Episódios de Programa 4 por 4 Oficial

Cigar Bar: A armadilha da miséria brasileira

04 de agosto de 20261h11min
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Participantes neste episódio1
R

Rodrigo Constantino

Host
Assuntos14
  • Estratégia política de Lula· PoliticaLula·Eleições Presidenciais·Antipetismo·Crítica ao lulismo
  • Obstáculos ao Progresso Brasil· SociedadeEducação precária·Corrupção·Cultura de acomodação·Assistencialismo·Estelionato·Inveja do sucesso·Modelo político oligárquico
  • Eleições e Candidatos· PoliticaFlávio Bolsonaro·Lula·Escolha de vice·Rejeição eleitoral·Polarização
  • Crise Fiscal Brasil· EconomiaRecuperação judicial·Juros altos·Inflação·Dívida pública·Endividamento familiar
  • Ser brasileiro no exteriorEstados Unidos·Capitalismo·Empreendedorismo·Império da lei·Mentalidade esquerdista
  • Reorganização da Direita BrasileiraDisputa de controle·Ego·Cultura do 'meu pirão primeiro'·Partido Novo·Nacional-desenvolvimentismo
  • Vice-Presidencia· PoliticaMudança em São Paulo·Trindade Cristã·Daniela Marques·Centrão·Mercado de apostas
  • NEP e Memórias e ReflexõesTratamento de câncer·Tempo com família e amigos·Viagens Internacionais·Renovação de energias
  • Critica e Analise de Midia· SociedadeLiberalismo clássico·Viés conservador·Análise versus torcida·Crítica ao PT
  • Comunicação e Reputação· NegociosNão ludibriar o público·Realismo·Senso de proporção·Foco na prioridade·Evitar a venezuelização do Brasil
  • Mudanças sociais no Brasil· SociedadeAnalfabetismo econômico·Saneamento básico·Segurança básica·Emprego e renda·Discurso de derrotado
  • Eleições em Minas Gerais· PoliticaCleitinho Azevedo·Romeu Zema·Partido Novo·Dinâmica do PSD·Eleições estaduais
  • Comunicação Consciente· SociedadeExcesso na forma·Cortisona e comportamento·Perda de foco·Postura mais suave·Guerra cultural
  • Crise migratória em Ceuta· InternacionalCrise do Ocidente·Crise imigratória·Empatia suicida progressista·Ceuta
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Retail sales only. Some exclusions apply. See store for details. Delivery available on qualifying orders. Fala, turma! Boa tarde, bem-vindos a mais um Cigar Bar. E é muito bom estar de volta, né? Foram, talvez, talvez não, com toda certeza foram as férias mais longas da minha vida. Eu nunca tinha parado um mês inteiro, nunca tinha feito isso, mas tinha sido uma promessa minha durante o tratamento do câncer, né? Principalmente na fase de isolamento total, só eu e minha mulher lá no hospital, eu falei, pô, tem que tirar alguma coisa disso, né?

Uma lição de vida. A gente flerta com a morte de perto. E eu falei, eu quero duas coisas, né? Assim, primeiro, se eu sobreviver, claro, né? Tem que realmente levar a sério aquilo que muita gente que passa por isso pensa ali na hora, né? Mas depois às vezes esquece, né, o que realmente importa: tempo com família, tempo com amigos. E foi exatamente isso a minha viagem. Foi dividida em blocos, né, mas primeiro eu fui para Montana no meu aniversário, em 4 de julho, aniversário da América, 250 anos de Estados Unidos independentes e meus 50 anos.

Fui com o meu irmão e minhas enteadas e minha mulher. Aí passei uma semana de volta aqui na Flórida, mas cheio de appointment médico, cheio de coisa para resolver. Aí fui para essa viagem longa, né, que começou com Portugal. Deixei meus filhos com meus pais em Lisboa, fui para Algarve só eu e minha esposa. Depois todo mundo do meu lado da família, meus irmãos, meus pais, para Toscana. Já era uma viagem que a gente tava há 2 anos tentando organizar.

Na verdade, era para ter sido no ano passado, mas teve a minha doença. E depois eu fui, estendi ali para Ibiza, com o lado da família da minha mulher, né, que a minha enteada e o marido tinham alugado uma casa. E foi, foi o lado da família deles. Então foi maravilhoso, serviu realmente para eu dar uma repensada em muita coisa. Renovar as energias, né, voltar revigorado e com um grande objetivo no curto prazo. No curto prazo, um grande objetivo: tentar fazer tudo que tiver ao meu alcance.

Meu alcance é limitado, mas tudo que tiver ao meu alcance, né, fazer com que o Lula não seja reeleito. Essa é a prioridade. Eu sei que tem muita gente que fica repetindo besteira por aí, né, usando meme, eu com Lula, dizendo que eu virei de esquerda ou petista. Isso é besteira, isso é besteira. Todo mundo sabe disso, todo mundo que me acompanha há muito tempo. Mas eu entendo, eu entendo quem tava de alguma forma desconfiado ou decepcionado.

Com a minha postura. Eu mantenho minha coerência, eu mantenho muita coisa do que eu disse. Eu acho que os nervos estão à flor da pele, é uma eleição muito importante, a prioridade tem que ser derrubar o Lula, o foco é esse. Mas, mas tem gente que confunde os papéis, não entende que alguém como eu, por exemplo, não sou um cabo eleitoral de um candidato em particular, que não sou um militante Né, mas eu acho que na forma houve excesso, isso eu reconheço.

A tese da minha mulher é de que a cortisona que eu continuava tomando até 3 dias atrás teve impacto, com certeza teve impacto no consumo. Quem já teve que tomar muita corticoide sabe disso, né, muito corticoide. Eu, por exemplo, gosto de relógio, comprei uns 4 relógios. Né, não tão caros assim, mas dentro da minha realidade foi um exagero, claramente um exagero. E torna a pessoa também às vezes mais agitada ou mais agressiva. E aí que acho que entra, né, talvez a perda de foco no que interessa, né.

Então, por que que eu digo que não houve perda de coerência, né? Porque primeiro eu não sou militante, Segundo, eu desde o início falei que a prioridade é tentar impedir a reeleição do Lula, e isso eu mantenho, né? Mas até definirem as candidaturas, inclusive nem os vices estão definidos ainda, tem algumas horas, alguns dias aí para baterem o martelo, né? Até isso acontecer, eu acho que é do jogo dentro de um campo mais à direita, né?

Você discutir o que você acha melhor ou melhor, é melhor ou pior alternativa. E o meu ponto desde o início foi tentar mostrar, olha, certas posturas são contraproducentes para a própria direita e certas candidaturas se mostram mais frágeis num eventual segundo turno porque tem alto nível de rejeição e por aí vai. Isso são análises e muita gente teve dificuldade de entender, né, que Uma análise é diferente de uma torcida, ou que você externar seus pontos, sua visão como analista, né, é diferente do papel de um militante, de um cabo eleitoral.

Mas isso são águas passadas. A prioridade daqui até 4 de outubro tem que ser bater no Lula, e é algo que eu nunca parei de fazer. Há 25 anos que eu bato no PT, já fui processado pelo Lula, pelo PT, já entrei em listinha negra do PT, e eu continuo na mesma, sempre um antipetista acima de tudo. Claro que não é o anti alguma coisa que me define, eu sou um liberal clássico com viés conservador, tá tudo isso explicado em vários livros, em vários textos, vídeos.

E eu defendo certos valores que, por exemplo, os Estados Unidos representam de forma muito melhor do que o Brasil. Por isso que talvez— outro dia eu tava conversando com alguém, pediu: resume sua causa, o que você vem fazendo há quase 30 anos, né? E eu pensei um pouquinho, mas veio rápido a resposta. Eu falei: minha luta é tentar transformar o Brasil num país mais parecido com os Estados Unidos. Claro que todo país, toda cultura tem as suas idiossincrasias.

Vou falar disso quando tentar responder a pergunta de um amigo aqui, de um patrono. Não dá para fazer copy and paste, né? Mas o meu esforço, se você parar para pensar e olhar para os meus livros e meus textos, meu esforço foi esse ao longo da minha vida. Eu olhava para o para os Estados Unidos com admiração. Nunca achei que era um país perfeito, isso não existe. Não existe sociedade perfeita, ser humano é imperfeito, né? Eu morro de medo de quem quer trazer o paraíso para terra, né?

Eu só acredito naquele após a morte, eu sou católico, mas morro de medo de utopias. Aliás, isso é um fio condutor também da minha escrita. Das minhas ideias. Eu sou alguém contra-revolucionário, por isso eu sou mais conservador, reformista, gradualista, porque eu desconfio de modelos teóricos perfeitos, abstratos, né, paridos de uma torre de marfim. Mas eu olhava para os Estados Unidos com admiração, economia mais livre, capitalismo, admiração pelo sucesso pelo empreendedorismo, império da lei, democracia que não é bem democracia, uma república, né, com federalismo, com descentralização de poder.

E eu olhava para isso, pô, quero replicar esse troço no Brasil. E eu encontrava uma baita resistência no Brasil e continuo encontrando, que é o quê? A mentalidade esquerdista, a mentalidade invejosa. Eu sempre defini o socialismo como a ideologia da inveja. Nesse sentido, né, o sujeito olha para o sucesso alheio com rancor, com inveja mesmo. Claro que no Brasil, né, tem um agravante, que muito das fortunas no Brasil, muito, muita parte disso é esquema com o governo, não é meritocracia, não é livre mercado, né.

É capitalismo de laços, conexões políticas. Então isso merece críticas, mas me assustou ver uma ala da dita direita, né, começar a criticar Banco Central independente, mercado financeiro, mercado de capitais, né, privatizações. Eu falei, meu Deus do céu, o que tá acontecendo aqui, né? Então a minha luta continua a mesma. A mesma eleição passa. Eu estou numa guerra cultural há décadas tentando lutar para o Brasil ser um país que tenha uma cultura diferente, uma cultura mais meritocrática, empreendedora, de respeito as liberdades individuais contra os coletivismos, né?

Isso continua. Então eu olho para os meus livros e eu tenho orgulho dessa trajetória. Mudaria uma coisa ou outra? Sim, eu escrevi um livro inteiro, Confissões de um Ex-Libertário, para explicar por que que eu deixei a minha visão mais libertária de lado e virei um cara mais conservador. Tá tudo explicado num livro, né? Mas Essa visão continua a mesma e eu mantenho minha coerência. E claro que se você defende essas ideias, se você quer que o Brasil se torne mais parecido com os Estados Unidos, o PT é o seu maior obstáculo.

O principal obstáculo é o esquerdismo. Agora, não quer dizer que você vai fechar o olho para problemas do lado do direito, do seu campo, né? Mas eu entendo que as eleições prejudicaram totalmente os debates, né? Tudo ficou limitado ali a uma torcida de futebol, um Fla-Flu, e se você tinha o candidato X, você detonava o candidato Y, mesmo que seja um cara decente, né? Vamos dar um exemplo do Zema, né? O Zema é um empresário de sucesso na iniciativa privada, foi um bom governador, ninguém pode negar isso, foi um bom governador, foi reeleito no primeiro turno pelos mineiros, e de repente o Zema tinha que ser massacrado porque eu tô num campo ali de disputa eleitoral.

E tô vendendo o meu candidato. Então eu não queria entrar nessa, acho que isso não é minha área. Outra coisa que me chama atenção, e eu repito aqui, né, que talvez isso faça parte dessa cultura brasileira, né, eu tenha talvez errado na dose, porque a gente não pode tirar o otimismo das pessoas. Eu tenho um livro escrito, né, recente, o mais recente, sobre a trajetória de luta contra o câncer, Uma história de fé, resiliência e esperança.

Então eu, vendo resiliência, tô preparando um curso com base nisso, mas eu talvez tenha esquecido um pouco, deixado de lado essa questão da esperança, e eu virei um urubu, né, nuvem negra, olhando só o lado ruim das coisas, talvez porque eu tava incomodado com uma turma aí que é a turma que TikTok, né, 72 horas e o Flávio vai ganhar no primeiro turno. E eu falo, meu Deus, cara, tão enganando as pessoas. E isso não contem comigo, nunca foi o meu papel enganar o meu público.

Eu levo muito a sério vocês, eu respeito vocês demais, a ponto de ficar aqui, chegar aqui, vocês perderem o tempo de vocês, né, investirem o tempo nisso. Para vir aqui me ouvir ficar falando groselha, baboseira. Não, acontecia assim. Não, acima de tudo tem que ser um analista, um analista. Eu gosto muito da máxima, né, que na verdade é um provérbio chinês: espere o melhor, que vive com mais qualidade de vida, né? Prepare-se para o pior, porque você tem que vislumbrar os cenários ruins e ter resiliência.

E receba o que vier, porque no final das contas nós não temos o controle pleno das nossas vidas, e muito menos do futuro de uma nação, né? Tem muitos imponderáveis, as contingências do destino, né, que nos escapam. Então tudo isso é uma digressão, né, para falar que nessas férias eu tentei rever algumas coisas que eu acho que eu vinha fazendo errado. Ou seja, mesmo com isso tudo, que é uma certa coerência que eu venho trazendo ao longo da minha vida profissional, né, eu acho que eu pequei por excessos e por cair em cascas de banana ou ser arrastado para lama da Cracolândia do X, né, topar bater boca com gente que eu devia apenas ignorar, que era o melhor que eu fazia, ignorar.

Não ficar entrando num bate-boca por besteira, né? Enfim, então essa reavaliação foi feita e vocês têm a partir de agora, eu não vou dizer um novo Constantino, né, porque tem toda a trajetória e tem um fio condutor e uma coerência, mas uma forma mais suave. Porque eu dei uma entrevista um pouco antes de sair de férias, né, é justamente sobre o livro novo e a questão do câncer, uma coisa muito fora de política, né. E foi feita uma pergunta no final pela Juliana, né, interessante, que ela perguntou: você acha que Deus está satisfeito com o Constantino pós Câncer.

E acho que ela esperava que eu ia falar sim, e a minha resposta foi quase imediatamente: não, ele não tá satisfeito, ele não tá. Porque eu tenho uma visão do que que seria uma postura mais elegante, madura, cristã, e que acima de tudo, após um tratamento de um câncer agressivo como o meu, Isso tinha que ser uma pegada, né, nova. Eu vou citar até nomes aqui para dar um benchmark. Por exemplo, eu vejo o Guilherme Pereira da Gazeta do Povo como um exemplo.

Tem gravado ótimos vídeos, né, sobre a situação do Brasil, né. A Gazeta é um jornal corajoso, independente, jornal muito bom, e o Guilherme tem essa postura de real empatia e tolerância. Com o próximo. Ele não quer a briga, ele quer tentar trazer os pontos que ele tá enxergando ali, que ele acha que muita gente tá ignorando. E isso traz uma forma de conversar mais eficiente, na minha opinião. Se você quer só pregar para convertidos, Ou você quer só audiência, você pode ficar tretando nas redes sociais.

Era mais ou menos a fórmula que o Tutinha usava ali na Jovem Pan, né? Ele sempre botava alguém, Piperno, o outro lá que fazia campanha para o Dirceu, Amanda, botava alguém ali para ter treta, para ter bate-boca no programa. A turma gostava, dava audiência, era legal, né? Mas gera muito mais calor do que luz, vamos combinar, muito mais calor do que luz. E aí me pego pensando, né, pô, eu li para caramba ao longo da minha vida, eu tenho uma certa experiência de vida, né, ficar usando isso para bater boca com gente do X ou para dedicar aqui alguns minutos de reflexão com vocês e focar na audiência mais qualificada que quer isso de mim?

Eu acho que a resposta é óbvia, né? E peço desculpas, portanto, àqueles que são da ala mais qualificada da minha audiência pela perda de tempo ou de foco ou de energia com coisas improdutivas. Como é que eu tô vendo o cenário do Brasil, né? Agora estamos definindo as candidaturas e vamos definir as escolhas dos vices, né? Eu realmente não acho que a escolha do vice tem essa importância toda. Hoje eu tô vendo algum burburinho, acho que o Cláudio Dantas trouxe isso, né, que a escolha, por exemplo, do Flávio pode ser a própria Michele.

Aí eu acho que causa algum barulho. Mas tirando isso, Flávio já teria dito que tem uma preferência pela Daniela Marques, que foi da equipe do Paulo Guedes. Já falaram na em algumas mulheres do Partido Novo. A gente sabe que o Flávio tá atrás de alguma mulher, né, porque ele tem uma rejeição maior perante o público feminino. Mas de novo, botar um vice, não acho que vai mexer muito nisso. Sinceramente não acho que vai alterar muito.

Então eu tô vendo essa discussão agora que tá na ordem do dia, porque a escolha vai ter que ser nos próximos Dias, né? Mas eu tô vendo isso como uma coisa menor, a escolha do vice. Aí vi a sabatina, né, que o Lula fugiu lá no Antagonista, o Thales Gomes apresentando e tudo. Vi o desempenho do Flávio Bolsonaro. Acho que todo mundo concorda que o forte do Flávio, né, não é participação em debates ou entrevistas, não é. Ele não é carismático como pai, ele não é.

Ele tem o quê? Ele tem o sobrenome do pai e ele tem uma postura mais serena, que acho que ajuda com a turma que tem uma rejeição ao Bolsonaro mais fio desencapado, digamos assim. Mas acima de tudo, gente, e eu novamente mantenho a coerência da minha análise, acima de tudo essa eleição, e a gente quer que seja É muito mais um plebiscito sobre o lulismo do que qualquer outra coisa, ou seja, um concurso de feiura. Tudo que você falar do Flávio, eu posso concordar ou não com algumas coisas negativas, com algumas coisas positivas, mas acima de tudo, o grande mérito do Flávio é não ser o Lula.

Porque eu já vi uma linha de raciocínio que é a seguinte: Olha, o Jair Bolsonaro tem o carisma que ele tem, é o Bolsonaro, tinha a máquina na mão e perdeu para o Lula. Vamos deixar de lado aqui a questão da maquininha e tudo, ou do TSE, mas perdeu. Como é que o Flávio vai ganhar? É um bom argumento, mas eu vejo duas coisas aqui. Primeiro é que o Flávio É o Bolsonaro vacinado. Então o Flávio pode acenar a uma parcela do eleitorado que tem implicância maior com o pai dele.

E o segundo ponto é o desgaste do próprio Lula. Sim, o Lula venceu o Bolsonaro mesmo com a máquina na mão lá atrás. Hoje é o Lula que tá com a máquina na mão, mas lá se vão 3 anos de desgraça, de promessa de chuva de picanha e perda de poder de compra da moeda, e as empresas asfixiando, e a jureba na lua, e o nível de endividamento das famílias em patamar recorde, acima de 80% das famílias endividadas, recorde de pedido de recuperação judicial.

Ou seja, a economia real tá um lixo. E isso, claro, depois encontra o Lula. Sem falar da volta dos escândalos de corrupção, tudo isso. Eu acho que para parcela dos petistas ali, digamos assim, o lulismo tem um terço do eleitorado, bolsonarismo tem um terço do eleitorado. É por isso que o segundo turno é Lula e Flávio. Aí você pode até argumentar, mas outros teriam mais chances de derrotar o Lula, já que é um plebiscito sobre o Lula, porque tem menos rejeição.

E eu concordo com esse argumento, mas ele não tem chance de chegar no segundo turno, porque o bolsonarismo tem uma base muito sólida. Então tem uma parcela do PT que não tá nem aí. O sujeito votou no Lula depois de tudo isso, esquece. O Lula pode ser visto em praça pública contando dinheiro ao lado de um Ao lado de um traficante que esse pessoal vota nele. O que isso diz sobre o Brasil é triste. É tema da minha coluna na Gazeta do Povo de hoje.

O Estadão tá lá com editorial dele hoje também, né? Assim, Lula é mestre em engambelar as pessoas, tá se vendendo agora como uma novidade, né? Agora vai, né? Vou mudar o Brasil. Pô, PT tá no poder há 20 anos. Vai mudar o quê? Só se for mudar de vez para virar Venezuela, só o que falta. Mas tem gente que cai nessa ladainha. Então a parcela que tá com Lula não importa o que aconteça e que tem total imunidade em relação a escândalos de corrupção, não liga mais para isso, É triste pensar que tem uma ala expressiva da população brasileira que não tem nenhuma referência moral, ignora aspectos éticos na hora de escolher o presidente.

Mas essa turma tá dada. Agora, uma ala do centro, aquele pessoal que vota, que só começa a pensar em política na véspera da eleição, não é o pessoal que me acompanha, que acompanha X, nada disso. Esse pessoal, o Lula tá desgastado, a rejeição tá em nível recorde também do Lula, economia vai mal, tem uns escândalos de corrupção que para essa ala ainda pega. Então essa é a nossa chance de derrotá-lo. Acima de tudo é o antipetismo.

Por isso que algumas pessoas eu acho que pecam por falta de senso de proporção, né? Senso de proporção. É o caso da turma do MBL. Algumas pessoas falam, é a esquerda infiltrada, é o candidato do sistema, é a turma do Gilmar Mendes. Eu não vou nem entrar nessas questões. Vamos deixar de fora qualquer teoria mais, digamos, conspiratória sobre o Renan Santos e companhia. Eles adotam um discurso que eu consigo entender do ponto de vista de nicho eleitoral, principalmente para quem sabe que não vai ter muita chance nessa eleição, mas tá pensando talvez na próxima, ou no capital político que ele tá criando.

Mas é se colocar como alternativa a uma polarização equivalente, é criar falsa equivalência moral entre lulismo e bolsonarismo. E olha, gente, eu conheço a ala mais radical do bolsonarismo, eu sou alvo deles, mas não dá para comparar, não dá para comparar. Não é a postura de alguns indivíduos com a postura de outros indivíduos do PT, não. Isso dá para comparar sim, mas é o resto todo, não dá para comparar. Lula fundou o Foro de São Paulo.

Aí ele vai agora na convenção que o lança como candidato e diz que criou o Foro de São Paulo para ensinar a esquerda a respeitar a democracia. Porra, ele criou o Foro de São Paulo ao lado do Fidel Castro, o maior ditador do continente, para, abre aspas, resgatar na América Latina o que se perdeu no leste europeu, fecha aspas, o comunismo. Que é incompatível com a democracia. Então não dá para comparar. E essa turma, uma vez mais, está alimentando o voto nulo.

Eu também reconheço que tem uma ala do bolsonarismo que fez de tudo, né, consciente ou inconscientemente, para afastar os votos necessários no segundo turno. Não pode ser uma estratégia inteligente se você precisa no segundo turno de todo mundo que é anti-Lula, você ficar chamando de direita limpinha, direita frufru, é Partido Novo é isso e aquilo, isentão e não sei o quê. Não pode ser uma estratégia inteligente, claro que não pode.

Você cria antipatia, você cria resistência. Você afasta, implode pontes. Mas no meu caso, pelo menos, o antipetismo é tão grande, tão grande, que nada disso importa na hora. Nada disso. Nem brigas pessoais, nem ataques dos quais eu fui alvo. E eu vou usar a palavra ataque sim, que não é crítica não. Crítica é uma coisa, ataque é outra. Quando você fica difamando, quando você fica falando que eu me vendi para o PT, isso não é uma crítica, isso é um ataque, um ataque inclusive contra minha honra.

Então fui alvo de todo tipo de ataque pérfido que você imaginar. Não importa, não é o meu ego que está em jogo, é o Brasil, é o Brasil que tá em jogo. Outra coisa que eu acho importante como analista, né, é não ludibriar o público. Ou seja, não existe mais uma candidatura antissistema, não existe. O Bolsonaro não conseguiu peitar para valer o sistema. O Cássio Nunes é ministro do Supremo, não conseguiu. É difícil, é difícil enfrentar o centrão.

Agora, não vai ser o Flávio que vai conseguir, então sejamos realistas, é o que é, é isso aí, mas é o que temos. Então, sem ilusões, né, acho que a gente consegue avançar, pelo menos para o público que pensa, porque esse público que eu quero crer É o meu, né, é um público qualificado. Não adianta chegar aqui e ficar mentindo, vamos enfrentar o sistema agora sim com o André do Prado, não dá, né, não vai acontecer. Mas nós estamos falando em impedir uma catástrofe no Brasil, e isso já vai ser difícil, tá, gente.

Porque o que o PT fez, o que o Lula tá deixando, se é que ele vai deixar para outro e não para ele mesmo, de herança maldita não tá no gibi. É um negócio sem precedentes, é padrão Dilma. E ali o PIB caiu quase 10 pontos percentuais em 2 anos. É uma desgraça. Por isso que esperança é importante, mas, ó, também tá aqui no meu livro, resiliência. Foi a minha experiência própria para enfrentar o que eu enfrentei. Porque se você fica vivendo de falsa esperança, né, você se desespera quando o chão se abre debaixo de você.

Então tem que ter resiliência. Isso é parte da minha mensagem para o público. Mas é isso, enfim. Objetivo: expor o que é o Lula e o perigo que representa uma reeleição sua. Já venho fazendo isso há muito tempo, mas a ideia é reforçar essa pegada daqui até a eleição. Por motivos óbvios, uma questão de seleção de prioridade. Aliás, de certa forma, a escolha de pauta é isso, né? Tem trocentas notícias no mundo, por que que o Jornal Nacional fala de algumas poucas?

Porque ele filtra as pautas, é uma curadoria do que eles acham que é importante. No caso ali, deixa muito a desejar, né? Eu tô sendo simpático. Porque tem um viés ideológico, alguma coisa ligada a grana de quem paga, conflito de interesse, sei lá. Mas o fato é que a curadoria é mal feita, na minha opinião. Agora, tem que ter um senso de prioridade. Por exemplo, eu interrompi o meu descanso nas férias, no finalzinho, para gravar um vídeo falando do Dr.

Fauci, porque eu tava horrorizado não tanto surpreso com o que tava vindo à tona, com o depoimento no Senado americano e com a imprensa brasileira ignorando em silêncio. O mesmo silêncio que o Dr. Fauci invocou com base na 5ª Emenda para não responder absolutamente nenhuma pergunta dos senadores. Isso é, isso é a notícia. Da semana, né? Teve também, teve também a invasão dos bárbaros marroquinos na Espanha, em Ceuta. Isso gera toda uma reflexão sobre a crise do Ocidente, a questão imigratória, né, a empatia suicida dos progressistas, um monte de coisa interessante para discutir.

E a imprensa dando uma notinha ali, tratando como uma pequena crise imigratória, um probleminha ali pontual. Na fronteira. Então é nessa hora que uma análise mais profunda de quem tem alguma bagagem, entende o que é a guerra cultural, ameaça globalista, enfim, que pode fazer diferença. É nessa hora que pode fazer diferença. Mas vamos lá. Tô voltando, temos poucas perguntas hoje, a turma me poupou. Olívia: Olá, Consta, que bom ter você de volta.

Pode falar sobre os candidatos ao governo de Minas? Sou mineira, filiada ao Novo, e não estou entendendo o que está acontecendo por aqui. Tem agora a desistência do Cleitinho, que voltou atrás, né, que acho meio sem noção, mas que estava na frente das pesquisas. Olívia, eu Fiquei com a mesma perplexidade que você, tá, com esse vai e vem do Cleitinho, e procurei a minha melhor fonte em Minas Gerais. Fui conversar com o Nicolas Ferreira, ele me explicou um pouco em off algumas coisas, mas eu vou resumir aqui o que pode ser dito, né.

O Mateus, que era o vice do Zema é um cara sério, ao que tudo indica, é um cara respeitado, né? Não tem, não tem nome, não tem recall, não tem carisma, mas tem a gestão como cogestor para mostrar do próprio Zema. Só que tem um grande problema, ele é do PSD, né? Tudo bem que a gente sabe que o PSD é partido no Brasil, é isso aí, né? O Luciano Bivar do PSL, que abrigou o Bolsonaro lá atrás, hoje defende o voto no PT. É um partido no Brasil, é isso aí.

Mas o PSD, que tem o PSD do Paraná, do Ratinho, que é diferente do PSD do Duda Paes no Rio de Janeiro, e por aí vai, mas é o Kassab, né? Então tá lá o Ronaldo Caiado, mas o Kassab do lado Olha o que o Ronaldo Caiado falava do Kassab há pouco tempo atrás. Então o Matheus tem esse problema. Aí tem o Marcelo Haro, é jovem, eu acompanho por acaso ele de longe assim há algum tempo, porque ele participou de uma CPI que eu tava de olho e ele foi bem na CPI, mas acho que é um cara mais associado ao Centrão, né?

A escolha de Minas ficou isso, né? Ficou meio água com salsicha, né? O próprio Zema, né? Bom gestor, mas carece de carisma e tudo. Então parece que Minas foi por esse caminho. Aí de repente tem o fio desencapado do Cleitinho, cara que fala o que pensa, às vezes fala demais, às vezes fala muita besteira, e ficou nesse vai e vem. Ele tem lá as questões pessoais dele, teve o irmão dele que faleceu agora há pouco tempo, Eu não sei exatamente porque que ele tá tão refratário essa questão de ser o candidato liderando as pesquisas, né?

Mas o fato é que ele tinha desistido. E aí o Marcos Pereira tava indo para o plano B. Aí hoje, hoje o Cleitinho falou: me arrependi de novo, agora quero. Pelo que eu soube aí na reunião com Marcos Pereira, o Marcos Pereira tá reticente agora, né? Não tá descartado ele ser o candidato. Se ele for o candidato, ele tem voto. É um pouco triste ou preocupante você pensar que um estado que foi gerido nos últimos 8 anos por alguém como Romeu Zema de repente vai passar o bastão para o Cleitinho.

Essa coisa meio de fama, né, que de YouTuber que a gente tá vendo como fenômeno na política. A política virou entretenimento. Mas o Cleitinho tem votos e seria um palanque importante para o Flávio em Minas. Senão o Flávio fica sem palanque, ou o PL vai ter que ir para o seu plano B, que é lançar um candidato próprio, mas desconhecido, totalmente desconhecido. Então o quadro em Minas tá confuso mesmo, em outros estados também, mas Minas é o terceiro ou segundo, segundo maior colégio eleitoral, e tá meio esquisito mesmo, né?

Eu não sei se vai ser o Cleitinho candidato ou não. Eu acho que o Márcio deve estar incomodado com o vai e vem dele, mas no final das contas esse pessoal é pragmático. Cleitinho tem mais chance. Então acho que ele vai acabar sendo o candidato. Eu colocaria minhas fichas nisso, e é melhor para o Fábio em Minas esse cenário. Então é mais ou menos isso que eu tenho a dizer sobre Minas, mas tá esquisito mesmo. É, Mário Carvalho. Welcome back!

Andaram falando por aí do Luiz Felipe de Orleans e Bragança como vice do Flávio. Seria mais um vice, no caso, que o Brasil precisa, mas infelizmente não merece? Será que vão mesmo de Tereza Cristina para acenar um pouco para os arminhos da vida e outros objetos bicudos voadores mais que identificados? Ou vão pelo menos mantendo o aceno da Daniela Marques. Então, Mário, muita gente do nosso meio, do meu público qualificado, fala do nome do Luiz Felipe.

Por quê? Porque ele é um cara fora de série, preparado, com a postura elegante, firme. Ele tem todos os requisitos, ele é um ótimo quadro político, né? Eu preferia logo que ele fosse o monarca do Brasil, uma monarquia constitucional, mas isso tá fora de cogitação. Então, respondendo de forma muito sincera, né, tá, eu adoraria anunciar o Luiz Felipe de Orleans e Bragança como vice, porque é um vice que Traz essa seriedade, essa coisa, mas trocando em miúdos, agrega voto?

Acho que não, acho que não. Tereza Cristina, talvez. Você mesmo mencionou aí, acenando para os arminhos da vida. Tereza Cristina talvez agregasse voto. Ela já teria dito que topa, mas o partido vetou. Aliás, esse é um ponto importante para nossa reflexão. Os partidos do Centrão estão optando pela neutralidade, pela neutralidade. O que que isso nos diz? Isso nos diz, na minha opinião, que a disputa está realmente polarizada. A última pesquisa BTG Nexus mostra empate técnico no segundo turno, e nem eles com os trackings próprios e as pesquisas internas, nem eles estão muito confiantes de que vai dar um ou outro.

Então eles estão fazendo o que o centrão faz melhor: ficar em cima do muro, esperar a definição, e aí descer com toda a calma do mundo do muro para oferecer seu apoio inevitável. Ah, se ele negocia no primeiro turno, ele cobra mais caro. Tem o tempo de TV, tem um apoio, ele tá apostando num cavalo incerto. Tudo isso é verdade. Então o Centrão tá deixando nacos de poder e dinheiro na mesa, mas tá jogando um jogo mais cauteloso, tá esperando definir.

E aí bate na porta e fala: tá, agora vamos discutir aqui. Me parece isso. Então reforça a tese de que a disputa está muito acirrada. A única coisa que destoa dessa visão, né, é realmente o mercado de apostas. O polimarket, por exemplo, foi vetado no Brasil, né. O próprio Eduardo Bolsonaro gostava. Quando o Flávio estava à frente, ele já tinha divulgado o polimarket 4 vezes. Reclamou que o Lula vetou no Brasil o polimarket e alegou que o fez porque o Flávio tava na liderança.

Então só tô dando isso como preâmbulo para a gente falar a sério aqui, né? Porque é algo que chama atenção. O Lula está no all-time high do Polimarket, 66% de probabilidade de vitória, 2/3. É muita coisa ali, tem milhões e milhões investidos, não é, Gogó? Ali a turma coça o bolso. Então, ou esse pessoal tá sabendo de alguma coisa que as pesquisas não estão mostrando, sei lá. Mas esse é o fator que tira mais o meu sono: o mercado de apostas ser tão inclinado assim a colocar o Lula como hiper ultra favorito, porque as pesquisas não estão mostrando esse quadro.

E aí algumas pessoas falam: ah, mas Na mesma época, na última eleição, Bolsonaro tava ainda mais atrás do que o Flávio tá do Lula nas pesquisas. É verdade. Então não sei, essa postura do centrão aí me leva a crer que é realmente flipa coin, cara ou coroa, tá bem definido. Que nos alimenta esperança, né, de impedir uma reeleição do Lula, que seria a maior desgraça para o Brasil. Eu vou mostrar aqui um trechinho do Luiz— peço desculpas agora que esqueci o nome— que era meu colega de Jovem Pan.

Ele na Revista Oeste falando com Luiz Nogueira, né, com o meu amigo Gustavo Segré, né, Ele resumiu de forma bem didática o quadro, né? Então o Brasil, a gente sabe que tem um nível de analfabetismo econômico enorme. Quase ninguém entende de finanças públicas. Isso é a verdade do Brasil, mas ele fez um resuminho bem didático.

?Voz B

E se trata isso, segue aqui, a gente explica e descomplica a economia. Qual é a notícia então? Que o número de recuperação judicial disparou entre pequenas empresas durante todo o governo Lula. Essa é a face mais cruel da crise econômica gerada por um governo gastador. Por que que as empresas estão quebrando? Seja através de uma recuperação judicial que tende a evitar uma falência, uma recuperação extrajudicial, ou mesmo a própria falência quando não há mais nada o que fazer.

Por que que isso tá acontecendo? Porque elas estão sufocadas do ponto de vista financeiro. Tem muita empresa que do ponto de vista operacional, ou seja, da operação do negócio, até vai bem. O produto é bom, o marketing é bom, tem cliente comprando. Mas na hora que entra o balanço financeiro, aquelas dívidas que foram contraídas para investir no negócio, como os juros são muito altos, esses juros sufocam a empresa e a empresa não consegue ter lucro, fica sempre no prejuízo.

E de quem é a culpa dos juros altos? É do Banco Central? Claro que não! A culpa dos juros altos é do governo Lula, gastador, que gera inflação e obriga o Banco Central a subir juros pra rolar a dívida pública. Dívida pública que o governo Lula só vem aumentando mês após mês. Ou seja, com essa taxa de juros nesse nível elevado, é muito difícil as empresas sobreviverem. Então esse lado é muito cruel. As empresas estão pedindo socorro.

A grande questão é: será que a população vai entender a gravidade econômica do Brasil até o dia 4 de outubro? Ou até o segundo turno? Será que vai dar tempo das pessoas perceberem que o governo Lula criou uma bomba que vai explodir? É uma bomba fiscal em todos os níveis. É o governo que tá quebrado, são as empresas que estão quebradas e são as famílias que estão quebradas. Todos quebrados por conta de juros elevados. Então, o segredo é: ou a população entende isso na campanha, de que o próximo governo vai ter muito trabalho para recolocar o Brasil nos trilhos, e que o ano que vem não vai ser um ano fácil porque ainda vai ser um ano de juros elevados, E a gente vai ter todo efeito cascata gerado por este ano irresponsável do governo Lula, que estimulou crédito, crédito, crédito, com o objetivo de gerar uma falsa sensação de que a economia vai bem, quando na verdade não vai nada bem.

As pessoas, as empresas e o próprio governo estão todos sufocados, endividados por um juro muito elevado.

?Voz A

O pagamento de juros Chegou a trilhão, trilhão de reais. Isso levou o déficit nominal a 10% do PIB, a dívida bruta chegando a 100% do PIB. Aí você joga esses números, 90% do eleitorado por baixo acha que você tá falando grego, não entende. E os que fingem que entendem, ainda vem com soluções bizarras, né? A culpa é do Banco Central, basta voluntarismo político para reduzir a taxa de juros, calote, culpa é da Faria Lima, culpa é do mercado financeiro.

Começa o show de horrores. Então é uma situação desesperadora. Imagina mais 4 anos esse troço, Brasil aguenta? Certo, tem que definir o que que é essa pergunta, né? O Brasil não vai deixar de existir, mas vai para o limbo, vai gerar mais miséria ainda. Quer dizer, olha os casos da Argentina antes do Milei, a Venezuela. Então é um cenário catastrófico, o que ajuda a explicar o desespero de muita gente. Por que que o cara tão incomodado comigo?

Por exemplo, porque é isso, é quase um cenário de vida ou morte. E aí dane-se os erros do lado de cá. Eu entendo essa postura, eu entendo, juro que eu entendo. É só uma questão de que não é o meu papel, né? Meu papel é falar isso que eu tô falando. Somos realistas quanto ao lado de cá, mas aqui tem que ter senso de proporção e foco na prioridade: evitar que o Brasil seja destruído de vez pela turma do Lula. Essa é a prioridade.

O Danilo só mandou aqui: um bom retorno, Consta, força sempre. E o meu amigo Bruno Sujeito ultra qualificado. Ele mandou: queria voltar àquele ponto das barreiras intransponíveis do Brasil ao progresso. Os aumentos— desculpa, os argumentos comuns de falta de educação, corrupção, ideologia socialista, governo assistencialista, crime, etc., podem ser encontrados também em sociedades que, não obstante, conseguiram avançar e progredir.

O que faz o Brasil realmente diferente? Será que o argumento do Gianetti, Eduardo Gianetti da Fonseca, que o Brasil é especial, temos as nossas próprias riquezas que não podem só ser medidas por PIB, renda, etc., faz sentido? Qual a sua visão? Bruno, ótima questão. Eu gosto que o Bruno faz perguntas simples, papum, eu posso responder em em duas frases. Claro que não, né? Precisa uns 5 programas só pra gente começar a arranhar a superfície desse troço.

Eu tenho algumas coisas escritas, eu tenho um livro inteiro, Brasileiro é Otário?, com ponto de interrogação. Eu tinha 1 ano nos Estados Unidos, portanto escrito há 10 anos já, né? Quando eu comecei a comparar coisas do Brasil com os Estados Unidos, e principalmente coisas culturais, da minha experiência de 1 ano como morador da Flórida. E tem algumas coisas bem chocantes lá. E eu li o livro do Genete, aliás, eu li praticamente todos os livros do Genete, uns 5 ou 6 eu li do Eduardo Genete.

Depois ele marinou de vez, eu acho que ficou muito fora da admiração que eu tinha pelas reflexões que ele trazia nos livros. Ele virou militante logo de alguém de esquerda, né? E esse livro já tem um pouco esse traço marinheiro, mas é um livro que ele argumenta justamente isso. Ah, o Brasil tem uma forma diferente de ver o mundo e isso não é necessariamente pior, e nós não somos alemães e talvez sejamos mais felizes e temos essas riquezas, um povo receptivo, um povo não sei o quê.

E aí no final das contas eu leio, leio, leio, Fico refletindo, tento acreditar, e a minha conclusão é de que é só uma forma de dourar a pílula, uma forma da gente virar e falar, tá bom, nós estamos nessa merda toda, mas vamos fingir que nós somos o máximo. Porque no fundo, no fundo, o povo quer saneamento. Milhares morrem de desenteria. No Brasil ainda por ano. O povo quer segurança básica, básica, sair de casa, não ficar paranoico, tenso o tempo todo.

O povo quer emprego, quer renda para consumir as coisas básicas e algum luxo que ele deseja. Então assim, isso me parece aquele discurso de derrotado, sabe? O sujeito ficou... É o filme do Meet the Parents, com o Ben Stiller e o Robert De Niro. Vocês celebram a mediocridade? Pô, tem aqui uma foto do filho chegando em 9º lugar na corrida. Por quê? Não, porque o que importa é competir. É porque chegou em 9º lugar, né? Então, eu não sei, eu tenho essa sensação de que ficar elogiando esse capital intangível do Brasil É que nem o Butão, né, que tirou o PIB e colocou o FIB, Felicidade Interna Bruta, que é uma coisa subjetiva.

Você vai na Nigéria e faz uma pesquisa qualitativa, as pessoas se consideram felizes. Então pronto, então a Nigéria descobriu como é que se vive, não a Suíça. Vamos todos copiar a Nigéria agora? Acho que não, né? Então, de novo, eu sou um cara que gosta de coisas mais palpáveis. Mais concretas, né? Eu acho que é muito difícil responder essa pergunta do Bruno, uma pergunta muito boa, né? Porque alguns outros países têm características em comum e isso não impediu algum avanço.

Talvez esses países não tenham todas as características em conjunto como o Brasil. O Brasil tem péssima educação, o Brasil tem uma infraestrutura totalmente capenga, uma cultura de acomodação, de assistencialismo, de estatólatra, de inveja do sucesso e do empreendedorismo, uma cultura ruim nesse sentido. E não venham me dizer que o brasileiro é conservador, o brasileiro é empreendedor, o brasileiro é trabalhador, porque a conta não fecha.

O Lula tá no poder há 20 anos, A conta não fecha. O Brasil é centrão, o Brasil é malandro, o Brasil quer atalho. Se o Brasil puder pular etapas e tiver aqui um esqueminha, uma malandragemzinha, ele topa. Em geral, quando a gente tá falando em geral, em traços culturais, a gente sempre tá sendo injusto com a exceção. A regra tem que ter exceção. Mas não venham me dizer que o brasileiro é um povo empreendedor, trabalhador, honesto e conservador, porque tem alguma coisa errada.

A conta não fecha. Cada povo tem um governo que merece, não dizem? Aí tudo bem, tem outras questões. A questão política no Brasil, o modelo político é feito para perpetuar os clãs oligárquicos. Os caciques partidários. Então tem uma necessidade aqui de uma reforma política enorme. Não temos voto distrital, não temos federalismo na prática, mais de 70% da arrecadação vai para Brasília. Temos quase 6 mil municípios, inúmeros deles que não deviam sequer existir porque é custo para tudo que é lado.

Burocracia. Então temos o problema de educação, que é capenga e doutrinação ideológica na veia. Temos a infraestrutura capenga, temos ausência de livre mercado, muita regulação, cultura errada que menospreza o empreendedor e o empresário e enaltece o político, idolatra político, até na direita. A idolatria ao político, a visão salvacionista, o Messias, o patrimonialismo, que é tratar a coisa pública como uma extensão da família, que todo mundo quer se dar bem.

Ah, eu sou contra a corrupção, eu sou contra o PT, não sei o quê. Pô, ganhou lá o amigo do fulano, não sei o quê. Pergunta se ele pode colocar minha prima no gabinete lá, pô. Ela não sabe fazer nada, mas Esquema. Tem um monte. Cultura de concurso público para ter estabilidade de emprego. Então o Roberto Campos dizia, né, uma desgraça como a brasileira, né, não é obra do acaso. Isso é algo pensado, planejado ao longo de décadas.

Então eu diria, Bruno, e a todos que me escutam, né, que é verdade, outros países têm vários problemas desses. Corrupção tem em todo lugar do mundo, até na Suíça. Problema de educação nós temos hoje em vários países. Agora, como o Brasil na intensidade do Brasil, e somando todos eles juntos, eu acho que só o Brasil. Só o Brasil, nem a Argentina. Porque a Argentina ficou lá há anos, décadas, na mão dos peronistas, depois veio lá a turma lulista do Fernández, destruiu de vez o país e tudo.

Mas a Argentina, em que pese toda arrogância deles se acharem europeus, né, e tudo, A Argentina tem uma cultura melhor que a brasileira em relação à visão do empresário, tem uma educação melhor na média. Então não sei, acho que o Brasil tem obstáculos mais intransponíveis, digamos assim, são mais difíceis de serem superados, né? O esforço do Brasil para ir para direção certa tem que ser homérico, porque ele tá remando contra uma maré violentíssima, muitos interesses contra o progresso do Brasil, uma mentalidade contra aquilo que produz riqueza.

Uma ignorância, uma questão de educação aí enorme. Vamos, vamos para o caso mais extremo. Vamos ver o Nordeste brasileiro, tá nessa armadilha há décadas. E aí você vai para Bahia, quem são os candidatos favoritos para Senado? Dois petistas, um deles o Jax Wagner, para reeleição. Sujeito tem um patrimônio de quase R$25 milhões declarados. Subiu 600% em 4 anos, tá envolvido no caso do Master e pode ser reeleito para o Senado. Tem um monte de cidade na Bahia que tem mais gente em Bolsa Família do que CLT.

Aí o Flávio vai lá e fala de Bolsa Família, um monte de gente fica irritada, inclusive eu, né? Mas aí sai uma pesquisa que entre aqueles que ganham Bolsa Família 12%, o Flávio subiu quando disse que ia manter os benefícios todos e tudo. Então assim, eu não concordo que o caminho para vencer a esquerda no Brasil é a direita se transformar em esquerda, porque senão perdemos, né? Ainda mais em concessões indevidas na guerra cultural, feminismo, essas coisas, pauta identitária, né?

Porque a gente fica nesse círculo vicioso. Agora, na véspera de uma eleição, eu entendo os candidatos começarem a fazer leilão de promessas idiotas, porque o público é meio idiotizado mesmo. O Thomas Sowell que dizia, né? Ora, Se os eleitores desejam coisas impossíveis, só políticos mentirosos vão ser eleitos. Então é difícil pensar o que que o Brasil tem de tão peculiar assim que a gente tá nessa armadilha da miséria Há tantas décadas e não consegue sair dela.

E tá discutindo em 2026, enquanto o mundo tá falando dos efeitos da inteligência artificial, o que que de emprego vai ser tornado obsoleto rapidamente, tudo, o Brasil tá discutindo sindicalismo e gente de direita condenando privatização. Pode dar certo um troço desse? Difícil, né? Então assim, a sensação que fica, e talvez seja muito desanimador, eu entendo, né, é que no Brasil a gente tá sempre tentando impedir o pior. Nossa meta é não virar Venezuela.

Mas a prosperidade tá meio fora de questão, né? O que não quer dizer, claro, que não existam ilhas de prosperidade no Brasil. Acho que era o ministro, saudoso ministro Hélio Beltrão, né, pai do meu amigo, no governo Figueiredo, que dizia, né, que o Brasil é, como é que é, é É uma ilha de prosperidade cercada por um oceano de burocracia. Não lembro exatamente como é que ele falava, que ele era o ministro de desburocratização, né?

Mas nós temos, né? Você vai para São Paulo, por exemplo, São Paulo gera muita riqueza, tem muita gente produtiva, muita empresa eficiente, muito empreendedor. Só que São Paulo talvez eleja Simone Tebet e Marina Silva para o Senado, duas forasteiras petistas, porque a direita tá congestionada lá, o campo da direita, porque tem o Ricardo Salles, que tem todo direito de ser candidato, há 20 anos criou o Movimento Indireita Brasil, foi ministro do Jair Bolsonaro, é alguém conservador.

E o Derrite. Aí tem o André do Prado, que é o nome do centrão que o Eduardo indicou pelo PL. Então tem esses problemas também, são 30 e tantos partidos, uma direita toda fragmentada, toda cheia de disputa de espaço, de controle, de ego, de— e o Senado em São Paulo talvez vá para duas petistas. Complicado, bem complicado. Então, de novo, né, eu lembro sempre da Ayn Rand quando perguntava assim: ah, você acha que você vai conseguir salvar os Estados Unidos das ameaças que ela apontava na época, né, do esquerdismo, do socialismo?

E ela falava, olha, se vem uma epidemia, o médico não tem que achar que vai conseguir salvar a humanidade, ele vai atender todos os casos que ele conseguir. Então é mais ou menos isso que eu vejo do Brasil. Brasil, a gente vai tentando apagar incêndios, manter vivas algumas galinhas ali dos ovos de ouro, Até porque o sistema precisa delas, né, para mamar. E vão tentando fazer uma reforma aqui. O governo Bolsonaro fez algumas. Equipe liberal do Paulo Guedes na economia fez um belo trabalho.

Às vezes coisas que não entraram no radar da mídia, micro reformas: digitalização, combate à burocracia, mudança nas normas de emprego. Muita coisa é mérito inclusive do Rogério Marinho também, um bom político. Então é tudo possível, né? O Brasil vai patinando, a gente fica com aquela sensação que é que nem aquela coisa, né, que você joga na água, não afunda, no máximo boia. Então o Brasil decolar é muito difícil pensar nisso.

Muito difícil. E quem tiver te vendendo esse cenário talvez esteja te iludindo por algum motivo. Não é minha praia. Agora, isso não quer dizer que não dá para ganhar dinheiro no Brasil. Em terra de cego, quem tem olho é rei. Não fazendo esquemas com o governo. Outro dia um patrono meu perguntou também Constantino, como é que dá para ser honesto num país como o Brasil? Ele botou lá a notícia do segundo sujeito, né, suspeito solto daqueles que estavam exportando para Europa 400 kg de cocaína.

O Brasil virou um narcostado. Quantas pessoas do Poder Judiciário devem estar no payroll da do tráfico. Aí o sujeito lá, um trabalhador, um empresário sério, paga os impostos, emprega todo mundo dentro das leis trabalhistas, o cara é um herói, o cara é um herói, mas mesmo assim existem oportunidades, porque é um país atrasado. Cheio de buraco, cheio de falha, isso gera também oportunidade. Crise igual oportunidade. Então eu sinceramente, durante muitos anos da minha vida, lutei muito para tentar salvar o Brasil.

Hoje eu sou mais humilde no meu propósito, quero salvar minha alma perante Deus e ajudar algumas pessoas, meu público qualificar a melhorar, melhorar de vida, melhorar como pessoa. É um trabalho de formiguinha, cada um faz a sua parte. Mas quando eu olho para isso tudo, para o Brasil, quando eu vejo gente que eu tô querendo ajudar me xingando, me chamando de vendido, de petista, me dá vontade de jogar a toalha. Então tá, então Se vira aí.

Eu não vou fazer isso porque eu tenho empatia e porque às vezes são pessoas que são ignorantes ou estão desesperadas. E eu pequei ali pela forma em algumas questões, sem dúvida nenhuma, reconheço. E aí juntou tudo isso, a pessoa ficou ali com raiva de mim. Tudo bem, não tem problema, né? Continuo lutando pelo que eu acho que é melhor para você, que virou meu hater, mas mesmo assim, né, serve como input de uma análise. Se essa turma é a turma que se diz de direita, o que que isso diz sobre o futuro do Brasil?

Quando é que nós vamos ter no Brasil um mercado de capitais robusto, empresas fazendo IPO para se financiar, para investir, para crescer, taxa de juros mais civilizadas que não depende de Banco Central canetando e nada disso. Quando é que nós vamos ter esse ambiente? Se a direita olha e fala: Banco Central não tem que ser nada independente. Isso é querer atender os interesses da Faria Lima. Privatização: ah, quer entregar o Brasil para China.

Viraram nacional-desenvolvimentistas? E agora temos o Ciro Gomes na direita. E como é que você pode ter esperança num país desses? É difícil, né? É difícil. Aí, por picuinha de disputa de controle da direita, da oposição ao PT e tudo, aí ficam detonando o Partido Novo, um partido pequeno, mas um partido bom, uma agenda boa, reformista, um quadro Muito bom, muita gente séria, muita gente boa. Então, tão preocupados com o Brasil ou tão preocupados com o seu?

Porque essa é uma cultura brasileira, né? Bem brasileira. Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. É a cultura típica do brasileiro. Ah, isso aí não tem jeito mesmo, deixa eu me dar bem. Aí todo mundo pensa assim, ferrou. Então eu vou continuar fazendo a minha parte, mas sem tanta expectativa, sem tanta expectativa. Até porque eu coloquei isso para vocês e os meus críticos, digamos assim, né, eles pelo visto não gostam muito de lógica.

Porque assim, você vai ser o culpado pela derrota do Flávio se ele perder. Então eu vou ser responsável pela reeleição do Lula, eu. Então eu tenho esse poder todo. Ao mesmo tempo eu viro e falo assim, pô, eu digo que o Zema é um candidato mais preparado, é o candidato que o Brasil precisa, mas não merece, talvez. Só que o Zema não decola, não tem voto, não sai de 2%, então A conta não fecha. Eu sou o cara poderoso que vai dar a reeleição para o Lula, mas o candidato que eu acho melhor patina e não sai do lugar?

Eu não tenho esse poder todo, sou um analista. Eu me vejo num papel bem mais humilde do que os meus críticos, mas vamos fazer cada um a nossa parte. Daqui até a eleição, isso significa tentar convencer a turma do centro, os isentões, de que não dá para ficar indiferente. Uma vez mais, uma vez mais, não dá para ficar indiferente. Agora, esse esforço passa por deixar de lado, abandonar, ignorar, né, certas posturas à direita. A turma que quer treta o tempo todo, intriga, que só sabe bater, atacar, xingar, implodir ponte.

Não, ao contrário, você tem que pensar que você vai ter que atrair para votar no seu candidato alguém que não gosta dele, e que não é tão radical contra o Lula como deveria ser. Ou seja, não é uma pessoa tão sensata a princípio. E você vai ter que, com jeito, tentar convencer essa pessoa, ou melhor ainda, tentar fazer com que ela se convença, que aí tem mais poder. Fazer algumas perguntas, colocar de forma serena dúvidas. Não adianta sair ligando a metralhadora giratória e depois, ah, seu direita frufru, aí vem no segundo turno, não vai votar em mim não, não vai votar no meu candidato não, porra.

Pera aí, cara, que estratégia doida. Então É muito difícil reverter esse quadro das mazelas que assolam o Brasil estruturais, mas impedir a desgraça total, a venezuelização do Brasil nos próximos 4 anos, isso dá. Não é tarefa trivial, não é fácil. Eu acho sinceramente que o Lula ainda é favorito. Mas dá para fazer. Então vamos embora, cada um tentar fazer a sua parte. Pelo menos a gente dorme com a consciência tranquila. Obrigado a todos.

Quem quiser ser apoiador, www.rodrigocostantino.com. Aí você tem o direito de mandar as perguntas que eu vou responder sempre aqui no Cigar Bar às terças-feiras. E como estamos voltando de férias Vamos de música também, né? Toquei ontem The Police, eu sou um cara abusado. Tocar Copland na bateria não é pra qualquer um e não deveria ser pra mim, mas eu sou abusado, então eu toco mesmo errando um monte de coisa, mas o conjunto da obra fica, digamos, aceitável. Wrapped around your finger.