Marques Lopes: “O Pacto Estratégico para a Saúde é disparatado”
Esta semana, o Presidente Seguro imitou o Presidente Marcelo e promulgou com criticas uma lei que lhe chegou do Parlamento, no caso a lei da nacionalidade, anteriormente chumbada no Tribunal Constitucional e corrigida pela maioria de direita. Fecham esta quinta-feira as negociações as negociações na Concertação Social e tudo indica que o projecto governamental para alterar a legislação laboral acabará chumbado na Assembleia da República e “o país não acaba” por isso, garante o primeiro-ministro.
A maioria presidencial faz também caminho paralelo com a maioria governamental na área da Saúde, onde Adalberto Campos Fernandes, nomeado pelo Presidente coordenador do Pacto Estratégico, já começou a trabalhar.
No país em que o turismo é a galinha dos ovos de ouro, para lá da ameaça que paira sobre as companhias de aviação por causa do preço do jet fuel e da sua escassez, volta a haver problemas sérios no Centro Comercial Humberto Delgado, onde aterram e levantam aviões, mas onde os passageiros aguardam horas na fila, por causa de um novo sistema de controle, poucas cabines e forças de segurança com formação deficiente.
Lá por fora, o rei de Inglaterra, Carlos III, eclipsou o rei sol, Donald Trump, que vive um impasse na guerra em que afirma diariamente a sua superioridade, mas não é capaz de derrotar o seu inimigo.
Está com Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia e com sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira.
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- Conflitos globaisRei Carlos III e Donald Trump · Impasse na guerra · Discurso de Carlos III no Congresso Norte-Americano · Relações entre Estados Unidos e Inglaterra · Europa e autossuficiência na defesa · Guerra no Estreito de Ormuz
- Segurança em Aeroportos CríticosProblemas no Aeroporto Humberto Delgado · Novo sistema de controle de fronteiras · Poucas cabines e formação deficiente de forças de segurança · Congestionamento de infraestrutura · Exigência da União Europeia para controle de fronteiras
- Direito de cidadania e nacionalidadePromulgação com críticas pelo Presidente · Chumbada no Tribunal Constitucional · Correção pela maioria de direita · Período de transição para processos
- Estrutura presidencialista e governabilidadeDiferença entre promulgar e vetar · Veto político vs. veto de constitucionalidade · Prática constitucional e diálogo informal · Presidente como provedor do cidadão · Presidente como Ministro da Saúde Sombra
- Reforma constitucional e institucionalProposta de colocar propriedade privada como direito fundamental · Iliteracia constitucional do partido · Organização econômica na Constituição · Adaptação da Constituição às regras da União Europeia
- Escalas e legislação trabalhistaNegociações na Concertação Social · Projeto governamental chumbado na Assembleia · Declaração do Primeiro-Ministro sobre o país não acabar · Proposta de baixar a idade da reforma
- Debate entre Direita e EsquerdaAusência de maioria de direita no Parlamento · Blocos pontuais de entendimento · Interesses distintos dos eleitorados · Maioria de centro-esquerda no tempo da geringonça · Temas definidores de agenda: imigração, identidade de género
Esta semana, o Presidente Seguro imitou o Presidente Marcelo e promulgou com críticas uma lei que lhe chegou do Parlamento, no caso, a Lei da Nacionalidade, anteriormente chumbada no Tribunal Constitucional e corrigida pela maioria de direita. Fecham esta quinta-feira as negociações na Conselhação Social e tudo indica que o projeto governamental para alterar a legislação laboral acabará chumbado na Assembleia da República.
E o país não acaba, por isso garante o Primeiro-Ministro. A maioria presidencial faz também caminho paralelo com a maioria governamental na área da saúde, onde Adalberto Campos Fernandes, nomeado pelo Presidente Coordenador do Pacto Estratégico, já começou a trabalhar.
No país em que o turismo é a galinha dos ovos de ouro, para lá da ameaça que paira sobre as companhias de aviação por causa do preço do JetFuel e da sua escassez, volta a haver problemas sérios no centro comercial Humberto de Algado, onde aterram e levantam aviões, mas onde os passageiros aguardam horas na fila por causa de um novo sistema de controle, poucas cabines e forças de segurança com formação deficiente.
Lá por fora, o rei de Inglaterra, Carlos III, eclipsou o rei sol, Donald Trump, que vive um impasse na guerra em que afirma diariamente a sua superioridade militar, mas não é capaz de derrotar o inimigo. Está com o Bloco Central uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Cisaviera, moderada por Paulo Aldaia, que sou eu, e com sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Cisaviera.
Olá, eu sou José Maria Pimentel e sou autor do podcast 45 Graus. No 45 Graus trago para o microfone especialistas e pessoas com ideias que vale mesmo a pena ouvir sobre temas como ciência, economia, política, filosofia ou sociedade. Sempre de forma descontraída e com tempo para conversar. É um espaço para aprender e pensar sobre o mundo de forma mais crítica. Novos episódios a cada 15 dias. Procure 45 Graus em qualquer aplicação de podcast.
Viva Pedro Marques Lopes, um Presidente que promulga deve abster-se de falar ou deve fazer uso da palavra para tentar influenciar o Poder Executivo, como fez agora ao mostrar que existe, ou a pedir, que existe um período de transição para os processos de aquisição de nacionalidades que já se iniciaram há bastante tempo, não serem afetados por esta lei. A Constituição.
da República Portuguesa define os poderes de cada órgão de soberania. Atribui-lhe esses poderes. E depois nós temos um poder que de facto é bastante plástico, que é o poder do Presidente da República, que vai sendo moldado com o seu exercício. Nem em termos da sua intervenção, da maneira como quer comunicar com os portugueses, da maneira como serve como uma espécie de provedor do cidadão.
O que não há na Constituição portuguesa é nenhuma previsão, nem na Constituição da República, nem naquilo que deve ser a prática constitucional do Presidente da República, nenhuma rubrica que diz recados.
Não há. Presidente da República... Já não havia para Marcelo. Calma. Eu já lá vou. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa praticou isso várias vezes. Erradamente. De uma forma profundamente errada. Aquilo não é recado. Tu promulgas ou não promulgas? Tu concordas com uma lei ou não concordas com uma lei? Se concordas ou não concordas com aquela lei...
É o teu poder, é o poder do Presidente da República. Foi para isso que ele foi eleito. Tu chegas e fazes um veto político. E nesse veto político, sim, tu podes dizer, bom, eu não promulgo isto por isto, isto e isto. Se os senhores querem fazer... Isto agora volta para o Parlamento. Os senhores, por maioria, podem obrigar-me a promulgar. Também se evita o veto de gaveta, muito celebrizado pelo Presidente Cavaco Silva.
vocês se quiserem ultrapassam este veto voltando a votar por maioria esta norma. Eu acho que vocês deveriam alterar com isto, isto, isto. Ou seja, aí mandava recados. Aí mandava os recados. Assim isto não é nada. Não é nada. E até...
atinge algo que é importante numa democracia, que é o mandato, não é o mandato, a representação. Faço-me parênteses, há dois livros que li recentemente que falam muito, que eu reconselhei aqui, sobre representação, um que falei, outro que não falei, sobre representação e mandato em política, que eu aconselho vivamente.
A hiperpolítica do Jaber e uma coisa antiga do Bobio também sobre representação, política e mandato. Muito, muito importantes porque nesta altura das nossas vidas, das vidas das democracias, fechar parênteses. Portanto, havia uma saudável expectativa, há sempre uma saudável expectativa, que um representante político...
cumpre, cumpra, aquilo que nós conhecemos dele. Ele não tem um mandato, ou seja, eu não vou obrigá-lo a votar numa lei, a vetar uma lei, se ele disse que ia vetar, e estou-me a lembrar até da... Não, não é isso. Eu esperava, era que o Presidente da República, que obviamente, por aquilo que escreveu, aliás, na nota, é contra vários aspectos desta lei.
esta lei é evidentemente uma lei profundamente marcada, muito marcada ideologicamente, que é uma lei que foi evidentemente também encomendada pelo Chega, eu esperava, sinceramente, que o Presidente da República vetasse, ou melhor. Tendo em conta os recados que mais data é por aí. Claro, quer dizer, não, é por aí, porque ele poderia dizer que não. Eu achava que era estranho, conhecendo, sendo ele a pessoa que é,
Mas, afinal, não. Depois, há uma coisa. Eu deixo o... Porque eu ainda quero falar uma... As pessoas não sabem, mas está cá o Pedro Siza Vieira também. É, que exagero! Que exagero! Até parece que falei muito. Os senhores ouvintes sabem... Os senhores ouvintes sabem que quem fala aqui muito é o Siza Vieira e tu, Baldeiro.
Não, não, eu depois... Há uma parte que não vale a pena... Pedro Cisaviera, viva. Viva. Este tipo de promulgação crítica que já vinha de Marcelo acrescenta a instabilidade num tempo com um Parlamento tão fragmentado, um governo minoritário, ou teria sido pior, entre aspas, se o Presidente tivesse peitado?
Não sei se acrescenta instabilidade, francamente não. Também não estou a valorizar excessivamente isso. Vamos lá ver. À luz da Constituição, no processo legislativo, a intervenção do Presidente da República ocorre no final, ou seja, depois de os órgãos com competência para aprovar leis, que são o Governo, no caso do Decreto de Leis e a Assembleia da República, concluírem a aprovação de um projeto de lei, o Presidente da República pode, recebe os diplomas e tem uma de três hipóteses.
à luz da lei, à luz da Constituição, ou promulga, e a lei entra em vigor, volta ao Primeiro-Ministro para a referenda, mas entrará em vigor,
ou veta por razões de divergência política, e nesse caso o projeto de diploma é devolvido ao seu autor, que pode... Governo ou Assembleia. Se for o Governo, morreu ali o processo legislativo. Se for a Assembleia da República, a Assembleia da República pode voltar a aprovar, confirmando aquele seu projeto, e nesse caso o Presidente da República depois é forçado a promulgar.
E, finalmente, pode ainda enviar para o Tribunal Constitucional, se tiver dúvidas de constitucionalidade, pedindo ao Tribunal Constitucional que, num prazo relativamente curto, avalie se o projeto de lei ou alguma norma dele constante é conforme ou não à Constituição. Se o Tribunal Constitucional considerar que há inconstitucionalidade, há veto dito por inconstitucionalidade. Se o Tribunal Constitucional disser que está bem, o Presidente promulga.
Bom, sendo isto o que está na Constituição, a verdade é que a prática constitucional, ao longo do tempo, foi encontrando aqui algumas coisas que não se reconduzem exatamente ao catálogo do Presidente da República, mas que, enfim, não são inéditas. Por exemplo, há uma prática de alguns Presidentes que, por exemplo, quando recebem do Governo projetos da Decreto-Lei para promulgação...
têm uma espécie de diálogo informal com o Governo e dizem assim, olha, o Presidente da República não gosta disto, tem dúvidas sobre aquilo, sugere que vocês reflitam mais um bocadinho sobre isto. Parece que a Casa Civil serve. Sem vetar formalmente o diploma, devolve e o Governo reaprecia o não. Sim, isso aconteceu muito provavelmente aqui também. Aconteceu em muitos casos. Não porque isso é com o Governo, não é com a Assembleia da República.
Segundo caso que também já tem acontecido, é o presidente vetar sabendo que a lei vai voltar a ser confirmada. E portanto que depois é só para tomar uma posição política, mas sabendo que há uma maioria no Parlamento que pode confirmar aquela lei. E finalmente há outra prática que também se vem instituindo que é basicamente, eu promovo, sei que não vale a pena vetar, mas faço um comentário.
Muitos presidentes fizeram comentários não, digamos assim, oficiais. Quando lhes perguntavam, então o Sr. Presidente promulgou isto, o Presidente diz, olha, promulguei, não gostei destes aspectos, achei que devia ter havido maior consenso, etc, etc, mas promulguei a lei. Faz um comentário à parte.
Marcelo Rebelo de Sousa, pelo contrário, fazer comunicados na página oficial do Presidente da República a dizer, promulgou e tal, e faz esta nota e estes comentários. Pronto, este Presidente fez a mesma coisa. Eu, francamente, acho que... Eu não valorizo em excesso, não acho que cause grande incómodo ao Governo nesta altura.
Não causa incómodo. E o Presidente da República, pronto, podia ter imediatamente feito o veto político e resolvido afrontar a Assembleia da República. O veto de constitucionalidade... Bom, repara, as coisas mais... Eu não gosto desta alteração à lei da nacionalidade.
acho que ela vai politicamente no sentido errado. Mas também, como já disse aqui, muitas das coisas que eram consideradas inconstitucionais foram retiradas ou foram profundamente alteradas. Coisas que foram mexidas, como por exemplo... Não há perda de nacionalidade. Não tenho dúvidas. A perda de nacionalidade não está na lei da nacionalidade.
Não é o que eu estou a dizer. Essa não está na lei da nacionalidade. E, portanto, o que se mantém na lei da nacionalidade, de uma maneira diferente daquela que foi na primeira versão para o Tribunal Constitucional, é aquela ideia de que quem tiver praticado um crime...
de uma determinada natureza, em algum período anterior ao pedido de nacionalidade, pode haver recusado o pedido de nacionalidade. Ou seja, é condição para a naturalização que não se tenha praticado nenhum crime em Portugal de determinadas características.
aquilo que é o que estava na alteração ao Código Penal, que não foi agora aprovada nem promulgada, era que um estrangeiro naturalizado que cometesse um crime podia ter como uma pena acessória a perda da nacionalidade. Isso não está aqui.
Quer dizer, francamente, eu não valorizo isto em excesso, acho que vamos esquecermos destas coisas. Isto é, digamos assim, é como nos comentários de futebol, dizemos assim, os jogadores ainda se estão a estudar e tal, o jogo está... e eu acho que neste momento o Presidente da República, o PSD e a AD...
E o Governo ainda está um bocadinho a ver como é que se encaixam. Sim, mas nos corredores do poder já se começa a ouvir muita coisa. E deixem-me perguntar, olhar igualmente para a forma encontrada pelo Presidente para tentar influenciar uma saída consensual para os problemas do SNS. Há excesso de voluntarismo por parte de António José Seguros? Está a entrar em competição com o Governo de Pedro Marcos Lopes? Eu lamento. Primeiro, discordo. O Pedro.
Já tinhas dito uma coisa que o Pedro está a dizer diferente. A única coisa que eu estou a dizer é que isto para mim não é uma coisa muito relevante. Na perspectiva... Exatamente. Exatamente, era disto, olha como ele sabia. Porque eu acho isto relevante. Porque isto tem a ver com o exercício das funções e pelo mandato que nós demos ao Presidente da República. Por isso ficamos a saber que o Presidente da República não acha que isto deve ser... Eu discordo que o Presidente da República tem que ter um...
Um programa político e que lhe caiba nas suas funções obstar à persecução do programa político pelos órgãos... Lá está, eu acho que um político deve ter um programa político e deve fazer com que as suas opções políticas vão em frente. São perspectivas diferentes. Quanto a isto da saúde, eu acho isto absolutamente...
Eu nem sei por onde é que lhe é de pegar. Isto não é grave. Isto é só disparatado. É só disparatado. Repara uma coisa. Eu acho que nós... Vou começar pelo fundo... Pelaquilo que eu julgo importante. Eu acho que qualquer pessoa minimamente informada que olhe para o que tem sido a evolução da despesa em saúde nos últimos 10 anos e perceba
praticamente duplicou essa despesa. Não ignore que se aumentaram muito os custos, em meios de diagnóstico, nós estamos mais velhos, portanto precisamos de mais cuidados de saúde e vamos precisar de mais, os medicamentos estão muito caros, por exemplo, lembra-se do caso da saúde das gêmeas. Há muitos medicamentos de última geração e moléculas. No entanto, contudo, porém...
Acho que é mais ou menos, na minha opinião, evidente que duplicar o custo das despesas da saúde em 10 anos vai muito para além destes custos. Portanto, há evidentes problemas de gestão. Evidentes problemas de gestão. Acho que isso já é público, é notório, qualquer pessoa do setor o sabe. Há problemas gravíssimos, há problemas de lojas. Não teria sido mau que PS e PSD se tivessem entendido sobre...
a gestão do SNS o que é que isso quer dizer? quer dizer que o governo anterior fez uma reforma que passava pela comissão executiva do SNS vai no outro caminho se quiseres eu começo por aí já o disse e volto a dizer 350 mil vezes
que esta conversa nas políticas públicas, quando um vem, limpa tudo o que está para trás, esse é o primeiro. O segundo é nunca se fazer o balanço das políticas públicas que se implementaram. E são dois aspectos gravíssimos no que diz respeito à nossa governação. Quer dizer, são males endémicos.
O pacto, sempre houve um pacto, quer dizer, o pacto para a saúde existe desde que o CNS foi fundado, apesar do PSD não o ter votado a favor, porque é a praxis política que leva a que determinado aspecto tão importante ou como outros, simplesmente.
Portanto, a história do pacto, são males genéticos, digamos assim, congénitos, peço desculpa, mas, claro, era bom que todos nos entendêssemos. Se não nos entendemos, enfim, isso é outro problema. Mas isto agora não vem a propósito. E depois é isto. O Presidente da República.
aparentemente, não sabe que a sua função é vetar aquilo com que não concorda e não passar recados, e pelos vistos também não percebe que o papel dele não é ser ministro da Saúde Sombra.
Se tu achas que o Presidente da República tem um programa político e tem a obrigação de o prosseguir, então pronto. Qual é o problema dele dizer, é isto que eu acho que deve ser feito? Ou promover um entendimento? Eu acho que pode promover. Eu acho que pode promover. Chama os parceiros e numa reunião explica-lhes, vocês têm que se entender. Outra coisa, completamente. E uma coisa é programa político, outra coisa é a implementação de políticas.
Completamente diferente. Eu, quando elege um político, sem os valores desse político. Por isso não sabia, mas pronto. Agora, ministro Sombra, vai-se buscar uma pessoa, pede-se aos grupos parlamentares para indicarem uma pessoa para fazer um pacto, ainda para mais no momento em que está a ser negociada uma lei de bases, ou que está a ser feita uma lei de bases. Eu nem consigo descrever isto. O que é que o Adalberto vai fazer? Sim.
Adalberto vai fazer agora, vai fazer um conjunto de normas.
Isto é grave também pelo terceiro aspecto. Vai fazer um conjunto de propostas? Não. Vai ouvir... Desculpa lá. Então vai fazer o quê? Vai ver se põe as pessoas a falar com as outras. Vai pôr as pessoas a falar com as outras. Isso não é essa tarefa. E depois isto vai... Com certeza não vai apresentar documento nenhum porque a Assembleia da República não recebe e não vota. Vai ter um conjunto de reuniões onde vai dizer vá, fala lá com este. Vá, fala lá com este.
E depois, ninguém vai falar nada, porque o governo é que sabe o que tem de fazer. E assim se fragiliza a instituição de presidência da República. Pedro Cisabiera. Bom, eu como disse, acho que o Presidente da República não deve ter um programa político.
O Presidente da República tem determinadas funções, é importante nós conhecemos o Presidente da República, mas as funções dele não são ser contra-poder, não são ser poder alternativo, não ser... Ah, mas é o que está a ser. Portanto, tal como acho que ele se deve restringir ao exercício das suas funções, isto claramente está para além do exercício das suas funções. Ah, bom.
O pacto de saúde. Esta coisa, não é o pacto para a saúde. É assim. O Presidente da República pode dizer eu tenho uma grande preocupação com a situação da saúde e gostava que o sistema de saúde fosse mais eficiente, mais eficaz, que se melhorasse o acesso, etc. Podia dizer isso. Podia falar com as pessoas. Vamos lá ver. Já também comentámos várias vezes que há muitos precedentes de Presidentes da República que a propósito de vários assuntos colocaram, forçaram que essa discussão aparecesse...
Na coisa pública. Eu lembro-me, e já aqui recordei, o presidente Mário Soares pôs o problema da habitação na área metropolitana de Lisboa na agenda e levou, por causa disso, mostrou aos portugueses como se vivia na área metropolitana de Lisboa em condições degradantes e, por causa disso, o governo de Cavaco Silva acabou por aprovar um programa especial de reelecimento. É evidente que o presidente Seguros está a inovar, não é? Quando está a fazer isto. Claramente, os presidentes, apesar de não terem essa função...
tomam iniciativas políticas e tomam iniciativas programáticas. O Presidente de Segur está a inovar. Eu, francamente, acho que não o devia ter feito desta forma.
porque não é ele que está a fazer, é como se estivesse a designar um delegado para atuar em nome do Presidente da República para promover, não se sabe que consenso, para abrir portas de convêncio. Tudo isso são motivações nobres, mas francamente acho que o Presidente da República está a exorbitar das suas competências, está a comprometer-se com um processo.
cujo desfecho ele não controla, e se isto esvazia, aí sim o Presidente da República fica fragilidade. Se porventura o processo tiver algum sucesso, não sei, mas é muito difícil medir o sucesso. Por exemplo.
Não me perdoe. Os problemas essenciais, já o disse também muitas vezes, os problemas essenciais no setor da saúde não têm a ver com legislação. Não há quase nada de que a saúde precise que se altere por legislação. A não ser provavelmente temas como carreiras médicas, os poderes da ordem dos médicos na gestão das capacidades do sistema de saúde, etc. Médicos dos enfermeiros. Coisas. Mas, por exemplo.
Coisas que são necessárias fazer, e era até conveniente que houvesse algum entendimento entre os partidos, para que as classes que são afetadas, os interesses que possam ser mexidos, não vão transformar isto numa arma de arremessa política, aproveitando depois as oposições para isso, são coisas como, por exemplo...
A organização da cobertura hospitalar. Temos aquele problema antigo da organização, por exemplo, das urgências obstétricas na região de Lisboa, que não há ninguém que consiga resolver, que está resolvido há 20 e tal anos na área metropolitana do Porto, sem nenhum problema, mas que aqui sempre que se diz fica fechada a urgência durante a noite no Hospital do Barreiro, levanta-se logo tudo. Isto não é uma questão que se resolva por via legislativa.
Obviamente, gestão pura. Coisas como... Mas se houver um consenso alargado entre partidos políticos... Um consenso alargado para boa gestão. Consenso alargado para boa gestão. O que eu estou a dizer... Está tudo o que estás a dizer. Isto não faz sentido. Mas a questão não é essa. É para evitar, não. É para evitar... É para evitar essa coisa. Mas eu achava bem que o Presidente fizesse esse esforço. Acho que é muito complicado para ele ter feito isso através de um intermediário.
Pronto, é um intermediário que ele achará que consegue falar bem com o Governo, porque é muito próximo da Ministra da Saúde, que consegue falar bem com as classes profissionais, etc. Vamos lá ver o resultado disto, mas eu francamente acho uma coisa errada, acho que é uma coisa que representa imensos riscos para o Presidente da República e se quiserem também é um esforço.
para um motivo, uma motivação até interessante e positiva, mas, na verdade, também demonstra uma profunda desconfiança na capacidade das instituições resolverem os problemas do país. Pedro César Vieira, já que estás a falar, deixa-me perguntar-te como é que olhas para esta maioria de direita que, afinal, não é capaz de aprovar-se uma legislação laboral. Já achas isso um pouco precipitado a tua parte, doutor Paulo Baldeia.
Ou seja, não A pergunta era para mim Não é porque não estava a comentar a pergunta Não estava a comentar a resposta Um programa de debate e não um monólogo Mas posso ir lá dentro ao bar Olha o que foi Ora responde lá Eu respondo neste sentido
Eu digo, com discordância aqui do meu colega de painel, que não há uma maioria de direita no Parlamento. Há três blocos que pontualmente se podem entender, mas que na verdade correspondem a segmentos do eleitorado muito distintos, que têm interesses distintos e os protagonistas políticos, por muito tentados que fossem em juntar forças para conseguir algumas coisas, sabem que os seus eleitorados não querem isso.
E o André Ventura, que é um líder político com o grande faro, é só pena que o ponha ao serviço do mal, percebe que o seu eleitorado não quer a aprovação desta reforma laboral e, portanto, pôs, mais uma vez, uma condição inatingível para a sua aprovação.
que é basicamente baixem a idade da reforma. Claro, sim. Disse aquilo que me podia ter dito. Entreguem o título ao Benfica ou Danilo. É uma proposta inatingível. Portanto, basicamente, está a dizer que não vai aprovar aquilo. Claro. E o Primeiro-Ministro também, já taticamente, fez aquela declaração que se não for aprovado... Vamos ver com esta coisa agora da SIPO dizer que... Se for aprovado, não vem dali mal ao mundo. Pronto. Mas o que volto a dizer é o seguinte.
não há uma maioria de direita. Isso está claro nesta questão da lei da Bural e, por exemplo, também estou convencido.
que também vai ficar claro a propósito destas iniciativas de revisão constitucional que o Chega quer lançar. Eu, esse propósito, não resisto a comentar o seguinte. A líder da iniciativa liberal disse que se o Chega abrir um processo de revisão constitucional, a iniciativa liberal também vai fazer uma proposta de revisão constitucional. E uma proposta muito importante.
Diz ela o seguinte, que o ponto fundamental é colocar a propriedade privada como um direito fundamental na Constituição. E eu acho que é um caso de iliteracia constitucional que aquele partido revela.
Eu não sei se é ignorância ou se é desonestidade política e pavoletária. Não sejas mal. Eu acho que tem que ser ignorância. Eu vou ler para os ouvintes. Os ouvintes sabem isto. Para os ouvintes da iniciativa liberal que porventura ouçam isto. Só vou dizer o seguinte.
Na Constituição, a Constituição está dividida em uma determinada estrutura, a parte primeira intitula-se Direitos e Deveres Fundamentais. Nessa parte primeira, portanto, dos direitos fundamentais, há um artigo 62 que diz o seguinte, vou ler.
direito de propriedade privada. A todos é garantido o direito à propriedade privada e à sua transmissão em vida e por morte nos termos da Constituição. Número dois, a requisição e a expropriação por utilidade pública só podem ser efetuados com base na lei e mediante o pagamento de justa indemnização.
Portanto, eu não percebo o que é que eles querem. Querem consagrar o que já está consagrado? E está consagrado de forma absolutamente lapidar? Querem acrescentar alguma coisa? Querem retirar o quê? O que é que eles querem retirar? E o que eu queria dizer? E a outra coisa que dizem também que querem mexer é na organização, nas normas constitucionais que dizem respeito à organização econômica, que eu também não percebo o que é que eles querem fazer.
Eu, no outro dia, e acho que há aqui muita elitracia, no outro dia estava a falar com o Cita Patizante da Iniciativa Liberal e perguntava, mas o que é que na organização económica, para consagrar o vosso programa, é preciso mudar? E ele dizia, é preciso acabar...
com o planeamento económico, que a Constituição impõe em planos económicos. E eu digo assim, meu amigo, isso não existe desde 1989 na nossa Constituição. Portanto, quer dizer, na verdade, a nossa Constituição foi adaptada às regras da União Europeia. A revisão de 89, basicamente, e depois as revisões seguintes, basicamente nós temos uma Constituição.
que consagra as regras de um Estado de Direito democrático, liberal, que redecorra da nossa pertença à União Europeia.
O que é que eles querem tirar daqui? Coisas como a possibilidade de condicionar o exercício de iniciativa económica privada por razões de proteção da saúde ou do meio ambiente, ou seja lá o que for. Mesmo que prescindíssemos disso na Constituição, a União Europeia impunha essas regras.
Portanto, na verdade, a nossa Constituição já permitiu tudo. Reprivatizações, temos sistema financeiro privado, temos empresas estratégicas que são privadas, já tivemos parcerias público-privadas na saúde, até coisas como o despedimento. Uma norma constitucional que diz que é proibido o despedimento sem justa causa. Mas, na verdade, nós permitimos o despedimento por motivos económicos.
O despedimento coletivo, a extinção de portos de trabalho, também permitimos o despedimento por inadaptação do trabalhador à tarefa. E até a nossa Constituição é muito... O despedimento ilegal, que sem reintegração já existe, para empresas com menos desempregados. Portanto, na verdade, a nossa Constituição é muito plástica e não proíbe nada. Portanto, a iniciativa liberal querer fazer de uma revisão constitucional... Que é para a campanha.
Uma espécie de bandeira panfletária, uma espécie de guerra cultural, a propósito das coisas, das regras, são fundamentais, revela ou uma grande literacia... Não, esquece que foi a iniciativa liberal, antes do Chega, a propor, logo a seguir às eleições, a propor uma revisão constitucional. Portanto, mas se é para isto, eu não percebo para que é, e francamente, não sei se fico com vontade de rir, se fico decepcionado. Faz as duas coisas e rir, 27 anos. Mas eu lamento, e não é nenhum...
Lamento informar o meu camarada Pedro Cisa Vieira que este tipo de ignorância da iniciativa liberal é subejamente conhecida, digamos, em vários aspectos.
Mas o que é extraordinário mesmo na Iniciativa Liberal é soberba com que se dizem as coisas. É soberba com que se exibem a ignorância. É mais essa perto, porque eles conseguem dizer aquele senhor que é líder da bancada parlamentar da Iniciativa Liberal, consegue dizer as maiores barbaridades com um ar de quem está a dizer coisas muito importantes e depois são coisas tão ignorantes. Mas enfim, em frente.
Em frente e vamos olhar para o novo sistema de controle de segurança nos aeroportos. Não, eu queria... Então. Da revisão constitucional... Então não é em frente. Não, não é em frente. Não é em frente. Não é em frente. Ainda aqui há as voltinhas. Então faça o favor de dar aí mais uma volta. Não, esta... Tu disseste, eu ia-te contrariar, lembras-te? Sim. Porque quando tu fazeste a pergunta ao Pedro, ele fez este... Vai haver revisão. Este manual de 35 minutos. Legislação laboral.
E tu disseste que tinhas certeza não disseste que tinhas a certeza mas achavas que não ia haver porque não havia coligações de direita e depois o Pedro disse ao contrário Marcos Lopes ficou-me aqui uma pergunta para fazer ao Pedro Cisavieira no tempo da geringóncia havia uma maioria de esquerda?
O que é que tu achas? Não acho. Acho que havia uma maioria de centro-esquerda. Não havia uma maioria de esquerda. Sim, inclusivamente o Partido Socialista sozinho chegou a ter maioria no Parlamento e... Não, não, não. Mas no tempo da geringonça, quando o PS ficou atrás do PSD, era... Podias não achar. Por isso é que eu te perguntei. Queria saber a tua opinião se aquilo é uma maioria de esquerda.
Não, não era uma maioria de esquerda. Aliás, muitas e muitas vezes, muitas e muitas vezes, houve iniciativas que foram propostas pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista, contra os quais o Partido Socialista votou. Eu também. Sobre matérias como lei laboral, sobre matérias como...
Eu dou... Não era uma maioria de esquerda. Não tenho que dar nada a ninguém, mas eu respeito quando alguém que diz que não havia maioria de esquerda na altura. Mas tu achas que havia maioria de esquerda. Porque são realidades distintas. Agora, eu acho que há de facto uma maioria de direita por motivo muito simples. Porque naquilo que é fundamental, naquilo que é básico, naquilo que são as línguas vermelhas, que até agora é a marca do governo, não houve qualquer dissenso.
Nós estamos a falar de coisas tão importantes para a comunidade como imigração, com nacionalidade, coisas que são muito... coisas até de sumenos importância, ou que podem ser vistas como de sumenos importância, mas que têm uma relevância social bastante importante, como é a história da identidade de género. Tudo. Quer dizer, nós temos um partido que está a ir...
claramente atrás da agenda da extrema-direita. E custa-me horrores, o PSD está a fazê-lo. É por isso que eu digo que há uma maioria direita. Os temas laborais, é muito interessante, os temas laborais não eram definidores de uma agenda de direita e de esquerda até há muito pouco tempo. Porque havia um consenso entre o centro de direita e o centro de esquerda, entre a democracia cristã e a social-democracia.
sobre as questões laborais. Aliás, a própria, o facto das revisões laborais serem normalmente feitas em concertação social, aqui e em todos os países da Europa, diz, e só em última circunstância é que se é no Parlamento,
mostrava que isto era muito menos uma questão... Não é em última circunstância que se é ao Parlamento, tem sempre que ir ao Parlamento. Não, não é isso. Aquilo era, digamos, uma assinatura depois das coisas. Certo. Aqui e no resto da Europa. Aliás, muitas circunstâncias há em países em que nem é quase preciso isso, porque os patrões e os empregados se entendem. Eu não estou certo daquilo que tu disseste, não vai haver entendimento.
Porque... Não, eu digo que tudo aponta que não é já olhando para o que diz o Schegger. Mas é que nós estamos a gravar e a CIP veio dizer que cedem tudo o que são linhas vermelhas da OGT e, portanto, veremos o que é que isso significa. Porque também significaria... Mas o Governo é que disse que não. Não é a CIP que decide, não é? O Governo disse que tinha traves-metras das quais não abdicavam.
O Pedro, o Pedro, o Pedro Recisa Vieira, há aqui uns programas, disse, teve um comentário pequeno, mas muito marcante, que eu não me esqueci em relação a isto, e que me fez pensar e ver coisas. Às vezes, em relação ao Tribunal Constitucional, falaste tu, às vezes há querelas académicas
tramadas e que condicionam e muito, foi tu que o disseste e bem, que te condicionam muito estes processos e pode ser que seja isso. Os eleitores do Chega não se preocupariam. Não se preocupariam. Não deixavam de votar no Chega.
Por causa da legislação. Alguns deles, outros... Sim, mas isso, vamos lá ver. Porque 75% dos portugueses nas jondagens dizem que são quantos. Há muito poucos casos que uma proposta de lei, uma iniciativa legislativa, uma medida concreta, leva os eleitores a votarem num sentido ou noutro. É uma questão de mensagem política e daquilo que cada partido representa.
Há poucos casos, mas estou a pensar na TSU, que mudou completamente. O problema, eu estou convencido que o problema é que, de facto, o André Ventura percebe que aprovar esta legislação laboral é algo que é inconsistente com a imagem que ele tenta apresentar ao eleitorado que está a tentar cativar. E, portanto, eu acho que provavelmente isso vai acontecer. Mas eu só queria voltar... Eu quero ir para o turismo. Eu quero só dizer o seguinte.
A Constituição é, de facto, aquilo que é o nosso chão comum e tem que ser respeitado. E era bom que os partidos representados na Assembleia da República conhecessem a Constituição. E eu vou sugerir apenas que leia... E vou fazê-lo. Ler o artigo 2º da nossa Constituição. Que diz o seguinte. A República Portuguesa é um Estado de Direito Democrático baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democrática.
no respeito e na garantia de efetiviação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa. Quem não se reconhece nesta Constituição, de facto, ou é uma pessoa iletrada, ou então são franjas muito marginais que não merecem ter o protagonismo que eventualmente às vezes estão a ter.
O novo sistema de controle de segurança nos aeroportos está a causar problemas em vários países da Europa, também nos aeroportos portugueses, com destaque para o aeroporto de Lisboa, onde a este problema se junta o velho problema nunca resolvido, congestionamento de uma infraestrutura que recebe cada vez mais aviões e mais passageiros, mas não tem acompanhado em cabines e em pessoal especializado para o trabalho de fronteira. Pedro Cisaviera, num país em que três em cada quatro turistas que nos visitam chegam de avião, estamos a matar a garota.
linha dos objetores. Sim, até é mais do que isso, mas eu julgo que não é só turistas, volto a dizer as pessoas que chegam a Portugal quase 90% chegam por via aérea chegam ou partem por via aérea. Nós somos uma ilha Nós somos uma ilha, quer dizer e temos comunidades que estão em todo lado e portanto a capacidade aeroportuária a capacidade de interligação desta ilha ao resto do mundo é crítica do ponto de vista social do ponto de vista económico, etc.
E já sabemos, por isso, que é preciso reforçar a nossa capacidade aérea para reforçar a nossa integração no mundo. Isso não é feito há muito tempo, é uma frustração, é uma coisa muito complicada. Esta infraestrutura está tão congestionada, o serviço é tão mau, que em cima disso, o facto da União Europeia ter exigido aos Estados-membros
que introduzisse por causa desta obsessão que agora existe com a segurança, o controle das fronteiras, de ir atrás, como se fosse por causa de estarmos a tirar as referências biométricas às pessoas que passam nas fronteiras, que evitássemos os terroristas ou os traficantes de droga ou esses malandros que vêm para aqui trabalhar e viver dos subsídios.
da Segurança Social, como se isso fosse a coisa que interessava. Mas, na verdade, impuseram um sistema, não verificaram se os Estados-membros tinham as condições para o aplicar e, em vários Estados-membros, isto está a ser um problema. Em Portugal, isto agrava-se porque o nosso aeroporto funciona muito mal, porque há uma total descoordenação... Sim, em todos os aeroportos, mas no Lisboa é pior. Há uma total descoordenação entre as entidades que têm, entre a gestora dos aeroportos, a ANA.
Entre a Polícia de Segurança Pública que tem que fazer o policiamento das fronteiras. Entre o Serviço de Segurança Interna que tem que assegurar os equipamentos e a plataforma onde corre aquele programa. Tudo aquilo é horrível. Neste momento, se uma pessoa for de manhã ao aeroporto de Lisboa para apanhar um voo...
Quando passa a loja do Dutifri, vê que a fila para o controle de passaportes vira ainda muito mais para a esquerda. São centenas de metros. As pessoas estão ali naquela... Para sair do país. Para entrar é outro caos.
E o sistema funciona muito mal. Tu pões o passaporte naqueles... O primeiro que passa, o meu não passa. É terrível. O meu não passa. Chegas a cabo verde, pões aquilo e em 3 segundos estás a passar. É de facto um sistema arcaico e é absolutamente chocante que o governo não se mobilize a sério para fazer isto. Durante uns tempos suspendeu, agora tem que aplicar em pleno, continua sem conseguir pôr aquilo a funcionar.
Há períodos do dia que pode ser suspenso nos picos. Quando está, muita gente suspende, o que significa que aquilo não serve mesmo para nada. Eu sei, eu sei que sim. O terrorista ou o imigrante já sabe que tem que vir na hora de conta para ser suspenso. Outra coisa, puseram lá agora, foram buscar os militares da GNR para evitar os... Não tem informação. Claro, para evitar os plenários da PSP. Eu não tenho muito a acrescentar, tirando a parte de que...
Mas o governo devia obrigar também a Ana a arranjar mais espaço para mais cabines. Lá está. Eu não sei. Esta é a parte da ignorância. Eu estou só a citar os representantes das companhias de aviação. Dizem que o número de cabines é o mesmo. Eu não sei se a Ana tem ou não responsabilidades disto. É ignorância. Lamento. Eu estou a citar quem trabalha lá. Mas sei outras coisas.
Sei uma coisa, sei o que eram os números do nosso turismo há 10, 15, 20 anos e sei o que são agora. Sim, mas o aeroporto mudou muito. O centro comercial é muito maior do que o que era. Isto é como a saúde. Há bocado falávamos da saúde. É verdade, mudou muito. Até se melhoraram as condições no aeroporto. Mas como diria um célebre ministro Teixeira dos Santos...
Não chega. Mas não chega... Eu não vou gastar muito tempo nisto. O Estado está muito depauperado nas suas capacidades, na sua capacidade de fazer coisas, está amaniatado por legislação que não o deixa atuar. E vendeu o aeroporto. Vendeu ou não vendeu?
E a verdade é essa. A economia e a sociedade mudaram imenso nos últimos 10 anos. Isto é um caso de sucesso, mas que representa novos desafios coletivos, na habitação, nos serviços públicos, nas infraestruturas, e o Estado não está a responder. Há algo, eu ia nesta linha. O país, nos últimos 10 anos, sofreu um choque, absolutamente, enorme.
Nós, de repente, começamos a ser um país com o nosso PIB, o turismo, de repente, foi para 20% ou por aí do nosso PIB. O nosso crescimento económico também, em razão disso, foi de tal maneira grande que nós precisamos de, passo o termo que não é bonito, importar centenas de milhares de pessoas e essas centenas de milhares de pessoas foram uma necessidade que nós tivemos de...
que elas viessem, porque senão o país não crescia.
E isso causou, teve impactos em várias áreas de atividade, em vários aspectos, que nós não conseguimos ainda suprir. Eu sei, ou penso saber, que era impossível ter o país preparado com habitação, era impossível ter já um módulo de aeroporto aberto, era impossível uma série, quer dizer, que primeiro vêm umas coisas, depois vêm outras. Nós já todos sabemos isto. Agora, o que se passa...
Em relação ao turismo, em relação ao aeroporto, é muito grave. Porque quando eu disse, quando o Pedro Cisaviera começou a falar, e eu disse que nós éramos de facto uma ilha, é que parece que nós não assimilamos isso. Nós como país ainda não assimilamos que somos uma ilha. E nós somos uma ilha.
Somos porque não temos também, não temos caminhos de ferro como deve ser possível. Oh Paulo, isso não resolve. Tu não vais para a França de caminho de ferro. O caminho de ferro acima de duas horas não é competitivo. Paulo, Paulo, não é possível. Nós somos mesmo uma ilha. A única coisa que o caminho de ferro faria para chegar em mais depressa à Madrid era só isso. É só tirar os aviões que fazem os golpes. Oh Paulo, mas isso é...
Lisboa-Porto, em relação ao aeroporto, quase não existe em termos de volume de viagem. Mas isso não existe. O Algarve. Mas isso é 0,00. Isso não conta para os grandes números. É Madrid. Tu só de Londres tens todos os dias mais voos do que tens Lisboa para o Porto. Certo, claro.
Basta esse número. Claro, mas quando se for tirando... Nós não assumimos que somos uma ilha e já não assumimos que somos uma ilha há muitíssimo... Até antes de quando éramos de facto uma ilha... Eu acho que nós já assumimos, mas o Estado não consegue responder. Esse é que é o problema. É um Estado que não consegue responder e um Governo que nesta matéria está a ser muito ineficaz.
Já não é a primeira vez que falha. Vamos virar-nos para o outro lado do Atlântico, até porque o tempo está a caminhar para os 45 minutos. Já vem da semana passada, mas eu não resisto a pedir-vos uma apreciação do discurso de Carlos III no Congresso Norte-Americano. Pedro Marcos Lopes, o que é que olhaste para... Foi comentado em todo o mundo, obviamente, por um ano de final. Foi de facto muito violento.
no seu significado, mas muito diplomático na sua... Foi muito violento no seu conteúdo, mas foi muito diplomático na sua forma. É assim que se faz diplomacia. Isso tem algum significado? Eu também acho que se deu demasiada importância. Não tem significado. Porque nada tem significado com aquele homem.
Porque o Calan é o Trump, não o Carlos Terceiro. Nós vivemos, e também o significado tem com o Carlos Terceiro. Ele está a representar o governo no inglês. É assim que aquilo funciona. Aliás, o discurso tem que ir... Paulo, ele diz aquilo, passado duas horas ele descompõe outra vez o Keir Starmer. Pouco importa.
Eu já tenho muitas dificuldades em analisar o que se passa, porque o nível de desconchavo é tal. Quer dizer, e há uma coisa que eu não percebo como é que não perturba as pessoas, nos americanos.
que é a capacidade dele em mudar todo o discurso de um segundo para o outro. Sim, já lá vamos. Desde a semana passada, agora já não é o problema da bomba nuclear. O nuclear...
Já lá vamos, já é essa parte. Nós estávamos a falar de Carlos III, se não se importa, eu já vou falar consigo sobre... Estás castigador. Exatamente. Sobre o outro rei, o Donald Trump. O rei, sabes o que é que o rei tem de se preocupar? O rei tem de se preocupar com uma coisa. É com o reino dele.
que está com um problema meu querido menino que lá vive que está com um problema gravíssimo porque o pouco pode acontecer nas próximas eleições vocês viram as sondagens a sombra, não é só a sombra não é só isso, é a extrema direita
Os Verdes, os Livre de Emos, quase que... Vai ser um terramoto que não vai ficar pedra sobre pedra. Mas é o que tem acontecido em quase todo lado. Pedro Cisaviera, ocorre-te dizer alguma coisa sobre o discurso do rei Carlos III?
O discurso do rei. E não era gaga. O discurso foi muito bom, foi muito bem feito. A outra intervenção que ele fez no jantar de Estado também teve muita graça, mas ele conseguiu no discurso do Congresso passar uma mensagem muito forte, como dizia o Pedro Marcos Lopes, mas de uma maneira que recordou aos congressistas e ao povo americano
verdades essenciais a propósito daquilo que faz a prosperidade das nações democráticas. E isso foi muito importante. E foi-lhe de uma maneira que eles todos aplaudiram. Até o J.D. Vance, visivelmente incomodado, teve que se levantar para aplaudir, porque ficaria mal não aplaudir aquelas mensagens básicas, elementares e muito constatadas. Se calhar foi o NIC que percebeu também. Não, eu acho que os congressistas perceberam. Não, tu vias a cara do Trump. Os congressistas perceberam. E os congressistas perceberam.
Mas foi uma jogada diplomática muito importante porque as relações entre os Estados Unidos e a Inglaterra estão de facto muito, muito fragilizadas. E o Keir Starmer percebeu que uma visita real, uma visita de Estado, é algo a que o Trump é sensível.
A propósito, já que tu me interpelaste com o título de um filme, o discurso do rei, eu também vou responder-te com o título de um outro filme, que se chamava The Man Who Would Be King. O Homem Que Queria Ser Rei. É um filme do John Huston, com o Michael Caine e o... Ai, o James Bond, como é que é? O Sean Connery. A partir de um romance do Rudyard Kipling.
E o Keir Starmer percebe que, na verdade, o Trump queria ser rei. E é sensível a estas coisas. E, portanto, aquilo foi uma arma diplomática importante num momento de tensão. Pronto, estás a dizer isso? Ele já fez pontos a dizer que eu sou o rei. Estás a dizer isso? Estou irritado comigo porque eu não me lembro qual foi a terra onde o Sean Connery acabou por ser rei. Era no Afeganistão.
Mas era para lá do Afeganistão. Era naquelas regiões do Afeganistão onde os ingleses tinham tentado ocupar o Afeganistão e não conseguiram. Mas os dois acabaram por fazer um exército local. O filme é muito interessante. Mas isto só para dizer. Foi bem feito, mas claramente não é suficiente. A Europa está, e falaremos disso seguramente a seguir, a tentar como é que hei de dizer?
A Europa percebe, neste momento, a transição para um sistema em que seja verdadeiramente autónomo e não dependa de terceiros para assegurar...
as condições essenciais da sua sobrevivência coletiva têm que ser feitas e têm que ser feitas muito depressas. Mas neste preciso momento ainda há peças que faltam e são peças muito críticas. E, portanto, aquilo que tenta fazer... É ganhar tempo. É ganhar tempo apaziguando aquele homem caprichoso, vítima de transtorno narcísico, provavelmente com sintomas evidentes de declínio cognitivo e de...
que tem o poder nos Estados Unidos para ver se o vai aplacando a isso. Mas cada vez mais conscientes de que o trabalho tem que ser feito pelos europeus, que vai custar muito, vai custar muito em termos financeiros, vai custar muito em termos de... A questão é essa, então estamos ali, estamos já aí, Pedro Marcos Lopes, no momento em que o Trump, para castigar países ou dirigentes de países...
com os quais está chateado começa a retirar militares o que é que a Europa pode fazer? A seguir ao Trump virá alguém que não vai estar na mesma a olhar para a Europa como antigamente Já não muda, não é? O Pedro Sissaviera disse praticamente tudo e nós aqui já o dissemos muitas vezes
A Europa tem um desafio pela frente. Mas eu não vejo esse debate a acontecer. Não, não, não. Exatamente. Exatamente. Em Portugal não. Em Portugal não. O nosso governo anda distraído. O maior apoio é o que o Trump, não é? Não, o nosso governo anda distraído. Não, o debate está a acontecer. Basta ler a imprensa internacional para ver que nós... O meu único problema, a minha única dúvida...
Eu não estou absolutamente certo de que os europeus, todos, que as nações europeias já tenham percebido que esta aliança acabou. E não é pelo facto de a seguir o Trump, vamos imaginar que o Trump não se candidata a um terceiro mandato, vem outro, e a confiança em política, como na vida...
como na vida, quando se perde, é muito difícil voltar a ganhar. Portanto, a realidade é esta. Os europeus têm que perceber que o Trump pode vir outro melhor que o Trump, mas há sempre uma possibilidade de voltar a vir. Mas aqui também, como estavas a referir, a Inglaterra pode mudar para um governo mais próximo do Trump, a Alemanha pode, a França pode. Mas nós temos que viver com uma realidade como neste momento na Europa. A realidade é evidente.
E nós temos que nos conseguir unir. E esse debate está a existir. E mais, há um elemento que falta, que estava a caminho. Foi dramático o facto de Kirsten Armer ter corrido tão mal, estar a correr tão mal, porque nesta altura era mais importante do que nunca o Reino Unido voltar. Eu acho que...
acabar com o Brexit é praticamente impossível, mas dar passos formais, ou pelo menos indicações de que havia uma união também com o Reino Unido, o Reino Unido é essencial para a Europa. Agora, os dois aspectos que existiram, todos em relação à Alemanha.
Os 5 mil soldados que supostamente vão ser retirados, depois nunca sabemos que são ou não, porque sabes como é. Os anúncios já são mais que muitos e eu acho que ele se esquece e depois não diz. Estes 5 mil não estavam lá antes da guerra da Ucrânia. Estes 5 mil são 5 mil soldados que vieram quando foi a invasão da Ucrânia. Que aliás está num ponto particularmente complicado, além de que hoje teve um discurso particularmente dramático.
sobre esta situação. Quanto aos carros, eu também, francamente, tenho muita dificuldade de analisar, porque depois 25%. Muito bem, talvez aconteça, talvez não aconteça. Se acontecer, é um problema grave, não é só para a Alemanha, é um problema grave para a Europa. Sim, para vários países da Europa, obviamente que a Alemanha é o grande construtor. Sim, e a venda para a Alemanha, olha, nós vamos ser afetados. Claro, aliás, está aqui a outra Europa, que é a Alemanha. Pedro Cisabera.
Este é um exemplo muito claro disto. Joe Biden tinha basicamente, na continuação daquilo que já vinha de Obama e mesmo da primeira administração de Trump, esta ideia que é o nosso grande rival é a China.
E, portanto, nós precisamos de aliados para conter a China. E, por isso, a proposta era, nós vamos estar do vosso lado, mas vocês, Europa, vão ter que, primeiro, pôr-se do nosso lado contra a China, e, segundo, vão ter que ser mais autossuficientes na vossa defesa. Mas, na base disso, em 2024, depois do começo da guerra da Ucrânia, os Estados Unidos disseram o seguinte.
Vocês europeus ainda não têm capacidade de produzir mísseis de longo alcance e de precisão e, portanto, vão precisar dos nossos Tomahawk. Nós vamos colocar nossos mísseis Tomahawk e soldados na Alemanha enquanto vocês não conseguem ter essa capacidade de produção. E aquilo que o Donald Trump está a fazer é dizer, eu não vos dou esse tempo.
Não vou mandar os mísseis, não vou mandar os soldados para os operar, e portanto, quero lá saber. E o que é extraordinário é que faz isto, porque o chanceler Mertz, não estava atento que hoje em dia não há conversas privadas, numa escola diz que os Estados Unidos estão a ser humilhados pelo Irã nesta questão do Estreito de Hormuz.
E ele, em reação, diz ah é, então não mando para lá os mísseis. Portanto, a política, a geopolítica global está a ser dominada por um homem que não gosta que digam que ele não é o maior. Não, o que ele diz de si próprio é como crianças a fazer um discurso completamente bem. É disto que estamos a falar.
Nós voltaremos cá outra vez, mas isto é. O teu ar... Há uma coisa que também é verdade. No meio de toda esta confusão a propósito do Estreito de Hormuz, em que nós já não sabemos em quem acreditar e nunca acreditar, mas em que sabemos claramente que o bloqueio do Estreito de Hormuz está a causar um enorme dano à economia mundial...
aparentemente os Estados Unidos estão sob imensa pressão para fazer qualquer coisa para reabrir os treitormos.
Pois a guerra tem potencial para derrotar o Trump na política interna. A guarda revolucionária terá dito que estão criadas condições para a reabertura do Estreito de Tormuz. Não sabemos quais são as condições que vão daí, se tem alguma coisa a ver com a capacidade de nucleares. Mas, em qualquer caso, a maneira como esta guerra foi iniciada...
terminando com o regime iraniano a manter-se, provavelmente mais entrincheirado, mais militarizado e mais autoritário. E com a capacidade de, no momento em que quiser bloquear estas coisas, é objetivamente uma grande derrota para os Estados Unidos e isso é uma perda para todos nós.
Fechamos com o Bloco Central dos Interesses. Momento para os comentadores residentes do podcast fazerem as suas sugestões culturais. Começa hoje o Pedro Marques Lopes. O que vamos ler, ver ou ouvir? Olha, são duas coisas. A primeira... Eu... Meia culpa, meia culpa. Não tenho lido há bastantes anos livros de autores portugueses.
estupidamente, provavelmente, por dar prioridade a outras coisas, porque continuo a ler bastante, não tenho lido. Mas, outro dia, por pressão de amigos, vi-me obrigado a ler algo de uma autora portuguesa, que por acaso, eu nem sabia, peço-lhe desculpa a ela, é colunista do Expresso. A senhora chama-se Ana Bárbara Pedrosa.
E eu li um livro chamado Amor Estragado, que não é novo, é de 2023, que gostei mesmo muito. É um livro muito bem escrito, é uma reflexão dura, mas muito bem feita, sobre famílias, sobre como elas se desagregam e desintegram. Enfim, sempre a célebre frase do...
do Tolstói à cabeça, não é? Sobre amor, sobre violência, fiquei muito contente e a Ana Bárbara Pedrosa fez com que eu agora não só fosse ler outros livros dela, e vou ler com certeza, mas como abriu-me uma espécie, reabriu-me uma espécie para a nova literatura portuguesa. Ela já não é uma escritora recente, salvo erro, é o quarto ou quinto livro dela, mas muito obrigado e recomendo. A segunda.
É uma exposição que inaugura hoje, num museu que vale sempre a pena ser visitado. É um museu relativamente pequeno, mas é um museu que gosto muito.
que é o Museu Júlio Pumar, e hoje começa uma exposição sobre uma parte da vastíssima obra do Júlio Pumar, que eu recomendo sempre, o Júlio Pumar é sem dúvida um dos nossos grandes, grandes, grandes artistas plásticos.
Portanto, quem não conhece o Museu Júlio Pumar vá, quem já o conhece vá ver esta nova exposição. Livro de Ana Bárbara Pedrosa, a exposição no Museu Júlio Pumar, e tu, Pedro Siza Vieira, propostas.
A exposição do José Pedro Croft no CCB é uma grande exposição, é um grande artista plástico, com um grande, obviamente, grande escultor, mas sobretudo uma obra gráfica também muito fascinante e vale a pena, francamente, a visita. Todo o terreno das artes plásticas. É no CCB? No CCB.
e também para encerrar vou recordar que há 40 anos em 1976 foi lançada esta dedico ao meu amigo Pedro Marques Lopes The Queen is Dead dos Smiths e portanto sugiro que isso é muito comovente, muito obrigado e portanto que está quase a fazer anos o Morris faz anos
Faz só anos proximamente E há 40 anos A banda de que ele fazia parte Fez sair o álbum The Queen Is Dead Com canções inesquecíveis como Big Mouth Strikes Again There Is A Light That Never Goes Out A música mais bonita que jamais foi escrita é o There Is A Light That
E portanto sugiro aos ouvintes que ouçam There is a light that never goes out Música do Schmitt Exposição de José Pedro Croft no CTB Na próxima semana Quando voltarmos estará a começar A Cimeira entre os dois homens Mais poderosos do mundo Donald Trump viajará para Pequim Nos dias 14 e 15 de maio Para se encontrar com o seu abólogo chinês Xi Jinping Tenha uma boa semana, até à próxima, fique bem
Olá, eu sou o José Maria Pimentel e sou autor do podcast 45 Graus. No 45 Graus trago para o microfone especialistas e pessoas com ideias que vale mesmo a pena ouvir sobre temas como ciência, economia, política, filosofia ou sociedade. Sempre de forma descontraída e com tempo para conversar. É um espaço para aprender e pensar sobre o mundo de forma mais crítica. Novos episódios a cada 15 dias. Procure 45 Graus em qualquer aplicação de podcast.