EUA x Irã: Um resumo do que você precisa saber sobre a guerra no Oriente Médio
Neste vídeo, o the news explica os highlights dos últimos acontecimentos no Oriente Médio, junto de um contexto histórico da região.
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porque inteligência sempre será o nosso maior diferencial competitivo.
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- Operação Fúria ÉpicaAtaque coordenado EUA-Israel · Morte do Ayatollah Ali Khamenei · Alvos estratégicos destruídos · Autoridades iranianas mortas · Planejamento e execução da operação
- Preços de Combustíveis e PetróleoAlta do barril Brent · Aumento do preço do diesel · Maior alta em quatro anos · Projeções de preço acima de 100 dólares · Efeito dominó na economia
- Bloqueio Estreito OrmuzFechamento da rota de petróleo · Impacto no comércio global · Protocolo de segurança máxima iraniano · Geopolítica
- Politica IraEstrutura de liderança descentralizada · Ausência de autoridade central · Impossibilidade de acordos e cessar-fogos · Cenário de guerra total
- Revolucao Islamica IranMonarquia do Shah Mohamed Reza Pahlavi · Revolução de 1979 · Ayatollah Khomeini como fundador · Transição para república teocrática · Implementação de leis islâmicas rigorosas
- Resposta Chinesa e Risco de RetaliaçãoDependência de petróleo iraniano · Monitoramento do bloqueio · Possível retaliação econômica · Transformação em crise global · Peso econômico chinês
- Declarações de Donald TrumpPrimeira coletiva oficial após ataques · Projeção de duração do conflito · Alcance de objetivos antes do previsto · Destituição da liderança militar · Cronograma acelerado
- Motivações do Ataque dos EUAEnriquecimento de urânio iraniano · Programa nuclear iraniano · Desenvolvimento de armas nucleares · Ameaça técnica de capacidade nuclear
- Possível Transição para Ditadura MilitarPapel da Guarda Revolucionária · Mudança de teocracia para ditadura militar · Atuação mais agressiva esperada · Análises de inteligência americana
- Produção e Influência Petrolífera IranianaProdução diária de barris iranianos · Percentual da produção global · Controle estratégico do Estreito de Hormuz · Influência sobre fornecimento global de energia
- Ataque à Refinaria SauditaAtaque a Hashtanur · Maior refinaria da Saudi Aramco · Processamento de 500 mil barris por dia · Impacto na capacidade de refino global
- Conflito Irã-EUAAmeaça existencial do Irã · Teoria da 'cabeça do povo' · Combate a Hamas e Hezbollah · Centro financeiro e ideológico do Irã
- Financiamento de Grupos ArmadosSuporte do Irã a organizações terroristas · Financiamento de milícias regionais · Desestabilização regional · Objetivo de encerrar financiamento
- Conflito EUA-IrãAlcance de mísseis iranianos · Ameaça a bases americanas · Ameaça a aliados europeus · Restrição de capacidade militar
- Impacto nas Milícias RegionaisPerda de liderança centralizada · Ações independentes de Hamas e Hezbollah · Desorganização de grupos armados · Risco de atuação descoordenada
Ele não conseguiu evitar nossa inteligência e sistemas de rastreamento altamente sofisticados. E, trabalhando junto com Israel, não havia nada que ele ou outros líderes que foram mortos junto com ele pudessem fazer. Foi com essas palavras que Donald Trump confirmou o sucesso da Operação Fúria Épica, na madrugada deste último sábado, 28 de fevereiro de 2026. O ataque coordenado entre Washington e Tel Aviv não apenas destruiu alvos estratégicos,
do regime, o complexo residencial em Teherã, culminando na morte do Ayatollah Ali Khamenei. Aos 86 anos, Khamenei ocupava o posto de líder supremo desde 1989, escolhido pessoalmente pelo fundador da República Islâmica, o Ayatollah Khomeini. Sua morte encerra um reinado de 37 anos, marcado por uma sobrevivência implacável a sanções e revoltas,
revolucionária e a justiça. Além de Khamenei, ao menos outras sete altas autoridades do regime foram confirmadas como mortas no ataque, incluindo o ministro da defesa do país, além do comandante da guarda revolucionária. Mas antes de entendermos o caos dos últimos dias, precisamos voltar ao início para explicar como esse regime chegou ao poder. Para entender o Irã atual, vamos voltar para 1979, o ano da Revolução Islâmica. Antes disso,
o país era uma monarquia liderada pelo Shah Mohamed Reza Pahlavi. Era um regime fechado e autoritário, mas aberto ao Ocidente e focado principalmente na modernização. Não havia o controle rígido do clero xiita, as mulheres frequentavam universidades, o cinema florescia e o país era um aliado-chave dos Estados Unidos. Por outro lado, havia muita pobreza, principalmente nas áreas rurais e do interior do país.
a corrupção e a desigualdade se uniu ao fervor religioso liderado pelo Ayatollah Khomeini. A monarquia caiu, o Shah fugiu e o Irã se tornou uma república teocrática. Desde então, o líder supremo passou a ser a voz final sobre tudo, implementando leis islâmicas rigorosas e transformando os Estados Unidos no grande Satã. Bom, voltemos então agora à madrugada de sábado. A decisão pela Operação Fúria Épica foi o desfecho de um plano estratégico que já estava na mesa de Donald Trump há algum tempo.
O crescimento americano, em uma intervenção direta, escalou por três motivos centrais. Primeiro, o Washington exigia o enriquecimento zero de urânio, acreditando que o Irã estava a um passo técnico de construir armas nucleares. Segundo, os Estados Unidos queriam restringir o alcance dos mísseis iranianos, que já ameaçavam bases americanas do Oriente Médio e aliados na Europa. E terceiro, o objetivo era encerrar o financiamento do regime a grupos armados na região, o que os Estados Unidos consideram o principal fator de instabilidade global.
Para Israel, o interesse na Operação Fúria Épica vai além do desarmamento. O governo de Benjamin Netanyahu vê o regime de Teheran como uma ameaça existencial direta. A estratégia israelense foca na teoria da cabeça do povo, defendendo que não basta combater milícias como Hamas e Hezbollah nas fronteiras se o centro financeiro e ideológico que as alimenta continuar intacto. Enquanto as negociações em Genebra ocorriam na última quinta-feira, os Estados Unidos e Israel já finalizavam os planos da invasão.
em troca do fim das sanções, mas a inteligência aliada concluiu que o regime apenas ganhava tempo. Com porta-aviões já posicionados no Golfo, Washington tratou a diplomacia como o último aviso antes de um ataque que já estava decidido. A morte de Khamenei remove o pilar central que sustenta a estrutura do Irã há quase quatro décadas, criando um vácuo que coloca o futuro do país em cheque. Como ele detinha a palavra final em qualquer decisão estratégica, sua ausência deixa o país sem um representante com autoridade para selar acordos,
ou cessar fogos, restando apenas o cenário de guerra total. O Irã já enfrentava uma economia em frangalhos e forte insatisfação popular. A morte do líder supremo pode ser o estopim para movimentos de oposição que tentam, ou podem vir a tentar, derrubar o sistema, gerando um conflito interno violento nas ruas. Grupos como Hezbollah e Hamas perdem sua liderança centralizadora e, sem o comando de Kamenei, essas milícias podem agir por conta própria,
médio. Analistas da inteligência americana avaliam que a guarda revolucionária deve preencher o vácuo deixado pelo clero. O Irã deixaria de ser uma teocracia para se tornar uma ditadura militar direta com um perfil de atuação mais agressivo, se for por esse caminho. Agora, olhando para o restante do mundo, a morte de Khamenei e a ofensiva aliada disparam um efeito dominó que vai muito além das fronteiras de Teirã. Para começar, de imediato, após os bombardeios, o regime executou seu protocolo de segurança máxima.
fechamento do Estreito de Hormuz. É aqui que entra a questão do petróleo. A decisão paralisa a rota por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo global, o que gerou uma reação instantânea no preço do barril no mercado internacional nesta segunda-feira. Em cifras, o barril de petróleo tipo Brent disparou simplesmente 9%, ultrapassando a faixa dos 80 dólares em algum momento. Essa foi a maior alta em quatro anos. Enquanto isso, o diesel, que é o motor da economia,
20% em um único dia. Pense que quando o diesel, que é o combustível que move caminhões e navios de carga, dispara 20% em 24 horas, o efeito dominó tende a ser inevitável. Caso esse fluxo não seja reestabelecido rapidamente, o Estreito de Hormuz, já estima-se que o preço do petróleo pode trapassar os 100 dólares por barril em algum momento. Pense que o Irã em si produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, ou 3% da produção global.
Pouco para ter um tamanho impacto. Mas uma vez que o país exerce influência sobre o Estreito de Hormuz por conta da sua localização estratégica, ele exerce influência, consequentemente, sobre todo o fornecimento de energia global. Além disso, o Irã fez um ataque de drones ao complexo Hashtanur, a maior refinaria da Saudi Aram, que é nada menos que a maior empresa de petróleo do mundo. Só para ter uma ideia, a unidade processa mais de 500 mil barris de petróleo por dia. O medo de um apagão logístico fez os gráficos de preço apontarem para o céu.
Para tentar apagar o incêndio, a OPEP+, correu para anunciar um aumento de 206 barris por dia na produção. O gesto, no entanto, é quase simbólico. De nada adianta abrir a torneira se o ralo, que é o Estreito de Hormuz, está entupido por praticamente uma guerra naval. Além do petróleo, tem a questão da aviação. O bloqueio também instaurou um cenário de caos na aviação civil global. Por conta da instabilidade total no espaço aéreo da região,
foram obrigados a retornar no meio do trajeto. No Brasil, pode chegar na Petrobras esse impacto, que deve sofrer uma pressão para reajustar preço da gasolina e do diesel nas bombas. Por outro lado, as ações da companhia até subiram, com a expectativa do mercado de que maiores lucros podem vir com os preços do petróleo mais altos. Nesse cenário, o governo brasileiro se manifestou através do Itamaraty, que emitiu uma nota criticando a escalada de violência e o uso da força como solução para conflitos internacionais.
evitem viajar para 11 países da região. O Ministério das Relações Exteriores reforçou a necessidade de diálogo. A manifestação do governo Lula reflete uma tradição da diplomacia brasileira e do próprio presidente petista, de manter uma relação amistosa com o Irã. Lula sempre defendeu a inclusão de Teherã, que é a capital do Irã, em fóruns globais e buscou atuar como mediador em crises passadas, evitando o isolamento total do país.
A Rússia classificou a ofensiva coordenada como imprudente e uma violação direta do direito internacional.
apelando para o retorno imediato de soluções diplomáticas. Já a China, que é uma parceira também do Irã, assim como a Rússia, e que depende do fluxo de petróleo iraniano para sustentar a sua economia e o tanto de energia que consome, monitora o bloqueio com certa apreensão. Pequim pode usar seu peso econômico para retaliar Washington de alguma forma, transformando o conflito regional em uma crise de proporções de fato globais.
Bom, e falando no Pentágono, nessa segunda-feira, Trump deu uma coletiva, que foi a primeira vez dele falando oficialmente
depois dos ataques. O presidente dos Estados Unidos afirmou nessa coletiva, que foi à tarde, que as forças americanas projetaram desde o início um conflito com o Irã que durasse, entre aspas, de quatro a cinco semanas, mas que poderiam ir além disso. Abrindo aspas de novo para o presidente, já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar. O presidente americano ainda disse que os ataques em conjunto com Israel, entre aspas,
do que haviam previsto. Abre aspas para o presidente. Também previmos quatro semanas para destituir a liderança militar. E como você sabe, isso foi feito em cerca de uma hora. Então estamos bem à frente do cronograma, comentou durante esse pronunciamento. Voltaremos com mais informações todos os dias, seja com podcast, com vídeos ou na sua caixa de entrada.
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