124 • Jennifer Schuett: A Menina Que Resolveu o Próprio Caso
- O Caso Jennifer SchuettJennifer Schuett · Sequestro e agressão · Detalhismo da vítima · Retrato falado · Dennis Bradford
- A Recuperação de JenniferRegeneração das cordas vocais · Superação do trauma · Carreira como advogada de vítimas
- A Busca e Captura do AgressorInvestigação de Tim Croming · Teste de DNA · Prisão de Dennis Bradford
- O desfecho do casoSuicídio de Dennis Bradford · Carta para o agressor
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E aí, galera, tudo bem? Eu sou o João e esse é o Sala do Júri, o podcast onde eu conto casos de crimes reais, com episódio novo toda quarta-feira. Se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que aí você me ajuda a alcançar mais pessoas. E, se você ainda não me segue no Instagram, vai lá no arroba pod saladojury e me segue para conferir fotos dos casos que eu trago aqui e para conferir também novidades sobre o podcast.
Galera, que saudade que eu estava de vocês. Ai, estava com uma saudade de gravar. Estou voltando finalmente. E para esse grande retorno, venham com um caso que tem um final feliz. Pelo menos, tá? Pelo menos isso. A história fica triste porque é um crime que aconteceu. Mas no final tem um final feliz.
Então hoje eu trouxe esse caso pra gente voltar aí com alegria. Vamos falar de crime? Vamos falar de crime. Mas também a gente vai falar de coisa boa, não é verdade? Mas antes eu queria desabafar um pouquinho. Ai, gente, vocês não vão acreditar.
Vocês lembram daquela minha saga da borda preta que tinha nas fotos dos episódios, né? Eu tenho um amigo designer que fala que aquilo ali é um crime. Mas eu que não sei mexer muito com isso, sempre achei essas bordinhas lindas. Aí o Canva me tirou a bordinha. Vocês lembram que o Canva tirou, né? Agora vocês acreditam que eu também não tô conseguindo fazer essa cor. Esse rosinha, meio cereja, no Canva também. Agora eu tô tendo que fazer no chat GPT, olha.
Daqui a pouco o Canva não dá pra fazer nada. Você joga uma foto ali, você não consegue nem escrever um nome em cima da foto. Pelo amor de Deus, né, Canva? Vamos melhorar? Por favor? Eu não uso quase nada no Canva. As poucas coisas que eu uso, eles estão tirando?
Ah, eu já comecei assim, que eu já tô irritado com isso. Já tem... Fui fazer a foto do episódio, cadê? O negócio que eu botava lá. Ah, tive que puxar de GPT. Ah, pelo amor de Deus, já comecei meio nervoso. Vocês estão vendo, né? Mas o caso de hoje vai ser maravilhoso, vocês vão ver, tá? Tchau.
E é isso, gente. Hoje não tem muitos recados, tá? Só pra avisar que eu voltarei também com os episódios de apoiadores. Até sexta-feira vai sair outro episódio aí pra apoiadores, tá? Porque eu voltei com tudo. Não vai ter mais semana sem episódio não, hein? Tá bom? Então podem esperar que toda quarta vai ter um episódio aí. E sexta sim, sexta não, pros apoiadores. Tá bom, galera? Então é isso. Vamos começar logo o episódio que a história hoje tem final feliz.
Jennifer Schultz nasceu em 1982 em Dixon, no Texas. E sua mãe se chama Elaine Schultz. Elaine era uma mãe solteira. E como só era ela e a Jennifer...
Elaine cuidava muito da filha dela de uma forma muito protetora, né? E a Jennifer era uma garota muito adorável, inteligentíssima. Vocês vão ver que ela é bem inteligente. E ela sempre foi muito detalhista. Jennifer prestava muita atenção em tudo que tinha à sua volta. E ela era uma menina obediente. Então, assim, Elaine via a Jennifer como uma filha perfeita. Ela não dava trabalho, se relacionava bem com as outras crianças do bairro, do colégio e tal.
E, gente, a Jennifer era tão observadora que ela vivia fazendo mil perguntas pra mãe. Criança a gente sabe que é assim, né? Muito curiosa, tudo pergunta. Mas Elane dizia que a Jennifer era mais. Ela às vezes perguntava um negócio pra mãe, aí Elane respondia. Jennifer continuava ali questionando e falando, mas por que isso? Mas por que aquilo? E não ficava quieta a menina.
E galera, Jennifer tinha muito medo do escuro. Muito mesmo. Ela não gostava de dormir sozinha, por causa desse medo do escuro. Então todo dia ela dormia com a mãe, a Elaine. E Elaine não ligava. Ela achava até de boa dormir com a filha todo dia. Ela até preferia. Porém, no dia 9 de agosto de 1990, quando as duas estavam dormindo, por volta de 2h30 da manhã, Elaine acordou com a Jennifer se mexendo muito.
chutando ela, inclusive, enquanto ela dormia. Aí, Elayne acordou a filha e perguntou se só naquela noite ela não podia dormir na cama dela, porque Elayne precisava acordar muito cedo e queria descansar. Aí, Jennifer olhou para a mãe e falou assim, Tá bom, mãe. Só porque eu te amo, eu vou dormir no meu quarto essa noite.
Aí Jennifer foi pro quarto, ligou um abajur pra não ficar tudo escuro. E aí ela pegou um livro pra ela poder ler e pegar no sono. Porque se ela fosse tentar dormir sem se distrair, ela não ia conseguir. Aí tá. De manhã, Elane acordou, levantou e foi até o quarto da Jennifer. Mas a Jennifer não tava lá. E, gente, o quarto da Jennifer ficava na parte da frente da casa. Então a janela dela dava ali pra rua. E essa janela tava aberta.
E durante a noite, por mais que a Jennifer não dormisse no quarto, Elane sempre fechava aquela janela. Então na hora que ela viu ali que a filha não estava dentro do quarto, ela desesperada ligou para a polícia.
Quando os policiais chegaram na casa de Elaine, eles logo perceberam que não se tratava de um caso onde a filha simplesmente tinha fugido de casa. Primeiro que Jennifer só tinha oito anos. Segundo que nada dela tinha sumido do quarto. Todas as roupas estavam lá, a mochila dela também. Então assim, se ela tivesse fugido, provavelmente ela teria levado alguma coisa. Então os policiais, de imediato, já começaram a tratar o caso como sequestro.
E já naquela manhã, foi montada uma força-tarefa para os policiais começarem as buscas pela Jennifer. E galera, não precisou de muito tempo. Naquele dia mesmo, um pouco antes das seis da noite, a delegacia da cidade recebeu um telefonema de um casal que morava numa região um pouco distante de onde a Jennifer morava, só que ainda era dentro da cidade. Então eles acabaram ligando para a delegacia que estava responsável pelo caso da Jennifer.
E aí esse casal falou na ligação que os filhos deles estavam lá brincando num campo próximo da casa deles, quando do nada as crianças tropeçaram em alguma coisa que estava ali na grama. Aí quando esses meninos foram verificar o que eles tinham tropeçado, eles viram que era o corpo de uma menina.
Aí tá, na hora que os policiais desligaram, eles já foram direto pra aquele campo, vários carros de polícia, foi muita gente pra lá, e quando eles chegaram no corpo da menina, gente, realmente era a Jennifer.
ela estava toda machucada, toda mesmo. Ela estava ensanguentada da cabeça aos pés, e ela tinha um corte na garganta, que é de uma ponta a outra. E Jennifer provavelmente tinha sido abusada sexualmente, porque ela estava nua.
Mas galera, Jennifer não estava morta. Inclusive, quando os policiais chegaram, Jennifer abriu os olhos, ela acordou. E ela ficou ali com aqueles olhos bem abertos, com uma aparência mega assustada. E imediatamente ela foi levada para o hospital.
Aí tá. Os policiais ligaram pra Elaine pra avisar que eles tinham achado a Jennifer e tal, e na hora Elaine foi pro hospital. E a Jennifer gente tava tão machucada, mas tão machucada, que os policiais não deixaram Elaine ver a filha daquele jeito.
Eles pediram pra ela esperar um pouco, pros médicos poderem tratar da menina e tal, pra que a Elayne não se assustasse quando ela visse a filha. Aí tá, Jennifer passou por uma cirurgia de emergência, e por um milagre, nenhuma artéria vital foi atingida com aquele corte no pescoço.
Porém, gente, as cordas vocais da Jennifer foram cortadas ao meio. Então, quando ela se recuperasse da cirurgia, ela não ia mais conseguir falar.
Aí tá, Jennifer se recuperou da cirurgia e tal. Enquanto ela estava no hospital, os policiais tiveram a ideia de fazer as perguntas pra Jennifer e aí ela ia escrevendo as respostas num caderno, porque ela não conseguia falar. Mas, gente, quando a Jennifer se recuperou, ela ficava super nervosa quando qualquer homem se aproximava dela na cama do hospital. Médico, enfermeiro, os policiais, qualquer homem.
Tanto que, quando os policiais começaram a fazer as perguntas sobre o que tinha acontecido com a Jennifer, eles ficavam do lado de fora do quarto, falavam a pergunta para a Elaine, a mãe da Jennifer, aí Elaine entrava no quarto, perguntava para a filha, Jennifer ia lá, escrevia num caderno, e a Elaine levava o caderno.
para fora do quarto para os policiais verem. Então assim, gente, isso acabou levando muito tempo, porque dessa forma era mais demorado. E como a Jennifer também precisava repousar, esse depoimento, entre aspas, tinha várias pausas para a Jennifer poder descansar.
E galera, os policiais ficaram chocados com o tanto de informação que a Jennifer gravou. Ela só tinha oito anos e ela sabia muito detalhe de tudo. Do carro do cara, o cigarro que ele fumava que era um alboro.
Olha aí, Malboro. Tem muita gente que me escuta aqui que deve fumar Malboro. Eu já fumei. Ela sabia também as roupas que o cara usou, a fisionomia dele, tudo, tudo, tudo. Então Jennifer contou detalhadamente o que tinha acontecido com ela. A Jennifer escreveu que ela estava dormindo e aí do nada ela acordou nos braços de um homem que estava correndo muito.
Aí Jennifer ficou nervosa e abriu a boca assim pra gritar, mas na mesma hora esse homem tapou a boca dela e aí a Jennifer não conseguiu emitir nenhum sol naquela hora. Aí esse homem colocou a Jennifer num carro e começou a dirigir. Aí do nada ele parou num estacionamento.
Nessa hora, o homem virou para a Jennifer e tentou acalmar ela, dizendo que ia ficar tudo bem, que ele era um policial à paisana, que ele precisou tirar a Jennifer de casa, mas ele disse para a Jennifer ficar tranquila que logo, logo a mãe dela iria buscá-la.
E por um momento, gente, a Jennifer até acreditou. Só que ela estava muito assustada. E aí o homem voltou a dirigir. E teve uma hora que ele passou em frente à casa dos avós da Jennifer. E foi aí que a Jennifer percebeu que ela estava sendo sequestrada. Que aquele homem tinha raptado ela enquanto ela dormia. Aí o homem continuou dirigindo, dirigindo. E uma hora ele parou no estacionamento do colégio da Jennifer.
E lá, ele ficou um tempo parado com o carro, fumando seu malboro toda hora. Toda hora ele puxava um cigarro, gente. Ele deve ter fumado um maço ali. Até que uma hora ele pegou uma cerveja, começou a beber. E assim que ele terminou a garrafa, ele voltou a dirigir. Durante todo aquele caminho, gente, a Jennifer nervosa gritava muito, chorava também. E teve uma hora que um homem virou para a Jennifer e falou assim.
Fica olhando pra lua, que assim que ela desaparecer, a sua mãe vem te buscar. Mas a Jennifer sabia que era mentira. Aí o tempo foi passando, o homem dirigindo, até que o dia clareou. E foi nesse momento que esse homem virou pra Jennifer e falou assim, É, a sua mãe não vem te buscar não.
Aí o homem dirigiu até uma rua sem saída, parou o carro, aí ele colocou a Jennifer pra fora do carro, e nessa hora, gente, Jennifer tava em pânico total. Aí o homem pegou uma faca, aproximou do pescoço da Jennifer e perguntou, eu tô te assustando? A Jennifer não respondeu. Aí esse homem então agarrou o pescoço dela e a Jennifer desmaiou.
Galera, quando a Jennifer acordou, ela estava sendo arrastada pela grama do local ali que eles estavam. O homem segurou as pernas dela e foi puxando. Nisso, Jennifer entendeu que ele provavelmente tinha achado que ela estava morta e escondeu o corpo dela em algum lugar. Então o que a Jennifer, mega inteligente com apenas 8 anos, fez? Fechou os olhos e fingiu que estava morta.
Foi aí que o homem deixou a Jennifer num lugar bem afastado, com muita grama, que ele achava que seria bem mais difícil de encontrá-la. Mas gente, o homem deixou a Jennifer em cima de um formigueiro. E foi isso que manteve a Jennifer acordada. Por quê? Jennifer, perdendo muito sangue, desmaiava e acordava várias vezes. Porque o que acontecia? Quando ela desmaiava...
as formigas às vezes picavam ela. E aí Jennifer acabava acordando com essas picadas das formigas, que ela estava em cima de um formigueiro. Então isso foi mantendo ela ali consciente. Tanto que quando ela acordava, Jennifer tentava gritar, mas ela não conseguia. Aí ela tentava também levantar a cabeça, mas não conseguia. Então ela ficou ali esperando que alguém encontrasse ela. E aí logo mais tarde, Jennifer sentiu alguém tropeçando nela.
E nessa hora ela desmaiou. Quando ela acordou, já tinha um policial na frente dela falando assim, você foi encontrada, vai ficar tudo bem, só fica aqui comigo. Galera, quando a Jennifer descreveu o sequestrador dela, Jennifer falou que o cara tinha uma cara oleosa, tá? Ele tinha uma cara oleosa e ele tinha uma cicatriz enorme no rosto.
E gente, a Jennifer ainda disse que o sequestrador, em um certo momento, chegou a falar o nome dele para ela. E esse nome era Dennis.
Aí tá, quatro dias depois que a Jennifer contou todo esse relato, foi feito um retrato falado com todos os detalhes que a Jennifer tinha dado. E esse retrato falado foi divulgado em tudo quanto é jornal, tanto impresso quanto na TV. E aí a polícia foi ali fazendo de tudo para tentar encontrar esse Dennis, que ninguém nem sabia se era Dennis o nome, né gente? Porque ele podia ter mentido, mas pelo menos eles tinham um nome.
Quando os policiais verificaram ali a área onde a Jennifer tinha sido encontrada, eles acharam as roupas dela e uma cueca, que provavelmente era do Dennis. Então essa cueca virou uma evidência do caso também.
Aí tá, gente, se um milagre já não bastasse dela ter tido a garganta cortada e nenhuma artéria vital ter sido afetada, outro milagre aconteceu. Jennifer, que teve suas cordas vocais cortadas ao meio, um dia, ainda no hospital, foi tentar falar e acabou emitindo um som.
Galera, os médicos ficaram chocados. Ninguém acreditava que as cordas vocais dela iriam se regenerar. Era muito improvável que isso acontecesse, mas estava acontecendo. E aos poucos, gente, Jennifer foi voltando a falar.
Enquanto a polícia procurava pelo sequestrador, supostamente chamado de Dennis, Jennifer voltou a viver sua vida. No ano seguinte, ela voltou normalmente para a escola. A Jennifer já tinha voltado a falar, como se nada tivesse acontecido com as cordas vocais dela.
Jennifer falava horrores, inclusive. Era uma matraca ela. E aí os anos foram passando. E, gente, a vida da Jennifer não foi nada fácil, né? Ela passou a adolescência dela inteira com muito medo de qualquer homem que passava perto dela. Porque a Jennifer tinha um medo terrível do sequestrador descobrir que ela estava viva e voltar para matar ela. Então a Jennifer fez muita terapia, até sua vida adulta. E vários anos se passaram e nada deles encontrarem o sequestrador.
E é aquilo, né, galera? Uma hora o caso vai esfriando, vai esfriando, aí a polícia começa a disponibilizar muito menos recurso pra tentar encontrar o sequestrador e tal, sabe como é, né? Mas Elaine e Jennifer nunca desistiram. Durante anos, Jennifer se voluntariava pra ajudar a pegar o sequestrador. Ela revivia tudo várias vezes, e a polícia tentava, mas eles não encontravam o cara de jeito nenhum. Até que em 2008...
Jennifer recebeu uma ligação de um detetive chamado Tim Croming. O Tim ficou indignado por ninguém ter encontrado o sequestrador da Jennifer. Porque tinha tanta informação que a Jennifer tinha dado, gente. Ainda tinha aquele retrato falado, maravilhoso. Até o suposto nome eles tinham. Então assim, porra, como que ninguém conseguiu encontrar o sequestrador dela? O Tim ficou...
indignado com aquilo. Então ele ligou pra Jennifer e falou que ele ia fazer de tudo pra encontrar quem tinha feito aquilo com ela. E galera, depois de anos, Jennifer teve sua esperança renovada. Ela acreditou muito na palavra do Tim. Aí tá, a primeira coisa que o Tim fez foi refazer o teste de DNA. Porque depois de 18 anos, os testes já estavam bem mais aprimorados, né? E galera, quando...
Tim pegou o DNA que tinha naquela cueca e colocou no banco de dados do FBI, deu match. O DNA da cueca, gente, era de um homem chamado Dennis Bradford. E o DNA dele estava no banco de dados do FBI porque em 1997 ele tinha sido preso em Arkansas por ter violentado uma mulher que ele tinha conhecido num bar.
Aí o Tim entrou em contato com a polícia lá do Arkansas pra eles mandarem uma foto do Dennis. E, gente, o cara era idêntico ao retrato falado, feito há 18 anos atrás, quando a Jennifer só tinha 8 anos. Foram tantos detalhes que ela deu, gente, que um dos policiais chegou a dizer que parecia que o retrato falado tinha sido feito de uma foto do Dennis, de tão igual que estava.
Então Tim chamou o Dennis para dar um depoimento. Nessa época, o Dennis estava solto já tinha um tempo e ele estava casado com três enteados e trabalhava como soldador em Little Rock. Aí tá. No depoimento, gente, o Dennis já tinha entendido que ele tinha sido pego. Porque os policiais perguntaram se ele já tinha ouvido falar da Jennifer. Aí ele disse que sim. Aí os policiais perguntaram de onde ele conhecia a Jennifer. Aí o Dennis respondeu assim.
Bem, vocês já fizeram o dever de casa de vocês, né? Senão eu não estaria aqui. Mas os policiais, galera, foram pressionando o Denis, porque eles precisavam que o Denis confessasse. E ele acabou confessando. Inclusive, galera, Denis falou que ele se sentiu muito culpado com o que ele tinha feito. E ele chegou a tentar tirar a própria vida algumas vezes. E a primeira vez que ele tentou foi alguns dias depois do crime.
E galera, pasmem, ele tentou tirar a própria vida e tal, não conseguiu, e foi levado pra um hospital. Cês acreditam que era o mesmo hospital que a Jennifer estava? Enquanto Jennifer estava ali se recuperando, em algum quarto daquele mesmo prédio, tava o cara que tinha quase matado ela ali. Impressionante, né? Aí tá, Dennis contou tudo que ele tinha feito e tal, e aí os policiais disseram, gente, pra ele, que a Jennifer tava viva.
Na hora, Dennis começou a chorar, porque esse tempo todo ele achava que ela estava morta. Dennis foi preso enquanto aguardava o julgamento, e a Jennifer se preparou para o julgamento dele. Só que esse julgamento nunca aconteceu, porque o Dennis se enforcou na própria cela semanas antes do julgamento começar.
Isso acabou deixando a Jennifer um pouco frustrada, porque ela queria ter falado algumas coisas pro Dennis, só que ela não conseguiu. Então, Jennifer, que agora tava casada com um homem chamado Jonathan, foi até o túmulo do Dennis pra poder ler uma carta que ela tinha escrito pra ele. A Jennifer contou em entrevista que assim que ela terminou de ler a carta, ela perguntou pro marido, Será que o Dennis tá me ouvindo?
E antes do marido responder, Jennifer sentiu uma picada de formiga no pé. Foi aí que ela entendeu que sim, Dennis ouviu tudo que ela tinha para dizer para ele. A Jennifer virou advogada e hoje ela só pega casos de vítimas de estupro. E ela continua casada com o Jonathan e hoje ela tem dois filhos com ele. Uma menina chamada Jenna e um menino chamado Jonah.
E aí
É isso, galera. Mais um caso finalizando aqui no Sala do Júri. Eu quero saber o que vocês acharam desse caso. Não falei que ia ter um final feliz? É um final feliz? Por quê? Porque o cara foi pego depois de 18 anos. E eu vou falar pra vocês. Eu achei esse caso, assim, que Jennifer fez, foi fenomenal. Com 8 anos, lembrar de tudo. Lembrar do Malboro. Lembrar das cervejas, detalhes do carro. Sabe, roupa que o cara tava usando.
E gente, assim, o negócio do retrato falado ser igual ao Denis...
pra mim me pegou muito, porque isso prova o tanto que essa menina sabia de detalhes. Como que ela com oito anos, passando por um trauma daquele, às vezes a gente que é adulto, se passa por um trauma, não consegue se lembrar de muita coisa, imagina uma criança de oito anos, tem que ser uma criança muito esperta, muito detalhista, e aí a Jennifer conseguiu lembrar de tudo, sabe, e por mais que tenha demorado,
Ela conseguiu a justiça, né, pro caso dela. Porque vamos combinar, se não fosse ela, ninguém tinha achado esse homem. Com o tanto de informação que ela deu, já não acharam? Imagina se ela não desse nenhuma informação. Aí que ninguém ia achar o cara.
Entendeu? Agora, pô, vai dizer que não é um milagre. Corta o pescoço. Quando não é tua hora, não é tua hora, né, viado? Como é que pode, né? Corta o pescoço da menina, pô, um milagre, não pega em nada. É igual aquele caso da Alison Botar, era esse o nome, né? Que a cabeça dela ficou pendurada e a mulher ficou viva, gente.
sabe, são uns negócios assim que eu vejo, eu falo, que isso cara, não é possível, aí às vezes a pessoa leva um negócio, acontece um negócio ali, aí sai muito sangue, a pessoa vai lá e morre, é negócio de hora cara, quando chega a hora, entendeu, agora, é aquilo que eu falo né, o cara, o cara vai e faz o que ele faz com a mulher, aí você vê, aí,
Eu me arrependi muito do que eu fiz com ela. Tentei até me matar. Porra, sete anos depois que tu fez isso com a Jennifer, tu abusou de uma outra mulher e foi preso. Ah, vai querer meter essa de que tava arrependido? Para. Para. Para, pra mim se matou de covardia pra não ter que ficar preso. Entendeu? Já tinha passado 18 anos nunca que você comete um crime. Aí você não é pego nos primeiros 5, 6, 7, 8, 10 anos. Tu acha que com 18 anos que aquele crime aconteceu?
Tu vai achar que tu ainda vai ser pego? Deve ter sido uma surpresa e tanto, né? Pro Denis, quando ele foi pego. Aí o cara foi lá covarde, se matou. Tinha que passar lá pelo julgamento, ter a sentença, ir preso, entendeu? Mas não. Acabou, pra mim, pra mim, entendeu? Nesse caso aqui, minha opinião, assim, pra mim ele foi covarde de tirar a própria vida, entendeu? Pra mim ele foi covarde.
Mas é isso, né? Fazer o quê? Pelo menos Jennifer hoje tá bem, tá casada com dois filhos, né? Eu acho tão legal que essas mulheres, elas são muito fortes, né? Que elas passam pelo que elas passaram e aí elas se propõem a ajudar outras pessoas que passaram o mesmo. Porque querendo ou não, ela vai ficar revivendo tudo que ela passou durante anos, né? Toda vez que ela for pegar um caso sobre isso.
Igual a própria Alison, Alison Botar. Ela também passou a trabalhar com isso, dando palestras, falando sobre tudo que ela passou e tal. Então assim, imagina você já passar por tudo isso, já é um trauma. Aí você vence esse trauma. E você escolhe ajudar outras pessoas ao ponto de você continuar revivendo esse trauma. Chega a ser bonito, né?
Tô meio... Esse caso me deixou meio emotivo, gente. Não sei por quê. Tô filosofando bastante aqui. Mas eu achei... Eu acho bem bonito, assim. Essas mulheres são muito fortes mesmo. Tiro meu chapéu, bato palmas pra elas. E é isso.
Então vamos para os recados, né, gente? Primeiro eu quero que vocês comentem o que vocês acharam desse caso, tá? Comentem lá no Spotify, comentem no Instagram. E se você está me ouvindo pelo Spotify, classifica o sal do júri, por favor, com 5 estrelas. Que você me ajuda a alcançar mais pessoas. E se você ainda não me segue no Instagram, gente, o que você está esperando, cara? Meu Deus, cara, é só ir lá. É só botar arroba, pode sal do júri, clicar em seguir.
Sabe? Não vai cair o dedo, não. Eu, hein? Tá bom, galera? Me segue lá no Instagram. E é isso. Então eu vou ficando por aqui, galera. Até quarta que vem. Desejo uma ótima semana pra vocês. Tchau, tchau.
Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.
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