121. Demolidor: Renascido - 2a temporada
Neste episódio, Rodrigo James fala sobre a segunda temporada da série da Marvel, "Demolidor: Renascido", que traz Charlie Cox no papel principal e Vincent D'Onofrio como o Rei do Crime.
"Demolidor: Renascido" está disponível no Disney+.
-----------------------
Siga o "Meninos, Eu Vi" nos principais agregadores de podcast do mercado, como Spotify, Apple Podcasts, Deezer e Youtube.
Ouça e veja este podcast também na Rádio 98 News (www.rede98.com.br) aos sábados ao meio-dia e domingos às 8h no 98.7 FM de Belo Horizonte ou pelo Youtube.
Para comentar, use a caixa de comentários do Spotify ou mande uma mensagem através do site cotonisio.com.br
"Meninos, Eu Vi" é uma produção da Cotonísio, com roteiro, edição e apresentação de Rodrigo James.
Apoie este podcast e a newsletter MALA, através do malanewsletter.substack.com
- Demolidor: Segunda TemporadaSegunda temporada da série da Marvel · Charlie Cox · Vincent D'Onofrio · Rei do Crime · Disney+
- Paralelos com a realidadeWilson Fisk e Donald Trump · Força-tarefa e ICE · Autoritarismo e violência · Filme Guerra Civil
- Meninos Eu Vi PodcastCríticas e dicas de filmes e séries · Rodrigo James · Newsletter Mala · Rádio 98 News · Cotonísio
Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio de Meninos Eu Vi, podcast criado, roteirizado e apresentado por mim, Rodrigo James, para falar sobre cinemas, séries e te oferecer uma perspectiva do que assistir em meio a tanto conteúdo que nos é oferecido todos os dias.
O Meninos Eu Vi tem episódios inéditos todas as semanas, com críticas e dicas do que assistir e de como estas obras interferem nas nossas vidas. Sigam esse podcast nos principais agregadores do mercado, Spotify, Apple, Deezer, Amazon e YouTube, e marquem para serem avisados quando eu postar novos episódios, em vídeo ou em áudio, onde estiver disponível.
Curtam, comentem, espalhem a palavra desse podcast por aí. Para falar comigo, usem a caixa de comentários do Spotify ou me mandem uma mensagem diretamente através das minhas redes sociais, arroba Rodrigo James, no X, no Threads, no Instagram, no Blue Sky ou no TikTok. E, finalmente, através do YouTube. Comente aí no YouTube caso você esteja vendo ou ouvindo esse episódio por essa plataforma.
E eu tenho sempre que reforçar aqui o convite para você seguir a minha newsletter chamada Mala, com notícias críticas e uma curadoria de notícias de cultura pop e entretenimento que eu solto todas as sextas-feiras para os e-mails cadastrados. E nesse momento...
em que as redes sociais não entregam o conteúdo que a gente quer, os algoritmos passam longe da perfeição. É muito importante que você que gosta de cultura pop e entretenimento tenha esse conteúdo chegando direto no seu e-mail. E que é a maneira mais old school, mas maneira mais direta para você ter esse conteúdo do que chegar ao seu e-mail, a forma de comunicação mais antiga que a gente tem no final das contas, não é mesmo?
para você se cadastrar e saber como assinar e até apoiar financeiramente a Mala, porque também é muito importante que a gente apoie financeiramente as plataformas que produzem conteúdo que a gente gosta, que produzem conteúdo de forma independente como a minha. Então, todas essas informações estão lá no malanewsletter.substack.com.
Ou acesse aí as minhas redes sociais, que você vai encontrar o Linktree com o link dela por lá. E finalmente eu tenho sempre que saudar os ouvintes da 98 News, a primeira rádio 100% Notícias feita 100% em Belo Horizonte, filha caçula do grupo Bel, que já comanda a Rádio 98 e a Rádio 98 News. Eu faço parte das três rádios com colunas sobre cultura pop, cinema, séries e entretenimento.
Para você ouvir e ouver este episódio na 98 News, basta sintonizar o 98,7 FM de Belo Horizonte ou o rede98.com.br aos sábados ao meio-dia e domingos às 8 da manhã. Antes da gente começar, eu queria um aviso. Tem uma obra aqui do lado, então pode ser que você escute alguma maquita lá no fundo. Olha só.
Agora, por coincidência, ela parou. Mas enfim, se você escutar uma maquita no fundo, não estranhe, é uma maquita no fundo na obra aqui do lado. Então agora sim vamos ao episódio dessa semana, a segunda temporada de uma série da Marvel, Demolidor Renascido.
Demolidor Renascido é uma série da Marvel que está no Disney Plus. As duas temporadas já estão completas lá. E é uma série que chama... Ela chama Demolidor Renascido porque ela vem depois das... Não me lembro quantas temporadas da série original Demolidor que a gente teve lá atrás na Netflix. Você se lembra de todo aquele núcleo de séries com heróis ambientados ali em Nova York?
e adjacências, que eram o Demolidor, a Jessica Jones, o Luke Cage, o Justiceiro. E depois nós tivemos aquela série que juntava esses quatro personagens, que eram os defensores, eu nem gosto tanto dessas séries não. Dessas séries todas da era da Netflix, eu gosto muito do Demolidor e da Jessica Jones. Gosto menos de Luke Cage, gosto menos do Justiceiro, mas enfim, essas séries aconteceram num acordo lá atrás.
entre a Marvel e a Netflix, mas depois a Marvel quis de volta, quis colocar tudo no Disney+, e sim, colocou as séries, tirou as séries da Netflix quando acabou o contrato lá atrás e colocou no Disney+.
E tempos depois continuou, agora está continuando a história, principalmente a história do Demolidor, o justiceiro cego Matt Burdock, vivido brilhantemente pelo Charlie Cox, já nessas duas temporadas de Demolidor.
renascido, chamou de renascido exatamente porque é uma nova fase, enfim. O Demolidor é um personagem da Marvel que eu acho bem interessante, porque ele é um personagem, ele é um justiceiro cego que tem poderes ali de... Ele antevê as coisas, ele prevê, ele tem uma visão, ele consegue através da audição, a audição dele é uma super audição.
E ele tem poderes a mais, ele tem uma capacidade física de luta e ele quase indestrutivo. Enfim, é um herói, é um herói da Marvel, mas ele é um herói da Marvel quase que pé no chão. Ele resolve questões ligadas ali ao dia a dia, vamos dizer assim, de Nova York. E seu grande inimigo é o rei do crime. O rei do crime...
vivido brilhantemente pelo Vincent Donofrio, não só lá atrás, como agora também, na Demolidor Renascido. E o Rei do Crime é o grande inimigo do nosso querido Demolidor, e lá atrás ele aprontava das suas, e agora, nessa série Demolidor Renascido, eu trouxe isso pra cá, eu queria falar dessa série, porque eu acho que a Marvel, Disney, sei lá quem vocês querem, construiu duas temporadasítulo 2ítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítuloítulo
E talvez essas duas temporadas fechem um arco, eu vou falar sobre isso daqui a pouco, em cima dessa relação entre o Demolidor e o Rei do Crime, mas com uma nuance bem interessante. O Rei do Crime agora é o prefeito de Nova York. Então na primeira temporada ele se candidata, na primeira temporada de Demolidor Renascido. Ele se candidata e...
ganha a eleição e ele de rei do crime ou Kingpin passa a ser o prefeito Wilson Fisk. Mas por que eu trouxe essa segunda temporada? Porque eu acho que ela tem umas nuances muito interessantes que fazem um paralelo com a realidade dos Estados Unidos. É impossível... É impossível...
você assistir. Primeiro, eu queria dizer o seguinte, pra mim, o grande personagem, não só dessa segunda temporada, mas da primeira temporada, não foi o Demolidor, foi o Wilson Fisk. E eu acho que todas as cenas que o Vincent D'Onofrio aparece, ele rouba as cenas.
Ele é, para mim, disparado, o melhor ator da série, e isso faz com que a gente não torça por ele, porque a gente não está torcendo pelo Wilson Fiske, mas que a gente preste atenção e que a gente, de certa forma, queira ver mais do Wilson Fiske de...
Ele tem uma personalidade cheia de nuances e o Vincent Donofrio é muito perspicaz em conseguir entregar todas essas nuances. Ele é violento quando precisa, ele contém essa sua violência, ele tem muitas questões psicológicas.
causadas por sua infância, e se você acompanha os quadrinhos, você sabe da infância do Wilson Fisk, mas ele tem muitas questões psicológicas causadas não só por sua infância, mas por toda a sua vida, o que o levou a ser esse rei do crime. Ele tem sim uma força sobre-humana, ele é muito mais forte do que os demais, e tem várias cenas de luta com ele nessas duas temporadas, em especial nessa segunda temporada, no episódio da luta.
Se você assistiu a série, você sabe do que eu estou falando. É um episódio que ele vai participar de uma luta, uma luta de boxe para se promover, para promover a cidade, enfim. E a gente vê direitinho a força dele e outras cenas, os embates dele com o Demolidor e por aí vai. Mas então eu acho que ele é o grande personagem. Mas é o grande personagem dessas duas temporadas?
por conta dos paralelos com a vida real. Esse arco, eu vou chamar de arco dessas duas temporadas, porque eu acho que realmente a gente encerra um arco aqui. Pode ser que na terceira temporada esse arco seja continuado, ou a gente parta para um outro arco, um outro momento. Enfim, o fato é que se encerrou aqui essa fase do Wilson Fisk como prefeito. E é exatamente aí que eu acho que a série se ancorou. Os paralelos com o mundo real...
Não são poucos. Não tem como a gente assistir essa série, olhar para o Wilson Fiske, olhar para o rei do crime e não enxergar Donald Trump ali. É muito claro que eles construíram esse personagem se espelhando no Donald Trump e, claro, pegando alguns jeitos e trejeitos do próprio Donald Trump. Repare na interpretação do Wilson Fiske e compare com o próprio Donald Trump, aquela fisionomia pesada.
que o Trump tem e que o Fiske tem também. Isso é só para começar, sem falar em todas as outras nuances que eu já disse, que o Donofrio coloca no personagem. Então eles pegaram várias questões, várias partes da personalidade do Trump e colocaram aqui no Wilson Fiske. É muito claro que eles quiseram mesmo aproximar uma coisa da outra. E não só da personalidade, quiseram também...
Nos atos. Qual que é o grande tema dessa segunda temporada? O Wilson Fisk cria uma espécie de força-tarefa, uma espécie não, chama força-tarefa, para limpar as ruas de Nova York a qualquer preço. Então ele começa a matar outros vingadores, não, outros justiceiros. Começa a matar outros justiceiros, prender pessoas...
à torta e à direita, sem muito critério, sem muito motivo, e levar para prisões, isso é algum tipo de paralelo com a vida real? Donald Trump, ICE, isso... Ring a bell em vocês, dá alguma luz na cabeça?
Não é à toa que essa segunda temporada foi construída tendo essa história da força-tarefa. E claro, a gente tem várias outras histórias paralelas. E o Justiceiro, o Demolidor agora...
Ele é clandestino, vamos dizer assim, ele vive quase que na clandestinidade, a gente começa a temporada com ele e a Karen Page, sua fiel escudeira, vamos dizer assim, vivida pela Deborah Ann Woe, eles começam ali na clandestinidade e combatendo o rei do crime, que agora é o prefeito todo poderoso e quer ter mais poder, quer ir atrás do governo e a grande inimiga dele...
Uma das grandes inimigas dele é a governadora de Nova York, que não vai com a cara dele, a governadora do estado, que não vai com a cara dele e não quer que ele seja prefeito e quer tirá-lo da prefeitura ao longo da temporada. A gente vai vendo isso aflorar. Mas então o demolidor está ali. A gente começa a temporada com uma história de um navio que afundou ali no porto.
de Nova York, a gente descobre, a gente vem a entender que é um navio, está trazendo armas contrabandeadas pelo FISC para Nova York, e o demolidor acaba conseguindo impedir esse contrabando, o navio afunda, e aí começa a desencadear mais uma história de embate entre o demolidor.
e o nosso querido Wilson Fisk, que dá o tom de toda a temporada. A gente tem várias outras tramas paralelas, como a daquele personagem, que eu esqueci o nome dele agora, que é o fiel escudeiro do Fisk, e ele tem todo um passado de guerra, e é um cara muito violento.
Eu até acho que nessa temporada a gente teve menos cenas de luta do que... Com certeza menos cenas de luta do que nas temporadas de Demolidor lá atrás, na série da Netflix. Eu tô tentando comparar...
Se a gente teve menos cenas de luta em relação à primeira temporada de Demolidor Renascido. Mas as poucas e boas cenas de luta que a gente teve aqui, as poucas cenas de luta são boas. Vamos colocar dessa forma, porque o Demolidor, até nos quadrinhos, eles trouxeram isso muito bem dos quadrinhos pra cá. As cenas de luta todas, principalmente aquelas cenas de corredor, que o Demolidor bate no corredor, vai batendo as coisas e chutando. São cenas muito bem feitas.
cenas muito bem feitas e que mostram direitinho. São cenas rápidas, as lutas são rápidas, as lutas são muito bem coreografadas. E eu acho que eles até optaram por focar nesse lado político e deixar as cenas de luta em segundo plano para quando a gente tivesse cenas de luta, elas realmente...
valessem a pena. E se você assistiu a série, você viu que valeu a pena. Mas eu trouxe essa série aqui pra mostrar como a Marvel, apesar de toda essa história que a gente fala de Marvel desconectada, Marvel tá completamente perdida, a Marvel tá buscando um novo caminho, e sim, nos cinemas ela tá meio perdida e tal, às vezes ela faz coisas... Ela não tá completamente perdida.
E acho que essa série Demolidor Renascido é um bom exemplo de como a Marvel consegue pegar um bom personagem. Porque eu gosto do Demolidor e é um bom personagem. O Charlie Cox interpreta o Demolidor, o Matt Murdock, com todas as nuances. A mesma coisa que eu falei para o Vincent D'Onofrio, vale para o Charlie Cox. E eu estou falando muito dos atores aqui.
porque eu acho que o trabalho, tanto do Charlie Cox quanto do Vincent Donofrio, dão o tom da série Demolidor, dão o tom do personagem Demolidor, do personagem rei do crime também, do Wilson Fisk, mas principalmente do Demolidor, que é esse personagem cheio de nuances. Imagina um advogado cego.
que luta pelos pobres e oprimidos, pessoas que não têm direito à justiça, não têm direito, não, que não têm condição de pagar um advogado, ele faz pro bono. Ah, e não consigo lembrar que a gente perde o grande amigo, parceiro dele, que é o Fogg. A gente perde o Fogg ao longo da série e o Fogg é uma espécie de...
eminência parda, ou ele está sempre pairando sobre tudo, e o personagem do Molidor, ou o Matt Murdock, ele tem o Fogg como uma espécie de luz no fim do túnel para a vida dele, ele olha para o Fogg e quer honrar a memória dele, ele quer honrar tudo que o Fogg fez, o Fogg é o grande motivo para...
o demolidor, o Brumet Murdoch, continuar a sua cruzada. Claro, ele quer honrar a memória do Fogg e fazer a coisa direito, fazer a justiça da melhor forma possível, mas claro, ele esbarra em questões, principalmente questões causadas pelo rei do crime, que não tem como ele usar a justiça. E eu acho que o final...
da série, o último episódio, todo aquele julgamento, aquele embate dos dois ali no julgamento da Karen, Karen Page, mostra muito isso, como a justiça está corrompida, como a justiça está corrompida pelo rei do crime, a justiça não é legítima, então é por isso que o demolidor é um justiceiro e ele precisa fazer a justiça às próprias mãos.
com as próprias mãos. É claro que isso é super controverso. Será que a justiça com as próprias mãos é legítima? Será que a justiça com as próprias mãos é justificável? Eu acho que no universo da Marvel, tendo em vista tudo isso que a gente vê o rei do crime fazer, em alguns momentos é justificável. Mas...
é fato que o final da temporada, e assim, eu nem falei que ia falar de spoiler aqui, mas eu estou falando da segunda temporada, é meio óbvio que eu estou falando aqui com spoiler. E o final da temporada talvez seja o reflexo disso tudo, que é o nosso querido Matt Murdock preso depois de, surpreendentemente, eu não esperava isso, surpreendentemente revelar para toda a cidade que ele é o demolidor.
E ele está preso e ele aparentemente vai pagar, aparentemente, a gente não sabe o que vai acontecer na terceira temporada, aparentemente vai pagar pelos seus crimes, vai pagar pelos crimes cometidos por essa justiça.
com as próprias mãos. Ele acabou matando gente, ele acabou agredindo muita gente, ele acabou cometendo crimes. E é uma grande questão para a gente pensar, não só ao longo dessas duas temporadas, em todo o arco do Demolidor e principalmente para a vida. Fazer essa justiça com as próprias mãos, isso é legítimo? Será que...
o que o Demolidor faz é em prol do bem? A gente pode confiar no Demolidor? Será que ele é essa pessoa pura? A série e a história dele nos leva a crer que sim, mas será que é a qualquer preço mesmo? Será que vale matar uma pessoa, nem que seja um vilão?
para poder fazer o bem para Nova York, a Nova York que ele acha, que ele quer que seja a Nova York, que seja a cidade tranquila, a cidade habitável. E a gente está aqui falando de Nova York.
Mas essa questão de fazer justiça com as próprias mãos e combater os vilões pode ser transportado para qualquer outra cidade. Pode ser transportado para Rio de Janeiro, para Belo Horizonte, para São Paulo, para qualquer outra cidade do Brasil ou do mundo. Pense na sua cidade e imagine se você tivesse um justiceiro, se você tivesse um demolidor.
combatendo bandidos, vilões, em prol da população, e a população se voltasse para o lado dele, que é o que acontece no final dessa temporada. A população toma as dores do demolidor e percebe que ele está fazendo o bem, ao contrário do que o prefeito, o Fiske, ou o rei do crime...
Dizem, o prefeito é o inimigo número um, não só do demolidor, mas de todos os justiceiros, e diz que eles são o mal de Nova York, não à toa ele matou.
o muso, matou o muso lá atrás, e agora a gente tem a filha dele, ou é sobrinha, encarnando talvez pela primeira vez a musa. Então a gente questiona isso tudo, e eu acho que esse é o grande barato dessa série, é questionar isso tudo, é questionar a violência, é questionar se a violência em alguns casos é legítima.
Eu tendo a achar que não, mas a série nos mostra isso, a série quer fazer com que a gente pense se num caso como esse de um vilão tomando conta, se é legítimo a gente usar a violência contra ele e transporte isso para os Estados Unidos.
a atual situação do governo americano, com o presidente Trump fazendo o que quer e sendo autoritário, justificaria uma onda de violência? Uma guerra civil? Uma guerra civil seria justificada?
Eu não estou dizendo nem que sim, nem que não. O que eu estou dizendo é que a série nos transporta para este universo, nos transporta para essa realidade a partir da ficção criada ali em torno de uma figura autoritária que faz o que quer e quer ser cada vez mais violento e quer deixar, no caso, a cidade de Nova York do jeito que ele acha que é bom para você, que é bom para a população.
Mas será que o que ele acha que é bom para a população é realmente bom para a população?
A que preço? Matando pessoas? Prendendo pessoas inocentes? Levando pessoas como a Karen ao julgamento de uma forma completamente parcial? E que bom que o demolidor chega lá, o Matt Murdock, na condição de advogado, chega lá e mostra que aquele tribunal é completamente ilegítimo, porque ele está submetido ao rei do crime, submetido ao Kingpin, ao Wilson Fiske.
Mostra que aquilo é ilegítimo e ele prova aquilo através de maneiras duras. Mas tudo isso nos faz pensar no mundo que a gente vive. Nesse mundo que a gente vive em que pessoas autoritárias fazem o que querem e parece que assim, no caso da realidade lá dos Estados Unidos, parece que a população está muito apática com...
Poucos focos de resistência ao que o Trump tem feito, ao que ele tem feito à torto e direito, principalmente na questão da imigração. São poucos focos de resistência, pouca gente falando, pouca gente vociferando contra.
E até onde eu sei, não tem nenhum justiceiro querendo ir atrás de Donald Trump e fazendo justiça com as próprias mãos. Até porque...
Eu acho que aí é uma questão, aí vira uma guerra civil. E aí já é outro filme, aí já é o filme Guerra Civil, aquele filme com Wagner Moura, Kirsten Dunst, que a gente viu há dois anos atrás, que está muito atual. É um filme muito atual e eu acho até que dá para fazer um paralelo entre a série do Demolidor e o Guerra Civil. É quase que uma continuação. Se você deixar...
o Wilson Fisk, ou o Donald Trump, fazer o que quiser, você vai chegar até aquela situação do filme Guerra Civil. Então é isso, eu queria falar de Demolidor Renascido nesse sentido, nesse sentido de como a série, a Marvel ainda consegue...
fazer uma série real, que reflete questões reais e com um bom roteiro. É uma série bem feita, é uma série bem dirigida. Como toda série de oito ou nove episódios, que sei quantos episódios tem essa segunda temporada, como toda série de oito ou nove episódios, tem umas barrigas. É lógico que tem.
Mas tem menos barrigas até do que eu achava que a série poderia ter. Mas eu acho que, no final das contas, a série é boa. Essa segunda temporada foi uma boa temporada que nos fez refletir mais ainda sobre todas essas questões que eu trouxe aqui. Então, por isso...
eu perdoo as barrigas. Nesse caso, eu perdoo as barrigas porque, cara, é quase impossível você fazer uma série como essa, com 8, 9, 10, 12 episódios, o que for, sem ter alguma barriga, sem você perder um pouco o ritmo.
em algum momento. Eu sempre digo que séries com oito, nove, dez episódios poderiam tranquilamente estar em cinco. Poderiam tranquilamente serem enxutas, ficarem mais enxutas em cinco episódios. Eu não falei aqui de vários outros personagens, do mercenário que tem um papel muito crucial nessa temporada. De inimigo ele vai para aliado.
do Demolidor, e eu acho até que na próxima temporada a gente vai ver mais do Mercenário. O final da temporada deixou quase que claro isso, que a gente vai ver mais dele. Não falei dele, não falei da Bibi Report, da menina, da jornalista, que traz toda...
todo o lado do jornalismo para dentro dessa série, de como as notícias são divulgadas ou podem ser divulgadas, com um viés e com outro viés, no caso ela mesma coloca os dois vieses. Não falei de todos os outros personagens, porque são muitos personagens e muitas outras subtramas que acabam acontecendo ali, porque eu queria falar mais num geral aqui de Demolidor Renascido.
Eu dou três estrelas e meia para essa segunda temporada de Demolidor Renascido. E agora eu queria saber o que você acha. Você assiste? Você gosta? Você gosta do personagem? Você acompanha os quadrinhos? Você já acompanhou lá atrás? Ah, sim, não custa lembrar. A gente tem a volta de Jessica Jones aqui e a volta de Luke Cage aqui no final, no último episódio. Será que eles vão estar na próxima temporada de Demolidor Renascido? Será que vem uma nova série?
Jessica Jones, uma nova série, Luke Cage, tudo isso em aberto, está nas mãos da Marvel e eu queria saber o que você achou.
Você já gostava lá atrás? Você gostou dessas duas temporadas, em especial essa segunda de Demolidor Renascido? Conta para mim que eu quero saber. Para falar comigo, basta você mandar uma mensagem através da caixa de comentários do Spotify ou das minhas redes sociais, arroba Rodrigo James no X, no Threads, no Instagram, no Blue Sky ou no TikTok, ou através do YouTube. Comente aí no YouTube caso você esteja vendo ou ouvindo esse episódio por essa plataforma.
O Meninos Eu Vi fica por aqui e eu volto na semana que vem com mais críticas e dicas do que assistir. Um grande abraço e até lá.
Disney+
Demolidor: RenascidoMala
Newsletter de notícias e curadoria de cultura pop e entretenimentoRádio 98 News
Rádio 100% Notícias