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Lula acelera pacote social, Trump quer vitória rápida no Irã, rombo nas estatais brasileiras e mais

01 de abril de 202614min
0:00 / 14:23

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No episódio de hoje:

🌎 MUNDO: Trump cogita acabar com a guerra sem solucionar fechamento de Ormuz.

🇧🇷 BRASIL: Planalto articula medidas econômicas para reverter percepção negativa da população.

TECH: Os atletas mais famosos do mundo resolvem investir pesado no wearable do momento.

🍔 NEGÓCIOS: Unilever avança na saída de alimentos com acordo bilionário.

📉 ECONOMIA: Rombo nas estatais brasileiras alcança patamar histórico.

E no final do episódio, a Matéria extra.

Participantes neste episódio1
M

May

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • Conflito Irã-EUADonald Trump e a NASA · Estreito de Hormuz · marinha iraniana
  • Pacote social de Lulamedidas econômicas · programas sociais · popularidade de Lula
  • Wearables e investimentosCristiano Ronaldo · LeBron James · Whoop
  • Indústria AlimentíciaUnilever · McCormick
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Começa agora mais um episódio do podcast diário do The News. Muito bom dia! Já vai preparando seu café sem açúcar e bora pra uma quarta-feira com você bem informado. Eu sou a Silvia. E eu sou a Mai. Mais um dia das meninas aqui. Falamos ontem que a gente tava encerrando o mês de março e olha só.

Dia 1º de abril, eu e Mai, Mai e eu, estamos aqui pra mais um dia de muitas informações pra vocês. Dia 1º de abril, checkpoint no meio da semana e dia da mentira. Mas se tem uma coisa que não é mentira, é que as pessoas saem bem informadas daqui, Mai.

É, e não tem nenhuma AI gravando aqui. Não tem. Vocês gostam de falar de vez em quando que a nossa voz é AI. Não é, tá? A gente é de verdade. Então, vamos lá. Agora, bem apresentadas, devidamente apresentadas. Mai, puxa o cardápio. Aliás, eu vou puxar o cardápio já que ontem você puxou. Hoje eu puxo. Em mundo, Trump cogita acabar com a guerra sem solucionar fechamento do Estreito de Hormuz.

Em Brasil, Planalto articula medidas econômicas para reverter percepção negativa da população. Os atletas mais famosos do mundo resolveram investir pesado no wearable do momento. Unilever avança na saída de alimentos com acordo bilionário. E, para fechar, rombo nas estatais brasileiras alcança patamar histórico.

E hoje, como é quarta-feira, vamos ter a nossa sexta história, uma história extra para finalizar o episódio. Agora a gente vai para a palavra dos patrocinadores e logo em seguida a primeira história.

Sil, olha esse comentário que a gente recebeu de um ouvinte outro dia. Ela disse o seguinte, uma amiga contou que o carro da mãe dela parou na estrada e na hora ela lembrou, o The News sempre fala do Moura Fácil. Incrível, né, Maia? A gente fala tanto aqui que acaba ficando na cabeça. Quando acontece um pepino desses, é só chamar o Moura Fácil. Você pede pelo site, telefone ou WhatsApp e em até 50 minutos chega um técnico onde você estiver para testar e se precisar, ele troca a bateria ali mesmo.

Ah, e agora também vale para motos, tá? Ou seja, quando você precisar, já sabe. Seja carro ou moto, é só chamar o Moura Fácil.

O relógio está correndo. Isso porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã em até seis semanas, mesmo que isso signifique deixar o Estreito de Hormuz bloqueado. Isso representa uma mudança na estratégia de Washington.

Em vez de uma ocupação prolongada, o Trump quer realmente focar nos principais objetivos militares, que são enfraquecer a marinha iraniana e destruir a capacidade de mísseis do país, para então declarar vitória. Bom, o que está por trás desse movimento, então? Basicamente, o Trump está ameaçando países europeus que negaram apoio aos Estados Unidos, como é o caso da França, Itália, o Reino Unido e a Espanha.

Para o presidente, se os europeus não facilitam essa logística da guerra, eles não devem esperar que os Estados Unidos garantam a segurança do combustível deles. Na rede social Truth Social, ele escreveu, entre aspas, vão ao estreito e simplesmente tomem-o. Os Estados Unidos não estarão lá para ajudar vocês mais, assim como vocês não estiveram lá por nós. Vão buscar seu próprio petróleo.

Bom, na prática, a cada aumento do preço dos combustíveis, a urgência fica maior. Pra gente ter uma ideia, desde o começo da guerra, o preço da gasolina subiu 70% na Europa. Mas tudo pode não passar de um blefe. Isso porque o bolso dos americanos também já está sentindo os efeitos da guerra, do conflito. Pela primeira vez desde 2022, primeira vez em quatro anos, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou os 4 dólares por galão.

Bom, para finalizar, o presidente do Irã afirmou em conversa com o presidente do Conselho Europeu que o país não busca prolongar o conflito e está disposto a encerrá-lo, desde que receba garantias contra novas agressões. Essa foi nossa primeira história de mundo, agora a gente fala de Brasil.

Preocupado com a estagnação da sua popularidade e o avanço da oposição nas pesquisas, o Lula entrou em modo cobrança com os membros do seu time. O diagnóstico do Plana Alta é de que os indicadores macroeconômicos favoráveis, como é o caso do PIB em alta e o desemprego na mínima, não estão sendo percebidos pela população, que segue sufocada pelo endividamento.

E isso, Sil, tende a pesar negativamente para o presidente nas urnas. Para virar esse jogo, o Planalto tem preparado medidas para aliviar custos no curto prazo e melhorar essa popularidade. Ao todo, o governo Lula deve destinar mais de 400 bilhões de reais dos cofres públicos aos programas sociais. E, historicamente, o petista levanta essa bandeira e é reconhecido por sua base pelo sucesso desses programas em questão.

E dá pra dizer que isso é quase um padrão no Brasil, já que a própria estratégia de segurar reajuste de energia elétrica, por exemplo, foi usada por Dilma e Bolsonaro às vésperas de eleições. É a força do que os analistas políticos chamam de ter a máquina do governo nas mãos.

Em uma eleição pra lá de polarizada e com uma rejeição superior ao do seu adversário Flávio Bolsonaro, Lula corre pra converter medidas econômicas em dividendos eleitorais há quase seis meses da votação. E ainda em Brasil, pra conter a alta do preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram ontem, no finalzinho do dia, um acordo pra fornecer uma subvenção, ou seja, um apoio financeiro a importadores de diesel.

A medida estabelece o incentivo de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 custeado pela União e os outros R$ 0,60 pelos estados. A contrapartida estadual, ainda de acordo com a nota divulgada pelo governo, vai ser proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação. Agora sim, fechamos a matéria de Brasil e bora para a próxima.

A Whoop, empresa de pulseiras tecnológicas, acabou de captar 575 milhões de dólares e ser avaliada em 10 bilhões. E olha só, tem Cristiano Ronaldo e LeBron James como investidores da rodada. O novo valuation é quase o triplo da sua avaliação anterior, que era de 3,6 bilhões de dólares lá em 2021.

Atualmente, ela possui mais de 2,5 milhões de membros e atingiu uma receita anual de 1,1 bilhão de dólares no ano passado, que é mais que o dobro de 2024. Esses valores, então, acompanham a febre dos wearables, que a gente já falou várias vezes, trouxe vários exemplos aqui para vocês. Essa tendência dos wearables realmente só cresce. Já foi avaliado esse mercado em 92 bilhões de dólares no ano passado e deve saltar para 300 bilhões até 2033.

Mas como que essa pulseira funciona, né, Sil? Diferente dos outros wearables, a pulseira não tem tela e os usuários têm acesso aos dados de saúde por meio de uma assinatura anual. Então eles acompanham fatores como sono, estresse e recuperação. Além das funcionalidades, um dos motivos do hype são os pulsos em que ela está. No primeiro ano da empresa, LeBron James começou a usá-la. Depois, Michael Phelps, Cristiano Ronaldo, Alcaraz, João Fonseca, Sabalenka e vários outros também seguiram essa tendência e entraram na onda.

E querendo ou não ter todo esse pessoal aí como cliente, permitiu que a empresa falasse o seguinte, os melhores atletas, eles monitoram seus corpos com a UUP, então você também pode. E aí, olhando pra frente, né, um dos planos, focos da UUP é, apesar aí da resistência da Anvisa dos Estados Unidos, a FDA, tem sido explorar o uso de medidores de saúde mais avançados, como a de pressão arterial e arritmia cardíaca. Fechamos a terceira história e vamos pra quarta.

Sabe aquela maionese Hellmann's e o caldinho Knorr, que são bem conhecidos? Eles acabaram de ganhar uma nova casa, digamos assim. A McCormick, famosa pelos seus temperos de tampa vermelha, anunciou que vai se fundir com a divisão de alimentos da Unilever. O acordo cria uma nova gigante avaliada em cerca de 600 bilhões de dólares.

E por que estamos te contando isso? Esse movimento prova um momento delicado para as marcas tradicionais do setor. Então, cada vez mais, o consumidor tem optado por melhores preços de marcas próprias dos supermercados ou por produtos mais saudáveis de marcas inovadoras. Na prática, a nova empresa segue com o nome e gestão da McCorkme, mas com a maioria acionária da Unilever. É um movimento estratégico para ambos os lados.

Bom, em um mercado tão concorrido de alimentos e bebidas, que movimenta cerca de 7 trilhões de dólares globalmente, unir-se com concorrentes é um bom atalho para conseguir expandir sua fatia e manter relevância no setor. E é isso que a Unilever e a McCormick têm feito. Agora a gente vai para a quinta história de hoje.

Nos dois primeiros meses do ano, o rombo de empresas estatais no Brasil chegou a um pouquinho mais de 4 bilhões, o pior resultado para um primeiro bimestre desde o início da série, em 2002. Para você ter uma noção da gravidade do assunto, o recorde anterior era bem menor, de 1,36 bilhão de reais em 2024, e em só dois meses o prejuízo já encosta em quase todo o déficit de 2025 inteiro, que dá mais de 5 bilhões de reais.

Bom, e quem está nessa conta é quem entra. Esses números não incluem gigantes como Petrobras ou Banco do Brasil, mas nomes como Hemobras, Infraero, Casa da Moeda e principalmente o protagonista dessa crise, os Correios. No ano passado, a estatal fechou com um déficit de R$ 9 bilhões e precisou de um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro. Para esse ano, a previsão é de precisar de mais R$ 8 bilhões.

Na prática, estatais no vermelho significam que, no fim do dia, o governo precisa cobrir o rombo com dinheiro público, aquele que poderia ir para a saúde ou para a educação. Então, com o setor público total, fechando fevereiro com o déficit de R$ 16,4 bilhões, a necessidade por uma reestruturação nessas empresas parece nunca ter sido tão urgente. Estão entregues cinco histórias do nosso episódio de quarta-feira, mas temos ainda uma extra, então fica aqui para ouvir mais uma matéria.

E aí

Bom, vamos então para a nossa sexta história, que é o seguinte. Um erro de configuração expôs o código fonte completo do Cloud Code, a ferramenta de programação da Antropic. Ao deixarem o arquivo de mapeamento disponível ao público por engano, qualquer pessoa conseguia baixar e ler o código original. O vazamento revelou 512 mil linhas de código distribuídas em pastas. O material expõe não só como o Cloud funciona hoje, mas o que ele vai fazer nos próximos meses.

Além disso, a falha detalhou como a AI gerencia a própria memória e como ela consegue controlar o navegador e o computador do usuário para realizar tarefas sozinhas. Para concorrentes como a OpenAI e a Microsoft, esse vazamento funciona como um manual de engenharia gratuito, olha só. A ironia do caso é que o pacote incluía um sistema interno que era chamado de Undercover Mode, feito justamente para evitar vazamentos de dados.

E é isso aí, estão entregues as seis matérias do episódio de hoje, dessa quarta-feira, 1º de abril. Bom, então a gente tem um recadinho antes de encerrar o episódio, que é sobre ele, o aplicativo do The News. E ontem eu perguntei como é que estava o andamento da leitura, né? De quem estava lendo, quem estava usando para computar as suas leituras, mas eu quero saber de quem está.

Dando checkzinho nos hábitos lá no aplicativo. Então, dando check no hábito de treinar, no hábito de ler edição. Enfim, os hábitos que vocês mesmos colocaram lá. Porque pra quem não baixou ainda, saiba que o aplicativo é totalmente interativo. Você consegue adaptar pra como fica melhor pra você. Então, eu tô dando check nos meus objetivos, no meu checklist diário de hábitos lá no aplicativo do The News. Além de, claro, fazer o joguinho de palavritas que todo dia tem lá no aplicativo.

E uma coisa que eu acho muito legal, Sil, é que lá dentro do aplicativo você pode ler todas as nossas newsletters. Se você não sabia, gente, tem várias. Então, tem The News Cult, The News Money, The News Health, The News Around. Tem muita coisa.

E um outro highlight também é que você consegue ver os comentários de todo mundo que tá dentro do aplicativo. Então, tem gente comentando sobre o Palavritas, que eu vi muita gente, inclusive a Sil, compartilhando os resultados dela, já que ela joga todos os dias. E fora também os comentários que a gente sempre fala aqui dos livros que você leu. Então, é uma comunidade muito ativa, vale muito a pena você conferir.

É isso aí, não deixa de baixar o aplicativo do The News, que está aqui na descrição. Bom, e mais um recadinho, esse não é tão bom que eu tenho pra dar aqui no podcast hoje. É o meu último episódio. Nem a Mayuli sabia disso, ela tá descobrindo aqui na minha frente. Gente, o que é isso? Não tava programado, como assim? Pois é, eu tô me despedindo, é óbvio que é mentira!

Dia dos bobos! Eu tinha esquecido. Dia da mentira! Até a Mai caiu aqui na minha brincadeira. Nossa, eu fiquei branca. Pessoal, é brincadeira. Dia da mentira. Amanhã estamos de volta. Eu estou de volta amanhã. Não é meu último dia. Fiquem tranquilos. Não tô me despedindo do podcast. Ufa!

Agora sim a gente pode encerrar esse dia 1º de abril aqui no podcast. Ela quis sinalizar com uma brincadeirinha. Uma mentirinha. Só pra ver quem tava esperto, quem se ligou de cara que já era 1º de abril. Bom, muito obrigada pela sua companhia hoje, nessa quarta-feira. Amanhã estamos de volta quinta-feira e seguimos. Muito obrigada pela sua companhia. Amanhã estaremos de volta em a partir das 6h06. Um beijo e... Falou!

Esse programa foi produzido por TNS.

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