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CRIMSON DESERT É O ZELDA PARA ADULTOS! Mas não é pra todos - Review Completo #flowgames

20 de março de 202623min
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Vini Munhoz jogou mais de 120 horas de Crimson Desert e traz uma análise completa de um dos jogos mais ambiciosos da geração. Com mundo aberto gigantesco, centenas de quests e combate refinado, o game impressiona em exploração e detalhes técnicos. Mas será que vale a pena? A review avalia gameplay, história, gráficos, bugs e dá o veredicto final sobre um possível GOTY de 2026.

Assuntos15
  • Videogames e FilmesDensidade de conteúdo · Descobertas inesperadas · Atividades diversas · Comparação com Red Dead 2 e Zelda · Liberdade do jogador
  • Sistema de CombateMecânicas complexas · Dificuldade de chefes · Armas variadas · Encaixes de joias do abismo · Esquivas perfeitas e frames
  • Juizo FinalNota geral · Recomendação para públicos · Potencial GOTY 2026 · Ambição do jogo
  • Narrativa e EstruturaEnredo fraco · Personagens mal aproveitados · Falta de clareza narrativa · Desconexão entre eventos
  • Sistema de Quests667 quests totais · Quests secundárias · Quests fetch · Recompensas e progressão
  • Gráficos e OtimizaçãoUnreal Engine 5 · Ray Tracing · DLSS 4 · Detalhes visuais · Performance em PC
  • Problemas técnicos e bugsBugs visuais · Problemas de progressão · Árvore de habilidades com falhas · Sincronização de áudio e vídeo
  • Tutoriais e Clareza de MecânicasFalta de explicações · Sistemas complexos não intuitivos · Aprendizado por descoberta · Comunidade e compartilhamento
  • Problemas de Design e UXFalta de binóculo para visão · GPS não disponível · Rastreador de itens ausente · Posicionamento preciso para ações · Puzzle com precisão milimétrica
  • Atividades IlícitasRoubo de animais · Mineração e corte de madeira · Caça e pesca · Culinária · Busca por itens lendários
  • Comparação com videogamesRed Dead 2 · Zelda Breath of the Wild · Witcher 3 · Devil May Cry · GTA 6
  • Personagens SecundáriosÁrvore de habilidades · Invocações em batalha · Moveset único por personagem
  • Força Axion mecânicas puzzleUltra-rende type Zelda · Objetos de puzzle · Uso em combate e exploração
  • Sistema de Campamento e GerenciamentoMercenários · Construção de edifícios · Pesquisa de tecnologia · Recompensas e progressão
  • Sistema de InventárioEspaço limitado · Falta de baú de armazenamento · Compartilhamento com personagens secundários
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Curiosidade, ou Faroff Incrível, como os nossos amigos da bancada do Flow Games chamavam Crimson Desert, o jogo que prometia ter de tudo, que mostrou muito, que parecia ambicioso, mas que até agora poucos sabiam exatamente o que esperar, incluindo eu, mesmo após ver um preview no ano passado. Não estava com grandes expectativas para o jogo, apenas curioso. Essa era a grande palavra, mas o que eu encontrei foi algo muito maior, mais denso, complexo, profundo e grandioso do que eu poderia imaginar.

O trei foi algo que me fisgou por 105 horas de campanha e, até o momento, mais de 120 horas de jogatina. Nova geração? Esse termo nunca deslanchou e poucas vezes vimos títulos realmente ambiciosos. Contudo, Crimson Desert parece honrar esse termo e trouxe uma experiência muito além do que eu poderia imaginar, com exploração, puzzles, combate, camadas e camadas de sistemas que parecem nunca acabar. Poucas vezes eu vi um jogo que, após mais de 60 ou 70 horas,

coisas novas e divertidas, que ainda me entretia e me divertia, o tipo de jogabilidade que convida a desviar da rota principal e passar horas fazendo atividades aleatórias, que quase me causaram intervenção, porque precisava terminar a campanha. Porém, entre muitas novidades, desbravamentos e maravilhas técnicas diversas, Crimson Desert ainda é um estreante da Pearl Abyss no universo de AAA single player. E o que isso significa?

Que há uma somatória de pequenos problemas. De alguns bugs, há melhorias de gameplay,

com um pouquinho a experiência. E saiba, não vai ser um jogo pra todos os públicos. E antes de você conferir o nosso review completo de Crimson Desert, alguns alertas. Cada experiência é individual e eu tive a sorte de não encontrar muitos bugs. Além disso, eu joguei a versão de PC e não tenho ideia de como tá a experiência nos consoles. Eu não quero repetir uma história de Cyberpunk aqui, ok? Todos os conformes, então bora pra análise.

Eu nem vou me estender muito sobre a trama de Crimson Desert. Primeiro, pra não dar spoilers.

não tem muito o que falar, tá? O mundo de Pywell é bem legal, a apresentação é fantástica, como eu vou falar em breve, e um pano de fundo que poderia ser muito frutífero pra colher excelentes narrativas, sejam principais ou secundárias. Na prática, é difícil até tentar resumir, porque a história do jogo é bem, bem fraquinha e de longe o ponto mais negativo, ou talvez menos positivo, do jogo. Basicamente, a gente segue Cliff, dos Juba Cinzentas, que sofre uma grande perda após a luta contra os Ursos Negros,

do continente. A partir daí, seguimos o protagonista de Crimson Desert tentando recuperar seus companheiros espalhados aos quatro ventos, entender como sobreviveu a batalha e o que é o abismo, misterioso plano celeste que parece ter alguma ligação com tudo a la Zelda e suas ilhas no céu, além de entender as tramóias políticas e místicas por trás de tudo isso. Entretanto, a campanha é bem espaçada, confusa e muitas vezes parece até que faltou coisa em transmissões.

De repente, a gente está indo atrás de um lugar ou uma pessoa, sabe-se lá porquê. Seguimos elementos,

nunca antes mencionados, e participamos de batalhas que a gente nem sabe o motivo. Personagens que deviam retornar nunca mais aparecem, regras criadas pelo universo são quebradas, e há uma grande confusão do que realmente acontece ao decorrer de 12 capítulos. Não é algo confuso ou complexo demais de entender. Apenas algo que parece faltar grandes lacunas pra preencher o vazio entre missões. Existem personagens legais em Crimson Desert, e existem sidequests interessantes.

Só que tudo isso parece mal aproveitado, sabe? Especialmente quando a gente para pra fazer algo no caminho,

é muito, tudo é muito desconectado. Realmente a história é, de longe, o que mais deixa a desejar. Se você só joga pra uma boa trama, olha, passa longe. Ela não é ruim, não é ofensiva, mas é quase um nada. Em contrapartida, em termos de gameplay, tem muito que brilhar.

E chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro. Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto. É viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026. Se eu contar a quantidade de vezes que eu marquei um objetivo no mapa e me deparei com horas e horas de outras atividades, eu acho que alguém faria uma intervenção por mim. Pode parecer algo protocolar de um mundo aberto,

Mas não se engane. Pelo menos pra mim, eu não vi algo desse nível de qualidade desde Red Dead 2 e Zelda Breath of the Wild. O mundo de Pyro é grande, mas honestamente, talvez haja outros mundos abertos maiores. O que assusta é a densidade, porque em todo lugar tem alguma coisa pra fazer. Um NPC chamando sua atenção, um ponto de fast travel, um baú de tesouro, pontos de minério, cavalos selvagens pra domar, animais pra documentar, puzzles e muito mais. Mas isso são as atividades, a exploração é mais do que isso.

É achar um circo itinerante, com direito a brinquedos interativos e quests que eu nem imaginei que poderiam encontrar. É ir aos confins do mundo e achar atividades estranhas que eu nem sei como e quando terei como explorar. É encontrar uma vila bizarra com moradores estranhamente felizes com suas máscaras. É ver o vasto horizonte e encontrar uma torre suspeita que pode guardar um segredo. É achar um acampamento de bandidos, que entre o loot tinha um mapa de tesouro mostrando alguma cachoeira misteriosa do mapa. Ou que tal explorar o abismo, as ilhas do céu?

De repente, sequências de puzzles complexas são introduzidas pra quebrar a cabeça e nos dar recompensas muito legais. E quando eu tava minerando e um passarinho pousou no meu ombro com uma carta pra uma quest? Ou que tal quando eu liberei um acampamento inimigo na pedreira e operei um guindaste, revelando uma passagem secreta com um item muito importante? Ou quando eu me aventurei nas terras de Pedreludita e encontrei uma cidade que eu posso pesquisar uma árvore de tecnologia própria? Esses encontros e surpresas de Crimson Desert me encantaram rápido.

horas, e mesmo agora com 120 horas depois, continuam a me surpreender constantemente. Crimson Desert é realmente massivo, mas não comete o pecado capital de sobrecarregar o jogador. Eu realmente senti uma vibe de Zelda realista, mas com a cadência e a complexidade de algo mais próximo da Rockstar. Crimson Desert não é um RPG, ele é um jogo de aventura em mundo aberto e não tem progressão por níveis, então nada de ficar ganhando experiência por aí.

Sério, é tão Zelda que Crimson Desert tem até uma espécie de Ultra Hand, chamada de Força Action, que você

pegar objetos específicos de puzzle pra montar e ela é usada até em combate. Te garanto que mesmo depois de tanto tempo eu não paro de encontrar novos tipos de inimigos, chefões secundários, criaturas estranhas e muitos segredos pelo mapa. Há muito, muito o que fazer. É difícil até listar tudo o que a gente pode fazer durante as aventuras de Crimson Desert. A lista é tão extensa que talvez seria mais fácil falar até o que não dá pra fazer. Mas vamos lá.

é o mínimo de se esperar, mas elas variam bastante em objetivos e também em qualidade. Muitas das missões secundárias são divertidas e trazem um pouco da historinha, mas a parte realmente legal é enfrentar chefes diferentes, desbloquear novos recursos na jornada, equipamentos legais e muito mais. Pra dar uma noção, há 667 quests em Crimson Desert, e mesmo gastando bem mais de 30 horas dedicado, eu completei só 159 delas. Capturar bandidos pelo mapa, limpar acampamentos, resolver puzzles,

E nem encontrei as demais bruxas do mapa que dão recompensas poderosas. Não progredi a quest das crianças da floresta, não explorei grande parte do norte do mapa e por aí vai. E pode ter certeza que cada cantinho de Pywell tem NPCs misteriosos com novidades pra você. E mais, progredir em missões liberam ainda mais delas na região. Sim, há muitas das famosas Fat Quests,

Crimson Desert, ou seja, mas como são rápidas e as recompensas são boas, eu não me incomodei. Além disso, a ida e vinda pelo mapa sempre trouxe novidades pra além da missão, além de avançar a progressão da área e que me garantia novos equipamentos e melhorias pro meu acampamento. Acampamento esse que eu nem citei até agora, Crimson Desert tem um sistema de gerenciamento de base e mercenários, possibilitando enviá-los em missões pra você, como construir edifícios, fazendas, pastos ou até limpar aqueles acampamentos adversários. É algo bem opcional, tá? Mas eu acabei gostando de gastar um tempo pra coletar

Aliás, quase tudo é opcional. Quase tudo é bem aberto pra hora que você quiser. De certa forma, você faz o seu ritmo e sua progressão em Crimson Desert. Quer jogar poker em Crimson Desert? Só vai. Inclusive, você pode pegar trapaceiros no pulo, tá? Joga em pó com crianças? Vai se divertir. Que tal roubar cabras e carroças pra contrabandear no mercado negro? Manda ver. Resolver enigmas super elaborados do mundo aberto? Se joga.

Minerar, cortar madeira, caçar, pegar recursos? Fique à vontade. Missões de carroça, pescaria, cozinhar,

missões pra encontrar soluções no mapa, desafios de gameplay, treinar mascotes, diversos tipos de pesquisa? Pode ter certeza. E achar novas montarias, montar em dragões, pilotar mechas e mais? Sim. Sério, eu achei que eu fiz muito, mas parece que eu não vi quase nada do que o jogo tem. São exemplos, mas eu poderia oferecer mais de uma dezena aqui e eu não vou me estender. Há uma quantidade colossal de coisas pra fazer e atividades diversas que eu mal sei começar a falar.

Níveis realmente que se você testar, provavelmente vai conseguir. A física de madeiras que você quebrou é muito realista e elas vão ser levadas por barranco abaixo, ou até pela correnteza de um rio. E o Orniton Ringo que eu peguei e soltei no rio? Ele saiu nadando com uma animação somente pra água. Grande parte do cenário de Crimson Desert é destrutível durante as batalhas, causando dano nos inimigos ou até soltando partes, como colunas, que você pode pegar e usar nos embates. Há tantas coisas interativas que é difícil de elencar.

Anderson Desert podem conversar com você e às vezes até dar dicas do mundo? E que praticamente todas, sim, todas as casas podem ser abertas e exploradas? Vira e mexe encontramos receitas culinárias, livros e ainda mais pra aprimorar a jornada. E se tiver uma porta trancada, você pode usar uma chave, escalar pela lateral e abrir a janela ou algo do tipo. Contudo, fico alerta porque pode ser um ponto divisivo pra alguns. Embora a planta do que a gente pode esperar é algo mais próximo de um Zelda realista, a cadência, como eu disse, tá mais próxima

da Rockstar. Você vai roubar um carneiro pra vender? Beleza. Mas você vai ter que levar um longo caminho a cavalo. Vai escalar uma montanha? As animações são realistas e cadenciadas, não é um Assassin's Creed. Vai empurrar pedras de um puzzle? Vai ter que empurrá-las na velocidade do jogo, que é bem pesado em física, uma movimentação bem carregada. Tudo é lento, tudo é demorado, tudo é realista, entre aspas. E isso pode afastar certos perfis.

Não é algo tão complexo e demorado quanto um Kingdom Come Deliverance, por exemplo. Mas tá muito mais perto

disso do que da simplicidade elegante de um Zelda. Não espere um The Witcher 3. Não espere um Assassin's Creed. Ele é algo único e experimental. Com mais de 60 horas de jogatina, Crimson Desert ainda me apresentava sistemas inteiros. Para realizar algumas coisas simples, você vai fazer tarefas maiores. Por exemplo, aprender a construir escudos, arcos e mais, requer que você ache livros e leia, segurando o LB ou L1 pra aprender alguma coisa.

Pra bem e pra mal, essa característica é uma espada de dois gumes. Eu, particularmente, me acostumei rápido e amei.

algo a se ponderar. Crimson Desert até tem alguns tutoriais, mas eles são muito básicos e muita coisa não é intuitiva. Não é o tipo de jogo que segura na mão do jogador e muitas vezes vamos nos deparar com novidades que não sabemos o que fazer, necessitando criatividade e tentativa e erro. Para algumas coisas bem complexas, isso pode ser sim uma dor de cabeça. Sendo franco, isso me incomodou por muitas vezes no começo, mas acho que é um tipo diferente de progresso do que a gente está habituado.

Com cerca de 30 horas, mais ou menos, eu havia me contextualizado, estava imerso na experiência e mais de 90%

das minhas picuinhas que eu vi no começo sumiram, mas sei que pra alguns isso não vai desaparecer. A mecânica de segurar o lampião e ver brilhos no mapa, que são um fast travel, por exemplo, poderia ser explicada. A possibilidade de ultrapassar entradas travadas por vinhas e precisam ser queimadas, por exemplo, é explicada apenas com flechas de fogo, mas não com a mecânica de coletar luz na espada. Enfim, faltou tutorial aqui.

Muita coisa que eu aprendi e dominei em Crimson Desert foi de curiosidade e principalmente pelo senso de comunidade, se é que eu posso dizer assim,

a Zelda, é esperado que haja uma troca social de figurinhas. Por ser muitas vezes um sandbox, os jogadores devem compartilhar diferentes descobertas, o que é muito legal, porém negável que, pelo menos em algumas coisas, Crimson Desert deveria ser mais claro. Em alguns sistemas, a Pearl Abyss poderia mostrar com mais clareza pra nos ensinar toda a complexidade do que é possível aqui. Se a exploração e as atividades de Crimson Desert são complexas e densas, o combate vai depender do quanto você se dedicar. Se você quiser fazer o arroz com feijão, ataques leves, pesados e

Socos fazem parte do seu arsenal, assim como uma variedade de armas diferentes, como espada, escudo, espada de duas mãos, lanças, machados e muito mais, cada uma delas com golpes especiais e um moveset diferente. Contudo, o sistema de luta pode ser bem mais complexo do que isso e se aproximar bastante do que vemos, por exemplo, num jogo de luta. Parries, contagem de frames entre golpes e animações, instâncias diferentes, mais de 5 agarrões distintos, esquivas perfeitas, ataques precisos logo antes de um golpe adversário e por aí vai.

poderosos que, por exemplo, eu sequer vi durante a minha campanha. Como eu fui quem zerar e não fiz uma rota convencional, eu tô vendo muitas novidades somente agora. E quanto mais eu fuço mais tem, o grande brilho na evolução das armas de Crimson Desert tá nos encaixes de joias do abismo, que dão atributos adicionais e habilidades novas. E isso é uma seara inteiramente densa e cheia de coisas pra fuçar. E uma coisa curiosa, não se engane, o Crimson Desert tem um combate acessível e fácil de entender, mas batalhas contra dezenas de inimigos, e especialmente os chefões, são bem difíceis.

Bem difíceis? Mesmo. Alguns chefões me deram trabalho de horas pra concluir. Eu achei muito legal essa surpresa e esperava algo mais simplificado, mas investir pontos de habilidade, builds e entender padrões de ataque fazem muita diferença. Achou que acaba aí? Não, não. Tudo é recheado por aqui. Há outros dois personagens jogáveis, cada um com sua árvore de habilidades, jogabilidade e que pode até ser invocado em batalhas, e skills que só podem ser aprendidas na prática, entre aspas. Diversos inimigos vão realizar golpes especiais durante os combates,

você veja isso acontecendo por duas ou três vezes, vai aprender naturalmente. Até a força Axiom para puzzles, que é o Ultra Hand lá do Zelda, pode ser usada como se fosse o braço do Nero lá do Devil May Cry pra puxar inimigos ou ir até eles. Quer mais? O L3 é sua mão esquerda pra combos e o R3 é sua mão direita que dá palmadas e adiciona aos combos. Quanto mais você se dedicar, mais ele entrega. Galera, cada experiência é individual e nem tudo é replicável. Então entendo o que vier a seguir com algo muito, muito relativo.

Tive sorte em Crimson Desert e realmente vi poucos bugs. Se eu tivesse que chutar um número aqui em 120 horas de jogo, eu diria que se eu vi uns 20, talvez 30, muito arredondado pra cima, foi muito. Porém, eu vi outras pessoas com alguns problemas de progressão e eu mesmo tive alguns poucos que me empacaram em atividades paralelas. Mas nada que recarregar o save ou um fast travel pra recarregar a área não resolvesse. Não me entenda mal.

Deveria ser um total de zero bugs. Mas os que eu tive foram muito tranquilos e os poucos mais severos, assim,

de resolver. Alguns outros envolveram animações errásticas em raros casos, problemas de sincronia labial, cabelo desaparecendo, vozes diferentes no mesmo personagem, coisas do tipo. Contudo, eu também vi pessoas com bugs de progressão na campanha principal, coisa que eu não tive, e possíveis travas de progressão em certas quests. Outro bug que eu tive, esse mais severo e que prometeram arrumar, foi minha árvore de habilidades.

Além de fazer respec, ou seja, resetar minhas habilidades ocasionarem em crashes no jogo, agora há duas

skills que eu não consigo aprender. Elas não são significativas, mas ainda assim tá me incomodando. A equipe prometeu consertar muito disso no patch de lançamento e talvez você nem encontre problemas. Ou talvez encontre mais. Eu realmente não sei e não coloco a mão no fogo. E mais uma vez reforço, não vi Crimson Desert rodando nos consoles e eu não sei como tá a experiência por lá. Se você não percebeu, eu realmente gostei de Crimson Desert. Muito, mas muito mesmo. E mesmo com problemas que eu vou relatar aqui,

Saiba que minha experiência continua espetacular, mas é negável que a equipe precisa parar arestas e não tô falando de bugs. Alguns sistemas realmente precisam de ajustes manuais. Lembra que eu falei de pontos super legais de ver no mapa aí atrás? Você precisa tentar adivinhar no seu mapa pra onde precisa ir, porque não tem um tipo de binóculo do Zelda pra você ver e marcar. Ter um sistema de GPS também não seria ruim, pra te guiar nas estradas, algo que tá em falta. Eu gostaria de ver Crimson Desert adicionando um rastreador de itens pra craft.

às vezes eu precisava de uma borboleta específica, e assim, 10 horas depois, eu não lembro qual que é. O que me leva a outro ponto. Não basta só guardar tudo no inventário? Não. O inventário é um grande ponto de atenção pra mim. Ele é limitado, e você precisa realizar quests pra aumentá-lo. Porém, vira e mexe, ele é um impeditivo pra coletar mais coisas, e não tem um baú pra guardar os equipamentos. Esse espaço limitado acabou sendo contornado, mas mesmo no fim ainda me incomodou. E detalhe, o inventário é compartilhado com os personagens secundários,

Os equipamentos e armaduras continuam lá. Alguns itens-chave de Crimson Desert também não desaparecem. Será que eu posso descartar? Será que as receitas podem ser vendidas? Isso entra, novamente, na parte que falta alguns tutoriais. E, além disso, muito disso aí seria resolvido com um simples baú. A equipe prometeu trazer algo do tipo no futuro, mas não na estreia. Outros pequenos problemas envolvem algumas ações só serem possíveis de realizadas se você estiver posicionado no lugar certinho e no ângulo certo. O que me incomoda.

Ela não é ruim, mas claramente tá numa versão diferente do jogo. Em alguns momentos, os jubas cinzentas são chamados de juba pratas. Pelinhovo, certo? O problema é que algumas quests, como você vai ver aqui, trazem objetivos vagos em PTBR, mas não em inglês. Por fim, alguns sistemas de puzzles também precisam ser aprimorados. Sabe lá em Zelda, quando uma esfera cai no abismo e ressurge logo na sua frente pra você continuar? Em Crimson Desert, caso algum elemento importante caia no abismo, ele só desaparece.

ruim, e não dá pra esperar que o jogador saiba que ele precisa recarregar um save pra algo tão simples, ou até fazer um fast travel pra mesma região. Outro ponto é que certos puzzles requerem precisão milimétrica. Você solucionou, mas não na precisão perfeita. Aí, nada acontece. São ajustes fáceis e que melhorariam muito a experiência. Olha, a Pearl Abyss realmente foi uma artesã de sua arte com Crimson Desert. Em terra de Unreal 5, quem tem motor gráfico próprio é rei. A Black Space Engine não é só majestosa em visuais,

como também entrega uma aula de otimização. A direção de Crimson Desert é fantástica e entrega a escala e o realismo idealizados pela equipe. Eu já vou entrar na direção de arte, mas primeiro sobre otimização. Com tudo no Ultra, Ray Tracing 1440p numa GeForce RTX 5090, atingi média de 110 a 120 FPS. Parece algo normal com uma placa tão forte, certo? Bom, tem um detalhe que eu não mencionei. Isso aí sem usar o DLSS ou qualquer outro upscaler. Que por sinal estão aqui, tá?

4.5L você escolhe, FSR também dá as caras. Aí a performance salta. Usando o frame G em vezes 2, eu passei facilmente dos 200 FPS. Os maiores pontos de estresse envolvem dezenas de NPCs na tela, o que não é normal, e que fez a performance cair pra entre 70 e 80 FPS sem DLSS. Pois é. Crimson Desert é um deleite aos olhos. É quase mágica como algo tão grandioso, mas que ainda traz detalhes no micro, consegue rodar tão bem, parecer tão bom e entregar

Efeitos climáticos, folhagem extremamente densa e até sombras renderizadas muito ao longe. O Ray Tracing também faz um trabalho fantástico aqui. O mundo se transforma à noite no jogo. Ele muda de tom. Noites claras ainda trazem desafios, mas chuvas torrenciais noturnas criam um verdadeiro breu. Todos os interiores são minuciosamente detalhados. Tudo tem efeito de física realista. Tudo é interativo. Toda folhagem se mexe com o vento ou com o personagem.

sombras, todos os objetivos ficam no cenário. A física da água e renderização de corpos d'água é de outro nível, tudo isso rodando bem. Então não há problemas? Bom, o jogo exibe alguns bugs visuais aqui e ali, vindo das técnicas que utiliza, incluindo o denoiser de ray tracing, mesmo com o ray reconstruction da NVIDIA. E além disso, ainda tem muito pop-in de elementos meio agressivo próximo da câmera, então pode esperar pra ver coisas brotando perto de você em altas velocidades. Mas no geral, Crimson Desert é uma maravilha técnica em audiovisual.

Agora é igualmente fantástica e acompanha perfeitamente o senso de aventura, escala e proporções épicas. Esse jogo vai servir de aula pro que vier pela frente. Olha, eu não tava esperando nada de Crimson Desert. O jogo tava no meu radar de curiosidade, assim como outros que eu não sabia o que esperar. A reação não é de hype exagerado ou de uma expectativa forçada, é de genuína surpresa. Eu, que sou o defensor de que nem todo jogo precisa ser mundo aberto e ter mais de 100 horas, me peguei completamente viciado.

vou ter feito 100% do que o jogo tem a oferecer. O mais legal é que mesmo nesse ponto, eu ainda continuo a receber surpresas e conteúdo muito legal. Eu acabei de descobrir que existem leões e alguns animais lendários que possivelmente podem virar montaria, e obviamente que eu vou atrás disso. Há muitos anos, um mundo aberto não me conquistava tanto como Crimson Desert fez. O refinamento, a atenção aos detalhes, o senso de aventura e descoberta, o mapa recheado de conteúdo sem exaurir o jogador, o combate refinadíssimo e puzzles elaborados sequestraram

É tanta coisa que até organizar esse roteiro foi desafiador. Entretanto, essa é a primeira tentativa da Pearl Lobby de fazer um AAA single player, e tem arestas pra parar. Sim, eu sei que eu falei que a história é bem fraca, mas acreditem em mim, se o gameplay tivesse 100% afiado e redondo em absolutamente tudo, esse jogo teria ganhado uma nota 10 minha. Dito isso, tem alguns problemas pra resolver. Grande parte deles é pequeno, ajustes menores, algumas traduções, correções pontuais e mecânicas e alguns bugs, ou muitos, não sei se outras pessoas tiveram mais do que eu.

Não me surpreenderia se em algumas semanas, ou até nos próximos meses, se muito, ele esteja muito redondo. Mas, nesse momento, não vou colocar fichas do insert. De qualquer forma, Crimson Desert é um jogaço. Mais do que isso. Talvez a experiência mais nova geração com folga do que eu vi nos últimos seis anos. Ambicioso, profundo, denso e complexo. Mas não é pra todo mundo, e nem todos vão apreciar o ritmo cadenciado e a estrutura muitas vezes de sandbox e liberdade total.

eles foram dissolvidos ou acostumados com o tempo, além de serem pequenos ajustes fáceis de resolver. Eu sou uma pessoa que gameplay vem sempre em primeiro lugar, e a história fraca pode ser compensada, mas não mecânicas ruins. Se você ama jogos de mundo aberto e realizar tudo o que pode fazer no mapa, se perder entre objetivos, se deleitar entre surpresas espalhadas por aí, há um potencial gote sem disputa. Bom, caso GTA 6 não concorra, não é mesmo?

Mas vamos ver, porque eu acredito que a recepção vai ser mista. Nesse momento, nada disso importa pra mim, eu só quero ligar o jogo de novo,

e explorar os mais de 70% de coisas que eu não fiz. Esse foi o nosso review de Crimson Desert. Se você gostou, deixa o like, se inscreve no canal, compartilha com os amigos, comenta aqui, e eu vou ficando por aqui. Eu sou o William Munhoz, boa jogatina a todos, e até a próxima.

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