Pet atleta: esporte une tutores e animais
- Adaptação de pets ao esportePrimeira corrida com o Pingo · Pesquisa sobre adaptação canina à corrida · Introdução gradual de exercícios · Avaliação veterinária para aptidão esportiva · Importância da hidratação e observação do cão
- Benefícios e cuidados do exercício para petsSaúde mental e enriquecimento cognitivo através de passeios · Prevenção da obesidade canina e doenças associadas · Cuidados com o calor do asfalto e horário do exercício · Hidratação e proteção das patas · Diferenças na troca de calor entre cães e humanos
- Raças e aptidão para atividades físicas intensasCães de condução de rebanho e sua energia inesgotável · Cães de competição e a pressão por desempenho · Galgo e a pressão por desempenho em corridas · Cães braquicefálicos e o risco de hiperaquecimento
- Rotina de treinos e suplementação para cães atletasAdaptação da rotina de treino do tutor com o pet · Treinos regenerativos e caminhadas tranquilas · Ajuste de dieta e suplementação com nutricionista veterinário · Importância de observar a disposição do cão
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Agora, Band News em Forma. Tudo sobre atividade física, exercícios, cuidados, treinos, equipamentos, alimentação e saúde. Band News em Forma. Com Camila Hirsch e Isabela Mota. Let the dogs out!
E aí
Olá, seja bem-vindo você ouvinte Band News FM, sintonizado com a gente em mais um Band News em forma, pra gente falar de saúde, atividade física, esporte, tendência, e dessa vez também dos nossos amigos pets, os nossos doguinhos ou outros pets que você tem, e participam do seu treino, da sua atividade física. Será que a gente tá fazendo tudo do jeito certo? Tem alguma raça ou alguma espécie que é melhor deixar quietinha pra gente falar sobre isso, e muito mais temos especialistas hoje, não é Camilla Rich?
Pois é, a gente vai usar e abusar aqui hoje de especialistas que trabalham com a gente aqui na Band, inclusive, né Isabela? Mas é um assunto tão gostoso, acho que de uns anos pra cá, da pandemia, ou até um pouquinho mais, ela pode até explicar aqui pra gente um pouquinho mais sobre isso, todo mundo tem enchido as casas de pets e se relacionando com animais, e as pessoas acabam levando também pra fazer atividade física. Então a gente vai saber tudo o que é.
bom, que não é bom, o que a gente está fazendo de certo, de errado, porque eles não falam pra gente, né? Então, com os nossos pets, mas é sempre legal, né, e eu gosto de falar que é sempre uma companhia pra gente se mexer também. Então, eu acho que hoje o programa vai ser, vai deixar o pessoal com bastante vontade de, quem não tem...
tentar querer comprar algum pet e estar ali convivendo com eles, né? É, quem sabe a gente não sai desse programa, eu e a Camila com mais integrante na família, olha que a gente já tem pets, mas vamos receber a nossa Manu Kasten, nossa especialista veterinária, colunista da Banjo News FM, tá com a gente todos os dias e agora no Banjo News em forma. Manu, seja bem-vinda! Oi, gente, obrigada, é um prazer.
participar dessa conversa, porque exatamente eu acompanho desde a pandemia vocês, e a gente sabe o quanto eles nos fizeram companhia, e muitas vezes eles foram nossos treinadores, né? Isso aí.
Quem não precisou sair de casa porque tinha que levar o doguinho ali pra dar uma volta, pra esticar as pernas. Muita gente começa a caminhar do exercício físico por necessidade do pet também, né? E no Band News em Forma Especial de hoje, a gente vai receber também o Maurício Campos, que é o tutor do Pingo, que ilustrou aqui nossa abertura, pra quem não tá acompanhando nas redes sociais, um dálmata fofíssimo filhote.
que eles postam juntos nas redes sociais dessas aventuras de corredores de tutor e de pet. Maurício, seja bem-vindo.
É um prazer participar junto a vocês do programa. Vai ser muito legal contar parte da minha história aí nessa curta trajetória com o Pingo, meu cachorro, na corrida. Então, vai ser um prazer, pessoal. Maurício, então já começa contando para os nossos ouvintes quando que o Pingo chegou, como que vocês começaram essa vida na atividade física, se foi uma demanda dele, se foi uma demanda sua para gastar energia de um filhote dentro de casa, e como que é a vida hoje, a rotina de treinos de vocês.
Olha, o Pingo hoje em dia está com 10 meses. Ele chegou em casa com 3. E desde a chegada dele em casa, eu já tive a vontade de colocá-lo ali para correr. Isso porque há muito eu já corro, né? Eu treino maratona.
Inclusive, eu estou indo fazer a minha terceira maratona agora em Porto Alegre no final de maio. Então, desde a chegada do Pingo na minha casa, eu queria correr com ele, até porque muitas vezes eu acabava vendo no Parque de La Puera outras pessoas também correndo com os seus cachorros. Então, aquilo, nossa, era uma vontade muito, muito grande.
Eu esperei mais ou menos um mês para que ele ganhasse um pouco mais de musculatura, um mês ou um mês e meio, na verdade, para que a musculatura dele ficasse um pouco mais forte, um pouco mais sólida. E aí eu já comecei a levá-lo para o parque. Lá no parque, no início...
Na primeira vez em especial, eu achei que o cachorro aguentasse de qualquer forma. Então eu saí correndo com ele, foi um erro meu, admito. Ah, Deus. A Manu vai ter um treco. Eu corri com ele oito que... A Manu vai ter um treco. Até peço perdão, Manu.
Mas na minha primeira corrida com ele, eu me lembro de ter corrido 7 ou 8 km com ele de uma vez. E como ele não cansava, só continuei indo e no final ele acabou tremendo e realmente me assustei.
Depois daquele episódio especial, eu passei a pesquisar um pouco mais sobre como era a adaptação de um cachorro à corrida e ao esporte. E aí eu comecei a fazer isso de uma forma gradual. Eu passei a levá-lo no parque uma, duas vezes por semana, alternar caminhadas e corridas para que ele aos poucos possa se acostumar. E desde então eu tenho uma nova companhia na corrida.
Maurício, mas você comprou, adotou, não sei exatamente, o seu cachorro, já pensando nisso ou não? Não, na verdade não. Eu comprei o meu cachorro e depois da chegada dele, nós colocamos ele para correr. Isso muito porque existia uma demanda dupla. Eu precisava levá-lo para passear e ao mesmo tempo ele também precisava gastar energia.
Então, para de certa forma economizar tempo e eu ter uma companhia nos meus treinos mais leves, eu passei a levar o tempo comigo para a corrida.
E o treino mais leve do Maurício, 7, 8 quilômetros, né, gente? Tranquilinho, bem de boa. Manu, o que a gente pode falar de adaptação desse cachorro que vai começar a praticar uma atividade com o seu tutor? Tem atividade mais indicada, menos indicada? Aqui eu abro o leque, porque a gente tá falando de corrida, da caminhada, mas tem muito cachorro participando de stand-up paddle no Rio de Janeiro, em Vitória. Então...
Quais são as suas indicações para saber se, primeiro, o meu cachorro pode, se ele está apto, e se ele está adaptado também a esse esporte? Eu acho que, primeiro, eu queria dizer, Maurício, quase tive um ataque cardíaco aqui. Sete quilômetros do primeiro dia, ainda ele novinho, ainda bem que deu tudo certo, né?
mas eu entendo que foi na melhor das intenções, né. A questão muito importante é que... a gente tem que pensar como a gente pensa na gente, né. Quando que a gente está pronto para ir para um exercício máximo?
quando a gente já tem um pré-condicionamento, quando a gente vai preparando toda a estrutura muscular para aguentar o impacto, para que ele consiga se recuperar depois de uma grande atividade, sem nos causar vários impactos.
exatamente assim acontece com os cães, a gente primeiro tem que entender como é que está a estrutura óssea, como é que está a estrutura muscular, como é que esse cachorro se desenvolveu na primeira infância, e se ele está apto a uma atividade...
desse tipo... e isso quem tem que fazer é o veterinário... uma análise... ele está apto... ele está com toda a estrutura ligamentosa... tendinha... pronta para um exercício de alta performance... como essa... a partir do momento que a gente tem esse aval... você precisa introduzir o exercício... assim como ele fez quando ele entendeu que ele exagerou.
Então devagar... acompanhando o ritmo do cachorro... levando sempre muita água para o cachorro se hidratar no meio do caminho... olhando a disposição do cachorro... eu acho isso muito importante... tem cachorro que vai bem... ele vai correndo e ele quer mais... e principalmente nessa hora a gente deve ficar de olho... porque os filhotes... eles têm realmente essa disposição...
Os cachorros mais velhos eles vão mostrar para você que eles estão mais cansados... os filhotes eles vão... você dá uma paradinha... ele descansa e depois ele está pronto para seguir... mas tem cachorro que não gosta do exercício e eu acho que é a verdadeira parceria do tutor com o cachorro para entender qual é a melhor atividade física.
Tem que ser prazeroso e saudável para ambas as partes, né? Porque quando a gente realmente encontra esse encaixe perfeito, eu acho que essa dupla é indestrutível. Manu, e tem alguns meses ou idade que a gente poderia dizer que antes dos três meses, nenhuma raça indicada, tem uma variação de raça para raça ou não?
Eu acho que tem uma variação, os cachorros mais velhos amadurecem mais tarde, né, e o que a gente precisa falar não é da idade, mas sim da estrutura óssea, né, do fechamento, do crescimento, da estrutura ligamentosa e tendinha, você precisa ter tudo isso desenvolvido, então, isso não quer dizer que o cachorro não possa fazer exercício de jeito nenhum,
Mas a gente precisa adaptar ao desenvolvimento dessas estruturas ao treino, entendeu? E o que mudou nesse período com o Pingo praticando o esporte, depois dessa adaptação? Você sente diferença nele nos dias de treino, nos dias que ele não treina? Se ele já tem ali o esporte preferido dele, a rota preferida, o parque preferido? E a alimentação também mudou alguma coisa?
Eu vejo que o Pingo nos dias em que ele vai correr, eu tento na verdade padronizar os dias de corrida, né? Tento levar ele sempre às quartas-feiras comigo no Parque Ibra Puera e ele já sabe mais ou menos que quarta-feira é o dia em que ele vai sair para correr. E aí depois que ele volta da corrida eu vejo ele muito mais, sabe, feliz, muito mais cansado, mas eu sinto que ele está satisfeito.
Maurício, o Pingo que é um dálmata filhote, como que tem sido controlar toda essa energia ao longo dos passeios e dos treinos de vocês? Como ele ainda é um filhote, eu sinto que ele se distrai bastante com outras distrações, sabe? Com outras pessoas se movimentando, outros cachorros principalmente. E aí, para tentar evitar essa distração, eu levo ele pela trilha do parque. Eu corro com ele na trilha do parque, aquela que beira ali.
a grade do parque. Manu, e você, o que a gente poderia falar para as pessoas que são o maior erro? A gente falou dessa coisa agora que o Maurício até errou também, ali sem ter conhecimento. O que a gente poderia falar para as pessoas, para elas tomarem cuidado quando elas estão, não sei se só com o cachorro ou com algum outro, não imagino que outro bicho de estimação ou pet a pessoa possa sair na rua passear ou brincar. O que poderia falar para as pessoas?
Eu acho que principalmente o horário do exercício, né, porque se a gente for imaginar, os cães somos seres verticalizados, né, os cães são horizontalizados, a distância da barriguinha deles para o chão vai variar aí em torno de 40 centímetros, até 10 para os cachorros de perninhas curtas.
Então, isso, de fato, é muito importante, porque a gente precisa tomar cuidado com o calor do concreto, né, porque se a gente sente calor, imagina eles que estão tão próximos do asfalto. Então a primeira coisa eu acho que é o calor, o horário que você está praticando o exercício físico.
e a segunda coisa é levar a hidratação e ver... bastante... então você vai levar água, levar garrafinha... oferecer sempre que necessário... e olhar a temperatura do asfalto... porque os coxins... às vezes a gente não percebe... mas eles estão pisando direto com o coxin no asfalto... e isso às vezes traz queimaduras horrorosas.
Então o que a gente precisa fazer sempre é olhar com o dorso da mão... e ver quantos segundos você consegue ficar com a mão ali... se você não conseguir ficar quase nada... não é uma hora boa para o teu cachorro fazer exercício. Isso eu acho que é uma das coisas muito importantes... é um pré-requisito para exercício.
Manu, aqui no Bandinhos Informa, a gente sempre lembra da definição da Organização Mundial da Saúde de tempo mínimo para você não ser um sedentário. Então, a gente está falando aí de 150 minutos na semana. Tem alguma indicação para o cachorro? O cachorro tem que passear todo dia, pelo menos tantos minutos. Há uma recomendação geral para isso?
Eu acho que é uma recomendação para a sanidade mental do cachorro. Passeio é todo dia, todos os dias, porque acontece como a gente, como se a gente fosse ler a nossa revista de fofoca, ou uma revista de super informativa, com todas as notícias da semana, é o cachorro passeando.
entendeu? Ele está revendo todos os cheiros e estímulos, vendo qual que é a gata do pedaço, a gata cachorra do pedaço, quem que está no cio, quem que é o cachorro dominante, ele está buscando todas as informações e isso do ponto de vista de enriquecimento cognitivo.
é imprescindível, na verdade, né, você precisa levar o seu cachorro para passear, né, mesmo que ele faça o xixi e o cocô dele dentro de casa, ele precisa ter esse estímulo, né.
é muito importante para a saúde mental do cachorro. E o exercício físico para muitas raças é muito importante, principalmente depois da castração, em que a gente vê que existe um aumento de peso, um ganho de peso natural.
e que você precisa estimular o exercício físico nos cães para que eles não entrem na obesidade canina, que gera uma série de doenças metabólicas e ócio-articulares severas depois.
Tem um ponto importante, né, Isa, que a Manu falou agora, e é até legal para o próprio Maurício ficar atento, que eu já vivi com vários atletas que, como sempre, dando muito treino e trabalhando muito com corrida de rua, as pessoas no treino estão acostumadas a cuidar muito. Então elas vão, elas levam, que nem o Maurício, você vê que ele corre pela lateral do parque hoje, onde tem mais árvore, onde é um ambiente um pouco mais fechado, um pouco mais úmido.
Mas normalmente tem muitas competições onde a prova é só asfalto, isso que a Manu falou é muito importante. E às vezes a hidratação a pessoa leva e não cuida durante uma prova da hidratação do cachorro, ou muito pouco. Então assim, tem que ficar super atento. Eu tive uma vez, ela tinha um labrador, uma aluna minha na época.
E ela foi correr e falou, nossa, ele terminou assim, exausto, sabe? Com uma das patinhas machucadas mesmo na sola. Então, assim, a gente realmente tem que tomar cuidado com isso, né? Porque o treino é uma coisa e aí uma prova é outra. E a gente tem que lembrar que o cachorro não sua, né? Então, ele basicamente tem duas maneiras de perder calor. Ele perde calor através do coxim, né? Que são as patinhas, as almofadinhas.
e perde calor através de convecção. Então, quando ele começa... começa a fazer isso, não é que ele está cansado, e sim porque ele está puxando o ar frio e soltando o ar quente. E é através desse movimento respiratório que ele troca calor e ele consegue autorregular a temperatura interna.
Então, muitos cães que têm o focinho mais curto, que são os braxofálicos, eles não conseguem efetivamente fazer essa troca de calor, e aí a gente começa a ter o perigo do hiperaquecimento. Então, é de fato um grande ponto a se pensar no exercício físico dos cães, né?
Sim, e você tem que colocar na balança, né, o que é prazeroso pra você, o que é prazeroso pro cachorro, o que é saudável pra você, o que é saudável pro cachorro, porque você tá ali correndo com o seu super tênis, se hidratando com gel, e ele tá ali com a patinha dele, então isso também precisa ser colocado na conta. Maurício, e além da corrida, você e o Pingo já fizeram outras modalidades, o Pingo já entrou no mar, na piscina, vocês pensam em expandir essa rotina de vocês?
Na verdade, além da corrida, eu não penso em fazer nenhum outro esporte com o Pingo, justamente porque a corrida já demanda muito da minha rotina. Hoje, lá em casa, eu e o meu irmão nos revezamos bastante para passear com o Pingo de três a quatro vezes por dia, passeios de mais ou menos uns 30 a 40 minutos. Então, para poder ali ter uma economia de tempo, eu procuro levar o Pingo à minha corrida, e já é algo que está ligado à minha rotina.
e que consequentemente vai fazer com que ele gaste ainda mais energia. Então hoje eu não penso em levar ele para além da corrida. E você muda o seu treino quando o Pingo está? Seu treino é diferente quando você está sozinho e quando está com ele?
Com certeza. Eu só consigo levar o pingo para treinar comigo quando os treinos são muito mais leves, quando eu não tenho nenhuma necessidade de cumprir determinado ritmo ou um treino um pouco mais longo. Quando eu levo o pingo, realmente são treinos mais curtos e com intensidade muito mais baixa.
E aí eu posso eventualmente ignorar o ritmo do meu treino proposto para meio que ser levado pelo cachorro até um período que ele esteja confortável.
Então, pra quem treina, já tem ali o acompanhamento da corrida, Camila, ou tá começando a desenvolver essa agenda de exercício, a gente pode falar na recuperação, naquele treino de recuperação, levar o doguito pra passear, o dia que for uma caminhada mais tranquila, dá pra encaixar, né? Dá, dá com certeza, mas tem que saber qual é. É isso, a gente normalmente coloca no treino regenerativo, né, e não os longos também, porque...
Acho que os mais difíceis são aqueles onde tem uma variação de ritmo muito grande, que faz tiro, acelera um pouquinho mais, por mais às vezes que o cachorro até consiga acompanhar, mas as pessoas têm que tomar cuidado, inclusive, Isabela, até por acidente nesses mais acelerados, né? Então, fazer algum treino de tiro, então a pessoa tá com a coleira, tem mais gente, acelera, vai ficando cansado também, né? O dono ali do cachorro também fica cansado.
Então é importante que a gente coloque exatamente nesses treinos. E vai sendo gradativo, vai aumentando aos pouquinhos. E isso do caminhar e correr eu acho uma delícia com eles. E o treinador tem que saber, porque aí a gente sabe.
Qual que é a rotina e programa até pra isso. Band News informa de hoje falando sobre a parceria entre tutores e pets na hora de praticar atividade física. A gente tá recebendo aqui o Maurício Campos, que é corredor, maratonista, tutor do pingo, Dalmata Filhote. E também a nossa colunista, veterinária Manu Kasten.
Manu, tem alguma raça de cachorro que é mais preparada para atividade física intensa? Tem alguma divisão genética entre eles? Tem os cães que eles são absurdamente preparados para isso, né? Que você vê que são aqueles cachorros de condução de rebanho ou de bando, que é o Blue Healer, Red Healer ou Border Collie, que são cachorros que eles...
adoram essas atividades non-stop, sabe, essa coisa, você fala, meu Deus, o cachorro tem energia ainda, e parece que não tem fim, né, então, eu acho que, de fato, algumas raças estão mais propícias a exercícios de longa duração,
do que outros cães que você sabe que têm uma bateria mais curtinha. Manu, e no caso das raças que são criadas e desenvolvidas para competição, os galgos que lá atrás eram usados em competição de corrida, raças que a gente sabe que são usadas também no agility, o que é benéfico para esse cachorro, o que não é dentro da competição? Eu acho que é muito individual.
Quando a gente está olhando, você precisa observar a individualidade do animal e entender se, além de tudo, se fisicamente, veterinariamente, ele está pronto para ser desafiado a tamanho do exercício, porque muitas vezes é exercício de elite, de atleta de elite. Então, se ele está bem para tal...
E eu acho que o mais interessante é olhar para o cão e ver se ele tem prazer e disposição, se ele tem vontade de realizar tal atividade.
E isso o dono sabe melhor que ninguém, olhar para o cachorro e ver se ele está tendo prazer naquela atividade, né? É diferente de quando a gente está falando de um treino com o tutor para passar tempo de qualidade e dessas corridas que às vezes passam do limite, dos galgos principalmente, que são levados ali...
até o estímulo final, porque aquele cachorro depois, como os corredores que praticam sem o treinamento adequado, né Camila? É lesão, é o descarte depois de uma certa idade, porque não conseguem mais correr na velocidade que corriam antes. Então tem também essa pressão por desempenho, né? Tem. Aproveitando muito do que a Manu falou agora nesse último momento. Tem uma pressão por desempenho louca e tem vários animais que têm essa pressão por desempenho quando a gente vê os cavalos, né?
muitas vezes os cavalos eles... sem querer eles... é solto... escapa da cocheira... ele sai correndo... correndo... como um cavalo de corrida... sai correndo... correndo... correndo... e ele não entende o limite dele... mas ele está acondicionado... a tal exercício e o animal acaba se fazendo mal... eu acho que... tudo que é...
não leva à saúde nenhuma, né, assim como essas corridas de galgos, que eu acho que é muito mais para o interesse humano do que para o próprio desenvolvimento de saúde, né.
Maurício, você percebe alguma, já percebeu assim no pingo algum momento de não querer ir? Porque tem uns que se jogam no chão, a gente vê pelo menos no Instagram, eu vejo uns que se jogam no chão e não saem mais de lá. Mas o seu, como é que funciona com o pingo?
Então pessoal, puxando até o gancho sobre o que a Manu falou a respeito da disposição do cachorro, eu vejo hoje no Pingo que existem dias em que ele realmente não tem disposição e não tem vontade de sair para correr. E não é só para correr, tem dias que ele também não tem vontade nem para passear, sabe? Embora ele seja um cachorro ainda filhote e um dámata com bastante disposição, existem dias em que ele não está sendo disposto.
muito por conta até do que ele eventualmente comeu, ainda mais considerando um cachorro filhote, que às vezes acaba comendo coisas que não deveriam ser comidas, então às vezes ele não está tão disposto, e aí eu vejo, eu acabo vendo isso um pouco mais quando ele se deita no chão ou quando ele se recusa, vai, por distração a fazer qualquer comando.
Caminhando para o finalzinho do nosso Band News em forma, a gente já teve, inclusive, episódios sobre suplementação, o que vale e o que não vale para os nossos atletas humanos, né, Camila? E no caso dos nossos atletas pets, Manu, tem que colocar alguma coisa na dieta, um ômega 3, muda também a suplementação deles? Ah, com certeza, eu acho que é exatamente isso que a gente precisa ajustar.
que é o consumo, né, é você olhar quanto de caloria que aquele animal está gastando, né, e muitas vezes a gente vai repor eletrólitos, tem no mercado várias, tem várias marcas que oferecem isso especificamente para cães, né, mas eu recomendo dar uma conversada com nutricionista veterinário.
porque ele vai conseguir ajustar exatamente, sem desregular o balanço de minerais, de macro, micro, minerais, porque se você olhar de uma forma simplista, às vezes você pode sobrecarregar rinho, uma série de coisas. Então eu recomendo cachorro-atleta passar por um nutricionista veterinário.
Dica anotada, Manu Kasten com a gente no Band News Informa. Manu, que prazer te ter com a gente. Um grande beijo com você e até a próxima.
Eu que agradeço o espaço, o carinho, estava com saudade de vocês, meninas, e para o Maurício, queria dizer que eu amo os dálmatas, cada vez a gente vê menos eles por aí, e eu acho uma grande pena, porque eu acho um cachorro gigante gentil.
Ele é maravilhoso. É uma delícia, né, Manu? E quem tiver alguma dúvida, quiser participar da nossa coluna, é o bicho aqui na Band News FM, como pode fazer pra te encontrar? Gente, também pode mandar direto pro meu Instagram, Manu Karsten.
Obrigada, Manu. Maurício, também foi um prazer conversar com você um pouquinho da história de vida e de atleta do Pingo. Obrigada por compartilhar com a gente. E fotos, passeios, quem quiser acompanhar o Pingo pode te encontrar no Instagram. Sim, pessoal. Primeiro eu quero agradecer o espaço, o carinho e também a oportunidade de contar um pouco sobre a minha trajetória com o Pingo na corrida e no esporte.
E para quem quer nos acompanhar, tem dois Instagrams, o meu, que é arroba MaurícioCampos4, e o do Pingo, que é arroba Pingo Dalmation.
Além de atleta, um influencer, Camila. Vou colocar a rotina das minhas, da Gigi e da Mel, no meu treino de recuperação, como você indicou. Já dá pra colocar em casa também. Pra quem tá acompanhando e tiver dúvida, pode te mandar mensagem? Pode, pode me mandar mensagem. Quem me acompanha sabe que eu tenho Eros, mas Eros não é... Eu falo que nem Zamanu, Casa de Ferreira, Espeto de Pau. Eros não é atleta.
Ele gosta de ficar ali no jardinzinho, mas a gente leva ele passear sempre. É só me procurar no arroba Camila, underline, aquele risquinho embaixo, Hirsch, H-I-R-S-C-H. Beijo, gente. Até a próxima.
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