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Caiado vira aposta do PSD para 2026, crédito rotativo dispara, guerra encarece petróleo e mais

31 de março de 202614min
0:00 / 14:52

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No episódio de hoje:

🌎 MUNDO: Sem perspectiva pelo fim da guerra, mercado entra em alerta com alta do petróleo.

🇧🇷 BRASIL: Caiado vence disputa com governador do RS e será candidato do PSD à presidência.

💊 TECH: Gigante da saúde investe bilhões em descoberta de remédios com AI.

🧠 NEGÓCIOS: Meta cria AI capaz de prever reações do cérebro humano.

💳 ECONOMIA: Crédito rotativo dispara e pressiona milhões de brasileiros.

E no final do episódio, os Highlights.

Participantes neste episódio2
L

Léo

HostJornalista
S

Silvia Macedo

HostJornalista
Assuntos4
  • Delação Premiada INSSRonaldo Caiado · PSD · Eduardo Leite · Ratinho Júnior
  • Mercados de petróleo em altaGuerra e mercado · Impacto no consumo
  • Credito RotativoEndividamento no Brasil · Taxas de juros
  • Inteligência ArtificialMeta · Descoberta de remédios
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Começa agora mais um episódio do podcast diário do The News. Muito bom dia! Já vai preparando o seu café sem açúcar e bora pra uma terça-feira com você bem e informado. Eu sou a Mai. Eu sou a Silvia. E cá estamos, eu e Sil, nesta terça-feira, dia 31 de março, último dia do mês. Março acaba hoje, né Sil?

Finalmente chegou ao fim o mês de março e agora a gente vai iniciar o mês de abril. Amanhã é dia dos bobos, a quarta-feira é dia dos bobos essa semana, primeiro de abril. Mas o que importa é o dia de hoje, então são as notícias dessa terça-feira, desse dia 31. Então, Mai, faça as honras, puxe o cardápio por aí. Bora lá, em mundo sem perspectiva pelo fim da guerra, mercado entra em alerta com alta do petróleo.

Em Brasil, Caiado vence disputa com o governador do Rio Grande do Sul e será candidato do PSD à presidência. Gigante da saúde investe bilhões em descoberta de remédios com AI. Meta, cria inteligência artificial capaz de prever reações do cérebro humano. E crédito rotativo dispara e pressiona milhões de brasileiros.

Vamos então para as matérias do dia, lembrando que hoje é terça-feira e nós temos os highlights lá no finalzinho do episódio. Então, depois das cinco histórias, a gente traz as outras manchetes relevantes que você precisa sair daqui sabendo. Agora, bora, Mari, de primeira história.

O barril de petróleo pode chegar a 200 dólares? Bom, essa é a pergunta que todos estão se fazendo agora em Wall Street. Ontem, os preços do petróleo chegaram a atingir 116 dólares por barril, impulsionados pela intensificação dos ataques ruts contra Israel e pelo impasse diplomático entre Washington e Teherã.

A alta de mais de 50% no preço desde o início do conflito tem deixado o mercado em alerta máximo, ao ponto de já se discutir o risco do barril atingir os US$ 200 caso a guerra se prolongue por meses. Se o Estreito de Hormuz permanecer bloqueado por muito tempo, a disparada de preços obrigaria uma redução drástica no consumo global, paralisando até indústrias e transportes.

Por aqui, já é esperada uma alta no preço de passagens aéreas, já que o querosene da aviação deve sofrer um reajuste de 55%. E já que estamos falando dela, como é que está a situação da guerra? Embora o Trump permaneça com o discurso de que um acordo para acabar com os conflitos com o Irã pode chegar em breve, ele tem aumentado a pressão sobre os iranianos.

Segundo o presidente, os Estados Unidos podem explodir e destruir completamente as usinas elétricas e postos de petróleo do Irã, caso não cheguem a um acordo. Com a chegada de 5 mil fuzileiros nesse final de semana, o Pentágono avalia então operações de alto risco para tomar a ilha de Khark, que é o centro de 90% das exportações iranianas, e extrair urânio enriquecido de Teherã.

Enquanto medidas de ataque e negociações estão na mesa de Washington e de Teheran, o mercado aguarda apreensivo, temendo que o pior ainda possa estar por vir. Fechamos a primeira história e bora de segunda.

O início de semana foi agitado na política brasileira. Segunda-feira foi daquele jeito. O PSD, partido liderado pelo Gilberto Kassab e que é o que tem o maior número de prefeitos aqui no nosso país, definiu oficialmente o rosto para a corrida presidencial. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A escolha pelo governador de Goiás dividiu o partido, principalmente entre os outros dois cotados a disputar uma vaga no Planalto.

De um lado, o Ratinho Júnior, que desistiu de concorrer à presidência na última semana, inclusive comentamos aqui, elogiou a escolha de Caiado, afirmando que o político de longa data é, entre aspas, um homem aprovado como gestor e um entusiasta da iniciativa privada.

Por outro lado, Eduardo Leite, que disputava a escolha do partido com o Caiado, criticou a decisão ao dizer estar desencantado e afirmar que a escolha do PSD mantém a polarização no Brasil. Mas por que o Caiado foi escolhido? Bom, com uma aprovação de 88% no seu governo, o Caiado é visto pelo PSD como um candidato mais qualificado para conseguir atrair o eleitor conservador, que hoje olha para o Flávio Bolsonaro.

Não à toa, agora ex-governador de Goiás, disse que caso eleito, seu primeiro ato será a concessão de uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos no 8 de janeiro. Mas a sua tarefa não vai ser nada fácil. O candidato aparece com só 4% das intenções de voto na pesquisa do BTG, da Nexus, divulgada ontem mesmo. Enquanto isso, o Lula tem 41% e o Flávio 38%, liderando com sobras. Essa foi nossa matéria de Brasil, agora a gente vai para a próxima.

E aí

A meta deu mais um passo na corrida da inteligência artificial e dessa vez o alvo é o cérebro humano, nosso cérebro. A companhia de Mark Zuckerberg lançou o Tribe V2, um modelo de AI capaz de prever como o cérebro reage a estímulos como imagens, sons e linguagem. Essa tecnologia, na verdade, é uma espécie de tradutor. Você mostra um vídeo, um áudio ou um texto e o sistema estima quais áreas do cérebro seriam ativadas.

O salto tecnológico é relevante, porque segundo a meta, o modelo tem até 70 vezes mais resolução e consegue fazer previsões mesmo em cenários que nunca viu antes, o chamado zero shot. E por que isso importa? Hoje, estudar o cérebro exige exames caros, equipamentos complexos e ambientes controlados, afinal ele é muito complexo.

Com esse tipo de inteligência artificial, então, pesquisadores podem simular respostas neurais no computador, acelerando, fazendo com que seja possível ter mais estudos sobre doenças como Alzheimer, autismo e depressão. Então, o impacto pode ir além da medicina. A ideia de criar um gêmeo digital do cérebro acaba abrindo portas para essa interface de homem e máquina, também personalização extrema de conteúdo e até avanços em neurotecnologia. Falamos de tech, agora vamos para negócio.

A L. Lili, fabricante do Monjar, anunciou uma parceria de 2,75 bilhões de dólares com a chinesa Insilico Medicine para desenvolver medicamentos utilizando inteligência artificial. A princípio, a Insilico vai receber 115 milhões de dólares, podendo atingir os quase 3 bilhões com metas e royalties. E, do outro lado, a farmacêutica vai ter exclusividade para desenvolver e comercializar os medicamentos globalmente.

Mas bom, a gente está aqui falando, mas quem é a tal da Insilico? Basicamente, ela é uma health tech listada na bolsa de Hong Kong e que já desenvolveu pelo menos 28 medicamentos com AI, com quase metade já na fase clínica. Ela é considerada uma das empresas mais avançadas nesse segmento, com as ações sendo subido mais de 50% somente nesse ano de 2026.

E essa negociação acaba reforçando uma parceria entre as duas empresas que já existe desde 2023 também para a descoberta de medicamentos, mostrando então a aproximação das farmacêuticas da inteligência artificial. Se você que está ouvindo a gente não consegue imaginar como isso acontece, saiba que muitas empresas já usam AI para simular o efeito de determinadas moléculas no organismo humano, reduzindo custos e tempo de teste.

E esse movimento acaba acontecendo ao mesmo tempo em que a Lili tenta prever a próxima onda do mercado antes que a febre das canetas emagrecedoras passe. Pra esta ideia, no começo do ano, a dona do Monjaro anunciou a criação de um laboratório de pesquisa de um bilhão de dólares em São Francisco. E pra gente fechar essa matéria...

O mercado do uso de inteligência artificial aplicada à descoberta de fármacos deve movimentar 7,6 bilhões de dólares esse ano, com expectativas de saltar para quase 18 bilhões de dólares em 2035. É, parece que a AI está em tudo mesmo, né? Bora para a nossa última história.

Os juros médios cobrados pelos bancos com cartão de crédito rotativo atingiram um novo patamar em fevereiro ao subir para 436% ao ano, o que é aproximadamente 30 vezes mais do que a taxa básica de juros, que é a Selic, que hoje está em 14,75%.

Caso você não saiba, os juros do crédito rotativo são acionados quando a pessoa não paga o valor total da fatura do cartão na data do vencimento. Tá, mas então qual o problema disso? No começo do ano, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam endividados por conta desse rotativo. E com juros altos, as pessoas enfrentavam mais dificuldades para pagar os seus débitos, o que contribui para que 80% das famílias brasileiras atualmente tenham algum tipo de dívida.

Uma das razões apontadas pelo Banco Central para isso é que dos 101 milhões de brasileiros que usam cartão de crédito, muitos utilizam linhas de crédito emergenciais, como é o caso dos rotativos, como se eles fizessem parte da renda da pessoa. Sabe aquela história de eu ganho 10 mil, mas eu tenho 20 mil no cartão de crédito, então eu posso gastar 20 mil? É exatamente isso.

Em janeiro de 2024, o Congresso até decidiu limitar o endividamento por crédito rotativo. Segundo a determinação, a dívida com a taxa do rotativo poderia ao máximo igualar o valor da dívida normal. Só que a medida não trouxe resultados muito significativos. Hoje, 63% dos brasileiros que possuem dívida nessa categoria estão inadimplentes, ou seja, não conseguiram arcar com os custos dentro da data de vencimento.

E como a gente já te contou na semana passada, esse endividamento vem causando preocupação no governo federal, que pediu estudos ao Banco Central e à Fazenda para avaliar a possibilidade de abaixar os juros do rotativo. Uma situação semelhante ocorreu lá em 2012, quando o governo Dilma...

Forçou bancos estatais a diminuir o crédito rotativo. O resultado, porém, acabou sendo negativo, já que fez com que os juros e a inflação aumentassem em seguida. Fechamos a última história do episódio deste dia 31. Agora a gente vai para a palavrinha dos patrocinadores e depois nós voltamos com os highlights. Então fique aí.

Sabe aquele não que dói, Mai? Tipo quando alguém te oferece um docinho depois do almoço, se você tá de dieta. Também, mas tem um não que é pior ainda. É quando você consegue um baita projeto, o cliente pergunta da nota fiscal e aí você trava porque não tem o CNPJ.

Aí já era, né Sil? Sem CNPJ você não emite nota, não fecha o contrato e acaba perdendo o cliente. Esse é o não que dói no bolso. Pra quem presta serviço, CNPJ não é só um documento. É o que te permite crescer e fechar com empresas maiores. E se você acha que abrir empresa é complicado, a Contabilizei resolve tudo. CNPJ em poucos dias, 100% online e sem burocracia.

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Primeiro highlight, a gente vai falar da meta de novo, porque a empresa está iniciando testes de assinatura premium no Instagram. A gente comentou aqui no podcast há algumas, muitas semanas atrás, acho que até alguns meses, que a meta iria iniciar, então, a possibilidade de você ter uma assinatura premium no Instagram. E, de fato, está iniciando nos próximos dias os testes, o Instagram Plus, então, são alguns recursos exclusivos que quem assinar vai ter na plataforma.

Inclusive, uma das possibilidades desses recursos é de visualizar um story sem que o autor do story saiba que você visualizou. Então, às vezes você quer enviar um story para alguém e a pessoa não segue a pessoa e daí ela fica, ah, não vou poder ver e tal, não vou ver. Pois então, com essa nova ferramenta do Instagram, da meta, pode ter essa possibilidade. Então, essa possibilidade é viável.

Além de alguns outros recursos que também estarão disponíveis. A operadora de aeroportos, a Ena, virou a maior do país porque comprou o Galeão por quase 3 bilhões de reais. Isso tudo aconteceu durante um leilão em que a disputa se estendeu por mais de uma hora em viva voz. Agora com essa compra, a Ena então se torna a maior concessionária aeroportuária do país, passando a administrar 18 terminais no Brasil.

Para o terceiro highlight, a gente vai trazer um dado curioso e aproveito para perguntar para você que está nos ouvindo o que você acha disso. Porque de acordo com uma pesquisa do Datafolha, 33% dos brasileiros não acreditam que o homem já viajou para a Lua. Essa pesquisa aí ouviu pessoas em todas as regiões do país, então para essa parcela dos brasileiros não houve contato humano na Lua. E acontece justamente quando uma nova missão Artemis II sai amanhã, dia 1º de abril, então o satélite lunar vai ser lançado pela NASA amanhã, dia 1º de abril.

E aí, você que está nos ouvindo, você acha que o homem já viajou para a Lua, já pisou na Lua, você está junto com esses 33%. Você também acha que não é verdade. E para o nosso último highlight, Renan Santos, o pré-candidato à presidência da República, afirmou que uma das suas propostas é separar o Rio de Janeiro do Brasil caso ele seja eleito.

Essa medida prevê a recriação do antigo estado de Guanabara, que existiu nos anos 60 e 70. Nesse modelo, então, o rio se tornaria uma espécie de cidade-estado e passaria a ter controle sobre orçamento, políticas públicas e forças de segurança.

Bom, então entregamos as cinco histórias, mais os highlights. Podemos finalizar o episódio dessa terça-feira, super terça, com o The News. Peraí, peraí, peraí, peraí. Eu tenho uma pergunta para você, dona Maiuli. Como está o andamento das suas leituras no aplicativo do The News?

Olha, eu tenho um pouco de vergonha de falar isso, porque semana passada eu não li tanto assim, mas eu vou recuperar essa semana. Eu prometi que eu vou. Então, o pessoal que tá nos escutando tá de prova. Eu, por outro lado, já finalizei, finalizei hoje o terceiro livro. Então, estou numa maratona aí intensa. Foram basicamente três livros em menos de dez dias, dá pra dizer? Então, tô intensa. Quero começar o quarto livro ainda essa semana. Vamos ver, com um feriadinho aí, vindo por aí. Páscoa.

Sim, temos feiradinho essa semana, mas o Daniel segue com tudo todos os dias, você já sabe. Então, muito obrigada pela sua companhia hoje, nessa terça-feira. E amanhã, quartinho, estamos de volta. Dia 1º de abril, então encerre o mês conosco e inicie o próximo também. Muito obrigada pela sua companhia, um beijo e... Falou! Esse programa foi produzido por... TNS.

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