Episódios de O Dinheiro no Divã

#73 - Você não paga terapia para alguém ouvir seus problemas...

06 de maio de 202626min
0:00 / 26:23

Estamos no século 21 e ainda existe uma grande confusão sobre o que faz um terapeuta. E, provavelmente por isso, tanta gente vem evitando começar terapia.Terapeuta não é amigo. Não é um familiar.

Ele não ganha dinheiro para ficar sentado ouvindo você reclamar da vida, ou te dizer como você resolve seus problemas.Então pelo que, de fato, você está pagando quando decide fazer terapia?Vamos refletir sobre isso?Um abraço,Sara.---------Meu trabalho por aí:Instagram: https://www.instagram.com/sara.bmatosSubstack (newsletter): https://saramatos.substack.comWhatsapp: https://wa.me/5511999060722

Participantes neste episódio1
S

Sara Matos

HostWine educator
Assuntos4
  • O valor da escuta terapêuticaTécnica e profissionalismo na terapia · Espaço seguro e sem julgamentos · Autoconhecimento através da fala
  • Terapia vs. Amigos e FamiliaresDiferença entre terapeuta e amigo · Expectativas sobre a escuta de amigos · Limites da amizade em relação terapêutica
  • Terapia vs. Inteligência ArtificialComparativo entre IA e terapeuta humano · Capacidades da IA na escuta e aconselhamento
  • Relacao Emocional com DinheiroRelação entre finanças e saúde mental · Percepção do custo da terapia
Transcrição67 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Um em cada seis brasileiros faz uso de medicação contínua para a saúde mental. A maioria afirma que usa essa medicação há mais de um ano. Mas apenas 5% dessas mesmas pessoas faz terapia. Existe o reconhecimento de que algo na mente não vai bem.

E também a necessidade, claro, o desejo de melhoria da saúde mental. Mas ao mesmo tempo, parece que reconhecer o problema de saúde mental não necessariamente tem se transformado em um mergulho interno e subjetivo nas causas do problema.

E sendo honesta, talvez uma das objeções que impede alguém de buscar ajuda de profissionais de saúde mental está na resposta para essa pergunta. Por que eu deveria pagar alguém para ouvir os meus problemas? E é sobre isso que nós vamos refletir hoje. Vamos seguir juntas?

Talvez você ache que lidar com dinheiro é apenas uma questão lógica e racional, de compreender planilhas, números e investimentos. Mas na verdade, nós somos seres sociais e emocionais, e o nosso dinheiro impacta diretamente as nossas emoções e também é regido por elas.

Eu sou Sara Matos, sou psicóloga clínica e esse é o podcast O Dinheiro no Divã. Aqui a gente conversa sobre dinheiro, mas não no olhar racional, lógico, de planilhas ou donos. E sim tentando entender como a nossa vida interior impacta a nossa relação com o nosso dinheiro e como a nossa saúde financeira também impacta a nossa saúde mental.

Essa pergunta acompanha a minha prática clínica há mais de duas décadas, mas ela raramente aparece desse jeito tão cru e tão direto. Ela vem de outras formas, os motivos pelos quais as pessoas não fazem.

terapia. Terapia é caro, eu não tenho dinheiro agora, talvez mais para frente, eu não tenho tempo para me dedicar à terapia. E todos esses motivos eles são concretos e justificáveis e não para muita gente são motivos também reais.

Mas quando eu escuto tudo isso com um pouco mais de atenção, eu começo a encontrar, na verdade, uma pergunta mais íntima ali, que dificilmente é verbalizada e mais difícil de se sustentar ou de se admitir que está ali. Se eu tenho amigos, se eu tenho familiares...

Se eu tenho uma religião, um sacerdote, um grupo religioso, por que eu pagaria alguém para escutar os meus problemas?

E de uma forma mais recente, mais atualizada, se eu tenho uma inteligência artificial que tem acesso a todo o conhecimento já produzido por um ser humano, que registra tudo o que eu falo e não fala para ninguém, que organiza tudo o que eu vou falando, que me fala como eu devo agir em situações difíceis.

que não me critica, que não me julga em nada, que não rebate o que eu falo e ainda me responde na hora o que eu preciso, por que eu pagaria para um ser humano ouvir os meus problemas?

A gente vive um momento curioso. Falar de saúde mental virou quase um consenso. Sei que se você chegar numa roda de amigos e perguntar para pessoas assim você acha que é importante cuidar da saúde mental? Tenho certeza que você vai ter uma resposta das poucas respostas unânimes hoje em dia. Sim, é muito importante a gente cuidar da saúde mental.

Mas se você pergunta para essas mesmas pessoas, você faz terapia? Parece que o corpo já vai respondendo antes da boca. Parece que já vai tendo incômodo, porque começa a vir uma explicação. Não, deixa bem, não sei o que, olha lá, bem assim, eu não tenho dinheiro. Vem uma justificativa, vem um adiamento. É como se o corpo começasse a mostrar que há um...

muito cômodo nesse processo de buscar um ambiente para trabalhar a saúde mental, apesar de eu saber que isso é muito importante.

Antes, fazer terapia era algo associado à loucura. Fazia terapia, buscava saúde mental, quem era louco? Hoje, muitas vezes, por mais que esteja associado ao autocuidado, também tem sido de uma forma mais oculta, mais invisível, associado a outra coisa. Não tem suporte social.

suficiente ou pior de que você não está dando conta da sua própria vida como se precisar de ajuda fosse um sinal de falha como se existe o motivo pelo qual existe algo dentro de você que não tá se resolvendo ali sozinho isso fosse um defeito como se você estivesse

fundamentalmente errada na vida só porque você está procurando um profissional de saúde mental para conversar sobre aspectos da sua vida. E eu quero te mostrar que isso tem base na realidade, te propondo uma cena. Então, vem comigo. Imagina um dia difícil, certo?

Você teve um problema com dinheiro, você tomou uma decisão que depois não se mostrou melhor e você se arrependeu, você perdeu o controle das suas emoções, discutiu, reagiu de forma intempestiva com alguém. Ou durante o dia uma emoção difícil simplesmente apareceu, fez um pop-up na sua mente, você não sabe de onde veio, você não sabe o que fazer com aquilo.

Você vai buscar alguém próximo para desabafar. Um amigo, um familiar, um sacerdote religioso. E essa pessoa, ela vai te escutar. Mas em algum momento, ela vai escorregar em algumas dessas...

frases dessas questões. Ela vai te dizer assim, ah, mas você também, né, de novo fazendo isso? Nossa, você sempre faz essas coisas, você faz isso e depois você vai lá e desfaz tudo que eu disse. Amiga, é só você parar de pensar assim, né? Muda o teu pensamento, muda, pensa positivo que a vida melhora.

Ou ela vai tentar te tranquilizar rápido demais. Aquela situação é tão desconfortável para aquela pessoa que ela vai tentar te catapultar ali de qualquer jeito. Ela vai te dizer assim, ou vai dar certo, amiga, relaxa. Ah, não é tão grave assim. Eu conheço uma pessoa que já passou por assim e assim assado.

Ou então, essa pessoa vai se preocupar com você, vai ficar angustiada porque você está numa situação complicada ali naquele momento. Ela vai ficar preocupada e sem nem perceber, ela vai começar a te dizer algo assim, você quer que eu resolva? Você quer que eu fale com o fulano? Você está precisando de dinheiro? Você está precisando disso, disso, disso? E nesse momento, algo em você acontece.

Muito sutil. Muito, muito sutil. Ao invés de se abrir e ser honesto, você vai pensar duas vezes antes de falar aquela parte feia da história. Você vai mudar uma parte da história para não parecer assim tão exagerada. Você vai fazer aquele alívio cômico, né? Rir um pouquinho da desgraça para não parecer que doeu tanto assim.

E você vai fazer isso não porque aquela situação não te doeu ou não importa, mas porque é uma forma muito humana de preservar algo que é muito valioso. Na verdade, é uma questão de sobrevivência. É biológico. Você, sem perceber, vai falar, não vai falar nada, na verdade, que possa fazer essa pessoa.

Ir embora, falar mal de você, pensar mal de você. E quando a conversa terminar, você falou, falou, falou, mas não colocou para fora o que queria e também não recebeu a ajuda que você precisava. Porque, não sei se você sabe, amigo é amigo, terapeuta é terapeuta.

Para existir amizade, você precisa se envolver com alguém emocionalmente. Precisa de afeto, precisa de história compartilhada, precisa de você ficar lembrando, lembra daquele dia que a gente caiu da mesa, blá, blá, blá, blá, blá, blá. Precisa de troca entre duas pessoas.

Precisa de intimidade e vulnerabilidade entre ambas. E isso é muito valioso, porque isso nutre e sustenta a vida. Sem relacionamento, a gente não vai para frente. Mas esse mesmo vínculo também cria limites. Porque onde existe vínculo, também existe risco. Risco de quê?

Risco de magoar, risco de decepcionar aquela pessoa, risco de perder aquela pessoa, ser abandonado, de ser rejeitado por ela. Então naturalmente você vai filtrar e editar partes da sua história, da sua vida, porque é isso que nós seres humanos fazemos.

A gente suaviza partes internas nossas, a gente não fala tudo que vem à mente, a gente protege acima de qualquer coisa a relação. Até aquela pessoa mais, entre aspas, sincericida, quando está diante de uma relação importante de verdade, ela vai segurar coisas para ela mesma, ela vai se achar a mais sincericida do mundo, super honesta, vai falar tudo na cara.

E não vai, porque a relação é sempre a parte mais importante de ser preservado. Mais do que a gente realmente colocar para fora quem a gente é, o que aconteceu, o que a gente sente. E a gente não vai fazer isso porque nós somos ruins, mas porque a gente está envolvida com alguém. E esse envolvimento, ele é sentido como algo vital. O terapeuta, ele vai ocupar um outro lugar.

Ele não está ali como amigo. Então, todas as coisas que o amigo faz, o terapeuta não vai fazer. E isso não é uma falha. Isso é uma questão de função. Um amigo se envolve. O terapeuta vai sustentar o incômodo. Um amigo vai reagir.

Um terapeuta vai observar e esperar o seu tempo de resolver algo. Um amigo, ele vai te acolher e vai te dizer, vai ficar tudo bem. O terapeuta vai olhar para você e vai dizer assim, e aí, como olhar isso de um jeito diferente? Ele vai realmente, junto com você, olhar o que é belo, o que é feio dentro de você, o que é verdadeiro, o que é falso, e o que é bom e o que é mal.

O terapeuta, ele não depende emocionalmente de você. Ele não precisa preservar o vínculo fora daquele momento em que vocês estão ali conversando.

E por isso mesmo, ele pode sustentar uma escuta que não precisa te poupar. E nem se poupar no meio do processo. Ou seja, ele não precisa editar o que vai te falar. Ele não precisa reforçar positivamente as suas ações. Como, por exemplo, uma inteligência artificial faz. Não vai te dizer que está cansado de ouvir o mesmo assunto.

Não vá embora ao pensar mal de você, se você compartilhar os seus pensamentos.

mais feios, mais ruins. E sendo bem honesta, o terapeuta, na verdade, ele vibra quando você fala absolutamente tudo que existe dentro de você, bota pra fora, mesmo que feio, mesmo que desorganizado, porque ele entende que é nesse momento que o trabalho dele fica mais intenso, verdadeiro, é o trabalho real do terapeuta.

O terapeuta tem um treinamento capaz de olhar para você além das aparências. E isso faz uma diferença enorme para o reestabelecimento da sua saúde mental. Porque se nem todas as suas partes podem existir ali naquele momento, é a sua saúde mental quem acaba pagando o preço.

E existe uma confusão também aqui que vale a pena ser endereçado. Fazer terapia não é um sinal de que você não tem amigos ou não tem uma rede de apoio. Na verdade, fazer terapia é o sinal do oposto disso.

Quanto mais você se conhece, quanto mais você sustenta as suas próprias emoções, as suas frustrações, as suas alegrias e tudo o que você é de uma forma inteira, mais capacidade você tem de construir relações reais.

Porque você deixa de usar o outro para regular aquilo que é seu, para deixar de esperar que o outro te organize ou te organize por dentro. O seu nível de frustração com as suas relações reduz.

Porque você para de desejar que o outro te dê aquilo que você precisa buscar dentro de você. Terapia não substitui amizade e amizade não substitui terapia. São duas funções completamente diferentes.

Assim como você pode amar alguém profundamente e cuidar muito bem da sua saúde física regularmente e ainda assim precisar de um médico para te dar um suporte quando o seu corpo não consegue.

regularizar, voltar para um equilíbrio base em algum momento. Uma coisa não invalida a outra. Então, o terapeuta é aquela pessoa que exerce uma função junto com você, que não é de amigo porque ele está ali.

uma prestação de serviço para ouvir você e te dar um espaço seguro para que você seja inteiro com todas as suas partes. Mais uma vez, aquelas bonitas, aquelas feias, as verdadeiras, as falsas e as boas, até mesmo as más.

Aquilo que você tem dificuldade de confessar até para sua sombra, é o terapeuta que vai poder te ouvir e dar espaço para que aquilo realmente possa existir, para que você lide com aquilo na realidade da fala.

E talvez essa aqui seja a parte mais difícil de dominar, porque talvez você tenha tentado falar sobre si mesmo, mas não foi o suficiente. Você não está pagando apenas, você não vai pagar apenas para alguém te ouvir, te ouvir de qualquer jeito. Ouvir, cara, todo mundo ouve. Mas sustentar o que um ser humano é e continuar ouvindo,

Cara, é outra coisa. E talvez por isso haja essa grande confusão sobre o porquê alguém pagaria apenas para ouvir, para alguém ouvir os seus problemas. Mas existe uma escuta do dia a dia na qual entendemos de forma lógica o que está sendo dito.

E existe a escuta terapêutica que não tem nada a ver com essa escuta do dia a dia. Você está pagando por um tipo de escuta que não é uma escuta comum. Porque é uma escuta que tem técnica.

que reconhece padrões, que percebe contradições que você mesma não vê. E amigos também não vão ver, porque o envolvimento deles na sua história também os torna cegos, ou pelo menos pouco sensíveis aos pontos cegos que vocês têm.

Uma escuta terapêutica que sustenta o silêncio sem precisar preencher com qualquer coisa, que devolve perguntas, que provoca, que em vez de te dar respostas prontas, vai fazer você pensar fora da caixa.

E principalmente uma escuta que não está a serviço de ficar te acalmando o tempo todo, dizendo calma, relaxa, não é bem assim. Mas de te ajudar a compreender o que está acontecendo, para que você também aprenda a lidar com seus desconfortos.

confortos de uma forma a sustentar uma vida mais rica internamente e por fora. Com família, amigos ou na fé, talvez você não pode dizer o que pensa daquele ex que te machucou e você volta e para com ele. Ou que queria ter férias da sua maternidade sem que as pessoas olhem para você meio torto.

ou que detesta o seu trabalho, mas que tem medo de mudar de carreira depois dos 40, sem que alguém te dê um conselho de como você tem que fazer isso, de como você tem que resolver aquilo, ou dizer para você relaxar, ou dizer para você não é tão ruim assim, minimizar o que você sente. Independente do assunto, na terapia você não precisa parecer nada.

Lá você pode falar abertamente sobre tudo, porque o que é falado e reconhecido dentro de um ambiente seguro, sem crítica, sem julgamento, sem soluções pré-estabelecidas, pode ser reconhecido como vivo e existente dentro de você, mais uma vez, seja bom, seja mal, seja feio, bonito, verdadeiro ou falso. E aí

pode fazer parte da pessoa complexa que você é. Você lá não precisa falar coisas, editar uma vida para agradar o terapeuta. Pelo contrário, o terapeuta não quer ser agradado. Ele quer ouvir o que existe dentro de você para que você também possa se conhecer de um jeito mais inteiro.

Existe também uma expectativa equivocada, que terapia é o lugar onde você vai para te dizer o que você tem que fazer com a sua vida, o que você tem que fazer para resolver sua vida. Mas se alguém decide algo por você, algo importante vai se perder no meio do caminho. A capacidade de sustentar a sua própria vida se perde. O trabalho terapêutico, ele não é...

de dar direção, ele é de ampliar consciência e com mais informações sobre você, te ajudar a perceber como você funciona, especialmente nos momentos em que você repete aquilo que te faz sofrer.

E a partir disso, você começa a escolher fazer diferente. Não porque alguém te mandou, mas porque você percebeu algo em você que te fez escolher um caminho diferente. E isso muda a trajetória da tua vida.

Então, talvez a pergunta não seja por que eu deveria pagar alguém para me ouvir, talvez seja o que de fato acontece quando eu posso falar aberta e livremente sobre o que eu sinto e sobre o que eu sou e eu realmente sou escutada nessa inteireza.

Eu consigo ir até onde? Nas minhas próprias falas, ouvindo as minhas próprias palavras, trazendo para a vida real o que está aqui dentro e eu estava com dificuldade de confessar até para o espelho. O que eu evito? O que eu suavizo sobre mim? O que eu nem chego a perceber de tão naturalizado e tão...

normalizado algumas coisas sobre mim estão. E ainda mais profundo, o quanto as minhas relações estão sustentando quem eu sou e o quanto está sendo sustentado quem eu preciso parecer ser.

Porque às vezes não é falta de falar, é falta de conseguir se encontrar nas falas, sabe? É conseguir ser inteira enquanto fala e enquanto se ouve. E eu quero finalizar esse episódio te fazendo um convite.

uma reflexão interna para você se fazer, um convite que eu quero te fazer, que é como seria para você ter um espaço seguro na sua vida em que tudo que existe dentro de você pode existir, sem ressalvas, sem que você precise ficar editando, e que você pode simplesmente falar, se ouvir, inteira como você é.

Não para você só, verbal, botar para fora, mas para você aprender a lidar, a acolher, a reconhecer partes diferentes de si mesma, mesmo aquelas que você socialmente sabe que se você falar para alguém, talvez essa pessoa vá pensar um pouquinho diferente de você, vá ter uma ideia sobre você que você não gostaria. E está tudo bem isso. Nem tudo socialmente a gente leva.

Mas é justamente porque a gente não leva tudo para a nossa vida social, das relações sociais, que a gente precisa, de vez em quando sim, de alguém que seja neutro o suficiente e abra um espaço para que tudo isso possa existir. Que é no fundo, mais uma vez, não é uma questão só de pagar alguém para me ouvir ou só ser ouvida por uma pessoa.

É sobre falar, me ouvir e ter um espaço em que eu possa de fato, né? Você possa de fato se encontrar sem precisar se esconder de si e ser verdadeira com quem você realmente é. Se esse episódio te ajudou de alguma forma, se você sente que ele pode ajudar uma outra pessoa também a quebrar um pouco dessa objeção sobre terapia,

encaminha para ela, traz ela aqui, a gente reflete junto, conversa junto, para tentar quebrar essas barreiras que impedem você, impedem uma outra pessoa, quem sabe, a buscar uma ajuda eficiente, eficaz, para restabelecer a sua saúde mental. A gente volta no próximo episódio. Tchau, tchau.

#73 - Você não paga terapia para alguém ouvir seus problemas... | Castnews Index — Castnews Index