Episódios de Stock Pickers

ESPECIAL - O FIM DE UMA ERA: A BERKSHIRE AINDA VALE SEM BUFFETT? | Berkshire Hathaway

03 de maio de 202652min
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GREG ABEL VAI SEGURAR O ROJÃO?
Estávamos lá. Em Omaha, Nebraska, no dia em que a Berkshire Hathaway realizou sua primeira reunião anual sem Warren Buffett no comando. Greg Abel assumiu o palco. Tim Cook apareceu na 
plateia efoi aplaudido em pé pelo público. E o caixa da Berkshire bateu o recorde de US$ 380 bilhões. 
Mas, e agora, como ficam os rumos da empresa sem o lendário Oráculo de Omaha?
Logo após o evento, Lucas Collazo sentou com dois gestores brasileiros que também estavam em Omaha para entender o que muda — e o que não muda — na maior holding do mundo. Cesar Paiva, da Real Investor, e Pedro Gonzaga, da Mantaro Capital, trouxeram suas visões sobre o que aconteceu no encontro, o que vão aplicar no Brasil e as lições que sempre podemos aprender com o legado de Buffett.
Aproveite a cobertura especial de Stock Pickers no encontro anual de Berkshire Hathaway, que ainda não acabou, e saiba tudo sobre a "Woodstock do Capitalismo": https://www.youtube.com/playlist?list=PLSTUCQowlR5HfRKtKlxV3k6BC7FRZwseO
🎙️ Convidados: Cesar Paiva, Real Investor e Pedro Gonzaga, Mantaro Capital
🎧 Apresentação: Lucas Collazo
Participantes neste episódio1
L

Lucas Collazo

Participante
Assuntos7
  • Estratégias de alavancagem e estrutura de capital da BerkshireFloat das seguradoras como fonte de capital · Imposto diferido sobre ganhos de capital não realizados · Alavancagem inteligente e custo negativo · Aquisição de empresas japonesas com dívida barata · Uso de ações da Berkshire como moeda de troca
  • Berkshire sem BuffettMudanças na liderança e percepções do evento · Greg Abel como novo CEO · Tim Cook presente na plateia · Recorde de caixa da Berkshire · Legado de Warren Buffett
  • Greg Abel vs. Warren BuffettCírculo de competência de Greg Abel · Potencial de melhoria operacional sob Abel · Comparação de perfis executivos · Alocação de capital por Abel
  • Investimentos BrasilImportância da disciplina e rigor no Brasil · Dificuldades de alavancagem no mercado brasileiro · Comparação com aquisições da Berkshire (General Re, Redditor/Sul América) · Filosofia do Value Investing e margem de segurança · Diferença cultural entre investidores americanos e brasileiros · Vício em dopamina e foco no curto prazo no Brasil
  • Análise do evento anual da BerkshireMenor público em comparação com anos anteriores · Mudanças na dinâmica do evento sem Buffett e Munger · Foco maior no operacional e menos em sabedoria de mercado · Perda de 'magia' e atratividade
  • O futuro da Berkshire e o mercado brasileiroPerspectivas para o restante do ano no Brasil · Fluxo de investidores estrangeiros no Brasil · Impacto da Petrobras no mercado brasileiro · Oportunidades na bolsa brasileira · Deterioração institucional nos EUA e oportunidade no Brasil
  • Aplicações práticas da filosofia de investimento no BrasilEstratégia da Real Investor (ações, multimercado, imobiliário, crédito) · Vantagens fiscais do fundo de ações no Brasil · Importância da comunicação e alinhamento com o cliente · Evitar erros através do aprendizado com Buffett e Munger · Efeito juros composto e a importância da última decisão
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Bom, pelos últimos dias e o que a gente publicou já deu pra entender que a gente tá em Omaha. Se você não acompanhou a nossa cobertura especial, não perde tempo, corre lá. A gente gravou absolutamente cada coisinha dessa cidade, fatos históricos, fomos na casa do Buffett, contamos todo o legado.

da Berkshire e da história do Warren Buffett como investidor. Então, corre lá e confere. Mas o que eu queria te convidar é o seguinte, a gente fez um episódio especial diretamente de Omaha. A gente convidou o César Paiva, da Real Investor, e o Pedro Gonzaga, da Mantaro, para participar de um bate-papo bem leve sobre as percepções do próprio evento, do conteúdo que tinha lá e de como aplicar isso tudo no Brasil. Então, não perde tempo e confere lá.

Bom, chegamos ao fim do evento anual de acionistas da Berkshire de 2026. Estamos aqui diretamente do restaurante Vida, no Double Tree Hilton, de Southwest. Muito obrigado, aliás, à rede por ter cedido espaço no restaurante aqui para a gente gravar esse podcast direto daqui. E os convidados desta brincadeira serão Pedro Gonzaga da Mantaro e o nosso querido amigo Cesar Paiva, que esteve com a gente no ano passado também. O Pedro está aqui.

na Berkshire é a primeira vez, mas esteve conosco também falando de Banco do Brasil, fez uma análise setorial como um todo, na verdade, não só de Banco do Brasil, também falou, então só para a galera no podcast decorar a voz, meu querido amigo Gonzaga, e aí? Prazer estar contigo. Muito bom, Cezinha. Tudo bom? Prazer te encontrar novamente. Estamos na coquinha aqui, né? É isso, seguindo estilo. O que eu queria começar aqui debatendo, vamos falar primeiro do evento.

Eu queria ouvir um pouco das percepções de vocês. Vou colocar as minhas também, né? Uma resenha. Eu tava lá com vocês também. Mas o que vocês acharam? Até, Gonzaga, quantas vezes você já veio? Essa foi a minha nona vez. Nona vez. E nesses nove anos, o que você achou, assim, sentiu de diferença? Assim, eu não consigo lembrar de todos os nove anos, mas a minha impressão é que foi o menor público que eu vi.

Foi o menor público. Acho que foi o menor público. Teve um queima enalcólico esse ano, ter tido essa queda do ano passado, que foi recorde para esse. O que é observável, a arena não ficou lotada em nenhum momento, você tinha no último anel bastante livre. E também, antes, vinha mais gente para cá do que cabia na arena.

E com isso, você tinha a sala de videoconferência, a overflow rooms. A gente transitou por lá mais cedo, né? E não tinha nem viva a alma. Vazio. Então, muito impressionante. Itens nos estandes sobrando. A loja é bizarra a diferença. Então, muita diferença. Na cidade, menos pessoas. Então, acho que isso foi o mais marcante. Tem um quê de melancólico. Do outro lado, na parte de conteúdo, que a gente deve falar mais à frente, acho que deu mais segurança, pelo menos do meu lado, de que o Greg vai ter muito determinado melhorar a operação do negócio.

E acho que os outros executivos que a gente conheceu na segunda sessão estão passando uma impressão legal. Perfeito. E você, César? Quantas vezes? Minha sexta vez. Toda vez foi especial, mas essa eu acho que é a palavra um pouquinho melancólica ali, saudosismo, assim, eu acho que...

A gente fica até um pouco emocionado, porque o maior investidor da história é que está aos poucos nos abandonando. E essa foi a primeira assembleia que, de fato, ele ficou sentado, o Breg que conduziu. Ele deu até uma palhinha ali, falando um pouquinho, enfim, mas não foi a mesma coisa. Eu acho que faltou um pouquinho, que o Buffett sempre trouxe um pouquinho de sabedoria, de mercado, conselhos para a vida.

E foi uma assembleia talvez um pouco mais parecida com algumas outras, no sentido, falando um pouquinho mais do operacional, dos negócios, enfim. Mas, com certeza, não tem mais aquele calor ali, aquela atratividade que tinha com o próprio Buffett e com o Munger. O ano passado foi especial, que foi quando teve homenagem para o Munger e o Buffett se aposentou. Mas o Buffett sem o Munger já não era a mesma dinâmica. E eu acho que essa dinâmica se perdeu agora com o Greg.

Perdeu magia. Acho que é uma outra palavra. Perdeu magia, né? É, assim, ano passado a gente estava aí também. Coisas, assim, engraçadas, né? A gente entrevistou a primeira pessoa da fila desse ano e do ano passado também. Desse ano chegou quase três da manhã na fila, ano passado chegou uma e meia da manhã pra conseguir pegar lugar. Então isso aí já é um ponto curioso. Eu estava comentando pra vocês das diferenças de fila na porta, né?

A gente chegou cedo hoje lá, achando que ia estar uma baita fila tomando como parâmetro ano passado.

Cara, tinha até uma fila boa ali, mas nem se compara ao ano passado que qualquer entrada do...

do pavilhão ou do CHI Center como um todo, era totalmente tomada. Então, a minha impressão é que o público caiu de forma relevante. Pelo que eu li, a expectativa para esse ano de público era entre R$ 25.030. Ano passado foi mais de R$ 40.000 de público total. A minha impressão até que veio um pouquinho menos, talvez, porque a gente viu ali também na Arena...

Vários lugares vazios, né? É uma sensação meio estranha também. A gente entrevistou alguns acionistas daqui, locais, assim, gente de fora também, e eu senti sensações mistas, assim. Eu perguntei para todo mundo sobre não ter o Buffett no palco, né? Teve gente que disse que acha que a Berkshire não muda como um todo, que as coisas vão continuar como são, porque a filosofia é a mesma e não vai morrer.

Tem outros investidores de longo prazo, são assunistas há mais de 30 anos, que acham que não estão tão confiantes quanto estavam antes. Estão meio que pagando para ver ali o que o Greg vai fazer, mas com bastante desconfiança, especialmente no ponto da comparação entre ele e o Buffett.

E tem gente que acha que realmente mudou e que as coisas não serão mais as mesmas. A gente vê as perguntas que são selecionadas lá. A maior parte das perguntas do Kitans de investimentos para o Greg foram todas nessa linha. A comparação, talvez, do círculo de competência dele ser diferente do próprio Buffett, etc. Qual que é a visão de vocês, ainda mais depois de hoje, ver ele falando lá para esse aspecto? A Berkshire vai mudar?

acho que muda, mas talvez não na forma material para invalidar o negócio. O que eu quero dizer com isso? Acho que o círculo de competência do Greggs é mais restrito do que o do Buffett em negócios que ele sente confortável em investir, o que não quer dizer que nós não tenhamos muita liberdade, que uma grande alocação de capital, a própria recompra que ele voltou a fazer, não foi muito grande, mas no primeiro tri, pode ser uma alocação de capital relevante, e outros negócios dentro da Berkshire que consome muito capital dão oportunidades para...

investimentos orgânicos, M&As, acho que ele pode fazer, antes de perguntar se ele vai fazer uma grande sacada tipo a Apple, que o Buffett fez, ou as empresas japonesas mais recentemente. E acho que tem um lado que muda para melhor, que tem uma parte básica da cultura da Berkshire, é o modelo descentralizado. Só que isso, pela gestão do Warren, era ao ponto de uma quase leniência.

quase não, uma leniência com executivos e empresas que não estavam em desempenho muito bom. E o Greg já deixou muito claro que não vai para a salinha, vai ser muito mais vigoroso, a carta teve esse tom, ele reforçou isso hoje. Então, nesse aspecto, acho que a Berks pode melhorar. Mas, assim, de novo, sem imaginar que vão ser grandes tacadas, não já é um mega valor, mas acho que dá para destravar o potencial dos negócios que já existem e ainda fazer algumas alocações de capital relevantes, mas mais pontuais.

Eu acredito que são perfis bem diferentes. Então o Greg teve uma carreira de executivo muito bem sucedida dentro do grupo e agora ele virou CEO. Tinha até uma expectativa no passado que um dividiu o chapéu dele em alguém que é cuidado com uma carteira de investimento e alguém das empresas operacionais. Então a princípio ele deve ficar com o chapéu todo.

Logicamente, tem vários executivos muito bons, tem o próprio agite na parte de seguros, mas o Greg, a gente não sabe da competência dele alocando capital em um portfólio de empresas, buscando oportunidades, pelo menos assim. Isso não é público e não é o que ele fazia no passado. Então, eu acho que ele vai ter que se provar. Tem muita gente que está com muita dúvida com relação a essa alocação, mas, por outro lado, eu concordo com o Pedro. Acho que o Buffett, ele delegava totalmente.

Ele nem tinha o costume de visitar várias das empresas que ele comprava ou visitava, então deixava um meio solto, porém com pessoas competentes, acho que uma coisa que o Buffett era muito bom de reconhecer pessoas boas, íntegras, competentes e deixá-las trabalhar, tanto o Buffett quanto o Munger, só que agora acho que o Greg vai olhar para todas essas empresas e vai tentar operacionalmente melhorá-las.

Acho que um exemplo foi da empresa de ferrovia, que ele colocou para todo mundo, essa assembleia inclusive é diferente das outras, foi usado alguns slides, alguns vídeos, outros executivos falaram, e ele colocou a operação de ferrovias lá, mostrando que das seis principais empresas de ferrovias, o resultado operacional.

da BNFFS, era a quinta de seis e depois estava na quarta colocação de seis. Inclusive, falou para a própria CEO da operação, né? Então, acho que já mostra um pouquinho que ele está na área. E acho que em entrevista recente, o próprio Buffett elogiou muito o Greg, a energia que ele tem, e falou que em um dia de trabalho, talvez o Greg faz mais do que ele fazia a semana toda, mesmo quando ele estava num momento melhor, né?

Então, acho que a energia é diferente, né? Mas nós vamos ter que ver os próximos anos como vai ser. Agora, no ponto de, talvez, constrangimento para melhorar a execução, além da BNSF, a Chagai é uma emblemática, porque ela é uma que foi comentada hoje.

que ela conseguiu melhorar muito a rentabilidade depois do choque de custos que aconteceu no pós-pandemia, aumentou o preço, a rentabilidade melhorou, mas perdeu o mercado. Ela perdeu o market share ano após ano. E ele já na carta anual, e hoje novamente, reiterou, a gente tem que equilibrar os dois. É para ser rentável, mas tem que crescer. Então tem essa missão dada que a Geico, além de ter perdido o mercado, ela tem um exemplo muito próximo de uma empresa muito bem, que é a Progressive, que ganha mercado ano após ano e é mais rentável entre as empresas de seguro alto nos Estados Unidos. E...

Pô, você é um cara que tava tomando nota lá do meu lado o tempo todo, da reunião, e você tem as notas das outras, né? Eu sei que você revisitou, assim. O que essa reflexão te gerou, assim, se você comparar com um pouco do que você viu hoje?

Tem um lado que tem uma repetição na cultura, na filosofia, que é importante. Acho que uma mensagem que foi presente hoje, que eu ouvi outras vezes, é de como conciliar a paciência com o decisiveness, com o arrojo a atuar quando a oportunidade se apresenta.

Então, assim, acho que todo ano que eu venho tem alguma mensagem comum que talvez ressone mais como foi agora. Agora, a maior diferença toca num ponto que o César comentou. Eu anotava muitos momentos um pouco mágicos de comentários do Warren, do Charlie, acho que isso se perdeu. Eu até não achei o Greg...

tão pouco carismático, como apareceu antes, acho que ele tentou se soltar um pouco mais, mas não se compara, não tem as perguntas um pouco mais filosóficas que viam no meeting, que traziam inscritos de vida, acho que houve um vácuo completo disso nas minhas notas esse ano, acho que foi muito mais, eu como analista de empresas, aprendi mais do que em outros anos sobre as operações da Berkshire.

Mas eu, como investidor e pessoa, não saio com uma grande lição de vida. Eu acho que eu senti também carência de pegar essas frases. E eu lembrei de pelo menos duas, foram curtas, do Agit, falando que uma das principais trabalhos dele era falar não, e dos executivos que ele recrutava, e o Greg também. Mas eu acho que essa lição que você citou da paciência...

Eu acho que o tempo todo a gente está sendo bombardeado com um monte de oportunidades, imperdíveis, enfim, e eles sabem que a maior parte das oportunidades realmente não são oportunidades. Então você está lá para falar não o tempo todo e algumas poucas oportunidades tem que falar sim. Então acho que tanto a GIT falou muito bem isso e o próprio Greg.

E teve uma mensagem bacana que eu notei quando ele recebeu o recado do Buffett, que ele ia ser o CEO, ele falou, a principal coisa que me passou pela cabeça, eu falei, caramba, eu já acho que fechei o estádio para o ano que vem, que seria esse ano, e bom, eu sei que a minha família talvez venha, alguns executivos, enfim, mas fiquei naquela que talvez não ia vir ninguém.

Bem no começo, né? Que ele agradeceu a sua sua. E ele foi surpreendido, né? Acho que igual você falou, acho que visivelmente, né? O ano passado o estágio estava inteiro, lotado. Dessa vez tinha uns 55% da ocupação, né? Mas, de fato, acho que não teve esses momentos aí memoráveis, né? Talvez um deles foi a primeira pergunta da plateia, que apareceu um Buffett.

feito por AI, falando que ele tinha 95 anos, enfim, que ele tinha quase todo o patrimônio investido na Berkshire. E se ele poderia ficar tranquilo, qual que seriam as perspectivas para frente? Que eu acho que foi um belo de um gancho para o Greg reforçar toda a questão da filosofia, cultura, paciência, a fortaleza que é a Berkshire, as empresas operacionais, enfim.

Acho que, pegando esse gancho, acho que teve menos improviso dessa vez. Tinha umas coisas pensadas, assim, desde que foi um momento diferente, um pouco mais carinho que foi essa pergunta, teve muita coisa treinada. Acho que a primeira pergunta para os diretores na segunda sessão, né, que apareceu o CEO da NetJets e a CEO da...

da ferrovia, deu a impressão que tinha sido também combinado com ele. A primeira pergunta para o Agit também, por favor fale da parceria com a Tóquio Marini. Então, sempre nos outros anos, acho que era um pouco mais espontâneo. Talvez por insegurança dele de quem viria e como seria, acho que ele tentou fazer algo um pouco mais de by the book.

Eu acho que vale destacar um pouquinho, né? Tive essa impressão também, ele conduziu, assim, acho que muito bem, mas, assim, não tinha aquele mesmo brilhantismo das perguntas que o próprio Charlie e o Buffett ali acabavam e a gente não tinha ideia de qual que seria a resposta. Mas eu acho que, para mim, teve um momento super importante que foi quando passaram o microfone para o Buffett, né? E ele deu algumas palavras.

Ele reforçou que a decisão do Greg para ser o CEO foi por unanimidade do conselho, mas eu acho que teve uma outra mensagem muito bacana. Ele aproveitou para elogiar muito o Tim Cook da Apple, que estava ali presente. Ele contou uma história que investiu algo como 35 bilhões de dólares em Apple e essa posição estaria valendo hoje algo como 180.

Então, assim, um ganho, assim, astronômico e ele quase que não teve trabalho nenhum, né? Mas eu ali, eu acho que teve uma mensagem bacana, quando ele falou do trabalho que o Tim Cook fez na Apple, eu acho que ele tentou fazer um paralelo para a Berkshire. Então, eu acho que teve algumas lições ali. O Tim Cook sucedeu o Steve Jobs, que até então é um gênio que todo mundo achava que a Apple, talvez, não fosse ter muito sucesso sem o Steve Jobs. O Tim Cook, acho que fez um trabalho brilhante.

A Apple acho que multiplicou o seu valor por 10 vezes ou mais. E ele era um executivo, né? Ele era um cara muito bom, era o CEO da Apple, se eu não me engano. E ele estava se aposentando agora, né? E eu acho que ele trouxe essa mensagem um pouquinho, assim, tanto para os acionistas olharem, olha quem vendeu a Apple quando desacreditou na empresa porque o Steve Jobs se foi.

quanto que perdeu, mas também uma mensagem para o Greg, Tim Cook foi lá, pegou o bastão, está se aposentando agora, olha o legado que ele fez, o que ele entregou, quer dizer, acho que você é capaz. Então acho que foi uma mensagem bacana que o próprio Buffett fez ali no começo. Para quem estava ali para ver o Buffett um pouquinho, pelo menos a gente teve uma palhinha ali, né?

Acho que ele pegou o livro do Cialdini, Armas da Pessoasão, acho que em português, Influence, e a parte de associação, ele botou embaixo do braço e usou em benefício. Mas eu sei que não necessariamente tem a ver com os negócios de vocês no Brasil, mas vocês são entusiastas do mercado financeiro, como todo mercado financeiro, naturalmente olham muito para a Berkshire por esse entusiasmo, vocês analisam muito as empresas no Brasil.

Até, enfim, lá na Real Investor já tem até uma estratégia global. Mas, assim, falando um pouco dessa parte de números ali, que foi a primeira sessão, né? O que vocês acham, assim, como entusiastas do mercado e analistas de empresas, o que vocês acham dos números da Berkshire? O que chama a atenção? E o que isso cruzado com esse momento...

de preço da ação, que a ação contra o S&P no ano vai bem mal, teve uma underperformance, especialmente o Buffett, a gente estava falando, teve a capacidade de sair meio que no high, e depois a ação só caiu. O que chamou a atenção para vocês nesse sentido? Acho que de um lado, separando resultado de balança. O balanço da Berkshire é uma fortaleza muito grande, a gente fala muito da posição de caixa.

seus 300, quase 400 bilhões de dólares, mas você combina isso com a posição em ações listadas, uma liquidez elevada, você tem um valor de cima de 700 bilhões de dólares, o que, assim, só para ter uma referência, essa é a ordem de grandeza do patrimônio líquido. Então, assim, o lado dos ativos, ele é tão líquido que dá muita segurança para os acionistas, que mesmo tendo um passivo...

que seja ali, a gente pode até andar no método da qualidade desse passivo ou não, é muita segurança de preservação de valor. Então esse é um lado. Do lado do resultado, acho que teve até um tom muito importante do Greg no começo para reduzir o entusiasmo de quem viu os números. Porque, especialmente no negócio de seguros, ele deu a entender, não espere isso, como eu falei na carta, porque acho que houve uma ausência de eventos catastróficos que oneraram a rentabilidade nesse período e o resultado foi muito bom.

Não espere isso. Do outro lado, acho que tem muito de olhar qual o potencial para ser destravado de rentabilidade nos negócios não seguros. Que é um pouco o que a gente já falou do negócio de ferrovia e mais os outros que vão ter a atenção do Greg. Então, tem um lado essa fortaleza de balanço e o segundo, o que pode ser destravado de potencial de lucro, de earnings power a partir das ações do Greg em gestão. E o negócio de seguro, ele sempre tem muito destaque nos eventos anuais de acionista. E a gente estava conversando aquele de Ano Genius e a gente estava conversando.

que aliás, no folhetinho que eles dão lá, tem uma foto do time da Real Investor lá, que foi a única vez que ele fez fora dos Estados Unidos, foi pra Londrina, cara, olha lá o César colocando o Brasil no mapa em qualquer lugar, cara, eu folhando lá de curioso, o materialzinho que eles dão lá na palestra, eu folhando, chega na última página, tá o César lá com o time da Real Investor

Brinquei com o Bob Miles, que organiza esse curso, que foi o mais perto do Buffett que eu cheguei, foi através do Bob, que escreveu um livro, Warren Buffett CEO, e teve várias vezes com o Buffett, enfim, um curso muito bacana que ele organiza em Omaha, que coloca a gente muito próximo da filosofia, da história do Buffett, do Munger. Ele traz vários CEOs, às vezes familiares, então o ano passado eu fiz esse curso, e ele foi realmente para Londrina. Quem sabe a gente traz ele de novo para o Brasil.

Falar foto no escritório de vocês. Muito bacana isso. Mas a gente estava falando da importância estratégica que é o negócio do seguro. Por isso que ele é tão enfático, né? E aí até você estava me explicando lá como é que isso funciona na prática lá dentro da Berkshire, né? Então, você quer comentar? É, eu acho que até...

Se pegar o gancho, acho que o Buffett tem uma inteligência para negócios que é ímpar. Então, ele construiu a Berkshire, diferente de um fundo, numa estrutura de uma empresa que ele pegou lá, que era uma empresa que vendia, sei lá, forro de terno, e usou esse capital para alocar em outros negócios muito melhores.

Então ele tem o tão sonhado para nós gestores capital permanente, para tomar as decisões que fazem mais sentido no longo prazo. Ele conseguiu uma forma de trabalhar alavancado, mas sem pagar por essa alavancagem. Então geralmente você quer se alavancar, você tem uma dívida.

Essa dívida custa, ainda mais para nós brasileiros, não é caro, mas através do floating da seguradora, ele tem hoje quase 180 bilhões de dólares de float, que é um dinheiro que quase todo ano está com ele e está crescendo ao longo do tempo, que ele usa para investir em coisas que vão gerar muito mais.

E ele ainda tem essa operação de seguros, a precificação de maneira tão eficiente, seja a precificação ou a parte operacional, que ele tem um resultado positivo nessas operações. Então, é como se ele pegasse dinheiro a um custo positivo, pagam para ele ficar com esse float. Então, isso é uma vantagem competitiva que ele tem em relação a outras empresas.

Ele tem o portfólio de ações listadas, que ele usa muito bem as oportunidades de mercado. E ele também foi comprando ao longo da história muitos negócios muito bons, bem-sucedidos. E muitas vezes ele conseguiu comprar negócios num preço muito mais barato, aparentemente, do que essa família venderia para um fundo de private check.

ou para um outro comprador, por a família querer vender para a Berkshire, pela reputação da Berkshire, pelo alinhamento de longo prazo, por saber que ele não vai pegar aquela empresa e vai sair vendendo os pedaços, ou vai tentar alavancar e vender daqui a cinco anos. Então ele foi construindo um negócio que é uma fortaleza, e eu acho que o resultado, igual o Pedro falou, do ponto de vista de solidez, de perspectiva de longo prazo, eu acho que é um negócio muito bom.

Eu não sei se dado o custo de oportunidade de muitos investidores vão entregar o resultado brilhante do passado. Minha resposta é que não. Ele compôs capital desde 1965, da ordem de 19, 20% ao ano em dólar. Eu acho que esse número está mais para ser algo como 10% ao ano em dólar, eu diria daqui para frente. Seja pelo tamanho, seja talvez para o Greg não ter mais o Buffett e o Munger ali tomando decisão.

o mercado mudou também, é muito mais competitivo, seja a AI, muita gente boa, a informação corre muito mais rápido, então imagino que é um desafio diferente, mas é uma fortaleza, a empresa vale um trilhão de dólares, a ação, a classe A está valendo 700 mil dólares, pouco mais do que isso, quando ele assumiu acho que valia em torno de 16 dólares, algo do tipo.

Então é um track record brilhante, né? Eu acho que dá para dar um duplo clique no ponto que você tocou, que eu achei bem importante, porque a gente falou como o Buffett é muito conservador na alocação dos ativos, para a liquidez. Tem também a qualidade dos negócios, são negócios muito resilientes, geradores de caixa, mas tem um lado que...

Talvez uma concepção equivocada é que ele não se alavanque, que ele só é comprado em ações com capital próprio. Não é verdade. Existe uma forma inteligente de alavancagem, como o César comentou, que é o float das seguradoras. E, além disso, o imposto diferido de não realizar no curtíssimo prazo a venda dos ativos. Então, dos dois lados, o imposto diferido é uma dívida em termos nominais, você não paga nada. E o float é ainda mais impressionante. É exatamente o ponto que o César colocou. É um passivo.

E como ele tem custo negativo, positivo, a pessoa recebe de volta, então a gente normalmente quando tem algo que é um resultado positivo, você quer ver o valor daquilo, você capitaliza, você pega o valor que você recebe, aplica o inverso da taxa de desconto, isso vira um ativo para você. E tanto é assim que o Buffett, quando vai comprar uma seguradora, isso foi um aprendizado que eu tive também foi quando eu fiz o Genius anos atrás.

que ele considera na avaliação dessa seguradora que uma métrica de balanço para avaliar vai ser a soma do patrimônio líquido com float.

E se ele conseguir pagar alguma coisa limitada a esse valor de patrimônio mais forte, então ele soma o que é o capital dos acionistas com um passivo que deveria ser, ele está disposto, porque se é uma empresa rentável, que tem passado de subscrição positivo, ele acha vale a pena, porque só essa alavancagem negativa é muito boa para ele. O Pedro, acho que o Valles falou de alavancagem inteligente. Acho que uma das últimas jogadas de mestre que ele fez foi ele comprando as empresas de trading japonesas.

que eu acho que ele acabou se alavancando, eu não lembro os números exatos, mas pegou dinheiro em IEM, um custo financeiro de 1% ao ano, uma dívida longa, para comprar empresas que na época estavam negociando a 8 vezes lucro, com dividend yield de 5%, 6%, e de lá para cá tem sido um investimento muito bem sucedido. Eu acho que foi um investimento muito fora da caixa que ele fez. Então, acho que mostra de novo que muitas vezes ele tem esse algo especial em algum momento, ter uma ideia, ser um investimento.

e organizar de uma forma que não era muito trivial. E agora, quando a gente olha para trás, parece óbvio. Ele acabou comprando o Japão antes de ficar na moda, que aconteceu em um dado momento, acho que há dois anos atrás. E acho que as ações mais que dobraram. Então, é muito impressionante. Ele pagou um custo em Yen de um dígito baixo, que você mencionou. E sobre o capital alocado, se ele pegou com uma dívida barata, o retorno sobre o capital empregado dessa operação deve ter sido astronômico.

E ainda tem um valor estratégico. Ele até menciona que investimentos nessas... São trading companies, o termo em inglês, não sei se são portugueses, mas que são investimentos permanentes na Berkshire, porque além de ter sido financeiramente muito rentável, são oportunidades de uma associação a longo prazo de fazer investimento em conjunto.

Então, na discussão de quais são as potenciais alocações de capital da Berkshire, a gente discutiu o ciclo de competência do Greg em relação ao que o Warren fazia, tem um caminho, talvez, para internacionalizar mais a Berkshire com parceiros que eles já validaram como sendo bons alocadores e, com isso, podem trazer boas oportunidades também para a empresa. Bom, então, no final, ele que é tratado como investidor conservador é alavancado.

Ele só fez de um jeito inteligente. É isso, né? Você sabe, mais ou menos, em ordem de grandeza, o quão relevante isso é no portfólio, em termos de alavancagem? Grosso modo, assim?

Dá para dizer que é relevante? É relevante. É relevante. Hoje o patrimônio deve estar na ordem de 700 e poucos bilhões de reais. O patrimônio líquido é o valor de mercado de um trilhão. E esse float em torno de 180 bilhões de reais. A carteira pública que ele tem de dólares. Você está com uma.

E o portfólio da ordem dos 300 bilhões de dólares também. Então imagina que em relação ao portfólio dos 300, os 180... Isso é extremamente interessante, porque ele vende a polis, ele recebe o dinheiro, se ele faz o cálculo, que foi até um pouco do que o Agit falou hoje, até na pergunta que foi feita sobre o estreito de Hormuz, se ele venderia seguro para lá, ele falou que depende do preço. Ou seja, na modelagem de risco, se você fizer bem feito,

Vamos supor que você tem R$10,00 em Apoli. Você teve R$8,00. Do Sinistro, você ganhou em cima dos R$10,00. Ainda fica com os R$2,00. E a outra alavancagem que você comentou é o fato dele não vender as ações ou pelo menos não fazer isso com muita frequência. Isso vai ajudando no compounding. E muitas aquisições que ele faz, a gente foi falando sobre várias que ele fez.

Ele faz trocando ação, né? Ele usa a ação da Berkshire para comprar e aí ele também não realiza. Ele fez isso com a Duracell, se eu não me engano foi com a Portain Gamble, mas isso eu posso ser meio equivocado, que ele já era investidor, ele entregou as ações que ele tinha da empresa em troca da operação da Duracell e que isso não realizou o ganho de capital.

E eu acho interessante ter em mente que essa é uma alavancagem valiosa para a Berkshire, porque ela determina a persistência de algumas ações na carteira de ações da Berkshire. Ele já publicamente reconheceu que ele deveria ter sido mais ativo na década de 90 em vender Coca-Cola, quando a Coca-Cola negociou 50 vezes lucro. Aprendizado esse que ele usou agora, que ele vendeu Apple, mas quase 80% da posição de pico ele vendeu.

E por que ele não vende a T1? Porque tem algumas ações que ficam ali para sempre e sem muita movimentação. Porque para ele realizar aquele ganho de capital, que agora já praticamente a base é 100, do ponto que ele comprou, ele teria que achar uma oportunidade de investimento numa taxa tão astronômica que é melhor ele só manter e esperar com o tempo o retorno possível ali.

Bem interessante isso. Agora, eu acho que, bom, a gente falou das mudanças no evento, que está bem mais vazio e que até na feira você falou uma frase que eu gostei, parece que a última edição sempre vai ser a melhor, então essa foi a melhor, a próxima edição vai ser um pouco pior e assim por diante. Então o que ficou para trás é o legado de fato. A gente falou das diferenças dele para o Greg, desse perfil mais operacional em vez de investidor, muito mais focado, ele deu essa impressão no evento.

muito mais focado em falar das empresas, das operações, levou os CEOs das companhias para o palco. Curiosamente, um turnaround estava no stage, por mais que ele seja menos paciente, publicamente falando sobre, mas falamos dessas diferenças. Falamos também do momento da Berkshire, que os resultados são bons.

com algumas questões circunstanciais que têm que ser relevadas, mas que realmente talvez seja uma oportunidade dada essa underperformance. E a gente falou um pouquinho agora dessas questões filosóficas mais técnicas da estrutura de capital que ele montou inteligentemente de funding. O que ficou pintando na minha cabeça é o seguinte, como é que faz isso no Brasil?

porque, bom, ele é um investidor conservador fake alavancado com capital perpétuo. A gente já assistiu o painel do Bill Ackman aqui também, que é o tema para ele no momento. Inclusive, ele foi muito questionado sobre essa questão dos veículos. Ele já tem veículo perpétuo, ele tem mais ou menos dos 30 bid de dólar, 20 bid que pagam taxas, e tem um pedaço do capital que é perpétuo, tem essa estrutura da holding, esse fundo que ele fez a listagem agora. A Berkshire foi para esse modelo também anos atrás.

se fala muito dessa questão de passivo, quão importante é o passivo para o investimento. A gente falou aqui dessa alavancagem barata, que ele é pago para se alavancar, como faz diferença para o Buffett. Como aplicar esse conceito de investimento no Brasil? Porque para ser um investidor de longo prazo, a gente escutou até os CEOs das subsidiárias, o quanto tinha de valor para ele estar dentro da Berkshire, de capital fechado, podendo pensar a longo prazo.

O quanto isso é uma questão para vocês que seguem essa filosofia dele e tentam aplicar isso no Brasil? Bem, acho que para começar, a primeira coisa, no conceito de margem de economia, no ciclo de competência, a lição que eu extraio é que no Brasil, com todas as incertezas que nós vivemos, a volatilidade, você tem que ser ainda mais rigoroso. E para mim, uma das grandes lições que eu extraio vindo há vários anos é que no início eu subestimei o valor dessa lição.

E você tem que ser realmente muito rigoroso em o que você sabe e não sabe. Porque você toma sustos de tal forma no Brasil, que se você não tiver com uma alocação realmente muito conservadora de como você está desde alavancagem a ativos, isso é muito mais custoso. E agora, no ângulo de alavancagem em si, acho difícil no Brasil. Tem dois desestímulos, pegando uma seguradora brasileira. O primeiro, nossa taxa de juros.

Então, com uma taxa de juros alta como é um desestimo de qualquer segurador incorrer nesse risco, isso é factual. Além de gestões regulatórias para você ser tão agressivo no float. Agora, acho que pontualmente, algumas coisas inteligentes do Buffett faz, a gente viu. Tem uma analogia que eu gosto de usar, uma transação emblemática da Berkshire foi a General We, a compra no início dos anos 2000. Por que isso foi tão interessante? Era no momento em que a Berkshire negociava três vezes valor patrimonial.

Mas isso no valor patrimonial, em que nos ativos as ações estavam em pessoas astronômicas, a Coca-Cola, as suas 50 vezes. E o que ele fez para reduzir o risco de balanço? Ele usou as ações da Berkshire como moeda de troca para comprar uma resseguradora muito grande.

com uma diluição pequena. O que ela contribuiu de ativos foi mais do que a diluição para os acionistas e a base de ativos de renda fixa. Então ele reduziu o risco de equity mentamente. Quem fez isso de forma muito inteligente no Brasil... Ele trocou as ações que estavam caras, entre aspas, da Berkshire, por ações caras de uma seguradora que...

não diluiu tanto o acionista por conta da base de ativos que tinha na companhia e ele ainda tirou o risco do portfólio dele por essa seguradora ter muita renda fixa no portfólio. Foi isso? Perfeito. E aí uma analogia que eu faço no Brasil foi o caso da Redditor com o Sul América. Era um momento que também o valor patrimonial da Redditor era um prêmio para a Buca, acho que também era de três vezes, e a Sul América negociava o valor patrimonial.

A diluição para os ações da Reddor foi de 10% e a contribuição hoje para o lucro da Reddor como um todo é acima de 30%. Depois eu posso checar a matemática aqui para a gente. No momento havia muito ceticismo do que aconteceu, foi parecido com a General E e com o tempo foi validado primeiro. Foi uma boa aquisição e dois, foi um de-risking positivo de balanço também. Então pontualmente tem empresários muito astutos no Brasil e que alocam bem capital também.

Bom, eu acho que são muitas lições dentro do Brasil. Eu acho que a filosofia funciona. Não vou reforçar, mas aquela ideia do Value Investing, diferença entre preço e valor, margem de segurança, comprar uma boa empresa num bom preço, evitar empresas alavancadas, que geram caixa, pagam dividendos. Quando a gente está gerindo um fundo de ações, a gente sempre tem oportunidade de estar trocando um ativo para o outro em momentos que fazem sentido. Então, a gente está sempre alocando capital, capital é finito.

Às vezes tem uma empresa que ficou cara, não tem mais margem de segurança, aparece uma outra barata. Mas eu vou trazer uma perspectiva, assim, como que eu olho para a real investor, né? Do ponto de vista da gestora, né? Eu sou fã, nós todos, assim, do Buffett. Eu brinco que se a gente fizer 0,01% do que o Buffett fez, a gente vai ser um fracassado muito feliz. Então, quando eu olho para a gestora, né? Eu acho que o veículo, o fundo de ações, é muito inteligente do ponto de vista fiscal.

A gente só vai pagar o imposto de renda de 15% sobre o ganho no momento do resgate. Então eu estou quase comemorando uma cota 30 no fundo principal, então 100 mil alocado no fundo Real Invest, quando era um clube, hoje valeria algo como quase 3 milhões de reais. Então são 2 milhões e 900 mil de ganho, 15% desse valor, que dá mais ou menos uns 400, 450 mil, está lá e só vou pagar esse imposto quando eu resgatar.

A gente procurou dentro da gestora ter um negócio um pouco mais diversificado, a gente tem estratégia ações, estratégia multimercado, estratégia imobiliária, estratégia crédito, então deixa o business, vamos por um pouco mais resiliente, ainda mais no Brasil. Eu falei há pouco que eu gosto muito da estratégia do multimercado, porque se a gente gerar alfa em relação ao Ibovespa e você tem o carrego do CDI, não depende muito se a bolsa sobe ou a bolsa cai.

O fundo imobiliário que a gente tem é o tão sonhado capital permanente, então é uma base ali que o investidor pode vender as cotas, assim como pode vender as ações da Berkshire, mas o capital continua lá sendo alocado.

desde essa questão de comunicação com o cliente, de filosofia, de entender muito bem qual é a filosofia da reinvestro, acho que tem uma base pulverizada, acho que é muito importante. A gente tem no grupo também um braço de wealth também, que acaba representando um percentual relevante das nossas alocações nos fundos, que acaba sendo um...

um cliente que está muito mais alinhado com a gestora no longo prazo. Então, acho que são alguns aprendizados que, mesmo que a gente pegue um pouquinho, em maior ou menor grau, eu acho que faz muita diferença. E eu acho que a gente conseguir aprender com toda a história do Buffett, evita, sim, acho que muitos erros. Acho que o Munger, que eu acho que vale a pena reforçar o brilhantismo dele, ele tem uma frase que eu acho muito bacana, me fale para onde eu vou morrer que eu nunca vou lá.

mas a interpretação dele, pare para pensar o que pode dar errado, o que pode fazer você fracassar na vida, seja como empresário, seja como pai, como ser humano, enfim, ou nos negócios. Então, às vezes evitar alavancagem, evitar uma concentração, às vezes irracional, às vezes em um mercado que está muito positivo e as coisas estão caras, talvez aquela disciplina de saber que mais cedo ou mais tarde as coisas mudam. Então, acho que tem várias analogias que acho que faz muito sentido.

E eu acho que se aplicar isso de uma maneira bastante caixas ao longo da vida, acho que com certeza o investidor vai ter um bom sucesso. Tem outra lição, acho que o efeito do juros composto e como a sua última decisão é muito custosa para o seu histórico.

Então, o que é muito impressionante do Buffett é como ele terminou a carreira dele tomando decisões muito assertivas e muito ganhadoras. A gente falou hoje da posição de Apple, a posição das trades japonesas, então compondo o valor até hoje. Se ele tivesse feito uma decisão muito equivocada na base de capital que ele tem hoje, seria...

sido muito crucial para o histórico dele. Então, assim, reforçando a importância de margem de segurança, de sempre tomar a melhor decisão possível para frente, isso pode cumprimentar todo um trabalho de anos, de criação e geração de valor, por uma decisão mais no final. Ele tem aquela frase dele, né, que ele sempre repete, né, regra número um, não perca dinheiro, regra número dois, não esqueça, regra número um. Eu acho que ele leva muito prazer. Eu tenho lima de geladeira em casa.

toda apresentação da Real Investor tem no final, lá no último slide, eu falo que é para a gente lembrar dela e para o cliente ver que a gente também se importa com essa frase. Mas, só estressando um pouco mais esse ponto que eu acho bem interessante, porque assim, uma resenha livre aqui, tem muito investidor que acompanha aqui o Stock Pickers, tem de tudo, tem tanto...

a turma que aloca, os alocadores de maneira geral, tem investidor pessoa física que gosta do mercado acionário e também investe em fundos. Tem uma série de perfis diferentes que nos acompanham aqui, o que eu acho que torna isso aqui ainda mais interessante, essa comunidade ainda mais interessante. Mas o ponto é...

Algo que me deixa particularmente chocado é que como a gente vem pra cá e eu acabo assumindo esse chapéu de conteúdo, então eu tenho que falar muito com as pessoas, entrevistar muitas pessoas. Cara, é uma diferença de cultura bizarra. Porque aqui, eu fico pensando, se tivesse um evento como esse no Brasil, quem estaria na plateia? Dificilmente vai ser um investidor individual na ponta final. Seriam pessoas do mercado financeiro mesmo que estariam num evento como esse. Aliás, os brasileiros que estão aqui, na média, são do mercado.

como vocês aqui e eu. Agora, aqui não, aqui é o inverso. A maior parte das pessoas que estão no evento não são do mercado financeiro, são pessoas de outros diversos setores que são investidores em Bolsa, porque, culturamente, o americano investe em ações, o juro aqui é baixo, ele tem esse estima, a gente sabe tudo isso. Mas, assim, a cultura aqui é muito diferente, isso está muito na raiz.

do investidor. E no Brasil, talvez a gente esteja num momento de maior vício em dopamina. O estímulo dopaminérgico nos investimentos está bizarro. O curto prazo dita tudo, ninguém tem paciência de esperar nada. A indústria de ações no Brasil, nas nossas contas lá...

foi dizimada do raio para cá, cai mais de 80% o patrimônio, deve ter uns 100 bi sobrando nisso. Então, quando eu pergunto sobre como fazer isso no Brasil, um pouco sobre isso, até a gente tem uma conversa franca com o investidor no Brasil, porque a gente vê tanto eles falarem dessa filosofia de longo prazo, aí você vê a construção inteligente que ele montou de passivo para ele conseguir se alavancar e até ter um passivo de longo prazo e conseguir executar isso.

Eu quero meio que uma conversa franca aqui como investidor. Será que as coisas não estão ficando no Brasil? A gente está ficando muito ansioso? Lucas, você me lembrou agora de um gancho que ele falou na Assembleia. E acho que numa entrevista recente, ele falou que o problema é que no mercado financeiro tem a igreja e tem um cassino do lado. E o cassino muitas vezes é para muitas pessoas muito mais interessante. Então a pessoa acaba se perdendo ali.

E eu acho que no Brasil como um todo, primeiro é o conjunto. Acho que os investidores gostam de ações aqui, porque os Estados Unidos também têm prosperado e feito muita coisa certa, seja como o país e como os investidores. Então, uma coisa leva a outra.

E infelizmente, acho que o nosso país, o país como todos governantes, tem tomado decisões muito equivocadas, que tem deixado a vida nossa, dos investidores, empresários, com visão de longo prazo, mais difícil. Mas não quer dizer que não tem oportunidade para quem empreende, para quem investe, para quem estuda, tem muitos...

fundos aí que refletem esse resultado, essas oportunidades e também essas decisões equivocadas também te deixam uma renda fixa também muito mais alta, que você fica pouco propenso a querer investir, porque você tem uma renda fixa hoje rendendo, sei lá, 14,5, pouco tempo atrás 15.

Estados Unidos você não tem. Eu estava conversando com um dos investidores que estava lá, que quando ele viu quanto que ele ia ganhar na renda fixa, que era quase nada, se ele fosse para ganhar um pouco mais, ia comprar alguns junk bonds, alguns bonds mais estressados para ganhar 7%, 8% ou 9%, ele preferiu montar uma empresa que acho que fazia cerca, empreender no mercado real. Mas eu acho que é um pouquinho isso. O país como um todo, a cultura não tem ajudado. Aqui é muito comum os investidores...

Quando tem um filho, enfim, o vô ou o pai, dá uma carteira de ações. Acho que no Brasil não é mais poupança, mas ainda é uma carteirinha de tesouro direto ou de um CDB. Então acho que isso vai se refletindo em como a sociedade vai se desenvolvendo. Acho que para tentar adicionar, acho que tem alguns fatores.

A merda fica sendo um custo-oportunidade relevante, mas também a associação de ações, bolsa com o índice Bovespa e como o índice foi em janelas muito longas, e dependendo da composição dele, como se fosse um detator de performance, dá a impressão equivocada que é uma classe de ativo para muita gente, que não é como não possível ter sucesso. Acho que os gestores em gestão ativa estão aí para mostrar, não só a RealVest como a Mantaro, com históricos bem acima do benchmark.

Então, assim, a gente é muito confiante em conseguir montar uma carteira de ações que vá ao de performar para frente. Então, esse certamente é um fator muito importante. Perfeito. E aí, assim, a gente teve aqui, já indo para o bate-bola final aqui.

A gente teve um momento aspiracional aqui, vocês vão voltar inspirados para o Brasil, mas tem um ano todo pela frente. Daqui a pouco está chegando o grande evento do ano que todo investidor no Brasil e talvez do mundo está esperando. Depois do Brasil ter entrado nos trend topics do mundo, captou muito dinheiro por meio de investimento passivo por razões macroeconômicas e não micro.

que ajudaram muito a Bolsa e talvez não tanto todos os investidores, porque na média vocês gestores ativos têm menos do que o índice tem. Mas vocês vão voltar para o Brasil com esse cenário adiante. O Banco Central fazendo o ciclo de corte talvez seja um pouco mais curto do que o esperado antes, com uma eleição aqui que se aproximou. Como é que volta a cabeça agora para encarar o resto do ano lá no Brasil?

Eu acho que do meu lado aqui, a gente só reforça a filosofia, a mesma linha, a questão da disciplina. Então, por exemplo, pontualmente nesse ano, e no ano passado, a gente está vendo um fluxo muito maior de investidores estrangeiros.

Muitas vezes esse investidor estrangeiro, por algumas motivações diferentes, às vezes necessariamente comprar uma boa empresa no bom preço, estão achando que talvez é bom diversificar, vir um pouco para o Brasil, muitas vezes através de investimentos passivos, muitas vezes para as empresas mais líquidas. Tem uma outra empresa dentro do índice que é super relevante, principalmente a Petrobras, que se beneficia pela guerra que está tendo ali no...

no Irã, que o preço do petróleo, que de longo prazo, os especialistas comentavam que é muito mais provável que vá para baixo de 60, 50 dólares, está agora a 110, 120, então acaba distorcendo, mas eu volto sempre a reforçar na crença que a gente continua acreditando, comprar uma boa empresa, num bom preço.

Às vezes a gente não vai mudar o que a gente faz, o que a gente acredita, porque agora eu vou comprar só empresa de gringo, ou vou comprar Petrobras ou PetroRio por conta do momento do petróleo, enfim. Porque eu acho que mais cedo ou mais tarde essas tendências vão mudando. Mas acho que aquilo que é real, comprar uma boa empresa num bom preço.

que o lucro cresce ao longo do tempo, bem gerida, eu diria que bastante disciplinado nessa alocação, acho que continua funcionando, seria um vento muito favorável, se a gente tivesse um desfecho favorável aí na eleição.

Eu diria que os políticos estão nos atrapalhando muito, eu diria que às vezes atrapalham mais ou menos, mas ultimamente tem atrapalhado bastante. Mas se não tiver, eu acho que também não é um fim do mundo, mas cedo ou mais tarde vai ter essa mudança. Até que o candidato que está aí, acho que é questão de tempo, tem que se aposentar também, já deu.

mas eu acho que só reforça, eu diria que a gente vem todo ano aqui, muitas vezes a gente não aprende tantas coisas novas, mas a gente reforça muito dessas coisas antigas. Acho que o próprio Buffett ressalta muitas vezes que o core da filosofia, ele aprendeu com o Benjamin Graham, no livro da Intelligent Investor, depois, lógico, ele foi melhorando ao longo do tempo, aprendeu muita coisa com o Manga e com outras pessoas, mas eu diria que a essência é a mesma e a gente volta reforçado.

nas nossas filosofias. Acho que tem dois lados, acho que um muito pessoal e o profissional. No pessoal tem essa renovação de votos, de vir aqui, da filosofia, que a gente é relembrado a ser disciplinado e fiel, que é muito importante para o antiviotorno de longo prazo, mas tem outro de esse olhar do estrangeiro para o Brasil e o aprendizado que isso traz para o momento que a gente está vivendo, que assim, no frenesi, no dia a dia do Brasil, a gente pode ter visão altamente crítica.

E, sinceramente, a impressão que eu tenho construída é que, com a deterioração institucional que a gente viu, em particular nos Estados Unidos, que levou esse momento de diversificação que o César mencionou, a gente talvez tenha uma oportunidade um tanto quanto única no Brasil hoje.

como nossas instituições estão lidando com o que a gente tem passado, como as empresas sobreviveram a todo o último ciclo. E nós, estando fiéis à filosofia, mas também atentos a esses movimentos, estamos preparados para capturar oportunidade. E a gente vê muitas oportunidades hoje na Bolsa, então isso me deixa animado. Acho que eu vim aqui, aprendi, sou um entusiasta da Bursa, mas vejo muito desigual as oportunidades hoje no Brasil.

Perfeito, muito claro. Bom, agora eu vou fazer a pergunta mais difícil do episódio todo, tá? E não vale mentir. Vocês vêm aqui ano que vem?

E aí, vem ou não vem? Lucas, eu diria que eu estou 50% que sim. Eu acho que quando eu chegar perto ali, provavelmente eu vou tomar a decisão de vir novamente aqui. Há sido bons dias, sempre que a gente vem para a Omaha, vem com algum sócio, a gente encontra vários amigos. É um bate-papo muito bacana, cidade bacana. E fora a Berkshire, tem vários eventos paralelos. A gente esteve junto lá no Bill Ackman.

Eu estive lá no Congresso de Value Investing do Gabelli, que trouxe outros gestores. Então, eu acho que virou quase que um encontro de Value Investors aqui. Então, eu provavelmente devo vir. Devo vir. Depende também da liberação da patroa.

Tem que ter ou parar. Eu também acho que eu volto, mas eu falo com menos convicção que eu falei em todas as outras nove vezes. Acho que tem um lado, assim, o outro lado da redução da escala do evento é talvez já tomar essa raiz de encontros de value investors muito parecidos. E que talvez ficasse mais difícil de você ter essa fricção positiva desses encontros numa escala de 40, 50 mil pessoas.

e que talvez tirasse o foco do evento. Mas mesmo essa vez, a interação de estar aqui com vocês, a gente teve a oportunidade de interagir com investidores asiáticos, outros investidores americanos, isso sempre gera insights interessantes. Essa conversa com uma gestora asiática me trouxe uma outra visão em relação ao risco geopolítico em Taiwan, que eu, com a minha visão ocidental, não tinha. Só para dar um exemplo, foi algo que eu trouxe do evento que eu só tive vindo aqui e não assistindo o streaming.

Como a gente já falou, acho que não teve o mesmo brilhantismo, então pior ainda ter a asteria do Nesteam, e aqui pelo menos deu para extrair isso, teve essa experiência das palestras que a gente conseguiu participar também. Então, enquanto permanecer essa riqueza de oportunidades aqui localmente, acho que eu volto. Perfeito. Bom, e sobre o Stock Pickers voltar ou não?

Vocês que vão decidir, né? Porque os nossos chefes olham os comentários, né? Então, se você acha que a gente tem que voltar pra te dar essa cobertura todo ano, comenta aqui que o Stock Pickers volta pra Omaha, que a turma vai lá. Então enche de comentário, pelo amor de Deus, que daí se eles vierem, eu venho também. E a gente vai estar aqui ano que vem. César, queria te agradecer por mais uma vez estar aqui com a gente, né? Eu não lembro a última vez que você negou nenhum convite do Stock Pickers ou meu, então, cara, sempre muito obrigado aí por separar um tempo na sua agenda pra estar aqui com a gente.

não, tamo junto, é um prazer e acho que é especial a gente se encontrar aqui em Omaha super contente com a oportunidade falar um pouquinho do tema que a gente gosta ainda mais você sendo o mega sponsor dele lá no Brasil e Pedro Gonzaga que foi guia turístico sabe mais de Omaha que qualquer outra pessoa conhece todos os restaurantes, todos os lugares

Pô, ajudou a gente a escolher praticamente tudo. Ficou apontando as coisas, carregou as coisas pra gente enquanto a gente tava gravando, né? E tá aqui com a gente. Então, pô, Gonzaga, obrigado, viu, cara? Prazer também. Obrigado pela oportunidade. Vai tá aqui mais vezes, com certeza. Queria também aqui, já que é o último conteúdo que a gente faz, né? A gente chegou aqui segunda-feira, a gente tá a semana toda aqui gravando. Debaixo de um frio, né?

Frio zaço. Parecer que tava nevando algumas horas. Mas, pô, a gente fez uma cobertura aqui que...

Dá para se orgulhar, eu não vi nenhum veículo brasileiro com o tamanho de equipe que a gente estava, nem com a mesma capacidade técnica, então a gente está aqui num estúdio que foi montado em poucos minutos pela equipe. Nós estamos em três, então o Nando Lima, nosso diretor, está aqui e o Fabão que veio aqui.

Só falando o Tank, o Tank chegou aqui, cara. Pois é, o time gravou todos os dias, a gente fez rotina do Buffett, fizeram toda a cobertura completa para vocês. Então, não tem como não agradecer o trabalho da equipe aqui, que ficou todos os dias empenhada. E a galera do Brasil também, nosso time se estendeu no Brasil.

Foi feriado nesse meio tempo, a turma ficou lá para entregar os conteúdos. Final de semana também, no sábado, aqui a turma online para entregar tudo. E ainda vou editar o resto da semana, então não tem como não agradecer todo mundo que participou disso. Um baita orgulho fazer parte. E, bom, espero que ano que vem tenha mais. Um beijo. Tchau. Pessoal, mais uma cobertura da Berkshire Hathaway. Shareholders Annual Meeting, 2026.

Já estou ficando bom nisso aí. Mas fizemos mais uma cobertura presencial do evento dos acionistas da empresa de investimento do Warren Buffett, que é chamada por muitos como a Woodstock do capitalismo, vem gente de todo lugar do mundo. A gente cobriu todas as questões da cidade, da história, do legado do Buffett. Absolutamente cada detalhe está documentado nos nossos conteúdos. Então, não deixa de conferir.

A gente vai ficando por aqui. Espero que ano que vem tenha mais. Aliás, se você quer que tenha mais, é bem fácil. Comenta aqui, diz que você quer que a gente volte mais vezes para fazer essa cobertura. Se inscreve no nosso canal para você não perder nem esses conteúdos, nem a próxima cobertura. Ativa o sininho e deixa o seu like, que isso daí já vai ser a grande sinalização para os nossos chefes, que é quem manda no final do dia, para mandarem a gente aqui mais vezes.

Tá bom? Então, ano que vem, eu vou contar com você, hein? Ano que vem a gente está aqui. Um beijo. Tchau.

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