ignorar. Aí eu provoco: ignorar até que limite? Até o quê que eu deveria ignorar? A foto na piscina? Tá. Que mais? O financiamento do filme? Tá. Que mais? Tem algum limite que você traçaria para assim: não, aqui não dá para ignorar? Eu gostaria de saber. Além disso, eu duvido, duvido, Deodoro, que passando a eleição, seja o resultado que for, essa turma mude de postura.

Agora tá liberado, agora pode chamar o Eduardo daquilo que ele se transformou. Eu duvido, sabe por quê? Porque se o Flávio ganhar, tomara, vão falar o seguinte: qualquer crítica tá prejudicando o governo, ele já é alvo do sistema. Com Ângelo Coronel, com Arthur Lira, com a piscina do Ramagem Concentrão e o PT. Não sei se ele ameaça tanto o sistema, mas vai prejudicar a governabilidade se você criticar Rodrigo. Não pode. Então não pode criticar nunca.

E se ele perder, tem eleição em 2030. Por mais que digam que acabou, se o Lula ganhar acabou o país, acabou. Não vai ter eleição em E aí vão dizer a mesma coisa: não, não, não critica, porque se critica você quer o Lula e o PT se perpetuando no poder. Então criaram a blindagem perpétua. Você não pode nem cobrar explicações do Mário Frias sobre rachadinha em gabinete ou sobre dinheiro para filme. Tem que fingir que nada aconteceu.

Eu acho uma postura estranha. Mas dito isso, meu foco— basta ir no meu X ver— meu foco tem sido concentrado em mostrar o desgoverno lulista. E cada hora eu trago exemplos diferentes. Já falei bastante de contas fiscais, né, de mercado. Agora olha só, são notícias que às vezes passam até despercebidas, né? Classe média se aperta e imóveis de 2 quartos compactos puxam vendas no setor. Ou seja, cada vez mais o sujeito— isso é inflação, tá, medida de uma forma diferente, até porque o POCMAN manipula o IBGE.

?Voz F

Isso é inflação.

?Voz E

Quando você compra o pacote do biscoito pelo mesmo preço, mas tem menos biscoito, é inflação, né? Você tá pagando mais por grama de biscoito. Então é mais ou menos a mesma coisa, você tá pagando a mesma coisa para ter uma casinha cada vez menor. Aí vai o Fantástico daqui a pouco fazer um programa de 8 minutos mostrando o charme do minimalismo, mas as coisas estão complicadas para todo mundo, até para empresário petista. A Magazine Luiza perdeu 98% de valor de mercado, valia R$200 bilhões, vale R$3 bilhões hoje.

Apresentou um péssimo resultado no último trimestre. E a Luiza Trajano é colada na turma do PT. Empresária petista, expressão que você nunca vai ler na imprensa. Empresário bolsonarista tinha um monte, lembra? Mas empresário petista eu nunca vi. Não tá fácil para ninguém. Aqui, governo fica sem verba para pagar R$105,5 bilhões em despesas. Saúde e educação são pastas mais afetadas. Imagina se essa notícia fosse durante o governo Bolsonaro.

Imagina como é que estaria reagindo a imprensa. E claro, além da desgraça toda econômica, tem a questão autoritária. Banir o Discord, como quer a Janja, por crimes praticados na plataforma é um disparate lógico, incompatível com o Estado de Direito, diz Lígia Maria na Folha de São Paulo. Combate a delitos no ambiente online exige inteligência policial, responsabilização específica e educação midiática, não bloqueios generalizados.

É como você proibir a praça pública porque teve um assassinato na praça, fechar o parque porque tinha o maníaco do parque, cancelar o telefone porque tem gente que combina crime por telefone. Mas deixa a Janja defender isso, porque eu não conhecia esse Discord até ontem. Aí fui me inteirar E é uma rede lá, né, uma plataforma que a garotada jovem usa muito para discutir, inclusive game, essas coisas. Vamos torcer para que o PT perca os votos dos jovens, né?

Eu sei que tem um monte que vota lá no Renan e na turma do MBL, porque eles ficaram anos investindo nessa turma. Basta lembrar do Kim Kataguiri cantando Galinho Corococó no TikTok. Trabalho de base, enganar um bando de imberbe, né? Tá aí o resultado hoje. Então o PT é isso, PT todo mundo sabe o que é, até o Lula. É uma merda, mas é a minha merda.

?Voz F

É a merda, é, mas é a minha merda, não é a sua. Então só eu posso falar dela. O Brasil é grande, nós temos potência, nós temos base intelectual. Não tem base científica. O que precisa é a gente colocar a cara para fora, colocar: eu existo, eu gosto de mim. Eu lembro de uma vez a Maria da Conceição Tavares, eu vou falar um palavrão aqui, ela brigando com o cara. Eu vi ela briga do cara e o cara falou um tanto de merda, o cara falou muito mal do PT.

Ela falou: o PT, o PT, o PT é a merda, é, mas é a minha merda, não é a sua. Então só eu posso falar dela. Então o Brasil, nós temos que ter orgulho do Brasil, gente, mas não sendo inferior.

?Voz E

Inferiores em que sentido? Em relação a quem? Nós somos muito inferiores ao resto do mundo em relação, por exemplo, a PIB per capita. É um dado objetivo. Nós somos muito inferiores em educação. É o que o ranking do PISA mostra todo ano, uma fábrica de analfabetos funcionais. E tudo isso obra da esquerda ao longo de décadas no poder. Mas o Lula é tão cara de pau que ele diz, agora vai, vou mudar esse país agora, né? Depois de 3 mandatos dele e 1 e meio da Dilma, agora vai.

É, haja cara de pau. Aí nós vamos ver as alternativas, né? A turma que se coloca à direita, eu já falei um pouquinho do Flávio, né? Vamos falar do Caiado, né? Caiado tem um histórico como governador eficiente, turma de Goiás gosta dele, sempre enfrentou ali o MST, né? Porque o agro é muito forte no estado e tudo. Ele nunca deu moleza para esses vagabundos. Caiado, nome, né, experiente e tudo. Mas na pandemia defendeu todo o autoritarismo da turma globalista, com base nesse picareta que agora tá sendo desnudado, que é o Dr.

Fauci. E falta ainda o revolucionário da Etiópia lá da OMS, o Tedros Adhanom, né? E mesmo depois com benefício do retrospecto, depois de tudo que já veio à tona numa entrevista recente, ele vai lá e fala assim: você não pode questionar a vacina e nada disso, não pode nem questionar. Uma pegada bem autoritária, né? Aí ele escolhe quem para economia? Cita Armínio Fraga como preferência para o Ministério da Economia. Gente, Armínio Fraga é aquele que fez o L.

Duas vezes. Logo depois disse, tô com medo. Agora, mais recentemente, tá prevendo uma recessão em 2027 à la Dilma. Mas ainda assim faz o L. Ele escreveu uma coluna na Folha de São Paulo, uma das coisas mais patéticas que eu já vi, imaginando uma entrevista telepática com Lula, onde o Lula era alguém que defendia a responsabilidade fiscal. O quão ridículo é isso? Agora tá ele prevendo recessão como a de 27, da Dilma em 27, porque o Lula chutou o balde, como todo mundo tinha obrigação de saber que ele faria.

Eu não vou me vangloriar, não tenho bola de cristal, nada disso. Era óbvio que o Lula faria isso. E agora ele tá prometendo que vai fazer algum ajuste fiscal para acalmar um pouco o mercado. E tem gente querendo acreditar já. Pelo menos o Estadão Tucano não. Estadão Tucano fez um editorial dizendo assim: lá vem o Lula de novo querendo engambelar a turma. Você acha que o Lula, no último mandato da sua vida, vai fazer ajuste? Vai pisar ainda mais no acelerador.

E tentar empurrar a bomba para depois. É temerário pensar em mais 4 anos disso, temerário. Aí vamos para candidatura do Flávio, né? Terceiro marqueteiro, que me diz que estão batendo cabeça. Se tivesse tudo funcionando bem, não trocavam tanto de marqueteiro, mas parece que esse aí acertou um pouco, né? Eu pelo menos gostei. Moto Casino, America's social casino.

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?Voz D

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?Voz E

O novo marqueteiro definiu o slogan como o Brasil vai vencer, e é exatamente esse o clima que nós precisamos. Lembrando aqui que marketing eleitoral é tentar de alguma forma— vai, vamos colocar em português bem claro— enganar o eleitor. Né, o eleitor quer coisas irreais, temos que enganar um pouco. O Brasil vai vencer é uma forma de lembrar que a eleição se trata de um plebiscito sobre o Lula. Foi exatamente o tema da minha coluna para o Oeste semana passada.

Nós temos que transformar essa eleição num plebiscito sobre o lulismo, porque a rejeição do Lula é muito alta. Porque ele tá fazendo lambança atrás de lambança, porque a economia tá difícil para todo mundo, porque a percepção do brasileiro médio é que o Brasil virou um pária global. E virou, se aproximou do eixo do mal. Então tem que ser um plebiscito sobre o Lula e não sobre os lindos olhos verdes do Flávio, senão ferrou. Flávio é um candidato fraco.

Eu sei que tem gente que quer me bater quando escuta isso, mas vocês querem o quê, que eu minta? É um candidato fraco. Então, se for sobre o Flávio, muita gente vai ficar em casa, vai ter muita abstenção, muito voto nulo. Tem que ser um plebiscito sobre o Lula. Que que você pensa do Lula? Puta, não dá. Lula não dá. Então vai votar, cara. É isso, é o voto contra o Lula. E o Brasil vai vencer dá exatamente essa ideia de que é o Brasil contra o Lula.

Não importa se o representante do Brasil vai ter que ser o Flávio no segundo turno, se for, é o Brasil contra o Lula. E ele deu uma sumida também do sobrenome Bolsonaro na campanha. Eu aqui tenho umas dúvidas se é um acerto ou não, Mas me parece até que sim. Sabe por quê? Porque o sobrenome Bolsonaro é muito forte dentro de redutos de uma certa militância, né? Mas essa militância já vota no Flávio, já vota. Qual é o voto que o Flávio tem que ir atrás?

Do voto moderado, que tem alta rejeição pelo bolsonarismo, que tem implicância com várias coisas em termos de postura do pai, do Jair. Tanto que o Flávio tenta se vender como o Bolsonaro vacinado, coisa e tal. Porque se ele tiver que ficar jogando para plateia, falando para bolha, pregando para convertido, ferrou. Essa turma, inclusive a turma mais próxima do Carlos Eduardo Bolsonaro, essa turma quer ver o circo pegar fogo, passa o dia todo demonizando a direita limpinha.

A direita fufu, os intergalácticos, o Partido Novo, os eleitores do Zema, todos esses que vão ser cruciais para o segundo turno. Se o Flávio quiser, tem alguma chance de vencer. Então dá uma sumidinha com o nome Bolsonaro, nem é uma coisa tão ruim assim se você pensar que Flávio, que o Flávio está aí, gente, é o Flávio. Quem é o Flávio? É um senador há muito tempo, um cara que tem fala mansa, mais moderado. É o Flávio. E o plebiscito é contra o Lula, é sobre o lulismo.

Então o voto é contra o Lula. Pronto, aí temos alguma chance. E vai ser difícil, tá? Porque o cara tem a máquina na mão, tem o lulismo, tem os artistas, tem a Globo. Vai ser difícil. A turma não quer que eu fale do polimarketing, que o próprio Eduardo Bolsonaro falava antes quando o Flávio liderava, chegou a liderar, mas o Polimarket ainda é Lula de lavada, mas tá na margem caindo um pouquinho. Flávio tá 27, Lula 64. Dá para virar o jogo?

Dá, mas não é fácil. Então eu gostei do slogan e da campanha e da escolha do vice. Já tive oportunidade de falar aqui os prós e contras do Alfredo Gaspar como vice. Acho que tem muito mais pró do que contra. O principal contra é Alagoas ficar livre para o Renan Calheiros ou Arthur Lira. E o Flávio tem que apoiar o Arthur Lira em Alagoas. Isso é dose para mamute, né? E claro que iam requentar essa coisa aí de denúncia de estupro e tudo, mas que tudo leva a crer, né?

Segundo esse comerciante, que descobriram que é filiado ao PL, mas mesmo assim, né, segundo isso, esse sujeito foi uma trama envolvendo inclusive grana que o Lindbergh ali coordenou. Tem que investigar isso a fundo e descobrir. Mas o Flávio pelo menos tá dando uma subida de tom contra os abusos de Alexandre de Moraes, e isso é importante.

?Voz J

Esse final de semana foi muito difícil, com Dia dos Pais passar longe dele em função da covardia que o Alexandre de Moraes fez com toda a família, de proibir o próprio filho de ver o pai. Ele me proibiu de advogar para o meu pai, uma coisa que eu fazia com todo o coração, com todo amor, exercendo a minha profissão como advogado. E ele impediu que isso acontecesse também. Eu lamento, né? Você vê o Alexandre de Moraes hoje, ele virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos.

Quer dizer, o Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a respondê-lo dentro da política também. O presidente da República, ele indica ministro do Supremo. Próximo indicará 4. Quem tira é o Senado. Como a gente tá aqui com os candidatos ao Senado, vocês são a favor de impeachment do Alexandre de Moraes?

?Voz E

E o primeiro é o Moraes.

?Voz J

Eles que vão ter que— eles vão ser cobrados nas eleições por isso, vão ser cobrados. Não adianta querer dar canetada, ameaçar né, inventar operações contra nossos pré-candidatos, como fizeram, para tentar diminuir a quantidade de senadores.

?Voz E

Porque essa é uma pauta que eu falava há anos para eles, inclusive.

?Voz J

Olha, enquanto vocês mantiverem esse inquérito das fake news aberto, uma coisa que não tem nenhum precedente, trazendo para dentro quem vocês querem, escolhendo alvos pré-determinados, dizendo quem são os investigadores, dizendo que o relatório da polícia ficar ruim você manda voltar, que é o que nós vimos, né, na própria imprensa divulgando quais denúncias que foram feitas em função da atuação do Alexandre de Moraes enquanto presidente do TSE.

É a população que tá cobrando. Então assim, isso virou uma pauta de campanha. Não queria que tivesse chegado nesse ponto, mas virou realidade.

?Voz E

O Flávio, ele de novo na postura, ele é comedido, mas na mensagem, no conteúdo, no teor da fala, firme. Eu acho que isso é um acerto. O Ronaldo Caiado nem menciona abuso do Supremo, porque a gente sabe que ele prefere confraternizar ou dar prêmio para ministro do Supremo. E o Zema é o que mais sobe o tom. O Zema tem lá a sequência de vídeos, né, dos Intocáveis, que eu acho maravilhosos os vídeos. O último também do Lula e Lulinha foi excelente.

O Zema é o que mais bate. Mas talvez por ter menos chance, e também é perseguido, né? Mas talvez por poder se dar ao luxo de fazer isso porque não está liderando, né? Tá muito atrás nas pesquisas. Vou fazer um parênteses aqui, tá, gente? Hoje eu escrevi o seguinte no meu X, e que é algo para mim totalmente incontroverso, tá? Eu escrevi: o primeiro turno serve para votar no melhor candidato, consciência limpa, e o segundo turno existe para escolher o menos pior entre os dois finalistas.

Simples assim. Acreditem que veio gente, e não foram poucas pessoas, 3 ou 4, foram uns 20 pelo menos, que vieram falar: petista, você está querendo ajudar o Lula a vencer no primeiro turno. Oi, eu tive que gravar um vídeo depois de 4 minutos explicando a regra elementar das eleições, que eu acho que tem muita gente ignorante aí ou espalhando fake news, agindo com má-fé. Se você deixar de votar no candidato A e votar no B ou C no primeiro turno, você não muda absolutamente nada em relação à chance de alguém vencer no primeiro turno.

?Voz F

Nada.

?Voz E

Porque a regra é simples: para alguém vencer no primeiro turno, ele precisa ter 50% mais um dos votos válidos. Trocando em miúdos, se você votar no Zema, no Caiado, até no Renan Santos ou no Cacareco, se tivesse o Cacareco disputando em vez do Lula, não faz a menor diferença de você votar no Flávio para efeitos de Lula vencer ou não no primeiro turno. Ficou claro? Porque eu juro que eu fiquei assustado. Eu falei, meu Deus, é uma— até que eu sigo lá, Sarita, Sarita Coelho, acho que é isso, ela que veio com esse comentário e um monte de gente curtindo.

Eu falei, meu Deus do céu, não conhecem o elementar de um processo eleitoral em dois turnos. Então eu volto aqui a falar, votem com a sua consciência no primeiro turno. Escolham aquele candidato que vocês julgam ou melhor, porque isso é importante. Senão é antecipar o segundo turno, e é justamente o que a gente não quer. Para isso existe o segundo turno. E se a gente tem críticas ou problemas com algumas posturas de certo candidato que lidera as pesquisas do lado de cá, a melhor forma de você deixar isso claro Welcome to Moto Casino, where the excitement never ends with thousands of the hottest free-to-play social casino games, fastest payouts, and the best promotions in the industry.

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?Voz D

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?Voz E

É você votar no outro que você julga melhor? Em peso, porque aí no segundo turno o apoio dele é fundamental para quem for enfrentar o Lula, e significa que esse candidato vai ter que contemporizar e fazer concessões com aquele candidato melhor. Foi exatamente assim no Chile. No Chile, a direita se dividiu E tivemos segundo turno, porque não muda nada a direita se dividir em relação a isso. No segundo turno, o candidato mais à direita, mais nacional populista, foi disputar com o comunista e precisou do apoio dos mais moderados de centro-direita.

Então, primeiro turno serve para isso: escolher o candidato que você acha melhor. Quem é o candidato que você gostaria que fosse o presidente entre os que estão aí? Vota nele no primeiro turno. Até porque, do outro lado, né, nós temos imagens assim. Não dá para fingir que não viu. Não dá para ler a justificativa do Alexandre Ramagem e fingir que ele é razoável. Até porque o contexto dessa festa aí era logo depois da prisão dos manifestantes do 8 de janeiro.

Então o tema da minha coluna hoje na Gazeta do Povo foi esse: piscina de ratos, remetendo à música do Cazuza. Não briguem com pai ou mãe, não, não levem o casamento na direção do divórcio, e não parem de falar com irmãos por causa de política. Porque os políticos que você tá idolatrando e tratando como herói e tudo mais, eles podem estar numa piscina confraternizando e fazendo tintim com champanhe com os inimigos. Sua piscina está cheia de ratos.

Eu perguntei ao Grok quais políticos possuem familiares na política, porque isso é algo que eu estudo há muito tempo, né? O livro do Raimundo Faoro, Os Donos do Poder. Tá aqui a resposta: é algo muito comum no Brasil desde 86. São vários políticos que se elegem graças a sobrenome. Reduto eleitoral e por aí vai. Primeiro exemplo que ele dá, o Grok, tá? Família Bolsonaro, realmente tá todo mundo, né? E esse ano tá disputando o irmão do Jair, o Renato, a ex-mulher, mãe dos meninos, Rogéria.

Só falta Laurinha, que não tem idade. Aí vamos lá, né? Porque é o Bolsonaro, a gente tem que achar lindo votar no Jair Renan, né?

?Voz H

Vamos lá.

?Voz E

Quais são as outras famílias? Sarney no Maranhão, Calheiros em Alagoas, Barbalho no Pará, Arraes e Campos em Pernambuco, Magalhães na Bahia, Lira em Alagoas, Ferreira Gomes no Ceará, Alcolumbre no Amapá, Mota na Paraíba. Me desculpa, gente. Mas ninguém vai me convencer de que é uma bandeira do conservadorismo, da direita, ficar elegendo qualquer um que colocar o sobrenome Bolsonaro. Pelo amor de Deus, tenham um mínimo de independência, meritocracia, currículo, o que que fez, histórico.

Ideias, agenda. Eu sei que existe um livro do Brian Caplan, O Mito do Eleitor Racional, né? Mas isso é pura irracionalidade, é criar seita, é querer um clã familiar na política. E eu vejo gente falando com orgulho, batendo no peito: é isso mesmo, se botar Laurinha, eu voto. Voltamos àquela imagem lá do macaco da ciência. O macaco muda de opinião se você apresentar evidências. Se você apresentar o Jair Renan, o que ele pensa, forçando aqui um pouco a barra, o que ele fez combatendo o sistema lá de Balneário de Camboriú, como ele disse, e o sujeito falar feio, bobo, petista, eu vou de Jair Renan mesmo.

Tudo bem, mas me dê a liberdade também de achar que o macaco tá mais avançado, porque isso não é racional, tampouco algo ligado à direita, ao liberalismo clássico, ao conservadorismo que seja. Eu gosto às vezes quando alguns bolsonaristas dizem: eu não sou de direita, eu sou bolsonarista. Aí tudo bem, É isso mesmo, tem que votar em qualquer um que usar o sobrenome Bolsonaro, qualquer um que é bolsonarista. Apesar do que ali existe, obviamente, dentro da família, né, divisões, problemas.

Então já vi gente falando, não, tem que ser o sangue bolsonarista, porque a Michele tá rejeitada por essa ótica Bizarra, bizarra, né? Agora vamos para o assunto principal antes de ir para as perguntinhas rápidas lá que eu tenho dos meus apoiadores. Primeiro lugar, né, após ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão remota de julgamento, o juiz Milton Lívio Leão Sales publicou um novo vídeo falando que é alvo de difamação.

Gente, Cuidado com todo mundo que faz mimimi o tempo todo. Eu combato a vitimização desde que eu me entendo por gente. Eu passei por um tratamento muito pesado contra um câncer agressivo e o resultado foi um livro sobre resiliência. Eu trabalhava nessa época, eu não fiquei de mimimi, eu não ficava fazendo carinha de fraco. E não, então cuidado com o mimimi. Todo mundo, o cara é pego na piscina com petistas, falou: o canal, o canal News Liberdade fica me atacando.

Porra, agora vai ser o Mensageiro culpado? O Eduardo ainda vem em cima: é vagabundo esse canal. Foi o dono do canal que entrou na piscina com petistas, entendeu? Então para com mimimi. Mesmo essa coisa do Carlos ficar o tempo inteiro postando o pai em situações de fragilidade, isso não combina Por exemplo, com o Trump. O Trump levou um tiro de fuzil de raspão e levantou com sangue escorrendo falando: lute, lute! É uma pegada diferente.

Eu volto ao início. Qual é a minha causa de vida? Tentar fazer o Brasil se parecer um pouco mais com os Estados Unidos, né, em termos de política. Então vamos lá, os Estados Unidos Não gosta de ficar enaltecendo vitimização, não gosta. É um país que gosta de winners, de vencedores, de resilientes. Então não gosto dessa coisa de mimimi. Mas olha o vídeo do juiz, vai fazer vitimização assim na casa do capeta, meu amigo? Tá bêbado, tá bêbado gravando esse vídeo, tem que ser afastado urgentemente. Da magistratura.

?Voz H

Meu nome é Milton Lírio Leão Sales, tenho 36 anos de magistratura e quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais, STJ, o STF, Alexandre de Moraes, são todos uns corruptos. Faço, falo isso de conhecimento, calça. Olha, tô cansado, muito cansado. Estou no Rio tomando meu café. E curtindo minha mulher. Sei de muita coisa desse tribunal, sei de corrupção do Nelson Messias, do Gilson Lemos, do Luiz Carlos, do Vicente, da compra de mais de 170 Corollas híbridas.

Vocês me dão vergonha, sabe por quê? O tribunal não existe hoje, só existe computador. E os prédios vazios custando luz, energia e funcionários. Eu tenho coragem de bater no peito. Meu nome é Nilton Aníbal Lemos Sales, filho do Tibagi Sales. E se alguém quiser bater de frente comigo em alguma TV, um jornal nacional, quer que seja, eu estou à disposição.

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?Voz E

Se beber, não grave vídeo, não publique nada, não poste um único comentário. Agora, talvez, querendo ser advogado do diabo aqui, né, talvez a gente consiga entender que para chamar o Alexandre de Moraes e o Toffoli de corruptos, que são, sendo juiz no Brasil, talvez só bêbado mesmo. O cara é tirar o freio que nós temos aqui e ganhar coragem, né? Porque olha a última do Moraes, após quebrar sigilo do jornalista que fez um trabalho de jornalismo em relação ao Flávio Dino usando o carro oficial para família ir para praia passear lá no Maranhão.

O ministro Alexandre de Moraes determina busca e apreensão contra a fonte do repórter. A fonte. Sigilo de fonte é algo sagrado para o jornalismo.

?Voz F

Sagrado.

?Voz E

Se alguém quiser ser o whistleblower, me ligar aqui e falar, Rodrigo, em off, eu testemunhei isso e isso que aconteceu, não sei o quê, e eu publicar uma matéria sobre isso, esse, esse sigilo de fonte que vai preservar quem me deu informação é crucial para que nós tenhamos esse tipo de denúncia. E o jornalismo investigativo é tido como um quarto poder porque ele impõe de alguma forma limites aos governantes. Ao tentar jogar luz lá onde a classe política adoraria manter nas sombras, o jornalismo ajuda de alguma forma a depurar a política.

Então é assustador, é coisa de União Soviética. Você quebrar o sigilo de fonte e incluir a fonte no inquérito. É óbvio que o Alexandre de Moraes tá mandando um recado, mais um. Já mandou tantos, né? Prendeu e ostracizou o Bolsonaro, prendeu os manifestantes do 8 de janeiro para que não tenha a mínima manifestação, calou vários críticos das urnas dele, do STF, para que ninguém mais critique. E agora tá matando o jornalismo de vez, não vai fazer reportagem que coloque em maus lençóis nenhum de nós aqui não.

Hoje eu tô vendo vários jornalistas nas redes sociais assustados. Meu Deus, onde isso vai parar? Onde nós avisamos desde o início, lá em Cuba. Não foi por falta de aviso. Mas vocês estavam passando pano ou elogiando, colocando Moraes na capa de uma revista, Muralha da Democracia, quando ele estava perseguindo a mim. Ou o Alan dos Santos, o Oswaldo Eustáquio, não importa o que você pensa deles. Eu particularmente não confio no trabalho jornalístico de ambos, Não confio, mas isso não dá o direito do sistema ir lá e persegui-los.

Eu também não confio no jornalismo da Miriam Leitão e não acho que ela deva ser incluída em inquérito de fake news ou perseguida, censurada. É muito triste o que tá acontecendo com o Brasil, mas vamos ver, né? Se a imprensa toda resolve acordar antes, tarde do que nunca, e fazer coro na defesa do Estado de Direito, na tentativa de resgate da nossa democracia.

?Voz F

Vamos lá, temos as perguntas.

?Voz E

Já ia botar música. Temos as perguntas, mas são 3 perguntinhas. Bianca: Olá, Constantino, como mostrar a alguém que está decepcionado com todos os candidatos que votar em branco não é uma posição neutra e que mesmo quando nenhum candidato é o ideal, eles não são iguais. E na política, como em tudo na vida, as escolhas e até mesmo a falta delas têm consequências. Excelente, Bianca. Eu acho que eu respondi uma parte já na minha fala, né, introdutória de uma hora.

Mas é exatamente isso, é virar e falar o seguinte: olha, A Ayn Rand tinha uma fala para isso que eu adaptei, que é assim: se o sujeito critica Stalin, Hitler e a sogra, alegando que nenhum ser humano é perfeito, todos têm defeitos, porra, eu, se sou essa sogra, nunca mais aceito um cafezinho do genro. Que ele quer matar a sogra, ele tá fazendo equivalência entre a sogra e Hitler e Stalin. Então nenhum é perfeito, nenhum ideal, todos têm defeitos.

Alguns são bem fraquinhos, alguns traem bastante as bandeiras de direita que deveriam empunhar. Mas do outro lado é o Lula, é o PT. Então o voto é consciência. Eu entendo quem não quer participar disso, eu entendo quem não quer manchar a sua consciência votando em porcaria. Mesmo do outro lado sendo uma porcaria muito maior, eu entendo. Até porque o livro que eu citei do Brian Kaplan, O Mito do Eleitor Racional, ele diz algo muito óbvio, né?

O seu voto não vale nada. É triste falar isso, né? Mas 1 sobre 140 milhões, vê aí quanto é que dá. Acho que é mais fácil ganhar na Mega-Sena. Então me diga Qual eleição que um voto fez diferença? Se todo mundo pensar assim, ferrou. É verdade, é a falácia da composição. Mas o seu voto individual não vale nada. Então, se você quer dormir com a consciência limpa, se para você isso é mais importante do que votar em lixo, é um direito seu.

Eu, quando morava no Brasil, tomava engove e votava no PSDB. Nunca votei no Lula e nunca votei nulo. No segundo turno, porque eu sempre achei que Aécio Neves, Alckmin e até o Serra, ultraesquerdista, eram menos piores do que o PT. Então o Carlos Bolsonaro não, ele diz que os liberais e a direita limpinha são piores do que o PT. Se for para o segundo turno Lula e Zema, o que que os bolsonaristas vão fazer? Vários deles já inclusive disseram: vota nulo.

Teve um que falou: prefiro votar no Rui Costa Pimenta do PCO. Esse que hoje teve visita da Polícia Federal porque mau uso, desvio de recurso público, né, do fundo partidário. Talvez tenha mandado para Austrália, vai saber. Mas eu não. Eu, segundo turno, se fosse Lula e Flávio, não tenho dúvida que preferiria o Flávio. É o que eu escrevi. Primeiro turno é o melhor, segundo turno é o menos pior. Então, Bianca, é fugir da falsa equivalência moral.

O Bolsonaro tem vários defeitos, o governo dele teve coisas que eu condeno. Para começo de conversa, o Cássio Nunes Marques no STF foi escolha do Ciro Nogueira. Mas não dá para comparar o governo Bolsonaro com o governo Lula, não dá, não dá para comparar Paulo Guedes, liberal clássico, reformista, privatista, com Fernando Haddad, taxade. Então acho que é tentando persuadir esse eleitor do voto nulo que no fundo, no fundo, ele tá votando no Lula.

É isso que ele quer, né? Então assim, olha, não há, não há equivalência aqui. Eu entendo, eu entendo. Eu fiz uma postagem assim há um tempinho atrás, foi bem repercutida. Eu entendo não gostar do Flávio, entendo bem. Eu entendo ter preocupação com o bolsonarismo, uma ala do bolsonarismo no poder. Entendo bem, mas meu amigo, é o Lula do outro lado, é o Lula. Pense nisso. Vitor Fernandes: boa tarde, Rodrigo, grande abraço. Abraço.

Nas próximas eleições vejo apenas Flávio Zema como verdadeiro representante do pensamento dito de direita. Mas no meu entender, qualquer um dos dois que vencer, nada mais mudando, para mim essencial seria a maioria no parlamento, estarão na mesma posição do presidente Jair Bolsonaro, ou seja, de mãos amarradas, apenas na cadeira, mas sem efeito prático. Você vê da mesma forma? É o que o Olavo dizia, né, de ter o bolo pela cereja, né, e a massa toda, a base toda na mão do adversário.

Então sim, se nós não tivermos um Senado mais conservador, o que obviamente não é o André do Prado e o Arthur Lira e o Coronel Ângelo como senadores.

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?Voz E

Nós temos uma chance de criar uma base. Ainda acho que não vai ser nessa, Elisa, mas nós temos que melhorar, nós temos que andar para frente, ou para direita, para ser mais preciso. Nós temos que tentar endireitar o país. Mas sim, de certa forma, se for só o presidente e uma base parlamentar xoxa de André do Prado, de Ciro Nogueira, Lascou. Ainda mais se o presidente for o Flávio. Flávio já está fazendo várias concessões antes, é um candidato fragilizado, a gente sabe.

Inclusive, muita gente acha que o Jair ficou mais de mãos atadas ainda por conta das questões envolvendo o Flávio, rachadinha de gabinete, tudo mais. Então o Flávio é um candidato que vai ter que compor com esse sistema. Eu acho graça quando tem um bando de gente que fala: o Zema é sistema, você é centrão. E o cara tá do lado do André do Prado, do Arthur Lira, do Coronel Ângelo e companhia. Não, o Flávio seria um presidente meio centrão, seria, gente.

Mas muito menos pior do que o Lula, né? E com uma chance de botar uma Daniela Marques na economia e ter uma pegada mais reformista, mais liberal um pouquinho, se ele não escutar as vozes que vêm da Austrália. Então concordo, ou eu não estaria vendo algo. Digo isso porque vejo esforço imenso no cargo de presidente. Mas não tanto para o parlamento. Isso eu concordo. A direita tem obrigação de focar na eleição para o Senado acima de tudo.

Por isso me irrita tanto o Eduardo ter indicado alguém como André do Prado, que não vai votar nada para anistia, nada disso. Eles ficam com esse papo, né, de que se não for o Flávio, Bolsonaro vai ficar preso para sempre e tudo mais, como se o André do Prado fosse votar por anistia. Mário Carvalho, boa tarde. Que depoimento foi esse? De abril ainda por cima, guardaram todo esse tempo e na arrequentada da calúnia, logo que o Gaspar foi escolhido, vem essa carta na testa deles.

Truco, ladrão. Pelo jeito há muito mais nos bastidores audiovisuais de Brasília do que julga a vossa Van Filosofia. Eu não sei se eu entendi direito a que que você tá se referindo, Mário, mas na hora que o Flávio escolhesse um nome, esse nome ia ser alvo de todo escrutínio, denúncias vazias e ataque da imprensa. E todos os nomes ali eram bons, na minha opinião. Michele Bolsonaro, entrada no eleitorado feminino, evangélico e tudo mais.

Passa seriedade, longe de qualquer escândalo de corrupção. O Rogério Marinho, pô, um cara que é bom em articular. Reforma trabalhista durante o governo Temer, muito importante, acabou com o imposto sindical. Reforma previdenciária do governo Bolsonaro, um cara nota 10 na política. Priscila Costa, desconhecida, mas firme. No combate ao aborto, cearense, mulher, e por aí vai. Bia Kicis, conheço bem, séria, competente, trajetória no setor público judiciário combatendo corruptos e criminosos, mulher.

Então, Luiz Felipe de Orleans e Bragança, pô, um cara seríssimo. Que passa credibilidade. Então qualquer um nome desses que estavam sendo aventados ali na véspera, qualquer um desses eu acho que ia ser bom, e acho que a imprensa ia cair em cima. Então eu acho que Alfredo Gaspar foi uma boa escolha, eu gostei. Ele resgata a bandeira ética para candidatura do Flávio, que tava dificultada Por conta da questão do Vulcano, é inegável.

Então o Alfredo Gaspar é o relator da CPMI do INSS, o cara que pediu a prisão do Lulinha, cara que é promotor há 24 anos em Alagoas, foi secretário de Segurança. Então eu acho que agrega, acho que agrega. Bom, por hoje é só. Vamos de música? Essa deu trabalho, cara. De Pés à Cabeça do Maná. Eu amo o Maná, o que mostra que a gente tem que separar arte de política. O Maná é tão esquerdista, tão esquerdista, que eles dão show com bandeira do Che Guevara.

E ó, tô nem aí, as músicas são ótimas e eu toquei de pés à cabeça, mas é difícil, cara. Baterista do Maná é bom demais, é bom demais. Então ficou muito aquém do desejado. Mas como isso é um hobby para mim e eu não tenho vergonha de mostrar, eu gravo porque eu gosto. Vê quem quer. Espero que gostem. Hi, Uncle Laser here. America is built on fast cars, fast food, and even faster women. Casinos built in America. You know what they're fast at?

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