T2 #18 Bárbara Bação
Autora do livro "Empreender no feminino", coloca a sua experiência como empreendedora e como influencer ao serviço de todos aqueles que desejam criar os seus negócios.
É o braço direito de empreendedoras, que querem potenciar os resultados dos seus negócios através das redes sociais.
Para além do seu percuro académico e profissional, tem acompanhado centenas de projectos de todos os nichos através da Consultoria e dos ebooks.
Dá tudo o que tem em cada cliente, veste a camisola e encara cada projecto individual como se fosse seu, propondo as estratégias que a própria utilizaria.
Vemos o brilho nos olhos de quem é verdadeiramente apaixonada pelo que faz e que encontrou o seu propósito.
O nosso muito obrigado à @joanavfialho por nos receber no seu espaço com tanto carinho e à @licocosmetics_pt por mimar os nossos convidados com os seus produtos!
Bárbara Bação
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Joana de Alma Roque
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- Mulheres e EmpreendedorismoDesafios e mentalidade das mulheres empreendedoras · Superando crenças limitantes e barreiras sociais · A importância da irmandade e apoio entre mulheres · Diferenças entre empreender no feminino e empreender em geral
- Criação de negócios e consultoriaTransformar ideias em negócios lucrativos e felizes · O papel da consultoria na estratégia de negócios · Desenvolvimento de negócios próprios e migração para o digital · Escada de negócio e oferta de serviços
- Superando o medo e a insegurança no empreendedorismoO medo como um motor para o crescimento e planejamento · A importância da resiliência e da persistência · Lidar com a incerteza e os altos e baixos do negócio · A romantização do sucesso rápido e a realidade do esforço
- Autenticidade e propósito no trabalhoEncontrar o propósito e a paixão no que se faz · A importância de ser autêntico e verdadeiro no negócio · A conexão com o público através da essência pessoal · O brilho nos olhos como indicador de paixão e propósito
- A importância de pedir ajuda e delegarReconhecer limitações e buscar apoio profissional · Delegar tarefas para focar em áreas de especialidade · Pedir ajuda como um sinal de força e investimento · A necessidade de mentoria e aprendizado contínuo
- O propósito por trás dos negóciosAjudar pessoas como base para o sucesso do negócio · Encontrar propósito em produtos e serviços, mesmo os aparentemente fúteis · A paixão como motor para o crescimento e a longevidade do negócio
- Comunicação em redes sociaisA importância da autenticidade e da essência na comunicação · Superando o perfeccionismo e o medo de se expor · O poder dos vídeos e da conexão pessoal com o público · Lidar com comentários negativos e haters
- Qualidade de vida e liberdade no trabalhoConciliar trabalho e vida pessoal com qualidade · A liberdade de trabalhar remotamente e em diferentes locais · A importância de pausas e momentos de relaxamento para a criatividade · O conceito de liberdade no empreendedorismo
- Marketing digital e redes sociaisEstratégias para potenciar negócios nas redes sociais · A importância da comunicação e da presença online · Gestão de redes sociais e criação de conteúdo · O papel do Instagram no marketing digital
- Constelações familiares e desenvolvimento pessoalO papel
Bem-vindo ao Dalma na Terra. Eu sou a Joana de Alma Rock, mentora de desenvolvimento pessoal e venho convidar-te a conhecer os seres extraordinários que os inspiram a verem consciência, verdade e sustentabilidade. Com o Dalma na Terra, os nossos convidados colocam o coração ao serviço do planeta e da humanidade. Vem connosco em partida e comunhão com todos os seres.
Bem-vindos ao Dalma na Terra. Hoje temos cá a Bárbara Boação, que é a mentora de empreendedores. Bem-vinda, Bárbara. Olá, Joana. Obrigada pelo convite. Grata eu por teres vindo e grata a todos nós, porque tu fazes um trabalho maravilhoso com empreendedores, com consultoria para estratégia de negócio. Inclusive, eu conheci-te também através de uma consultoria que fizeste e gostei tanto do teu trabalho, da tua pessoa, da tua energia.
que tu tinhas que vir cá. Eu fico muito honrada por estar aqui, exatamente porque começámos já há algum tempo, há alguns aninhos juntas. E eu tenho acompanhado o teu trabalho e depois fiquei fã também daquilo que tu fazes. E tudo começou por causa dessa consultoria. Eu que agradeço muito. E, Bárbara, quero-te dizer, antes de mais, que o teu livro, que é Empreender no Feminino, que tu fizeste a maravilhosa prenda de receber, é um livro muito, muito inspirador. E, Bárbara, é um livro muito inspirador.
E estávamos há pouco a falar neste trabalho que as pessoas que começam a fazer, desenvolver o seu próprio negócio, ficam tão perdidas. E quando comecei a falar contigo, era tudo tão fácil. E tu disponibilizaste contatos e tornaste, sabes, palpável isto de...
trabalhar no digital, nas redes sociais, com uma simplicidade, com uma humildade, com uma abertura, com uma oferta. E eu já conheci muitas pessoas e eu nunca conheci ninguém como tu. Queres um contato com um advogado, queres um contato com um contabilista, queres esta pessoa. Olha, a mim e as minhas redes têm esta ajuda e tu abriste uma porta. E eu pensei assim, se todos nós abríssemos a porta às pessoas que estão a começar ou que precisam de aconselhamento ou precisam de uma ajuda.
teríamos uma verdadeira irmandade em vez de uma imensa concorrência nestas áreas. Totalmente. E por isso, parabéns pelo teu maravilhoso trabalho. Tu continuas a ser assim, passados estes anos, e fazer isto, e toda a gente tem esta referência. E eu gostava muito que as pessoas conhecessem um pouco daquilo que tu fazes. Queres-nos explicar, desdobrar estes conceitos do empreendedorismo? Mas como é que chega uma pessoa até ti? Como é que podes ajudar, como fizeste, por exemplo, comigo?
Antes acho que é importante eu começar por dizer que no fundo aquilo que eu faço e a minha missão é aquilo que eu descobri que é o meu propósito e até como vai ajudar pessoas como tu, que me foram alinhando e que me foram ajudando a perceber aquilo que eu gostava mesmo de fazer, aquilo que eu faço é ajudar empreendedores e pessoas que querem empreender a pegar numa ideia e a transformá-las num negócio.
que não só que lhes dê dinheiro, mas que os faça sentir feliz no final do dia. Porque eu não era feliz já no trabalho que tinha, mais do que não ser bem remunerada ou o tempo que eu perdia no trânsito e para o trabalho, eu chegava ao final do dia e não me sentia feliz nem realizada. Mas havia uma coisa que eu gostava muito de fazer e que eu percebi gradualmente que gostava muito de fazer.
que era ajudar outras pessoas a comunicar no digital como eu já fazia, porque eu já tive um blog durante 10 anos e isso era aquilo que me fazia realmente feliz. Eu chegava ao final do dia, trabalhava no meu blog, fazia o blog crescer e ia aprendendo mais sobre redes sociais e sobre o mundo da blogosfera para fazer o blog evoluir e dei por mim a estudar muito nessa área e a sentir-me muito feliz aí.
E a coisa foi evoluindo e ele tornou-se um pequeno negócio. Por muito que eu não reconhecesse, eu ganhava dinheiro com ele. Era um pequeno negócio. E as pessoas começaram a me pedir algumas dicas de como é que podiam profissionalizar o blog, como é que podiam profissionalizar as redes sociais. E eu ficava tão entesiasmada com os projetos daquelas pessoas como se fossem os meus. Dizia, faz assim, faz assim. E eu dava por mim a orientar as pessoas.
E até foi a minha mãe que um dia, eu a tentar ajudar o meu irmão, o meu irmão é personal trainer.
e ajudá-lo a fazer o blog dele e etc. E a minha mãe disse assim, acho que nunca te vi com tanto brilho nos olhos a falar de nada na tua vida, como te estou a ver neste momento a ajudar o teu irmão. E que fez-me assim um cliquezinho. E depois gradualmente comecei a fazer consultorias para bloggers, depois veio a pandemia, portanto dos bloggers e das influencers passámos para os empreendedores, porque de repente os negócios que não estavam no digital...
perceberam que se não viessem para as redes sociais, provavelmente não iam continuar a prosperar. Eu estava no sítio certo à hora certa e comecei então a migrar a minha orientação da parte dos bloggers para a parte dos empreendedores e eu própria a começar a desenvolver o meu negócio. Eu ainda trabalhava por conta do trem, mas comecei a fazer isto gradualmente, sem ter ninguém que me aconselhasse a mim, portanto, aí pesquisar tudo.
Dei por mim, às vezes eu nem sabia como pesquisar aquilo que eu queria fazer. Eu ia para o Google e dizia assim, eu preciso disto mas...
Como é que isto se chama? Não havia um chat GPT. Como é que isto se chama? Então andavam lá as voltas e, olha, durante a pandemia a desenvolver um negócio próprio, sem na altura ter ainda a pretensão de empreender a tempo inteiro. E hoje é isto que eu faço, através de consultorias, através do livro, através de cursos, ajudar empreendedores e negócios. E eventos. E da tua própria também empresa.
e da minha empresa de gestão de redes sociais, porque se por um lado eu ensino as pessoas a fazer, por outro lado tenho outras empreendedoras que me dizem assim, ai Bárbara, o meu negócio já dá tanto trabalho, já faço tantas coisas no meu dia, que as redes sociais não são uma coisa que eu gosto tanto de fazer, mas sei que é importante. Eu, ok, então temos uma equipa para o fazer, porque eu sempre fiz gestão de redes sociais nos sítios onde eu trabalhava e do meu próprio blog.
e então comecei a perceber que isto, quer dizer, comecei a perceber e a demanda vinha, as pessoas pediam ajuda para gerir as redes e entretanto essa área do negócio cresceu também, hoje já com uma equipa na Magnet Media para fazermos essa parte e portanto uma coisa ajuda a outra, eu tanto ajudo a arrancar como depois a manter a parte da comunicação. Como é que vem esta ideia também de escreveres um livro?
A ideia de escrever um livro já é muito antiga. Mas já escrevias no blog, não é? Já escrevia no blog. E isto está quase escrito a mim no ADN, porque a minha mãe é professora. E eu sempre adorei ler e sempre adorei escrever. Portanto, eu sabia que o meu futuro ia passar pela área da comunicação. Na altura, eu achava que ia ser jornalista. Mas eu sempre adorei escrever. E sempre adorei histórias e contar histórias. E o blog veio-me reforçar muito isso.
Porque eu cheguei a uma altura do blog em que eu escrevi todos os dias um artigo.
E quando comecei a perceber a dinâmica do blog e a profundidade que os conteúdos deviam ter, comecei a escrever cada vez mais e desenvolver técnicas de escrita. Adoro ler, portanto consumo muito livre, que também me ajuda a escrever. E sempre disse, um dia, gostava de escrever um livro.
Não sabia sobrequê, é daquelas coisas que a gente diz que quer fazer, mas eu sabia disso. Comecei a fazê-lo no digital. O digital abriu-me portas para eu escrever os meus e-books, não é? Porque no fundo eram livros, eu tenho livros que davam de cento e tal páginas que fossem impressos, porque têm mesmo muito conteúdo, muito sumo.
Entretanto, depois surgiu o convite da editora Leia para escrever sobre o tema do empreendedorismo feminino. Eu comecei por trabalhar com mulheres, o meu público-alvo sempre foram mais as mulheres, e este convite surgiu e eu o abracei com o coração aberto, porque era uma coisa que eu sempre quis fazer. Não sabia que tema é que ia ser, eu ao início até achava que seria alguma coisa relacionada com o Instagram, mas de repente o convite surge para a parte do empreendedorismo feminino e eu pensei assim, realmente...
Se calhar era mesmo isto, sempre esteve aqui à frente, eu andei aqui a fugir para o Instagram, isto e aquilo, e se calhar era mesmo isto, porque no fundo é isto que eu tento fazer, é ajudar mulheres a conseguirem criar os seus negócios. E chama-se feminino, o que é que distingue ser empreendedor no feminino de ser só empreendedor? As bases de começar um negócio são transversais, obviamente, independentemente do sexo da pessoa.
Aquilo que eu acredito é que nós mulheres muitas vezes enfrentamos algumas questões mais psicológicas e de mentalidade e da sociedade que um homem muitas vezes não tem que enfrentar. Eu própria era confrontada com a minha cabeça, com aquela percepção de que as mulheres têm que casar, que têm que ter filhos e que a carreira é secundária. E que o facto de uma mulher ter ambição era sinónimo de ganância e não de...
de realização pessoal e profissional e, portanto, assumir que eu podia atrasar a construção de uma família, etc. e que eu me podia dedicar à minha carreira, que isso não fazia de mim má pessoa ou pior mulher por isso. Então, há aqui algumas crenças de que... e que às vezes é mais difícil para as mulheres imporem-se, a nível de negócio, perante as suas famílias.
Eu trabalhando com mulheres, eu vi muitas mulheres que começaram a empreender às escondidas dos maridos, porque os maridos eram totalmente contra, a que a mulher tinha era que estar em casa a cuidar dos filhos, ou que tinha que ter uma profissão e fazer e acabou, e mais do que isso era ser gananciosa. E portanto eu percebo que há aqui algumas...
Há alguns condicionamentos que nós mulheres podemos enfrentar, seja da sociedade, seja daquilo que já está no nosso ADN e nas nossas famílias. Uma mulher arriscar, quando as mulheres é que ficavam em casa e os maridos iam para a guerra, isto está-nos no sangue, isto está na nossa sociedade. E portanto acho que é preciso uma dose de coragem extra e esta irmandade que falavas ao início para nós percebermos que também conseguimos, podemos ter que... Eu às vezes acho mesmo que é uma luta da nossa cabeça.
nós contra nós próprias e às vezes das pessoas à nossa volta dizemos não, mas eu posso ser uma mãe fantástica e uma empresária fantástica também. Porque se o meu marido pode sê-lo, eu também posso.
E às vezes pode ser o marido que quer ficar em casa e a mulher que quer ir empreender. Mas esta é a diferença que está no livro, é a parte do mindset. A parte que muda em relação ao homem e mulher. Tem muito a ver com esta parte do empoderamento feminino, que eu acredito que nós precisamos ainda, muito como mulheres, de sentirmos que somos capazes. E trago muitos exemplos de mulheres que conseguiram dar a volta e de superar.
precisamente para inspirar outras mulheres a fazê-lo, que têm medo, que sabem que a família pode não concordar, que às vezes os maridos não concordam, mas que elas sabem que podem fazê-lo também, porque outras já conseguiram. E achas que continua a haver diferença?
ainda há estas questões de mentalidade, mas que na prática há diferenças? As mulheres depois deparam-se com questões sociais ou são mais internas? Eu acredito que se deparam com questões sociais. E aqui, por exemplo, depende das empresas, depende obviamente muito dos negócios, mas muitas vezes termos que ir para uma sala reunir com um homem que vê que eu sou uma mulher, às vezes tenta-me retirar a autoridade.
E se vi que eu sou uma mulher e mais nova, tenta-me retirar a autoridade e fazer-me questionar o meu profissionalismo. Eu tive que evoluir muito a minha cabeça e perceber, não, calma. Tu passaste por isto. Eu passei por isto. Eu passei por reuniões em que me senti descredibilizada por ser mulher.
Passei por isto e vi pessoas do outro lado, não digo o conselho de administração, mas que haviam mais pessoas da outra empresa para reunir comigo para os meus serviços de gestão de redes sociais e que a opinião delas que estavam do outro lado nem sequer era tida em consideração. Estavam ali de bibelô. Eram os homens que falavam, a opinião do homem tinha valor e me fazia sentir muito pequenina por ser mulher e por ser uma mulher mais nova. A idade também. A idade também.
Como és nova demais para saberes o que dizes? Um bocadinho, sim, de certa forma. Este mundo, e aqui muito ligado a novas tecnologias, porque quando trabalhas com redes, trabalhas com comunicação, trabalhas com outras ferramentas que têm muito a ver com o novo tempo, eu às vezes costumo dizer, a mim, por exemplo,
Não sou muito anjo de diferença, mas são alguns. De outra geração faz muita diferença para mim tudo isso. E quando todo este mundo digital, sim, não quer dizer que eu não consiga, mas às vezes é desgastante, porque eu gostava de fazer as coisas de maneira, não é? Eu cresci, vivi e acredito que quem já está na faculdade, e se é da faculdade já a viver desta forma, a trabalhar com todas estas ferramentas digitais, é diferente.
Mas a pergunta para ti é, tu sentes que hoje em dia não é uma mais-valia ser mais novo nestas áreas? Tem as suas vantagens e as suas desvantagens. Eu acho que se for alguém mais maduro a aparecer numa reunião...
vai ser reconhecido mais a autoridade, mesmo que depois seja uma equipa mais jovem. Mas às vezes o facto de ser mais jovem é associado à imaturidade, à falta de responsabilidade, e os clientes também têm que ser educados nesse sentido. Eu tenho uma equipa muito jovem, eu sou a mais velha da equipa, mas de longe, e tenho 35 anos, e mesmo assim às vezes senti-me questionada por potenciais clientes pela minha idade, e normalmente sou eu que dou a cara.
Eu sou a tua cara e não faço questão nem de parecer mais velha, nem de parecer mais nova. Apareço como sou e está tudo certo. Mas eu noto que, e isto pode ser geracional, mas já trabalhei com pessoas de gerações anteriores mesmo na equipa, algumas podem...
e conhecendo outras pessoas de outras gerações, mesmo que não trabalharam na equipa, algumas são um bocadinho mais imaturas. A lidar com certas coisas num ambiente corporativo é normal. Quando comecei a trabalhar com 17 ou 18 anos, eu também não tinha a maturidade para lidar com o cliente como tenho hoje. Há alguns que mostram um bocadinho menos responsabilidade, mas há...
Malta nova a sair da faculdade com imenso sentido de responsabilidade, com imenso profissionalismo, com uma sede enorme de aprender e se nós conseguimos pegar nessas pessoas e trabalhá-las, vão sair daqui a dois, três anos, são profissionais fantásticos. Eu adoro o teu positivismo e esse entusiasmo que tu focas sempre nesse lado mais positivo em que tens essa fé nas pessoas. Tem que ser. E isso nota-se depois porque essa alegria, esse entusiasmo e essa fé
nas possibilidades e não nas vantagens é inspiradora as pessoas têm medo Bárbara, têm medo de avançar para os seus projetos ou para cumprir o seu propósito muito medo eu até hoje tenho medo se eu te dissesse que eu hoje não tenho medo estaria a mentir, eu até hoje tenho medo
Todos os dias, por exemplo, houve agora o apagão, houve tudo, eu tenho medo. Eu penso, como é que isto pode impactar o meu negócio? Eu tenho estas pessoas para pagar um ordenado? E se as coisas correrem mal? Eu penso muito, e se as coisas correrem mal? Eu penso assim, qual é que é o meu pior cenário? É voltar a trabalhar por conta do trem? Ok, se este é o meu pior cenário, eu já passei por isso.
Eu sei limpar casas de banho, já passei por isso, eu sei servir café, já o fiz. Esse é o meu pior cenário, voltar a trabalhar pelo ordenado mínimo, ok. Então vale a pena eu arriscar. Enquanto eu conseguir, eu vou continuar a arriscar. Porque há dias bons, há dias maus. Curiosamente, eu estava a falar com uma cliente há pouco tempo. E ela estava frustrada, estava a fazer uma reestruturação ao negócio dela.
numa área na qual ela trabalha há mais de 15 anos. É uma pessoa que já tem um nome no mercado. Ela dizia assim, eu estou farta disto, eu agora quero mudar a área completamente, eu agora quero ir para fazer t-shirts personalizadas, e não sei o quê. Fico completamente apanhada de surpresa. Diz assim, vou estar no choque de realidade.
Tu queres ganhar muito dinheiro, ou tens as tuas contas para pagar, tens o teu espaço para pagar, etc. Precisas ganhar dinheiro para pagar as tuas contas. E tu estás-me a dizer que vais pôr em causa 15 anos de experiência no mercado onde tu já tens um nome.
Para começares uma coisa do zero, achares que vais ter uma margem de lucro maior que não vais ter, vais ter que aprender tudo do zero, porque estava com medo. Esta pessoa estava com medo. Ela estava mesmo com medo de arriscar e de querer que as coisas funcionem muito rápido. Porque eu acho que hoje em dia na internet há muitos corujos que dizem que tu vais conseguir estalar os dedos e ficares milionário a criar um negócio. Não vais.
E eu acredito que todos nós conseguimos lá chegar. Eu ainda hoje estou a trabalhar para isso.
E já lá vão uns anos a empreender sozinha e continuo a trabalhar para isso, continuo a ter medo e continuo a dizer que se eu me deixar ficar no medo eu não vou avançar. E quando eu deixar de ter medo alguma coisa está mal. Porque não é aquele medo paralisante, mas é aquele receio do e se isto não funcionar? Eu investi tanto aqui e se isto não funcionar, o que é que isto vai fazer às finanças da empresa? Mas o medo também é bom.
É de um lugar desde humildade, um lugar em que nos faz ter os pés mais assentos na Terra. Planear. Uma dose de medo com uma dose de coragem. Eu acho que é a receita perfeita. É porque depois é isso. Porque se fores completamente impulsiva, até pode funcionar. Mas se tu tiveres um bocadinho de receio ou desse pé na Terra, eu vou arranjar um plano A e um plano B.
Aliás, vou arranjar um plano B e um plano C para o caso do A não funcionar como eu quero. Eu não vou para a luta achar que o plano A não vai funcionar. Eu vou fazer tudo para que o plano A funcione. Mas eu já levo uma lista de tudo o que eu tenho para fazer. Eu estou preparada para todos os cenários. E se não der por aqui, eu vou por ali, vou por ali e eu hei de lá chegar. Eu hei de lá chegar. Mas há muitas pessoas que se deixam paralisar pelo medo. Pelo medo e pela falta de resultados imediatos.
A Roma não se construiu num dia. Nós não conseguimos construir um negócio, um império. Os impérios que nós conhecemos a nível do negócio não aconteceram da noite para o dia. E não acontecem sem esforço, não acontecem sem dedicação. E acho que existe muito esta romantização de que as coisas são muito rápidas, os resultados são muito rápidos e incríveis num estalar de dedos. E não são.
E é preciso desconstruir isto de que sim, é possível tu construir um negócio que te faz mais feliz e que te vai proporcionar uma vida mais feliz, mas desengana-te se achas que o caminho é a pique e que é completamente linear, porque não é. Todos os negócios têm os seus picos. Todos. Estava a ler um livro que dizia assim, que o autor dizia que a maior aprendizagem que ele teve do pai foi Tudo passa.
tudo passa o mau, tu nunca ficas sempre no pico lá em baixo, mas o bom também passa numa empresa. Porque agora a tua faturação está incrível, está tudo a funcionar incrível, vai sempre lá ficar. O bom também passa. Eu achei isso muito interessante porque é verdade. E nós não podemos ficar nem no medo paralisante cá em baixo, nem na arrogância total de dizer agora está tudo a fluir super bem. Porque há sempre alguma peripécia que acontece.
E algo que vai sempre também ser inovado, que é necessário reconstruir. Eu acho que a veia empreendedora também tem muito a ver com isso. Tem muito a ver com o teu olhar ser orientado para procurar soluções nos problemas. Sempre. Há 10 problemas, tu arranjas 20 soluções. Há 20 problemas, tu arranjas 40 soluções. Isso seria uma boa definição do empreendedor.
Ah, eu acho que sim. Eu acho que sim. Interminável. Eu acho que é um buscador de soluções. Eu sinto isso, sabes, eu na escola e com os terapeutas, eu também sinto isso, que é o não parar. E às vezes isso é desesperante, porque vai haver sempre um problema e nada que seja bom vai durar para sempre, nem o mal, não é? E nós temos que ter sempre uma vontade de ir mais além, de fazer melhor. E isto...
vai ser eterno enquanto nós escolhemos empreender. Mas a maior parte das pessoas não tem bem essa ideia, não é? Eu acho que não, mas deviam ter. Para mim, uma das coisas que me dá mais gozo é o querer evoluir, ou não querer estagnar. Mesmo quando as coisas estão bem, eu penso, o que é que eu posso fazer para melhorar? Ou sabendo que, eventualmente, pode sair um cliente, ou entrar um cliente, ou haver um desafio novo, ou haver uma mudança numa legislação que impacte o meu trabalho, o que é que eu entretanto posso fazer para melhorar aquilo que eu já tenho e que já está a correr bem?
Porque há sempre formas de melhorar. E quem tem um negócio, tem que pensar assim.
Porque se a cada problema que tu tens, tu bloqueares, o empreender não é para ti. Para isso tens de ir trabalhar por conta de outra, porque há alguém que está por trás do negócio e vai resolver o problema. Sim, e também, na verdade, há um outro conceito que é que todos nós temos que criar. Quando formo um terapeuta, por exemplo, na escola, acontece muito que é agora, tornei-me terapeuta, então eu vou ter que ter uma página, vou ter que alimentar a página com conteúdos, vou ter que fazer coisas, e às vezes as pessoas não querem. E eu já me percebi que...
Tem que haver uma escolha, se isto é para mim ou não. Por onde é que uma pessoa começa? Para descobrir se realmente esse é o seu lugar. Se realmente é um empreendedor, se lhe faz sentido, porque entra o tempo que é necessário, essa perseverança. Como é que nós sabemos? Por onde é que começamos?
Olha, é uma excelente pergunta. Eu tive a sorte de começar, é, podíamos ficar aqui o dia inteiro a falar disso, não é? Eu tive a sorte de começar... Tem que ir à consultoria contigo para isso. Exato, exato. Mas de qualquer das formas, eu nunca fui uma pessoa de arriscar muito. Eu venho de uma família com, lá está com os pés na terra, não era uma família de empreendedores, meus pais não são empreendedores, então a mentalidade é estuda muito, tem um bom trabalho, portanto, quando eu começo a empreender...
e começo a fazê-lo por conta de outra. Portanto, eu tive oportunidade de arriscar. É verdade, eu trabalhava às 8 horas num sítio normal, mais de 2 a 3 horas por dia no trânsito e chegava à casa e ainda trabalhava no meu negócio.
Mas fazia por gosto e tive a sorte de ir fazendo, a coisa foi correndo bem e eu fui testando se isto funcionava para mim ou não. E se durante vários meses, eu já, desde part-time, que eu fazia nas poucas horas vagas, eu já conseguia faturar o mesmo que faturava no meu trabalho a tempo inteiro, aí eu comecei a perceber, e também com a ajuda da minha terapeuta na altura, que plantou essa semente, e se eu tivesse dedicado a isto a 100%, então a sementinha foi plantando, foi crescendo.
E eu fui percebendo que este poderia ser, podia ser efetivamente um caminho para mim. Eu acho que as pessoas também se têm que colocar nesse papel, porque empreender é preciso uma resiliência descomunal. Ninguém vai puxar por nós nos nossos piores dias. Ninguém. Enquanto que num emprego por conta do outro, eu tenho um patrão a dar na cabeça, a pedir-me resultados, eu tenho timings, mas eu chego à minha horinha, adeus, fecho o computador, vou à minha vida, volta amanhã.
Quando nós somos empreendedores, isso não acontece. E também há muita gente que vai empreender à espera de ter liberdade.
essa também é boa essa também é boa, é verdade o conceito de liberdade pode significar várias coisas eu trabalho se calhar duas ou três vezes mais hoje com o negócio próprio do que eu trabalhava por conta de outra eu já trabalhava bem mais do que as minhas horas de trabalho mas eu sinto-me muito mais livre hoje e muito mais feliz hoje a correr atrás de algo que é meu, que me preenche todos os dias mesmo eu tenho que me resgatar muitas vezes ao dia tenho que me resgatar porque às vezes estresse-me com a resposta de um cliente ou com isto ou com aquilo às vezes estresse-me e eu vou-me buscar a mim mesma teacher
Eu não outro trabalho por conta de outra e ninguém me ia buscar. Eu ficava lá no fundo do poço e tinha que entregar o trabalho à mesma e acabou. Mas eu trabalho mais horas, eu trabalho mais dias, eu faço muito mais e sou muito mais feliz e muito mais livre. Hoje posso estar aqui contigo, a seguir vou jogar pádala, a seguir vou passear com o Benny, posso ir trabalhar para as Maldivas e ir com o computador atrás e continuar a fazer aquilo que eu gosto.
E esse é um tema que eu tinha aqui guardado para te questionar, porque estás muito conhecida.
por estar sempre com a tua canequinha de chá é verdade, é verdade e com o computador nos mais diversos sítios e os dois tufos do teu profil é verdade e eu antes de perceber muito bem eu via a tua caneca aqui colar um sumo e eu assim sempre deixei em todo lado e eu assim uma desta mulher
Onde é que ela está agora? E eu já percebi que tu tomaste isto como uma forma de estar na vida, que é, eu já que tenho que trabalhar muito, eu tenho que ter qualidade de vida enquanto trabalho. Eu não sei se isto é assim, mas o que é que tu sentes? Mas é mesmo. Quando a pandemia veio, e eu ainda trabalhava por conta do trem, houve uma coisa que ficou muito bem acente para mim. Eu não ia voltar a perder 3 horas por dia em transportes para ir trabalhar. Não ia mais.
Acabou. Ou a empresa deixava que eu continuasse a trabalhar remotamente, ou então o tempo que eu perdia todos os dias, é que esse tempo eu ganhei e comecei a investir em mim. É qualidade de vida que eu não tinha. De repente ter mais três horas num dia úteis, é brutal. Eu sou altamente produtiva a trabalhar em qualquer parte. Eu sou aquelas pessoas que se consegue concentrar em qualquer lugar. Burburinho de fundo, para mim, abstrai-me perfeitamente.
E como eu não tinha capacidade financeira na altura, porque aquilo que eu recebia era a medida para pagar as contas, eu não conseguia viajar e sempre adorei viajar, sempre adorei passear e eu não conseguia fazê-lo sem ser em trabalho. Eu só conseguia viajar com as pessoas do trabalho. Então a minha família e os meus amigos, eu não conseguia usufruir deles como eu gostaria. E quando o negócio começou a arrancar, eu agora tenho um cãozinho incrível, o Benny, que é o que me prende agora para sair mais e para viajar mais.
Mas... Podes deixar-lhe comigo, não há problema. Olha, eu ficaria com muito gosto. Lá com os meus. Ele ficaria com muito gosto. Porque até chegar o Benny, ele ia para todo lado. Eu fico com a Anuzinha um mês para aqui, fui com outro grupo de amigas, outro mês para ali, preparo o máximo que eu consigo trabalhar, fecho a agenda daquilo que é...
portanto, síncrono, não é? Portanto, as consultorias, etc, essa agenda fica fechada, mas tudo o resto eu consigo fazer remotamente. E eu sou muito produtiva e sou muito criativa fora de casa também. Se eu for para uma esplanada, se eu estiver com um bloqueio de criatividade, eu às vezes vou para a praia com os meus amigos e assim que me deito na praia, assim que me deito na toalha, começam-me a vir ideias de conteúdos, de coisas para fazer no negócio. Eu tenho que andar sempre com um caderno atrás. Sempre.
E porque eu gosto de escrever. Às vezes quando eu não tenho, pronto, escrevo no bloco de notas no telefone, mas eu gosto de escrever e tenho que andar sempre com o caderno atrás. Porque as ideias vêm-me, então, assim que eu saio de um espaço fechado. E há uma justificação... Depende-te completamente. Pois, e há uma justificação biológica. Porque nós, quando estamos a cumprir horários e tarefas e assim, e em stress...
O nosso cérebro apaga o que é a criatividade porque ele está em sobrevivência. Faz todo o sentido. E então está no modo piloto automático de sobrevivência, a executar. Quando desligamos isso, ele pode dar aqui às outras potencialidades e começa a vir a criatividade. Então faz todo o sentido. Isso que tu dizes, eu também tenho muito isso de deitar na toalha engraçada, que de repente as pessoas dizem, o que é que estás a fazer?
É que realmente quando eu relaxo, vem um mundo de ideias. Completamente. É mesmo isso. E às vezes em conversas. Às vezes paro conversas, porque naquela conversa com amigos ou com o meu normal, surge qualquer coisa ali, e dizem, espera aí, para tudo. O que é que estás a fazer? Temos luz apagada, vamos dormir. Pera, pera, eu tive uma ideia, tenho que fazer isto amanhã. Eu já esqueci de fazer pausos na cama, porque tive um insight numa conversa, e disse, não, eu tenho que aproveitar isto já.
Ou de pensar em negócios que vou lançar ou coisas que tenho que fazer para melhorar porque está numa conversa, porque saí da minha zona de conforto. As poucas vezes que eu vou de férias dá-me sempre para produzir imenso. Produzo imenso. Aproveito, estou imensamente feliz, estou a aproveitar a um momento. Uma discussão que eu tinha muito com a minha melhor amiga, que ela dizia, mas tu tens que viver a tua vida, e daí não podes estar sempre a trabalhar. E eu tive que dizer, mas eu sou feliz assim.
Eu estou aqui contigo e estamos na praia e não sei o que, vai-me surgir uma ideia, ou porque eu levei um livro para a praia e surge-me um insight, e eu vou apontar, e eu estou muito bem assim. Às vezes vou para a casa de uma amiga minha que tem piscina, vamos lá todos no verão, e eu tenho coisas para entregar para os clientes, eu vou, dou um mergulhinho, volto, e estou a participar na conversa, e estou a produzir, estou a participar na conversa, estou a produzir, estou na boa.
Ando sempre com o computador, e vivo uma vida que para mim me faz feliz, se eu quero trabalhar o resto da minha vida.
Provavelmente não. Não imagino a minha vida sem estar a fazer alguma coisa. Nem que fosse a escrever. Nem que fosse só voltar a ter um blog por realização pessoal e escrever os meus thrillers que eu hei de escrever um dia. Nem que seja isso.
Mas neste momento eu gosto tanto daquilo que faço que não me soa muitas vezes a trabalho eu parar para apontar uma ideia ou parar para fazer um post porque achei que aquilo podia ressoar com o meu público. Isto pode parecer estranho para a maioria das pessoas, mas é a minha verdade. Não é de uma espontaneidade. É a minha verdade. É isso. Eu tive que deixar de me sentir mal com isso. Eu tive que me deixar de sentir mal com isso porque às tantas eu retraía-me.
Eu estava ali cheia de ideias a fervilhar, mas eu tinha medo, ah, porque tenho medo que os meus amigos levem a mal, ou que a minha família leva a mal, ou que estas pessoas levem a mal. E depois percebi, não, mas eu sou assim. Mas, Bárbara... Deixa-me abraçar isto, deixa-me abraçar isto. Mas gostou. Mas eu acho que isso acontece a muitas pessoas. E quando falamos até das redes sociais, isto é um tema muito interessante. A maior parte das pessoas queria fazer, de uma determinada maneira, queria publicar. Pelo menos eu tenho muitas estas questões com os terapeutas, que eu formo.
que é, eu gostava de fazer de uma maneira, mas o que as pessoas gostam é outro, o que vende é outro, então é como as pessoas castram a sua verdade, a sua essência, a sua autenticidade para ir, como eu digo sempre, com a manada. Para encaixar, não é? Para encaixar. Para encaixar.
naquilo que são os parâmetros do Instagram, naquilo que se espera que devam fazer. E sabes o que é que depois acontece? Não publicam nada. Isso é a pior coisa que depois podem fazer. Pois aí dizem que é o pé do algoritmo. Então se não publicas, é que por muito pouco profissional que possa parecer aquele vídeo, é sempre melhor tu publicares e falares e chegares às tuas pessoas e dizes a tua verdade, do que não dizes nada.
Depois os outros estão a fazer e estão a dizer a verdade deles e alguém vai se identificar. Achas que é melhor fazer algo que está fora do protocolo politicamente correto? Quer dizer, politicamente? Ou do tecnicamente ou estratégicamente correto? Achas que pode haver retorno?
Claro que sim. Achas que essa criatividade, essa diferenciação também tem retorno? Ou é tudo algoritmo? Tem indiscutivelmente retorno. Já vi vídeos viralizarem que são feitos de forma completamente amadora, às vezes sem luz, sem boa iluminação, sem bons microfones, um cenário assim meio atabalhoado. E a coisa funciona porque às vezes as pessoas se identificam ou com a mensagem que é dita, ou de alguma forma se identificam. E até porque as redes sociais, nós sabemos que, por exemplo, o caso do Instagram.
um feed que seja esteticamente apelativo é um bocadinho mais profissional passa uma mensagem de profissionalismo mas continuamos a ser pessoas a lidar com pessoas e portanto, se eu vejo um vídeo de um terapeuta que me está, que me diz uma mensagem com a qual eu me identifico se me agarrar logo nos primeiros minutos, nos primeiros segundos isso é importante, não é? tem a ver com a lei da atenção e nós precisamos de agarrar a pessoa contando a história, mas se agarrar a minha atenção vou ficar a ouvir, independentemente da qualidade do vídeo
independentemente disso, e muitas vezes esse é o gatilho de eu contratar aquele terapeuta ou não. Às vezes eu percebo o síndrome do perfeccionismo, e toda a gente diz que as redes sociais têm de estar perfeitas, um excelente design, um excelente isto e aquilo, mas para quem ainda não tem a possibilidade de trabalhar com pessoas, com gestores de redes sociais, ou quem ainda não tem essa destreza, pegue no telefone e faça com aquilo que tem.
Serei sempre apologista de fazer omelete com os ovos que temos. É melhor do que não fazermos nada.
Eu própria passei também por isso, porque eu sou muito rigorosa, não gosto de ver coisas misturadas, não gosto de ver o mural com muita coisa, e então dei por mim a pôr muitos bloqueios naquilo que saía, e mesmo com a minha equipa, não porque não pode ser assim, porque deviam ter... E era tudo... Comecei a ver que eu tinha um esquema, e era muito bonito quando se olhava, mas não tinha impacto nenhum nas pessoas, porque era uma manião gosto meu.
do bonito, mas se calhar não chegava às pessoas com aquilo que elas precisavam receber. Isso acontece muito. Sim. Vê-se muito isso. As pessoas que acabam por ficar muito presas à estética, mais do que à mensagem.
E deve ter a mistura das duas coisas. Eu não conseguia, Bárbara. E eu cheguei a comentar isto contigo, que é a dificuldade que foi para mim gravar um vídeo. Mas eu dizia assim, mas para quem é que eu estou a falar? Porque eu olhava para a câmera e para quem é que eu estou a falar? Não está ninguém ali. Vai estar mais tarde, mas agora não está ninguém.
E o que eu gosto é de tantas pessoas que isto pensava, eu estou a ser falsa, estou a fazer uma coisa que não é verdade, então eu comentei isto contigo, os meus preconceitos todos.
Até perceber que as pessoas queriam-me ouvir aquilo que eu queria dizer e iam ouvir mais tarde. Demorei tanto. Havia como uma retração interna. E mesmo assim não sou muito de fazer muitas explicações, muitos vídeos. Mas também depois fui conquistando isto. Vou fazer a live quando eu quiser, vou dizer o vídeo quando eu quiser. E aí foi tão engraçado. Sabes o que é que as pessoas me diziam? Começaram a dizer. Ah, pareces mais tu.
Pareces mais tu. És tu que estás a fazer as redes. E eu, não, continuo a ter a equipa a ajudar-me. Mas elas achavam que era eu que fazia as coisas. E isso começou a notar-se nos likes. Então, durante anos, eu estive tudo dentro da caixinha. E quando comecei a libertar-me eu desse controle, desse profissionismo...
O feedback foi muito bom. Isso que estás a dizer faz muita diferença. E isto é o que acontece às pessoas. Elas bloqueiam. Chegam às redes sociais e depois bloqueiam. Então não publicam nada porque acham que não está perfeito. E não percebem que quem está do outro lado não percebeu. Tu achas que estás a gaguejar, mas não estás a gaguejar nada. Achaste que estavas nervosa ou que não gostas da tua voz. Mas quem está do outro lado vai se conectar na hora contigo. E é tão mais fácil eu perceber.
a tua essência, se for possível dizer isso através de um vídeo, do que através de um post estático, com um design perfeito, mas no fundo, que essência é que eu consigo retirar de ti ali? Muitas vezes não é possível. É claro que eu tento dizer isto à maior parte dos meus clientes, eles estão de redes, muitos deles ainda fogem dos vídeos a sete pés, mas eu digo-lhes, ok, isto é uma construção, é uma construção, as pessoas que estão do outro lado, elas não nos conhecem, não são os nossos amigos.
não sabem como é que eu falo, se eu sou mais extrovertida, se eu sou menos extrovertida, então cada vez que eu venho falar, eu noto que a conexão com quem está do outro lado é muito maior. É muito maior, não há hipótese, porque eu consigo ser muito mais eu a forma como eu gesticulo, como eu coloco a minha voz, se eu faço caretas, se eu não faço caretas, a forma como eu explico um conceito, quando eu passo uma mensagem, é muito mais pessoal quando eu apareço a falar do que quando eu não apareço a falar.
Depois os empreendedores dizem assim, mas eu tenho vergonha e o que é que as pessoas vão achar?
e eu tenho vergonha de dizer ok. Até percebo isso, eu também acho intimidante falar com uma câmara, não estou a dizer que não. Agora...
O impacto que nós sentimos como consumidores, porque todos nós somos consumidores de redes sociais, todos nós seguimos outros negócios e outros empreendedores, e quantos de nós é que já não tomamos a decisão de comprar um produto ou um serviço, de contratar aquela pessoa para trabalhar connosco, porque vimos um vídeo dela e porque gostámos da vibe dela, da energia dela, de qualquer coisa que ela passou. E de como os vídeos, às vezes por mais simples que sejam stories, por mais simples que sejam amadores, em contraluz, não interessa. Mas porque aquela pessoa falou comigo e eu me identifiquei com ela.
Porque terapeutas há milhares, marketeers há milhares, gestores de redes sociais há milhares. Joana só existe uma, a Bárbara só existe uma, quer se goste, quer se não goste, e quem não gostar há de haver alguém que encaixe no perfil daquela outra pessoa. Mas é quando eu apareço que as pessoas sabem quem é que está do outro lado. Senão não vão saber. É que as pessoas não compram só com a razão, compram muitas vezes com o coração, com a emoção.
E eu tomo a decisão, muitas vezes desde daí, porque eu gostei da vibe daquela pessoa. Eu até precisava de um terapeuta, mas eu gostei muito da vibe daquela pessoa. É mesmo isto, eu precisava de alguém leve. É isto, é com ela que eu quero trabalhar. Às vezes até quando tenho pessoas em consulta dizem-me, eu já te segui há algum tempo e fui gostando de ouvir e depois...
Marquei consulta ou comprei este curso contigo. Acontece isto mesmo? Muitas vezes. Eu tenho pessoas que me acompanham desde os tempos do blog. Tenho pessoas desde que eu lancei um curso de gestão de redes sociais já andam para entrar há quase dois anos. E é no momento que é certo para elas que elas tomam a decisão de comprar. Agora, qual é que é o meu trabalho?
É de estar lá para as pessoas até elas tomarem essa decisão de compra. Porque nós temos seguidores que não interagem com nada e que compram tudo, e temos seguidores que interagem com tudo e não compram nada. E às vezes precisam de tempo para ganhar confiança. Isto é um namoro, é aquele conceito do namoro. Mas é mesmo isso. As pessoas vão-nos conhecendo, descobrem-nos por acaso, ou por um conteúdo que alguém partilhou, ou por um anúncio, ou seja, pelo que for, chegaram até nós.
Ok, deixa ver se isto me interessa. E às vezes é que o passar do tempo e quando for o momento certo para elas, que se eu tiver continuado a nutrir essa relação, com o conteúdo que chega à pessoa, que me conecte com ela, que ensine, enfim, tudo isso, que quando chegar o momento dela, eu espero que ela me escolha a mim.
Porque eu estive lá para ela, eu fui nutrindo esta relação com ela ao longo do tempo. No meu caso, nós não tivemos um namoro, foi amor à primeira vista. Eu vi o teu trabalho, o teu passo e gostei. E às vezes isso acontece. E isso acontece muitas vezes. A pessoa já está no momento de comprar, já está decidindo com quem é que vai fazer e nós aparecemos no sítio certo, no momento certo.
que muitas vezes não é o acaso, não é? Tu se calhar chegaste até mim e viste o meu site para ser profissional, viste o meu Instagram para ser profissional, eu falei, tu gostaste da minha onda, e disseste, olha, é com esta medida que acho que me faz sentido. Mas porque eu estava ali. Porque se eu tivesse uma página parada há três ou quatro meses, se eu não aparecesse e tu não sentisse a minha vibe, aquilo não te parecesse profissional, tu se calhar não tinhas tomado a decisão de compreender nós não estávamos aqui hoje.
Verdade, e então, sim, havia toda uma construção tua de muito, muito, muito trabalho.
por detrás, criar tudo isso para que eu pudesse chegar a ti, não é? É que é isto também. Que eu estivesse pronta para te receber no momento em que fosse certo para ti que tu chegasses até lá, porque é isto. Algumas pessoas vão chegar até nós prontas para comprar logo, no momento. São poucas. Comparando, não é? Falando aqui no marketing e no funil, são poucas as pessoas que entram logo já prontinhas para comprar.
Porque muitas vezes no nosso negócio o trabalho que nós temos que fazer é dar confiança à pessoa para que quando for o momento dela comprar, que ela tenha a certeza que é connosco. Porque algumas pessoas nem sequer sabem que precisam daquilo que nós temos para vender. Ainda não sabem se aquilo é para elas se não, se aquilo é mesmo uma dor que elas têm ou não, pois quando percebem que...
realmente isto acontece, eu tenho este problema e começam a avaliar soluções, perceberem que nós somos uma das soluções para aquele problema e até decidirem, ok, eu sei que tenho este problema, eu estou à procura de uma pessoa e vai ser com esta pessoa que eu vou comprar, pronto, é isto. Parece simples, não parece? Parece simples. Para mim já não parece simples, já tenho sufrido um bocadinho. Então, Bárbara, se alguém quiser começar por algum lado, como é que tu recomendas?
Assumindo que já sabe o que é que é fazer. Imagina, por exemplo, fez um curso é nosso constelador familiar e chega agora aqui. E agora? Como é que eu vou para o mundo? Vai ter contigo. E agora? Vem ter comigo. Eu vou dizer, ok, constelações familiares já é algo muito específico dentro do desenvolvimento pessoal, espiritual, portanto já é um segmento marcado.
e vamos tentar perceber quem é que são as pessoas que essa pessoa quer impactar. Porque dentro das constelações, e eu já fiz inclusivamente contigo, é possível que, por exemplo, seja mais direcionado para a área dos relacionamentos. Por exemplo, pode ser alguém que se queira posicionar de uma determinada forma de dizer olha, eu gosto de trabalhar particularmente relacionamentos ou parentalidade ou mais empreendedores ou mais empresários.
Pode ter um público-alvo muito específico e tentarmos perceber isso. E depois perceber, ok, quais são os problemas que as constelações resolvem.
E aí tenho que me orgulhar nesse mundo, e o próprio empreendedor ajuda-me a perceber através de um questionário, mas depois percebemos como é que nós conseguimos traduzir isso em marketing, em comunicação e em estratégia. Perceber, ok, eu vou vender constelações só a sessões individuais, ou eu vou ter, por exemplo, um programa, uma mentoria de acompanhamento, em que durante X tempo eu vou acompanhar aquela pessoa. Portanto, qual é que é a minha escada de negócio enquanto...
enquanto negócio, não é? Porque um constelador é um negócio, eu vou ter só aquele serviço, sessões avulso, ou eu vou ter pacotes de sessões, ou eu vou ter programas de mentorias, ou eu vou juntar aqui mais algum outro caminho malístico que possa complementar, ou não, é só isto. Temos a escada de negócio montada, ok. Então, o que é que nós vamos divulgar?
Como é que nós vamos divulgar? Porque já percebemos quais são as pessoas que vão ser impactadas por isto e que os problemas podem ser resolvidos através das constelações e vamos começar a tocar nas dores e nos desejos daquelas pessoas. Já percebeste que se calhar a tua relação não avança porque ainda estás de olhos no teu passado? Por exemplo, vou começar a pegar aqui em conteúdos.
que estejam relacionados com a dor que a pessoa resolve e o público a quem ela quer chegar. E com o tempo, com o conteúdo que vai informando, com o conteúdo que vai conectando, porque vai contar a história do próprio constelador, porque vai contar pessoas que foram tocadas pelas constelações, com o tempo as pessoas vão perceber aquilo que o constelador faz, como é que ele ajuda, as pessoas que ele já ajudou e como aquilo pode ajudar a resolver um problema ou uma dor que aquela pessoa tem.
Claro, foi fantástico. Parece fácil, mas isto já foi extraordinário. Porque tu realmente és mesmo... Tu fizeste aqui um esquema e eu pensei se eu estivesse a começar agora era muito mais fácil assim do que da maneira que eu fiz assim. Dei voltas, voltei para trás. Às vezes complicados. Sim, sim, sim. E às vezes também acharmos...
que temos de fazer tudo sozinhos, sabes? Eu passei muito por isso de... Estou há 20 anos nesta área e tive muito aquela coisa, a resistência, primeiro, depois do vou devagarinho, depois vou inventar sozinha, depois vou buscar aquela... E demorou muito tempo até eu perceber como é que eu estava em segurança a fazer, a viver a minha verdade.
Porque eu queria muito ser autêntica e queria que as pessoas soubessem que era a Joana, mas sou um bocadinho reservada. Então fiz caminhos e atalhos, andei para trás e para a frente. E sem dúvida com esse apoio é extraordinário. Sabes que eu senti essa dificuldade quando comecei a empreender e quando foi a altura de finalmente pedir ajuda.
Porque eu pensava, mas eu estou a empreender, para trabalhar sozinha e agora vou pedir ajuda. Era quase como se eu estivesse a reconhecer um sinal de fraqueza. Mas lá está, eu estava desamparada, não tinha mentores, não tinha nada. Não tinha essa orientação de perceber que quando chega o momento de eu pedir ajuda, eu tenho que agarrar.
e que isso foi a ajuda e foi o facto de eu ter pessoas competentes ao meu lado que fizeram com que o negócio crescesse porque se eu tivesse continuado a fazer sozinha o meu tempo é limitado e nós vamos sempre precisar de mentoria é também importante que as pessoas percebam tu continuas sempre a informação eu continuo a informação e vai vendo níveis e também é por isso que tu fazes mentorias e eu também faço mentorias porque é importante que nós façamos processos de perceber que para crescer teacher
nós continuamos a precisar de apoio e às vezes é de diversas formas, eu também partilho aqui que às vezes eu também continuo a ir a colegas, terapeutas, continuo a fazer trabalho de desenvolvimento pessoal familiar, mentorias profissionais, formação e é isto e o mundo vai pedir esse avanço não é? este próprio desenvolvimento do digital e de outras formas profissionais e com a inteligência artificial, nós vamos ter sempre teacher
que estar a evoluir. E costuma-se dizer que quem não senta para aprender não se pode levantar para ensinar, não é? E há sempre alguma coisa nova que tu podes aprender e tanto no negócio como na tua vida pessoal há sempre alguma coisa para evoluir. E é percebermos isto, é perceber que...
pedir ajuda, muitas vezes é o momento em que o negócio vai dar o salto. Porque nós não temos que ser conhecedores de tudo. Nem na minha área, eu sou conhecedora de tudo e vou ter que estar sempre a aprender. Olha, as redes sociais todos os dias sai alguma coisa nova. Nos negócios há sempre alguma estratégia ou mesmo no marketing. O marketing é um mundo.
Eu não consigo dominar todas as áreas do marketing, ou mais enfim por menor, é impossível. Portanto, eu tenho que estar sempre na posição de humildade, saber o que é que eu faço dentro de tudo o que é possível, tentar melhorar sempre naquilo que eu faço, de vez em quando porque sou uma curiosanata, tento aprender um bocadinho mais sobre outras coisas, porque acredito que posso enriquecer o meu conhecimento no todo e aquilo que eu posso ajudar as pessoas no todo, mas eu tenho que reconhecer qual é que é a minha área de especialidade.
Eu percebo de email marketing, eu percebo de SEO, eu percebo de uma série de outras coisas sobre as quais eu não falo.
Porque o meu conhecimento é o suficiente para me autossustentar o negócio e que posso ajudar e orientar as pessoas de um determinado nível, mas não sou especialista nisso. E que podes ter outros profissionais especialistas a trabalhar contigo. Sempre. Eu já percebi quais são as minhas limitações, por exemplo, na área do design que nós fazemos na Magnet. O meu Instagram, com o momento em que eu disse assim, não, preciso de ajuda.
Não dá. Não dá porque eu não sou designer. Eu tenho zero jeito para design. Eu desenho rasco. Portanto, olha mal, tem que me fazer templates porque eu gosto de ser eu a publicar. Eu tenho as ideias no momento. Eu preciso ter 10 ou 15 templates que eu posso ir usando porque eu quero ir publicar. Porque eu não sou designer. E eu sei que aquilo que sai dali passa uma mensagem muito mais amadora do que a perceção que eu quero que as pessoas tenham de mim.
Então eu preciso de ajuda. Que giro. E depois está a tua própria equipa, da tua agência. Eu preciso de ajuda.
Que bonito. Tem que ser. Eu reconheço, sei quais são os meus pontos mais fortes e sei quais são os meus pontos que mais vale eu pedir ajuda. Até porque o tempo que eu perco a fazer ou executar uma tarefa que não é a minha área de especialidade eu demoro três ou quatro vezes mais tempo. E esse tempo que eu posso aplicar a fazer outras coisas que eu gosto mais de fazer. E esta também foi uma lição para mim. Quando eu comecei a pedir ajuda foi, olha, o tempo que eu estou a perder a fazer estas coisas que...
que se eu desbloqueasse isso para consultorias, conseguia faturar muito mais. E estava pago o valor da ajuda que eu ia pedir. Mais do que pago. É verdade. É que às vezes é um investimento. É. Pedirmos ajuda a outra pessoa é um investimento. Delegarmos é um investimento. Porque ficamos mais livres para poder... E fica muito mais bem feito. E nós temos tempo para ir buscar outras fontes de rendimento e fazer outras coisas. Mas foi uma lição para mim.
Pedir ajuda. Porque eu achei que já estou a empreender para trabalhar sozinha e agora vou pedir ajuda.
E aquilo que tu disseste para mim também é o toque. Às vezes é um sinal de fraqueza. Também me acontece comigo que é então tu já fazes isto há tanto tempo? Como é que isto acontece? E uma pessoa pensa, poxa, é como se o nosso profissionalismo fosse posto em causa...
por alguma coisa que nós não sabemos fazer e realmente também é hostil o mundo social é hostil, as redes e também é um lugar que é preciso eu acho que é
aquela expressão don't take it too personally não levar tão a sério porque às vezes comentam-se, dizem-se coisas fazem-se coisas quase sem emoção não é? e há muito este olhar crítico
Mas é. E nós próprios, porque é tão fácil olhar para as redes sociais dos nossos colegas de profissão e parecer que para eles é tudo tão fácil. Estão todos a faturar, têm todos agenda cheia. E tu uma vez falaste também de uma coisa interessante, que foi sobre um hater, alguém que tu fez uma... Às vezes acontece isso, não é? Às vezes acontece. Acontece. E tu aprendes a lidar.
Faz lidar com isso de várias formas. Há quem se deu o trabalho de responder e perder a energia nisso. Há quem consiga dar a volta à situação, porque às vezes um hater pode se tornar um fã incondicional. Ou um comentário negativo pode ser transformado, se for bem levado, diplomaticamente levado. Às vezes é só uma pessoa descontente com alguma coisa do nosso negócio ou que não percebeu e se calhar com uma conversa nós conseguimos...
recuperar. Alguma frustração interna profunda que descansou ali. Sim, e depois há outras pessoas que são realmente muito mal educadas e nas redes sociais e que é tão fácil, não é? Trás de um ecrã de um telefone somos todos tão corajosos, não é? Como eu digo, o meu cão ou o meu colo, se for preciso de lado, dá para os outros. Eu ponho no chão e ele enfia-se baixo nas minhas pernas, não é?
Se calhar se fosse frente a frente, essas pessoas não teriam essa audácia toda, essa coragem toda. Mas é muito fácil atrás de um ecrã. E nós como empreendedores temos que definir qual é que é o posicionamento da nossa marca. Eu quero responder a haters, eu quero bloqueá-los, ou é um comentário que...
mais do que ódio, despropositado, possa vir de uma posição de um cliente que usufruiu do nosso produto ou do nosso serviço e que não gostou, que teve uma experiência menos desagradável e pode ser algo que eu possa tentar encaminhar para uma resolução ou não. Porque às vezes são só comentários negativos ou críticas negativas que podem ser resolvidas. Outra coisa é destilar ódio por destilar ódio e na maior parte das vezes, quando é esses casos, eu apago o comentário e a minha energia é limitada e eu tenho que escolher onde é que eu agasto.
E nós não vamos poder agradar a toda a gente. Claro que não. E às vezes também custa isso, não é?
Para mim, tenho um perfil de tentar agradar a toda a gente que me sou. A mim custa-me. E custa-me principalmente quando mal interpretam o trabalho. Ou pelo menos para mim é uma má interpretação. Eu fico triste e eu penso... Eu gostava que compreendessem. Lembro-me uma vez que fiz uma partilha sobre a cura do outro. E que como podia ajudar na saúde...
na saúde do feminino, de limpar moras, nós sabemos que todas as repressões também emocionais vão ter um impacto, quanto mais bom seja, porque nós produzimos hormonas que podem ser inibidas se nós estamos em stress, em dor, em tristeza, portanto isto é químico. E eu fiquei tão triste...
Porque uma vez disseram-me que eu estava a enganar as pessoas a dizer que vendia cura e que desejavam que eu tivesse a doença que a pessoa tinha, dez vezes mais sofrimento para saber. E eu fiquei tão impactada porque eu penso, eu dedico a minha vida às pessoas a ter mais saúde. Como é que alguém me...
Deseja mal ou achar que estou a querer enganar alguém. E eu acho que é isso. Acho que também há uma vontade de ajudar a um serviço que todo empreendedor quer dar ao mundo. Eu acho que isso é a base. Qualquer negócio tem que ter essa base de o que é que eu tenho para dar. As pessoas vão para as redes e dizem sim. E todos me dizem assim, mas eu não gosto de vender, eu não tenho jeito para vender. Porque as pessoas querem ajudar, mas...
Querem ajudar. Perdem-se do negócio. E eu digo assim, mas tudo o que tu fazes vende. teacher
Tu vies aqui falar comigo e apresentares-me o teu negócio e eu contares-me aquilo que tu fazes, tu estás-te a vender. Estás-me a vender a tua ideia, a tua mensagem, aquilo que tu fazes. E no fundo, nós não estamos aqui a saltar bancos, nós estamos a ajudar pessoas dentro de um determinado negócio. Até algo que possa parecer-lhe mais fútil como roupa ou etc, tem um propósito. Eu posso ter como propósito, por exemplo, tenho uma cliente que faz t-shirts estampadas.
mas com frases de empoderamento feminino, muito statement, muito girl power e muito statement. Portanto, a missão dela é claramente dar voz ao empreendedorismo e que as pessoas vistam a sua própria voz. E eu acho isso notável, é um propósito. Ah, mas eu tenho de dizer que a t-shirt custa isto aqui. Ah, não tens de ter medo nenhum porque tu estás a vender alguma coisa que vai ajudar a pessoa. Mesmo que seja uma peça de roupa.
a roupa também tem um propósito. E aqui é mais do que vestir, é passar uma mensagem, é um posicionamento, é uma forma de estar na vida. É as pessoas poderem gritar ao mundo a sua mensagem e chegarem e nem precisarem dizer nada porque, olha, ela defende os direitos humanos, ela defende os direitos das mulheres. Está lá, sabes? Fala por ti. E quem tem um negócio tem que acreditar naquilo que está a fazer. E não pode ter medo de o dizer.
E tu, repara, tu ao pouco contaste a história que a tua mãe disse. Eu nunca te vi com os olhos a brilhar. Bem, isto aqui interpretando a tua mãe, a tua mãe deu-te permissão. Deixa de lá, tens um ordenado, trabalhares por conta de outra, como nós, e vai criar o teu negócio. Eu acho que isto foi uma permissão, e isso, até a nível transgeneracional, tem impacto. É verdade. Para acaso, eu também não, mas agora saiu. E por outro lado, ela não disse, podias ganhar dinheiro com isto. Ela disse...
Eu nunca vi os teus olhos brilhar como assim. Então, foi a coisa mais bonita que é dizer, vai ser feliz.
Mas é mesmo. E essa pessoa que faz as t-shirts é feliz a dar essa voz. Eu quando também comecei primeiro a dar consultas e depois a formar terapêuticos, era feliz a ajudar a pensar. Mais pessoas vão ajudar outras pessoas. E é isso. Eu acho que não é possível que o negócio prospere a longo prazo. Se não houver este amor.
Também não acredito. Eu acho que das duas uma. Ou deixas o negócio morrer, quando as coisas às vezes dão o pautor, ou não estão a correr como nós estamos à espera, porque são altos e baixos, é um ciclo. Ou então vendes o negócio e vais incessantemente procurar outras coisas, porque enquanto tu não fostes verdadeiramente apaixonado, o teu negócio não vai... não vais ter aquilo que é preciso tu própria para fazeres o teu negócio explodir. E vais precisar que alguém o faça.
Eu tenho a certeza que hoje, se eu não fosse apaixonada por aquilo que eu faço, que eu já tinha desistido há muito tempo, como desisti de outras coisas que comecei. Porque não era aquilo. Aquilo não era eu. Eu tentei, só pensei, ah, isto vai dar dinheiro. Mas não é só o dar dinheiro. Porque o dar dinheiro é eu ir trabalhar por conta de outra em dar dinheiro. Isso dá. Não é que vou ganhar dinheiro ao final do mês, mas é aquilo que me move.
É o que me põe o brilho nos olhos. Não é? Os meus amigos já sabem, não podem falar de negócios ao pé de mim que eu fico...
Fico ali, hora, para a conversa. Ah, mas veja que é tão entusiasta. E eu fico doida, assim, não, mas tu tens que fazer. Ah, eu tenho uma ideia, o que é que há? Eu sou uma pessoa que diz, sim, vai, olha, vamos fazer assim, assim, assado. E eu fico doida com aquilo. És uma amiga que dá muito jeito, mas isso é um perigo. Não, eu sou um perigo, porque eu vou te dizer que sim a tudo e eu vou arranjar a maneira de funcionar. Ah, mas se calhar por aqui não dá.
E assim, olha, então, se não der por aqui, vamos fazer assim, assim, assado. Ah, mas este problema, três soluções. Podes continuar que eu vou-te arranjar soluções. E eu já ouvi de amigas tuas.
também disseram isso. Foi a Bárbara! Foi a Bárbara! E é isto, é extraordinário ver que esse brilho nos olhos, Bárbara ainda continua. Eu acho que vai sempre existir este brilho nos olhos, mesmo que um dia decida reformar-me, eu acho que isto está... Há coisas que nos estão...
que estão em nós e que tu não consegues tirar. Tu nunca vais conseguir deixar de ser terapeuta. Eu nunca daqui a 20 ou 30 anos, já estou reformada, nós reformadas, a bermos um chazinho e a frente à praia, a irmos dar o nosso mergulho no mar. Tu não vais conseguir, se eu te disser alguma coisa relacionada comigo, ou um relacionamento, seja de que área for, tu não vais conseguir não fazer essa conexão. Porque está em ti. A terapia está em ti, és tu.
Martem, a estratégia, os negócios estão em mim. Eu nunca vou conseguir dissociar.
nunca, por mais que eu tente eu até posso nem falar, mas o meu cérebro vai estar aqui a carburar não disse assim, nós gostamos de ir assim eu não quero, eu não estou longe de atirar a toalha ao chão e dizer já chega ainda tenho muito para dar ainda tenho muito para fazer e vou deixar também aqui o convite para que as pessoas vejam as tuas redes sociais tu tens lá também no link tens imensos projetos estás sempre para criar a idiota não sei ter das ideias
Mas isso é uma grande dádiva e transmite-nos esse entusiasmo e essa alegria. Muito grata, Barbara. Fico muito feliz. Olha, foi maravilhoso ser-te aqui, ter esta conversa que podia ficar também a prolongar-se, porque ia merecer duas idiotas a ter ideias. E agradeço sempre todo este entusiasmo, esta inspiração e tu nunca desististe de fazer as pessoas realizar os seus sonhos e os seus projetos.
Obrigada eu também, porque uma parte de eu também estar aqui hoje e continuar apaixonada para aquilo que eu faço é porque existes tu e existem terapeutas como tu que nos põem no nosso caminho e que nos ajudam a tirar estas amarras e os medos e dizer não, segue o teu propósito, está tudo bem, liberta-te do que está para trás, está tudo bem, este é o teu caminho.
Que lindo, somos um puzzle, peças do mesmo puzzle. Somos peças do mesmo puzzle. E eu sei que só que eu empreendi quando eu pedi ajuda. Quando eu tive apoio de desenvolvimento pessoal. Só nesse momento é que eu comecei a empreender. Até lá, eu só tinha amarras nos pés. Extraordinário, muito grata por portar. Foi mesmo isso.
Uau, que forte. Foi mesmo maravilhoso. E para terminar... Tcharam! Temos aqui uma prenda para ti. A Lico preparou... Isto é um kit, kit Bárbara Vassão, tens aqui o teu nome. Que é uma prenda da Lico. Obrigada. Tu és linda, mas vais ficar ainda mais linda, mas cuida. Acho que vais gostar muito. Vou gostar de certeza. E são produtos incríveis.
com elementos extraordinários e depois tu contas-nos se gostaste conto tudo nas minhas redes sociais na parte da humanização eu acho ótimo e ali que vai durar, eles vão ter um bilhetinho especial para ti muito obrigada, e a ti pela oportunidade
tão bom sempre falar contigo. E agora pessoalmente. Pois é, nós andámos aqui uma vida toda e já não sabíamos se nos conhecia pessoalmente. Para mim já te conhecia pessoalmente. A maravilha digital é que eu depois conheço as pessoas passado anos e acho que já as conhecia pessoalmente. E criamos estas ligações das nossas pessoas. Muito grata, querida. Obrigada, eu.
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