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HC #35 - A liderança sacrificial do homem — Série o homem da casa #03

07 de maio de 202642min
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Terceiro sermão da série de sermões "O homem da casa". Uma série com temas importantíssimos aos homens que querem ser tementes a Deus, resistir à cultura anticristã e ter um refúgio seguro em suas casas.Não perca nenhum deles. Está brutal!🤝 Ajude na missão aqui na Sōma, contribua pelo pix:🔗 pix.pastormaicon@gmail.com

Participantes neste episódio1
P

Pastor Maicon

HostPastor
Assuntos6
  • Responsabilidade MasculinaResponsabilidade da liderança masculina · Liderança de si mesmo · Liderança amorosa · Amor como Cristo amou a igreja · Amor como sentimento vs. prática · Entrega sacrificial
  • Crise da MasculinidadeErro do direito sobre o dever · Sacrifício teórico · Falta de atitude e proatividade
  • Liderança e autoliderançaSacrifício das preferências · Santificação pelo exemplo · Assumir responsabilidade radical
  • Propósito e Chamado DivinoPrestação de contas futura · Avaliação divina da liderança
  • Relacionamentos e CasamentoLavagem dos pés como ilustração · Pedir perdão
  • O Papel da Mulher na Sociedade e na FamíliaIniciativa espiritual feminina · Estresse feminino
Transcrição92 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Boa noite, senhores. Toma teu assento aí. Pega a Bíblia na mão já. Todos bem? Todos estão bem? Amém? Coisa boa. Coisa boa. Quero dizer que é muito bom estar com vocês. Semana passada, não. Na anterior.

Na última reunião eu não pude, não estava muito legal. E o Dani pregou aqui. Imagino que estava bom, ninguém reclamou. Geralmente quando está ruim alguém fala. Então eu imagino que estava bom, estava muito bom. Dani é uma bênção. Obrigado, Dani, por ter substituído de última hora. Inclusive até já avisei ele de agora para frente até meu filho nascer. Guarda um sermão no bolso aí.

Tanto para os homens quanto no culto. Vamos ver como é que vai ser. Cara, se nascer ali de segunda à quinta, tranquilo, vem no culto aí, prego. Agora, vai que seja um sábado de madrugada. Teve uma vez na Vintage, foi quando a Bebel nasceu, a filha do Jack, a primeira. Estou eu dormindo, aquele sono de beleza. Do nada o Jack, oh my God.

Tem um sermão pronto aí? Como assim? Não, tem um sermão pronto ou não? Cara, não. Não, eu é que estou indo para o hospital levando a Thalita, minha filha vai nascer, e era no sábado de madrugada. Não volto a tempo. Bom, já vou precaver, vamos avisar, prepara, deixa um no bolso aí, vamos ver como é que vai ser.

Então, caras, nós estamos numa série, o homem da casa, e a gente está tratando alguns temas que são, na verdade, alguns a gente já visitou algumas vezes, algumas vezes a gente já falou rapidamente sobre alguma dessas coisas que estamos vendo e veremos. E hoje nós estamos no terceiro sermão, nós vimos no primeiro sermão que não tem para onde fugir, lembram? Deus estabeleceu, quando criou as coisas, Deus estabeleceu o quê?

A responsabilidade da liderança é do homem. Ou seja, não tem para onde escapar. Tu pode liderar mal, tu pode dar mal exemplo, tu pode fazer muita coisa, mas tu não tem a opção de não liderar. Essa responsabilidade é tua e Deus vai te cobrar por isso. E quando eu falo liderar, de novo, só relembrando, não é tu liderar uma casa, uma família, não, começa tu liderando ti mesmo.

O homem primeiro tem que liderar a si, você tem que dominar a si mesmo. Quando Deus estabelece o jardim, Deus coloca o homem no jardim e Deus diz que ele deveria dominar sobre o jardim, óbvio que aquele dominar o jardim, dominar a criação envolve ele mesmo, porque ele faz parte da criação. É meio que lógico isso, né? Só que é uma coisa tão óbvia que precisa ser repetida. Então, você quer liderar bem, você tem que começar liderando a si mesmo.

E a gente viu que isso não é opcional. Na outra vez, no segundo sermão da série, nós falamos sobre a liderança amorosa. Nós lemos Efésios 5, 28. Lembram? Estão lembrados disso ou não? Que o homem deve liderar a sua casa, amar a sua esposa como o quê? Não. A si mesmo. Como ama o seu próprio corpo. Efésios 5, 28. Hoje nós vamos ver esse texto aí, Efésios 5, 25. Mas nós vimos da outra vez.

que a Bíblia estabelece alguns padrões. Então, você não é chamado a uma responsabilidade e Deus te larga assim, te vira. Não. Deus define como deve ser. Deus demonstra como deve ser. E nós vimos que o padrão inicial para o homem amar a sua família é amar o próprio corpo.

Cara, se tu não lidera bem tua casa, se tu não ama bem a tua esposa, provavelmente tu não tem domínio, tu não tem amor por ti, pelo teu corpo, pela tua saúde. Então, tem coisas que nós temos que aprender a fazer. E hoje nós vamos para o texto talvez mais batido, que é da liderança do homem, do homem na casa, o amor, a relação do homem com a mulher, que é Efésios 5.25. Então, abre aí, Efésios 5.25, e não é porque tu sabe decor que a gente não precisa ler.

Um lembrete. Nós falamos também que, inicialmente, o segundo maior mandamento é amar o próximo como a si mesmo. Lembram? Quem é o próximo mais próximo? É a tua mulher, cara. É quem está na casa contigo. Teus filhos. Em primeiro lugar, tua esposa, que é uma carne contigo. Teus filhos. E aí a coisa vai se expandindo. Mas, inicialmente, a tua mulher é o próximo mais próximo que tu tem na tua vida.

Ou seja, se tu quer cumprir o segundo mandamento e tu é chamado para isso, então tu tem que amá-la como tu ama a ti mesmo. Efésios 5, 28, ele é somente um reflexo disso. Vamos lá, Efésios 5, 25? Acharam aí? Acharam ou não? Ah, coisa boa. Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa.

como também Cristo amou a igreja. Como também é um parâmetro, é um padrão. Deus está estabelecendo, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, está estabelecendo um padrão aqui. O padrão é o quê? Cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela. Ou seja, a gente está vendo aqui uma expansão do segundo maior mandamento.

que é amar o próximo como a si mesmo, é tu amar a pessoa que está na tua frente. É a pessoa a quem tu fez os teus votos. É a pessoa que divide a vida contigo. Tu tem que amar ela de um jeito específico, de um jeito pré-determinado, que é como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou. Ou seja...

Tu tá sendo chamado a amar até a última consequência. Isso aqui parece uma frasezinha de encontro de casais, né? Com flores nas mesmas. Tu é chamado a amar até a última consequência. Nossa, o cara já bota a mão no peito. Cara, isso aqui é fato. O que é até a última consequência? É a morte. Jesus foi até a morte ou não? Esse é o padrão. Tu é chamado a isso. Tem um autor que eu gosto demais. É o autor das disciplinas do homem cristão.

Ele diz assim, que o homem quando casa, ele é chamado à morte. Ele está explicando o casamento e dizendo que tu tem que amar tua esposa como Cristo amou a igreja, então quando tu casa, tu é chamado à morte. Ou seja, nós temos aqui dois exemplos. Tu tem que amar como teu próprio corpo e tu tem que amar como Cristo amou. Então, esse é o padrão para o homem. Ok? Amém? Então vamos lá.

O padrão, e esse aqui é o único ponto do sermão, é amar como Cristo. Esse aqui é o único ponto, só tem um. Tu tem que amar na tua casa como Cristo. É o único ponto do sermão e tu tem que gravar bem isso aqui. Por quê? Porque Paulo está explicando sobre esse amor cristão do marido pela esposa e ele vai colocar alguns pontos bem definidos. E para nós isso é muito importante hoje, porque a nossa época é marcada por um amor falso, um amor fake.

Então, tu olha um filme, tu vai ver uma série, o amor é o quê? É um sentimento. Ah, eu não amo mais ele, eu não amo mais ela, o amor acabou. Como assim o amor acabou? O amor não é um sentimento, tu entendeu errado. A cultura pregou um sermão pra ti e tu acreditou, tu aceitou. Na hora do apelo, tu foi lá na frente e aceitou esse sermão.

E tu te converteu a essa mentira. A mentira de que o amor é um sentimento. É uma palpitação que tu tem no teu coraçãozinho. E enquanto tu tem essa palpitação, tu olha pra essa mulher e tu sente algo por ela, tu ama. Quando aquilo ali esfria, tu não ama mais. Então, foi bom enquanto durou. Afinal de contas, não existe mais amor. Mentira. Mentira do diabo. Paulo tá estabelecendo isso aqui. Se tu reparou, tu vai ver que ele tá falando sobre algo que é prático.

O amor envolve sentimento. Não é agora que... Não, veja bem, eu sou um cara que não sou sentimental. Não, cara, como assim? Vai ler um jogo do Grêmio pra ver se não é sentimental. Cara, é muito sentimental. Nós fomos alguns domingos atrás ver o Grêmio e Remo, né? Era o Remo. Na volta eu tive que chegar confessando o pecado pra minha esposa e as minhas filhas. Eu reuni minha família e disse... Gente, olha só, eu tenho que confessar um pecado. Eu falei muito palavrão no jogo.

Eu chamei a juíza... Era uma juíza. Cara, juíza. Os direitos iguais estão matando o mundo. Enfim. Eu chamei a juíza de... De a minha filha... Cruzes, papai. O que tu fez? Deu a minha filha que tu não estava lá. Tu não viu o que aconteceu. Foi justificado, entendeu? Chamar ela daquilo que eu te amei na hora. Então, cara, não tem como tu olhar uma partida de futebol e tu ficar inerte.

Se para uma bosta de uma partida de futebol o cara se emociona, vem a flora aquele sentimento, quanto mais dá em casa. Então o amor envolve esse sentimento sim, ok? Tu tem que demonstrar afeto em casa. Tu tem que prover carinho, afeto na tua casa. Mas...

Não para por aí. O amor bíblico, ele é um amor prático. Esse amor que tu tem, que envolve os teus afetos, ele vai refletir nas tuas atitudes. Paulo está estabelecendo isso aqui. Ele vai tirar o foco do sentimento, sabe? Daquela coisinha romântica. E ele coloca, basicamente, na entrega. O termômetro, para tu saber se tu realmente ama e o quanto tu ama, é o tanto que tu entrega...

para a tua esposa. E aqui, entrega é justamente entrega. Eu estou mencionando tudo. É afeição, é libido, é a liderança, é o pastoreio na casa. É o quanto tu entrega do teu telefone com senha. Pode mexer, meu amor. Não tem problema nenhum. Não tem nada escondido aqui.

Pode pegar meu telefone. Pega aqui, abre ele, olha, tranquilo. O quanto tu entrega para tua esposa? Esse é o termômetro para tu saber o quanto tu ama a tua esposa. Porque, afinal de contas, Jesus entregou a si mesmo. Não teve medida, não teve limitação, não teve nada que delimitasse a entrega dele. Ele entregou tudo o que tinha a si mesmo. Essa é a medida que Paulo está dando para o marido.

Só que a gente vive numa época em que isso aqui tem sido negligenciado pra caramba. Pra caramba. Esse amor, essa entrega, essa liderança na casa, uma liderança sacrificial, que é uma liderança que se entrega até a morte, ela tem sido negligenciada por quê? Porque muitas vezes costuma parecer uma liderança quando, na verdade, é um egoísmo.

É um egoísmo disfarçado de liderança. Presta atenção. É um egoísmo disfarçado, camuflado de liderança. O que a gente vê hoje em dia, e aqui eu selecionei três formas em que isso acontece, três erros que geralmente a gente... Cara, eu vejo demais isso aqui. Não sei se você sabe, nem todos, alguns estão visitando, mas eu trabalho com aconselhamento.

Eu trabalho com aconselhamento, eu atendo pessoas, eu atendo casais, atendo famílias. E isso aqui eu vejo direto. Direto. Então, vamos lá. Primeiro, o erro do direito sobre o dever. O que é isso aqui? E hoje a nossa época de homens, Enzo, está marcada por isso aqui. São caras que querem muitos direitos e esquecem dos seus deveres.

Cara, tu quer, tu quer ter o teu tempo, tu quer ter o teu momento de videogame, o teu momento de sei lá o quê, tu quer ter o teu lazer, tu quer, enfim, e tu esquece os deveres que tem na casa. Os homens hoje estão marcados por uma exigência de direitos quando esquecem de entregar os deveres que são sua responsabilidade. E lembra, eu falei sobre a entrega.

Tu é chamado a entregar tudo, inclusive a ti mesmo. Isso envolve tu se entregar. O direito, o homem quer ser respeitado, quer ter os seus direitos respeitados. No entanto, esquece o dever de morrer pelas suas esposas. O dever, melhor dizendo, o dever de morrer por aquela que é uma só carne consigo.

E isso aqui é um dever. Não é uma opção. Paulo, quando está falando do Efésio 5.25, quando ele escreveu, ele não botou uma nota de rodapé. Se tu quiser, sabe? É conforme a tua disponibilidade. Se tu estiver bem naquele dia, contigo mesmo. Não, cara, não é nada disso. É um dever. Tu é chamado para isso aqui. Na tua casa, tu é chamado a morrer. Jesus, ele não exigiu, veja bem. Ele não exigiu.

os direitos, a submissão da igreja, para que ele pudesse, aí sim, morrer. Por que que na casa tu quer ser, primeiro, respeitado, obedecido? Tu quer ter os teus direitos, os teus privilégios, para daí tu cumprir com o teu papel na casa? Por quê? Por que que hoje a gente é marcado por essa característica?

Alguns de vocês têm que tirar um tempo para pensar nisso. Quantas vezes você chega em casa e você se acha no direito de simplesmente sentar sua bunda no sofá e dizer, acabei de chegar do trabalho. Dá um tempo para mim. Ou você não fala, mas você pensa. Ou você não pensa, mas você age de acordo com esse pensamento. Alguns de vocês precisam de um segundo para pensar nisso.

A nossa época é marcada por uma inversão disso aqui. Jesus não exigiu submissão para daí então ele morrer. Ele primeiro morreu. Ele primeiro fez o que ele se propôs a fazer. O que ele se dispôs a fazer. Depois, com a noiva conquistada, ele diz, seja submissa. Amém? Segundo lugar, o segundo erro.

que eu vejo muito, é um sacrifício teórico. É um sacrifício meramente teórico, só nas ideias, só conceitual. É quando o homem fala que morre pela esposa. Ele diz, cara, eu morro pela minha mulher. Ou para a mulher diz, eu morro por ti. Mas é só um eu morro verbalizado, só isso, não passa disso. O cara até cogita morrer pela mulher, ele considera...

num assalto, num sequestro, em alguma situação crítica e absurdamente exagerada. Coisa que dificilmente vai acontecer. As probabilidades disso acontecer são bem menores.

Mas você fala isso, nós falamos isso. Ou seja, nessas situações raras, num incêndio, você vai, você entra na sua casa para resgatar a sua família, você morre pela sua esposa. É tudo muito bonito na teoria. Mas na prática, como é que funciona? Porque, afinal de contas...

quando Jesus vem e ele morre pela igreja, antes de morrer, e nós falamos isso no credo, nós confessamos, ele padeceu sob Pôncio Pilatos. É ou não é o que nós confessamos? É ou não é? Tá, e quando envolve sofrimento, quando envolve tu ralar mesmo pela tua casa, pela tua esposa, por que tu acha ruim? Por que tu murmura, tu reclama? Ou então...

Talvez você não fala, porque você não quer discutir. Mas você pensa, aqui dentro está cheio de amargura. Você fala que morre, mas você não morre quando envolve você levantar da cama, você abrir mão do seu sono, porque o bebê está chorando. Nessa hora, você não morre pela sua esposa. Você não morre pela sua esposa quando ela já está deitada, e você vai deitar e ela vai te dizer assim, você pode pegar um pouco de água para mim?

E mulher tem o costume de fazer isso. Nessa hora, você não morre pela sua esposa. Você não morre pela sua esposa quando você está com um pouco de tempo livre e ela quer fazer alguma coisa e você só quer ficar sentado no sofá olhando futebol. Nessa hora, não dá para morrer pela sua esposa.

Com o controle na mão, tu não morre pela tua esposa. Mas a gente fala, eu morro pela minha esposa. Eu fui chamado a morrer, eu me jogo na frente de um tiro por ela. Cara, num incêndio eu entro, eu invado a minha casa pegando fogo pra tirar minha esposa de lá. Cara, raramente isso vai acontecer. Vamos jogar limpo, vamos falar real. Dificilmente isso vai acontecer. Mas e no dia a dia?

E veja bem, pode ser que seja verdade. Eu acredito. Porque é próprio do homem fazer isso. Se tu não fizer, tu tem um problema maior ainda. Mas é próprio do homem. Cara, tu tá vendo alguém em risco, tu tá vendo tua família, tá acontecendo alguma coisa, tu vai entrar no incêndio. Tu vai te jogar na frente de uma facada pela tua mulher. Ok. Mas eu estou indo além, eu estou dizendo ir no dia a dia. E no dia a dia, como é que funciona?

Nas situações diárias, corriqueiras. E o terceiro erro, veja, eu estou mencionando erros muito comuns que eu vejo. O terceiro erro que eu percebo muito é falta de atitude, falta de proatividade, falta de liderança, pastoreio na casa, uma iniciativa espiritual. De quem foi a iniciativa da salvação?

De novo, de quem foi a iniciativa da salvação? De Deus, Jesus. Ele se dispôs a vir. Não havia uma igreja clamando, ora vem Senhor Jesus. Não havia nada disso. Tava todo mundo aqui, a passos largos pro inferno, sabe? Tipo aquelas historinhas infantis. Pela estrada fora eu vou... E tu tava cantando e indo pro inferno. Vamos jogar lá no fogo. Era assim que tava tua vida, cara. Tu tava indo pro inferno.

Eu estava indo para o inferno. Graças ao Senhor Jesus, que resolveu sair da eternidade, abrir mão dos privilégios de divindade e vir padecer e morrer por nós. Iniciativa dele. Agora, tu é chamado a agir como ele. Não foi o que nós vimos em Efésios 5.25? Sim ou não? Por que não tem iniciativa na casa? O que falta acontecer?

Falta estar indo, de fato, para o precipício? Perdendo teu casamento, tua família? Para daí tu tomar uma iniciativa? O que falta para ti? Falta a tua esposa dizer para ti, eu não aguento mais. É isso que falta? Falta tu estar afundado na pornografia? É isso? Tu está com a mão calejada de tanto bater punheta? É isso que falta?

E alguns estão... Nossa, cara, é isso. É homens casados que preferem transar com a própria mão do que com a esposa dentro de casa. Eu estou dizendo de fato os que estão acontecendo hoje em dia. E muito provavelmente eu estou falando de alguns de vocês. Cadê a liderança espiritual da casa?

Eu trouxe um tempo atrás, eu esqueci de anotar aqui. Nós somos marcados, hoje, a nossa época é marcada por uma iniciativa espiritual na casa das mulheres. Sabia disso? As mulheres são que compram mais livros...

Cristãos, livros, seja vida cristã, seja aconselhamento, seja maternidade, seja casamento, seja o que for. As mulheres são as que compram em maior número, as que leem mais. As mulheres são as que oram mais. As mulheres são as que mais vão ao culto. O que sobra para nós? O que sobra para os marmanjos que Deus disse assim, vou te dar uma esposa e tu lidera ela?

Só que faz assim, faz como o meu filho fez. Lidera, ama como Jesus amou a igreja. E assim mesmo se entregou por ela. E 26, versículo 26, pode ler aí. A liderança envolve tu liderar a tua casa pastoralmente. 26, abre aí. 5, 26.

Tu deve amar a tua esposa como Cristo tomou a igreja e se entregou por ela. 26. Para que, olha o propósito, para que a santa ficasse tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra. Quantas vezes tu abre a palavra na tua casa e tu lidera, tu pastoreia a tua casa? Hoje, a nossa época é marcada por uma falta de iniciativa. Muitos homens hoje são passivos espiritualmente.

Espera que a esposa tome iniciativa. Que ela faça a frente. Que ela tome iniciativa das orações. Que ela eduque os filhos de forma como Deus quer. Efésios 6, 4. Trate de criá-los. Não provoque seus filhos a ira, mas trate de criá-los na disciplina e a admoestação do Senhor. E tu simplesmente deixa para mulheres a iniciativa dela. É ela que tem que cuidar.

Afinal de contas, tu leva o dinheiro para casa. Tu só quer isso. Tu quer ganhar bem. E tu vai pagar para a tua esposa fazer todo o trabalho.

Veja, amar como Cristo amou significa que a liderança do homem não é um privilégio de comandar. Nossa, agora tu casou, tu tem a liderança da tua casa, ou tu é solteiro, tu lidera sozinho aquela bagaça ali. Isso não é um privilégio, é um dever, uma responsabilidade. Deus vai te cobrar por isso. Deus vai te cobrar por isso.

Deus vai te cobrar por isso. E o fato de eu estar mencionando isso, devia fazer tu tremer. Porque vai ter um dia em que Deus vai fazer como fez com Adão no jardim. Ele vai te chamar pelo nome e vai querer que tu preste contas da tua casa, da tua família. Cara, eu estremei só lembrar disso. Não é um privilégio de comando, é um privilégio de sacrifício. Entregar a si mesmo.

Olha só. Tem uma... Acho que tem uma ilustração aí, né? Tem um gráfico aí. O que tem no próximo? Estão as perguntas? Tá, pode voltar, então. Enfim. O que acontece, cara? Era para ter ali três... Três atitudes de quem vai...

liderar sacrificialmente. Então, anota no teu telefone aí. Eu quero que tu vá pra casa hoje pensando nisso e fazendo isso. Anota, anota. Eu tô falando sério. Eu quero que tu anote. Pega teu telefone, abre o Notas e coloca isso aí pra tu pôr em prática. Porque se tu ama tua casa, tu ama tua família, tu vai buscar isso aí. É pra nós. Em primeiro lugar.

A primeira atitude é o sacrifício das preferências. É de fato a morte do eu. Olha só. Quando Jesus está lá no jardim e ele está orando, o que ele pede para Deus? Antes de morrer, antes de ser preso, o que ele fala? Se possível? Oi? Se possível? Passe de mim esse cálice. Jesus preferia então ter ido para a cruz?

Pode falar, pode abrir o peito. Se tu tiver dúvida, me pegou, não sei. Agora não entendi. Jesus queria ter ido para a cruz? Se ele pudesse escolher. Ele queria ter recebido a ira do Senhor sobre si? Não, né? Ele fez o que ele preferia? Não. Ele fez o que precisava. Muitas vezes, presta atenção, muitas vezes,

Tu precisa abrir mão da tua preferência pela tua casa, pela tua esposa. Muitas vezes. Cara, veja, eu não estou dizendo que agora tu tem que ser um banana na tua casa. Agora tudo que a tua mulher quer, tu vai fazer. Agora tu vai... Sabe, o cara não tem mais vontade, ele é um zumbi na casa. A mulher pede o cartão, tá aqui. A mulher quer tal coisa, tá, faz. A mulher quer... Tudo que ela quer, ela faz. Não, não é isso.

Não é isso. Não é isso. Agora, naquilo que envolve santificação dela, naquilo que envolve benefício do casamento, naquilo que envolve crescimento da família, naquilo que envolve benefício espiritual, tu abre mão das tuas preferências. Tu abre mão daquilo que é uma preferência tua. Jesus não buscou aquilo que era agradável para ele. Ele fez o que era necessário para nós.

A igreja. Assim tu vai fazer o que é necessário pelo bem da tua casa, pelo bem da tua esposa. Tu precisa exercitar esse teu morrer diário, das tuas vontades menores, menos importantes, para que a tua esposa sinta que o desejo dela tem peso, tem importância, tem valor para ti. Lembrando, nós estamos vivendo uma época em que os homens só querem fazer aquilo que gostam. Só quer fazer aquilo que dá no teu coração.

A nossa época é assim. Nas pequenas decisões do dia a dia, tu valoriza as opiniões da tua esposa? Eu falei aqui um tempo atrás, cara, o problema são os extremos. Ou tu só faz o que tua mulher quer. É só a opinião dela que vale. Afinal de contas, acaba que é ela que veste as calças na casa. Ou então, tu não ouve nunca a tua esposa. Tu é o homem da casa. A decisão é tua. Quem lidera é tu. A última palavra é tua.

Nenhum nem outro. Deus te deu uma auxiliadora, quer dizer que tu precisa de ajuda. Amém? Em segundo lugar. A segunda atitude da liderança sacrificial é a santificação pelo exemplo. Na mesma noite, um pouco antes, Jesus está servindo a última ceia e ele toma uma atitude que era impactante visualmente.

Ele coloca uma toalha em volta da cintura, ele se abaixa e ele vai fazer aquilo que era do escravo mais humilde da casa fazer. Ele vai lavar os pés dos discípulos. Aquela função ali, aquilo ali, quem fazia era o menor dos servos na casa.

Era o mais humilde dos escravos, que vinha e lavava os pés. Jesus se abaixa e ele faz isso, e ele está demonstrando, e ele está dizendo, vocês devem fazer assim, quem quiser ser o primeiro, sirva o outro. Na tua casa, tu serve. Na tua casa, a tua liderança é sacrificial. Na tua casa, tu lidera pelo exemplo.

Tu deve santificar a tua esposa lavando. Cara, a passagem da lavagem de pés, vocês já repararam nisso? Eu acho muito engraçado. Toda vez que a gente lê lá em casa, a gente dá risada. Jesus se abaixa, vai lavar os pés e ele vai em Pedro. Lembra? Vocês lembram disso? O que que Pedro fala? De forma nenhuma, senhor. Não, não, não. Para lá. Ei, ei, ei. Eu não. O que que é isso? Mas que barbaridade, senhor. Eu imagino o Pedro assim, roncando a coisa. Ô, mas o que que é isso, senhor?

De forma nenhuma, senhor. Mas que... O que Jesus fala para ele? Se eu não te lavar os pés, então não tem parte comigo. O que Pedro responde? Senhor, me dá um banho, então. Então lava a minha cabeça, lava as mãos, lava os pés, lava tudo.

Por quê? Jesus está explicando, ele está dizendo assim, cara, quem está limpo não precisa tomar banho, basta lavar os pés. Por quê? Veja bem, na época não tinha chuveiro, essa explicação acho que é necessária. Não havia chuveiro. Tu não tinha duchas corona lá na época. Então a pessoa se banhava poucas vezes. Entendeu? Nós que temos o hábito de tomar banho todo dia no Brasil. Até hoje alguns países não tomam banho todo dia.

Por que você acha que os perfumes franceses são bons? Enfim, pau para outro café. O que a pessoa fazia? Tomava banho, se vestia, no entanto, não tinha tênis, as pessoas não andavam de tênis, não tinham botas, era sandália, os pés ficavam empoeirados. Quando você chegava em uma casa, era comum o dono da casa chamar o servo e dizer, lava os pés.

E a pessoa tinha os seus pés lavados. Ela estava limpa, mas os pés estavam lavados. Jesus está fazendo uma ilustração, presta atenção. Jesus está ilustrando a lavagem que nós recebemos nele. Ele está dizendo assim, nós já fomos lavados. Tu já teve a tua lavagem de pecados em Cristo. O que é o lavar os pés? É a oração do Pai Nosso, cara. Senhor, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos.

Os nossos devedores. Pai nosso, perdoa as nossas dívidas. Ali quem está pedindo perdão é um filho, é quem já é filho. Não é o perdão de salvação, é o perdão de um filho que desobedeceu. Tu fez o que teu pai não queria. Pai, perdão. O que Jesus está ilustrando ali é isso. Tu já teve a tua lavagem. Tu já está limpo. Mas é necessário lavar os pés. Por causa disso, ele vai dar exemplo.

Ele vai dar um exemplo agora, ele se abaixa e lava os pés dos discípulos. E ele está dizendo, isso aqui é liderar. Quer ser o primeiro? Me imita, faz igual. Na tua casa, tu tem que ser o primeiro a se abaixar.

E eu não estou dizendo baixar a cabeça para a tua mulher. Tudo que ela falar, de novo, eu acho que é bom repetir. Não é isso. Tu tem que ser o primeiro a se abaixar em humildade. Tu demonstra humildade. Tu dá exemplo de humildade. Tu é o primeiro a pedir perdão se ela demorar. E homem é bicho orgulhoso. Homem é bicho orgulhoso. Ou coisa difícil é tu querer pedir perdão. É ou não é? Ou é só comigo?

Agora, junta o orgulho do homem com a enzice de hoje. Não vou pedir perdão. Cruza o bracinho, fica no sofá, emburradinho, até que tua mulher venha, toma a iniciativa e vem falar contigo. Se não, o bobiato até dorme no sofá. Bem homizinho, bem machinho. Dorme no sofá, emburradinho.

Tu é o primeiro. Tu toma iniciativa. Tu vai até ela, meu amor. Do jeito que tu não tem como. Tu me perdoa? Essa situação aqui não deveria ter acontecido. Me perdoa. Não deveria ter chegado a isso. Ah, mas quem está errado é ela. Cara, a gente vive hoje. A gente vive hoje. Num período que os homens vivem colocando desculpinhas.

E muitas vezes a culpa é colocada na mulher. Não, mas eu só fiz isso por causa dela. Eu só agi desse jeito, eu só falei assim. E aí é a mulher que leva a culpa. Tem dois casos que eu estou atendendo atualmente. De caras que estão necessariamente em situação totalmente crítica. Por causa disso. Por dar desculpinha.

Um deles, o cara perdeu... Presta atenção, presta atenção. O cara perdeu a família a ponto da ex-mulher que ia na igreja com ele se desviar, ou seja, está perdida atualmente, a ponto dela não querer voltar para casa, a ponto dela dizer, eu vou dar tanto quanto eu puder para outro agora, porque eu não quero mais nada contigo e o que tu fez eu vou te retribuir.

E aqui agora, nós temos a tendência, alguns de vocês estão tendo mais ainda a tendência de pensar, não, mas lá em casa não. Não, não. Não, não, isso não. Não vai acontecer. Tu acha que começou assim? Tu acha que começou com o cara já dentro da igreja, servindo Jesus, com amor pelo Senhor, rodeado de irmãos que têm maturidade? Tu acha que foi assim?

Ou tu não acha que começou ele dando ouvidos para um coleguinha de serviço, dando uma risadinha com uma coleguinha de trabalho, um flertezinho aqui e outro ali, falando da roupa da coleguinha, ela brincando com ele, ele se achando, assistindo um videozinho pornô aqui e outro ali, deixando aquilo entrar na mente, achando que a mulher que está em casa não está fazendo sexo como deveria, porque afinal de contas não é assim no vídeo.

Ele quer uma mulher que transa igual ao que ele está vendo no vídeo, e a mulher dele em casa não faz isso. Perdeu a esposa, perdeu os filhos, e a mulher disse textualmente para ele, eu vou dar tanto quanto eu puder, para tu sentir na pele o que tu me fez.

Teu papel não é culpar a tua mulher. Adão já fez isso e a gente viu que não deu certo. Adão já fez isso. Ele disse assim, a mulher que o Senhor me deu. Tenta outra coisa. Essa a gente viu que não dá certo. Amém? Amém mesmo? Em terceiro lugar. Um detalhe só, cara.

com atitudes assim, com essa cultura de homens hoje, é muito comum as mulheres estarem estressadas. A mulher já tem o ciclo menstrual, já dificulta, já tem a TPM, hormonalmente ela já balança mais. Aí tu imagina o cara ainda pesando mais pra ela em casa. Imagina ela tendo um marido do lado que ao invés de prover descanso pra ela, vai pesar ainda mais. Tudo é culpa dela. Tudo é ela que faz errado.

Em terceiro lugar, a terceira atitude de uma liderança sacrificial é assumir a responsabilidade radical. Veja, no jardim, Eva foi a primeira a comer o fruto, foi ou não? Sim ou não? Sim ou não? Ela comeu o fruto primeiro, mas quem Deus chamou? Adão. Quem comeu foi ela, ela comeu primeiro. Ela foi a primeira a errar, mas Deus chama Adão.

Jesus assume a nossa culpa e ele quem tomou a iniciativa. Ele quem vem e toma, ele dá o primeiro passo. Ele assume a nossa responsabilidade. Tu é chamado essa responsabilidade radical.

Tu é o primeiro a resolver a questão em casa. Tu tem que ser o primeiro a pensar numa solução. Tu tem que ser o primeiro a, de novo, pedir perdão. Tu tem que ser o primeiro a buscar uma resolução para o conflito. Deu uma discussão, cara? Tu tem que ser o primeiro a dar um fim naquilo ali e solucionar aquilo ali. Tu é o primeiro, se a tua mulher está estressada em casa, e, cara, cuidar de filhos estressa. Quanto mais se a mulher trabalha fora.

É estressante. Tu tem que ser o primeiro a pensar numa forma de dar um descanso pra tua mulher. Duas horas, tá bom pra ti? Tomar um banho descansadamente. Eu pego as crianças, eu vou dar uma volta com eles, vou ir tomar um sorvete, fazer alguma coisa. Tira teu tempo. Toma um banho descansado. Dorme, faz alguma coisa. Descansa. A Bíblia te chama pra ser...

Jesus em casa. Não menos que isso. Se a tua liderança na casa, o amor pela tua esposa tem que ser como o de Jesus, tu é chamado para ser um Jesus em casa. Tu é chamado para ser isso na tua casa. Jesus, antes de subir e ir ao trono, ele está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso. Mas antes disso ele foi para uma cruz de madeira, cheia de farpas.

Ele teve pregos perfurando sua carne. Às vezes, tu já quer ir direto lá no final, nos benefícios, na parte boa. E tu não quer passar o processo doloroso. Tu não quer ter o trabalho árduo de investir na tua esposa, de se dedicar a ela, de ajudar com os filhos. Tu só quer os benefícios.

Liderar a tua esposa e estar disposto a sangrar por ela. Ao invés de fazê-la sangrar pelas tuas demandas, pelas tuas exigências, pelas tuas preferências. Amém? Eu vou deixar três perguntas para vocês conversarem sobre isso um pouco. Depois a gente ora. Primeira pergunta. Como você tem gastado e desgastado a sua vida pela sua esposa? De quais preferências você abre mão ou morre?

Segunda pergunta. Como você tem gastado e desgastado a sua vida pela igreja? A esposa noiva de Jesus. Ou se não tem, por que não tem? Em terceiro lugar. Como você acha que Deus vai avaliar a sua liderança pela tua própria vida, pela tua esposa e pela tua família? Naquele dia. Porque vai ter esse dia. Nós estaremos diante do Senhor. E nós teremos de prestar contas.

Hoje, analisando tua vida, como tu acha que será? Como que Deus vai avaliar o que tu tem feito? Tá bom? Vamos conversar sobre isso uns minutinhos aí.

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