A nova Política Antimanicomial do Poder Judiciário determina uma profunda transformação no tratamento das pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei e caminha para o fim do modelo tradicional dos hospitais de custódia. Mas algumas perguntas permanecem:O SUS está preparado para receber esses pacientes?O que fazer com pessoas que ainda apresentam risco grave para si ou para terceiros?Quem deve decidir pela internação ou desinternação: o médico ou o juiz?É possível conciliar tratamento digno, liberdade e proteção da sociedade?E, afinal:*acabar com os manicômios judiciários é um avanço civilizatório ou estamos desmontando uma estrutura sem ter outra preparada para substituí-la?*